E se eu disser para vocês que o melhor Real Madrid de todos os tempos nunca ganhou uma Champions? Afinal, quando a gente fala em times de José Mourinho, a gente fala em equipes que são insuportáveis de enfrentar. São equipes duras, intensas, muitas vezes vistas como tóxicas, sabem sofrer, sabem provocar, sabem competir, eram um letag no contra-ataque e, acima de tudo, tinha uma mentalidade de titânico.
Como diz o próprio treinador, basicamente com José Mori sempre foi nós contra eles. E essa filosofia não era um discurso vazio, era identidade, era o combustível, era guerra psicológica transformada em vantagem competitiva dentro de campo. E goste de você ou não, é mais pura verdade, cara.
E talvez o time que tenha representado todas essas características do José Mourinho seja justamente a equipe campeã do Real Madrid como dada pelo próprio José Mourinho. Curiosamente, né, como acontece com muitas equipes treinadas por ele, aquele Madrid também foi rotulado por parte da imprensa como um time defensivo, às vezes até negativo. Só que a realidade dos números, meus amigos, conta uma história completamente diferente, pois durante as três temporadas em que o Mourinho esteve no comando do Real Madrid, sua equipe marcou impressionantes 326 gols.
Nenhum outro time da liga balançou as redes tantas vezes nesse período. Cara, só na temporada 11, 12, a lendária temporada, né, que o Madrid ganhou a liga para cima do Barcelona, foram 121 gols do Real Madrid, um recorde histórico. Além disso, eles somaram 100 pontos no campeonato, que é outro marco histórico, e talvez o feito mais simbólico de todos, que foi superar o Barcelona de Pep Guardiola, que é amplamente considerado por muitos aí como o maior time da história do futebol.
Pode ser, pode. Aquele Real Madrid era algo fora do comum e isso levanta uma pergunta inevitável. Será que o Real Madrid Mourinho deveria estar na disputa pelo título de maior time de todos os tempos?
Para alguns pode parecer um absurdo, mas para outros não é uma afirmação tão exagerada assim, tá? Sim, geek, mas por que esse super time do Moril nunca ganhou uma Champions? Existe um motivo, um segredo que explica isso?
A verdade que eu vou contar no vídeo de hoje, meus amigos, sobre este Real Madrid de José Mouril vai incomodar muitas pessoas e é do jeitinho que eu gosto, polêmico que vocês já sabem. Mas cara, estamos falando de Mourinho, né? E onde tem Mourinho tem drama, tem muita confusão.
Então a pergunta é muito simples, como tudo isso começou? Como esse projeto nasceu? Como isso terminou?
E principalmente quão bom foi esse Real Madrid de José Mourinho, que eu já adianto para vocês que foi o melhor time que eu já vi na minha vida, mas aí é a minha opinião, porque quando a gente olha pra linha do tempo dessa história, existem vários momentos que poderiam servir como ponto de partida, né? Mas vamos começar por 2009. Na temporada 20082009 de La Liga, né, o Ramon Calderon era o presidente do Real Madrid.
Ele havia assumido, né, o cargo em 2006, sucedendo o Florentino Perez, que comodou o clube entre 2000 e 2006 e ficou marcado por implementar a famosa política dos galáticos. A ideia era muito simples, né? Reunir todas as super estrelas do futebol mundial na época em um único time.
Então a Zidani, Beck, Ranfigo, Ronaldo Fenômeno, todo mundo, Roberto Carlos, Cassiller, todo mundo. Cara, até o Michael Owen chegou a fazer parte dessa Oi. Bola de Ouro Michael Owen, cara, era uma lista que parecia coisa de videogame, né?
E o projeto mirava tanto o impacto esportivo quanto o retorno comercial. Era marketing e futebol caminhando lado a lado. Mais marketing do que futebol.
Mas se der minha opinião. Mas o grande problema, cara, é que muitos críticos acusavam Florentino Perz de enxergar apenas o valor de mercado desses jogadores, negligenciando o equilíbrio do elencem. E o foco exagerado em estrelas ofensivas deixava o setor defensivo fragilizado.
Que não lembra do famoso Pavones e Zidanes, né, que na zaga era o garoto da base, o Pavon, mas lá no ataque era Zidani, Ronaldo Fenômeno. Isso daí era os galáticos. E mesmo com dois títulos de La Liga, uma Champions League e um crescimento financeiro significativo, grande parte da torcida do Madrid viu aquele período do Madrid como uma decepção proporcional ao investimento feito.
Então, pressionado, o Florentino deixou o cargo, ele renunciou. Só que essa história dos galáticos eu vou deixar para outro vídeo, tá? Que é um mega documentário que eu tô preparando mais de uma hora, já tá na edição.
Ixe, esse vídeo tá bom demais. Mas voltando ao Calderon, né, quando ele assumiu, o Real Madrid vinha de anos de frustração, né, vindo Valência e o Barcelona renovado tomaram um protagonismo e nos dois primeiros anos, né, sob sua gestão, o clube conquistou dois títulos consecutivos da liga, ou seja, parecia o início de uma nova estabilidade, né, só que havia um grande problema que, na verdade, é um problema que ecua no Real Madrid, desde que eu entendo por gente, que era o estilo de jogo. O time até ganhava, até tinha resultados, mas não encantava de forma alguma.
E a imprensa criticava o pragmatismo, né? A torcida queria o espetáculo e a diretoria queria algo mais convincente. Isso ficou claro, né?
Quando o Fábio Capelo, mesmo campeão, ele foi demitido no cargo de treinador e o seu substituto foi o Berner Schuster, né? Também conquistou a liga e também foi demitido. E na temporada 2008 e29, o ciclo de triunfos chegou ao fim.
E o que aconteceu em seguida no Real Madrid simplesmente mudaria para sempre a história deste clube. Basicamente surgiram três grandes acontecimentos nesses anos seguintes que moldaram o Real Madrid para sempre e que principalmente iriam impactar a década seguinte que foi muito gloriosa pro Real Madrid. São três.
O primeiro deles foi o confronto contra o Liverpool nas oitavas da Champions, né? Era exatamente a fase onde o Real Madrid vinha sendo eliminado repetidamente nos anos anteriores. E mais uma vez a eliminação aconteceu justamente 20089.
Só que dessa vez não foi apenas uma queda, cara. Foi um golpe de realidade, uma surra, um sinal claro de que algo precisava mudar profundamente. Simplesmente 5 a 0 pro Liverpool no placar agregado que foi construído com gols de ninguém menos que o Stephen Jerr, Fernando Torres, que era um ex-jogador ídolo do Atlético de Madrid, e o Mascherano, que mais tarde se tornaria um verdadeiro cão de guarda do Barcelona.
E o segundo grande acontecimento impactante foi a La Liga dessa temporada. Meus amigos, o que aconteceu com o Real Madrid foi uma loucura, pois o Real Madrid e Barcelona estavam separados por apenas quatro pontos na tabela e restando cinco rodadas pro fim da temporada. que tinha um clássico no Santiago Bernabeu, que prometia ser o confronto decisivo, cara.
Basicamente quem ganhasse venceria La Liga. Era o jogo que poderia mudar tudo, só que mudou. É, mas não a favor do Real Madrid, cara.
O Real Madrid conseguiu perder dentro do Bernabéu, um jogo que não deveria pro Barcelona. Isso daí foi um golpe duríssimo na temporada do Real Madrid. E para piorar, o Real ainda perdeu todos os jogos restantes da liga naquela mesma temporada.
Velho, foi um fim melancólico, né? O time simplesmente derreteu, velho. >> Deu uma botar afogada absurda o Real Madrid nessa temporada.
E por fim, o terceiro grande acontecimento, pois o Ramon Calderon já havia deixado a presidência durante aquela temporada e foi substituído temporariamente até a realização de novas eleições. E quem estava lá, ele mesmo, Florentino Perz, anunciou sua candidatura para retomar o comando do clube. E como ele era o único candidato elegível, ele acabou sendo reeleito pro seu segundo mandato.
E é aqui que a história começa a esquentar de verdade, né? Porque vocês lembram do projeto dos galáticos lá do Florentino que não deu muito certo esportivamente? Então ele voltou com os galáticos 2.
0. Cara, a janela de transferências que o Florentino fez em 2009, assim que ele voltou pro clube é um negócio de maluco, pois de volta ao poder, o Florentino basicamente retomou o projeto exatamente de onde havia parado, né? Se os galáticos não deram certo na primeira vez, então, pô, bora tentar de novo.
Pelo menos é isso que parecia estar passando pela cabeça do velho. E essa janela de 2009, cara, do verão europeu, foi insana, né? Assim, é uma das mais impactantes da história do futebol.
Cara, se liga só nos nomes que estavam saindo do Real Madrid. Ainda nem as chegadas, as chegadas são históricas, mas olha quem tava saindo. É, são uns cara mais ou menos.
Simplesmente saíram Robin, Wesley Snyider, Fábio Canavarro, Van Sterói e o Parerro. Exatamente, o Pareerro, tá? É ele mesmo do Vila Real, camisa cinco.
Ele é ele. E vários desses jogadores já foram considerados os melhores do mundo em suas posições em diferentes momentos da carreira, velho. E eles estavam deixando o Real Madrid.
Mas quando você olha pra turma que estava chegando no lugar dos que estavam saindo, meus amigos, é uma galera também bem mais ou menos, né? Um tal de Kaká, bola de ouro, um tal de Cristiano Ronaldo aí, outro bola de ouro, um tal de Xav Alonso, que seria ídolo também, assim, um benzem, né, que jogou pouca coisa no Real Madrid. E, cara, o Chabi Alonso foi muito importante, né, um jogador cerebral, equilibrador, exatamente o tipo de peça que o Peres havia ignorado em seu primeiro mandato.
E vejam só, é o mesmo tipo de perfil de jogador que o próprio Florentino Perz hoje em dia em 2026 está ignorando de novo. Por quê? Porque saiu Tony Cross, saiu Modric, ele não repôs.
O velho adora cometer o mesmo erro duas vezes, cara. Eu já comentei sobre isso no vídeo que saiu no início dessa semana, tá? Depois vocês cliquem nos cards para assistir.
Só que aquele elenco começava a ganhar forma, né? Começava a parecer assustador. E ainda tinha o Negredo, né?
Quem lembra dessa lenda aí? Álvaro Negredo. O Madrid exerceu a cláusula de recompra e trouxe ele de volta e vendeu ele imediatamente, né?
Lucrando na operação. Ele simplesmente não teria espaço competindo com Higuaí, Bezemá e Cristiano. Pô, esquece.
E a primeira temporada dessa nova era dos galáticos sob o comando do Pellegrini foi muito melhor do que as anteriores, né? O time somou 96 pontos na La Liga e marcou 102 gols. Na temporada anterior haviam sido 78 pontos e 83 gols.
E aqueles 96 pontos do Real Madrid eram até então a maior pontuação que o próprio Real Madrid já havia conquistado na história do clube. Eles nunca conseguiram chegar em 96 pontos, chegaram pela primeira vez. Só que havia um problema.
É, do outro lado tava um tal de Barcelona, de Pep Guardiola. Cara, fazer 96 pontos e ainda assim perder o título é uma loucura, cara. E o Guardiola simplesmente meteu 99 pontos na temporada.
É um absurdo, >> cara. Competir com Guardiola em pontos corrido é pior que acidente de móvel. >> Não parou por aí, não.
Tá, mais uma vez o Real Madrid caiu nas oitavas da Champions e foi um absurdo, né? Terminou a temporada se levantar nenhum título. E o Real Madrid não é exatamente conhecido por paciência com treinadores, né?
Entre 2003 e 2009, em apenas 7 anos, o clube teve nove técnicos diferentes, cara. Nove. E quando chegou a hora do Pellegrini sair, pouca gente ficou surpresa, cara.
O projeto precisava de algo mais, precisava de personalidade, precisava de alguém que não tivesse medo de enfrentar o sistema. E esse alguém já estava a caminho e vocês sabem perfeitamente de quem eu estou falando. Então vamos lá.
Você acabou de contratar os novos galáticos, trouxe jogadores recém bola de ouro na época, né? Kaká, Cristiano Ronaldo, Benzemcha, Chab Alonso, já tá funcionando, Market, o time fez 96 pontos, tá jogando, beleza, mas a gente sabe que no Real Madrid não basta só jogar bem, né? tem que ganhar título também, principalmente título, não?
Quando o objetivo é voltar ao topo da Espanha e principalmente conquistar a la 10ª, a tão sonhada 10ma Champions League. Obsessão histórica do Real Madrid até então. Então você tem os galáticos no gramado, mas também tem egos do tamanho do planeta.
E convios, quanto maior talento, maior a personalidade. E na maioria das vezes é assim que funciona. Só que o técnico ideal não pode ser apenas um bom treinador e conhecedor de táticas.
Ele precisa ser forte bastante para controlar aquele vestiário. Precisa ter uma autoridade natural. precisa ser ele próprio um galático.
E aí você pensa quem naquele momento poderia ser o técnico ideal pro Real Madrid, um técnico que também era grande, era o nome tão galático quanto os próprios jogadores. Talvez o técnico que tinha acabado de ganhar uma Champions League pela Inter de Milão. Talvez o cara que fez a trípse coroa pela Inter de Milão.
Talvez. Exatamente. Estamos falando da chegada histórica de José Mourinho.
Só que antes disso a gente precisa contextualizar um pouco o outro lado que é o Barcelona, porque em 2008, né, antes de Pep Guardiola assumir o comando do Barça, né, o clube catalão procurava um novo treinador após a demissão do Frank Ricard, né, como todo gigante europeu, haviam vários nomes sendo especulados, né, mas na prática eram dois favoritos reais, Pep Guardiola e Adivinh? Sim, José Mourinho. O Mourinho já conhecia o Barcelona por dentro, né?
Porque ele tinha trabalhado lá no final dos anos 90, primeiro como tradutor e assistente do Bob Robson e depois na comissão do Luiz Vangal. Só que naquele momento, em 2008, ele já não era apenas um ex-funcionário do clube. Ele vinha de passagens brilhantes pelo Porto e pelo Chelsea.
Já era campeão europeu, já havia desafiado o sistema, já havia provado ao mundo que ele era diferente. >> Ele era o tal do Special One, né, como diria. >> Já o Guardiola, por outro lado, era ídolo do Barcelona e treinava as categorias de base do clube, né?
Era promissor, era, mas ainda não havia comandado o time principal. Então, querendo ou não, era uma aposta. Só que quando surgiu a possibilidade de Mori retornar ao Barça como treinador, ele fez o que estava se alcance para poder aumentar suas chances, né?
E seu empresário entrou em contato com o La Porta, né, o presidente do clube tentando pavimentar esse caminho. Só que havia um obstáculo intransponível dentro do Barcelona e ele se chamava Johan CF. Já já ouviram falar um tal de CF aí?
Simplesmente o CF defendia a ideia do Guardiola com plena convicção. O CF chegou e disse: "Esquece José Murio, vocês tem que apostar nesse cara que tá na base, no Guardiola, pô, ele conhece o DNA do clube. Naquele momento, as chances do Mourinho treinar o Barça basicamente evaporaram.
>> O Crof talvez seja o único homem capaz de ganhar uma discussão com a mulher. >> Então o Mourinho foi pra Inter de Milão, cara, mas aquilo não ficou barato, né? E se isso fosse um filme da Marvel, esse seria o início da jornada do vilão, né?
a origem da vigança, porque dois anos depois ela aconteceu na semifinal da Champions, né, 2009, 2010, a Inter de Mourinho enfrentou o Barça de Guardiola. Foi um duelo tático de altíssimo nível e o Mourinho armou sua equipe com uma perfeição absurda, cara. Neutralizou o jogo do Barça, sofreu, resistiu e venceu.
E pelas comemorações do Mourinho no Campinu, né, correndo pelo gramado lá sobre chuva de vaias, dava para perceber, cara, aquilo era pessoal. Naquela temporada, Mouril e Inter conquistaram a Champions League e a tripose e coroa. E aquilo bastou para convencer Florentino Perez de que ele era o homem certo.
E após confirmar o seu destino, o Mourin soltou uma frase que ficaria marcada para sempre na sua carreira como treinador. Ele chegou e disse o seguinte: "Se você é um treinador e se considera de elite e não treinou o Real Madrid, então você não é um treinador de verdade". E quando ele finalmente chegou a Madrid, o espetáculo começou, cara.
Seguindo o padrão daquele período, a primeira medida foi reformular o elenco, cara. foi fazer uma limpa geral, trazer novas peças, ajustar o ambiente, o vestiário, o palco tava montado e o protagonista havia chegado, né? Jogadores como Guti e Raul, né, dois símbolos que passaram 16 anos no clube, tiveram seus contratos encerrados.
Era o fim de uma era, né? E no lugar dele chegaram Ozil, Kedira e o Di Maria. E junto dessas contratações, chegou também aquilo que sempre acompanhava o José Mourinho, que é a autoconfiança quase arrogante, a postura desafiadora e aquela personalidade que tomava qualquer sala, velho.
E o início da temporada foi um tanto quanto lento. Teve um empate logo na estreia, né, que levantou algumas dúvidas, só que o time rapidamente começou a absorver a identidade que o Mori queria implantar. E o Real passou a montar armadilhas no campo, né, defender de forma compacta com bloco único e explodir nos contra-ataques em velocidade absurda.
Velho, este Real Madrid, na minha opinião, montou o melhor contra-ataque da história do futebol. Eu nunca vi uma transição tão bizarra, tão absurda como foi essa do Mourinho com o Real Madrid. Cara, o desafio você me dizer um time de contra-ataque melhor que esse aí.
No quinto jogo da temporada, o Madrid enfrentou o Levante fora de casa e dominou completamente a partida, né? Criou inúmeras chances, bola na trave e terminou um 0 a 0. Na coletiva, né?
perguntar a Mourinho se ele estava preocupado com a falta de eficiência do time. E o Mourinho ele respondeu o seguinte: "Algum dia um time azarado vai pegar a gente e essas bolas que a gente tá desperdiçando vai entrar e esse time vai se lascar". >> Quer dizer, ele não disse exatamente assim, eu só dei um resumido aqui >> e o time pagou, cara.
Nos três jogos seguintes, o Real venceu por 6 a 1, 4 a 1 e 6 a 1. Curiosamente, enfrentou o próprio Levante mais três vezes naquela temporada, né? que marcou 10 gols contra o Levante.
O ataque formado por Cristiano de Maria, Benzemá e Ozil era simplesmente avaçalador. E ainda tinham Higuaí e o Kaká que sofreram com lesões, é verdade, e ficaram por fora de boa parte do ano, né? Mas isso não impediu o time de voar ofensivamente.
O Cristiano terminou, né, como artilheiro de La Liga com 40 gols, cara, 53 no total da temporada. Já o Oil liderou a liga com muitas assistências, foram 18 ao total e fechou o ano com 27 passes para gols em todas as competições. Então os números eram absurdos.
As sensações do Real Madrid Ava Salalador que finalmente poderia ganhar títulos e quem sabe ela décima era finalmente concreta. Só que do outro lado tinha um grande problema que é o maldito Careca. Guardiola montou talvez o melhor time da história do futebol e aí é complicou.
Naquela temporada, Real Madrid e Barcelona se enfrentaram cinco vezes, duas por La Liga, duas pela Champions e uma na final da Copa do Rei. O primeiro confronto foi traumático pro Madrid, cara. Foi um 5 a 0 pro Barça em Campo nu e o Florentino Perry chamou aquela atuação de uma das piores da história do Real Madrid.
Só que o Mourinho, ele recusou tratar isso como humilhação. Cara, é estranho, talvez, mas ele nunca deixava o discurso escapar do controle. E os quatro clássicos seguintes aconteceram em apenas 17 dias.
Primeiro o jogo de volta da liga, né, 1 a 1, depois a final da Copa do Rei, né, que foi triunfo do Real por 1 a 0, com aquele gol icônico do Cristiano Ronaldo na prorrogação, que foi a partir daí inclusive que o Mourinho começou a testar o Cristiano mais centralizado e era o primeiro título do clube na competição em 18 anos, cara, e o primeiro troféu desde o título da liga em 2008. Então essa copinha do rei foi importante, só que aí veio a Champions League e vocês já sabem o que Messi aprontou para cima do Real Madrid nessa Champions League, né? Um agregado de 3 a 1 com um gol lendário dessa não, dessa pula miserável.
Cara, o primeiro jogo foi um caos absurdo, né? Foram 46 faltas marcadas, cinco cartões amarelos e dois vermelhos. Pepoi expulso, né?
O José Pinto, goleiro reserva do Barcelona, que nem entrou em campo, também foi expulso. E o Mourinho também foi expulso, pô. Foi uma guerra.
Messi marcou dois gols naquele duelo e praticamente decidiu a eliminatória. E no jogo da volta, o Madrid não conseguiu reagir, né? E eu não tenho a menor dúvida de que esse foi o melhor momento, o melhor período de clássico de todos os tempos.
Cara, conflitos a flor da pele, era guerra, era cartão vermelho todo o jogo. De um lado, Messi Prime, Cristiano Prime, Mourinho, Guardiola, era uma rivalidade medonha. E o Mourinho estava furioso, né, especialmente com a UEFA, porque na visão dele, né, as arbitragens da Champions sempre favoreciam o Barcelona.
E em uma coletiva explosiva, ele disse o seguinte: "Se eu disser o que penso, a minha carreira acaba agora". Mas todo mundo já ouviu essa daí do Mori, né? E ele ainda complementou dizendo o seguinte, né?
Por qu por que um time tão espetacular como Barcelona precisa disso? Rapaz, isso daí na época foi uma bomba. E no fim das contas, o Real novamente fez mais de 90 pontos na liga e novamente marcou mais de 100 gols.
E novamente ficou atrás do Barcelona, cara, que ganhou La Liga e a Champions na temporada. Mano, isso é completamente bizarro, velho. Enfrentar Guardiola em pontos corridos é desumano.
O Real Madrid tinha feito na temporada anterior 96 pontos em liga e na seguinte 90 e não ganhou nenhuma das duas porque do outro lado tava o tinhoso em forma de careca, mas algo havia mudado internamente, né? Porque o famoso nós contra o mundo estava totalmente raizado dentro do clube. Jogadores e comissão técnica estavam fechados com o Morum.
E tem um episódio emblemático, né, porque na fase de grupos da Champions, né, já classificados, o Morium teria instruído o Sérgio Ramos e o Chabi Alonso a forçarem cartões vermelhos de propósito e assim eles cumpririam suspensão e entrariam no mata-mata com a ficha limpa. Esse caso daí resume perfeitamente a passagem do José Murinho pelo Real Madrid, mano. Ele era canalha, canalha da maior marca possível.
Só que então chegamos na temporada de ouro do Real Madrid, que foi a temporada 2011, 2012, que na minha opinião foi o melhor Real Madrid que eu já vi na minha vida. Foi o ano em que tudo finalmente se encaixou, né? Foi uma temporada tão dominante, tão absurda em números e recordes que até hoje é lembrada como a La Liga de Los Recordes.
É um ano que redefiniu o que era possível dentro do campeonato espanhol, cara. Mas antes da gente mergulhar nesses feitos históricos dessa campanha, você já sabe, né? A gente primeiro precisa entender o contexto do Mourinho, o que foi que ele fez de diferente nessa temporada e como que ele montou esse exército em campo, porque a verdade é essa, eram soldados do Morinho com exceção do Cristiano que era estrela, né?
E eu já vou avisando, tá? Esse time do Morinho era cheio de táticas, cheio de nuances e essa parte daqui eu acho interessantíssimo, porque ao longo da temporada o time variou algumas formações, né? Mas a base foi o quase sempre 4 2 3 1.
E em alguns momentos específicos, principalmente no início do ano, ou então em jogos que pediam uma postura mais cautelosa, o Madrid alinhava um 433 com três meio-campistas de perfil mais defensivo, mas ainda assim o sistema com duplo pivô foi o coração da equipe. No comando do ataque, Benzemá e Higuain, né, praticamente dividiram a função ali de centraavante. Eram dois atacantes com características diferentes, mas igualmente letais, né?
Na La Liga, o Benzemá marcou 22 e Higuaí 21 gols, cara, cada um. E ambos sabiam atuar como referência para bolas longas, protegiu bem a posse e dialogavam com meias e pontas com inteligência. Cara, era comum você ver um entrando no lugar do outro durante a partida, né?
Ou até mesmo o Benzemá começando aberto pela direita. Eu lembro que nessa época era assim, né? Quando o Benzemá não tava bem, entrava Higuaí e fazia um gol.
Aí Higuaí pegava a titularidade. Aí ele não jogava bem, entrava o Benzemá, fazia o gol e e virava titular. Ficava nessa aí é um loop em terra.
E pelos lados, o protagonista do time, obviamente, era o Cristiano Ronaldo, cara, acompanhado aí pelo Di Maria. Só que é importante entender o seguinte, o Di Maria era o único ponta clássico desse time. Ele era um canhoto atuando pela direita.
Ele abriu o campo, ele colava na linha lateral e acelerava até o fundo para servir os companheiros. Então, cortar para dentro acontecia, mas não era a principal característica do de Maria. Já o Cristiano, por outro lado, mano, era o prime, né?
Era muito mais um atacante interior do que um ponta tradicional. cortar pro meio e filtrar na área. Era uma marca registrada do CR7 e o time inteiro era montado para potencializar o robozão.
Cara, CR7 estava obsecado em voltar ao topo do mundo, né? E os seus 60 gols na temporada, em todas as competições, mostravam exatamente isso. E centralizado atrás do centroavante estava Mezut Ozil, o camisa 10, o maestro, cara, o rei das assistências.
Foram 28 assistências na temporada, um número que fala por si só, né? Ozil ficou três temporadas no Real Madrid e ele deu mais de 60 assistências, cara, em três temporadas. E ao contrário da imagem que muitos criaram dele ao longo dos anos, né, o Ozosil era trabalhador, cara.
Ele voltava para marcar, ele fechava os espaços. Quando o Cristiano cortava para dentro, ele se deslocava pra esquerda, né, para não atrapalhar os movimentos do português e manter o equilíbrio tático. Porém, como sabemos, o De Maria sofreu com lesões, né, em boa parte da temporada.
E quando isso acontecia, o Ozil muitas vezes era deslocado pra direita, enquanto o Kaká assumia a posição central. Timezinho bem mais ou menos, né? Um tal de Higuaí, Benzemá, Cristiano Prime, de Maria, Ozil.
Ah, mano, no banco Kaká, Kaká tá no banco. Só que o Kaká obviamente já não era o mesmo no auge do Milan, né? O Bola de Ouro, ele teve muitas lesões e isso cobrou um preço muito alto.
Mas ainda assim ele entregou quando foi necessário, cara. Foram 16 assistências e oito gols na temporada. Para um reserva do nível do Kaká, pô.
Tá bom. E no meio-campo, a dupla pivô era formado principalmente pelo Xav Alonso e o Kedira. O Alonso era o cérebro, né, posicionado mais atrás, era o organizador do time, cara.
Ele desarmava, protegia a defesa, distribuía passes longos com precisão. Ele era um monstro. E o Kedira era o motor, né?
Era um box de to box incansável, né? Com seus 1,88 m de altura. Ele tinha físico, ele pressionava, ele aparecia na área, ele voltava para defender.
Era um verdadeiro operário de elite. E quando o Mourinho optava pelo 433, né, o Diá, quem lembra Laçana Diará, ele entrava na equipe, cara. O camisa 10 saía e o meio ficava ainda mais combativo, né?
Edir e Diahá pressionavam alto enquanto o Alonso permanecia recuado, né, blindando a defesa. E falando na defesa, os dois laterais do Madrid eram praticamente opostos, né? De um lado você tinha o Marcelo e do outro Arbeloa.
Os dois opostos, mas funcionavam perfeitamente. Marcelo era um lateral esquerdo com qualidade técnica que superava muitos meias, né? Velocidade, drible, visão de jogo.
Ele subia constantemente, tabelava com Cristiano, participava das construções, ainda voltava com rapidez impressionante, né? Do outro lado, o Álvaro Arbeloa era o equilíbrio, cara. Ele era mais contido, mais defensivo, ficava recuado na maior parte do tempo, garantindo ali a solidez e servindo como uma válvula de escape sob pressão.
Era um lateral tradicional, né, mais focado na marcação. Então, vamos fazer um exercício aqui na prática. Vamos supor que você passou por esses titãs do Real Madrid, né, no meio-coampo, pelo Kedira, pelo Xav Alonso, que são dois tratores.
Você passou pelo Arbelô também, que era muito bom, e aí você se depara com dois caras na defesa do Real Madrid, Pep e Sérgio Ramos. Simplesmente boa sorte. Sérgio Ramos havia migrado definitivamente de lateral pra zaga.
pouco tempo atrás, né? Ele tava pronto, cara. Ele tava muito pronto.
Ele tinha tudo. Força física, leitura de jogo, saída de bola, qualidade nos passes, tinha liderança. Era um absurdo.
A saída de bola do Sérgio Ramos era equiparada de muitos volantes de elite mundial na época. E o Pep, por sua vez, era uma intensidade absurda, né? Ele era um canalha, pô.
Antecipa agressivas, duelos físicos no limite, uma presença intimidadora. Era bicuda na cara, tapa no pescoço, soco na barriga, voadora na perna. Aquela defesa não era apenas sólida, era implacável, cara.
E aí você passa pelo meio-campo, você passa pelo Chabelon, passa pelo Kedira, passa pelo Arbeloa, pelo Pep, pelo Sérgio Ramos, ainda tem um cara lá na nas redes, tem um cara lá debaixo das traves, um tal de Cassilhas Pride. Ele não era um goleiro muito alto, né? Ele tinha 1,83 m, mas ele compensava cada centímetro com reflexos absurdos.
Ele era um gato debaixo das tras, defesas com os pés, explosões rápidas, reação instantânea. Quando o Cassilas estava inspirado, mano, ele parecia impossível de vencer, velho. E sem a bola, o Real Madrid defendia em bloco baixo, né?
Fechava os espaços por dentro. congestionava o meio e forçava o adversário a jogar pelos lados, né? Ou seja, era calculado, cara, estratégico.
E enquanto isso, Cristiano e um dos centravantes, Benzemá Higuain, permaneciam adiantados esperando o erro, cara, esperando a bola sobrar, esperando o momento exato de atacar. E quando o contra-ataque vinha, meus amigos, era devastador, cara. Sem exagero.
Se você cobrasse um escanteio contra esse Real Madrid, você tinha que rezar para não levar um gol na sequência. Era nesse nível, cara, o Real Madrid recuperava a bola lá atrás no escanteio e com dois, três passes, Cristiano já tava na cara do gol. Era bizarro o contra-ataque desse time.
E o segredo, em praticamente todos os setores do campo haviam jogadores com passe refinado. A bola podia est na defesa, no meio, na intermediária ofensiva. De algum jeito ela encontrava o homem mais perigoso lá na frente.
Pensa aí, cara. Você tinha Marcelo, Sérgio Ramos, Xav Alonso, Ozil, Di Maria, até o próprio Cristiano, que sempre foi um ótimo playmaker, sempre teve um ótimo passe e servindo Guaí, Benzemá, era um time que todo mundo sabia tratar bem a bola. Diferente do que acontece hoje em dia, por exemplo, né, que o Real Madrid tá com uns brucutu que eu não quero nem tocar nesse assunto.
>> E não era só em transição rápida, né, contra defesas fechadas, o Real Madrid sabia lidar muito bem, achava um espaço, quebrava linhas com a precisão cirúrgica, né, um passe do Osil, do de Maria, era impressionante, cara. E quando tudo isso funcionava em conjunto, né, bloco compacto, transição rápida, ataque letal, defesa agressiva, o resultado era um time quase impossível de parar. A Guardiola vivia dizendo entrevista, né, quando perguntavam a ele antes do El Clássico, como você vai parar o Real Madrid em contra-ataque?
O Guardiola dizia: "Não tem como, é impossível". E no geral esse Real Madrid era um pesadelo para qualquer adversário, né? Era elite em todas as posições, né?
Organização tática, individualidade, tinha tudo. E tinha mais, tá? Se eles saíssem na frente do placar, irmão, esquece.
Você buscar o resultado contra este Real Madrid era uma missão quase impossível. E agora vamos falar sobre a temporada em si, sobre alguns números e atuações interessantes, porque o início dessa temporada, por incrível que pareça, não foi tão espetacular, não. Foram dois triunfos, um empate e uma derrota nas quatro primeiras rodadas da liga.
Nada desastroso, mas também longe do ideal, só que a partir dali foi praticamente um atropelo atrás do outro. Cristiano e companhia entraram em modo turbo, cara. Goleadas, recordes, atuações dominantes.
A partir de aproximadamente a 10ª rodada, o Real Madrid assumiu a liderança no campeonato e não largou mais. Claro, não foi uma temporada perfeita, né? Na Champions League, o time chegou novamente às semifinais, só que mais uma vez o sonho europeu foi interrompido, dessa vez por Bayer de Monique, né?
Afinal, após o empate no agregado, a vaga foi decidida nos pênaltis e o Bayern avançou. Só que aí, meu amigo, quem lembra daquele pênalti do Sérgio Ramos? >> A qualquer momento o pênalti do Sérgio Ramos vai cair aqui no quintal de casa.
>> Cara, era um timaço do Real Madrid que deu muita pena, que não avançou, não ganhou, deveria ter ganho aquela Champions, cara. A final, se eu não me engano, foi Bayern e Chelsea, né? Se o Real Madrid passa contra aquele Chelsea, mas era um super Chelsea também, eu acho que o Real Madrid teria ganho, cara.
Mas pro Sédio Ramos tá de sacanagem. E contra o Barcelona, os dois gigantes se enfrentaram seis vezes naquela temporada, duas pela liga, duas pela Supercopa da Espanha e duas pelas quartas da Copa do Rei. E o Barça eliminou o Madrid nas competições de mata-mata e venceu no Bernabeu pelo campeonato.
Só que no fim das contas, quem riu por último rio melhor. No jogo da volta no Campinu, o Real venceu por 2 a 1 com o famoso gol do CR7 que ele meteu um calm down. é o famoso, ele chegou pra galera, ó, calma, eu tô aqui, aquela chuteira vermelha, aquele cabelo arrepiado, aquela camisa meio dourada, nossa, que nostalgia, velho.
Ou seja, faltando quatro rodadas para o fim, aquele triunfo praticamente garantiu o título de La Liga, cara. Sendo que nas duas temporadas anteriores o Madrid fez 96 e depois 91 pontos e perdeu para um Barcelona que fez 99 e 96 pontos. E aí o Mourinho pensou: "O qu, irmão?
Se eu fiz 96 pontos e não adiantou, se eu fiz 90 pontos, não adiantou, então eu tenho que fazer 100 logo. " E foi o que ele fez. Ele fez 100 pontos.
O Real Madrid quebrou o recorde de mais triunfos em uma única temporada de La Liga, né, com 32. Mais triunfos fora de casa, né, foram 16, mais pontos como visitante, né, 50, maior saldo de gol, mais de 89. E para coroar, Cristiano Ronaldo marcou contra todos os times da Liga ao menos uma vez.
E o Madrid voltou a ser imperial, porém algo incomodava o Florentino e era justamente a famosa lá 10ª. Cara, o Florentino não aceitava nem por um o Real Madrid ser eliminado toda hora na Champions. Ele queria a Champions, o Caneco, ele queria, ele queria.
é um velho obsecado pelo caneco. >> Só que nessa temporada, mesmo com um timaço histórico, o Florentino mais uma vez não conseguiu a tão sonhada lá 10ª. Só que a base, cara, a estrutura do Mourinho já tava montada.
Depois que o Anchelot chegou e aí sim conquistou aa 10ª, era basicamente o time do Mourinho. Tirando uma outra peça, né? Saiu Ozio, chegou Bo, mas era basicamente o mesmo time, era a mesma forma de jogar, só saiu um técnico, entrou outro.
O Antielote deu continuidade ao trabalho do Mori, então lá 10ma tem muito fruto do Antielote, obviamente, mas cara, 50% ali tu bota na conta do Moril. E antes da gente entrar na famosa terceira temporada do ciclo de Mouril, né, que é aquela que historicamente sempre termina em desgaste, é importante a gente entender uma coisa, tá? Para todos os efeitos, para o bem ou para o mal, o Mourinho ele nunca muda, ele nunca abandona sua essência.
Os chamados colapsos do Mourinho não surgem do nada, né? São resultados de desgaste, da atenção acumulada, do atrito constante. Se ele não gosta de um jogador, ele não hesita, ele corta, ele critica, ele se expõe na hora.
E foi assim com Pedro Leon. Quem lembra do Pedro Leon, né? Ele tinha tava no Retaf, ele tinha uns 20 anos mais ou menos, era muito jovem, ele tava no Retaf, depois foi pro Real Madrid e aí no início da temporada, né, ele teve minutos, oportunidade, só que não agradou o Mourinho, né?
O Pedro Leão não agradou nem um pouco o Mourinho. E o Mourinho simplesmente ignorou o cara a temporada inteira, basicamente não utilizou mais o jovem. E quando o Mori foi questionado sobre a ausência do Pedro Leão ao longo da temporada, se liga no que o Mourinho respondeu.
Vocês falam do Pedro Leão como se ele fosse o Zidane Maradona de Stepano. Ele tava no retaf até pouco tempo atrás, pô. Mano, o Mori era insano, cara.
Conviamos que isso não é exatamente o que um jovem ascensão, eu gostaria de ouvir naquele momento, mas ele teve azar de pegar do outro lado o técnico mais soberbo de todos os tempos, que é o Mourinho, pô. Só que o conflito era mais emblemático, né? Aquele que realmente marcou sua passagem foi o capitão Iker Cilihas.
Aqui a gente entra na grande treta, a grande polêmica, talvez dessa passagem do Mourinho, que foi a relação dele com o Cassilhas. E, meu amigo, é uma treta absurda. A relação entre os dois já vinha estremecida há algum tempo, né?
Porque depois de mais um clássico extremamente tenso e pegado na Supercopa, né? Em temporada anterior, Cassilha se teria ligado pra chave e Puiol tentando acalmar os ânimos. Ele temia que a rivalidade tóxica entre Ru e Bassa prejudicasse o ambiente da seleção espanhola, que era a base de jogadores dos dois clubes, né?
Se a gente pega ali aquela época da Espanha, era época de ouro, pô. A a Espanha ganhou a Euro em 2008, ganhou a Copa do Mundo em 2010, depois ganhou a Euro de novo em 2012 e era basicamente a base, era Xav, Iniesta, Busca, Xavi Alonso, era o mesmo time, Cassilhas, Sérgio Ramos e o Cassilhas, obviamente, né, capitão, ele tava preocupado que isso fosse interferir dentro da seleção espanhola, ele não gostava do jeito do Mourinho, cara. E quando o Mourinho soube disso, meus amigos, ele não gostou, né?
Para ele, aquilo era uma quebra de lealdade. Um capitão que deveria proteger o grupo, estaria se aproximando do inimigo, cara. E a partir dali, a relação azedou de vez, né?
O Cilihas acabou indo pro banco e o capitão do Real Madrid simplesmente estava de braços atados. Aquilo foi início do fim, porque no futebol você pode bater de frente com adversário, você pode desafiar a imprensa, pode comprar brigas externas, mas quando o vestiário começa a rachar até o special one, ele sente o impacto. É só você olhar o que acabou de acontecer com Xavi Alonso, né?
Um cara que até tinha talvez boas ideias, mas ele não tinha uma coisa que era gestão de vestiário. Ele rachou o vestiário ao meio. E assim aquele time lendário que quebrou recordes, conquistou 100 pontos e enfrentou talvez o maior Barcelona da história, entrou em um espiral de desgaste que mudaria tudo.
O Mourinho a cada dia que passava ele desconfiava cada vez mais do Cassilhas. E velho, eu não tô falando de qualquer um, não, eu tô falando do Cassilhas, mano. Um dos maiores jogadores da história do Real Madrid.
Durante muito tempo, né, o Mourinho acreditava que o Cassilas estava vazando informações internas do clube, cara. táticas, decisões, detalhes sensíveis, tudo isso ele vazava pra sua namorada, que era jornalista na época, né? Então, chegou a temporada seguinte, né?
A temporada 2012 e 2013, né? O Cires, ele estava saudável, ele estava apto e, né? Ele não jogou, ele foi pro banco de reservas.
O vestiário não gostou, né? A situação piorou quando o Cassilhas quebrou a mão e o R fez o quê? No fim da janela de inverno contratou o Diego Lopes.
E até aí tudo bem, né? O problema foi que mesmo após ser recuperada a lesão, o Cassilhas nunca mais retomou sua posição como titular, cara. E mais tarde, né, ao falar sobre a situação dos goleiros naquele período, Mourinho declarou algo que caiu como uma bomba lá em Madrid.
Se eu pudesse voltar três anos atrás, faria algo diferente? Sim, deveria ter contratado o Diego Lopes logo no meu primeiro ano. Não fizemos o suficiente para trazê-lo.
Foi uma pena, meu amigo. O cara meteu essa pro Cilhas. Aí, volto a dizer, a gente é um dos maiores.
Eu acho que só não é maior que o Cortoá, talvez na história do Real Madrid. Eu acho Cortuará maior que o Cassilhas, tá? Pode ser polêmico, mas eu acho, mano.
É o Cassilhas, velho. É o, como é que você fala um negócio desse pro Cassilhas? Só você sendo Mourinho.
Imagina Mourinho hoje em dia no Real Madrid, mano, com esses caras aí tudo mimado aí. Bellan não sei o qu. Mbappé, Vinícius, imagina o Mourinho nesse vestiário.
>> Meu irmão, ia ser uma confusão do dedo no rabo, gritaria da desgrama. >> E o conflito não parou por aí, né? Ele rompeu também com Pep e Sérgio Ramos, né, que publicamente demonstraram apoio ao Cassilhas.
E ele ainda entrou em atrito com o Cristiano Ronaldo, né, depois de criticar as capacidades defensivas do português, dizendo que ele deixava desejar nesse aspecto. E vocês achando um absurdo o Mbappé não pressionar e não voltar para marcar, né? Cristiano já fazia isso lá atrás e já era questionado também.
E segundo relatos da época, né, em alguns momentos, o Moril sequer viajava com elenco, cara. Ele chegava separadamente pras partidas nos últimos meses de sua passagem. Ou seja, já era.
Ele havia perdido o vestiário completamente. E na reta final da temporada, o Real foi eliminado da Champions e cerca de um mês depois perdeu a final da Copa do Rei, cara. E pouco tempo depois o Mourinho classificou aquela temporada como a pior de sua carreira e ao final dela a sua saída foi inevitável, né?
A era Moril no Real Madrid talvez seja uma das mais polarizadoras da história do futebol moderno. Em um momento, um futebol avaçalador, recordes quebrados, atuações memoráveis. No outro uma guerra interna, tensão, caos midiático.
E acredite, esse vídeo aqui tá longo, mas a gente mal arranhou a passagem do Mori pelo Real Madrid. Tem tantos desdobramentos, tantas nuances que aconteceram, eu dei uma enxugada máxima aqui. E lá no começo do vídeo eu fiz uma pergunta para vocês.
Eu indaguei se este Real Madrid poderia ou não ser considerado o melhor time da história do futebol. Será? Vamos eliminar as respostas fáceis primeiro, né?
Eles conquistaram apenas três títulos e de cara isso não parece impressionante, mas na minha visão os números frios não contam toda a história, né? Parece estranho dizer isso, cara, mas é verdade. Aquele time era muito bom, pô.
Quebrou recordes por diversão, fez mais de 100 pontos na liga, marcou mais de 120 gols em uma temporada, dominou adversários e uma intensidade absurda, mas o único problema é que eles enfrentaram e eu realmente acredito nisso, possivelmente o melhor time da história, que é o Barcelona do Guardiola. Moin fez o que fez na temporada 11 12 contra o Barcelona prime do Guardiola. Se não fosse esse contexto específico, cara, do Barcelona e do Guardiola, quem sabe quantos títulos aquele Madrid teria levantado.
Volto a dizer, simplesmente o Madrid fez 96 pontos e depois 92 e não ganhou a liga por conta do Careca. Por outro lado, existe uma verdade simples no futebol, né? Para ser o maior, você precisa vencer o maior.
E não importa a era, não importa o e si e se e se isso não existe, pô. >> Pô, se minha mãe fosse homem, não tinha nascido, cim, >> se você não foi claramente superior ao melhor time do seu tempo, é difícil ser considerado o melhor de todos, né? E dito isso, eu acredito que aquele Madrid merece sim estar na conversa, né?
Mas colocar ele acima do Barcelona, do Guardiola, aí eu já acho mais complicado. E olha que eu sou torcedor do Real Madrid, mas eu sou lúcido. E tem mais um fator, tá?
A animosidade, o ambiente pesado, a toxicidade que se instalou dentro do clube. Para muita gente disso ficou marcado com mais força do que os jogos brilhantes e os records históricos. E é preciso lembrar de tudo, cara, o lado bom e o lado ruim, né?
O grano, revelado nas bases, né, do Real Madrid em La Fábrica, integrante do elenco na temporada 11, 12, viveu aquilo por dentro, né, as palavras dele talvez tenham mais peso do que qualquer análise externa. Ele disse o seguinte: "Nós éramos como Azarão, mas ser o Real Madrid ser tratado como Azarão é algo difícil de aceitar". Mori nos fez acreditar que não éramos inferiores, que podíamos enfrentá-los e vencê-los.
Ele não apenas disse que era possível, ele tornou possível. E esse é o legado positivo, cara. É a marca deixada por Moril no Real Madrid.
Um time que enfrentou, talvez o maior rival de todos os tempos, de igual para igual. Cadaria, um elenco que quebrou recordes históricos no período de tensão, de conflito, genialidade tática. É imperfeito, sem dúvidas.
Mas cara, é inesquecível. E goste ou não, é absolutamente histórico. Mas e aí, na opinião de vocês, este é o melhor Real Madrid de todos os tempos?
É melhor que do Guardiola? Comenta embaixo que eu vou ler e responder todo mundo. Deixa o like, se inscreve no canal, ativa o sininho, faz tudo isso que é nós.
É isso, até a próxima. Valeu, falou e fui.