a gata boa tarde a todos ea todas e não desculpe o um atraso e como é foi a foi dito não estou aqui representando o secretário bola e ribeiro que pede desculpas é foi estava preparado para vir e como eu já estava aqui participando do seminário e ele me solicitou que o representasse obrigada vamos então ao abordar a questão da contribuição do audiovisual para a implementação da convenção sobre a proteção ea promoção da diversidade das expressões culturais nector es esta é um dos objetivos desse seminário é comemorar os 10 anos da convenção e o que
eu gostaria de fazer antes de passar a palavra para as nossas palestrantes é justamente lembrar que essa convenção foi criada na unesco a partir de um debate que começou na organização mundial do comércio em torno da questão da liberalização do comércio audiovisual porque na organização mundial do comércio nos anos 90 diz cutts tia se dos a respeito dos bens e serviços que seriam incluídos nas listas de liberalização de comércio e havia uma intenção dos estados unidos que é um grande produtor mundial de audiovisual de incluir nessa lista e isso é representava uma uma ameaça porque
o desequilíbrio do fluxo desse nesse tipo de bem é é é já é muito grande e além disso o audiovisual assim como todos os outros bens e serviços culturais não podem ser considerados como simples mercadorias justamente porque além do valor econômico eles têm um valor do simbólico é além do da dimensão cidadã ela tem a dimensão simbólica e animação econômica criou se na época um movimento entre cineastas de vários países do mundo para que houvesse a na o mc fosse adotada uma exceção cultural e como não foi possível porque uma das regras da organização mundial
do comércio é que não há exceção possível essa questão foi nada portanto no final dos anos 90 para a unesco e deu origem inicialmente a declaração sobre a diversidade cultural de declaração universal que foi adotada em 2001 e em seguida um compromisso maior dos países que foi à convenção porque uma convenção ela deve ser ratificado que significa internalizada nas leis do país ontem a presidente do iphan a jurema machado comentou aqui que as expectativas em torno desta convenção que foi adotado em 2005 e as expectativas em relação à questão do comércio mundial ea questão de
garantir as políticas públicas de cultura não teria sido é a resposta não ter sido aqui era esperada naquela época então eu só vou contar um exemplo de que aconteceu no meio do caminho em 2007 os estados unidos denunciou a china na organização mundial do comércio por que a china adotará em suas políticas públicas de cultura uma cota de tela de 20 filmes o que significa que no ano em cada ano poderia ser os cinemas chineses poderiam exibir até 20 filmes estrangeiros e os restantes 80 por cento de filmes chineses ora o país quando adota uma
cota de tela está fazendo isso pra proteger a sua produção audiovisual e nós temos no brasil uma cota de tela né pois bem os estados unidos denunciou china porque ele estaria a china estaria com esta lei é uma o que ele chama de uma barreira não alfandegárias é dificultando a entrada de produtos audiovisuais estrangeiros portanto atrapalhando o comércio mundial de audiovisual a china ratificou a convenção da diversidade cultural que diz que os países têm autonomia liberdade para criar suas políticas de cultura de acordo com as suas necessidades com as suas especificidades nas como os estados
unidos não ratificou a convenção e nem vai ratificar sempre foi contra a adoção desse instrumento a china perdeu na organização mundial de comércio que significa que ela teve que rever suas leis daí a importância da gente discute não apenas a questão nem do áudio soma dessas questões de circulação é de da produção da distribuição não é que isso tudo tem a ver com a convenção porque como o brasil tem uma diversidade cultural muito importante nós temos tendência a pensar na convenção apenas voltada para a nossa diversidade cultural interna que então a gente associa à convenção
com as questões dos indígenas e dos quilombolas é da nossa dos ciganos da nossa diversidade cultural interna mas a gente precisa lembrar que a convenção também tem essa dimensão internacional que está ligada a esses desequilíbrios de de fluxo não apenas de audiovisual mas todos os bens e serviços da música do livro nas edições então nós vamos portanto de bater isso eu vou passar a palavra aqui primeiro para a nossa representante da ancine não é porque é o a agência reguladora e que tem fomentado audiovisual e depois vamos discutir as questões ligadas à distribuição a produção
né obrigada muito obrigada rosana ela nos trouxe aqui como vocês viram uma grande quantidade de informação é muito importante sobre a política desenvolvida pelo audiovisual brasileiro eu vou me permite acrescentar apenas duas coisas a primeira é que a secretaria do audiovisual do ministério da cultura traz também uma complementação a essa política não a secretaria trabalha com o fomento por exemplo atividades de cineclubes no brasil que é muito importante em relação ao acesso à nossa produção visual audiovisual e também é está fomentando núcleo da criação e de núcleo de produção digital é pelo país fazendo acordo
com os institutos os institutos federais para a criação de novos núcleos e também está coordenando um grupo de trabalho dentro do e ministério da cultura para a criação do canal de cultura que é um canal de televisão que estará em funcionamento muito em breve na televisão digital à medida que o brasil vai desligar os aí o canal analógico cada canal analógico vai ter espaço para entrar cinco canais digitais e um desses canais vai ser de transmissão vai ser o canal de cultura então o ministério da cultura está preparando isso todo o ministério e o a
secretaria do audiovisual está coordenando a outra coisa que eu gostaria de dizer que é muito interessante também é que uma das obrigações criadas para os países que ratificaram a convenção da diversidade cultural aos que são agora 139 países é fornecer regularmente um relatório para a unesco sobre as políticas que está implementando que são é atendendo os desafios colocados pela convenção ea unesco fez um relatório sobre a baseado nesses relatórios de cada país a unesco pensou em cada um é uma boa prática então cada país ela pegou uma boa prática que corresponde aos desafios da convenção
e no brasil ela colocou a política de audiovisual não sei se você sabia diz rosana então no relatório da unesco sobre a convenção está ressaltada como uma boa prática de é de de luta é de promoção e proteção da diversidade cultural a política do audiovisual brasileira agora tudo isso é política é do é que que vem sendo fomentada atendimento a que têm as pessoas tenham acesso à produção audiovisual muito importante a gente discutir um pouco né cada parte da cadeia e uma dessas partes muito importantes é a distribuição para isso nós vamos ouvir a contribuição
da silvia sobre essa questão da distribuição do enade e circulação da produção audiovisual