Amazon, atenção para a melhor jogada. Frete grátis para você e ofertas com até 40% de desconto. Baixe o app agora mesmo e aproveite. Esse é o jogo do Resta um. [música] Quem vai pegar a última taça de camarão? Cafu ou Nicole? [música] [música] E quem venceu foi Nicole. A diversão tá aí. Super bet. Você sente quando é super. Pode [música] par. [música] Aí na moral, que saudade de fazer isso aqui. Sejam bem-vindo a mais um pode pau primeiro da semana. Vamos embora, mítico jovem. Posso pedir palmas aí? Por favor, não só pode como deve. Vamos
animar que hoje isso aqui tá, tá? E aí, Gão? Como é que você tá, meu com Pincha? Eu tô ótimo, eu tô feliz. Bela camiseta, hein, rapaz. Sim, eu gosto dessa camisetinha sua, hein? Gostoum? Isso aqui é Marvin Gay, irmão. Oh my god. Oh my go, Sejam bem-vindo a mais um pods. Aconchegga aí. Eu sei que esse é um episódio muito aclamado e muito aguardado aqui, né? Meu Deus. Meu Deus do céu. Eu eu responsabilidade, né? Sabe quando você tá que você não para de bater o pé assim, ó? Filma o pezinho aqui, ó. Tá
ansioso? Ã, só um pouquinho. Mas tá, tá tudo certo, né? O cara uma lenda. Ó, antes de apresentar o nosso convidado, a gente precisa falar das marcas que patrocinam esse podcast maravilhoso. Começando mítico jovem com a BNB. Tá chegando feriado, que que você vai fazer? Prolongado. Exatamente. O aquele feriado que cai no dia perfeito para você já emendar uns três, qu dias. É, você vai emendar? Que que você acha? [risadas] Não vou, né? Tem que trabalhar. Mentira. [risadas] Vamos, vamos emendar um pouquinho, um pouquinho só. Ah, nós é de Deus, né? E eu sei que
vocês ficam prometendo para todo mundo que vai viajar, mas chega no final, não marca com ninguém. Aquele amigo que você tromba no rolê, ah, vamos me marca um churrasco, nunca marca nada, não viaja, não rola nada. Acabou isso aí porque a BMB chegou para facilitar sua vida. Tá bom. Ah, mas Zigão, quem tá apertado para pagar hotel? Por isso que eu falei de Airbnb, não vai pagar hotel, porque hotel você vai pro hotel, tem regra, tem hora para comer, tem ah, pelo amor de Deus, tem hora para tomar café da manhã, da berm você sai
da piscina para dentro da casa, tá nem aí. Qual a hora que você quer? Tem casa que tá liberado o pet para você levar seu dog, seu gato, seu periquito. Exatamente. Tem casa na praia, no campo, entendeu? Aonde você quiser. E o lance é que dá para você dividir com os amigos pelo Pix ou pagar em seis vezes sem juros, tá bom? Então isso é muito bom. Dá para você já mandar no Pix ali de cada um já tá, fica muito facinho para você viajar e curtir sua acomodação maravilhosa no Airbnb. Tá bom? Dá para
procurar agora, mano. Cria um grupo no Zap Zap, junto os amigos, fala: "Deu tanto pacada". E a gente tem que tem que lembrar de curtir também, de ter um lazerzinho, tá bom? E o lance é o seguinte, Mico jovem falar de Amazon também, lembrando que tem frete grátis, até 40% de desconto para você economizar de verdade, é só você baixar o aplicativo da Amazon. Sabe aquilo que você tá precisando comprar, que você tá pesquisando? Ontem eu comprei um Amazon videogame lá na Amazon. Comprou mesmo. Obrigado o Coquin, que mandou o link para mim. Caramba, ele
gosta mais de você mesmo. Ele tinha mandado para você, rapaz. o a capa do do Mac lá. Mas vamos continuar aí. Vai, ó, falar mítico jovem, falar onde o mítico jovem senta todo dia na cadeira da Flex Form. Isso velho, tem produtos que são feitos para durar com garantia de até 7 anos. Aquele conforto que faz a diferença no dia a dia e não é só estética, tá bom? É bem-estar de verdade. Mítico, mostra sua cadeira que ela é personalizada. Chega um pouquinho para lá p aí, ó. Respeita. I'm so sorry. Então, tudo é bem
pensado para deixar sua casa ainda mais bonita, funcional e confortável. É só você apontar o celular pro QR code tá na tela e garantir uma flexform para você estudar, relaxar, descansar, jogar um game. Ó, os jovens que querem aquela cadeira game que parece um banco de NASCAR, essas aqui é mais confortável. É sério, mano. Eu já tive essas game. Essa aqui é ruim, né? Ah, deixa as costas dura aquelas lá. Mais confortável. Falaão da GR. Tudo certinho aqui, ó. Falar do nosso patrocinador master. Quero palmas. Pringlas. Pringles. Meu Deus do céu. [aplausos] Os anos 80
estão em alta mítico jovem. tem grande influência na moda, na cultura pop, todo mundo sabe. E para celebrar essa época, icônica, a Pringles lançou uma promoção que premia os participantes com peças exclusivas de uma colaboração que eles fizeram com a Bal. A gente já falou muito da Bal aqui, então você já conhece, já sabe que é bom para caramba também. Então o lance é o seguinte, Promoção Pringles original do Pop. Se você notar as embalagens voltaram, aquela retrô até o tá com o cabelinho, né? O Mr. P o bigode tá mais grosso ali também. Você
viu, né? Tá, ficou careca, irmão. Calv chegou até na Pringles, mano. Juro, ele foi foi perdendo o cabelinho durante as novas, mano. Os anos 80, olha quanto tempo era não é muito mais legal as cores mais viv. Eu gosto mais. Tá bom. E o lance é o seguinte, Mtico Jovem, tem uma super promoção. Gost aigão, como que funciona essa promoção? Você vai pegar sua Pringles, você vai abrir, você vai destacar o lacre, mas não joga fora. Por quê? Vem aqui perto. Dá para ver? Aqui tem um código. É um código bem clarinho, mas dá para
você ver a Lunu. É que aí na câmera talvez vai tá difícil. Ó, esse aqui, por exemplo, ó. Joga aí. Eu9YMSU. Vai lá no site da Pringles e joga. Se esse código for premiado, você pode ganhar uma bolsa, pochete, você pode ganhar itens da coleção de bals com Pringles. Caramba, ficou bala, hein? E a bolsa? Pois, que é bala, hein? Brincaram com as cores, né? Ficou bem uns 80. Ficou 80, né, Mítico? Essas essas cores mais vivas, né? O mundo foi ficando cinza, né? Obrigado por voltar, tá? Porque o mundo tá muito cinza. Que isso?
É isso. Olha essa crítica aí, ó. Não, será que eles perceberam isso? Vamos jogar uma coisa. Pega uma. Nossa, amei, mano. E essa aqui eu já vou levar pra casa porque tá cheio aqui, ó. Tá cheio, viu? Tem para mim também? Tem, né? Não, claro que tem, pô. Você é louco. É nosso, eu divido com você. Lembrando que você também concorre a 10 anos de Pringles também, tá bom? Porque eu sei que tem os caras que amam, não fica sem. Imagina você ganha 10 anos da tua vida de Pringles. Meu Deus do céu. Nossa. Aproveita
os prêmios icônicos. Pringles, um beijo. Quando tinha Pringles em casa, eu falava: "Meu Deus, Patrícia, Patrícia tá achando dinheiro no chão." É ostentação, irmão. É ostentação. Ostentação. Coisa linda. Ó, Vítico com Jovem, no link da descrição tem o grupo do nosso WhatsApp para você saber da nossa comunidade. Link pra descrição para você participar do Pquero, o nosso programa de namoro e também a link para inscrição para plateia Dobrino que não é só mais só de idosas. E lembrando também que tem o link para você se inscrever lá na Podp Records, tá bom? Então, conheça a
nossa casa, a casa do pode pá da música, sei lá, música da casa do P de Pá, se inscreva lá no nosso canal de música. Hoje estreou o programa do Puro Roxo, hein? [ __ ] muito [ __ ] Puro show. Recebam com muito carinho, façam muito barulho. Meu Deus do céu. Façam barulho de verdade, derruba esse estúdio. Pois quem está aqui nessa mesa de hoje, meu Deus, mítico jovem. Nada mais, nada menos do que ele, o galinho Zico. Bate palma. Vamos embora. [aplausos] Bate mais palma. Isso aí. [aplausos] Eu gosto disso. Homem gol. Eu
ouvi ali um homem gol. [risadas] Como que você tá, Artur? Tudo bem. Valeu. Botar você de lateral para jogar, hein? Você viu? Ele lembrou de mim, mano. Você lembrou desse cara? Por que, velho, pô? Mas foi eles fez alguma coisa? Não, não fez nada. [risadas] Mas ele tava lá. E não fez nada. Ele fez uma coisa boa pro time lá, né? Mítico. Deu deu um passe. Qual pouco é esse jogo que você tá fazendo? Deu um passe lá bom. E aí o que que aconteceu? Ele entrou, ele tava um pouquinho mais cheinho na época, tava
reunchudo e tal. [risadas] E aí teve um ex-jogador lá que tava tomando um sufoco do outro lado. Aí quando viu aquele chanchuda ali, ele [risadas] falou: "Eu vou pr outra ponta". Falou: "Eu vou pra outra ponta". Aí eu falei para ele, ó, eu acho melhor sair lá para ponte esqueda para não ter que correr atrás desse que você vai vir para cá. Juro, mítico, para contextualizar, pra audiência que não tá sabendo, a gente participou de um de um jogo beneficiente do Criança Esperança. E aí eu olho quem é o técnico do meu time, o Zico
não treme na hora. Aí, óbvio, eu fiz igual todo mundo consciente tem que fazer na hora que tá jogando só craque. Que que você faz sendo ig? Você vai pro banco e não fala nada. Você vai lá pro banco e fica só assistindo, fala: "Nossa, isso aqui já, para mim já tá cinema espetacular". Aí só craque, só atacante no time meia ali e tal, 10. Aí o Zico Maura fala assim: "Quem faz a lateral?" Eu vi que deu um segundo de silêncio, "Eu, ninguém vai jogar na lateral, eu vou." Era o Artur, era o Artur
Graça que tava atacando ali naquela lateral. Eu falei: "Ah, eu e o Artur Graça aqui tá no mesmo porte físico aqui, né? É nós. Beleza. Na hora que ele viu que na hora que o Denilson Show viu que fui eu que entrei ali na lateral direita, já vai ele pra ponta esquerda. Vim para cima de Mim, né, irmão? Que é moleza, né? Aí o Zico deu 3 minutos, ele falou: "Vem, filho, já fez a tua gracia". Não, mentira, mentira. Eu fiz o passe lá, ele agradeceu. Pô, que isso, mítico? Isso aqui para mim é uma
lembrar, o cara apoiou, rapaz. Ele foi pro ataque mesmo, foi com tudo. [risadas] Da hora. Ô Zico, muito obrigado por estar aqui com a gente, dividindo um pouquinho do seu tempo pra gente saber um pouco mais da sua história. E que honra a nossa. E eu quero começar do começo, igual a gente faz com todo mundo, você sempre sonhou em ser jogador de futebol. Como que era o Ziquinho? Pequeno Artur. Arturzinho. É. É. Era. Eu é lógico que eu comecei a pensar nisso porque na minha família tive três profissionais, né? o o Antunes, o Nando
e o Edu. Então, é lógico que você começa a ter destaque nas peladas de rua, né? Eu passo a ser o primeiro a ser escolhido. Todos os times querem que você jogue, você começa a imaginar, eu tenho alguma coisa diferente, né? E você já era, você sente que esse seu talento era nato? Você não viu ninguém, você não tentou replicar nada, era nato seu mesmo? Não, Mato, depois que você pensa, que eu comecei a pensar em realmente e eu tive a oportunidade de de Com anos ser levado pro Flamengo, aí eu comecei a a pensar
realmente a olhar o que que eu podia fazer para melhorar, mas a minha referência foram sempre meus dois irmãos. O que que era diferente assim? Você com se anos você já embaçava todo mundo. Não, não, se anos não, não, não v essa história não, que quem fala is tá mentindo. Ah, tá, tá mentindo. Tá mentindo. [risadas] É da aquelas coisas e tal. Eu lembro quando eu tinha dois anos aí, pô. Aí essas histórias são meio acabado. Primeira palavra que eu falei foi futebol. É, [risadas] Flamengo, mas por exemplo, depois de pai e mãe, a primeira
palavra que meus pais eh diziam que eu falei foi Dida, que era o ídolo do Flamengo naquela época, nos anos 50, né? E aí eles falam, falam sempre isso. Dida era o grande ídolo do Flamengo. Então, meio que você sente que você já tava predestinado a jogar no Flamengo, porque um carioca bom de bola pode acabar indo pro Vasco, pro Flumin? Não, eu eu tinha ido, meu meus dois irmãos jogavam no América e eu ia muito nos treinos lá para assisti-los. E aí o o quando eu eu cheguei na nessa idade, o Meu irmão falou,
combinou tudo com com o diretor do América e eu fui cheguei a jogar pela escolinha do América, o infantil na época, né? e joguei um jogo na semana que eu ia começar a treinar no América, o o Celso Garcia, que era um radialista da Rádio Globo, ele foi me ver jogar futebol de salão e ficou encantado e aí me levou. Aí tinha com tudo acertado pro América, eu cheguei pro meu irmão, olha, ele quer me levar pro Flamengo, você vai me desculpar, mas eu sou Flamengo. [risadas] Avisa lá pessoal da Améia, eu fui fazer teste
no Flamengo e passou logo de cara, né? Passei no primeiro dia. Foi complicado. Por quê, Zico? Porque o cara me levou no dia errado. Levou no dia de juvenil que era 17 anos e eu com 14 e ele cismou que eu tinha que treinar e aí o o treinador lá me botou para treinar e tal, mas eu não peguei nem na bola, né? Franzino, cara. Muito franzino. De que nível? 30 kg. Muito franzo. Mais ou menos. Um pouquinho mais. [risadas] molado. Isso, isso acabava te atrapalhando no futebol, não tinha tanta força, jogando de corpo. É,
eu sei, mas com os garotos de 14 anos tava tudo bem, né? No com 17 não. Sim. E aí no dia seguinte voltei no de 14. Aí o bicho pegou, né? Aí acabou tudo. Sexta-feira fiz um monte de gol. Na no domingo teve fiz o primeiro jogo com a escolinha do Flamengo, já fiz logo dois gols. Aí na segunda eu tava inscrito na federação, né? Que isso? Federou já? [risadas] Já, [ __ ] Eu quero saber assim. Isso deu obriga, sabia por quê? Porque meu pai ficou pau da vida, né? Não, não, não, não foi
com ordem dele, né? Porque você fo o quê? Depois não, porque tinha uma lei que se você se federasse você só podia sair para outro lugar depois de 2 anos. Mas o que que seu pai queria nessa? Meu pai não, ele não queria que eu que eu ficasse com compromisso com ninguém, né? Ele queria que eu estudasse. Hum. Entendeu? Tinha incentivo da família para você jogar, Zico? você dos irmãos e da minha mãe. Sim, do meu pai não. Meu pai, mas depois quando ele viu que era Flamengo, ele flamenguista, aí ele Mas ele ele não
entendia, ele era goleiro, ele ele tava no futebol, ele não falava por Mas esse esse fato dele ser goleiro é que fez muito dele não querer que os filhos fossem jogador, porque Porque ele entendia o sofrimento do jogador, né? Não, ele sofreu. Ele foi, foi fizeram uma molecagem com ele lá. Não, o pessoal de futebol, mas é que ele trabalhava numa numa padaria, hum, que era o ganhaapão dele, né? E aí ele foi convidado para ser pro Flamengo, para ir ser goleiro do Flamengo. E o e o patrão dele que era Vasco, disse que se
ele fosse pro Flamengo que ele ia perder o emprego. Aí ele preferiu ficar no emprego. Olha a rivalidade nesse nível já 1941. E ele e ele teve que continuar nessa padaria, continuou na padaria e tal e sempre olhando o Flamengo lá. Eu devia sempre é isso aí. É isso aí. Então, filho, calma, você não vai. Ele foi o o sócio proprietário do Flamengo em 44, o número 734. Que isso? Então, seu pai era maluco no Flamengo. Meu pai era louco no Flamengo. Meu pai foi o primeiro jogo que ele assistiu foi Flamengo eem América. América.
Gol de 4 a 1. Ele gostou da camisa do Flamengo. A cor e tudo era Flamengo em casa. Era o o o passarinho tinha que ter preto e vermelho, o cachorro era mengo, menguinho, mengão. Era tudo assim. Mas demorou para ele aceitar. Então, de fato, dos 14, que até que idade ele falou: "Ah, tá bom, filho." Não, nos 14 ele já deixou, tá? Porque meus irmãos também já tinham aberto caminho. Aí foi ficou mais fácil para mim. A porteira já tava toda larga. [risadas] E, e você, pô, fiquei curioso também nesse nessa mesma época, você
na escola, como que era tuzin na escola? Ah, tranquilo. Era bom, era bom. É, o importante era tirar da acima de cinco, que aí você passava que só tivesse 10, 10, 10. Chegar no final do ano, você tem que fazer prova. Então, tira 5,2 [risadas] e passa. Mas, mas você era quietinho, bagunceiro. Eu era quieto. Era quieto. Era bagunceiro não. Eu nunca fui bagunceiro, não. Meu Deus do céu. Eu estudando com 15 anos de idade sendo já no Flamengo eu já ia ser eu já ia ser muito mala. Meter a mala, né? Entrar na passada.
Professor. É por isso que nós não é o Zico, né, irmão? Não é. Mas como ficou sua cabeça já tendo no Flamengo? Você tava ainda tendo que ir pra escola ali, pô? Era era brabo porque eu morava. Vamos fazer aqui o que que era. Bora. Vamos aqui, ó. Isso aqui é Quintino. Aqui é minha escola, aqui é o Flamengo. Então eu aqui hoje tem um túnel Rebols vocês conhecem o Rio, né? Tenho Rebolsas. Antigamente não tinha, então eu tinha que dar a volta lá pela praia, fazer aqui, chegava aqui, treinava, muito longe, tá? De manhã.
Aí voltava aqui de meio dia às 5 para estudar aqui. Aí e voltava para cá para fazer musculação para ficar mais forte. Nossa. Nossa. 7 horas aí 9 horas saía daqui e voltava para Quintina, chegava 11 horas da noite em casa todo dia. Isso com 14, 15 anos. Não, três dias não, com 16, 17. Três dias na semana para ficar forte. Zico, o que a galera fala do até do de um pouco antes da da sua época falando do Pelé, que o Pelé ele foi o que foi porque ele já era um atleta muito acima
do nível para aquela época. Ele já era muito bem fisicamente ali da técnica, né? É, o Pelé não se discute. A gente vendo ali na sua vida, você chega no Flamengo em 71 e você fica se preparando até 74, né, tipo, ganhando força, tal. Você sente que isso te colocou na frente das outras pessoas também? Foi foi 70 para 71 que eu fiz esse trabalho. Então aí em 71 já acabou o juvenil, eu já já subi o o Fleita Solista me colocou no Time, mas eu era ainda era franzino, ainda tinha que desenvolver mais. Você
Mas você sente que essa essa essa atenção que deram em você falando assim, Zico, você tem que ir pra academia ficar mais forte, foi algo que foi diferencial para você? acabou sendo, acabou sendo para ganhar confiança do do da direção do Flamengo. Ah, entendi. Entendeu? Eles queriam e tal, mas eh eu eu acho que eu poderia ficar com o mesmo biotipo mais à frente. Aquilo foi antecipado. Esse trabalho foi para antecipar um pouco e e deu resultado. Foi um resultado bom. Eh, foi sofrido. Como que era essa preparação nessa época? Era o quê? Ah, toma
biotô. Não, tomava, tomava hormônio mesmo. Hormônio, é direto. E, e fazia super alimentação, treinava bastante muito treino de academia, né? O que os marombados fazem hoje, você já fazia lá [risadas] atrás, já fazia lá atrás, né? Mas eu eu eh tive um desenvolvimento muito rápido, foi mas seis meses e esses seis meses foram dois períodos de três meses, mas esse período eu não jogava, não tinha jogo, então era, eu pude só me dedicar a isso, preparação física. A preparação física. E foi notório. Você já percebeu que a partir desse momento seu futebol evoluou? Exatamente. Quando
eu cheguei o o primeiro campeonato de de 71, eu já fui no juvenil, já fui o artilheiro. E aí quando acabou o campeonato, o treinador me chamou para jogar em cima. Mano, que loucura mítico. Porque Mas eu voltei depois, [risadas] porque assim, ali naquela época, tipo, quando você vira titular absoluto do Flamengo, o Flamengo vira o melhor time do país, era uma realidade tal, mas antes disso não era essa realidade. O Flamengo não era o melhor time do país. Não, o Flamengo era o Flamengo era nos anos 60 foi brabo. É, o Flamengo ganhou em
63, depois ele só veio a ganhar um título em 72. Então, qual era a pressão de um time de tanta massa como o Flamengo e de que fazia muito tempo que não, entre aspas, não ganhava? É, mas na mas nós não sofremos essas essa pressão, entendeu? Não chegava no jogador, não chegava porque a gente eh, por exemplo, em 72, 73, nós fomos bicampeões juvenis e aí subiu o time todo para 74. Em 74 nós fomos campeões cariocas. Então o pessoal que eh nós jogarmos para eliminares, o Maracanã já ficava, pessoal chegava antes para ver aquele
time nosso. Nessa época, qual que eram os times que tavam em alta ali? Ah, no do de 70 era era Fluminense e Vasco. Fluminense é o o nos anos 60 é Botafogo. Botafogo era dominou era 61, 62 era do Garrincha, do Didi, da Amarildo, Newton Santos. É. Aí 67, 68, veio Jairzinho, veio Paulo César, veio Gerson, Leônidas e tal. Roberto ruim. É. E eles foram bicampeões também. E ali o seu, o que que você ia falar? O seu time do juvenil era quem já aqui? Cantarelli, Rodinelli, Jaime, Júnior, Geraldo. Oxe, é a base, então era
a base, era Nunes chegou a treinar com a gente. E nessa base vocês vocês já conversavam entre si falando, rapaziada. A gente tá bolando um plano aqui, a gente vai ser muito grande, a gente vai ser campeão. Era meio que essa. A gente não desperdiçou a oportunidade. Ó, a gente tem uma geração boa, vamos manter isso aqui, porque naquela época todo mundo queria ficar no seu próprio time, né? Uhum. E a gente tava tendo oportunidade de tá no Flamengo. Foi uma geração que que ganhou bem. E nós não éramos os favoritos da da do juvenil,
não. Não era, não. Era Fluminense, que era o time, que era a base da seleção olímpica. E como a mídia tratava vocês ali naquele início? Ah, daí tranquilo. Quando nós subimos que ganhamos logo aí foi boa, tranquilo. Mas a a mídia hoje fala que tem flap, mas na época era Botafogo Press. É, [risadas] ninguém fala isso. É, os grandes jornalistas eram todos botafoguenses e só se falava bem do Botafogo. Ah, Botafogo era isso aí e tal. O Flamengo, o Flamengo também ficou muito tempo sem ganhar nada, né? Aí até que você chega, né? Aí gan
não, o Flamengo ganhou o campeonato de 72 só, o Carioca. Sim, que fez uma mudança e coincidentemente trouxe o Zagalo, a comissão técnica do Botafogo, que eram os vencedores, e os jogadores, seis jogadores do Botafogo. Ah, e foi campeão em 72. Então, quer dizer, você a diminu Botafogo começou a cair e o Flamengo que se levantou. Qual que é o diferencial do Zagalo? Porque assim, de cinco títulos da seleção brasileira, ele esteve presente quatro. Não, ele tem ele tem um uma capacidade muito grande e um e um estilo de jogo que sabe sempre soube utilizar
bem a o material humano que ele tem, né? Ele gostava de jogar com os craques. Era isso. Era isso, era isso. Não tinha, não tinha negócio de, de jovem com ele. Não entendi. Só o jovem da, da, do, do início da carreira dele, que o time do Botafogo era jovem, aí ele foi com ganhou, aí foi com aquele pessoal, mas ele levou um time, pelo menos seis jogadores que foram campeões com ele pro Flamengo. Isso fez a diferença, né? Isso fez a diferença, cara. Zico, você é viciado em fazer coisas pela primeira vez, né? Porque
assim, primeiro Brasileirão do Flamengo, a primeira Libertadores e a e o até então o único mundial. Como que você foi fala primeiro do primeiro Brasileirão ali para começar do começo, certo? Como é que foi para você quando você percebe que tá, eu já não sou mais aquele menino de 14 anos, eu estou caminhando para ser campeão nacional com o Flamengo, uma coisa que não acontece há muito tempo. Meu Deus, o que que vai acontecer? Você lembra desse momento? Lembro, claro, porque aquilo ali foi eh justamente a a força da daquela geração, porque a gente ganhou
um campeonato de 78 com contra o Vasco, gol do Rondinelli e veio 79, a gente ganhou. cinco turnos seguidos e fomos tricampeões. Nossa Senhora. E aí fomos, batemos na porta em 79 com o Palmeiras. Levamos uma [limpando a garganta] sapatada de quatro lá no Maracanã, no brasileiro na na nas quartas de final. Por que vocês levaram essa sapatada? Tava confiante demais ou o Palmeiras estava melhor? Não, o Palmeiras fez os dois gols, últimos gols com 44 e 45 minutos. Aquele desabafo, aquele abafa que a gente vai querer para empatar. Sim. Aí tomamos lá dois contra-ataques.
É. E aí veio 80, quer dizer, a gente tinha uma base já. E quando começamos bem o campeonato, pô, agora não é hora de desperdiçar. E então a gente, né, pô, agora é hora de ganhar esse brasileiro, cara. Mas esse título, você sente que foi, com todo o respeito do mundo, ganho com o pé nas costas ou foi muito difícil? Foi difícil. Foi aquele time ali meu Deus do céu. Final. Reinal contra o Atlético Mineiro, cara. Reinaldo, Reinaldo, Cerezo, Éder, cara, que que era que geração, man. Paulo, Paulo Isidoro. Era um timaço, né? E dentro
do campo, Zico, porque hoje a gente vê que é pegado para caramba, mas a galera se fala que, pô, antigamente não tinha tantas câmeras, como que era, bicho pegava mesmo, pegava mesmo, pegava, pegava mesmo. Tudo que era jeito, [risadas] mano. Tinha que ser muito malandro no bom sentido para jogar bola. um murro por baixo e tudo, né? Pisava em cima. Você devia sofrer muito com isso, [risadas] porque você é o melhor, o melhor não. Não, mas os caras respeitavam um pouco, né? É. É porque sabia que que era como era muito visado e tal, questão
do da o pessoal você você chega um ponto que as televisões focam muito em você, os repórter e tal, então se o cara fizer alguma coisa, nego pegar, vai se ferrar mesmo na mesmo não tendo var, não tendo, o pessoal sabe era melhor deixa o Zico falar um pouquinho. É, deixa em paz ele. É melhor. Deixa quieto lá. Z, mas não aliviavam não. Não, né? Não, mas e você às vezes também não dava umas também. Eu não sabia fazer isso não. O bagulho era só jogar mesmo. Era, não sabia. Toda vez que eu que eu
tentei fazer alguma coisa, eu fiz merda. [risadas] Se machucava, se machucava, não sabia bater direito. É, [ __ ] foi quando eu fui expulso, né, e tal. É, por causa disso. Não sabia revidar, não sabia. Não era o meu meu jeito, meu estilo. Não era o seu forte. Não, mas tinha tinha vezes que dava mesmo, né? E como você ia lidando com a fama, porque você caminhando para ser campeão, a imagino que a galera focava muito em você, já tinha batido na trave em alguns títulos. Como que isso ia acontecendo na sua vida? Porque imagino
que você só queria jogar bola. É, mas foi fácil por causa dos irmãos. Sério, meus irmãos tiveram auge, tiveram fama, tiveram, né? E aí quando você começa a cair, pô, tu passa aqui, o cara quer teru amigo, ele vai pro outro lado, atravessa a rua. Porque até com você isso aconteceu. Aconteceu, aconteceu. Você que vai num momento bom, daqui a pouco você cai um pouquinho, os cara se lem qual que foi os principais conselhos dos seus irmãos naquela época Falava para você, Zico, vai por aqui, Zico, se acontecer isso, faz isso. Qual que era os
conselhos? Era nesse sentido, né? Não se deixar. Eu tinha um irmão mais velho que você fazia seis gols e dava cinco passes, ele reclamava porque você não deu uma bola na hora. Falei, pô, pelo amor de Deus, eu não vi e tal, mas tem que ver tudo. Ele não deixava o sucesso subir a cabeça. Uhum. Hum. Porque ele sabia o que que poderia acontecer na frente. Então é, eu talvez se não tivesse esses dois irmãos, o terceiro não tanto que o terceiro passou mais tempo fora do Brasil, então eu convivi mais com com o Edu
com o Antunes e aí eles me seguravam, o Antunes mais segurava, [roncando] puxava o a orelha e tal. Mas você não tinha cara de ser rebelde, né? Não, não, não. Mas não deixas se empolgar, né? Mas não teve nenhuma vez que você deu uma empolgada, falou assim: "Ah, eu sou o dono do Rio de Janeiro". Não, não, não, não tinha, não tinha, não é, não fui formado para isso. Sério? Nem uma vez você se olhou no espelho e falou assim: "O pai é embaçado". Não, [risadas] não. Eu, eu passava sempre, pô, os cara joga para
[ __ ] [risadas] pô. Zico, a gente vê você, tem sempre sua pelada de fim de ano, a gente para para ver você jogar e olhar o seu gesto técnico ainda é muito encantador, cara. Então eu fico pensando nas pessoas que foram privilegiadas de te ver jogando naquele Maracanã que sei lá cabia 200.000 pessoas antigamente. Mas não vai ter mais isso, né? Não vai ter mais. Não vai. E eu queria saber também a própria Libertadores, como é que foi e como é que era. Essa foi complicada. É, né? Essa teve de tudo. Teve. Teve. Eu
imagino tudo que você possa imaginar. Teve. Eu imagino tipo o que, Zico? Ah, [risadas] [ __ ] Você é louco. Então teve de tudo. Teve de tudo. Teve de tudo. Então nessa época a Libertadores já era mais caótica também. O qu Libertadores é terrível cara. Ali quem que era os times aí? Jogava pedra, nego, botava policial em volta, soltava o cachorro para você. Os polícia, os polícia do do local. A final contra o Cobrelô, [ __ ] que cara joga com pedra na mão, arrebentaram o supercílio do Adílio, do Alico, pisaram no Júnior, no chão,
caí que eram os piores times ali que você Nós vamos enfrentar aquela rapaz. Esse foi o pior. Esse foi o pior. Esse cobrelo foi o pior. E era um time bom, viu? É um time com bons jogadores, mas foi pro lado da Valentia achando que eles tinham três em vez de só dois que nós temos, né? Sim, entendi. É, então, mas isso aí não foi algo que deu um gás pro time do Flamengo? Foi, mas um deu uma, uma consciência boa, né? Eu já tava como capitão naquela época. Eu, ó, a gente só vai ganhar
se a gente jogar bola, porque a gente é muito melhor do que eles. Se a gente entrar na na deles, a gente tá ferrado. Eles vai perder. Vai perder. E nessa época a Libertadores já tinha esse peso. Era melhor de três nessa época, né? Não era, tinha terceiro. Se você eh ganhasse, não precisava ganhar, não tinha negócio de diferença de gol. Você ganhou de cinco, mas perdeu de 1 a 0, tinha um terceiro jogo. E sempre foi a principal campeonato, sempre foi foco. Não, não, não. Primeiro, o principal campeonato era o carioca. Carioca era o
regional. Ô São Zico, falar, por favor. Mas era eram os regionais, eram os principais. Aí em 71 começou o campeonato nacional. Aí começou a dar uma um peso eh diferente, mas fica pesado de fato é depois que o Flamengo ganha. Não, não, não, não, [limpando a garganta] não. O o que o que o que passou a dar um peso maior à Libertadores é que o campeão do do brasileiro é que iria disputar a Libertadores, entendeu? Então isso é que começou a dar um peso, tipo esse campeonato só joga os melhores, isso. Só joga os campeões,
né? Hoje joga todo mundo, né? Você tira em oitavo lugar e ganha e joga Libertadores, né? [risadas] Aí vai jogar uma Supercopa contra o campeão da Sul-Americana que pode ser o 15º. E tá acontecendo isso, né? É, exatamente. Então, qual é a vantagem? Se você ganhar o Ah, tu ganhou daquele time lá, 15º, mas você é o campeão da Libertadores. Mas tem que jogar um jogo porque tem dindim abesso, né? Verdade, pô. Isso aí às vezes acabar estragando, né? E aí, aí querem valorizar esse tipo de competição, desvalorizar o que foi o passado, que, pô,
vocês jogavam para ganhar uma Taça Guanabara, cara, para ganhar uma Copa São Paulo aqui, [ __ ] era brabo, era difícil, eu jogava sempre contra os melhores e jogava 10 vezes, 11 vezes. Então, naquela época vocês ganharam a Libertadores, então tipo já vamos pensar no car, mas eram só os campeões, cara. era só os campeões. Por isso que começou a valer a Pena você jogar, porque você jogava contra os campeões de todos os países. Uhum. Então e e aí o campeonat a competição era mais valorizada. Então após isso, como que foi? Então virou foco a
Libertadores. A virou foco. Não, o o no primeiro que ganhou, né? né? Quer dizer, e e que participou do Nacional e que ganhou a a Libertadores e que jogou a Libertadores, eu acho que não foi o Flamengo, não. Não não lembro. Não lembro se foi o Flamengo que foi o primeiro em 81, que começou no Campeonato Brasileiro em 71. Algum ganho? Eu não sei. Acho que o Cruzeiro foi para uma final. É, eu não lembro se quem não lembro os brasileiros que ganharam antes do Flamengo. Não, Cruzeiro acho que ganhou, não sei. E o Grêmio,
o Grêmio com Renato Gcho, acho que é depois, né? O Grêmio foi depois da gente. Sim. É tod o que dos que eu lembro de cabeça agora fresco na memória, é só que foi depois, por isso que eu perguntei depois que o Flamengo ganhou, porque para nós, sei lá, pra minha geração e para nós paulista, a Libertadores virou algo muito visada depois que o São Paulo ganhou 92, 93 e 2005. Aí nós falou, pelo amor de Deus, esse é o campeonato. Tem um rival aqui em São Paulo que tem três e a gente que não
tem nenhuma. Então ficou um negócio de tipo, ah, eu tenho três libertadores, vi mais não, eu sei que na época do do Cruzeiro, Eh, eu acho que foi antes de 71 que o Cruzeiro ganhou, porque ele jogou a o a final do Mundial com o com o Bayern e o Raul já jogava e eles perderam o Mundial pro Bayern. Foi em que ano? É, eu não sei. Eu acho que 76 76 aí e eles ganharam 76 e 97. Libertadores. Então Libertadores 76 já era, já avaliam, já avaliam, já representava pelo campo, o campeonato nacional. E
como que era na cabeça de vocês ir para o mundial? Era algo ainda mais importante ou não? Naquela época? Não, aí já era. Aí no mundial já era importante. Pintar o Liverpool. É. E só só o Santos que tinha, né? Dois. É. Então, [ __ ] E e de quem tinha, né? Quem é que tava? Se se falava isso só o Santos de Pelegas. É só lógico que se falava, você falava. A gente não podia desperdiçar aquela oportunidade, pô. É muito difícil. Você sabe que teve uma história do conta pra gente do Raul com Carpegiani.
Carpegiani é do técnico, é muito exigente. Paulo César Carpegiani. E ele eh a gente ganhou campeão. Privemos o primeiro tempo espetacular, 3 a 0 decidimos ali. Segundo tempo foi aquele segura daqui, segura dali, não arrisca nada. Calminha, calminha. Iam entrar de férias, era o último jogo [risadas] do ano, pô. Aí o o tu chegamos no hotel e tal almoçando, aí o Carpegiano tá lá meio jururu. Aí o Fá Paulo, que que por que você tá assim, cara? Aí ele [ __ ] velho, nosso time jogou um segundo tempo mal, né? Olha o nível da exigência.
É. Aí o o Raul cara, não são campeões, cara. [risadas] Foi 3 a 0. Falou: "Ah, mas eu quero, gostaria que fosse lá melhor e tal". Aí o Raul virou para ele. Paulo, trata de curtir esse dia que você só uma vez que você nunca mais pode voltar aqui, tá, mano? E nunca mais voltou, né? Mas ele ele ele ficou feliz, entendeu? Ele entendeu, ele ficou feliz, entendeu e tal. Foi, mas tem uma tem uma declaração muito louca assim do técnico do Liverpool que fala assim: "Eu nunca vi uma apresentação de um time como essa
e um futebol desse jogado e parecia que vocês dançavam em campo." Tipo, vocês eram muito acima do Liverpool, né? Uma coisa inimaginável hoje acontecer. É verdade. Hoje tá mais complicado, né? [risadas] Equilibra. Alguns times brasileiros equilibram, mas eh com aquela facilidade acho mais não. Tem uma hora que vocês se olharam no campo e falaram assim: "Mentira que vai que nós vai ganhar assim". Não, não. A gente só falou pr os caras aqui, ó, não vem não, que senão você montou uma marcha. [risadas] Mas, mas fica aí, mas antes do jogo sempre rola isso, principalmente nos
mundiais. Os jogadores estavam olhando vocês soberbos? Não, não, não, não, isso aí não. O que aconteceu foi o seguinte, isso que eles fazem hoje no campo, eles reúnem todo mundo, não tem ali antes de começar o jogo que é todo mundo e tal. A gente fez isso no antes de com antes de entrar no campo lá lá na na no entrada lá perto dos vestiárias. E aí eles ficaram olhando aquilo e ficaram surpresos que talvez nunca tinham feito aquilo, né? Então aí alguém lá jogou que eles dis aí vamos pegar esses caras que eles estão
gozando da gente e tal. Foi mais um uma pimentadinha ali para no jogo. Mas eles não não pensaram dessa maneira. Ficaram estranhando. Quando a gente chegou, a gente chegou batucando lá com pandeiro, com é sorriso no rosto. Os cara por os cara Mas que fala foi fácil então. Muito fácil. [risadas] Primeiro tempo foi muito fácil. Tinha muita certeza no que ele falou. Muito fácil. É, fizeram até música com isso, né? Verdade, né? Botou os caras na roda lá, [risadas] [ __ ] Eles não viram a cor da bola. Que isso, mano? Que legal poder [limpando
a garganta] falar [risadas] assim, né? Foi muito fo um cara aqui, ó, no meio-coampo de levei para o treinador mandou ele marcar o Adílio e ele eh depois foi paraos Estados Unidos, foi professor lá e ele ensinava e botava o treinamento de como se dava o drible aí, passo a passo do drible e tal, essas coisas. Uhum. E aí ele viu que tinha, a gente tava lá e tal, aí ele falou assim: "Quer tal de Adíliho lá e tal, porque eu tô procurando ele até hoje". [risadas] Será que se Adío tá por aí? Cadê esse
cara? E e o técnico falou que parecia que vocês estavam dançando. Era por, cara, você parece que eles sentiram o molejo do brasileiro ali. Era uma facilidade, era muito drible tanto, treinava tanto. Talvez ele não tivesse acostumado a jogar contra Sul-Americano, né, e contra brasileiro, porque conhecer, eles já conheciam, porque seleção brasileira tinha alguns jogadores da eh eu já tinha jogado contra a seleção inglesa, então eles eles já sabiam, sabiam que que era o diferencial ali do futebol brasileiro, principalmente nessa época, era da qualidade técnica em primeiro lugar, né, do que a parte física. E
e era realmente um futebol mais feliz. Era um futebol, era um futebol feliz, mas era um futebol organizado. Não era aquela coisa, ah, jogava só a técnica, só o drible, não, não era. A gente tinha uma postura tática, a gente tinha um um posicionamento eh tático importante, que a gente treinou muito, não é? Que tem falastrão que fala que antigamente só jogava qualquer um, era fácil. A gente tinha um um um que o Pelé, na época do Pelé, eu faria 1 gols. É, faria 2000. É, faria sim. [risadas] Faria, ele ele ele tinha ele a
gente tinha um um planejamento tático de que foi chamado depois de Teia de Aranha na época do Cláudio Coutinho, de movimentação em campo, que a gente já jogava muito compactado, então a gente tinha fazer assim um quadrilátero, né, no ataque, no meio-coampo e na defesa. Então a gente, o time todo, os 10 ficavam naquele espaço. Ah, nossa, você pode pode ver que quando o Flamengo era atacado, a gente todo mundo ali fechado, quando ia fazer pressão, a defesa também vinha fazer pressão. Então, eh, era difícil ter muitos espaços. O Raul pegava na bola muito pouco,
porque a bola é difícil chegar lá, né, mas o time adversário não entendia muito essa tática. O time todo indo, né, indo. Exatamente. Essa marcação, pressão, né? Zo, uma coisa que eu eu cresci assistindo futebol e sempre vi o Júnior nas transmissões, né? E a galera sempre elogiando muito ele. Maestro Júnior, o Júnior que foi? E eu falei assim: "Um dia se eu tiver a oportunidade de falar com o Zico ou com o Júnior, eu quero Perguntar de um para o outro, porque eu quero entender a importância de um Zico pro Júnior e do Júnior
para o Zico. Qual a importância do Júnior, cara? Porque eu vejo se falar muito e, infelizmente, eu não pude ver ele jogar. Qual era a importância do Júnior naquele time? Ah, várias, né? Eh, começar pela técnica. Tinha uma técnica apuradíssima e a posição verdadeira dele era sempre foi o meio-campo, por isso que depois ele ele se tornou um maestro. E mas no meio-coampo quando ele tava começando, era um era um lugar meio que muita gente boa, titulares e tal. E nós tínhamos um um que foi treinador nosso na base e era o auxiliar. Ele falou
pro Júnior: "Olha, você acho melhor você tentar aproveitar uma posição numa lateral que tá com dificuldade." E aí ele foi pra lateral direita e machucaram dois. Ele entrou na reta final do campeonato, no penúltimo jogo e jogou a a primeira final do turno. Ele fez um gol de lateral, mano. De lateral. Aí fomos jogar as finais contra América e Vasco. Veio contra o América, ele pum, faz outro gol. E nós fomos campeões e ele passou a ser titular da lateral direita. A o lateral corria tanto assim também, mas não muito, não precisava, mas ia, mas
avançava porque a característica dele era aquela. Aí o Flamengo em 75 comprou o Toninho, que era o grande lateral, era do Fluminense. E aí o Júnior, pum, foi pra lateral esquerda. E a gente fazia um esquema que a gente eh eh o Júnior era quase que um Jogador de meio-coampo pela lateral. Na época o Coutinho botou ele aqui. Então você tem aqui ele, o Mozer, né, e o Andrade marcação. Aí o Júnior atacava, o Mozer fazia lateral e o Andrade fazia a zaga. Tudo combinado. Tudo combinado e treinado. Aí na volta o Júnior já vinha
pela do Andrade aqui. Então o Júnior poderia ir à vontade [limpando a garganta] porque ele tinha essa cobertura aqui. Uhum. Do do do do Mozer, né? E e ele era muito importante no ataque, assim como Leandro. Leandro é a mesma coisa. Mas eu acho que por existirem juniors ali nas laterais ali que a gente viu o Marcelo, viu Roberto Carlos, porque acho que antigamente a linha de defesa era só para marcar, só para Era só para marcar. E aí ele meio que deu uma reinventada ali, né? É, a primeira primeira eh função do lateral é
marcar. Você devia saber disso, né? [risadas] O seu lateral, né? É o seu latera. Então, tal, ó, hoje eu tô mais fininho, mas não, mas hoje, hoje seria melhor, né? ia correr. Hoje, hoje seria melhor hoje. Você ia correr. Agora o que acontece é isso. O lateral que chegava na linha de fundo, cara, tinha uma vantagem muito grande, mas tinha que ter preparo. E porque não é fácil você fazer aquela. Foi indireta. Foi indireta isso aí não é direta mesmo. [risadas] Já falou que eu tava reux, eu corri atrás do prejuízo, irmão. Correu. Não, tá
vendo como é que foi? Bom, bom demais. Você deveria ter falado mais trombasse. É. Isso aí. O o o Júnior depois de que que ele voltou da Itália, por exemplo, na quando ele foi pra Itália, ele foi pro meio-coampo e aí ele destruiu lá e aí virou maestro. Quando voltou pro Flamengo já voltou de maestra. É ali de maestra e foi campeão brasileiro depois. Mas você viu também essa esse processo em outros times, dando essa mudança nos laterais também. Isso. Ah, total. O Cafu, pô. É, né? É. O Cafu, é a mesma coisa. No São
Paulo ali, né? É, São Paulo, Palmeiras. Foram percebendo, mano, lateral dá para fazer mais funções, mais coisas, né? Dá. Exatamente. Normalmente, normalmente os laterais eles jogam bem no meio-campo, né? Jogam bem. E porque eles têm aquele aquela tem um tapa técnico ali, né? É, tem um uma técnica. É. Ô Zico, você falou da da Itália quando o Júnior foi e você também foi pra Itália ali em 83 para Udinante dele. E foi uma doideira, né, a sua ida para lá, tipo, a quase que não dá certo, né? Eu quero saber, são duas perguntas e uma,
por que talvez por a Udinese, não sei lá, uma Roma, uma Juventus, é que você, tua cabeça tá funcionando hoje, né? É, né? É, funcionando com a rei, com a lei, com a lei de hoje. É, né? Aí você acha que você pode escolher, né? Lá na lá naquela época era lei do passe quem e se o Flamengo quisesse não vendia, entendeu? Então que era assim ó de né chegou você queria sair você não. Primeiro de tudo, eu não queria sair. Era essa pergunta que eu ia fazer. É e e que acontecia? Existe uma lei
do passe que você para ser ganhar passe livre você tinha que ter 10 anos de contrato de clube mais 32 de idade. Que isso? Nossa. Então, quando eu completei 10 anos de clube, contrato, eu tinha 30 anos. E aí quando eu fui a renovar meu contrato, o presidente viu que se eu renovasse por dois anos, ele ia perder um dinheiro. Ele eu tinha chegado com 32 livre. Sim. E aí no não ia perder, né, aquela não faz me rir. Claro. E eu e tu imagina eu já, pô, já tinha ganho os títulos todos com o
Flamengo e tal. Aí que que acontece? Eu preparei tudo para poder permanecer. Até arrumei patrocinador para isso, para ficar no clube. A diferença era o quê? O dinheiro que eu ia receber na transação é a única coisa que eu ia perder. Porque tinha na lei, se você vai vendido, você tem direito a 15% do que o clube pagou, recebeu. Clube recebeu 1.15% é seu. 15, tá? era a lei do que beneficiava do atleta daquela época. Daquela época. E aí acontece o o isso daí eu abri a mão disso e o dinheiro que eu ia receber
das luvas da doese na mão, luvas eram dinheiro adiantado, que eles a gente chamava eles. El eu eu consegui que me pagasse os 24 meses dos 2 anos. E aí era só teu? Aí só meu aí só que o Flamengo disse que não, que o patrocinador que eu arrumei essa essa essa divisão, ele já tava incluído na proposta que o Flamengo me fez. Ah, nossa. E ele levou a a ao conselho, o conselho do o clube é presidencial, mas tem um conselho que decide essas coisas. E o conselho quando viu que não ia receber nada
do anos depois, ó, vende logo. Eles eles foram a favor também. Ficou, demorou quanto tempo esse processo de vende, não vende, arrumou o patrocínio, voa. É, pô, demorou mais tempo porque na Itália também não queriam eh não queria que você fosse não queriam bloquear a por causa do valor, né? por causa do valor, queriam bloquear conta da transação. Aí veio o presidente do Comitê Olímpico Italiano e tal. E aí teve um caso do Cerezo indo para lá paraa Roma. Como abriram as pernas paraa Roma, aí deixaram, conseguiu, levou uns dois meses, pô. Mas aines uma
estresse grande. Imagina você é contra a Juventus que a Udines nunca tinha ganho. Contra contra Roma. Contra Roma. Isso. Você chega e ganha da Roma. Faz um gol de bicicleta. Não, também tu tá exagerando na Juventus. Não fez um gol lá no contra Juventus. Um gol de bicicleta? Não, o Milan. Contra o Milan. Desculpa, só errei o time. Só errou o time. Mas foi de bicicleta. É porque é preto e vermelho. Você falou preto e branco. É verdade. Sou sorry. [risadas] Mas eu quero saber assim, você sempre foi um cara de que chega no lugar.
Mas nesse jogo de Roma, tu sabe quem era que tava marcando? Quem era? O o treinador da seleção hoje. [risadas] Mentira, Ancelote. É, ele me marcou 86 minutos, deu uma chance em 87, eu fiz o gol. E como que [risadas] e como é que era? Tá marcando bem. Tava marcando bem, mano. O homem jogava, o homem jogava, jogava, jogava. Muito bom técnico e tal. Não, não era de bater e tal. Muito uma visão de jogo boa. Ótimo passe. Quero saber, eu quero saber sua adaptação. Chegou na Itália, como é que foi os primeiros? Era gol
em cima de gol [risadas] no futebol. Beleza, mas e a vida se adaptando tal comida, as pessoas Comida ótima, maravilhosa, a língua bom de tomando uns vinzinho de vez em quando, aprendendo. Ah, sim. Você também é filho de Deus, né? Claro. E de português, né? [risadas] A comida é maravilhosa, maravilhosa, maravilhosa. A língua já, já chegou. Tranquilo. Eu sou neto de italiano, tal, então aprendi fácil. Eu também sou n de italiano. Tranquilo, né? Tinha muito tranquilo. Tinha negócio de adaptação que adaptar, pô. Com 30 anos você vai se adaptar em quê? [ __ ] [risadas]
tá fácil. Se eu fosse com 17, 18, mas que é o que o pessoal sai hoje, né? Aí você pode ter alguma dificuldade. Agora na na minha idade era o que o pessoal ia para lá, era mais ou menos 27, 28, 30. Então você sente que o o a sua passagem pela Itália foi um capítulo importante? Foi muito, muito, muito. E um aprendizado grande, né? Isso. Outro tipo de futebol. Todo domingo um cara com bafo no cangote aqui, né? Para lá era mais pegado do que no Brasil. Não, marcação. Marcação, marcação. Homem a honra. Brasil
era mais por zona naquela época. Eles me chamavam lá de Zé Bundinha porque os caras ficavam colado em mim ali. [risadas] Zé bundinha, [ __ ] Ô cara, bafo no cangor, sai daqui. Pô, eu vi outro dia o Neymar falar disso. Nós estava faz tempo já foi split passar no jogo da Kings League. Ele meu põe a bunda nele aqui, ó. Não deixa ele passar. [risadas] Aí não, aí não, né? Foi Neymar ter gravado. Não fui eu não, hein. Ó, ô, ô, Zico. E acho que nesse meio tempo o Flamengo percebeu que foi um mau
negócio você ter ido pra Itália, pro Flamengo e te liga de volta. Você foi resistente para voltar ou você tava com saudade? Não, não, não. Eu, eu queria parar no Flamengo mesmo. Queria reparar, mas tive que recomeçar tudo, né? O quê? É recomeço. Por mais que você eh tenha feito alguma coisa, quando você volta, é aquele filho que sai de casa e quer voltar. É, quer voltar e tal, e o quarto dele não tá mais lá. É, exatamente. Tem que tomar cuidado e tal. Então, eh, lógico, eu me preparei bastante para poder eh entregar legal,
né, novamente, né, mas foi dificuldad para não ficar vivendo do passado, né? Porque isso que eu ia falar, né? Tem essa pressão, pô. Será que o Zico é o mesmo? É, exatamente. É, sempre existe, né, mudança de torcida e tal, de uns ficam com aquela eh coisa de que ah, ele foi e tal, se saiu é porque e tal. É, era melhor ter saído mesmo. Era melhor. É, exatamente. Mas no momento que você volta, você volta sendo o salvador da pátria, a torcida botando toda a esperança em você. Não, não, não, não. Esperando que eu
jogasse legal e tal. E eu e tive a infelicidade logo no segundo jogo do Campeonato Carioca, eu joguei Augusto de de me arrebentar meu joelho. Não não, não, não. Aí é que você se arrebentou, te arrebentaram?Então me arrebentaram. Aí foi, aí foi complicado. Fica uma mágoa desse lance, Zico? Fica, fica, fica uma tristeza grande, porque foi uma o pior momento da minha vida foi aquele por causa, por causa da incerteza que você vai ter se vai. E não foi um acidente, né? Foi algo que quiseram causar. Não foi você ficou fora dos campos quanto tempo
nesse período? Eh, meses. Nossa, [limpando a garganta] é um filho. Tive um Foi realmente é uma Como é que ficou sua cabeça nesse momento, Zico? Não, os primeiros seis meses até eu foi dentro chegar para dentro do campo para treinar, foi uma recuperação porque era uma cirurgia que esse o médico que fez, ele criou, ele inventou essa cirurgia. Não existia cirurgia para eh foi a primeira cirurgia que ele fez para jogador de futebol. Que isso? Ele fazia para americanos lá. Então ele chegou a falar: "Pode não dar certo, pode não dar certo" e tal. Ele
ele eu falei para ele que se ele me desse 5% de chance que eu ia voltar a jogar. E aí fiz, foram seis meses de recuperação. Levei 4 meses para botar o pé no chão. Que isso? Esticar a perna. Muita dedicação. Imagina. É muita, muita. E e aí a cabeça, cuidar da cabeça, cuidado da cabeça. 8 horas de musculação por dia, fisioterapia, 4 horas de manhã e 4 horas da tarde. Não, você tá zoando. Oito, oito, 8 horas de recuperação. Só, só, só. Quem faz isso hoje em dia? Ah, hoje eles não fazem nem duas,
[risadas] [ __ ] É, a recuperação era era muito, muito forte, mas chegava a ser até desgastante essas. desgastante. Era desgastante, porque era 4 horas, 8 horas você trancado num numa salinha como essa daqui e você, né, só fazendo, só levantando ferro, né? E aí pr para você recuperar, eu tive uma uma trofia de 7 cm na perna. Que isso? A minha perna é como se ela tivesse dividido ao meio. E aí, com isso você tem que ganhar musculatura. E aí você tem que equilibrar para você voltar a treinar. Medição toda hora que você fazia
os exercícios tinha que medir a perna para ver como é que tá, se tá do mesmo tamanho. E o fato de que eu não podia esticar a perna enquanto a cirurgia não ficasse firme. Nesse período existiu uma possibilidade, um pensamento seu de, cara, eu acho que eu não vou conseguir voltar, eu vou voltar diferente demais. E nem não, eu não, eu voltei diferente porque você tem que proteger, fazer acabar com certos movimentos. Salto, por exemplo, acabou, parou de saltar. Parou e de saltar. Não podia mais, não podia apoiar todo o corpo na perna esquerda. E
aí você às vezes E a sua batida mudou alguma coisa? Mudou por causa do pé de apoio, mas a a bola não perdeu a direção. Não [risadas] se adaptou rapidinho. Rapidinho. Caramba, Zico, muito louco você falar disso porque é é muito doido a gente ver alguns algumas pessoas que falam sobre futebol e que fala: "Não, a galera lá de trás não se preparava, a galera lá de trás mal treinada, eles nunca subiram na vista chinesa." [risadas] E aí vê você falando disso tudo, de toda sua preparação, da chegada do Flamengo depois da lesão. E a
gente tem aqui o Marcelinho Carioca, que sempre fala que ele no juvenil via tipo você batendo 200, 300 faltas por dia. É, exagera. Ele mente um pouquinho, né? É. Era quantas então? Umas 100. Ah, não, umas 70. Ó, que já é muita 70. Deixa eles falar que é 200. Ah, deixa. Fala de novo. Corta aí. Exagero. Ele disse que eu ficar 2 horas treinando. Ninguém tá louco. F chegar 2 horas para treinar. Ele treinava lá meia hora depois do treino. Deixa assim, Zico. Deixa a galera contar essas histó, né? Ninguém não é mentira. Ele aumenta.
[risadas] Aumentou um pouquinho. Aumentou um pouquinho para valorizar mais. Então, como o Marcelinho fala que você batia 200 fotos por dia, eh, você já tinha essa consciência que era a repetição? Claro. Foi alguém que colocou na sua cabeça ou foi um filhinho seu? Não teve um um goleiro, Renato, que era da da do do Flamengo, do profissional, que ele viu que eu batia bem na bola, ele me chamou para treinar com ele, era o goleiro da Seleção, titular do Flamengo. Aí eu falei: "Renato, [ __ ] ele me chamou para bater falta." Eu falei: "Eu
nem jogo no time, como tu quer que eu vou bater [risadas] falta aqui?" "Não, para mim é bom" e tal. Aí eu ficava sozinho com ele treinando. Era para ajudar o goleiro. Era para ajudar mais o goleiro. No final do treino vocês iam bater essa foto. É, bati. Aí depois que eu te me tornei titular em 74, aí eu comecei direto. Eu vi o que era bom, o que podia. Eu fiz logo no nos primeiros jogos um gol de falta numa excursão do Flamengo. Aí comecei a treinar com ele e aí aprimorou demais. Aprimorei demais.
[risadas] Chega o momento que fica fácil ali, você já já sabe onde bater, como bater. É, e quando não tinha goleiro, não tinha barreira, eu botava as camisas no ângulo e ficava batendo para tirar. O duro era ter que toda hora tirar, ir lá, botar a camisa de novo. Toda hora, né? [risadas] Tinha que ter, eu gosto dessa roncadinha de leve. É, ele ele tira uma onda, mas ele é um de [risadas] leve, de leve, de leve, leve, mas tá até aqui agora falando: "Não, não, demais, demais". E do E o Liverpool foi fácil pr
[ __ ] [risadas] Tem que ter que ter uma tiraçãozinha de onda, né? Pô, Zico, como que era nessa época seleção Brasileira? Era era algo que era muito importante estar ou não? É, sempre foi muito importante estar porque a sua geração foi uma geração de meiocampistas era bons, hein? Bons era. Então, como que ficava a sua cabeça? Nossa, eu tenho que toda hora performar, ir bem, quero fazer gol, quero estar na seleção. Minha cabeça era problema na hora da convocação. Por quê? Porque com a letra Z é o último. [risadas] Não era por posições, era,
era, era por ordem alfabética. Se fosse Artur seria um dos primeiros, mas Zo era sempre o 21, 22. [risadas] Como foi, como foi a primeira convocação, Z? A primeira, a primeira que você lembra? A primeira eu já esperava, já esperava na TV. O Brandão que que foi ele já tinha dado entrevistas que ele nós tínhamos ganho do do Palmeiras um torneio lá em na na no nos jogos de inauguração do do estádio de Serra Dourada e nós ganhamos a final. Eu e o Geraldo jogamos muito bem, então ele já quando ele foi pra seleção, ele
já deu a dica de que nós dois íamos ser convocados. Um peso diferente, uma responsabilidade. É. É. Sem dúvida que é. Sem dúvida que é. E aí, aí você, né, vai. E a minha Estreia foi contra o Uruguai. E você vê como é que é a importância desses treinamentos de falta. Eh, a seleção tinha Nelinho, [risadas] Rivelino, nossa, e o Marinho. Só, só três e todos batendo falta. E aí fomos jogar contra o Uruguai. Nelinho faz um gol de falta no primeiro tempo, mas é expulso. Aí o Rivelino vai expulso no segundo tempo. Aí você
nossa, o jogo tava pegando. E o jogo 1 a um. Aí no finalzinho tem a falta mais perto e o Marinho chutava mais de longe. Aí vem ele todo saralep lá porque ele já era da seleção e tal. Expulso. É, Belino expulso. Aí ele tava crente, aí eu cheguei com toda a minha força lá. [risadas] Que que você fez para convencer? F de perto bato eu, pô. Falou grosso aí. Falei grosso. Aí ele voltou, eu pum caixa. Ganhamos jogo 2 a 1. Nossa. Aí no jogo seguinte contra a Argentina o o Rivelino e o Nelinho
não jogaram. Aí o jogo a mesma coisa. Outra falta do outro lado. Aí eu pum caixa, ganhamos 2 a 1 de Novo. Aí direito adquirido. O Rivelino e o na linha, ó, dali a partir de hoje ele que vai bater a falta de perna. Quando saiu uma falta ali de um lugar que você sabia que você a chance de fazer gol era grande, você já ia com um sorrisinho no lábio. Ah, já fala a verdade. É, a confiança toda a prova, né? [risadas] possibilidade era grande, porque eu perguntei pro Marcelinho, ele falou assim: "Dependendo da
onde fosse a falta, eu já sabia que era gol". Era dependendo da posição do goleiro, é, né? Qual foi o gol de falta mais bonito que você fez, aí você pode compartilhar com nós? mais bonito, né? Mais bonito que você fala, nossa, esse aqui foi contra Santa Cruz, no lado contrário, daqui a bola foi lá do outro lado, que foi o gol que durante a semana o o goleiro do Santa Cruz, eh, ele pediu para treinar as faltas. Isso eu já tinha, foi quando eu voltei da da lesão já lá e aí eu e tinha
um zagueiro que ficou de frente olhando pro goleiro na barreira, no treino e aí eu olha lá, olha pra bola, olha pra bola. Aí ele ficava olhando pro goleiro. Aí na quarta vez que o cara falou, ele falou assim: "Não, eu vou olhar para você porque domingo tem 100.000 pessoas querendo ver o gol. Quero ver também. [risadas] Vai sear, velho. [ __ ] essa que eu tava esperando. Essa foi boa. Essa foi boa. Mas então, quando você faz um gol desse, você mesmo na hora falou: "Nossa, esse aqui foi mais linda." Esse foi de arrasar.
Foi, foi mais bonito mesmo. [risadas] Que da hora. Mas é o e e essa questão da das faltas, cara, foi um negócio assim que tinha um o Maracanã com mar jogos do Flamengo cheio. Aí tinha falta, era aquela vibração, né? Ele aí botava a bola. Era um silêncio, cara, que você não escutava nada, né? Eu só escutava aquele plim plim da Rádio Globo lá que tinha aqueles sinais. Sim, sim. Aí eu batia a falta, cara. Que que ficava na sua mente nesse momento? É, vou fazer o gol, [risadas] cara. Vou fazer o que eu treinei.
É coisa que eu treinei. Então, tudo bem. Teve uma vez que o que o Reinaldo quis bater a falta, ele veio do América, ele batia falta para [ __ ] né? E só na porrada. Aí eu eh falei para ele: "Aí, ó, faz o seguinte, quando eu saí da bola, que eu não ia bater, a torcida, ah, que negó pau da vida, né?" Eu falei, "Vai lá, dá uma porrada no meio do gol que eu vou no rebote". Aí ele bateu, o goleiro foi defender, largou, eu pum de cabeça, fiz o gol no remote. Aí
ele foi lá, eu fui lá na galera e tal, ele virou Assim: "Mas tu é muito cagão, hein? A bola [risadas] sobra sempre para você. Nem foi você que bateu em que foi ele. Exatamente, cara. Mas, mas em algum momento do jogo ali você não ficava tipo: "Cava uma falta aí, gente, deixa comigo. Cava uma falta". Ah, isso aí quem fazia era o na Itália, o Mauro da do nosso time. Ele cavava mesmo. É, cavava. Ele sabia todas. É, pô, aquele ali era esperto. Ele driblava muito, chegava entrando na área ali, eu falei: "Ó, trata
de driblar ali porque os cara ou não vão fazer falta que você fizer é meio gol, né?" [risadas] Ô, Zico, em 82 ali da Copa do Mundo a gente perde pra Itália. E eu queria saber de você, o que dói mais é o resultado, a derrota em si ou é a forma que foi? Porque a seleção brasileira era muito boa. É, mas nós erramos mais do que o normal naquele dia, né? Por isso que eu falei da forma. É, da forma como foi. E para mim até particularmente foi muito pior, porque aquela foi a única
derrota que eu tive na seleção brasileira em jogos oficiais, cara. A única. A única. A única. Então, doeu muito. Doeu muito. Doeu muito, realmente, porque joguei três Copas do Mundo. A única derrota foi aquela. A gente saiu No primeira copa por questão de foi estranho aquela históri estranho, né? O Peru entregou 86 perdemos foi nos pênaltis e jogos de eliminatórias também, jogos de de outras competições também. Aquela foi a única derrota que eu tenho, entendeu? É, até hoje deita a cabeça num travesseiro e fala: "Filha da mãe". [risadas] E por isso que eu digo sempre
que eu gostaria de ter feito um gol só, que que seria não da vitória, mas do empate, que se a gente empatasse a gente classificava. O que depois vocês conversaram ali sobre esse nem conversa, mas cada um para um canto lá, baixa a cabeça, pai pro gelo, vai pro gelo. É verdade. Mas muito louco isso. Você falou, Zico. Dá para ver que é algo que tipo, ah, a gente acaba carregando. Você acaba carregando porque, pô, a gente participa de campeonatos às vezes não profissionais, vai bater um pênalti aqui, vai fazer uma coisa ali, você sente
a pressão, você erra, você fica tipo, caramba, perdi, que merda. Aí eu fiquei, lembro que eu brinquei com você, falei: "Imagina como que é a vida do Bádio, tá sentando lá para para jantar com a mulher do nada". Ele senhor sabe, eu tava eu tava vendo uma entrevista dele, nunca tinha visto. Outro dia ele falando sobre isso, né? Da da da daquele momento, daquele momento que passou muita vez, não saía de casa, tal. Eu eu não não senti isso não. Eh, porque eu acho que ganhar ou perder faz parte do jogo. Errar, acertar também. ninguém
faz e eh erra de propósito. Então, cara, a gente Tá ali dentro do campo, tá sujeito a essas coisas. Então, trabalhei mais do que que era possível trabalhar para poder estar dentro do campo. Não faltou nada. Eu só não entreguei mais porque eu não sabia, então eu não podia senão não entregava. Então, eh, eu acho que você ficar se condenando é cruel demais.Odo. Cruel demais. Eu tive um lance com eh o Barbosa de 50, que ele o Brasil perdeu, ele sofreu gol, segundo gol lá e tal e parece que ele ficou condenado pro resto da
vida. E eu quando o meu o minha o meu centro de futebol completou um ano, eu fiz uma homenagem para todos os jogadores que disputaram Copa do Mundo pelo Brasil. Eu levei quase 80. Que isso? 1930. Não é só quem foi campeão. Todos não. Não. Normalmente as homenagens são todos que sal campeão. Sim. Eu convidei todos que jogaram Copa do Mundo pelo Brasil. Foram uns 80 jogadores. Teve um de 1930. Como é que foi esse dia? 30. Foi um dia maravilhoso. E o e o nosso rei foi, né? Então foi legal. Zizinho, cara, só Didi,
foi todo mundo. E o Barbosa foi, cara. E E ele falou: "Olha, eh, primeira vez que eu saio de casa para ser homenageado." Ele falei, "Parece que eu tô preso, eu tô fui condenado a prisão perpétua." E você vai ver o gol que o Uruguai fez ali no Maracanã. É um gol totalmente normal. Totalmente, pô. É normal. O cara chutou, ele foi para um lado, a bola foi pro outro e ele foi eleito o melhor goleiro da Copa, mas ninguém perdoa. Isso sombrou a vida dele inteira, né? Exatamente, cara. É isso aí. É a crueldade
que existe. A gente, o brasileiro acaba sendo cruel. O brasileiro tem sempre que botar, tem que botar sempre arrumar a culpa para alguém. Alguém tem que ter uma levar uma culpa de alguma coisa nas derrotas. Porque o cara às vezes que toma um frango, que pede, mas se o time ganhar os caras passam coberta por cima. E sim. Aconteceu isso com você de jogaram uma culpa em algum momento, alguma coisa? Jogaram em 86 quiseram fazer isso, né, e tal. E muitos fazem até hoje, né? Quem não tem que falar, fala isso. Até hoje se fala,
até hoje. Até hoje. Mas tudo tudo bem, cara. É do jogo, tá certo. É o jogo. Não, não, não, não deixo de fazer minhas coisas por causa disso. E nem tenho receio de falar essas coisas não, cara. Que da hora, que legal ouvir isso de você, Zico. E acho que eu queria te agradecer primeiro porque vai sair um um filme documental da sua vida E tem tudo lá. Isso que nós estamos falando aqui, tá? Aqui só tá sendo um aquecimento para esse documentário. Aquecimento pro documentário. Tá maravilhoso, emocionante. Como é que foi? Chegou o momento
de você fazer esse documentário, te convidaram? É, isso aí foi foi conversas, foi há seis anos atrás que nós tivemos a primeira conversa. Que isso? Foi. Então, e primeiro te agradecer porque você liberou pra gente assistir antes de ir paraos cinemas e foi uma honra. E mas você não vai assistir não, né? Vitor, a ligação pro Posso falar? Pode ligação do Pelé, troca de ideia com o Ronaldo, musiquinha do Bilipol. [grito] Ah, você viu? Te peguei. O bom seria se você soubesse onde que foi a primeira vez que eu ouvi a música do Billy Paul.
Fora do ar eu conto. [risadas] Foi num local bacana. Já entendam? Maravilhoso. Tinha luzes, tinha luzes coloridas. É, mas qualquer luz que tem música tem luz, né? Então era essa. Era um ambiente florido. É no ambiente florido. [risadas] Colorido. Entendeu? Imagina. O que e o e e que o cara que me fez escutar essa música que eu me apaixonei e foi o que também tá no filme da da morte dele com 20 foi 20 22 anos. Foi a primeira porrada que eu levei na vida. Aquela porrada foi feia mesmo. Que é meu amigo de parceiro
de solteiro, né? Então eu dormia na minha casa, ele dormia, eu dormia na casa dele, viveram muitas coisas, muito tempo. Aí quando eu casei, aí é lógico que cada um tem sua vida, né? Então foi uma perda incrível. Mas e eu ia justamente perguntar a importância dessa música, porque ela aparece em vários momentos e a importância desse seu amigo, cara. É, por que você colocou essa música para meio que meio que contar a história do do filme ali, é porque ela ela vem da da da parte dele, tá? Que quando a gente apresenta ele tem,
ela começa com essa música e o final que é maravilhoso é a construção da da família, né? E e lógico, a gente é muito é muito festeiro. Minha família é muito festeira. Sério? [risadas] Sério? E você também era festeiro, Z? Eu total sou até hoje. Era não, né? É, pensei que você era mais quietinho. Ei, quietinho, quietinho. Nada. [risadas] Quietinho na concentração. Não muito, não muito. Já aprontou na concentração? Muito muito. Aquele time só tinha vagabundo do Flamengo. [risadas] Que nível? Gostava de sair de de Não, não, não. Vagabundo de molecagem, Né? Fazer gozação saudável
um com o outro lá. Mas ninguém saía, ninguém pulava mudo não. Ninguém pulava mudo não, não, não. Ninguém fugia não. Talvez, talvez as pessoas entravam para conceitar ninguém. Não, também não. Não, na nossa época não. Não tinha isso. Não, não vem não. Só brincadeira, [risadas] né? É, é. C lá é coisa séria. Não vem não. Não vem não, viu, irmão. Não vem com essa essa história não. Mas ainda falando do seu filme documental, uma coisa que é muito legal de ver é que tem muitas gravações que são suas. É totais próprias mesmo ali. Eu era
cameram meu irmão. Então é você sempre gostava de registrar. Tem da época de 70 ali filmando, cara. Claro. Então eu senti que foi uma parada muito confidencial. É violado. Vamos lá. Metido para [ __ ] Você viu, né? [risadas] Então porque como que como que é abrir a vida assim, a sua intimidade nesse ponto? Porque tem muita coisa ali que a galera vai conhecer você de verdade, cara. É, mas não acho que ele não eu acho que faz parte do da trajetória, né, da traçada pelo pelo João. Eu acho que aquilo ali veio acrescentar mais,
porque é muito acervo, é muita coisa. Então, eu acho que aquilo deu um um Uma leveza na no documentário muito grande, porque eles têm o o o fera, né, o João Weiner, ele tem aquela narrativa dele, né, e com isso o que que acontece? Você tendo meios pode facilitar ainda mais. Mas quando você gravava, quando você percebeu que você tinha tanto material, você fala: "Cara, isso aqui no futuro dá para ser um filme, dá para ser um documentário?" Não pensa nada disso. Claro, não tem como isso aí não pensava nada, nada. A gente queria era
para se divertir, passar comprei o projetor para passar pro pessoal ver. E era terrível porque lor rolim de 3 minutos acabava logo toda hora tem que troncar. Ra. Você se emocionou no nesse processo do documentário assistindo assistindo filme. Todas as cinco vezes que eu vi eu chorei. [risadas] Cada hora no momento. Momento, né? Ah. É muita emoção, cara. É muita emoção. Não é fácil. Aí você começa a ler. Engraçado que às vezes muda um momento. Ontem aqui assistindo eu outros momentos que eu não chorei. Eu chorei ontem, cara. Peguei. Que eu imagina. É, você vai
lembrando de tudo e por favor assistam. Dia 31 de dezembro no cinema. 30 30. A partir do dia 30 de de abril. Pô, que dezembro? Dezembro. Tá notado que é 30 de abril no cinemas. Eu 31 de dezembro. É. Tô com saudade das férias. É porque você tá pensando em dezembro de 81, [risadas] dia 30 de abril, daqui duas semanas, é todos os cinemas, pelo amor de Deus. Você que é flamenguista, você que gosta de futebol, você que não gosta, você vá assistir. É muito emocionante e muito bonito, de verdade. Zic, [limpando a garganta] muito
obrigado, tá? Nada, foi um prazer. Espero que a galera possa fazer um dos cinemas uma bela arquibancada, porque lá no Rio já fizeram, viu? aqui um pouquinho também. Muita gente. Você esperava que ia ter o tanto de camiseta do Flamengo aqui em São Paulo? Esperava, esperava, esperava, rapaz. Esperava. Isso que eu gosto. Esperava. A gente já lotou o Pacaembu aqui, tu sabe, né? Só de torcida do Flamengo. Tá bom. Torcida do Flamengo é a maior torcida do Brasil. É a maior torcida. É o que falam, né? É. Não. E do Corinthians 45 milhões só. Tá
bom. Desculpa, pô. É, eu, pô, domingo, domingo eu tava na ONU, segunda-feira eu tava na ONU lá como embaixador. Somos também a nação, né? Então da ONU, né? Não, não dessa nação aí que ele tá falando. É, essa nação vai chegar com tudo aí. É, é. [risadas] Ó, Zico, antes da gente acabar, tem algumas perguntinhas mais rápidas e eu quero saber um pouquinho da sua. Não vem com essa história de que é melhor. Não, não, isso não. Isso não que a gente recebe. Vamos complicar ele, né? Não, jamais. O que eu quero saber é da
sua fase de técnico. As duas vezes ali que você tava eh quando você assumiu a seleção do Japão, você enfrentou a seleção brasileira umas duas vezes. Confederações em cinco. É, uma meter a mão em mim, né? Não fala isso. É, na confederação lá. É, é. A outra me deram a lavagem. [risadas] Em 2006, na copa, qual que era o papo ali no vestiário ali em 2006 para enfrentar aquele time do Brasil que era muito bom? Era um time tipo assim, era um é um papo meio que vai lá, faz o que dá ou vamos ganhar.
O meu intérprete, ele era um cara, aquele que tá no filme lá. Sim. Ele é apaixonado pelo Brasil. E ele veio pro Brasil para conhecer a a galera de 70, só que ele parou no Rio, aí acabou conhecendo o Galinho, [risadas] aí virou flamenguista. E ele é é uma é apaixonado pelo Brasil, tá? E e lógico que ele, eu tô dando a pré-eleção, né, contra o o e eu esperava que o Brasil viesse com aquele time que mais antigo, né, porque jogou os dois primeiros jogos. Uhum. Aí eu tô fazendo a preleção e tal. Olha,
queria dizer para vocês, eu não, vocês sabem bem, eu canto o hino toda vez que o hino brasileiro toca. Isso eu aprendi na escola. Vou cantar o hino, mas quando a bola rolar, eu sou Japão. Japão. Quando eu olho assim pro lado para ele traduzir, ele tá chorando. Aí eu dei uma porrada nele, ô cara, o brasileiro que sou eu. [risadas] Aí ele deu uma acordada assim, tal, e aí tá quando eu fiz a preleção e tal, pô, olha os cara aqui, ão, na, pô, quando eu cheguei lá no estádio só tinha garoto jogando pela
seleção brasileira, jogar, colocaram os reservas, colocaram cinco moleque lá que correram, que [risadas] amassaram aí amassaram o segundo tempo, né? É, isso é verdade. Que o Ronaldo diz: "Não, que eu sou o ídolo dele, que sou isso, que sou aquilo". Foi lá e fez o go, né? O único gol que ele fez de cabeça na vida [risadas] foi contra mim. Eu falei: "Pô, tu vem falar. Ele precisava ser uma artilheiro de todas as copas. É, tá certo, tá bom, tudo bem. Mas fazia com pé e não de cabeça. [risadas] Sou o único em mim, pô.
Mas era foi realmente é muito difícil. Você sabe qual foi a minha a minha salvação? Foi lembrar do Didi, porque o Didi foi técnico da seleção peruana em 70 contra o Brasil. Sim. E o DJ foi bicampeão do mundo pelo Brasil, né? Ter que enfrentar a seleção brasileira tendo a do contra o Pelé, né? [risadas] Tá maluco. É. Aí é foi. Não, mas antes você ir pro negócio aí, eu queria saber por o Japão foi um convite. Não sei, cara. A me levaram para lá. Algum espírito me levou. Mas o que que te convenceu? Pô,
ninguém me quem me convenceu foi os japoneses. Eu falei: "OK, eu vou e acabou". Não falei com ninguém. Porque hoje a gente vê a seleção do Japão. Se eu falo com alguém, eu não ia. Com certeza. Porque a gente vê a seleção do Japão hoje, ganhou do Brasil, ganhou agora da Inglaterra, tinha ganho da Alemanha, entende? Tinha ganho da da Espanha. E quando você vai para lá, eu eu tenho total noção de que você ajudou muito o futebol do Japão dar uma acelerada a mais, porque chega o Zico lá, pô, é o que eles chamavam
de Deus do futebol, camisamar, [ __ ] Camissa má lembrou Dragon Ball, man. Entendeu? [risadas] Tem que respeitar. É porque lá os times era de fábrica, era outra pegada, não era esse futebolz não é bem de fábrica. Os times eram das empresas, né? O nome dos times era de empresa e nenhum japonês era profissional de futebol. Eles não não recebiam pelo como salário como eh funcionários das fábricas, entendeu? E aí já existia profissionais lá. Eh, o Oscar que jogou com a gente na seleção, ele ele foi antes, só que ele ele jogava os estrangeiros eram
profissionais, tinham contratos, mas os japoneses não. Entendi. E aí depois que veio a a Jag, que foi em 93, aí todo mundo só podia jogar profissional também. Os funcionários também não não tiveram que ir embora, né? Parti, [risadas] Zico. Enfrentamos o mesmo jejum que enfrentamos de 70 a 94, agora [roncando] de 2002 a 2026. Você acha que a gente tinha mais chances de ser tetra em 94 ou de ser exa em 2026? Ah, em 94, né? É, é. Ainda mais com aqueles dois no ataque lá, né? Bebeta e Alm só, né? É. Aí na minha
vez é mais difícil mío que hoje hoje hoje, por exemplo, Eu eu tenho fé por quê? porque tem um um treinador que para mim é o melhor, um dos melhores da história, se não o melhor, que ama o futebol brasileiro, a sempre teve sucesso trabalhando com com o jogador brasileiro. E eu acredito que se os caras entenderem ele e, eh, procurarem fazer aquilo que com certeza ele vai propor, eu acho que a possibilidade aumenta, entendeu? Porque você vê, por exemplo, tem, tu acha que tem alguém na seleção de valores individuais que tem a mesma qualidade
do Bebeto de um Romário? Não, acho que, né? Você você vê você tem ali um um Aldair, tem um cara, né? Em termos de de a gente não sabe quem são os laterais. Exatamente. Hoje você tem o o o Ancelote tá tentando colocar o Danilo pela experiência dele que jogou lá, conhece ele da Itália, essas coisas todas da Europa. Eh, então é é é difícil. Então se o o Brasil tem que ser o conjunto. Se se colocar na cabeça que o conjunto, que é o que o tenho certeza o Ancelote vai tentar fazer, se eles
se comprometerem com isso, eu acho que o Brasil tem condições de chegar. Eu acho que entre os quatro chega. Amém. Nossa, só de isso já acalmei o coração. Chega. Acalmei o coração. Bora pr as perguntas mais rapidinhas. Ainda pensei que já tinha acabado ainda. Caramba, você é carioca mesmo. [risadas] Você viu? Ele meteu ainda. Ele já meteu um brabo e meteu uma ainda. Já tô feliz, mano. Zico vai responder de forma rápida. Aquele bate-bola. Três adversários mais difícil que já enfrentou. Hum. Marcadores. Marcadores. Marcadores individuais. Não, os times. Ah, ah, Pintinho do Fluminense, Zé Mário
que era do Vasco. Eh, eh, tu só brasileiro que você quer? Não, sua vida é international. [risadas] Não, mas se eu for colocar brasileiro, o Batista do Grêmio e do Internacional do É muito chato. [risadas] O melhor companheiro que você jogou ao lado, Pelé, né? [risadas] Nossa Senhora. Que que eu falo? Tá bom. O que mais, [ __ ] Não, não. Eh, por exemplo, de de de seleção brasileira, o Reinaldo do Atlético, né? Jogava a bola ali. É. Aí de Flamengo, Cláudio Adão. Top três batedores de falta que você viu. Ah, Marcelinho, Nelinho e a
briga fica entre Flávio Sunção e Juninho Pernambucano. Concordo com você. Maracanã antigo ou novo Maracanã? Que não existe Novo Maracanã, [risadas] rapaz. Sabia. Maracanã não tem um artilheiro do novo Maracanã. É o [ __ ] Novo Maracanã [risadas] é o [ __ ] Que quem quem é o maior artilheiro do Maracanã? É, tá em frente a você. [risadas] Quantos gol? 3 4. Que isso, mítico? 3 4. Não abri isso de porta, [ __ ] É, tá louco. Nossa, foi bom, hein? Eu sou bom às vezes. Então aí, cara, a hora que tirarem o pegarem aquele
aquela aquela o estádio, levar para outro lugar, demolir e tal. Beleza, né? É, é isso aí, pô. É igual o Wembley. O Wembley demoliram. É o novo é um aí fizeram um outro com estrutura, se tá no mesmo lugar com sei, acho que não tá no mesmo lugar não. Ah, então já é eu acho que não sei. Já foi. Contra o rival. Você prefere uma virada no último minuto ou goleada humilhante? Ah, eu prefiro ganhar, pô. Ganhar. Tá bom. Contra o Botafogo. Eu eu precisava dar uma goleada. Precisava dar uma goleada humilhante, [risadas] devolver. Boa.
Final da Libertadores de 81 ou brasileiro de 80? Hum. Brasileiro de 82. Você é danado. É, pô, porque foi o mais difícil. É. É. Porque vinha todo mundo com cinco facas nos dentes contra a gente, [ __ ] Uniforme rubro negro ou branco? Rubro negro. Vai saber, né? Que você foi campeão mundial com o branco, né? Ah, mas sabia o Flamengo é rubro negro, rapaz. É verdade que você tomou a vaga e a fã do Dorval? Claro. [risadas] E tô com ela 55 anos. Lembra da história que você acabou com a luz do Santiago Bernabu?
Eu não carregando o celular? Eu não. Não lembro. Eu não. Que isso? Me sopraram errado. Então essa história. Santiago Bernabeu. É. Falar que você foi carregar o celular. Acabou a luz. Não, o problema não foi isso não. Não conta para nós. A gente tava gravando lá com o esporte interativo. Eles apagaram. Ó, vou embora daqui. [risadas] Tem jogo amanhã. Vamos embora. Vamosora. Eles queriam botar expulsar a gente. Aí deve ter alguém inventou essa essa ladainha essa ladaainha, essa lorota e tal. Tá bom. Tiver no Rio, posso te ligar? O quê? Pode, pode. Quer o número?
Eu não fala isso. É todo o Brasil tem. [ __ ] sério? [risadas] Tá vazada assim. Não, não. Depois passa para nós. Ó, a última pergunta é saber se você gostou de bater esse papo com a gente. Gostei. Gostei. Vou contar a última história para você, por favor. Isso. Foi um presente. Você falou do Barnabelu lá, né? Aí eu lembrei de uma história da Champions League, final e Juventus e e Barcelona. Lembra que o Neymar foi lá, é 2015 e tal. E mas na hora daí de entrar pro estádio, eu eu nós estamos entrando entrando
eu, o André Hening e o Víor Sérgio estão pelo lado da Juventus e os italianos quando me viram aí começou aquela z o alemão, aqueles alemães brab que tá atrapalha e tal. foi passou a gente e foi embora, né? E aí, pô, mas mesmo assim eu tirei muita foto com os italianos lá, né? Aí acabou o jogo e tal, fomos para pro lá pro embora, a gente sempre fica para ter que fazer o pós jogo, aquele negócio demora. Quando nós saímos já tava meio, né? Já todo mundo indo embora. Aí estamos descendo da escada e
vem dois caras assim com a câmera e como eu tinha aí o cara veio e falou o negócio de inglês lá, meu inglês é lá de de quintino, né? Então [risadas] aí ele vem os dois caras assim e pedindo, pô, o cara veio para tirar uma foto, né? Aí eu falei: "OK, fui e Abracei o cara aqui para tirar foto com ele". Aí ele: "Não, não, não. Você tirar a foto de nós dois [risadas] não aconteceu isso com você. E você tirou? Claro. É por que não? Humildade sempre, né? Fui lá, tirei. [ __ ]
o Vitor Sérgio, André Hening, me sacanei até hoje. [risadas] Ficou boa. Terminei aqui com derrota, hein? Tá vendo? Não, mas isso é uma vitória, não é? Com certeza. Humildade vale muito. Palmas para o Zico. Palmas para o Zico. Tá maluco, que humildade. Muito obrigado, tá? Espero que vocês tenham gostado de verdade. Beleza. Obrigado, viu? Dia 30 de abril no cinemas. Não é 31 de dezembro. É, dia 30 de abril em todos os cinemas, cinemas de todo o Brasil. Vá assistir o filme documental do Zico. Qual é o nome do filme aí? Aí você me pegou
agora. Calma. Então, o pessoal tem que saber o nome do filme. Qual que é o nome do filme? Samurai de Quintino. [ __ ] É isso. Tinha esquecido. É, também imaginei. Não, cor. Mas ó, imaginei. [risadas] Eu quis terminar com uma derrota igual você. É, pode ser. Não vai para nós terminar empatado. Tá, tá bom. Mas ele foi humildade, não foi de outro. Ai ai. Nunca quis jogar no Corinthians, cara. Tu sabe que eu tive para para vir pro Corinthians, me convidaram. Qual foi o ano? Lembra o ano que o Corinthians jogou o campeonato, a
decisão do Campeonato Paulista foi eh na no em janeiro, fevereiro, assim, qual é? Depois da da volta da do ano do ano da determinada. Vixe, não lembro. Lembra? Mas foi nesse ano aí que te ligaram? Foi 80, acho que foi. Foi 95, sei lá. 94. Não balançou não. Não, cara. Eles queriam que eu jogasse só as finais. Eu falei: "Pô, meu irmão, tá louco, né? [risadas] [ __ ] tá louco, meu." Ah, mano, que isso seria um sonho. Seria mítico jovem. Que dia especial, que dia bom, viu, Zic? Muito obrigado. Tá bom. Homem humildade. Ele
é muito humildade demais. elogia por is aí você que pega o verificado no Instagram fica metendo a perna, entendeu? Se liga, deixa o like, se inscreva no canal, siga o Zico nas redes sociais, vá ao cinema dia 30 de abril vê o samurai de Quentino. Pelo amor de Deus, viu, gente? Mítico com o jovem, faça as honras. Ó, confere a nossa agenda. Amanhã tem programa só eu eigão. Vai ser legal demais. Hoje estrei o programa no pode par Recordes do puro roxo. Sensacional aí. Acompanha tudo que a gente tá lançando aí nossa agenda. Tá bom?
Dignidade já. É, nós estamos junto. [aplausos] Boa, atenção para a melhor jogada. Frete grátis para você e ofertas com até 40% de desconto. Baixe o app agora mesmo e aproveite. [aplausos] Taça de camarão caf ou Nicole. [música] [música] E quem venceu foi Nicole. A diversão tá aí. Super bet, você sente quando é super.