Viv no off talvez seja o maior luxo da nossa sociedade hoje, né, velho? Olha, eu vou ser sincero para você. Eu tenho passado alguns dias bem turbulentos em questão de saturação do meio digital, mano.
Desde que eu me mudei para cá aqui, né, para João Pessoa, Cabedelo, eu precisei focar mais no meu canal, em gerar conteúdos pro YouTube, precisei voltar com o meu Instagram e eu venho sentido os impactos, sabe? os impactos de de tá mais presente no mundo digital, porque eu não sei você, mano, mas eu sou uma pessoa que eu chega o momento que eu me saturo desse mundo digital. Eu sinto uma necessidade grande estar no aqui agora presença, vivenciar de fato o que eu estou experienciando, como sentar aqui nessa areia, nesse nessa praia, sem celular, sem nada, e observar as ondas.
Olha só que dia lindo que tá hoje. Bastante algas ali. Agora eu tô aqui gravando, né?
Mas eu tava aqui ontem mesmo sentado, sem celular, sem nada, admirando assim, sentindo, né, a vida de fato e não apenas vendo ela passar no modo automático. Isso me recarrega, isso me reenergiza. São momentos simples, coisas simples da vida que fazem a nossa vida ter sentido.
Eu percebo que quando eu tô muito imerso nesse mundo digital, parece que minha vida começa a perder um pouco sentido. A tendência a me comparar começa a vir muito forte. Eu sinto que eu perco o tempo da minha vida.
Quando você percebe, você tá lá rolando feed, vendo ress, fazendo coisas que não vão agregar nada na sua vida, daí vem, né, o que a questão da comparação, você vai vendo a sua vida passar e não vai aproveitando ela, sabe, cara? Vem cada vez mais forte para mim essa concepção de que viver no off é o verdadeiro luxo, sabe? O luxo da presença, o luxo do flow, da concentração, da tensão naquilo que você tá fazendo, o luxo do preenchimento de fato, sabe?
O luxo de você viver a sua vida, mano, e não ser uma marionete, um robô, um espectador, um ser que vive no automático aí, não respira, sabe? Não respira sua vida, não, não aproveita a sua vida. Eu noto muito que as pessoas estão assim.
Esses dias eu tava na, não é na padaria, eu tava num uma lanchonete, meio que um restaurante, uma lanchonete assim, beiraar, inclusive. Sentei assim numa mesinha no canto, tava sozinho, deixei meu celular em cima da mesa assim e comecei a olhar o povo e comecei a perceber o quão o povo é acelerado, o qu o povo fala alto, como o povo grita, o a quantidade de pessoas que não se socializam e ficam no celular. Aí vem um sentimento assim em mim de meu, qual que é o sentido disso tudo, sabe, velho?
Para que tanta correria? Para que tanta loucura? Talvez não tenha nem muita vez que eu tô falando aqui com o tema do vídeo do digital, ou talvez até tenha, porque o fato de a gente estar muito no digital traz ansiedade para nós.
Aquela tela, aquela luz na nossa cara. Eu mesmo, tem dias que eu passo 10, 12 horas do meu dia olhando para uma tela, seja gravando vídeo, editando vídeo, vendo vídeos no YouTube, estudando, analisando, criando. Uso meu notebook para criar, né, para colocar minhas ideias ali também.
Às vezes uso inteligência artificial para me ajudar em alguns quesitos. Passo muito tempo do meu dia na tela. Aí chega no final do dia, mano, eu tô com aquele estress, com aquela saturação que eu falo: "Meu Deus do céu, a sensação que eu tenho é que eu perdi o meu dia.
Eu não sinto que eu ganhei, que eu fui produtivo. Eu sinto que eu perdi, mano, o mundo acontecendo, sabe? Acabou de passar um casal aqui agora de idosos caminhando aqui.
Olha que coisa maravilhosa, mano. A praia, o mar, o sol, a vida acontecendo, o mundo acontecendo, pessoas para você conhecer, para você trocar ideia. E às vezes a gente e muitas vezes a gente fica preso, imerso nesse mundinho digital de merda, fazendo coisas, vendo coisas que não vão acrescentar nada na nossa vida, mano.
É inacreditável, né? É bizarro, mano. Bizarro.
Eu tô gravando esse vídeo aqui para passar minha visão para você, mas também para compartilhar com você o esgotamento digital que eu tenho vivido no momento. Não vou mentir para você, mano. Vocês sabem que eu sou sincera e transparente aqui.
Às vezes eu me pego nesse dilema, nesse paradoxo, nessa nessa armadilha de ser um criador de conteúdo, né, de ter mais essa questão da liberdade de tempo, liberdade geográfica, mas também me pego preso no digital, de ter que tá no digital, por exemplo, Instagram. Não suporto Instagram, odeio Instagram, mano. Odeio Instagram.
O Instagram virou uma plataforma de pornografia hoje em dia. Você vai no meu Instagram lá, nada contra, tá gente? Nada contra.
Mas 90% das pessoas que me seguem são homossexuais e eu recebo direct todo dia. Gabriel, abre um privacy. Se você abrir um privacy, vamos gastar horrores com você.
Mostra a foto de sunga. É mensagens e mensagens e mensagens de homossexuais me vendo só como uma casca, um corpo. Eu não gosto disso, mano.
Eu me sinto um lixo. As pessoas não estão lá por quem eu sou, estão lá pela aparência. Instagram é uma rede social de aparência, de ego puro, de pornografia, de mulher do job.
É isso. Ponto final. Acabou.
É isso, mano. Tá nítido para mim, mas eu tive que voltar para essa bosta desse Instagram por causa do meu trabalho aqui, mano, da visibilidade. Inclusive, foi eu estar no Instagram que me fez eu fazer networking para estar no apartamento que eu estou hoje, na localização aqui que eu estou hoje.
Mas eu não gosto, mano. Eu me saturo dessas coisas, sabe? A minha alma, minha essência, ela pede presença, ela pede o aqui e agora.
Ela pede a simplicidade. Você tem essa, esse mesmo sentimento que eu também? Cara, vai ser muito legal saber se você também é assim como eu, que eu não tô sozinho nesse mundo.
Tem gente que também sente e pensa como eu e vê as coisas como eu, esse mundo digital. Olha, eu vou ser sincero para você. Se eu não precisasse de eh internet, de redes sociais para ter o meu sustento, talvez eu nem estaria aqui, mano.
Talvez eu nem teria Instagram. Talvez eu nem teria canal. Inclusive, isso é uma coisa que eu venho pensando, sabe, gente?
Eu, pô, vocês viram, as coisas estão dando certo para mim. Conquistei coisas graças ao meu canal, patrocinadores, minha renda aumentou. Mas se eu não dependesse disso, mano, sério, eu largaria tudo para viver minha vida no off em paz, mano.
De verdade, eu tinha muito mais paz, mais presença, mais tranquilidade, mais alegria, mais preenchimento. sentia mais vivo, com uma vida com mais sentido e propósito quando eu estava off, principalmente, porque o YouTube já faz 3 anos, 3 anos e pouco que eu tô na constância aqui, né, de verdade, gente. Tô até estudando alguma maneira aí de, não sei, de criar uma renda no mundo físico mesmo, abrir um negócio no mundo físico e usar o meu canal só como um propósito meu.
compartilhar coisas quando eu quero compartilhar de fato e não com essa obrigação de ter que estar no mundo digital para gerar conteúdo. E que muitas vezes, na verdade, a maioria das pessoas não estão nem aí, mano. As pessoas vem o que interessam a elas.
Ponto e acabou. É isso, mano. Vamos ser realista aqui.
Se você gera conteúdo, você sabe disso também. Abrindo meu coração aqui para vocês, sabe? Eu estou esgotado do mundo digital.
esgotado do mundo digital, pensando e vendo formas de me desvencilhar disso mais rápido possível, ter o meu sustento de outra maneira, sabe? Amo o meu canal, amo essa comunidade. Isso aqui foi eu que criei do zero, mano.
Eu tenho orgulho disso tudo, mas tá chegando num ponto em que não sei se o que eu tô ganhando, o que eu tô conquistando, tá valendo a pena a presença que eu tô perdendo, sabe? A paz, a tranquilidade, a vida mesmo. Isso aqui que eu tô sentindo nesse momento, essa brisa batendo no meu rosto, essa areia morninha, esses coqueiros aqui acima, esse maro, esse cenário, esse quadro, essa pintura de Deus que eu tô vendo aqui na minha frente, mano, não tem canal que 1 milhão, 10 milhões de de inscritos que pague isso.
Não tem dinheiro no mundo que pague isso. Não tem nada no mundo que pague essa sensação de preenchimento que eu sinto no simples, mano. Não tem.
Eu queria tanto que vocês entendessem isso, sabe? Você pode olhar para mim e me ver como uma inspiração. Queria ter essa vida que você tem, Gabriel.
Mas, mano, vou te falar real, eu só sou um cara comum, comum, que só se arriscou, que só acreditou numa coisa e foi constante, tem sido constante. Mas um cara que tem contradições, um cara que tem oscilações, um cara que tem alma, que sente a dor de muitas vezes contra o caminho da alma, que sente o peso de focar muito no ego. Porque isso aqui, gente, por mais que eu grave vídeo e muitas das minhas mensagens sejam para ajudar vocês, isso aqui é ego, mano.
Tô mostrando minha cara, só que eu tô construindo minha minha marca pessoal, minha imagem. Por isso, exatamente que eu consegui patrocínios, porque é através da minha imagem, da minha influência que eles têm os retornos deles e eles investem em mim. Mas isso aqui é ego, velho.
Entendam isso. Toda vez que a gente permanece muito no caminho do ego, vem o sofrimento forte, mano. E eu estou esgotado.
Esgotado. O digital não traz luxo para mim. Luxo para mim é simplicidade.
Luxo para mim é o off. Luxo para mim é propósito. É mensagem genuína.
É fazer com a alma. Isso para mim é luxo, mano. É isso aí.
Acho que eu não tenho mais nada para falar. Fechou? Tamo junto e até o próximo vídeo.