E aí, as narrativas compartilhadas têm o prazer de conversar hoje e ouvir o professor doutor Edgar Matielo Júnior, o nosso querido aluno do ensino médio da Escola Municipal de Primeiro e Segundo Graus Doutor Getúlio Vargas de Sorocaba, que atualmente mora em Florianópolis, Santa Catarina, e é professor na Universidade Federal de Santa Catarina. O Edgar foi formado no ensino fundamental pela Escola Estadual Visconde de Porto Seguro de Sorocaba e no ensino médio na Escola Municipal de 1º e 2º Graus Doutor Getúlio Vargas. É licenciado em Educação Física pela Associação Cristã de Moços (ACM) de Sorocaba, especialista em Vigilância em Saúde Ambiental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em São Paulo, com mestrado sobre Aptidão Física e Saúde, e doutorado em Educação Física e Saúde Coletiva, com a tese sobre a luta do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: Reconstruindo Relações a partir de Violências (2002).
O professor Edgar é docente do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina, tutor do Programa de Educação Tutorial de Educação Física também da Universidade Federal de Santa Catarina e membro do Vitral Latino-Americano de Educação Física, Esportes e Saúde. O Edgar tem um amplo número de publicações sobre atividade física, saúde pública, fatores de risco e epidemiologia, além de livros e revistas científicas que podem ser encontrados na internet, como "Corpo: Infância", "Ensaios Alternativos Latino-Americanos", "Educação Física, Esportes e Saúde" e "Didática da Educação Física", entre outros. Além disso, você também pode encontrar palestras e aulas, principalmente pelo site da Universidade Federal de Santa Catarina.
E vão perceber nessas aulas que somente a calma, tranquilidade e a maneira de ser dele, assim como a didática clara do Edgar, são parte do que ele fez e faz parte da sua história. É ele quem vai nos contar hoje. Então, quem vai contar isso é ele mesmo.
Seja bem-vindo, querido Edgar! É um prazer enorme estar com você novamente, mesmo de forma virtual. E, antes disso, também quero dar a minha gratidão por você estar aqui conosco, podendo partilhar um pouco da sua história aqui por Narrativas Compartilhadas.
Então, seja bem-vindo! A palavra é sua, Edgar. "Olá, tudo bem?
Quero agradecer imensamente o convite do meu querido amigo e professor. Vamos cobrir um pouco mais a respeito dessa relação de amigo e professor ao longo da nossa conversa de hoje. Dizer que eu fico muito feliz em fazer parte de um trabalho tão importante junto à cidade em que eu me criei é uma coisa extraordinária.
Depois de aproximadamente 30 anos que eu saí de Sorocaba, ela não saiu de mim, evidentemente. Eu tento, de alguma forma, recuperar a minha trajetória profissional e humana, retribuindo um pouquinho que seja do que eu aprendi, muito do que fui eu. Eu tenho uma satisfação imensa, e o professor Roberto pode me convidar para falar um pouco da minha trajetória.
Então, eu queria, de maneira muito pessoal, expressar minha gratidão por essa oportunidade. Quando se aproxima a véspera dos meus aniversários nos últimos anos, tenho feito isso, e eu escuto a canção 'Gracias a la Vida', de Violeta Parra. Eu sou muito grato à vida por tantas oportunidades de aprendizado, inclusive essa oportunidade de hoje.
Muito obrigado! Eu perdi meu contato com esse professor aqui na minha frente na tela, mas de alguma forma a tecnologia nos ajuda. Então, o que eu tenho para dizer sobre mim?
Sou de Sorocaba, onde vivi 55 anos da minha vida, 30 dos quais passei na cidade. Vou tentar expressar o que eu fui me tornando de maneira que não seja só um relato. O aspecto artístico também fez parte da minha vida.
Não sou um artista, mas acho que é possível transmitir a narrativa da própria vida de uma outra forma. Eu cheguei da casa onde meus avós me criaram, e eles tinham 65 e 67 anos de idade, e cuidaram de muitos netos. Eu cresci ali e, aos sete anos, comecei a brincar na rua.
Isso foi ganhando forma e logo eu estava muito próximo da minha casa. Eu via meus amiguinhos, colegas, alguns mais velhos, e a gente brincava nos trilhos de trem. Eu jogava futebol e fazia 'guerrinha'.
A vida é cheia de recordações e momentos que, de alguma forma, nos marcam para sempre. " Ele é bem alta, bem diferente. Isso, eu sou eu, né?
Alguma olhando pro passado, eu sou eu que era para acordar os operários, e muitos moravam muito perto. Muitos moravam. Acabei de dentro dos trilhos, e leva uma forma das companhias, administrado no seus profissionais, né?
Então tocava a sirene para alugar logo depois de uns 15, 20 minutos. Tocava uma outra para dizer o seguinte: "Tem que vir aqui para o que passava". Então, ó, tá vendo o tempo?
Por favor, comer, né? E da tabela de casa, eu via muita gente rápida, correndo, caminhando rápido. Muita gente.
Eu sei se despediram uma das outras, né? "Tchau, até mais tarde! " Não sei o preta e o pessoal ia lá.
Outra, a terceira sirene, memória com criança, tá? Daqui não sei, tocava uma pessoa, sirene, para dizer o seguinte: "Ó, acabou o período limite do pedido para vocês baterem o cartão, agora começou a trabalho pra valer". E depois tinha horário de almoço, liga em torno de 11:30, meio-dia.
Duas cervejas: uma para começar, algumas, uma para terminar e completo depois do final para encerrar o expediente. O fato é que, até hoje, já tá forma, eu vivo só 50 anos. Raça, depois disso são sempre anos.
Hoje eu vou conseguir entregar que as sirenes da fábrica, dono da casa, né, propriamente dita, as sirenes daquela instituição, elas ficavam marcadas e macabro, o ritmo mesmo, delicioso. E não trabalhava por lá, então funciona no final de semana, sábado e domingo, é como se recordasse. É complicado, né?
Então aqui no horário, o que aconteceu? Nós reciclamos a nossa vida, tem meu trabalho. Nós seguramos a nossa vida pelo trabalho.
Que a pessoa mato, muito importante que eu queria conversar com vocês hoje, a minha vida na infância foi marcada pelo trabalho. Aos sete anos, e preparam o descobre pelo seguro, né? Então foi assim: o meu avô, né?
Eu vou, falei, né? Se você tem cinco anos, em 73 ele já tinha perto de 70 e poucos, né? Ele segura, eram homens.
Usaram, eles seguraram para não, grandes, igualzinha na minha mãozinha, valor, cavalo dele, a pasta. E os meus amiguinhos passavam, viessem de onde Viera, Rio, e a gente ia caminhando para o pessoal. Brava, tu pega, é uma meia dúzia de quadras e a gente vai caminhando para lá, né?
Porque minha lembrança é que eu cheguei na escola e eu não abri a minha boca. Hoje eu vou falar nada, né? Se eu tivesse com vontade de ir ao banheiro, não pedia para ir no banheiro.
Se tivesse conselho, não pedia, se alguma coisa incomodasse. E aí as pessoas foram dizendo que eu era uma criança tímida. Eu não acredito, tem umas palavras que eu era assim.
Eu fui acreditando isso. Eu sou uma criança sinta e quando mais assertivo. Mais ou menos repetir para mim.
Então, pegou uma certa boleta. Então, em alguma situação que eu poderia buscar, ia ele falar. Eu lembrava que eu era uma pessoa querida, embora sem problema.
Depois de uns 40 anos, o professor nosso aqui da Universidade da UFSC disse assim: "É, ursinho, são utilizados. Olá, pessoal! Vício da cocaína, trabalho".
"Oi, pessoal, estamos assim, as pessoas que tiveram suas intimidades". Então vamos reservar essa expressão também para ver o que isso é, o que isso fez na minha vida, né? Porque teve uma contradição nesse período da infância, dessa primeira imprensa no país.
Podem em que é incrível isso, hoje eu não consigo entender como é que eu fazia. Tinha momentos de celebração que eu estava no período da ditadura civil-militar, né? E do Brasil, inventaram o Brasil.
E aí o que que acontecia? Precisava hastear a bandeira uma vez por semana. E daí, eu ia todos os dias, vinha ocorrendo exatamente por duas.
Mas o fato é que eu era muito escolhido para decorar um poema em homenagem à bandeira, né? Ou à recepção, até, né? E daí eu decorava e ia pra frente e falava para entregar ao lado da bandeira, enquanto hasteado, eu falava aquele poema na frente de muita gente, né?
Então, aquele garoto utilizado conseguiu driblar essa ditadura que existia. A gente, primeiro, só falava. Assistir, ouvir, entender aquilo que os outros queriam, e não ao mesmo tempo eu consegui arrumar brechas, desvios, para retornar o sujeito que levantava o queixo e conseguia se expressar, né?
Mas ainda estudava para o tempo todo na minha infância. Que eu respondo, e primeira infância, né? Posso dizer que até o quarto ano primário, merda, foi desse jeito.
Eu fico muito calado com esse atraso na frente. Até pior, pelo quinto ano, eu fui adicionar. Vou de ginásio.
E aí a tomar mudou, porque sou de mudaram muitos professores, né? Porque ontem mesmo, do outro de português, matemática, geografia, história, educação artística. Então, esses professores de educação física, professores e professoras, o seu jeitinho, a minha vida.
E tem alguma coisa muito marcante para esse sujeito que foi intimidado, não sei por quem, não sei o que circunstância, né? Eu não lembro porque foi isso. É, mas o fato é que eu passei a escrever aqui no teu.
Pensado ouvir o professor de português, professor Léo, já falecido. Esse professor, ela, seu Nelson, do que a. .
. Eu não sei o sobrenome dele, não sei, não sei, Simone. Ele que tinha ali, morava ali perto da igrejinha, uma loja de máquinas, foi o meu professor também de português.
E o filho dele, depois, no Getúlio, que barato a vida leva. Eu, ah, mas então aí o professor diga: "Troco futebol contigo". Ele, uma vez por semana, vai, sexta-feira, pedia para as pessoas fazerem, os estudantes, fazerem redações.
E a gente trabalhava, tentava escrever o que escrevo, é dinheiro, né? Ele estimula a aventura, nós temos leituras muito interessantes. E aí, o jeito dele fazer se comunicar, ela, pela era, para observações.
E durante a. . .
Semana, no finalzinho das aulas, ele pediu para a gente ler na frente. A redação era um esforço tremendo, né? Porque ele gostava de falar, pegar a relação que escreveu e, lá na frente, ele tinha uma rotação para ver qual que era a melhor do dia.
Aí chegava a melhor da semana, né? Éramos parados, e na minha redação nunca chegou a ser vitoriosa. Eu me lembro de um momento que foi bastante importante também.
O Brasil, tem que ele pediu um monte de morro mesmo, e ela a fazer a retrospectiva do ano. E aí eu organizei, não é uma retrospectiva, que eu escrevi com palavras-chave na carteira. Não sei por que, mas diz que me matou.
Eu subi, perdendo essa loja do controle absoluto, né? Eu escrevi na cara, não tem problema. Eu fui lá e escrevi para ver se o banho com água limpa tudo.
E daí eu marquei as palavras e fiz uma relação contando como é que foi um ano. Ele mostrou muito, e dessa vez ele gostou. E nós, os estudantes, também.
Isso foi um marco na minha vida. Também tem que eu disse assim: "Olha, se eu não consigo falar, eu vou escrever. " Ele estava com eles, de outros que tinham escrito, escrito por outro.
E depois eu identifiquei o momento em que eu poderia escrever os meus próprios pesos e as pessoas gostaram. Bom, isso também me fez me superar, né? Logo logo tem mais uma coisa para falar com ele, uma coisa bem interessante, assim, que vou falar depois, vou encontrar sobre o quê, por quê que eu conheci o professor de Educação Física.
Posso falar de novo, game online da empresa, banco, que depois, as damas, pausas. É, é para nós, vamos fazer em blocos também de 15 a 20 minutos, mas tem um tempinho aí, tá? Então você vai me dar umas dicas aí, no mesmo.
Então, é o seguinte: eu tive boca escovando professores de Educação Física. Deve ter havido mais, mas dois que são muito marcantes para a gente. Uma professora, Mazé.
A professora Mazé, ela, muda, faz parte de um grupo de WhatsApp com ele. Nós temos o grupo do Descobre que nós nos encontramos depois em 40 e poucos anos, deve ter umas 50 pessoas que eram do tempo do Descobre. Tem três professoras: a professora de História e a professora Maria Garcia, que era a professora de Artes e da Educação Pública.
Na cama, mas a professora, do que de Educação Física, na aposentadoria, as três são, eu acho que ele para ver agora. Ele apareceu um negócio muito interessante nessa minha formação. A Educação Física que eu tive, um professor, a matéria dava aulas.
Naquele tempo, nós éramos organizados por gêneros, né? Meninas ou a professora, meninos ou professor. Assim, é uma coisa que hoje, hoje na nossa área, virou um absurdo, mas não tem o menor sentido isso.
Então, assim, como é que aconteceu? O professor Otávio, era da Educação Física, no masculino, dos meninos. Lembro ele; ele colocava em muitas atividades, inclusive competitivas entre as escolas, deveríamos na própria escola.
Depois, de trás, escolas, né? É aquele tempo em que eu comecei a jogar bola, Fepasa, e comecei a virtualização, lá no quinto ano, não é? Mesmo sendo do Fundamental 2, e correspondeu A Gillette.
Não me falou, dois é, não também, tá? Um verniz, culpa, é o negócio 15 anos, né? Então, o que aconteceu?
Eu era o jogador de futebol, perdeu, que tá no Zico, era muito ruim. Eu era com ele bom. Eu vou pegar, controlar, mas eu era muito ruim.
E daí ele dava um jeito de fazer com que todo mundo participasse de alguma forma, e eu fui aprendendo a jogar. Só que durante um bom tempo, talvez 12 anos, eu era um dos últimos escolhidos. Tanto é que eu escolhi jogar no Google, né?
Eu queria jogar no grupo que Lavínia não tinha chance de jogar. E aí o tempo foi passando; fui me pagando, o primeiro vocês corrimão, e depois passei a escolher as pessoas. Então, o outro fato marcante na minha vida com Educação Física, Roberto, é que eu não quis reproduzir.
Eu não fiz reproduzir aquilo que era um sofrimento para mim. Eu levo até o número por força das circunstâncias que, sábado, eu posso ouvir, assistir ser nosso vídeo, né? Mas o apelido dele era buga.
Buga e o Guga, camarada, não sabia jogar futebol. O meu também não sabia algum tempo, e ele era o último a ser escolhido. E aí eu escolhi fazer o seguinte: eu vou sempre puder pegar ele para o meu time.
E aí eu fui entendendo como é que eles podem; ele não reproduzir as coisas que são muito ruins para nós, na perspectiva meritocrática, né? Sentido de porque eu consegui, o outro também considerar porque eu sou, o outro também vai aprender pelo sofrimento. Então, mais uma coisa que eu podia reservar para.
. . Vamos fazer bolo, é porque lá pra frente a gente vai falar do meu trabalho na universidade e isso faz todo sentido.
Então, o Descobre que a gente tem outras coisas para contar, mas eu ficaria por aqui, tá bom? Então vou dar uma pequena pausa, e aí você continua também. Então, quem está nos assistindo, este é o término do primeiro bloco e, daqui a pouco, nós começamos com o segundo bloco.
Então, até daqui a pouco. Obrigado!