Vamos então começar. Nanda, faz favor o seu nome e e como quer ir querida debaixo? Começo já.
>> Então o meu nome Fernanda de Almeida da Maia e faço parte do grupo de amigos da casa museu Dr Anastácio Gonçalves e eh no no grupo nos grupos sociais da do grupo dos do grupo de amigos sou vogal. Se calhar. Ótimo.
Vamos então começar com a primeira a primeira pergunta. Gostava que apresentasse o grupo de amigos, quais os objetivos e um pouco como é que a programação do grupo de amigos se tenta articular com o museu, porque é o grupo de amigos do museu, de uma casa museu, não é? Posso ir para a frente?
>> Ah, >> não. >> O filho se estáse mesmo atrás possível. Tá bem.
Posso? >> Então, centramos-nos na Casa Museu, no grupo de amigos da Casa Museu, como é que, quais são os seus objetivos gerais e também como é que pensa a programação do grupo de amigos é pensar em articulação com a casa museu. >> Sim.
Pronto, o grupo de amigos da Casa Museu eh é uma associação de caráter cultural, sem fins lucrativos, constituiu-se em 2007 e, de facto, a missão é sobretudo apoiar a casa museu e a direção na no cumprimento da sua missão. A, para isso tem do geral, do ponto de vista geral, há dois objetivos que são primordiais. Um deles é colaborar com a casa numa perspectiva de implementação e desenvolvimento do programa da própria casa do da casa museu e e também divulgar a Casa Museu e o seu espólio atraindo e mais público e divulgando também junto dos seus próprios associados.
H >> Exatamente. Sim. Muito bem.
E eh agora pensando dizer por extenso caso do Anal próxima questão e como é que o que a programação do grupo de amigos também promove as as intenções iniciais do testamento para fal não é sim na nossa ação eh nós eh só passar aqui já agora OK >> a nossa ação visa sobretudo três grandes eixos, digamos assim um deles que é o da promoção da da do da do espólio da e do legado. O outro é de dinamização e de perspectiva de futuro. dinamização essa que é é feita através de uma ação da parte do grupo de amigos ativa para através de de de cursos que são implementados, conferências eh concertos que e tem e tem em vista um maior aprofundamento também do próprio espólio no sentido de que a casa também seja uma casa de futuro.
Essa é um dos eixos. A outra é e o terceiro eixo, digamos assim, é o de atrair a público, portanto, da divulgação e fazendo com que esse mesmo público tenha um acesso fluido à casa e eh e que e que valorize este espólio no de que no fundo é é o que nós pretendemos, é apoiar e divulgar o espólio que foi e deixado e legado pelo Dr Anastaso. Nesse sentido, também eu gostaria de referir que a nossa programação tem sempre e e a nossa ação tem sempre como e um ponto, um foco, é o alinhamento com o as disposições testamentárias do Dr Anastásio Gonçalves.
Eh, o Dr Anastácio Gonçalves, quando lega ao estado português eh o edifício e todo toda a coleção eh tinha como intenção eh fazer com que através da da sua coleção, que ele preferia ver também perpetuada, h o público tivesse cada vez mais acesso a este património e e usando até uma expressão que que tá está plasmada no próprio testamento, seria para instrução e recreio. E, portanto, estas linhas para nós são muito importantes e nós achamos que temos estado a ter uma um uma ação boa e importante para a casa, porque e tentamos que haja uma sensibilização e uma uma materialização do desejo, da vontade do próprio colecionador para que, de facto, o património que ele nos legou eh seja para as gerações futuras e e e seja também estudado e apreciado na medida em que a intenção dele era essa. E daí ele também ter expressado a sua vontade em que a casa e o espólio constituíssem um museu, portanto um museu acessível a todos.
E estas linhas para nós são fundamentais quando nós eh pensamos na na nossa programação. Programação essa também que de facto está sempre articulada ou tentamos que esteja sempre articulada com a programação da própria casa museu com a direção. Portanto, esta articulação também é muito importante.
>> Tem mais alguma ainda? >> Era só mais uma. Então tentar aqui só fechar o F.
>> Ia só falar da FAMP. >> É, é, é só mais isso. >> Sim, sim, sim, sim.
Pode, pode. >> Tá, vamos então. Uma vez que o grupo de amigos da Casa Jov está integra a os órgãos sociais dação também, que relação é essa e qual a função também e reforçar outra vez qual a função de um grupo de amigos do museu, não é?
Quais são exatamente >> exato nessa perspectiva de divulgação e valorização do património, eh, em 2024 tornamos membros da Federação dos Amigos dos Museus de Portugal. federação essa que é reconhecida como uma como pelo seu pelo superior valor cultural que ela representa eh uma uma vez que ela também está e eh faz parte da Federação Mundial do grupo de amigos que é a WFFM. Eh, esta afiliação para nós foi muito importante porque acabamos por integrar uma uma plataforma que nos permite estar em rede com outros e com outras associações com géneros.
eh o nosso a nossa divulgação, a nossa ação tem um tem maior amplitude, tem uma projeção maior e, por outro lado, eh também nos dá a oportunidade de eh integrar, participarmos, aliás, eh de ações que são até promovidas pela própria Federação de Amigos eh dos Museus de Portugal. E nessas ações, eh, projetos, concursos, há além de podermos divulgar boas práticas e podemos também participar em projetos e e concursos que eh cuja intenção é levar o grupo de amigos a terem novas iniciativas, iniciativas que possam vir a a a querer dizer a aplicar na nos seus próprios museus. Portanto, e isto também fez com que o grupo se senta se sinta mais apoiado e e mais divulgada a Casa Museu.
Claro. Podemos voltar a a prisade que em que medida é que o grupo de amigos ajuda a perpetuar a memória do Dora Anastácio Gonçalves para paraa pois como eu tinha dito comece o grupo de amigos tem que fazer um troço completa. Tal faz favor.
>> Sim. O grupo de amigos é é que eu pisei >> no fundo o que o grupo de amigos pretende é criar pontes entre a casa museu e a sociedade e no sentido de levar a que a memória, a a arte e o património que foram legados pelo Dr Anastásio Gonçalves se mantenham vivos e acessíveis a todos. Eu penso que é este exatamente o objetivo principal da nossa atuação enquanto grupo.
>> Tá ótimo. >> Tá. >> Não preciso repetir mais nada.
>> Não, não, não. >> Tá, >> tá. Diga iso.
>> Inventário inventário do Dr Anastácio Gonçalves, número 795, portanto 795. Gomil de porcelana da China, família verde com bico e gargalo muito estreito. Falta-lhe parte do bico, a asa e talvez a tampa.
Também tem defeito na boca do gargalo. Todos estes defeitos estão supridos com guarnições de metal muito trabalhadas, esmaltadas e guarnecidas de pedras azuis turquesas. Tudo muito antigo e carecido de reparação.
Linda decoração com aves, dragões e folhagem. Comprado por 13 escudos. Restauro dois escudos e 50 centavos.
>> Era barata. >> Posso? Testamento cerrado de António Anastácio Gonçalves.
Desejo que se não divulgue pela imprensa ou qualquer outro meio a notícia da minha morte. Desejo que o meu funeral seja feito civilmente e o mais modestamente possível. Desejo ainda que o meu corpo seja sepultado debaixo da terra, na localidade onde eu morrer.
Lego à minha muito prezada irmã Júlia Gonçalves Vassal a quantia de 50. 000 escudos para assim poder colaborar na afincada obra de benemerência que ela exerce a favor dos pobres. Lego à minha criada Elisa, se ainda estiver ao meu serviço na ocasião da minha morte, a importância de 30.
000 escudos. Constitui o meu prédio onde habito, na Avenida 5 de Outubro 8, um espécime, talvez feliz, da arquitetura da época em que foi construído. Convém, por isso, conservá-lo com a sua feição inalterada.
Acresce ainda estar a ele ligada a tradição artística do áureo da nossa produção pictoral dos últimos tempos. E isso será mais uma razão para que ele seja posto ao abrigo da fúria demolidora. Para que tal se realize o Lego ao Estado português?
Como aconteça estar nele contida uma coleção de arte considerada geralmente sobre vários aspectos? Como merecendo muito interesse aos estudiosos e simples amadores de arte, eu lego também ao Estado português, com o prédio da Avenida 5 de Outubre, todo o seu recheio, assim como o recheio do consultório. Esta coleção de arte, formando assim um pequeno museu, no género do museu SA de Londres e de tantos outros, deve com mais ou menos frequência, conforme os recursos que se disponha, ficar regularmente patente à visita do público para seu recreio e instrução.
Como base para ajudar a sua mantença e possível melhoria, lego ainda ao Estado português a quantia de 1 milhão de escudos, 1000 contos. As relações e a descrição de todos os objetos de arte que possuo, quadros, louças, vidros, móveis, utensílios e pratos, encontram-se em livros ou folhas soltas depositadas na secretária do meu escritório ou no meu cofre. Pronto.
Depois o resto são coisas de beneficência. Tá.