Verônica qual a sua formação eu sou a juíza da primeira var chapadinha ah Ótimo seja bem-vinda obrigada então vamos começar a nossa parte protocolar e técnica do nosso curso Para darmos início eu vou apresentar essa sala e eu queria saber de vocês o que vocês acham dessa sala para entrevistar uma criança eu acho que tem muita informação podia tirar um Pouco muita informação podia tirar um pouco e os demais eu acho de uma forma que ela é acolhedora já tem algumas dinâmicas que a criança está habituada no seu dia a dia ou que possa estar
tendo no seu dia a dia também deixar ela mais tranquila sem ter aquele ambiente à vezes os fóruns salas de atendimento deixa Algo mais algo mais fechado como é Robson você acha ela acolhedora aí E transformando de aluma forma mais deixar a criança mais tranquila para ter aquele momento muitas vezes a as salas de fór ou outros lugares tem por ser mais fechado assim é algo mais neutro e a criança identificando fatores que ela possa estar vivenciando talvez deixa ela mais em harmonia com ambi para poder est mais leve conversar e falar uhum e os
demais o que acham dessa sala para entrevistar uma criança Ela é Bastante lúdica mas contém muita informação e acaba tirando a atenção da Criança é muito lúdica tem muita informação e acaba tirando a atenção da criança então de forma geral que vocês colocaram são aspectos que tornam essa sala um espaço muito difícil para entrevistar uma criança tá especialmente se essa entrevista for uma entrevista forense conforme vocês podem receber tem muitos estímulos distratores aqui que Dificilmente levariam essa criança a se manter concentrada por mais de 1 minuto ou 2 minutos em uma conversa e o nosso
protocolo de abordagem no contexto forense ele deve evitar estímulos distratores Então nós vamos ter a oportunidade de falar mais sobre alguns aspectos acerca da entrevista forense no curso da nossa aula de hoje a entrevista forense né O que é a entrevista forense ela tem caráter Investigativo porque ela procura conhecer sobre fatos que aconteceram retrospectivo porque ela procura investigar fatos do passado e descritivo porque nós precisamos dos detalhes os detalhes são o imperativo da nossa entrevista forense nesse sentido toda entrevista forense é uma natureza ela é investigativa a entrevista tem como objetivo é elucidar fatos que
possam ter ocorrido e que sejam de interesse da Justiça ou da fase investigativa no âmbito policial algumas variáveis vão determinar a qualidade dessa entrevista o tempo em que ela está sendo feito e a distância desse tempo eh para o momento que aconteceu o fato se o fato aconteceu o ano passado há do anos atrás todo esse tempo entre o fato e entrevista vai afetar diretamente a qualidade do que nós esperamos Então não é para se esperar que uma criança saia falando Detalhes de um fato que aconteceu há um ano ou há 2 anos atrás a
nossa memória ela vai se esvanecer e da linguagem dessa criança se essa criança tem uma cognição e ainda em processo de desenvolvimento ela vai ter suas limitações para conseguir trazer uma memória bem fiel assim como a linguagem se ela não é tão elaborada essa criança vai ter mais complexidade para conseguir narrar uma História a forma como se questiona uma criança o fato eu perguntar para uma criança me conta o que aconteceu e outro fato é o perguntar para essa criança o que você acha que aconteceu ou então o que você tem para me dizer aqui
hoje O que você acha que aconteceu com você ou o que você acha que eu quero saber ou uma outra pergunta seria você sabe por está aqui foram três perguntas distintas que vão produzir respostas Distintas então aqui nós ter muito cuidado principalmente para quem é psicólogo quem é da área de ciências humanas a gente tem uma forma de abordar muitas vezes que dificulta a memória episódica que é a memória que nós precisamos muitas vezes você vai questionar um entrevistado trazendo uma tradição Clínica a tendência é você perguntar para essa pessoa como é que foi para
você essa Situação como é que foi para você essa situação leva essa pessoa se for uma criança a buscar interpretar a situação e não a descrever a situação que é o que eu preciso Então como é que foi para você essa situação não é a melhor forma de abordar uma criança tá a gente tem que buscar acessar a memória episódica como é que seria a pergunta Me conta o que aconteceu com você me conta tudo eu estou aqui aberto para te ouvir tudo que você tem para me Contar percebem a diferença dessas duas formas de
abordagem Então são aspectos que a gente tem que ser muito atentos e diligentes em relação a eles porque psicólogo tem muito essa tradição de questionar dessa forma como é que foi para você isso como é que foi para você aquilo isso traz uma memória semântica que não é a memória que nos interessa a memória que nos interessa a memória episódica que é a memória relevante para nós entendermos o Fato a qualidade do vínculo entre o entrevistador e o entrevistado então aqui eu cham a atenção porque muitas vezes quando se tem um vínculo bem consolidado por
mais que seja uma situação que você tá conhecendo a pessoa ali naquele momento vocês já passaram pela situação de por exemplo conhecerem uma pessoa nova uma pessoa desconhecida E aí percebem que rola uma simpatia você conversa com essa pessoa Conversa conversa conversa quando o assunto acaba vocês percebem que se sentem na obrigação de continuar falando já passaram por essa experiência antes essa sensação que a gente quer criar na entrevista forense a criança está lhe conhecendo naquele dia você é uma pessoa em um local desconhecido e a gente quer que esse vínculo com a criança seja
tão bem formado que essa criança se sinta na obrigação de continuar falando quando ela já decidiu Falar com você porque ela tem a opção de não falar também ela pode dizer que quer ficar em silêncio mas caso essa criança tenha decidido a respeito do direito de falar com você ela tem essa prerrogativa de falar falar falar falar que é o que nós esperamos E aí eu vou chamar atenção até aos magistrados D Verônica eu não sei se tem mais algum já na nossa aula no depoimento especial nós temos uma fase do depoimento especial que é
uma fase Neutra de apresentação do entrevistador paraa criança essa fase neutra ela vai durar entre 10 a 15 minutos então são 10 a 15 minutos ali que o magistrado e o promotor vão ficar assistindo o que a criança tem para falar sem adentrar o assunto do que é o motivo dela estar ali são assuntos neutros abordados nessa fase e essa fase no depoimento especial precisa ser gravada Eu percebo que alguns Magistrados promotores até um pouco mais inquietos não gostam muito de ficar parados ali ouvindo 10 15 minutos enquanto se trata de assuntos neutros com essa
criança porém esse momento é um momento importante porque pode também vir a revelação a revelação pode vir dentro desse momento vamos supor que você está ali conversando com a criança e a criança diz Ah mas eu quero te contar o que eu Vim dizer aqui hoje E aí o entrevistador ele vai imediatamente adentrar sobre o assunto que a criança quer falar então essa qualidade do vínculo quanto melhor for o vínculo melhor é a qualidade da entrevista e melhor o que a criança tem para te dizer o ambiente físico dessa entrevista se for um ambiente muito
contaminado de informações é pouco provável que essa criança ela tenha ali uma concentração para narrar uma História muito boa então nós temos que ficar atentos porque o ambiente físico tem ser o máximo possível Limpo sem distratores e o número de entrevistas que a criança foi exposta vocês acham que uma criança que fala a situação que ela tem para narrar uma vez e ela já contou essa história cinco vezes antes ela vai contar mais detalhes ou menos detalhes menos detalhes menos detalhes por isso que hoje o depoimento especial supõe que a Criança vá contar apenas uma
única vez antigamente a criança tinha que contar na delegacia tinha que contar no IML tinha que contar a história no creas que era ela era mandada muitas vezes pro cres ela tinha que contar a história tinha que contar a história muitas vezes para o promotor se o promotor entendesse importante ouvir essa criança tinha que contar muitas vezes para o Juiz e aí ela saía pelo menos narrando a história entre cinco a seis vezes hoje o depoimento especial ele é um oi também para o conselho tutelar muitas das vezes ela também para o conselho tutelar exatamente
Priscila algumas vezes Tinha que narrar pro Conselho Tutelar então só aí a criança saía narrando entre cinco a seis vezes e cada vez que ela narrava ela trazia menos detalhes porque a tendência de uma Pessoa que conta uma história mais de uma vez é trazer menos detalhes e se concentrar nos elementos mais centrais da história então vter fakes fizeram uma compilação de todas as variáveis que impactam na qualidade da história que está sendo narrada a entrevista forense requer treinamento então por exemplo vocês estão fazendo curso de depoimento especial mas não é o curso de Entrevistadores
forenses que a gente tem um curso na isman de entrevistadores forenses O ideal era vocês fazerem o curso de entrevistadores forenses porque no curso de entrevistadores forenses a gente tem um processo de autoavaliação de heteroavaliação vocês são avaliados pelos colegas vocês são Auto avaliados vocês são avaliados por mim vocês avaliam colega de vocês quando você avalia alguém que fez uma Entrevista você coloca em questão outras habilidades e competências que são necessárias para essa entrevista é importante um domínio teórico sobre desenvolvimento humano típico e atípico crianças que ten tenham deficiência intelectual crianças que tenham também autismo
são crianças que precisam de uma abordagem diferenciada aspectos culturais e outras variáveis que vão impactar na forma que A criança narra uma história o profissional pode escolher o protocolo de entrevista que ele tenha melhor domínio e que seja mais adequado para que possa ser narrada a história que está sendo ali eh apresentada tá Os Protocolos de entrevista forense funcionam melhor com crianças e adolescentes que estão preparados para serem entrevistados e com pessoas a partir da idade escolar nós costumamos Dividir Vocês tiveram a oportunidade de ver isso na semana passada a crianças em três faixas etárias
nós dividimos em pré-escolares escolares e adolescentes Por que que é importante dividir nessas três faixas etárias porque crianças pré-escolares são aquelas crianças Quais são as crianças pré-escolares quem saberia me dizer rada no que de zero a 6 anos por que que essas Crianças pré-escolares elas são chamadas assim pré-escolares já a partir dos 7 anos né professor que começa ensino regular para eles alfabetização mesmo uhum de acordo com a com a nossa Norma né de educação da bncc muito bem o que tem a ver com Quando eu digo uma criança é pré-escolar uma criança é pré-escolar
quando ela ainda não tem a capacidade cerebral a capacidade mental de três competências Escolares que são leitura escrita e matemática as crianças pré-escolares são crianças que ainda não t essa maturidade desenvolvida por completo o cérebro delas vai começar a se desenvolver por completo entre os 6 a 7 anos para o desenvolvimento dessas competências escolares então quando eu entrevista uma criança de 4 anos de idade ela vai ter mais limitações para me trazer uma história ela vai ter vai ter mais Limitações para me narrar um fato e eu preciso ser muito atencioso com a forma que
ela me narra esse fato porque muitas vezes ele é limitado esse fato ele não vem com detalhes não vem por completo a criança não consegue me trazer sequências tão elaboradas de como é narrado o fato um outro ponto importante é crianças em idade escolar acima de 6 anos elas conseguem ter uma maturidade cerebral uma maturidade Mental para e narrar Melhor um fato ou uma situação porque são crianças aí acima de 7 anos de idade tá é necessário muitas vezes algumas adaptações de protocolo para crianças em idade pré-escolar ou para aquelas pessoas que se mostram resistentes
em razão da experiência traumática vamos supor que uma pessoa passou como foi um exemplo que eu acompanhei a criança ela tinha sido vítima de abuso por duas pessoas da família Então ela tava politraumatizada Passou por duas experiências com diferentes episódios ela tinha uma grande carga traumática e uma uma grande dificuldade para conseguir responder e narra fatos ou situações sobre o que ela tinha vivenciado a entrevista ela tem que ser adaptada nesses casos nós temos que demandar mais tempo no raport formar um vínculo mais consolidado deixar essa criança se expressar melhor logo essa fase inicial do
depoimento especial ela vai demorar mais Tempo a preparação pro depoimento especial essa preparação já se inicia desde o agendamento do de o recomendado é que as salas onde irão acontecer depoimento especial e a sala onde ocorre a audiência elas estejam geograficamente bem distantes uma da outra para evitar o contato da criança ou do adolescente com o acusado e os seus familiares recomenda-se aqui no máximo dois depoimentos especiais por turno se houver um depoimento especial Começando 8 horas pode ser até três depoimentos especiais por turno Por que que não pode ser feito uma manhã inteira com
c se 7 8 depoimentos especiais porque muitas vezes você tem crianças que demoram mais a falar outras falam mais rápido outras passaram por uma violência por anos e anos e anos e elas vão narrar mais histórias vão narrar mais informações e consequentemente o entrevistador ele não pode acelerar esse processo em esse processo de narrativa Em razão de ter outros agendamentos para depoimento especial durante aquele turno durante aquela manhã ou durante aquela tarde então precisa ser um procedimento mais cuidadoso aqui quando se vai estabelecer uma narrativa com essa criança a partir do momento em que se
executa o depoimento especial ao agendar a data do depoimento especial é primordial entrar em contato anteriormente com a criança e o seu responsável para definir o melhor dia e Horário Isso já é previsto na lei 3431 de 2017 Artigo 5 Inciso 9 porque a gente deve desorganizar o mínimo possível a rotina dessa criança ou desse adolescente a partir da necessidade de conhecer o local onde ela mora o tempo que ela vai se deslocar as condições de acesso e transporte que ela tem até o fórum e escolher o horário mais flexível pras partes sabemos que nem
sempre isso é Operacional nem sempre dá pra agenda do juiz coincidir com a agenda da criança que deveria ser essa a prerrogativa né mas o ideal é que se possível antes de se fechar o horário depoimento especial uma criança que mora na zona rural essa criança que mora na zona rural distante Se ela puder ser contactada Para se entender Qual o melhor dia e horário isso é o recomendável preconizado pela lei é importante para isso agendar que Essa pessoa chegue 20 a 30 minutos antes do depoimento especial porque é a fase que nós vamos entrar
para o acolhimento dessa criança no Rio Grande do Sul por exemplo o oficial de justiça ao levar intimação já leva junto com o Ofício uma cartilha ilustrativo orientando a família e a criança sobre como acontece o depoimento especial é fundamental assim que haja uma ampla abertura e diálogo entre entrevistador e magistrado então é muito Importante a Dra Verônica que tenha seus entrevistadores muito próximos para que possam ter um diálogo aberto ter um diálogo que consigam estabelecer algumas eh formas de comunicação inclusive e osad só posso perguntar Pode sim Doutora porque aqui eu não tenho esse
tipo de pessoa não tem aí sou eu mesma que faço sim aí não tem como fazer essa preparação de 20 30 minutos antes uhum entendo nesse caso não tem no Município onde você atua creas e crais Que possa entrar num convênio e pedir que um psicólogo um assistente social ou eu tenho um assistente social que eu uso da outra Vara da segunda vara Mas ela tem que tá disponível também no dia sim porque o ideal é que a gente tenha esse entrevistador preparado para executar o depoimento especial para não lhe sobrecarregar uhum com a execução
do depoimento especial isso é um elemento muito importante esses 20 e 30 minutos fazem Toda a diferença com o que a criança vai fazer no depoimento especial quando ela já se ambienta com o local ela já entende o que que vai acontecer ela já coloca-se ali em pretia com alguns recursos que são recursos infantis antes de começar o depoimento especial tá porque esse momento é um momento de acolhimento a indicação técnica é muito importante esse dado também é de que o acusado não esteja na sala de audiência considerando a percepção de Que o acusado pode
prejudicar o depoimento especial ou colocar o depoente em situação de de risco isso é previsto já pela lei 3431 de 2017 artigo 12 inciso 6º parágrafo terceiro mas que lá conste o seu advogado que lhe representa o código penal também traz a previsão no seu artigo 217 que quando a presença do réu pode causar humilhação temor ou constrangimento a testemunha ou ofendido essa presença do réu ela seja retirada Do ambiente e seja mantido o seu advogado então eu costumo sempre dizer para essa criança antes do depoimento especial Olha só lá na outra sala vai ter
a juíza a dout Verônica Calmon vai ter o promotor o Dr clistenes Lopes vai ter a advogada a dout Clara de Souza e vai ter o Robson Godói vamos supor que o Robson seja o acusado e vai ter o Robson Godói você quer que ele esteja escutando o que você vai Falar que a criança tem direito de dizer que quer ou não quer conforme é previsto na legislação então se a criança chega e diz não eu não quero que o Robson esteja aí é o momento do entrevistador comunicar isso ao juiz e o juiz pedir
que ele se mantenha fora da audiência e ali conste o seu advogado por isso é importante que o advogado já tenha conversado com o com o acusado sobre toda a história para que ele possa fazer uma boa representação Desse acusado durante o depoimento especial antecipadamente o entrevistador deve ser certificado de que a sala de entrevista está em condições adequadas Então isso é papel do entrevistador ele deve verificar se na sala tá funcionando câmera microfone fone de ouvido celular ou tablet ou telefone que seja os modos de comunicação entre o juiz e o entrevistador é importante
garantir previamente que todo o equipamento de gravação esteja funcionando então esse Papel ele é do entrevistador o entrevistador ele pode até chamar o técnico da informática para fazer todo esse levantamento e colocar em prática que isso esteja funcionando mas quem faz essa checagem é o entrevistador antes do depoimento especial para não termos surpresas já passei por situação onde eu era o entrevistador chequei todo dep o equipamento antes Já depoimento especial e aí ainda teve problema nós especial foi feito o dependente especial mas o áudio não tava transmitindo a imagem tava transmitindo Então gravou tudo da
criança todos os movimentos da criança mas não gravou a fala da criança o áudio não estava transmitido então é importante o entrevistador testar tudo testar áudio testar a câmera na porta tem que ter uma chave tem que tá fechada tem que ter na Sala caixa de lenço porque a criança pode chorar tem que ter na sala água porque a criança pode querer beber Então tudo tem que tá na sala tá a sala onde o entrevistador vai realizar o depoimento especial é imprescindível que esse entrevistador Leia antecipadamente os autos do inquérito ou os autos processuais isso
vai orientar o entrevistador sobre que técnicas e adaptações ele poderá fazer na sua entrevista Então você tem que conhecer Qual é a acusação que está sendo eh proferida ali Qual a relação que nós temos entre a vítima Qual a relação que a gente tem dela com o acusado Qual a idade dessa vítima tudo isso precisa ser levantado a idade que ela tinha no ocorrido e a idade na época do depoimento especial o contexto se essa violência é intrafamiliar ou se ela é extrafamiliar uma violência intrafamiliar que aconteceu dentro do Seio da família Ela carrega maior
complexidade maior desafio do que uma violência extrafamiliar Como ela foi revelada e por quem foi praticada essa revelação aconteceu de forma acidental foi de forma provocada por alguém que prov que se deparou com a situação ocorrida a situação da criança ela está segura Foi retirada da presença desse acusado e os atendimentos que ela já foi Exposta na rede soci assistencial essa criança já passou por atendimento em creas em caps ela tá sendo acompanhada por algum serviço especializado tudo isso são informações importantes pra gente entender o estado que essa criança se encontra e o processo ele
vai trazer muitas vezes essas informações então daí a leitura do processo antecipadamente entrevistadores forenses Não façam entrevista no depoimento especial sem teros aos do processo antes Tá porque pode haver uma sequência de erros na execução desse depoimento especial então é imprescindível essa leitura dos aos processuais o acolhimento o acolhimento ele não pertence ao depoimento especial ele é uma fase pré depoimento especial então aqui nós não temos gravação acontecendo no acolhimento gravação não acontece ao chegar no local da entrevista a criança ou adolescente deve ser acolhido pelo entrevistador Responsável por esse depoimento o qual deve estar
atento para que não ocorra qualquer contato mesmo que contato visual entre essa criança sendo vítima ou Testemunha com esse acusado ou com outra pessoa que possa representar uma ameaça uma coação ou um constrangimento Aqui nós temos uma espécie de sala de acolhimento como vocês percebem ela é uma sala bem diferente daquela que eu mostrei no começo Percebem ela não tem todos aqueles elementos distratores mas ela tem alguns elementos ú tá a minha sala de acolhimento lá no fórum de Timon era é uma sala bem simples tem duas cadeiras para que possa sentar a pessoa que
levou aquela criança para o depoimento especial tem um tapete com tema infantil tem uma mesa infantil com cadeiras para essa criança também sentar cadeiras pequenas infantis e tem alguns brinquedos pronto nada complexo você não Pode colocar no acolhimento um brinquedo sofisticado para essa criança a um recurso muito complexo Porque caso contrário ela não quer sair dali para falar no depoimento especial Então tem que ser recursos bem simples que você tem que oferecer dentro do acolhimento para que essa criança possa se manter entretida o entrevistador deve receber a criança ou adolescente com antecedência de pelo menos
20 a 30 minutos para na companhia do familiar responsável legal Que levou essa criança pro fórum direcioná-los primeira sala de depoimento especial e se for o caso só depois a sala de acolhimento até que se inicie o depoimento especial tá é importante que essa criança saiba Olha eu vou conversar com você nessa outra sala que é a sala onde vai acontecer o depoimento especial e aí o entrevistador pode levar abre a porta apresenta a sala a gente vai conversar aqui mas antes de vir para cá a gente Vai ficar aqui nessa outra sala que é
a sala de acolhimento já na sala o entrevistador deve Explicar sobre o local onde acontece a entrevista como ocorre a coleta do depoimento especial assim como sobre os direitos que essa criança tem tá bom recomenda-se que o entrevistador apresente tanto a sala de audiência onde Ficarão os operadores do direito como a sala onde OC o depoimento especial onde vai ser realizada a entrevista forense Porém se na sala de audiência já tiver promotor juiz advogado é importante vocês ficarem atentos a isso não se leva a criança até lá para não se causar um estímulo ansiogênico a
mais nessa criança se a sala do juiz onde acontece a audiência tiver vazia você pode apresentar a sala do juiz para essa criança olha as pessoas vão ficar aqui mas elas ainda não chegaram quando eles já estão na sala Não é necessário levar essa criança para lá porque pode causar uma certa ansiedade e desconforto essa criança tá por outro lado já é importante o juiz viu Dora Verônica ir até a sala Onde tá o entrevistador seja na sala de acolhimento ou na sala de depoimento especial e o juiz se apresentar Olá eu chamo Verônica Calmon
Mas você pode me chamar de Verônica eu gosto de ser chamado de Verônica gosto de ser chamada de Verônica e você como gosta de ser Chamada se o nome dela for por exemplo Clara Kathlyn ela pode dizer ah eu gosto de ser chamada de kathlin kath pois eu sou a juíza que vai acompanhar o seu depoimento especial você sabe o que uma juíza faz a criança Muito provavelmente vai dizer que não sabe aí é o momento de você falar com a linguagem simples para essa criança a juíza Ela escuta o que todos t para contar
e no final toma uma decisão de forma bem simples então o juiz escuta o que todos t para contar e No final toma uma decisão escuta analisa o que as pessoas trouxeram para cá e no final toma uma decisão ponto e eu estou est aqui para tomar uma decisão sobre tudo então você pode contar comigo caso você queira falar comigo porque a criança Ela tem a possibilidade caso ela queira prestar depoimento especial para o juiz também isso Tá previsto na legislação se a criança não quiser falar com o entrevistador se a criança quiser falar Com
o juiz a criança tem essa possibilidade também por isso que é necessário os magistrados eles terem uma noção de como é que é feito o depoimento especial para que seja conduzida da forma mais técnica e acolhedora possível é importante sempre mostrar pra criança onde o seu responsável vai ficar esperando tá Eu gosto de colocar uma cadeira a 1 m da porta onde a criança vai ficar E aí eu digo Olha a sua mãe vai ficar esperando aqui sentada nessa Cadeira tá vendo a cadeira que é para essa criança não ficar tão nervosa sabendo que vai
precisar ficar com você dentro da sala então essa criança vai ficar aqui essa mãe sua mãe vai ficar aqui fora sentada nessa cadeira e assim que nós terminarmos de conversar você encontra sua mãe sentada aqui é importante fazer esse procedimento porque ajuda a diminuir a ansiedade e o medo de abandono dessa criança e favorece uma atmosfera de Segurança e consequentemente de confiança com o entrevistador é recomendado que essa explicação de como ocorre o depoimento especial ela se dê mediante uma cartilha ou mediante um vídeo eu vou mandar para vocês um vídeo de orientação do depoimento
especial tanto de São Paulo como um vídeo de Brasília Brasília e São Paulo usam vídeos nós no Maranhão utilizamos uma cartilha Então como nós usamos uma cartilha nós vamos apresentar para essa Criança o que é o depoimento especial na fase de acolhimento para que aumente o grau de compreensão dessa criança ao procedimento que ela vai ser submetida nesse momento do acolhimento o entrevistador deve informar a criança sobre os seus direitos direito que a criança tem ao silêncio direito de prestar depoimento ao juiz direito de ser assistida juridicamente e psicossocial direito de perguntar tudo Que ela
desejar expressar a sua Liv de opinião e direito à confidencialidade das informações prestadas ficando disponível apenas aos envolvidos que estão naquela sessão de depoimento especial então na etapa de acolhimento esses direitos podem ser explicados eu tenho colegas e entrevistadores que preferem falar desses direitos dentro do depoimento especial porque a lei não deixa tão claro como é Em que momento esses Direitos precisam ser apresentados pela criança Por que dentro do depoimento especial porque no depoimento especial na fase inicial de introdução tá sendo gravado tá na presença do promotor tá na presença do juiz na fase do
acolhimento não tá sendo gravado não tá na presença do juiz e não tá na presença do promotor nem do advogado então quando esses direitos são apresentados na fase depoimento especial Você tem a garantia de que ess criança foi ali informada e tudo isso tá registrado tá a gente explica numa linguagem simples para essa criança sobre esses direitos enquanto não houver chegado todos os integrantes paraa audiência juiz promotor advogad de defesa acusado e outros o depoimento especial não se inicia e a sessão de entrevista pode sofrer atrasos o que deve ser evitado com toda absoluta diligência
e zelo que Essa criança já passou ali entre 20 a 30 minutos esperando era para começar 8 horas e ela ainda precisa esperar meia hora para começar ela vai passar uma hora ali durante o procedimento sem fazer nada ela pode até brincar e se entreter mas chega um momento que isso cansa também então deve-se evitar que que ocorram atrasos enquanto não se inicia o depoimento especial a criança será informada que vai ficar em uma sala de Acolhimento separada da sala onde acontece a entrevista se não tivesse a sala de acolhimento muitos ambientes no maranão não
tem essa sala de acolhimento né você fica com a criança na sala da entrevista de depoimento especial Então essa criança se ela não tiver uma sala de acolhimento ela vai ficar mesmo na sala de depoimento especial entretida com atividad de desenho e pintura são atividades que você consegue retirar fácil dessa Criança leitura da revista de revista em quadrinho ou ainda massinha de modelar são recursos que você consegue tirar facilmente dessa criança para começar o depoimento especial atenção o entrevistador forense ao ser informado que o depoimento especial vai iniciar ele deve recolher todos os recursos lúdicos
lápis papel coleção de cores servista em quadrinhos massa de modelar e outros para que não Fiquem mais à vista e ao alcance dessa criança porque se você retira da criança o brinquedo mas deixa em cima da mesa ela pode se concentrar no brinquedo e não conseguir se concentrar na conversa que vai precisar ter com você e a gente tem que ser muito cuidadoso caso o entrevistador não recolha esses recursos e não os afaste da vista da criança ou do Adolescente esses poderão ser fortes estímulos ditat durante a realização do depoimento Especial um outro ponto que
merece atenção é que o entrevistador sabendo do potencial de constrangimento da presença do acusado na sala de audiência deve antecipadamente sondar com a criança sobre a presença do acusado e informar a magistrado para que ele não esteja na sala de audiência durante todo o depoimento especial isso porque a criança deverá saber de todos que estarão lá na outra sala onde se Encontra juiz promotor advogado e demais membros do estado e lá tome conhecimento dos riscos que essa criança tem de ser sentir inibida ameaçada e constrangida devido à presença desse acusado Isso já é previsto como
direito da criança como eu já mencionei vocês no artigo 12 inciso 6 e parágrafo Tero da Lei 3431 recomendações para sala de depoimento especial é importante que você tenha na sala de depoimento especial chave na fechadura Porque a sala precisa ser fechada precisa ser trancada banheiro no interior da sala ou pelo menos ao lado dessa sala ambientação o mais leve com o mínimo de estímulo de extratores posição das cadeiras as cadeiras vão ficar do entrevistador e a da Criança em posição de 10 para 2 horas e a disponibilidade de lenços água para para criança beber
e até uma ou duas almofadas aqui eu trago para vocês a imagem da sala de Audiências Onde Aqui Nós Temos nessa sala juiz assessores do juiz delegado promotor acusado advogada do acusado e assistente técnico assistente técnico pode ficar também na sala de audiência tá aqui nós temos uma televisão Onde está sendo transmitido tudo que acontece na sala de depoimento especial e eles Podem se comunicar pelos microfones que aqui estão microfones transmitem as informações para o entrevistador que vai ficar nessa sala escutando sobre o está acontecendo na sala de audiência já aqui nós temos uma imagem
visual e gráfica de como é que a cadeira precisa ficar de preferência que sejam poltronas como é que devem ficar essas poltronas na posição se você pega o relógio de 10 2 horas tá essa posição Aqui aqui você teria o número dois e aqui você teria o número 10 por que que essas poltronas não ficam frente a frente porque caso elas fiquem no ângulo de 6 horas que seria o ponteiro para baixo apontando para cá e um ponteiro para cá se elas ficam assim essas poltronas elas podem causar uma grande ansiedade nessa criança então o
ideal é que elas fiquem nessa configuração para que a criança não entra em contato direto com o Entrevistador e tem uma liberdade de movimento ocular Aqui nós temos um exemplo na sala do Tribunal de Justiça do Pará nessa sala de Tribunal de Justiça do Pará Nós temos duas poltronas as poltronas Vocês estão vendo que elas têm almofadas as almofadas dão a sensação de conforto para essa criança bebedouro Aqui nós temos um a armário com rodas para guardar a Prancheta e o ambiente é bem Limpo uma parede amarela com percianas e pronto o ambiente é bem
limpo não tem elementos lúdicos não tem imagens infantis não tem nada mas o ambiente ele tenta ser o máximo possível acolhedor essa outra sala é no Rio de Janeiro nós temos poltronas em formato de er radura as potronas tal qual estão aqui no Tribunal de Justiça do Pará elas estão também em formato de ferradura no Rio de Janeiro também mas Nós já não Temos as almofadas aqui na imagem do Rio de Janeiro nós temos um telefone onde o entrevistador vai atender uma ligação que consta as perguntas que o juiz vai transmitir nós temos uma mesa
de acolhimento o que fica claro essa criança não tem uma sala de acolhimento ela é acolhida dentro da sala de depoimento especial e nós temos aqui uma Castilha do depoimento especial o ambiente ele é o máximo Possível Limpo de estímulo de estatores mas as cores da parede estão em tom pastel e em tons de azul conforme vocês podem perceber Aqui nós temos uma sala no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul nós não temos também sala de acolhimento nesse cenário que vocês estão vendo e o
acolhimento é feito por trás aqui a criança enquanto ela não faz o depoimento especial ela fica nessa Mesa tem água tem lápis de cor tem papéis tem um tapete aqui as poltronas são em formato de ferradura as almofadas são almofadas com emojis então isso torna um ambiente o máximo possível livre de distratores essa sala já é no Tribunal de Justiça de Pernambuco já tá mais próximo da nossa realidade aqui no Nordeste é uma sala que tem banheiro conforme vocês podem perceber nós temos banheiro Aqui nós temos tapete na sala nós temos a aqui duas descans
madeiras não são poltronas em formato de ferradura são duas descans madeiras e nós temos também a almofada tá nós temos uma prancheta nós temos lenço nós temos copo de água Então esse é o cenário do depoimento especial no Pernambuco não é não tem brinquedo aqui dentro não tem nada desenhado no chão nada desenhado na Parede não tem elementos infantis de história em quadrinhos é um ambiente limpo eu gosto dessa sala porque a gente percebe que não precisa de muitos recursos para se fazer um depoimento especial vamos falar do protocolo protocolo brasileiro de entrevista forense com
crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência significa dizer que você pode entrevistar uma criança que foi vítima diretamente Ou que tenha testemunhado Uma violência nós temos essas duas possibilidades esse protocolo brasileiro ele é um protocolo adaptado adaptado do protocolo ncac tá é importante deixar claro que ele é um protocolo adaptado de lá só um instante pessoal só responder aqui uma mensagem de trabalho então esse protocolo ele é consequência da Lei 3431 e foi instituído como referência metodológica Nacional pro depoimento Especial por meio da resolução 299 de 2019 do Conselho Nacional de Justiça essa resolução
é muito importante vocês conhecerem resolução 299 de 2019 do Conselho Nacional de Justiça a iniciativa governamental a iniciativa governamental começou em 2009 e os estudos da testagem desse protocolo iniciaram em 2012 em alguns tribunais brasileiros tá incluindo o tribunal de Brasília o Tribunal do Rio Grande do Sul o Tribunal Pernambuco a construção desse protocolo é uma inicitiva da char Brasil que é uma organização não governamental presidida pela rainha Silvia da Suécia a qual ela corresponde de forma corresponsável juntamente com o CNJ e com a Unicef a inicitiva desenvolvimento desse protocolo Posso posso sim eu coloco
os slides lá no sistema para vocês o protocolo de entrevista se desenvolve em dois estágios esses dois estágios Envolvem primeiro estágio a de construção do vínculo o segundo estágio a parte substantiva tá que é a parte onde vai ser narrada a história e o fato como aconteceu a primeira parte é a parte de construção do vínculo onde não é narrado aqui nada sobre o que a criança viveu que tem interesse jurídico é uma fase de construção de vínculo o protocolo ele é um método de entrevista semiestruturado flexível e Também adaptável ao desenvolvimento de crianças e
adolescentes cujo objetivo é facilitar a escuta protegida E aí nesse sentido ele é dedicado a alegações de violência contra praticadas contra essa criança e contra esse adolescente para fins de investigação e judicialização das ocorrências Então nesse sentido ele é um protocolo que você ajusta ele a forma que ele é conduzida ele deve ser Conduzido por profissionais treinados especificamente para busca de evidências eh de situações de violência com vítimas ou testemunhas são empregadas com isso técnicas derivadas do conhecimento teórico e empírico sobre o funcionamento da memória e a dinâmica da violência Então tudo isso são considerados
ao termos que lidar ali diretamente com as informações que são produzidas dentro desse cenário a prática de qualquer Entrevistador forense que se utiliza do protocolo deve o suporte necessário de pesquisas científicas então é muito importante que vocês enquanto juízes magistrados entrevistadores tem um acesso ao conhecimento científico para poder auxiliar a condução do protocolo de forma viável durante o depoimento especial deve ser feita autoavaliação e avaliação por pares e outros profissionais com expertia em avaliação de práticas de Entrevistas Aqui nós temos o primeiro estágio do protocolo ol o segundo estágio cada estágio conforme vocês podem ver
tem cinco fases tem cinco etapas então ao todo o protocolo brasileiro conduzido dentro do depoimento especial ele vai ter 10 fases divididas em dois estágios estágio um e estágio dois e essas 10 fases precisam ser conduzidas de forma adequada adaptação pro desenvolvimento juvenil quanto juvenil a entrevista deve Ser conduzida priorizando necessariamente a adequação das técnicas aos aspectos cognitivos e emocionais do Desenvolvimento Infantil é important considerar os diferentes estágios de desenvolvimento e as potencialidades assim como os desafios para condução da entrevista a memória declarativa é o que nós queremos alcanar na criança que chega para narrar
uma história em um depoimento Especial porém nós temos um problema porque a memória declarativa ela se divide em memória episódica e memória semântica é aquela memória que você vai narrar sobre um acontecimento ou sobre um significado ou um conceito a memória semântica nós respondemos a ela geralmente quando nós somos questionados assim como é que foi para você essa situação pessoa vai dizer ah foi boa foi ruim eu queria eu não queria ali ela vai trazer significado Para uma situação que ela viveu só que a memória episódica é que nós pretendemos alcançar ela se divide em
memória de livre Evocação e memória de reconhecimento Elas têm estratégias diferentes para serem acessadas dentro da sua execução a memória de livre Evocação ela é acessada por técnicas de narrativa livre por exemplo uma técnica de narrativa livre consiste Me conta o que você veio falar aqui Hoje você acessa a memória a a respeito de um fato a narrativa focalizada você pega um trecho do fato e pede detalhes você chegou me contando que estava em casa e o Raimundo chegou e tocou em você me conta mais o que aconteceu quando o Raimundo tocou em você você
foca num trecho da narrativa do teu entrevistado perguntas de detalhamento envolvem perguntas a respeito do que onde como quando e quem estava presente Quando o fato aconteceu já a memória de reconhecimento envolve perguntas de sim ou não por exemplo você estava no quarto quando isso aconteceu a criança vai dizer sim ou vai dizer não perguntas de múltipla escolha por exemplo você estava no quarto ou você estava na cozinha quando isso aconteceu você dá duas opções paraa pessoa escolher perguntas com informações da alegação você pode em último caso aqui lançar perguntas com base nas alegações Você
me contou que estava na sua casa agora eu quero que você me conte mais o que você contou pra delegada ou o que você contou pra sua mãe ou o que você contou pra professora que aconteceu com você são as perguntas com base na alegação você precisa ter lido o processo para entender a alegação da narrativa tá então aqui nós vamos ter o cuidado de seguir sempre uma Ordem a nossa prioridade é evocar perguntas de livre Evocação porque são perguntas abertas essas perguntas de livre Evocação nós vamos evocar diretamente porque são perguntas abertas já as
perguntas de memória de reconhecimento são pergunt fechadas nós só fazemos Elas quando a criança não nos respondeu às perguntas abertas e aqui necessariamente nós vamos pedir detalhamentos a respeito do fato que Aconteceu crianças para vocês crianças respondem melhor perguntas fechadas de sim ou não crianças pré-escolares ou perguntas de múltipla escolha E aí pessoal vocês acham que crianças pré-escolares responderem melhor perguntas de sim ou não Ou perguntas de múltipla escolha de sim ou não elas estão bem mais propensas a participar exatamente As perguntas de sim ou não são perguntas mais recomendadas para crianças pré-escolares tá elas
maiores dific de responder perguntas de múltipla escol perguntas sugestivas não feit o que são perguntas sugestiv S pergunt sobre um fato quee fato não tem no process a criança não contou para ninguém a criança não deixou claro para você e você vem com informação que é nova induzindo essa criança que aquilo pode ter acontecido um exemplo é a Criança não disse que o acusado colocou o pênis na vagina não disse que o acusado penetrou ela não diz que o acusado praticou sexo com ela e você chega perguntando para essa criança uma informação que ela não
contou para ninguém nem para você nem para professora nem paraa mãe ali São perguntas sugestivas não devem ser feitas tá o organograma de perguntas nós temos aqui uma tabela que nos mostra uma Prioridade que essas perguntas podem ser feitas então crianças pré-escolares crianças pré-escolares são aquelas crianças que eu já mencionei que estão na faixa de 3 a 7 anos de idade crianças abaixo de 3 anos não podem ser entrevistadas viu pessoal viu Doutora porque são crianças que ainda não t uma capacidade recorda suficiente para trazer informações eficazes tanto é que o protocolo ele traz uma
tabela com a Idade começando em 3 anos que é a idade que necessariamente pode ser feita um procedimento com essas crianças de 3 anos para frente considerando que é uma criança neurotípica com o cérebro desenvolvido de forma adequada Então você convidar a criança para narrativa livre tem que ser algo bem moderado porque essa criança quando você pergunta para ela me conta o que você veio falar aqui hoje ela pode não conseguir te dar uma Informação já crianças pré-escolares quando você traz uma narrativa focalizada você me contou que viio aqui hoje falar do Raimundo me conta
o que aconteceu com Raimundo ou me conta o que você tem para dizer que aconteceu com Raimundo perguntas de detalhamento O que aconteceu com você como aconteceu Onde aconteceu quando essa criança já te trouxe uma narrativa vamos supor que ela chega pro depoimento pessoal e diz assim eh Priscila eu vim te contar o que o Raimundo fez comigo aí você vai e entra com a pergunta de detalhamento o que o raimondo fez com você me conta para eu entender você vai entrar com a pergunta de detalhamento porque ela já te disse que vai te contar
sobre o que o Raimundo fez com ela quando a gente tem crianças que não conseguem responder satisfatoriamente as perguntas de memória livre evocativa aí nós vamos adentrar perguntas de sim ou Não você tem você tem alguma coisa para me falar aqui hoje que aconteceu com você sim quando ela diz sim você vai e entra com a focalizado Me conta o que aconteceu com você perguntas de múltipla escolha com base na alegação e perguntas sugestivas devem ser evitadas ou contraindicadas já crianças escolares e adolescentes funciona de forma muito parecida são crianças na idade acima de 7
anos ou adolescentes ali acima de 12 Anos tá nós temos aqui que enfatizar narrativa livre me conta o que você veio falar aqui hoje narrativa livre a gente não pode nem induzir me conta o que aconteceu com você porque quando a gente induz uma pergunta como essa Me conta o que aconteceu com você Obrigatoriamente essa criança vai tentar atender o seu comando e vai narrar um fato que pode não ter acontecido com ela então nós vamos pedir para essa Criança me conta o que você você veio falar aqui hoje fica claro pessoal trazendo o mínimo
possível de sugestividade de sugestionabilidade possível o mínimo possível sugestionabilidade possível porque quando a gente adentra um comando como esse Me conta o que aconteceu com você essa criança já entende que algo que aconteceu com ela precisa ser falado e pode ser que nem tenha acontecido né então a gente entra Com o mínimo de sugestion habilidade possível vamos enfatizar narrativa focalizada enfatizar detalhamento quando não funcionar nós vamos moderar as perguntas de memória de reconhecimento tá essas perguntas de memória de reconhecimento nós vamos adentrá-las trazendo a possibilidade de ser aqui eh detalhadas de forma mais clara e
concreta sobre os fatos que aconteceram nós temos uma tabela no próprio protocolo essa essa tabela Ela tá no Protocolo que consta para vocês essa tabela ela tá traz a idade de 3 anos como sendo o marco inicial paraa submissão ao depoimento especial tá é uma tabela aqui de 3 anos 3 anos paraa frente e Aqui nós temos algumas habilidades que ainda estão em desenvolvimento perguntas que a criança está aprendendo a responder perguntas que envolvem Quem estava presente o que estava presente Onde aconteceu o fato e se esse Fato aconteceu entre uma ou um pouco mais
de uma vez aí nós vamos percebendo que as crianças por exemplo de 4 anos elas já desenvolveram essas habilidades e estão começando a desenvolver a habilidade de responder como tá perguntas que estão ali entre 10 a 12 anos São perguntas que a criança já consegue responder até sequências de informações mas estão desenvolvendo habilidade para responder O Quando aconteceu crianças acima de 3 13 anos já conseguem responder quando aconteceu e e quantas vezes aconteceu a kathal perguntou o depoimento especial pode ser feito até que idade Ele é preconizado na lei kathlin crianças e adolescentes conforme é
determinado pelo ECA conforme é determinado pelo ECA adolescente vai até 18 anos de idade Tá mas existem casos onde Mulheres Vítimas de violência doméstica também podem ser colocadas em depoimento especial vamos falar da primeira fase Alguém falou eu professor Oi Robson nesse caso que o senhor citou ali no caso de Mulheres vítimas de violência seria Robson seu áudio tá baixo eu não consigo te ouvir Professor nesse caso que o senhor citou diferente da mulheres ritmas de violência Seria o Mesmo processo Seria o mesmo procedimento Tá só que adaptado para uma pessoa adulta beleza vamos pra
primeira fase a fase de introdução a fase de introdução você vai iniciar propriamente o primeiro momento do protocolo então a gravação já se inicia nesse momento já é iniciada a gravação isso porque a criança pode revelar a situação desde o começo do protocolo e tudo deverá est preparado para que se conduza o questionamento acerca do fato o objetivo Aqui é possibilitar apresentação do entrevistador e de seu papel informando sobre a gravação da entrevista propiciando com isso um espaço Oi posso fazer uma pergunta pode eh em um caso que por exemplo e já é uma adulta
né mas desde criança ela sofre violência sexual do pai né só que assim na fase adulta ela já não tem mais contato com o pai mas como é que a gente faz em questão judicial quando é casos em que aconteceu na infância mas que a Vítima ela já é adulta aí ela vai narrar a informação numa situação como essa fora do protocolo de depoimento especial que ela já é adulta protocolo de depoimento especial é para crianças e adolescentes ou em algumas exceções para Mulheres vítimas de violência doméstica tá a não ser que haja um forte
fundamento para entender que esse caso poderia ser levado pro depoimento especial isso pode ser decidido pelo Juiz professor e as pessoas neurotípicas no caso crianças e adolescentes neurotípicas seria até a qual idade que poderiam ser ouvidas por depoimento especial não é o fato de ser neuro atípica que determina a idade é o fato do problema que ela tem e quando alguém é neuro atípico a pessoa pode ter autismo pode ter deficiência intelectual eu tenho que entender qual é a idade mental dessa criança e as habilidades que ela apresenta é necessário Informações anteriores para eu entender
se ela consegue se comunicar entendi obrigada então por isso é importante entender os aspectos que essa criança tenha no seu funcionamento neurodivergente porque às vezes nem sempre vem informações né o laudo é com relação a isso né com relação a a qual o tipo né de especific mas a mãe consegue responder a mãe ou familiar consegue te dizer eles vão te dizer olha essa menina Fala tudo ela não para de falar sobre a situação ou então Vão te dizer o contrário essa menina não fala nada ela não consegue se comunicar não tem quem consiga falar
com ela então isso já vai te dizer que o depoimento especial não consegue acontecer com ela já é uma informação que você vai levar pro magistrado entendi por isso que a informação com familiar preliminarmente ela é muito importante para permitir você conhecer Quem é essa criança Obrigada imagina na fase de introdução você precisa ficar muito atento aos sinais verbais e não verbais dessa criança ou desse adolescente sinais que possam facilitar ou dificultar a expressão dessa criança sinais de ansiedade vergonha raiva ou medo assim como isso pode afetar a habilidade ou Vontade dessa criança de participar
da imprevista é importante com isso avaliar O nível de estresse que ela está porque o meu propósito na fase de introdução é buscar diminuir esse nível de ansiedade que a criança traz para o depoimento especial essa fase Então ela pode durar mais tempo a parte da necessidade de diminuir esse nível de estresse uma fala que você pode trazer é o meu trabalho é conversar com crianças sobre o que pode ter acontecido com elas Eu Sempre converso com muitas crianças assim elas podem me dizer sobre as Coisas que acontecem na sua vida enquanto nós estamos conversando
nós vamos gravar o que estamos falando aqui você já explica que vai ter gravação isso vai me ajudar a lembrar de tudo que nós conversamos recomenda também que você mostre os equipamentos aqui está a câmera aqui está o microfone aqui está a tela do computador aqui está o fone de ouvido para que essa criança saiba a que procedimento ela vai ser submetida muitas crianças e Adolescentes ficam curiosas para saber se a conversa será transmitida nos canais abertos de televisão então tem criança que chega e diz assim Ah mas isso daqui vai ser levado para a
televisão aí você vai dizer não isso daqui vai ficar confidencial somente as pessoas que estão envolvidas tá por essa razão é sempre bom esclarecer que a conversa é sigilosa e restrita para poucas pessoas que tem um papel de proteger crianças e adolescentes hum o Entrevistador Pode informar que irá ficar com uma prancheta caderno ou bloco de anotações na mão e consequentemente vai anotar algumas informações sem perder o contato ocular o contato visual com essa criança que essas anotações elas são muito Breves são anotações muito pontuais construção da empatia é segunda Fas do primeiro naa f
de conção da empatia conhecida também como Fas de ró Engajamento Inicial objetivoa etapa é estab a empatia que é componente essal da entrevista foro cuidado não abem ping pong é o maior vício e o maior risco que eu percebo nos entrevistadores ou até nos magistrados que executam esse procedimento um ping-pong ali se eu fosse iniciar essa fase com clens por exemplo eu iria dizer pro CL clens Me conta o que você gosta de fazer No seu dia a dia o clich diia me contar e eu i escutar dizendo Aham entendi Me conta mais me conta
tudo Aham entendi Conta mais me conta tudo o meu papel aqui não é o clen dizer para mim olha eu gosto de assistir televisão aí eu faço uma pergunta e o que você assiste a criança diz eu assisto desenho aí eu faço outra pergunta e qual desenho a criança diz eu assisto o desenho do homemaranha você pergunta que outros desenhos Você assiste eu assisto o Desenho da Peppa Pig você pergunta você assiste com quem isso é um pingpong nosso papel não é adotar uma abordagem ping-pong Tecnicamente você não estimula a verbalização da criança as formas
que a gente tem de estimular a verbalização da Criança é pedir a essa criança que me conte tudo me conte mais ela me contou um assunto me contou me respondeu uma pergunta Me conta mais me fala tudo e você deixa a criança falar Entenderam pessoal eu não posso adotar aqui uma abordagem ping-pong porque ela é pouco produtiva e ela não estimula a verbalização da Criança e cria um vio nessa entrevista cria um forte viés nessa entrevista a abordagem deve ser sempre com perguntas abertas com muita paciência e disponibilidade de tempo para responder você precisa ter
uma certa paciência para responder essa criança consequentemente É importante não ficar interferindo na fala dessa criança porque necessariamente você pode trazer interrupções na espontaneidade do que ela está te contando ou te [Música] falando aqui você pode dizer para ela agora eu quero te conhecer melhor agora eu quero te conhecer mais me conta como você é o que você faz no dia a dia me conta as coisas que você gosta de fazer ou que você gosta de brincar E aqui você vai estimulando essa criança a trazer uma narrativa aberta tá no caso de crianças em idade
pré-escolar o entrevistador pode envolvê-las em uma atividade apropriada como desenho manuseio de massa de modelar jogo de quebra-cabeças para estimular que essa criança se envolva na narração do que ela tem para falar tá esses ambientes esses recursos que são trazidos no contexto do depoimento especial precisa que a criança ela se Sinta interessada em falar com você então o uso de recursos materiais permite que a criança e entrevistador se envolvam inicialmente em uma conversa sobre assuntos do ambiente em que eles estão envolvidos e inseridos fase de regras básicas fase de regras básicas O objetivo dessa é
mostrar que as expectativas que norteiam entrevista forense diferem das regras implícitas de muitas conversas entre adultos e crianças ou Adolescentes é o nosso papel aqui pode ampliar a compreensão da criança ou do adolescente sobre os requisitos de participação em entrevista forense é um aspecto importante porque vai delimitar o estilo de conversa que você vai ter essas regras podem ser informad e exercitadas com a criança ou adolescente imediatamente após a introdução ou período de constução da empatia e avaliação da linguagem crianças mais jovens ou mais Colaborativas podem se beneficiar da oportunidade de praticar essas regras o
entrevistador deve dizer paraa criança ou para adolescente que no tipo de conversa que eles vão ter tudo que ela tiver para contar é muito importante para ele ouvir nós estamos exercitando o que chamamos de transferência de de controle então eu chego por exemplo para a Clara digo assim para ela Clara eu não sei das coisas que aconteceram com você ou do que você tem Para me dizer aqui hoje só você sabe o que aconteceu e o que você veio me falar aqui hoje então tudo que você me falar vai ser muito importante para eu ouvir
me diga tudo mesmo aquelas pequenas coisas que podem parecer sem importância Elas serão necessárias para que eu possa ouvi-las a gente não tem um conjunto pré-determinado de regras é importante dizer que nem um número ou uma ordem pré-estabelecida elas podem variar e podem também ser relembradas na etapa de Esclarecimento no estágio dois elas não são estáticas elas não acontecem apenas aqui verdade ou realidade é muito importante a primeira regra você dizer para essa criança é muito importante você me dizer apenas as coisas que aconteceram com você OK tudo bem nós conversarmos assim aí a criança
tem que te sinalizar se entendeu ou se não entendeu aqui o propósito é deixar claro para ela que você quer ouvir apenas sobre a verdade a verdade dos Fatos você não pode falar pra criança da seguinte forma ah suponhamos Clara você não pode mentir aqui porque essa abordagem é coercitiva então a forma que você vai dizer PR Clara é Clara é muito importante que eu possa ouvir a verdade sobre o que você tem para me dizer Ok então todas as informações que você tem para me falar precisa que sejam informações verdadeiras para que eu possa
ouvir o Que você tem para me dizer aqui hoje podemos conversar assim aí você abre uma breve pergunta para essa criança a segunda regra é a regra do corrija-me tem a regra da Verdade realidade a segunda é a regra do corrigem você sabe mais do que eu sobre as coisas que nós vamos conversar hoje é importante que eu entenda tudo que você tem para me dizer se eu disser que eu entendi que você gosta Aí você vai falar Uma coisa que a criança não te disse vamos supor que a criança no começo da construção da
empatia falou PR você que gosta de brincar de boneca aí você vai e diz assim se eu disser que eu entendi que você gosta de brincar de futebol o que você vai me dizer aí essa criança tem que corrigir Não eu não te disse que gosto de brincar de futebol eu te disse que gosto de brincar de boneca muito bem então quando eu te disser algo que não foi aquilo que Você me disse você pode me corrigir Ok E aí você trabalha com essa criança a regra do corrija a segunda regra a terceira na verdade
a regra do Não chute ou do não invente agora Clara se eu fizer uma pergunta e você não souber uma resposta não chute não t adivinhar me diga apenas o que você sabe ok Aqui é o momento de você treinar com ela é o momento em que você vai dizer o seguinte se eu perguntar para você Clara O que foi que eu no meu café da manhã o que você vai me dizer clara ela tem que dizer o quê Eu não sei o que você tomou no café da manhã é o que ela precisa te
dizer se a Clara disse assim ah eu sei que você tomou café com pão manteiga aí é o momento de você dizer Clara mas você não sabe quando eu fizer uma pergunta que você não souber a resposta você pode me dizer Lucas eu não sei te responder ok podemos conversar dessa Forma e a última regra a regra do não entendi a regra do Não entendi você vai pedir para essa criança dizer para você quando ela não entender o que você perguntar para ela então você diz para ela se eu fizer uma pergunta e você não
souber o que eu estou perguntando você pode dizer eu não entendi e eu vou perguntar de um jeito diferente se eu perguntar qual a sua Cica o que você você vai me dizer a criança tem que dizer ah eu não entendi a sua pergunta Aí você diz muito bem agora eu vou te fazer uma pergunta de um jeito que você vai entender Qual a cor dos seus olhos tá nós vamos fazer um treino em dupla viu pessoal mas antes do treino em dupla vocês vão ter 10 minutos para vocês revisarem essas três fases no protocolo
eu vou mandar o slide agora para PR vocês também lá no sistema para vocês revisarem essas três fases do protocolo porque eu vou sortear eu vou sortear um entrevistador e eu vou sortear um Entrevistado entre vocês que estão aqui a gente vai treinar e eu vou fazer a as observações Tá bom mas antes nós vamos ter 10 minutinhos para revisar isso são 15:36 eu vou colocar os slides agora para vocês lá no sistema eu pensei até que eles já estivessem lá os slides não estão lá não estão pessoal os slides estão no sistema viu Gente
slides já estão lá no sistema então podem baixar os slides e revisá-las tá já voltamos 10 minutinhos para vocês fazerem essa revisão pronto pessoal voltamos agora eu vou fazer o sorteio de quem vai ser o entrevistador Tá bom olha só coloquei o nome de todos vocês aqui no site e vou sortear agora o primeiro que sair vai ser o entrevistador Priscila prisc você vai Ser entrevistadora entrevistado vai ser ou entrevistada vai ser Clara Clara será entrevistada tá é importante deixar claro que o entrevistado não vai fingir ser criança não vai fing que foi vítima de
vicia tá entendendo Clara você ouviu o que eu falei Clara você não vai fingir ser criança não vai fingir ser vítima de violência você vai falar como sendo você mesma tá bom mas a Priscila ela vai te fazer Orientações sobre os teus direitos como se você fosse uma criança tá bom Cadê ela Priscila tá conseguindo me ouvir você Clara sim eu não tô vendo é a Priscila Aqui deixa eu sortear um novo nome então acho que a Priscila saiu o próximo nome que saiu foi hawei hawei você nos escuta como é que eu pronuncio o
seu nome hawei é o nome do computador meu nome é Ana Laura ah Ana Laura eu não consegui mudar esse negócio Ah tá certo você é de onde Ana Laura eu sou defensora pública de da pedra Ótimo então você leu os slides você eu vi que você chegou depois né Isso tava em audiência e eu tava tentando ler os slides eu é mas na verdade assim né eu eu sou eu sou defensora eu nunca vou ser entrevistadora talvez seria melhor que alguém que seja psicólogo ou assistente Social faça treino é verdade faz sentido Então deixa
eu fazer o sorteio de novo Luciane Luciane você foi ass sorteada você tá aí Luciana tá aí a gente tá não escuta você seu áudio tá bloqueado Oi professor Boa tarde Oi boa tarde Sim estamos sim então eu vou pedir agora para todos desligarem a câmera só fica ligada a câmera Luciana e a Clara Você terá 10 minutos viu Luciana para fazer a abordagem dessas três fases eu sou entrevistadora Então é isso é exatamente Ok eu respondo normal né como como uma pessoa adulta uma pessoa adulta ótimo isso Marin você pode ligar a câmera pode
começar Luciana Olá Eh boa tarde o meu nome é Luciana Boa tarde o meu nome é Luciana eu o meu trabalho aqui é conversar com Pessoas eh crianças e adolescentes todos os dias sobre as coisas que acontecem com ela Como é o seu nome meu nome é Clara e como você gostaria de ser chamada Clara Clara mesmo Pode ser Clara eh Clara assim aqui nós vamos conversar eh nós vamos conversar eu gostaria conhecer melhor né tá travando para mim eu não tô conseguindo te ouvir Direito tá eu eu começo de novo Professor Eu te escutei
Só não te escutei a a a pergunta que tu fez eh eu continuo da onde eu parei Professor isso bom então Eh agora que que eu nós começamos a conversar Eu gostaria de te conhecer melhor me conta um pouquinho mais sobre você das coisas que você gosta de fazer no seu tempo livre muito bem então no meu tempo livre Geralmente eu gosto de estar com minha família né gosto de sair paraa igreja gosto de sair para restaurante então geralmente no meu tempo livre aí eu gosto de estar mais com minha família Entendi deixa eu te
falar uma coisa eh enquanto nós estamos conversando aqui nós vamos essa nossa conversa vai ser gravada né Para que depois a gente possa Eh caso se esqueça de alguma coisa rever tudo isso mas você não precisa se Preocupar porque isso só vai ficar disponível paraas pessoas que estão envolvidas nesse nessa situação aqui eu queria te alertar que nas na outra sala sala aqui ao lado tá o juiz o promotor o defensor público e os assessores do o juiz tudo bem para você sim tudo bem E agora me diz uma coisa eh Você tem algum bichinho
de estimação Tenho tenho sim é o Apolo ele é um cachorro e é o bebê da família Hum você me falou que tem um cachorro Que é o bebê da família não é isso além dele você tem mais algum bichinho de estimação não Só ele mesmo Hum entendi agora para essa nossa conversa acontecer tem algumas regrinhas que eu preciso dizer tá bom elas são muito importantes eh falar a gente deve falar somente a verdade somente aquilo que de fato aconteceu é importante te falar também que a gente não deve chutar não deve inventar se houver
alguma coisa que eu pergunte a você e que você não saiba Você diz para mim Luana eu não sei se eu falar alguma coisa para você que não tenha sido aquilo que você me disse ou então eu não que eu não eh falei correto você pode dizer olha Luciana Não foi isso que eu falei se eu fiz uma pergunta para você e você não entender você pode dizer Luciana eu não entendi que aí eu vou tentar eh ver uma outra forma de perguntar para você tudo bem Você tem alguma coisa que você gostaria de me
perguntar não não tá tudo Tranquilo Professor acho que é só isso né A primeira fase Oi então parabéns parabéns Luciana Parabéns Clara vocês conseguiram Conduzir de forma satisfatória as três fases eu vou fazer algumas observações no sentido de aprimorando a abordagem viu Luciana Sim professor quem quiser já pode ligar as câmeras por exemplo você começou muito bem você disse Olá boa tarde o meu nome é Luciana como você prefere ser chamada Aí teve um momento que você disse assim o meu trabalho é conversar com crianças e adolescentes sobre coisas que aconteceram com elas a minha
sugestão é que onde você fala sobre coisas que aconteceram com elas você já dá a ideia de que ela tem ali uma coisa para te dizer que aconteceu com ela e pode ser que num depoimento especial aquela alegação tenha surgido mas o fato não tem acontecido então no lugar de aconteceram Você pode substituir o meu trabalho aqui é conversar com crianças e adolescentes sobre o que eles têm para me contar sobre o que eles têm para me dizer eu estou aqui para ouvir tudo que você tem para me contar tudo que você tem para me
dizer E aí uma outra observação é que você conseguiu adentrar sobre os assuntos neutros da construção da empatia mas criou um ping-pong ali você perguntou Você tem cachorro tenho qual cachorro aí ela disse tem só um tenho Então o ideal é você dar espaço para ela falar Me conta mais o que você faz com seu cachorro e aí deixa ela falar Ah eu gosto de brincar com ele eu saio com ele ali o propósito é deixar ela falar o máximo possível tá para estimular o que nós vamos precisar que ela nos traga e são detalhamentos
e informações na fase posterior então de forma geral Você conseguiu apresentar as regras básicas também a minha outra sugestão É treinar essas regras Básicas sabia que quando eu dis disse é algo que você não entender você pode me dizer Luciana eu não entendi que aí eu vou te fazer uma pergunta para você entender melhor se eu te perguntar qual a sua coco léc o que você vai me dizer ela tem que dizer Luciano Eu não entendi é você muito bem então eu vou te perguntar agora qual a cor dos seus olhos e aí você pode
me responder se você entender então nas regras básicas a gente explica E treina porque isso fica Mais fácil de se sedimentar na cabeça da criança tá bom você já fez depoimento especial Luciana já só que eu tenho um protocolo eu tenho eu tenho uma prancheta com os passos para seguir então falar só de uma vez assim fiquei meio perdida e assim como foi tudo muito rápido né a a preparação porque geralmente quando eu faço eu estudo processo com uma semana cada pouquin aí eu faço um resumo de tudo aquilo que foi de eh o um
roteiro o que Que eu tenho que falar porque aí eu vou adaptando de acordo com a vítima que eu vou receber levando em consideração à idade à linguagem né tudo que eu vou falar com relação àquele momento então eu faço um eu faço Tipo uma um uma lista dos pontos que eu tenho que falar do que eu tenho por exemplo se for uma criança muito pequena eu não vou falar a respeito da da questão ah você tem direito Assessoria Jurídica você tem direito a questão eh eh do psicólogo da Assistência Social aí essas coisas eu
adaptando eu lhe perguntei no começo com relação às pessoas neuróticas porque eu fiz um um um uma entrevista com uma m né não tinha diagnóstico não tinha laudo na verdade mas quando eu recebi eu observei que ela tinha uma deficiência intelectual né E aí eh eu fiquei eu digo bom e mais interessante professor é que que ela tinha 25 anos ela ficou grávida do Estupo né ela teve tinha já tinha tido a criança mas ela não conseguia se reportar a criança como filho né então e tudo isso eu acabei me deparando no ato do depoimento
né É mas antes é importante quando você já tem informação no processo que ela tem deficiência intelectual Antes Você Precisa conversar com a responsável que levou ela até ali pois é mas para você saber se ela se comunica se ela fala se ela fala muito se ela fala pouco se ela fala sobre o Assunto entendi e inclusive não tinha Professor eh nada referente a isso era de uma Eu trabalho numa vara especializada em crimes contra criança e adolescente era uma vara criminal comum né que foi solicitado que o entrevistador fizesse e lá no momento foi
que a mãe me disse olha ela tem ela tem uma deficiência Zinha intelectual e aí eu f no processo não tinha isso no processo não tinha a única informação que eu tinha professor é que tentaram Ouvi-la duas vezes e as duas vezes uma ela chorou muito e não conseguiu falar a segunda vez ela também teve uma crise de choro defecou na roupa e por isso eles solicitaram que fosse feito através de depoimento especial né e assim Sim foi eh Na verdade eu acho que toda a entrevista ela é Um Desafio porque nunca são as pessoas
não são iguais né ainda mais criança então a gente sempre é sempre Como Se Fosse a Primeira Vez sim então é por isso que eu faço essa minha Listinha daí eu vou ticando e de acordo com o que eu leio eu preparo essa lista vamos dizer assim no caso dessa moça especial como não tinha nada referente a isso eu pedi permissão para magistr tá falhando seu áudio tá falhando mãe e a jovem partir daquela magistrada né e pedir permissão para que eu recebesse a jovem com a mãe na entrada do fórum e a partir D
nós víamos conversando né E aí eu fui tendo noção De que com quem eu iria conversar né com quem quem eu iria entrevistar E aí eh até o protocolo tive que fazer uma adaptação porque tinha coisas que ela não compre né E aí eu comecei a fazer antes disso para saber até que ponto Ela poderia falar tem uma uma estratégia que eu uso que eu conto como é que o que é que eu faço desde a hora que eu acordo né até a hora que eu chego no fórum E aí eu tento mais ou menos
Explicar a dinâmica dessa desse desse dessa desse relato né queela conte tudo que tudo é importante até as coisas que elas nós vamos falar sobre isso Luciana a nossa segunda aula é para entrar nesses por menores viu entendi entendi então é mais ou menos isso Professor tá OK Até porque isso já tem no protocolo que você nos trouxe já é informação que o protocolo já oferece entendi entendi vi Viu então tá de parabéns parabéns Luciana Parabéns Clara pela entrevista turma perguntas nós vamos ter na nossa próxima aula sexta-feira um treino nesse treino vocês vão fazer
as cinco fases e vão ter como tarefa analisar a entrevista do colega que fez Então nós vamos fazer cinco fases e a gente vai analisar se elas foram feitas corretamente perguntas até aqui pessoal eu sou queria perguntar porque às vezes a criança não quer falar sem que a mãe esteja do lado e você orientou que ela esteja pelo menos a 1 m Ali de distância e o que que a gente faz se ela quiser muito que a mãe fique com ela não deixa a gente vai dizer para ela não deixa a gente vai dizer para
ela Clara a sua mãe vai ficar sentada aqui fora na hora que você abr a porta olha vamos abrir a porta para você ver aí você fecha e abre a porta quando tá você abrir a porta sua mãe vai estar aqui te esperando então a gente vai ter uma conversa aqui dentro e sua mãe espera você não deixa Doutora porque as Iniciativas de colegas que já tentaram deixar um adulto dentro da sala foi desastrosa foram desastrosas as entrevistas o a criança não queria falar o adulto ficava interferindo bora Fala conta aquela história do que o
Fulano fez contigo conta porque aqui tu veio para contar história o adulto não fica calado Você pode até dizer para ele olha não fale nada Fique em Silêncio mas quando a criança muitas vezes deixa de contar uma parte da História o adulto vai lá e dizer Ei aquela parte da história que você me contou Então não é produtivo a gente não tem previsão protocolar paraa presença de terceiros no depoimento especial então esses dois pontos são muito fortes nem tem previsão protocolar para presença de terceiro depoimento especial e nem empiricamente tem sido exitoso esse tipo de
procedimento na presença de um adulto você tem que trabalhar ali o raport para Que a criança antes depoimento especial se sinta à vontade em brincar com você uma macinha de modelar desenhar oquanto o adulto vai ficar esperando lá fora uhum tá bom perguntas até aqui pessoal turma se não houver nenhuma nós encerramos nos encontramos sexta-feira 2 horas para falar das duas últimas fases e treinar treiná-las tá aproveitem para rever os slides rever o protocolo vai ser muito importante pro Nosso treino Tá bom então até sexta gente tchau tchau tchau Professor tau tchau obrigado tchau pessoal
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