Eu tô Há dias me preparando para ter uma conversa com a minha filha Ana bem há dois anos eu e a mãe dela nos divorciamos a separação Até que foi amigável conversamos com a Ana na época ela tinha 12 anos e explicamos que nada com ela tinha mudado mas não foi fácil a Ana ficou dia sem conversar comigo as notas escolares despencaram para completar ela tava no início do adolescência foi complicado Mas aos Poucos tudo foi voltando ao normal só que desde quando eu comecei a namorar a Beatriz há um ano minha filha que agora
tem 14 anos se revoltou tá no auge da adolescência não quer conversar você tranca no quarto fica horas no celular Ai que fase quando ela vai para minha casa ela não facilita as coisas para Beatriz que tenta uma brecha mas não tem a menor chance Eu amo a minha filha mas também ama Beatriz eu sinto que eu tô pronto para ter algo mais sério eu já decidi que eu vou pedir a Beatriz em casamento o meu medo é com a Ana a reação dela me deixa muito preocupada mas também não é justo né eu parar
minha vida eu não tenho ideia de como é que eu vou contar para Ana eu não sei mais o que vou fazer com meu filho será que ele viu que eu estava chorando desculpa mas poderia ser o meu sobrenome Demais se eles tivessem tido a minha educação sinto que lá vem história como lidar com a responsabilidade de educar uma tarefa que é diária e não nos dá garantia nenhuma de sucesso partimos de histórias fictícias que são super reais para falar dos Desafios vividos pelas famílias sobre educação cuidado relacionamento e todos os afetos que atravessam essa
jornada eu sou Joana London e eu sou Renata schida do laboratório Inteligência de vida livre programa de educação emocional presente em Várias escolas do Brasil que ajuda os estudantes a conhecerem sobre os seus sentimentos e desenvolverem habilidades para a vida no podcast sinto que ela vem história vamos conversar com convidados sobre situações que com certeza você já passou sem julgamento [Música] Olá minha gente sejam bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast a gente já Tá com o nosso terceiro episódio no ar se você não ouviu corre lá para ouvir os outros dois que estão
disponíveis primeiro obviamente queria cumprimentar a minha companheira e parceira Rê Renata que tá aqui do meu lado Olá gente Oi Jô é um prazer estar aqui mais uma vez muito feliz assim da gente poder alcançar mais famílias para falar desses assuntos que abrangem aí o que a gente tá chamando de educação só se emocional mas que podem ter outros nomes das Crianças e dos jovens o tema de hoje ele é bem fundamental porque na verdade ele pode ser base para muita coisa acho que toda a família já passou por uma situação como essa ou vai
passar várias vezes na vida né desde criança pequena até a idade adulta que na verdade assim como é que a gente conversa temas delicados como é que a gente consegue conduzir conversas que a gente acha difícil É sempre um motivo de dúvida sempre um motivo apreensão para muita Gente que acaba adiando a conversa ou quando não se vê mais com saída se atropela E aí depois se arrepende do jeito que conduz do que fala então hoje a gente vai tratar desse assunto e temos uma pessoa especial hoje né Jô temos uma pessoa especial essa convidada
ela é especialista no tema antes dela Se especializar a gente sempre gosta de contar um pouquinho como ela era como aluna né E aí como a Luna essa convidada era muito conversadeira eu não posso nem Imaginar eu imagino Eu imagino nem imagina ela falando à beça eu escuto menos essa pessoa como aluna Apesar de muito conversadeira tinha uma facilidade muito grande de aprender então era bastava aquela lidinha assim no conteúdo que ela ia bem nas provas o que provavelmente deixava os próprios professores de cabelo em pé né como é que essa menina fala pra Carol
ainda vai bem na escola e antes de disciplinas favoritas dela era História literatura E aí não a ela se tornou essa referência acho que para o Brasil inteiro de uma grande escritora psicanalista Educadora parental comunicadora e autora de livros que são muito inspiradores assim Acho que não só pelas temáticas Mas pela linguagem excessiva que você traz né temas tão relevantes você vê que as famílias se conectam muito fácil com o que você tá falando então a gente está bem honrada de ter aqui a escritora de conversas Corajosas porque gritamos educação não violenta eles ama Santo
ai gente que delícia tá aqui Que ótimo enfim sou super parceira do livre tenho maior orgulho disso adoro vocês duas estão maravilhosas como podcast hahaha meu Deus estou arrasando e vai ser ótimo a gente começar sobre as conversas difíceis que a gente foge tanto nas famílias e que são tão importantes para construir relações mais fortes para a gente melhorar a comunicação e o Relacionamento na forma geral né já tô com o coração quentinho aqui para poder começar esse papo que eu acho que se toda conversa é difícil fosse com Elisama Acho que tudo tivesse do
nosso lado antes da gente precisar ter uma conversa diferente quando as pessoas veem te procurar para falar assim nossa isso aqui é um assunto difícil não sei como começar preciso falar sobre isso e eu não sei se vai acontecer alguma coisa se eu falasse se Eu tocar nesse assunto normalmente que temas são esses e quais são as fantasias dessas famílias né Então quais são os temas que eles têm mais dificuldades famílias tem mais dificuldade de abordar com seus filhos e por que que você acha que eles sentem tanto essa dificuldade Olha eu acho que os
temas eles são os mais diversos cada família tem o seu calcanhar de Aquiles né tem aquele tema que é um tema meio Nossa esse é um tema que a gente não fala muito mas roda Muito em torno de sexualidade as famílias assim muita dificuldade de conversar sobre isso principalmente porque nós não temos referências temos votados a conteúdo emocional de uma forma geral ah terminou com tá apaixonada tá apaixonado brigou com um amigo tá ansioso ansiosa por conta de uma prova são assuntos que parecem simples de alguma forma porque eles acontecem todas as casas mas a
gente não consegue falar sobre eles e como eu Disse eu acho que uma das nossas maiores dificuldades é a falta de referência nós ou a maioria de nós passamos Pelas nossas infâncias e adolescências sem ter com quem conversar assuntos difíceis então eu me lembro de muitas vezes sem estar diante dos meus pais querer falar algo para eles mas eu tinha tanto medo da punição da reação de temperada de acharem que eu era culpada pelo que quer que fosse que eu calava não era seguro falar sobre a minha emoção Então nós não Temos a referência de
como é estar no lugar seguro para ser ouvido e a conversa a conversa não é só sobre o que você fala conversa principalmente sobre como você escuta Então os pais têm uma preocupação muito grande em fazer a coisa certa na hora de conversar e a gente tem a nossa segunda maior dificuldade a gente não quer vulnerável na conversa eu quero chegar na conversa com meu filho com a minha filha tenho certeza do que eu vou falar tenho Certeza de como eu vou reagir ao que essa criança vai me falar oi esse adolescente vai me falar
eu não quero a vulnerabilidade de não saber talvez o que meu filho a minha filha vão me trazer me deixe no chão me deixa completamente sem saber o que falar não me dê nenhuma opção de como ajudá-lo talvez a minha única ajuda seja escuta mas nós não queremos isso a gente quer ter certeza a gente quer dar uma resposta a gente acha que é esse o nosso Papel então nós evitamos algumas conversas e isso é trágico porque porque a gente deixa a criança adolescente sozinha com a dor deles não sei começar sobre isso então você
fica com a sua dor e a gente finge que não existe esse é o nosso pacto familiar que é o pacto que existe muitas famílias a gente sabe que existe sofrimento ali mas Nenhum de Nós vai conversar com ele que nenhum de nós sabe o que fazer e não é sobre eu saber o que fazer se eu entendo que a conversa É difícil ela faz parte da experiência humana que eu não tenho que saber o que fazer que talvez meu filho precisa minha filha precisa é companhia saber já vou para essa conversa de um jeito
diferente sabe é muito interessante isso que você fala Eles amam porque eu acho que primeiro a gente entende a ter essa percepção né que o adulto vai ter que trazer uma pauta difícil mas também quantas vezes não é a própria criança ou adolescente que traz Até no momento Inesperado E aí por isso essa dificuldade de estar vulnerável algum tema difícil e como a gente quer ter esse controle enquanto adulto dia como que vai ser essa conversa né O que que eu falo qual é a reação dele como eu reajo a reação dele e na verdade
não existe nenhuma fórmula de bolo né para isso acontecer querer te ouvir um pouco sobre essas fases do desenvolvimento porque muitas vezes a gente acha que as crianças não estão Preparadas Principalmente quando a gente fala de criança as crianças não tão Preparadas ou é mais sobre a forma que a gente vai falar é melhor não falar então se a gente acha que elas não estão Preparadas gente que perguntas maravilhosas né eu me pergunto se a vida espera a hora certa para que essas coisas aconteçam com a gente Seria maravilhoso em Um Mundo Ideal que a
gente não precisasse conversar sobre a morte com as crianças porque ninguém morresse perto de nós ou Que elas não fossem rejeitadas nuncas na festinha da escola ou que os casamentos não acabassem seria muito mais fácil a gente não tivesse nenhum problema para conversar com as crianças talvez elas não estejam prontas para viver aquilo e elas vão viver sem estarem prontas e a gente ajuda a criança a ver aquilo mesmo que seja precoce que ela tá vivendo então no momento de conversar com a criança sobre os temas difíceis é um momento que a vida vai pedindo
isso que A criança vai demonstrou interesse em saber o que as coisas acontecem perto dela A grande questão não é o que a gente dá nome para as coisas como a gente dá esse nome eu sempre digo que nós todos temos um contador de histórias em nossa cabeça no computador de histórias que essa voz que está narrando a realidade nós não vivemos o que acontece nós vivemos porque a nossa mente logística que acontece né se eu deixo a criança sozinha com o que está Acontecendo é somente vai conversar com ela sozinha e ela vai estar
solitária nessas conclusões Que essa mente está dizendo para ela quando eu com a criança eu explico e eu puxo esse tema difícil e eu escuto eu pego essa voz e eu deixo nojo mas essa voz sozinha mas agora tá acompanhada Dentro da Cabeça dessa criança tem uma outra voz falando com essa criança também sobre a realidade eu tô ajudando essa criança a entender a realidade mas nós não deixamos que as Crianças elaborem a dor a gente tem muito medo dos temas difíceis a gente quer fugir da Criança e da dor e do desconforto o tempo
inteiro eu me lembro quando meu filho meu filho tinha cerca de 2 anos 3 anos meu marido sofreu um acidente de carro com ele nada muito grave mas bateram no carro da gente e o meu filho repetiu o tempo inteiro tava com o papai no carro e bum barulhão e bateu e eu via com os adultos próximos aquela vontade de calar foi bater mas tá Tudo bem tá tudo ótimo você tá bem Papai tá bem passou mas se ele tava falando não tinha passado se ele estava repetindo eu não tinha passado eu falava gente deixa
ele repetir ele precisa elaborar deixa ele falar e falar e falar e falar até ele encontrar um lugar dentro dele para colocar essa história se essa história tá aqui na mesa é porque ele precisa olhar para essa história a gente não quer olha a gente quer a conversa Perfeita para esconder aquela história para sempre necessário esse ajuste da nossa expectativa nós não encontraremos o jeito ideal e perfeito pra ter aquela conversa que vai arrancar a dor no nosso filho para sempre Talvez o que eu vou precisar ter com essa criança não conversas várias delas repetidas
vezes inúmeras vezes em que essa criança vai repetir aquilo várias vezes vamos começar sobre morte com meu filho vai ser uma vez só e ele vai Entender a gente nunca mais vai falar sobre isso não eu tive uma conversa sobre morte com meu filho quando ele tinha quatro e outra conversa diferente quando ele tinha cinco e uma conversa diferente quando ele tinha 10 cada situação da vida nós estaremos conversas diferentes com as nossas crianças mas nós precisamos estar atentos e tem uma atenção não é somente o que a criança diz e pede para você conversar
ou tem algo que mora não dito que é algo no Comportamento tem algo que mora na unha ruída tem algo que mora no xixi que voltou a fazer na cama tem sinais da necessidade da conversa difícil que eles não serão verbalizados não virão para o consciente para criança chegar para você falar mãe então eu tomei um nervosa esses dias eu tô gritando com meu irmãozinho Estou batendo nele e não tô mais indo para escola porque eu tô ansiosa você se separaram eu tô com muito medo não não vai ser assim é o Nosso papel enquanto
adultos estarmos atentos ao não dito a necessidade dessa conversa que normalmente eu arrisco dizer não vai ser puxada pela criança quando a criança chega a te falar o que ela quer o que ela tá sentindo teve muito sinal que já passou um pouquinho antes sabe então nós precisamos entender o momento da conversa que vem muito da Gente eu tenho que perceber cara ele tá me pedindo uma conversa sem usar nenhuma palavra ela tá me pedindo uma conversa Não me falou nada mas é esse comportamento a carência tem faz que a criança grudada no seu tempo
inteiro até mais chorosa cara ela tá tipo pedindo alguma coisa o que que eu não tô vendo porque pai e mãe quando eu falo dá logo siricutico né ah mas como é que eu vou perceber como é que eu vou saber não passo a passo não tenho manual Cadê o manual o passo a passo é vulnerabilidade está presente está atento está atenta é nosso papel enquanto pais e mãe estamos Atentas o quão é importante a gente complexificar a própria ideia de conversa porque eu acho que conversa a gente sempre imagina uma coisa formal que que
envolve essa conversa né assim a escuta é parte da conversa então a conversa não é só o que é dito é o que é ouvido não dito também é parte de uma conversa o silêncio é parte de uma conversa né porque às vezes a gente ouve alguma coisa dos nossos filhos e a gente já fica nessa expectativa assim da Resposta mas às vezes quantas vezes é o silêncio mesmo se colo tipo esse acolhimento ou até um retorno tipo eu não consigo te responder agora eu preciso pensar como é que isso bate em mim também para
criança é duro não perceber que a família não consegue suportar esse não saber ou que a conversa a gente tá chamando de conversa difícil mas Mas é difícil para quem que muita muitas vezes a conversa é difícil é para família pai para mãe para avó Para os adultos e não para criança né E aí a criança percebe que é difícil para o adulto e acaba deixando de falar talvez algo que seja importante para ela com medo de desestabilizar o próprio adulto eu tava pensando nesse lugar da experiência de separação dos Pais é muito interessante assim
né porque muitas vezes a conversa é um alívio a gente acha que a conversa é o momento mais difícil mas na verdade tem tanta coisa já sendo dita naquela casa naquele Ambiente que na verdade a hora que aquilo se concretiza enquanto conversa apesar de ser muito difícil às vezes para os adultos nomearem aquilo para a criança aquilo chega como tipo Nossa até que enfim alguém me disse que vai acontecer porque a própria morte do jeito que você tá lá acompanhando sei lá tipo alguém que tá doente há muito tempo e aí fica aquela atenção na
casa e quando aquilo acontece Nossa alguma coisa me foi dito né porque eu não sou Envolvido no processo enquanto criança muitas vezes ninguém vai me dando ali uma atualização do que tá acontecendo mas quando a coisa dita aquilo ganha um lugar ganha um sentido também né E a nossa tendência ela é pior a gente mente para criança não é só não falar a gente nega a percepção dela Tá tudo estranho você falar não tá tudo certo eu tô bem tá tudo normal ela tem uma percepção muito boa de mundo gente as crianças elas observam o
nosso rosto para Entender se algo é seguro não desde o dia que elas nasceram elas se conhecem todo na micro expressão dos Pais cara isso é segurança da natureza elas precisam observar cada detalhe do seu rosto então não mente Ela sabe que você tá preocupada ela sabe que você tá assustada Então se é um assunto que não vai conversar filho Estamos com problema familiar a mamãe ainda não consegue conversar com você sobre isso assim que eu conseguir eu vou falar com você vou Voltando no hospital vou voltar vai sair Mamãe eu tenho muita fé que
sim eu tenho muita esperança que vovó saia filho a gente não tem certeza mas eu tenho muita fé que sim você quer que eu vou saia porque você mais gosta de fazer com o vovô como é que você está agora o que você está sentindo em relação ou não tá aqui mas não vou tá ótimo ele vai sair E aí vai dar tudo certo não dá para prometer isso não dá para prometer muito além de não falar a gente engana a Criança a gente olha para ela e fala isso que você tá percebendo que você
tá sentindo que você tá vendo É mentira a Sua percepção tá errada não confia nela sabe isso é cruel eu lembrei agora de uma amiga me contava de uma aula que ela teve na faculdade de psicologia e ela dizia que a professora chegou na sala de aula com uma mala preta e pois a mala no meio da sala e deu a aula sem falar da mala e ela é uma aula inteira fez tudo na aula todo mundo olhando a mala todo Mundo olhava mala e ninguém entendia no final da aula um aluno falou professora por
que você trouxe essa mala pelo amor de Deus me fala o que que você fala e ela falou então a gente tá aqui todo mundo viu a mala todos vocês estavam incomodados com a mala e ninguém falou sobre a mala isso aqui é problema familiar é esse é o símbolo todo mundo vê todo mundo sabe que existe e ninguém fala nada tem a mala preta na sala cara Alguém tem que falar sobre ela porque a Criança tá vendo a mala não adianta você falar ela não é preta ela é linda ela é Florida eu almofada
é um unicórnio na mala não é uma mala tá vendo que é uma mala preta fala com ela o que tá acontecendo ali e se você não tá pronto não tá pronta para falar sobre aquilo filho é esse é um assunto que dói a mamãe não tá conseguindo falar ainda não é sobre você você não fez nada de errado a mamãe tá com outros problemas o papai tá com outros problemas porque a gente Ainda tem essa percepção infantil de que fui eu fui eu enquanto criança que causei a separação dos meus pais se eu tivesse
ficado quieta meu pai não tinha ido embora Se eu não tivesse Brigado meu pai não tinha ido embora Esses dias estava conversando com uma amiga e ela me dizendo que por anos ela se culpou pelo casamento ruim da mãe dela com o padrasto Porque ela passou tanto tempo pedindo um pai que ela achava que aquele padrasto ruim que a mãe arrumou foi para Sanar o pedido de pai dela e ela se culpou uma vida inteira pelo sofrimento da mãe para um cara que batia na mãe porque ela falava a culpa é minha porque eu fiz
ela aceitar esse homem olha como é a nossa mente a mente da criança ela não é tão diferente da nossa como a gente acha então tá no centro fui eu a culpada não tem nesse pensamento mas ele é base lá para o meu comportamento vai ficar para minha vida ah Elisama eu tenho muito medo de Trauma vamos sanar esse medo agora você vai traumatizar estamos todos na mesma página Pronto agora a gente pode seguir a vida porque se o trauma o joelho ralado vão acontecer vai ter para Arca eu não tenho controle nas marcas que
vão ficar nos meus filhos mas a gente pode ter o cuidado a gente não deixa ralar o joelho de propósito né então vamos cuidar para não ralar esse joelho de propósito e se enrolar a gente vai cuidar se ralar vou reparar se ralar a Gente vai botar a pomadinha se precisar levar no médico a gente vai levar no médico ou cuidado não vou fingir que não está acontecendo Como foi o que doeu mais para a maioria de nós porque doa muito pra gente era solidão de não falar sobre essa dor de ter a nossa percepção
negada não você tá errado doeu mais em mim do que em você essas percepções isso que eu tô sentindo aqui é tudo mentira é mentira o que eu tô sentindo é mentira o que eu tô vivendo não é o fato do seu Pai ele dá a resposta não lhe dá a resposta como você falou a gente precisa complexificar O que é uma conversa os pais quando me procuram para falar sobre um problema de comportamento normalmente Ah mas eu já conversei tanto sobre esse tema E aí eu brinco né você conversou Você reprizou o seu irmão
da montanha porque tem diferença foi um monólogo né temos diferença assim dá um sermão converso falar é uma coisa conversar é um outro processo Você pode Ter dado a palestrinha tá tudo certo você dá sua palestrinha mas assuma eu dei uma palestinha para ele sobre isso não fale eu conversei com ele sobre isso porque a conversa tem escuta e a conversa ela tem algo que é muito difícil ela arranha a nossa imagem da gente mesmo porque quando eu converso eu me encontro com o jeito que o outro me vê não é o jeito que eu
criei de mim mesma eu descubro que talvez eu não seja essa mãe tão em prática quando eu acho Que eu sou que talvez eu tenha falhado naquele momento que meu filho minha filha precisa de um tempo para se recuperar da minha falha pra me olhar de novo de um outro jeito que eu não tenho controle do mundo e é muito difícil é muito difícil a gente Cara isso não ia lembrar a família lembrar que o filho família não é um potinho vazio que você vai colocando informação dentro né A família vai se deparar com uma
pessoinha ali que vai ter informação que chegou da Escola que viu na internet que viu dos amigos que tem os próprios sentimentos tem as próprias fantasias tem as próprias curiosidades interesses na hora de conversar poder assim de alguma forma preparado aberto disponível para receber uma surpresa porque no encontro com outro é sempre imprevisível por mais que seja o meu filho minha filha uma pessoa que eu conheço há muitos anos é sempre imprevisível a gente não pode conseguir visualizar o que que é outra pessoa vai Te entregar na hora que a gente se encontra poder talvez
chegar numa conversa com essa disponibilidade não é uma regra não é um manual como a gente tá falando mas talvez seja alguns indicativos daquilo que pode deixar um ambiente um pouco mais fértil para essa conversa então que outros adubos a gente poderia sugerir para esse terreno para que a conversa possa ser um lugar levantar e colher boas relações Eu adoro a palavra abertura que se utilizou eu Amo essa palavra essa abertura esse espaço esse assumir o meu não saber que tá tudo bem Tá tudo bem eu descobri algo de você que eu não sabia até
ontem gente a gente não se conhece vamos passar uma vida inteira para você conhecer o que eu sabia de mim tem hoje já pode estar diferente e essa abertura Ela é completamente contrária a nossa visão do que é para ser pai e mãe porque o que a gente aprendeu que pai mãe sabe eu conheço meu filho como ninguém e essa Arrogância de que eu te conheço não deixe espaço para te conhecer porque eu já sei você não tem mais nada de novo para me apresentar sou eu quem te falo quem você é então eu gosto
muito da palavra abertura e eu acho que a curiosidade é um excelente adubo para qualquer conversa essa curiosidade ela é o oposto da convicção que a gente tem de que eu sei porque você falou isso você falou isso que você é teimoso sempre foi assim desde que nasceu desse jeito você Sempre desse jeito você é assim você parece demais seu pai é esse problema igualzinho a família do seu pai toda assim você é igualzinho esse povo aí da família do seu pai igualzinho a família da sua mãe a gente tem essa tendência de amarrar a
conversa nas nossas certezas e a curiosidade ela te leva para outro lugar curiosidade O que será que ele tá sentindo para me dizer isso O que será que ele tá vendo para me dizer isso e que é importante para ele para ela para Ela tá agindo assim por que será que eu tô me sentindo assim diante do que ela tá falando essa certeza de que eu não sei só sei que nada sei né Essa abertura de que que eu não tô vendo aqui na nossa conversa por que será amo a frase me ajuda a entender
é uma das coisas que eu mais uso na vida é poder perguntar para a criança te fala uma coisa em vez de você falar não é assim é falar ué como é que você chegou eu tava relendo o livro da Conversa de corajosas é muito interessante porque várias vezes você coloca esse lugar do diálogo e quantas vezes essas conversas não estão tipo já nas Entrelinhas do que você fala todas as suas percepções e esse convite de tentar largar um pouco esses estereótipos E essas percepções e realmente está aberto para a conversa repare Quantas vezes o
pai e mãe fala porque você fez isso a criança faz por causa disso nada você fez porque o que Carga só que você perguntou você nem queria saber cara não tua mente vai contar a história solta historinha você não tem que estar agarrado nela essa é a minha historinha Ah que interessante essa minha historinha eu não somente cria historinha o tempo inteiro a gente vai continuar criando historinhas deixa ver como que é a realidade se apresenta qual historinha que meu filho vai me contar agora e eu posso compartilhar olha Aconteceu isso hoje na minha cabeça
Eu pensei que aconteceu por esse esse esse motivo mas eu acho que eu posso estar errada me conta como foi isso para você me ajuda entender porque que você falou assim eu me lembro de uma conversa que eu te vi com meu filho ele era muito novinho Ele tinha viajado e quando eu voltei tudo que eu pedi ele respondia meu ríspido e fazia tudo exatamente o contrário do que eu queria gente mas o que que seria tá rolando com essa criança né ele se acalmou sempre o Melhor momento de conversar com as crianças já estão
mas a gente acha que o momento na hora da briga não na hora da briga você ajuda a criança a respirar e se equilibrar pelo amor de Deus a gente não ensina nadar quem tá se afogando você não vê a pessoa se afogando olha para ela fala agora o braço direito respira Puxa você não faz isso não é você sabe que tá se afogando eu vou ajudar em um outro momento quando essa pessoa Tiver calma e tranquila vamos Aprender a nadar amor vamos começar a treinar começa difícil a mesma coisa criança lá surtada gritando amor
ajuda não se afogar vamos recuperar o ar recuperar o ar a gente vai ter essa conversa difícil mas calma chamei ele para conversar é filho eu percebi que eu tenho te pedido as coisas e você faz de outro jeito e você briga eu acho que você tá meio chateado comigo você me ajuda entendeu o que tá acontecendo quando eu te peço você pensa assim ela Não manda em mim e por isso que faz diferente aí ele parou Não é isso não Então tá quando eu te peço você pensa eu tô chateado com ela e vou
fazer de outro jeito pra ela ficar chateada também [Risadas] o nome disso ele comeu Vingança Todos nós temos desejo de vingança é normal às vezes a gente está chateado com a pessoa e a gente quer que ela fique chateada também e a vingança tem um problema porque a gente entra no ciclo de Vingança você tá chateado comigo e aí você se vinga e eu fico chateada com você e eu me vingo e a gente fica nesse ciclo aqui vamos entender vamos perceber quando vê a vontade de Vingança pra gente conversar porque é o melhor jeito
então a gente resolver conversando e por um tempo ele falava comigo quatro anos eu quero me vingar de vocês e a gente conseguia conversar sabe não vamos entrar no ciclo filho vamos sair dele vamos deixar ele governar Gente Esse ciclo essa vontade de se vingar e essa normalização do sentimentos tolos a gente não tem conversas difíceis é um outro adubo importante é entender que todo sentimentos são válidos e legítimos seu filho não vai sentir sua gratidão por você amor não vai sentir só amor não vai entender todas as suas boas intenções e te agradecer por
elas nem você por ele também vai sentir raiva de raiva vai ter vontade de se vingar vai sentir inveja a gente sente muito Inveja dos nossos filhos quando você olha pra criança e fala tá reclamando do queijo vocês sabiam quando eu era criança e a gente só comia queijo você tem um pouco de inveja dela naquele momento é um olhar de cara eu não tive isso como você tem ainda tá reclamando só percebe sobe você não vai deixar de sentir mas será que esse sentimento é o melhor guia para uma conversa para sua relação com
seu filho com a sua filha não não é o melhor alguém então tá então Vou me acalmava na volta aqui vou beber uma água vou filho não tenho como conversar agora cara filha agora não dá tô muito brava estou muito chateada preciso de um tempo quando a minha cama a gente conversa e é muito engraçado Meu filho uma vez tentou comer e falou mãe eu hein eu tenho uma coisa para te falar aí eu que ele você vai ficar muito brava mas aí você vai se acalmar a gente vai conversar [Risadas] Não sabe e aconteça
confiança não é aquela sensação de que a gente tinha a maioria de nós enquanto crianças e que eu quero começar mas ele vai me bater e a porta vai fechar exato aí que corre o risco né porque se a criança e adolescente não podem falar o que que tá acontecendo eles vão buscar em outro lugar mais uma vez a conversa nos mostra as nossas contradições a minha filha uma vez falou assim mãe eu oi você fala que quando eu quero muito uma coisa eu tenho Que defender o que eu quero eu é filho eu te
falo isso mas às vezes quando eu te peço uma coisa você fica brava me responde com grosseria e aí eu não gosto de falar com você o que eu quero Como assim filha me conta ah é porque às vezes eu falo uma coisa você faz assim ah Helena E aí você tá brava então você fala que eu tenho que defender o que eu quero mas você fica brava quando eu faço isso e cara na hora que ela falou isso nossa filha eu realmente faço isso às Vezes eu tô com pressa às vezes eu acho que
se eu querer não é para aquele momento e não uma cortada e eu faço isso sem perceber você me ajuda a perceber quando isso acontecer quando eu fizer de novo você me mostra que eu tô fazendo isso com você mostro E aí de momento que ela fala mãe você tá fazendo aquilo de novo eu falei com você você me respondeu com o dele você pode me dizer não de outro jeito porque eu falo com eles você não pode falar de outro jeito verdade Filha eu posso te dizer não de outro jeito gente é uma reconstrução
de mim mesma porque eu não quero ter que fazer isso é muito mais fácil eu falar eu sou a sua mãe e falo não do jeito que eu quiser para você mas não a gente vai se reconstruir eu tenho uma característica de impaciência eu sou muito impaciente assim eu quero uma coisa eu quero parar ontem e eu faço muita apressadinha assim e às vezes eu penteei o cabelo dela e deu umas puxadas né porque eu tô aqui na Cabeça tá longe tenho paciente ela faz mãe oi tá pensando em quê aí eu paro eu tô
puxando ela tá ok filha vou parar para que terapia né mostrando E você tem abertura para aquele te mostrem sabe meu filho um dia desse ele falou assim mãe eu hein diz que tá conversando comigo mas você tá querendo me dizer como é que eu devo me comportar você não tá querendo me ouvir cara deu uma respirada na hora que minha vó deve falar o quê moleque Respirei tô fazendo isso filho eu tô aí eu fiz isso mesmo nesse momento eu só queria que você estivesse se comportado no jeito diferente não tô te ouvindo ele
então não fala que você quer conversar comigo é muito legal do que você tá falando de conversa porque eu acho que tem um lugar também dessas conversas difíceis é que elas não necessariamente a gente precisa ter tanto urgência delas né para conversa ela pode esperar muitas vezes e eu acho que isso que é muito Interessante que a gente também fica nesse senso Ainda mais hoje em dia de urgência de tudo e até voltando um pouco de você trouxe esse tema da questão da sexualidade que eu acho que isso talvez seja um dos temas mais desafiadores
que eu acho que vai desde da criança pequena quando pergunta da onde Nascem os bebês e até obviamente quanto mais velho eles vão ficando vai ficando mais difícil abordar esse tema e muitas vezes os adultos acho que ficam um pouco sem Referência e as gerações vão mudando muito e apresentam novas coisas para a gente gente também identifica muita temática da sexualidade como um tema difícil para as famílias abordarem assim elas ficam muito sem saber por onde começar quando começar quando começar e acho que até também serve para esse tema mas para os demais se a
gente dá muita abertura para conversa acho que muitas famílias tem uma fantasia de que vão ser permissivas Está aberta para escuta concilia com a questão de da Contorno também da limite dessa privacidade versus o cuidado até onde eu vou até onde é a vida dele enquanto eu preciso saber ou não especialmente acho que quando chega adolescência né Nós precisamos dar tempo para as conversas Às vezes o filho vai trazer algo que fala filho de verdade eu não sei explicar nada disso você tá falando para mim agora isso que você tá vivendo é muito novo para
mim eu nunca Conversei com ninguém sobre esse tema eu não entendo esse tema o que que eu posso fazer eu posso ouvir todas as suas dúvidas e a gente descobrir junto você quer a gente tentar fazer isso me conta Quais são as suas principais dúvidas eu prometo que eu vou me informar da melhor forma e a gente segue conversando sobre isso e eu vou ouvir e eu vou assumir para essa criança assim eu estou contigo nessa dúvida eu estou contigo nessa descoberta eu estou contigo nesse medo Eu estou contigo nessa construção dessa identidade acho que
existem momentos com adolescente principalmente que a pior coisa que a gente faz é dar uma resposta faz perguntas Às vezes você vê aquela dúvida que ele tá trazendo aquela experimentação de a mãe eu tô apaixonado por essa pessoa ou eu sou enfim e a gente leva aquilo muita fé e fogo ele tem certeza é um adolescente mas ele tem certeza e agora É isso aí tá escrito em pedra o que ele me trouxe e é muito Interessante que com a criança seu filho tá pequeno ele tem cinco anos Ele se veste de Superman e fala
eu sou Superman você não fica falando com ele você não é um Superman você não é um Superman você não é um Superman Tá bom você vai juntar o que né Vamos jantar aqui Superman então com esse adolescente de que ele está experimentando a vida nada tá escrito numa Pedra do que ele tá descobrindo sobre ele sobre ela como que eu incentivo a se perguntar um pouquinho Sobre isso é isso que você quer mesmo e não é eu quero perguntar para te mostrar o quanto eu tô certa não são perguntas de reflexão mesmo sabe as
perguntas reflexivas como é que você tá vendo isso o que que você gosta nisso que você não gosta Qual é o seu principal medo quem do teu grupo tá vivendo isso também você conversou sobre isso com alguém é melhor esse como ser aberto no diálogo do que nessas descobertas antigamente era a leitura do diário hoje em dia tem Outras formas de gente descobrindo são as redes sociais olhar o WhatsApp exatamente E aí a pergunta da rei falando sobre permissividade é importante a gente entender que a escuta não quer dizer concordância então eu posso escutar eu
posso entender ah meu filho tem 15 anos e ele bebeu com os amigos e ele não tem idade para eu posso sentar com ele tiradora porque aquele bebeu e queria impressionar alguém tava todo mundo Bebendo o que que ele sentiu como é que ficou o corpo dele você sentiu enjoo filho como foi que fez e eu posso perfeitamente depois da conversa falar com ele você sabe que a gente vai passar um tempo sem festa nenhuma né até você tá pronto de saber quando você vai como você se comporta nas festas eu posso ouvir e acolher
mas não é justo mãe eu entendo que você não acha justo filho e tudo bem a gente pode conversar disso quantas vezes você quiser mas esse seu Comportamento me mostrou que você ainda não está pronto para ir para festa sozinho a gente tinha um acordo que não foi cumprido inclusive esse é outro super tema difícil que aparece que essa relação com drogas as famílias ficam totalmente sem saber o que fazer e aí muitas vezes a primeira coisa é reprimir direto colocar no quarto troca põe castigo mas não tenho diálogo não tem uma construção da conversa
sabe há um tempo a gente teve outro tema difícil Videogame em casa meu filho mais velho Tem jogado e houve uma briga giga Fica por conta do videogame etc e tal e eu falei então cara vamos passar um tempo sem Não é justo você vai me tirar dos meus amigos você não pode fazer isso Eu entendo o que você esteja frustrado e o seu comportamento demonstrado que não tem feito bem então a gente vai parar e depois a gente vai voltar aos pouquinhos percebendo como tá mexendo com você não é sobre eu querer eu não
querer você tá Ótimo não tá mexendo no teu humor não tá mexendo no teu sono é sinal de que você tá lidando bem com isso mas você tá mexendo no teu sono se você briga muito depois é sinal de que tá passando no limite que não tá te fazendo bem e o meu papel é cuidar de você meu papai vai cuidar de você eu falei olha o jogo Quem inventou o jogo é uma galera que estuda muito para imitar o jogo cada personagem cada música cada cor cada momento do jogo ele é pensado para você
querer mais É essa missão dos caras que constrói o jogo a sua missão é querer porque eles fizeram isso pra você querer e a minha missão é frustrar o plano de todo mundo pouca parte difícil da coisa mas é isso que vai acontecer e foi muito ele tem visão de uma briga etc e tal e no outro dia ele acordou e falou mãe eu Oi meu amor eu entendi porque você fez aquilo ontem desculpa ele realmente tinha passado do limite de uma forma bem sabe e refletiu na hora eu fui a pior mãe do Mundo
para ele na cabeça dele a escuta ela não é uma ausência de limite muito pelo contrário nós precisamos entender que o limite é Cuidado a gente interpretou e interpreta o limite começa a limitação de nós mesmos essa coisa que não pode que dói limite é cuidado é bom daqui protege então quando Demonstra o limite com meu filho com minha filha eu não tô destruindo a vida dele eu tô cuidando dele e é só ouvindo que a gente sabe o Quanto a gente pode alargar exatamente um pouquinho se você não tem essa escuta como é que
você vai conseguir fazer com que o perímetro seja interessante para o grau de autonomia que a criança exatamente e o equilíbrio disso ele é uma dança Isso não é um ponto que a gente chega e acabou e é um platô cheguei aqui parou não é assim que funciona o que tá equilibrado na relação hoje no tempo de jogo não sair com os amigos no esporte Não quer que seja amanhã pode não estar mais porque essa criança muda porque o mundo muda porque eu mudo nós precisamos entender que esse limite ele vai ser negociado uma vida
inteira em todas as nossas relações inclusive nossa relação com a gente mesmo essa construção até onde vai autonomia da minha criança no meu adolescente principalmente o desejo de autonomia dele e o meu desejo de cuidado a minha intenção de cuidar dele é a minha Obrigação a minha responsabilidade cuidar dele não sei te dizer esse ponto porque é na sua experimentação é na sua vivência é como é o teu filho da tua filha como é você e a tua história que a gente precisa ter muito cuidado é que nós não deixemos o nosso medo do Caos
nossos filhos porque por vezes a gente tem tanto medo eu tenho medo dele se magoar tenho medo dele sofreu de traumatizar ou eu tenho medo do mundo eu tenho medo das outras eu confio nele eu Não confio no mundo vai ficar trancado em casa ele não vai sair meu pai não deixava no cinema com ninguém até os 16 anos eu não ia para o cinema com nenhum amigo nunca porque Ah mas não não pode o medo governa eu tenho medo que aconteça isso eu tenho medo Tá mas meu medo justifica eu tirar autonomia do ser
humano meu medo justifica eu não deixar que ele Experimente coisas o meu medo de sei lá da criança quebrar o copo a criança de 3 anos querbrar um copo de Vidro Ok mas o meu medo justifique ele experimentar como é que ele pega um copo de vidro se eu tiver perto dele para mostrar qual é o peso como é que ele aprende a segurar um copo de vidro se não deixar ele segurar o copo de vidro se ele já tem um desenvolvimento físico que vai ajudar ela lidar com isso a criança e o adolescente não
são por vir eu falo isso o tempo inteiro porque nós esquecemos que eles são inteiros hoje eles são presentes não são futuro eles São presentes eles estão vivos hoje eles são desejantes como que eu lido com isso como que eu abro mão e a conversa ela a chave de tudo como que eu abro mão do meu desejo de controle porque o controle a conversa eles são incompatíveis Eita outra conversa difícil as outras famílias né ah mas meus amigos jogam a madrugada toda Ah mas Eles dormem uma hora da manhã eu usava muito isso com meus
pais e o famoso você não é todo mundo vai falar mas você não é todo Mundo mas é muito difícil é muito difícil você lidar com que os outros fazem sem julgar não se julgar o que a gente julga mas sem rotular as outras famílias para criança a mãe dele não tem que fazer o pai dele assim o pai dele não liga o pai dele não é muito difícil pois é filho isso é a dinâmica da família deles a nossa família é essa daqui e eu não posso falar o que é certo na casa do
outro porque eu posso falar é dos nossos Acordos aqui em casa sustentar isso nos dias de hoje tá muito difícil porque as famílias estão muito sozinha muito o livro enquanto o programa emocional que tá dentro da escola assim o quanto esse ambiente da escola pode ser um terreno muito fértil para essa troca das famílias Você tem uma coisa um encontro ali uma turma com alunos da mesma idade já que a gente não tem essas referências quem são as pessoas desse espaço que você pode trocar e entender como é que Tá a dinâmica lá né porque
a gente também acho que tem uma coisa de ter a grande ilusão de que a gente tem o absoluto controle de que que é a nossa família e como que a gente vai conduzir e aí eu acho que quando a gente trata dessa questão da vulnerabilidade também tem a ver com a gente poder se vulnerabilizar com pares com famílias de crianças da mesma idade ou de idade parecida e falar cara como que tem sido aí como é que tá aí ele tá vivendo outra Coisa Nossa aqui em casa tá nós perdemos os grupos pra conversar
quando você tem um bebê você acha um monte de grupo para falar de introdução alimentar para falar de desfralde a medida que essa criança vai crescendo os conteúdos a respeito deles e os grupos de pais mas vão diminuindo Porque existe uma ilusão de que você tem 10 anos sendo Mãe você já tem 12 anos sendo Pai você já sabe o que fazer eu tinha nove anos sendo mãe de uma criança de 9 anos agora eu tô Somando a criança de 10 mudou muita coisa eu tinha 7 anos você não mandou a menina 7 anos Poxa
ela fez oito tô cheio de dúvida de novo com essa nova fase é você é mãe de um menino de uma menina né de uma menina diferente da outra menina mas é que foi então eu preciso conversar com isso e nós achamos que nós já sabemos as coisas e quando a gente fala de escola a gente vai tão focado no desenvolvimento intelectual no desenvolvimento matemático que antes da Reunião eu não pergunto gente como é que dá para vocês lá em casa então sofrimento como crescer estou sentindo mais angustiado com uma ajuda tá rolando com vocês
também tá rolando na casa de vocês também nós não dividimos isso a gente não não utiliza as outras famílias como um apoio esses dias meu filho chegou em casa e ele falou assim mãe Felipe um coleguinha dele tá com uma espinha Exatamente no mesmo lugar que a minha aqui sabia ele tá começando a ter Espinha agora e eu achei Fantástico quanto para ele foi importante enxergar um Cole com espinha no mesmo lugar que ele isso é normal eu tenho e você tem também olha quem você só que a gente não vive se encontra família a
gente não conversa sobre os reflexos dessa espinha dessas primeiras espinhas no seu filho e no meio como é que o seu tá vivendo isso como é que o meu tá vivendo isso na minha cabeça sou o meu tá com espinha porque tá chegando cedo adolescência Nele e os outros são todos criancinhas ainda não tá chegando nada de ninguém sabe a gente vive tudo muito sozinho com essa ideia de que é só em mim só acontece comigo eu fiquei pensando também né Eu acho que até num lugar mais prático e pragmático assim que muitas vezes a
gente tem dificuldade de entender como que a gente aborda alguns temas né e acho que a escola usa muito do caminho da ludicidade a gente como livre como programa também né são as Histórias depois com os meus velhos a gente usa as séries e quando isso também pode ser um recurso para as famílias né que é muito interessante assim porque às vezes a melhor ficarem Tá mas como tá entendi tudo isso mas como que eu abordo tem tanta produção hoje em dia de visual de livro da literatura podcast quantos espaços assim a gente não tem
para se sensibilizar com aquele tema e depois isso virar uma conversa né assim então acho que até indo para um lugar Pragmático mesmo assim né de de dicas um pouco né para essas famílias é tentar entender também em caminhos de como você aborda esse tema o próprio jogo Será que algum dia dá para você jogar junto dá para você saber como é que é esse jogo jogando junto entendendo que de nome que é essa para que depois você possa abordar Quais são os prejuízos e os benefícios de jogar aquele jogo tem caminhos possíveis sempre nesse
lugar de se aproximar de olhar de escutar de Acompanhar e de também poder aprender com eles né eu interesse real quando eu falo interesse real não é que a gente desinteressada que normalmente o nosso intenção é ensinar eu acho das piores intenções sempre quando ensinar eu quero te ensinar normalmente eu tô me sentindo superior a você deixa eu te mostrar como é que faz e quando a gente fala da conversa eu quero sair desse lugar eu quero te ouvir Eu quero te entender eu quero prestar atenção em você que eu Quero te conhecer eu quero
saber quem é você hoje eu quero saber como que você tá vivendo isso hoje quando a gente fala sobre tudo da criança maior e do Adolescente nós nos desconectamos disso então tem uma criança pequena você aprende todas as músicas infantis maldita da Galinha Pintadinha as músicas do Palavra Cantada você aprende o nome dos todos os personagens sabe imitar a voz de todos os personagens que eles gostam à medida que Eles vão crescendo você não quer mais saber você não sabe mais qual personagem tudo é ruim isso não é música Deixa eu te mostrar o que
é música E aí você vai na minha vida é a sua música na minha isso não é livro Pelo amor de Deus né que série horrorosa Deixa eu te mostrar o que é uma série de verdade a gente acha que tudo deles é meio de mentira que tudo deles é interessante é o que você falou eu não consigo utilizar a riqueza desses recursos para iniciar Conversas importantes eu assisti a um tempo família Mitchell é a família Mitchell é a revolução das máquinas eu acho que é isso que é um desenho maravilhoso pra gente conversar sobre
celular sobre família ela embora por conta da universidade tem uma revolução com os robôs celulares toma conta do mundo inteiro e a família dela que é super disfuncional para ela que a família dela pai dela é estranho a mãe dela é estranho vocês vão salvar o mundo Só que eles assim eles têm zero entrosamento perfeito de um olhar para o outro e a gente vai se entender e é linda construção uma lida essa criança que tá virando adolescência a relação que precisa mudar então ela tinha uma relação pai que tem um luto da relação que
ele tinha com ela quem era criança que ela era e que eles não estão conseguindo mais ele não consegue atingir Eles não conseguem conversar ambos querem conversar mas não consegue E a gente teve conversas tão legais na minha casa sobre o crescimento com a família Mente Tão legais a gente leu junto um livro assim para quem é mais religioso pode não gostar mas é um livro de filosofia do John chegar né acho que é através do espelho alguma coisa de espelho esqueci que é muito legal e eu li com as crianças e eles parava tinha
hora que eles me interrompiam no meio do parágrafo assim mãe e eu Me dividia as reflexões dele sobre aquilo a gente Tinha assuntos muito legais do livro mas é isso eu preciso de tempo eu preciso de tempo para sentar e ler um livro com eles e para ver esse filme e perguntar o que foi mais interessante no filme escutar o que eles falam é uma construção é uma construção que começa quando a criança está falando sobre formiguinhas astronautas e que você faz a gente assunto besta Sabe eles não pula daí para o adolescente que ela
desabafando com você É ouvindo sobre as formiguinhas astronautas que você vai criar uma relação em que você ouve sobre o namorado e o medo não tô dizendo que não ouviu não teve essa relação tá destruído nunca vai conquistar isso com adolescente você sabe que você vai ter que construir isso porque não foi construído lá atrás mas que precisa de tempo e a gente tá vivendo no mundo que a gente acha que tempo é dinheiro Isso é muito cruel tempo é vida minha gente o Tempo não é dinheiro o tempo é vida e não volta Sabe
tem um tempo que é diferente o tempo da conversa não é o tempo da resposta no WhatsApp o tempo da conversa não é o Tempo download do vídeo o tempo da conversa é um outro tempo e eu preciso dar esse tempo para mim e para a minha relação a gente tá vivendo uma era que a gente esqueceu como é que se ouve na velocidade normal né A gente só ouve na velocidade de 1.5 ou 2.0 Porque eu só quero saber a informação eu Não quero saber a entonação eu não quero saber da pausa eu não
quero saber o silêncio não quero saber como é que foi a melodia de como a pessoa falou a gente faz roteiro gente tem um milhão de perguntas mas tão gostoso ficar conversando a conversa é isso né três perguntas e perguntas talvez mais interessantes bom é justamente quebra todos os roteiros a gente vai para outros caminhos porque a escuta tá Presente mas tem uma pergunta de uma família que tá esperando a gente não deixa de fazer de jeito nenhum que é a nossa pergunta da família Lívia então eu vou colocar aqui a pergunta do Rafael para
que eles ama de algum Contorno aqui uma ajuda para o Rafael vou dar o play aqui oi chamar Rafael tenho dois filhos o Gabriel com 16 anos e a Manuela com 10 anos como faço para me adaptar para entender melhor essas duas fases que são diferentes né menino menina descobertas Fases né diferentes não quer uma coisa outra que é outra e a gente fica meio perdido às vezes achando que ou tá faltando ou tá dando demais como melhor proceder obrigado a grande restando né da família eu tô falando essas coisas né E aquela noção de
Equilíbrio que eu falei não teremos uma resposta fixa para isso e a medida certa duas xícaras de açúcar pra gente colocar nessa história não mas assim hoje vai Ser uma xícara amanhã vai ser 1:30 e a gente vai experimentando ele falou das duas crianças duas adolescentes as fases diferentes e a gente tem uma tendência contendo dois filhos ou mais porque é mais prático de falar as crianças é um pacote as crianças costura os dois numa coisa só e a gente vai fazer as duas coisas do mesmo jeito que as crianças e eles são em fases
que são muito diferentes não tem mais as crianças e aí pode ter tido durante um tempo e nós Precisamos viver o luto de não ter aquilo que a gente tinha até ontem tem uma experiência aí e é isso Acabou a fase de as crianças da gente fazer tudo do mesmo jeito porque senão a gente quer só um jeito novo de fazer o que a gente fazia antes ensino novo jeito pra eu continuar colocando nos dois num pacote só porque eu não tô conseguindo então é necessário viver o luto de acabou a fase que eu colocava
os dois no pacote só acabou como experiência experiência luto Quem me apoia a viver esse medo essa angústia essa diferença adolescência é o novo por Império chegou um negócio novo aí na tua vida um ser novo tá tudo diferente é tudo novo de novo então como é que eu vivencio isso que como é que eu conheço agora esse esse adolescente enquanto eu também lido com essa criança tem algo que é essencial da gente pensar é que nós não somos os mesmos pais esses mesmos mães para os nossos filhos e não é o que eles precisam
cada filho precisa De um você é diferente e eu preciso estar atenta para saber que você é esse eu não posso dizer o que o meu filho a minha filha precisa ao mesmo tempo não vou observar nesse momento ela precisa de uma coisa ele de outra eu consigo dar ofertar isso o que que eu consigo ofertar perto mesmo que eles precisam não deu para dar quem me apoia quem conseguiu ofertar ali pertinho dessa necessidade deles dois tem uma medida que eu consigo apertar eu consigo Reconhecer essa minha falta porque reconhecer minha falta é importante Pois
é eles precisa eu não tenho para dar e aí como que a gente lida com essa ausência é uma ilusão acreditar que eu consigo ser a mesma para os dois filhos que tem um amorzão que eu meço e que eu dou o mesmo tantinho de amor para cada um o mesmo tanto de atenção para cada um o que que faz aqui uma pedimos atenção que o outro existe fase que um vai precisar de um negócio mais pertinho e Do outro um pouco mais de distância para observar como é que eu sei isso Elisama observando minha
gente estando atendo estando atenta atenção Rafael Presta atenção aí abandona é ilusão de que você vai ter certeza de como é que você vai agir você não vai ter é a primeira vez que você é pai desse menino de 16 anos que você quando seu filho de 10 tiver 16 você já vai ter sido pai de alguém com 16 anos mas não dele com 16 anos é novo é diferente é uma outra experiência pode Te ajudar ler sobre cada fase porque quando eu entendo eu paro de esperar da criança que ela não é capaz de
me dar existem livros a respeito disso a gente tem o cérebro da adolescente que é muito legal para o filho mais novo de até 10 anos tem um livro que chama Meu filho me enlouquece fala de cada fase que também é legal a gente vai ali experimentando Ah olha só isso é normal nessa fase porque a gente falou dos grupos da escola como é que tá a reunião da escola Com os grupos nos grupos da escola como é que tá vivendo cada pai na turnêlo de 10 anos como é que tá sendo normal na turminha
deles O que que tá sendo normal na turma do 16 como que eu tô recebendo essas duas experiências diferentes conversa com pais e mães que chama a gente Às vezes tem medo de começar a conversa e quando a gente conversa super funciona pode ser que não funcione com aquele pai que você procurou Mas vai ter outro problema não tá na sua necessidade De conversa talvez aquela porta não era a porta certa vamos pra número dois pra número três só não vamos desistir de encontrar um apoio para vivenciar essa experiência e se permita errar não existe
descobrir a medida certa é a medida que é gostosa para nós dois se a gente errar e a gente perceber Opa hoje acho que eu passei do limite com esse daqui hoje foi desde demais percebi que eu me feri o tanto que eu permitia que eu no banco só que não então amanhã vai Ser diferente eu vou começar filho a gente experimentou assim no banco isso ainda acho que não é o momento vamos tentar isso daqui a um tempo por hora eu acho que a gente vai tentar assim e não é uma democracia assim no
tempo todo a gente vai vou te ouvir e vou atender você não vai ter hora que vai ser eu entendo isso aqui é assim e vai ser assim meu amor porque a gente por enquanto Essa é a regra da casa e acho que Rafael você já teve um primeiro Passo aí quer começar uma conversa com a gente assim eu acho que é poder encorajar a mensagem acho que de hoje é trazer muito a esperança na conversa né o quanto a gente tem que estar mais junto acho que essa vivência solitária da educação ela pode ser
muito cruel muito adoecedora né porque a gente se culpa se responsabiliza demais na verdade a educação ela deveria ser muito mais coletiva nesse sentido é potencializar esses espaços coletivos Então acho que fechamos hoje infelizmente é muito sua presença Eles amam que delícia te receber viu gente dava para ter 3 horas né então assim só lembrando que vocês podem dos outros episódios é a gente tem o nosso Instagram que é laboratório inteligência de vida onde a gente vai continuar postando o conteúdo de relação a essa temática E tantas outras que a gente vai abordar a gente
também quer convidar vocês para seguir a eles ama Que além de tudo essa criadora de conteúdo que conta essas histórias no Instagram dela que é @lisama Santos C E acho que todas essas leituras né assim a gente tem muito eles ama como uma referência pra gente quando a gente pensa em educação só se emocional então fica também o convite para essas leituras agora inaugurando um novo romance para que a gente mergulha ele se inspire porque se faltam referências estamos aí tentando criá-las para ser Mais confortável né estar nessa posição de responsável de família com a
própria escola então a gente tá aí tentando criar relações e coletivos que tem mais sentido Façam mais sentido Obrigada todo mundo obrigada eles ama obrigada gente até a próxima obrigada gente foi maravilhoso [Música] esse podcast é produzido por radioflutuante apresentado por Joana London e Renata schilda direção Jordano Nader pesquise roteiro Bianca Blues edição e mixagem Victor Bernardes trilha original Pedro Leal Davi locução Márcia Frederico produção executiva Marcos quintal produção livre Alexandra Vidal arte de capa Pedro Vinicius Siqueira [Música]