hoje a gente vai falar sobre a responsabilidade dos pais na autoestima dos filhos né o que que os pais as figuras paterna sem fim o que que ele o que que a fala dele se ele tiver deles impacta para sempre na vida dos filhos né que palavras que tinha inibiram os encorajaram na vida comenta lá hashtag papo de segunda' gnt bruno você sente que torna uma só dá o time entre crianças negras aqui no brasil é isso ainda é mais forte você tem uma preocupação ainda maior por pensar como o racismo ele ele abafa todo
o doutor a população negra e as crianças ainda sem tempo sentindo isso é uma preocupação absoluta vocês reforça mais ainda e é claro é claro que eu sinto ia ficar sinto muito eu acho que é é minha obrigação com principalmente eu tenho uma assim eu eu penso muito nisso porque depois que meu filho chegar chegaram descobriu quanto era ignorante relações né é eu comecei a enxergar coisas que eu não enxergava eu comecei a me perguntar porque que eu não chegava isso então eu tenho um comprometimento com o meu filho com com meus amigos com quem
tá o meu redor didi de demonstrar para o meu para o meus filhos coisas que não foram mostradas para mim que não foram mostrados mostradas para os meus amigos para os meus familiares sabe heróis milhões de heróis negros que hoje eu posso mostrar para o meu para o meu filho que eu não conheci e que milhões de crianças negras também não conheceram e não conhece até hoje cara e hoje eu tenho muito orgulho assim é porque se eu mostrar uma foto do meu filho de quem é é rosa parks ele sabe quem é sabe se
eu mostrar a foto do banco aí meu filho sabe quem obama se eu mostrar a foto é de luther king o filho sabe quem é e consequentemente o meu o meu o meu filho usar em que acabou de nascer também vai saber sabe mas só vai ser mas só vai saber porque o irmão vai ensinar e o irmão só aprendeu porque o pai teve esse é quiche a prefiro soubesse quem era porque na escola não atende então até tive um papo muito bacana bom pessoal da da unicef e da unesco porque existe uma lei eu
não sei qual o número agora da lei que obriga as escolas a ensinarem sobre é sobre a áfrica sobre é vários temas e que não ensinado sabe e da maneira e eu também pergunto você vai aprender na escola cara você só aprende o que sobre os escravos onde você fala na áfrica você só fala da mesma da mesma história e não tem muita coisa fica tem muita coisa muitos heróis muito feliz porque a gente não conhece então eu sinto que eu me sinto muito na obrigação de fazer isso sabe de conhecer por isso que eu
tô tempo inteiro querendo aprender é conhecer gente para aprender e ensinar para meus filhos porque eu só tô eu só tô aprendendo tô tô ensinando eu só ensino aprendendo o papai emicida com as suas filhas é é o tempo todo levantando a bola ou de vez em quando tem que dar uma baixada para essas crianças também não achar que são donos da gente e é eu fui criado de uma maneira muito dura entendeu essa coisa de uma educação mais afetiva mais sensível mais atenciosa não eram a tendência no fontalis dos anos 90 o solo contrário
90 não tava muito ligado com a coisa humanizada né se dão sensação mano não lá não tava vão te amo muito esse negócio de talco sabe era doido tá difícil era mais chinelo né é esse povo instrumento de diálogo durante muito tempo sabe mas é interessante por exemplo pegando aí a fala do bruno e observando essa experiência que eu tive hoje né depois não mas depois de um tempo essa experiência passa a representar um grande vazio na minha vida que podia ter sido preenchido com muita coisa e eu podia ter me ajudado a medi ficar
ele dá melhor com um monte de problema que a vida me apresenta sabe eu acho que as crianças pretas elas vão involuntariamente infelizmente esbarrar num universo de muita escassez de representatividade positiva de representação edificante a respeito do de pessoas parecidas com elas mesmo sabe acho que isso tudo faz parte de um projeto imenso que é o que a gente chama de racismo estrutural é essa questão de manter as pessoas pretas o estereótipo das pessoas pretas ligados a imagens de miséria violência morte é é uma forma muito poderosa de desumanização o que começa né a quatro
quatro cinco séculos atrás com a escravidão em cima aonde o argumento principal era dizer que as pessoas preta não tinha alma tá ligado logo elas não adentrar o reino do céu logo essas pessoas podiam ser tratados como se fossem peças saca então o que a gente faz agora criando crianças e com uma mentalidade diferente da que a gente foi criado e compreendendo completamente que nossos pais também não foram apresentados a essas referências então até esse conflito que a gente tinha com a geração anterior ele também se disse porque a gente também precisa ter essa empatia
de se colocar no lugar das pessoas que não foram apresentadas para essas referências se a gente quiser conduzir essa conversa para um lugar melhor então que eu faço com as minhas filhas aqui é criar um ambiente onde ela se sente protegida mácula algumas semanas atrás tava numa entrevista e uma g se dedicou tu ela falou uma coisa maravilhosa assim que eu falei para eu vou roubar isso aí para mim vou começar a repetir aos quatro ventos e aí vou estrear aqui o que ela falou ela disse o seguinte eu fui conectada com a minha negritude
enquanto tragédia enquanto trauma quando eu precisava ter sido conectado a caminha negritude enquanto potência e é isso que a gente precisa fazer em geral a primeira vez que a gente ouve falar sobre raça e aí eu falo especificamente das pessoas de pele escura sejam elas afrodescendentes ou descendentes de indígenas a primeira vez que a gente vê aconteceu uma conversa a respeito de raça é com uma ridicularização uma alguma violência seja verbal física é isso marca você de uma maneira muito profunda o que a gente precisa fazer é correr para chegar antes dessa violência na vida
das crianças então esse é o trabalho que a gente tem quando a gente é pai de crianças de meninos e meninas pretas é o que eu procuro de fazer na formação dos meus filhos é dar a eles o que é uma uma psicanalista onde na área fábio assim quem é pai viu bruno você se você não conhece eu recomendo para todo mundo que ela ficou só as doutor é uma francesa essa mulher é uma bruxa velha assim a mistura de lacan com clarice lispector é a coisa mais impressionante que eu já li assim em relação
a criança essa mulher ela tem um conselho que ela fala de narcisismo de base é uma coisa simples assim que é o seguinte quer o amor o cuidado e os pais ou os cuidadores né tem para com as crianças sobretudo na primeira infância vai produzir nas crianças uma capacidade de se relacionar com o mundo de uma forma muito mais confiante a criança ela tem um desenvolvimento a sua autonomia mais seguro e quando ela tem a primeira infância de 1 a 6 anos é isso primeira infância é de 0 a 6 anos eu tava me referindo
mais a infância mesmo os meus colegas aqui nessa carinha que eu gosto de etimologia infans significa aquele que não tens fala esse é o privativo estância aquele que não fala né então sobretudo essa idade do bebê ainda até um ano até entrar na fala é muito decisiva para tu que virá depois esse narcisismo de base se dá muito aí quem não tem esse narcisismo de base em alguma medida e não necessariamente porque não foi amado mas por que fez em alguma medida a experiência de ter faltado amor em alguma em alguma dimensão faltou amor tá
as crianças que não têm isso se tornam adultos sem esse narcisismo de base e essas pessoas elas tendem a ser melancólicas o que que é melancolia é um sentimento de em em relação ao mundo a sua relação com o mundo ela é muito menos confiante essas pessoas têm um questão de um buraco no centro do seu narcisismo e eu queria anotar que eles amam usou essa mesma palavra um buraco e isso torna muito mais difícil a experiência essas pessoas porque elas vão ter que cortar um dobrado para alimentar um narcisismo tem um buraco no meio
o telefone da mental da segurança de base narcisismo de base para os filhos e oi joão você na tua infância para falar de você o quanto você é o quanto você sentiu falta o quanto você se louco bro desses elogios desses incentivos da deu ao redor olha esse buraco do qual o francisco falava é algo muito presente na minha vida vida entendeu tive esse buraco ou sabendo que o francisco tá falando inclusive a gente aí francisco já conversamos muito sobre isso eu tenho eu tenho uma passagem na minha infância muito muito característica que que eu
acho que quando o assunto é autoestima na infância em relação com o pai cabe muito bem essa história meu pai era um alcoólatra é o jornalista um homem muito inteligente muito amoroso mas um mundo sofria de alcoolismo e o meu pai foi desenganado muito os seus médicos diesel ele vocês não parar de beber vai morrer não tem o que fazer não há tratamento que faça com que você possa tomar uma garrafa de whisky inteira num dia e você saia bem em relação é isso né e aí e quando eu nasci o meu pai já tinha
41 ano meu pai me carregava pelos lugares a tal e eu ouvia muito os amigos dizendo a ele ou alguém do lado esse menino salvou tá esse menino fez como que eu tasso é não morresse esse menino salvou a vida dele é só que meu pai morreu e isso causa um trauma muito grande na minha vida porque é o sentimento de falha foi muito presente por mais que o não elaborasse nada naquela época eu eu é uma coisa de as pessoas dizerem a meu pai aos amigos dele que eu tinha salvo o meu pai me
deu uma grande uma grande alegria quer dizer eu salvei meu pai quando meu pai morreu o sentimento de falha foi levar agitador e foi horrível eu vejo muitos anos com ele pensando eu falei em salvar meu pai não dessa maneira elaborada como eu conto agora mas de uma maneira mais sensível então isso eu acho que foi uma grande coisa na fabricação de uma autoestima por mágicos que a chacota vai ver assim que eu terminar essa frase de uma falta de auto-estima que eu tenho muito grande em algum lugar então é é isso eu tinha um
pai que que tinha noção de que a vida dele se interromperia logo em seguida e por o tempo todo ficar grudado comigo mas isso te ver se esse contratempo dessa história que eu contei para você ju e o bruno mas o tempo pegando essa isso que o joão tá falando que é uma coisa que logicamente quando as pessoas falam falava o joão só voltasse tal num não imaginava o quanto isso é a batendo a criança quanto isso afetar quanto o joão ia levar não imaginava inclusive que tu tá se fosse morrer que se fosse jogado
por esse lado é ou seja significando que criança é uma esponja lado sobe mesmo mas o quanto você e aqui é uma dama curiosidade mesmo que se seus filhos são pequenos que você nunca mais não tem essa resposta mas o quanto você dizer você é incrível você é incrível você é incrível você pode tudo você pode ser o que você quiser o quanto levar essa barra lá para o alto pode fazer com que a pressão sobre essas crianças adolescentes sejam eu agora preciso ser incrível se eu não for incrível acabou eu tão dizendo que eu
posso ser rei em e se eu não for no mínimo um príncipe eu vou ser um idiota entendia que eu tô falando eu entendo mas eu acho e o conceito do caminho do que é segredo que é ser príncipe né cara porque o que a gente fala é verdade ela pode ser tudo que ela quiser ela pode reconquistar tão difícil assim é meu filho chegou com quatro anos né é na minha casa eu não sei o que ele passou da primeira infância méxico é nem o que ele passou até os 4 anos de idade bom
então eu tô construindo e aprendendo junto com ele e é minha filha é a mesma coisa minha filha chegou com com dois anos então ela não passou a primeira infância comigo é eu tudo que eu tô falando para eles ali é verdade pô minha filha da rainha minha filha maravilhosa minha filha africana minha filha tem uma beleza acima do normal acima dos sabidos do que eu é linda o que eu falo para ela é é mostrar a realidade é eu quero que ela se olha no espelho e que realmente e veja dessa maneira porque essa
é a forma verdadeira é eu não sei que mais tarde é ela vai sentir essa pressão não sei eu tô descobrindo junto entendeu mas hoje é a forma que eu encontrei de criar uma é dia do cala e de fazê-la ser forte e ela minha experiência e o bruno eu tenho uma coisa que que eu acho que eu e não sou eu assim eu e a minha família gente arruma um pouquinho na dose assim para ver o que relação a minha filha o meu filho já tem um outro contexto que ele também é curioso que
às vezes as pessoas falam é irmão é igual foi criada da mesma maneira não irmão é completamente diferente não é criada da mesma maneira o simples fato de ter um irmão torna tudo diferente né é uma coisa que eu disse tira o excesso de elogios fez com que ela criasse um medo de experimentar hum medo de se arriscar olha medo de aprender coisas novas porque no afã de dar uma segurança ela de fazer ela se sentir bem a gente acabou fazendo com que ela se identificasse muito com uma expectativa de perfeição da parte das pessoas
que a amam tô lá tem muito medo de tentar alguma coisa nova porque quando ela erra de alguma mariana fantasia dela as pessoas vão se decepcionar com ela não vão amar então agora eu tô tentando fazer o percurso contrário eu tô tentando mostrar para ela que ela pode errar ela não precisa ser boa não precisa ser ótima e tento valorizar mais o processo do que o resultado e tento ser mais e até a próxima os estímulos do que ficar ó como você incrível que você triton também tem isso eu tenho eu tenho uma coisa uma
dúvida mesmo que que surgiu que é um pouco que o fábio perguntou e uma pergunta parecida porque tem uma assim eu não sei mas imagino que as filhas do as suas filhas emicida é estejam um ambiente com muitas crianças brancas numa escola de tal és tudo que você é um cara que eu tinha um pensador é um cara aqui obviamente um deve passar e conversar com ela sobre isso mas eu acho que um pouco do que o fábio que te perguntar talvez eu não tenho a capital mas eu acho que é isso é qual é
o limite entre você e empodera uma criança é que a sua filha explicar para ela que ela é ela é fodona que ela é bacana que ela não precisa se desculpar por nada se você educar uma criança simplesmente como é que você equaciona essas duas coisas quer dizer dizer para ela que ela é potente que ela é importante que ela é bacana mas criar uma criança que tem que é uma criança que ivo enfim tem que ter limite tem que ter tem que ser enfim educada como é que como é que acima essas dois mundos
e eu acho muito mano que a prática ela é uma escola para todos nós nessa coisa que o bruno disse de você e aprendendo fazendo porque você vai conhecendo também o seu filho avaliação de personalidade dele sabe você vai entender nessa relação à medida que essa relação evolution quando a gente fala especificamente de crianças pretas tá ligado eu acho que é bacana a gente pensar que a gente vive numa sociedade que oferece uma experiência de subir humanidade para as pessoas preta sabe e aí no momento em que essa pessoa acerta essa pessoa é usada um
lugar de super humano e esse lugar de super humano ele também é muito perigoso porque ele vai para esse lugar aí que francisco acabou de mencionar que esse lugar de você não pode hi aí eu volto lá para os contares dos anos 90 onde a minha mãe falava assim ó é você já é preto tem que fazer dez vezes melhor para você ser visto como igual então você chega a escola de chega desesperado no trabalho você chega desesperado em qualquer círculo social que você possa vir a fazer parte porque você não tem o direito de
errar a educação que eu tento compartilhar com a minhas filhas é a educação que não se relaciona nem com a subir humanidade oferecida pela nossa sociedade e nem com essa expectativa da super humanidade como se elas não tivessem o direito de ar é com a humanidade que é isso que foi roubado das pessoas pretas ao longo dos últimos séculos quando ela se conectam com essa humanidade elas compreendem que elas podem rir chorar demonstrar força mas ao mesmo tempo elas também podem demonstrar fraqueza e tudo isso é legítimo tudo isso faz parte do que havia ser
um ser humano que todos nós somos