eu como acabei sendo repórter aqui por acaso repórter da CP Produções mas na verdade eu também sou um participante do terceiro encontro de poetas ficcionistas negros participo do cadern negros sou mro do kilb contente de participar do encontro uma do primeiro do segundo esse terceiro vem só a acrescentar muito pra produção da gente individual a nossa produção em bloco em grupo e acredito que a literatura negra vai avançar muito daqui paraa frente porque esses encontros quebram o isolamento entre escritores né esses encontros permitem a troca de ideias a troca de experiências e a gente quebra
essa esse esse distanciamento que sempre houve entre não só escritores negros no Brasil mas entre negro como indivíduo mesmo eu gostaria est falando para você como que surgiu a O Encontro do escritores é uma ideia que já tava sendo gestada pelo Cut semog Oliveira h há alguns anos e quando eles se encontravam eles diziam não precisamos fazer o encontro de escritores precisamos re unir esse povo mas sabe como é pouca verba a gente na época não tinha os patrocínios que atualmente fica ficaram mais fáceis né até por conta da trajetória da gente então houve em
São Paulo acho que foi em 80 o o perfil da literatura negra que o a Teresa Santos organizou que ela fazia parte da Secretaria da Cultura e ela Convidou e mandou passagem para todos os Escritores o Ronaldo tutuca Oliveira Silveira LC mog escritores de vários lugares do Brasil de Minas e nos reunimos aproveitamos que estamos todos nos reunimos num num restaurante ali em frente do Centro Cultural e nós acabamos eh fazendo o primeiro encontro de escritores que acabou sendo em São Paulo na semana santa dentro de uma igreja foi um barato né dentro na verdade
um seminário de padre que foi o Padre Toninho da das pastorais que nos emprestou espaço e porque como eu disse a gente não tinha Patrocínio Então as pessoas viog veio pessoal Oliveira veio mas custeando sua própria passagem custeando sua própria história e nós nós fazíamos uma caixinha PR questão do almoço da comida tudo C primeiro foi todo costeado por nós acho que teve assim uns 20 escritores e foi muito interessante saiu o livro chamado criação criola no elefante branco que nós faz fizemos os textos gravamos os depoimentos e esse livro ficou eu o c e
o Arnaldo nós acabamos fazendo esse livro e na época o Cândido ele trabalhava na na imprensa oficial do estado e acabou e acabou patrocinando esse livro A partir da Imprensa Oficial do Estado que chama criação criola no elefante branco que atualmente é uma relíquia né mas na época nós tínhamos os livros e distribuímos o livro atualmente ele é referência em vários em vários estudos de literatura agora depois do primeiro encontro ficamos tão felizes que o seog falou nós vamos tirar o segundo encontro e o segundo encontro foi dali a se meses aí foi na FEB
foi muito o segundo encontro foi na FEB Ah que o semog trabalhava lá e nós acabamos fazendo dentro da fundação do menor também foi legal mas Nós reclamamos muito porque as condições eram ruins a gente estava de frente à nossa própria realidade fomos muito bem tratado etc e tal mas nós achávamos que merecíamos uma outra situação aí o próprio semog disse não O próximo fez o terceiro o próximo ele mesmo assim a comissão quando falo ele não é ele enquanto pessoa era uma comissão eleita a pessoa se voluntari e era Eleita ou não para fazer
o encontro no caso Seb foi eleito pelo segundo e foi eleito ele e a comissão foi Eleita pro terceiro que foi em Petrópolis lá na no Sesc que é esse que vocês gravaram que tem no é o terceiro encontro que aí a gente está com pompa e circunstâncias chegando de de de carro porque ele foi subsidiado pela secretarias que o semol cont seguiu Patrocínio né que é assim os encontros eles tinham o representante dos grupos de literatura do do Sul de Minas ah da Bahia de São Paulo Quilombo a o negr do Rio né e
o e o grupo do do Oliveira que eu não lembro o nome agora que era e tinha dois grupos da Bahia um deles era do Jonas da Conceição falecido também e o outro era do Hogan que eu não sei por onde anda então assim esse que está gravado Esse foi a Vitória que ele teve o patrocínio teve PP circunstân ficamos numa numa numa hospedagem do SESC mas foi um encontro muito bom porque ele ele ele todos eles foram bons enquanto ideias enquanto discussões enquanto convívio entre nós enquanto a nossa preocupação era saber o que estávamos
fazendo qual o tipo de literatura que estávamos fazendo como que a gente ia vencer as várias Barreiras culturais editoriais financeiras para poder fazer com que esta Literatura resistisse e se constituísse num cpus literário porque no primeiro e no segundo Encontro as pessoas ainda nos negavam enquanto literatos enquanto escritores negavam até a própria existência da literatura negra isso já vai 30 anos quase atrás Então essa negação que e diziam que a gente fazia racismo ao contrário atualmente eu tenho uma brincadeira enquanto o racismo ao contrário tem racismo sou ao contrário né porque se existe racismo ao
contrário quer dizer que existe um racismo né se tem racismo sou o contrário Então aquele encontro foi um encontro assim decisivo aquele terceiro encontro em que muitos de nós não está aceitando sermos subsidiados você vê o Arnaldo naquele vídeo ele dizendo isso precisamos pensar Quem que nos subsidia Por que estão nos subsidiando porque existia entre nós e não era à toa muitas desconfianças em relação aos subsídios em relação aos patrocínios porque na verdade naquela época atualmente não mas naquela época um subsídio um patrocínio às vezes queria dizer a venda das nossas ideias não as nossas
ideias ótimas mas dizer assim Como já aconteceu comigo lá atrás ah mudar todo o meu poema porque tinha uma palavra Negro para poder ser publicado e eu não publiquei então não aqui então mudava todo o teu poema para ficar com o seu nome que já era um nominho para ter um preto fazendo a coisa para ter uma negra faz coisa e eu não publiquei nessa Editora continuei publicando com meu próprio dinheiro porque eu acho que literatura é liberdade então voltando à questão do encontro o Então os patrocínios eram visto assim meio sabe des esguelha porque
eles poderiam representar não um patrocínio um Cala boca você não é negro não muda isso Muda aquilo então naquele momento a radicalização a gente tinha uma radicalização em relação a essas questões do Patrocínio ali você vê naquele vídeo lá o Arnaldo dizendo isso que pô a gente precisa pensar melhor sobre isso nós estamos bem mas o que quer dizer isto Bom na verdade é o seguinte foi votado o quarto encontro que acabou não saindo porque nesse terceiro encontro também aconteceu uma coisa que não sei se tá gravada que as mulheres escritoras de uma certa forma
eram uns seis ou sete nós nos rebelamos a gente queria que a nossa a nossa especificidade fosse discutida juntamente com os os textos queríamos que esta E e esse item tivesse relevância estava a Esmeralda Ribeiro a Roselie nascimento vilva do Arnaldo eu mais duas a a Marisa Tieta mas que agora tá em Londres tem mais duas escrituras que eu não lembro o nome então a gente fez uma uma reunião a parte nessa questão de que a gente queria que fosse discutida as questões da literatura afro literatura feminina Negra e E aí o os meninos disseram
que eleg uma uma mulher para representar as outras mulheres para dizer o tema nós nos negamos Porque se os meninos os Escritores tinham tempos iguais para discutir o seu texto porque a gente tinha que eleger Um só e aí e aí começou um certo feminismo no quarto encontro eu queria fazer creche para poder levar a a as escritoras que ficavam em casa isso não ia dar certo e não deu acabou ficando nos três encontros ninguém grita o tempo todo ninguém o tempo tempo todo não grito das manhãs descanso calo agus os ouvidos aiste com ela
Ótimo ótimo ótimo ótimo Que ótimo Que ótimo ótimo é quando a coisa fica preta o vento move sonhos delas Vidas Mais em branco basta a existência que a ferro come fogo eles nos forjam levar ó a