Bom dia, moçada! Tudo bem? Baita prazer reencontrá-los aqui.
Espero que estejam todos em paz, todos com saúde. Se não estiverem, que estejam lidando bem com isso, que é o que nós estamos aprendendo aqui hoje, dia 17 de fevereiro, com uma meditação de Epicteto, uma meditação de Epicteto intitulada "O Inimigo da Felicidade". O inimigo da felicidade.
Eu gosto muito dessa meditação; ela é curta, mas bem impactante. Epicteto diz o seguinte: "É inteiramente impossível unir a felicidade a um anseio por aquilo que não temos. " É inteiramente impossível unir a felicidade a um anseio por aquilo que não temos.
A felicidade tem tudo o que ela quer, e, como os bem alimentados, não deveria ter fome ou sede. Isso é absolutamente genial! Nós estamos sempre jogando a nossa felicidade para um "não ter": "Eu serei feliz quando.
. . " Aí você atinge aquele ponto, aquilo se esvazia como uma caneca furada.
E aí já vem um "Eu agora serei feliz quando. . .
" E você assim nunca é feliz, porque essas coisas, como diz Epicteto, elas não podem andar juntas. O reconhecimento de uma falta constante que nunca será preenchida, para que seja considerada felicidade, é impossível unir a felicidade a um anseio por aquilo que não temos. Tem até uma frase do Schopenhauer, que foi um grande admirador do estoicismo, que diz que a vida é uma oscilação entre a ânsia de ter e o tédio de possuir.
A ânsia de ter e o tédio de possuir: "Não, minha felicidade aparecerá quando eu me casar com aquela mulher, com aquele homem. " E aí você se casa, aquilo cai numa normalidade de quem se apropriou de um desejo, quem realizou uma visão de mundo, e dali já vem outra coisa, e outra coisa, e outra coisa. Às vezes, a felicidade se encontra exatamente às vezes.
Bom, é isso que eles estão dizendo: a felicidade, na verdade, encontra-se e pode ser encontrada neste momento agora, olhando para o que você tem dentro de você, as suas possibilidades, o que você já construiu, o que você já obteve. No comentário dos nossos autores, dizemos: "Serei feliz quando me formar. " "Serei feliz quando conseguir ser promovido," "Quando a dieta fizer efeito," "Quando eu tiver dinheiro que meus pais nunca tiveram.
" Felicidade condicional é o nome que os psicólogos dão a esse tipo de pensamento. Como o horizonte: você pode andar quilômetros e mais quilômetros e nunca alcançar. Já viu aquele cavalinho, né, que está sempre correndo atrás de uma cenoura amarrada numa vara pendurada na frente dele?
Quer dizer, ele está sempre correndo, ele está sempre em busca de algo que ele não tem, ele não observa que ao redor dele há coisas extraordinárias. Que na situação em que ele se encontra, há coisas extraordinárias. Você não pode nem chegar mais perto disso, porque a frase que eu já cansei de dizer aqui é: "A quem o suficiente não basta, nada basta.
" Antecipar um acontecimento futuro por ansiedade, imaginar de maneira apaixonada algo que se deseja, ansiar por alguma situação feliz. Por mais prazerosas que essas atividades possam parecer, destroem a sua chance de encontrar a felicidade aqui e agora. Você vive projetado para um futuro que pode não chegar e que, em algum momento, não vai chegar.
Puxa, olha como eu gosto disso daqui! Olha como a minha vida tem coisas boas! Olha como eu tenho felicidades cotidianas para as quais eu não dou atenção!
Enquanto eu gravo esse vídeo, enquanto eu produzo essa reflexão, ah, está correndo a notícia de um ciclista que foi morto em São Paulo, na área nobre de São Paulo, parado, mexendo no celular. O cara veio e deu dois tiros na cabeça dele. Você vê a cena assim, é uma das coisas mais absurdas que você pode vislumbrar nesta vida.
Uma pessoa mexendo no celular. Não é que o bandido chegou e falou "Me passa o celular. " Ele brigou, ele reagiu, e estava mexendo.
O cara deu dois tiros nele, acabou ali. Acabou. Pode ser um tiro desse, pode ser um mau súbito, pode ser tantas outras coisas às quais nós estamos sujeitos.
E nós passamos uma vida projetada para o futuro, sem aproveitar este momento agora da melhor maneira possível. Localize esse anseio por mais, por melhor algum dia, e veja-o tal como é: o inimigo do seu contentamento. Não é para você virar uma máquina de não fazer nada porque já está tudo bom o suficiente, mas é para você encontrar a felicidade agora e continuar o seu caminho sem desespero, sem projetar para amanhã uma felicidade idealizada.
Ela é idealizada porque, como horizonte, você nunca vai atingir. "Só vou ser feliz quando eu fizer meu doutorado. " Não vai ser feliz quando você fizer seu doutorado; seu doutorado é só uma parte do seu processo formativo, e o fato de depois você colocar um "Dr" antes do seu nome significa muito pouco diante de tudo aquilo que vai se colocar diante de você de novo, como mais desafio, como mais coisas.
Seja feliz agora! É preciso escolher entre esse anseio e a sua felicidade. É uma escolha, e esses elementos se excluem.
Ou você é feliz ou você anseia por algo que não tem. Como diz Epicteto, os dois não são compatíveis. É um binômio que não consegue andar junto.
Vamos olhar mais para o que a gente tem hoje, para o modo como podemos aproveitar a vida hoje. Podem ser os nossos últimos minutos, pode ser o nosso último dia, pode ser a nossa última semana. Para que a gente, no limiar, nos estertores da nossa vida, não diga: "Puxa, eu tinha tanta coisa legal" e, na verdade, fiquei projetando para um futuro idealizado uma ideia de felicidade que não se realiza.
Beijo para vocês! Curtam aí, comentem e a gente. .
. Se encontra aqui amanhã: juízo! Boas escolhas.