Fala pessoal, Michel Jasper aqui para gravação de mais um podcast. E hoje eu tô aqui com meu amigo, um velho conhecido, a gente se conversa há muito tempo pelas redes sociais, que é o Antônio Borovski. É Borovski, né? >> Isso, Borovski. >> Borovski. Eu tenho muita dificuldade com sobrenome, mas todo mundo fala meu sobrenome errado também, tá? Porque o meu sobrenome é Jasper, não Jasper, mas Todo mundo fala Jasper. Digo, não pode falar Jasper mesmo. É web Jasper, mas seria web e Jasper, né? E o Antônio, ele é presidente, fundador aqui da Born Design, que
trabalha há 35 anos no mercado, já atendeu mais de 500 empresas. Então, tu trabalha com projeto de design de produto, podemos dizer assim, né? Então essa é sua, é isso que a sua empresa faz hoje. Então quando você vê aquela embalagem na gôndula lá, linda, bonita, apresentável, muitas Embalagens estão aí construídas pelo time do Antônio, pela empresa do Antônio. Só que tem muito mais do que a estética, né, Antônio, é sobre isso que a gente vai falar hoje. Como a embalagem ela conversa com o PDV, a importância do do processo de design da embalagem do
produto e toda a jornada, que isso, na verdade, como você tava me explicando ali nos bastidores, acaba sendo aí um grande projeto, né? Mas Antônios, antes da gente começar aí, fala um pouquinho De você, um pouquinho da sua empresa, o que que você faz, se apresenta aí para quem tá nos ouvindo. >> Bom, primeiro quero te agradecer a oportunidade de a gente poder bater esse papo, né, e até esclarecer um pouco sobre eh a história da nossa empresa e o que que é a história do próprio mercado que a gente tem acompanhado. Nós somos há
35 anos nessa nessa área e a gente eh evoluiu muito, né, até mesmo como o próprio mercado evoluiu, em termos de Metodologias de trabalho, né, em termos de processos e procedimentos. Nós somos oriundos de uma de uma de uma geração que o próprio mercado ele era mais eh restrito em termos de tecnologias. Então, quando a gente desenvolveu a empresa, né, quando a gente inaugurou ela, >> 35 anos atrás, >> 35 anos atrás, eu até venho um pouquinho de de de uma bagagem um pouco anterior a isso aí. Eh o desenvolvimento eh de de de programação
de projetos de nessa nessa área, naquela época, né? É bom fazer um resgate, eh acontecia por movimentos muito eh muito restritos, né? Ou era uma uma troca de tecnologia ou adequação de alguma coisa a nível de produto. Só que o mercado evoluiu muito, né? a partir quer dizer assim, quando eu fazia uma embalagem ali, eu tava levando muito em conta o tipo da embalagem, se era lata, se era plástico, e a partir daí eu Modelava o meu formato. >> O movimento ele acontecia assim com períodos de 5 anos. >> Nossa. >> Hoje nós estamos pensando
assim, hoje nós estamos numa velocidade que eh um ano já é muito, porque muda muita coisa. pode mudar legislação, pode mudar tecnologia, pode mudar a evolução de produtos, a entrada de novos produtos. Então existe n fatores, né, que fazem com que as Indústrias, principalmente da área da alente do alimento farmacêutica ou cosmético, ten uma velocidade mais competitiva, tá? Até porque o mercado também cresceu muito, né, em termos das tecnologias para fabricação de produtos, né? Então tu tu pode ver assim o tipo, vamos pegar pelos anos 90, né, a entrada do da garrafa PET no mercado
e das tecnologias de invase para para refrigerantes ou sucos com relação ao pet, né, garrafa pet. Então isso isso Gerou uma uma nova cadeia produtiva e novos fabricantes. Então tu tem uma febre, por exemplo, nos anos 90 eh de novos, eh novas empresas de refrigerante, né? surgiu bastante gente, então, ou, por exemplo, eh, até mesmo no setor de arroz, né? Setor de arroz era um setor tinha eh como padrão o arroz tipo um, né, o tipo dois e depois subprodutos. Hoje tu já tem variação, tu tem o integral, tu tem o cateto, tu tem arroz
Arbório, tu tem, quer dizer, são evoluções que que aconteceram e que faz com mostre essa dinâmica de mercado. Então, tu tem algumas, eu sempre faço isso em linhas, né? A linha evolutiva do do do Invase, a linha evolutiva das indústrias, né? Que que é importante a nível de desenvolvimento e a linha também do que é o consumidor, né? Isso é uma isso é uma coisa muito importante, porque o consumidor se modificou, né? ele de daquele movimento que tu tinha Assim de mais estabilidade com relação à convivência com as marcas, hoje já se tornou uma convivência
muito mais rápida por entrada, por experimentação, né? Tu tem tu tem variações de de digamos assim de visões sobre o produto. E outra, a última linha, né, que é a linha mais importante eh no aqui agora, que são as questões das redes sociais, né, o favorecimento, né, da da comunicação mais rápida. mais objetiva e mais, digamos assim, com mais eh Significância, né, hoje em termos de de tempo, de time mesmo, né, com de convivência com o consumidor. Então, tu tem várias linhas, né? Então, e a gente teve o prazer de conviver com toda essa evolução
e se adaptar a cada um desses momentos, trazendo sempre uma metodologia, né? Eu sempre coloco que o design hoje ele não é mais uma atividade eh dissociativa, né, ou unilateral, digamos assim, ah, eu só faço isso. Não, tu tem que entender todo o complexo que De envolvimento que tem isso aí, né? Então, assim, hoje nós temos dentro da nossa estrutura eh ramificações com outros profissionais, tá? que desde uma engenharia de alimentos, eh, o desenvolvimento de marcas, embalagens, eh, materiais de PDV, redes sociais, logísticas, eh, ah, e aí vai mais, eh, outras e a tua própria
atividade em si, que é uma ferramenta que, >> exato, que isso é uma tecnologia que nos Encanta bastante, né, porque nos favorece, por exemplo, a adequação do nosso produto e a assimilação dessa tecnologia que vocês usam. para desenvolver nossos produtos. Então, assim, não existe mais uma coisa eh estanque. Hoje é um todo um eh e a gente até não não não chama mais de ah design só, não somos projetos, nós somos projetos gráficos, né? E esse esse projeto ele tem que ter toda uma cadeia eh de conhecimento e de envolvimento com Outras com as soci
>> não é só simplesmente ter um cara lá no core lá fazendo a embalagem que vai se encaixar perfeitamente existe todo um processo por trás, né? Isso que é um isso que é um importante. Inclusive uma legislação aí que toda por trás, né? >> Eu te diria assim, ó, não querendo dourar muito a pêola, né? Eh, alguma algum algum tempo atrás se usou, ah, tem que ter uma visão holística. Não, isso é planejamento, não é visão, é um Planejamento, entende? Tu tem que entender, por exemplo, eh, há uns alguns anos atrás, eu fiquei trabalhando, por
exemplo, uma de uma grande indústria de elevadores. Me contrataram para contratar a nossa empresa para fazer caixas de transporte. O que que a gente p Ah, mas caixa de transporte, OK, é toda uma tecnologia diferenciada, porque havia violação das embalagens que existiam, tombamento das embalagens, eh racionalização dos custos Da embalagem com a embalagem industrial. Fizemos todo um projeto que proporcionou uma apresentação na Alemanha da desse projeto e foi aprovado para todas as filais no mundo. Então assim, eh um trabalho que é realmente planejamento, né? fazer transporte, tudo, tudo é levado em conta, né? Embaixo >>
tudo é elevado desde o tipo de material que é invazado, o cuidado que tu tem que ter dentro dele, >> mas tu vai, tu vai mandar para fora, a embalagem tem que ser diferenciada do que às vezes o produto ter por causa da logística. >> Mas é eh o envolvimento que tem uma embalagem industrial é um negócio muito grande. Eh, só para te dar uma ideia, até o tipo de homologação que é paraa exportação do tipo de material que tem que ser usado dentro das especificações técnicas, né? eh como de não contaminação Por pragas, tipo
de material seria de reflorestamento, eh, a embalagem, eh, >> se eu quero ter uma pegada mais ambiental, tem algumas regras que eu tenho que seguir, n, né? Só simplesmente meter o celo lá, eu sou ecologicamente correto. >> Tu tem que ter tudo, tu tem que ter toda uma homologação, >> né? e e ela é regida eh dentro de normativ normativas técnicas eh por Órgãos fiscalizadores. Se se isso tá fora, o a mercadoria já não entra dentro daquele país, né? Isso é um projeto só embalagens industriais. Quando a gente trabalha, por exemplo, eh para para alguns
segmentos do setor alimentício, principalmente, tá? como frutas, que é um é um setor que a gente desenvolve muita caixa. Eh, tu tem que também ter as legislações vigentes de cada um do país, né, para receber esse tipo de material. Então, assim, eu fiz um Projeto há pouco há pouco para para um portador na Alemanha que manda todo esse material pra Rússia. Então, eu tô trabalhando sobre duas legislações. Eu tô trabalhando sobre uma legislação local Uhum. >> De origem, de saída. Tô trabalhando com uma legislação internacional e toda uma adequação, né, toda uma adequação de tipo
de material, do tipo de apelo emocional que eu vou usar, né, visual e também sobre normativas regionais, tá? Então assim, esse material foi eh feito para o Carref na Europa, tá? Eh, para atender o mercado russo. Só que o mercado russo tem outro concepto de de legislação, que tem que entrar sobre as normativas da Rússia. Então tudo isso tu tem que tá por eh de uma forma muito bem planejada, porque tu imagina é um comprometimento. Se alguma coisa dá errada nessa nesse nesse nesse nesse planejamento e na execução desse planejamento, tu tem toda uma cadeia
Produtiva parada e isso é de uma responsabilidade social muito forte, muito forte. Então não pode haver deslize, tem que haver comprometimento de todas as pessoas envolvidas no projeto que vai desde a legislação, então engenharia de alimentos, marketing, logística, eh materiais, eh o envolvimento do do próprio planejador e criador. Quer dizer, então assim, ó, é Tudo muito bem eh organizado para não haver esse tipo de processo, né, que é um processo desgastante, não só financeiro, mas como emocional, porque cria expectativas lá fora de dar esse produto e tu não tem. Isso é uma coisa importantíssima, assim,
eh, a visão de que o design, digamos assim, hoje, ele é simplesmente o estético, não. Não existe mais essa brecha no mercado, existe mais essa essa visão. Essa visão é muito dos anos 90, Uma visão assim muito mais eh conceito gráfico, não, cara. Eh, é importante o conceito gráfico, é, mas é uma uma um outro processo e outro procedimento hoje para para se atuar, né, de muita responsabilidade social. >> Perfeito, perfeito. >> E hoje quando você chegou aqui, um ponto, você chegou com um Fuca 73, é isso? Um Fusca 73. Esse é um 103. E
para você, uma coisa que eu sempre que eu venho percebendo assim nos últimos anos, Né, quando você vê um fu com um carro antigo na rua, ele sempre chama atenção. É, é um fato. Eu tenho, tem uma revenda próxima que é o escritório que a gente passa, às vezes tem uns carros antigos ali, eu passo de carro e fico olhando. Eu passei muito tempo com carro alugado e a sensação que a gente tem nos carros de hoje é que eles são todos iguais, né? Como eu alugava carro, eu tava sempre trocando de carro, então eu
sempre pegava uma SUV, daí eu pegava outra, Elas eram meio parecida, mais ou menos a mesma coisa, mudava uma e outra coisa. aquele design. Eu gosto de preta, então era sempre preta, era sempre tudo igual. E quando a gente fala de um Fuca, né, ele é um ele é um clássico assim, >> essa tua paixão pelo carro antigo tá muito atrelado ao design também. >> Sim, sim. E, e, e aí eu acho que é uma coisa interessante colocar, porque assim, eh, carro antigo, ele traz uma história, traz uma bagagem, traz a Convivência e traz uma
coisa chamada com, eh, posso dizer emoção, emoções que foram guardadas, né? E o design ele é muito de resgatar as emoções, né? Então assim, quando eu saio com com com o Fuca, é certo que alguém vai, ah, isso me lembra fulano e me lembra meu avô, me lembra meu pai, eu posso tirar uma foto, eu posso mostrar pro meu filho, eu posso botar meu filho aí no baú para tirar uma foto, porque eu tenho uma foto que eu tava no baú desse Desse carro. Então assim, essa emoção o design tenta resgatar em cada em cada
detalhe que a gente cria, a gente tenta resgatar que a pessoa tem que sentir em cima do produto. Então, por exemplo, nós fizemos agora uma embalagem que vai ser lançada, tá? Eh, de uma linha de pães de uma família tradicional polonesa no Espírito Santo. As pessoas conhecem ele pelo pelo nome, né? Eh, assim como o meu, é um nome eh Estranho, né? Porque são sempre termina com a denominação SKI no final, W, SKI ou KY. Eh, então sempre tem aquela coisa, ah, são os polacos, são os alemães, são isso. Quando tu já começas a te
referenciar a a essa situação de origem, tu tem que buscar a emoção que tem em cima disso aí. Qual é o ponto de confiabilidade, né? Qual é o ponto que vai trazer uma raiz de memória afetiva vivida ou não vivida? Isso é uma coisa importante, porque, por exemplo, assim, Se tu pegar eh vou fazer uma massa que é para bolinho de chuva, pô, qual é a ideia, qual é o imaginário que a gente tem de consumir um bolinho de chuva? Ah, é uma janela aberta para uma para uma para um local mais rural, um fogão
à lenha, uma vó, todo esse imaginário, uma geração mais nova, talvez nunca tenha vivido isso, mas ele tem por uma questão de referências, né, de bagagens, de avôs, de que no imaginário quando Contam essa situação, ele consegue se transportar. Então, algumas coisas a gente tem que buscar. Isso é uma, isso é um movimento que tá muito forte, que é buscar as origens, né? Eh, mas isso não é uma coisa de hoje. Eu vou te dizer o seguinte, foi uma coisa que foi pelo pelo pela velocidade do design t se transformar em cada vez mais pion,
né? Buscar referências novas, buscar esqueceu desse, buscar buscar o que que É o ponto principal. Eu preciso trazer aquele quadro que tá na memória, vivida ou não vivida. Essa emoção, eu tenho que resgatar ele através de cor, grafismo, formas físicas. É essa emoção. Essa emoção é que faz que ele perca quatro, sei lá, 1,5 segundos no ponto de venda e o resto da vida dele para sentir isso aí, esse prazer, esse envolvimento, né? Eh, por exemplo, eu fizemos um café há um tempo atrás que eu que um café do De cerrado que é numa região
que tem um um um ponto de um mirante, né, que o que o nosso cliente disse: "Cara, eu preciso criar um envolvimento com o principal ponto da cidade que é o mirante." As pessoas vêm tomar café da tarde, elas não vêm tomar cerveja no final de tarde para ver por pôr do sol aqui. Elas vêm tomar café e ver por de sol. Essa é a emoção que eu quero levar para meu café. Então, buscar esses elementos. E aí a embalagem hoje com novas tecnologias, Elas permite transmitir isso aí, né? Nós estamos falando hoje de embalagens
que permitem uma realidade de de impressão eh maravilhosas, né? Nós tínhamos só dentro do processo de offset que é impressão no papel. Hoje dentro do plástico nós conseguimos botar uma imagem muito legal, né? E levar essa essa imagem para ser o referencial, né? aquilo que ele pode se se situar dentro da emoção de degustar o produto, né, de conviver com O produto. >> E e essa evolução tecnológica, né, você realmente era as coisas eram mais pelo modelo, trocou a embalagem, a gente mudava, então hoje geografia tá diferente, as cores mais absorbição, mais acho que a
Iá também vai ter algum ponto muito importante nisso? Bá, bem lembrado. Isso aí foi uma coisa bem importante. A Iá, nós nós estamos dentro de um processo que ela consegue codificar algumas algumas imagens, mas Ela não dáas um padrão eh eu acho que assim de conseguir traduzir realmente >> aquela coisa, né? >> Aquela coisa. >> E o texto de a tu lê quando tu lê um, às vezes o pessoal no LinkedIn tá usando muito IA, aí tu lê aquele texto, tu sabe que aquilo ali é a imagem também, tu já sabe ainda não, né? em
termos de geração, mas acredito que na isso vai isso vem vai evoluir com certeza. Mas como você acha que isso vai se aplicar Ao design de produtos, de projetos? >> Não, eu te diria assim, não dá para ser muito eh digamos assim relutante. >> Uhum. >> Nós temos que ser mais evolutivos dentro isso aí, porque é uma é uma belíssima ferramenta, não tem como, nos facilita, tu entende? Porque tu quer ver uma coisa? Quando eu comecei nesse processo, para se ter uma imagem mais fiel, eu tinha que ter um ilustrador que era um artista Plástico
que trabalhava com arafia. A aerografia era um grande compressor, né, com aerógrafo e o pessoal trabalhando ali desenha, cara, verdadeiros obras primas. Eu tenho algumas guardadas lá e eu digo assim, cara, isso aqui é uma obra de arte, tá? Quando começou os bancos de imagem, né, o Image Bank e outros e outras plataformas disponibilizando, nós tínhamos uma padronização, né, nós tínhamos assim fotos maravilhosas, mas dentro de Realidades que não eram próximas a nível regional. Então, tu tinha uma uma visão assim muito americanizada ou muito europeia demais e pouco latino-americana. Mas isso também evoluiu, né? Depois
os bancos de imagem foram começando a trabalhar mais a microrregional ou regional ou nacional, né? Então eu conseguia, por exemplo, assim, pegar uma foto que tinha uma, vamos lá, uma uma imagem da Colômbia, Né, um povo da Colômbia. Então eu conseguia ter essa proximidade. Única coisa que houve é que essas fotos também eram aplicadas tanto para meu projeto quanto para outro projeto. >> Uhum. >> Né? Então, algumas vezes tinham contratos de fidelização dessa imagem por tempo limitado ou por tempo determinado, mas também tinha saturação disso aí, né? Pois tinham a a aquela foto, mas eu
tinha uma sequência de Fotos que deram muitas vezes também usada para outros. >> Uhum. >> Por outros. E aí a coisa se confundia. Então foi um processo também evolutivo, mas nos ajudou bastante. Então o que eu vejo hoje com a inteligência artificial é que nós estamos chegando num ponto que realmente tá um pouco padronizado, né? Eu consigo alguns efeitos, mas não consigo a interpretação mais local ou mais específica ainda ela não tá Conseguindo. >> Uhum. >> Tá. Então assim, um pendão de arroz, tá? Tu pede um pendão de arroz, ele vem próximo a um pendão
de trigo. São muito parecidos. Só que a especificação de um pendão de arroz é totalmente diferente da de trigo, desde o caimento do cacho, né, do arroz, como a guia que eles chamam, que é uma astezinha que fica para cima. Então assim, e até o formato do próprio grão Que tá ali, o pendão de arroz ou do de trigo, são diferentes. Um é mais gordinho e o outro é mais alongado. Então ainda tá algum tem algumas dificuldades. Então assim, eu prefiro muitas vezes pegar e fazer, cara, pega uma imagem do banco, trabalha ela e codifica
e passa para ele que tem que ser aquela imagem. Aí ele consegue fazer. Então ainda nós estamos num processo, mas eu vou te dizer o seguinte, a muita coisa ainda vai >> vai evoluir demais. >> Vai evoluir, vai com certeza. E e é não é um caminho sem vta. >> Caminho sem vta. >> É um caminho sem volta. Vamos não existe. >> Alguma coisa hoje no dia a dia a gente usa, né? Eu uso muito para formulação, cálculo, uso para caramba. >> É, eu fico feliz ter e eu acho que assim de tá nesse exato
momento e eh a nível de histórico, digamos assim, de ver Situações novas, né? Situações e tecnologias novas, porque para quem começou eh conhecendo os processos mais básicos, né? linotipia, eh, fotolitagem, eh impressões em quatro cores. Eh, cara, vi toda essa tecnologia se se desenvolver durante esses longos esses anos e com a velocidade que se desenvolveu e principalmente com a adaptabilidade tanto da minha geração qu dessas mais novas. Claro que nós não temos o mesmo Conhecimento, né? as novas gerações já nascem com uma com uma formação, com uma carga de vivência em cima das tecnologias e
com uma adaptação muito rápida também de conhecimento maior que a nossa. Nós temos ainda que, opa, como é que eu faço? Mas a gente aprende a terceirizar também essas dificuldades e resolvê-las, né? Porque assim, o processo e ainda continua sendo igual, né? Eh, ele se modificou eh ao longo dos anos, mas eu vejo que existe hoje uma Coisa chamada eh processos e procedimentos, né, e principalmente responsabilidade social. Nosso trabalho é um trabalho de responsabilidade social. Se alguma coisa dá errada dentro dessa cadeia produtiva, se algum elo desse dessa engrenagem não funcionar, se o nosso elo,
por exemplo, nosso dente, desculpe, eh não funcionar, ah, toda essa cadeia se desmoronar. Não que a gente seja a cereja do grupo, tu Entende? Eh, porque é um grupo de trabalho que se algum deles errar, errou tudo, né? Eh, se errar 1 milímetro, por exemplo, dentro de uma planta técnica, né? Porque a gente não chama assim: "Ah, faz uma arte". Isso é uma planta técnica, né? Tem altura, largura, profundidade, áreas de corte, áreas de soldagem, eh áreas de dilatação. Então assim, cada caso é um caso específico. Se alguma coisa a gente errar em 1 mm,
esse milímetro é mais caro que o cm cico De Dubai, né? 1 m³ de Dubai. Pedido hoje uma bobina técnica, por exemplo, de envolve de 200 de R$ 200.000 R$ 1.000 para fora. Então assim, tu erra 1 milímetro nisso aí é um prejuízo de 200. Fora toda a cadeia que vai ficar parada, né? Toda a cadeia tá envolvida no projeto. Incrível. Incrível. E quando a gente fala de embalagem, de design, de a gente fala também que isso tá muito associado ao ponto de venda, né? Vamos lá. Quando A gente vai num supermercado hoje, nós aqui
temos um software que ele faz o planograma de loja. Então, basicamente, o que que o nosso software faz? Ele faz a leitura da Gôndula, faz a leitura dos dados e gera uma exposição. Para gerar esse planograma, nós utilizamos uma imagem do produto pro cliente poder, né, ou para quem tá no chão de loja, poder olhar a imagem, saber o número de frentes, exposição de cada item. É a maneira mais fácil do que ficar Procurando código. Então o planograma, ele é uma representação gráfica da gôndula com a foto da embalagem. Nós temos hoje no nosso banco
milhões e milhões de fotos de produto. Milhões. Inclusive nós temos alguns produtos que chegam a ter uma variação de embalagem de 7 o né, que são versões anteriores, porque o cliente às vezes ele ainda tá numas alguma versão mais antiga da embalagem e com o tempoque vai renovando, a embalagem ali ela vai Renovando. Então a gente tem esse versionamento hoje dentro do nosso sistema também. Então quando a gente fala de de do ponto de venda, tá? a gente fala do ponto de venda, a gente tem ali toda a fotografia dos produtos e aquela aquela embalagem
ela precisa se comunicar com o cliente porque de certa forma a decisão ela ocorre no ponto de venda. Existem dados hoje que diz que mais de 80% da decisão é no ponto de venda. Então, basicamente eu tô chegando Ali, eu fiz todo o meu planejamento de compra, eu tô dizendo que eu vi uma propaganda na TV, eu fiz meu planejamento, até coloquei às vezes a marca na minha lista de compra, apesar que o cliente quase não usa a lista de compra, então é um é um outro ponto também. E aí eu coloquei ele até a
marca que eu queria, mas eu cheguei no PDV, aquele produto ele tá mal exposto, ele tá pagado muitas vezes, né, e tudo mais pela embalagem, ela não se comunicar, Talvez com o ponto de venda, não se comunicar com aquele modelo de iluminação, então fica meio escondido. Então isso também é muito importante você cuidar, né, como o produto ele vai ser exposto no ponto de venda. E aí existem produtos que, por exemplo, quando a gente fala, pega algumas empresas mais regionais, elas nem vão ter um um investimento em mídia extremamente alto para ir para um canal
de TV, para ir para algumas coisas muito Grandes. Ele vai trabalhar mais rede social e PDV. Então tu tem que pensar na embalagem nisso também, não tem? >> Tem. E isso é uma coisa importante até ser levantada. E eu acho que a profissionalização de vocês nisso aí é muito importante, porque eh nós há uns alguns anos atrás nós trabalhávamos muito com empresas de pesquisa para saber a reação do consumidor no no PDV. Dentro dessa tua plataforma, isso nos favorece muito toda uma situação de Brifagem, né? Qual a cor que eu vou ficar mais adequada com
relação à iluminação, qual é o o afastamento que eu vou ter da gôndula, qual é o tempo que eu vou ter de parada de carrinho na frente de gôndula? São coisas que que eu acho que dentro da formação hoje acadêmica até já se se coloca bastante, porque é realmente a reação em termos de comportamento de consumidor. E essas informações há um tempo atrás eram empíricas, né? Até porque tu tinha Modelos de de pontos de venda com adequação ao que tu tinha de área, né? Então tu tinha minimados que tinham um afastamento de 1 m só
e que o carrinho nem entrava, o pessoal é só cestinho. Então assim, iluminação muito frágil, né? E isso é uma coisa importante até ressaltar o tipo de iluminação com relação à percepção da cor. >> Exato. >> E então assim, ó, tanto na posição de gôndula quanto na percepção de cor, né? Porque tu tem cor que te emite faixo eh pro branco ou pro amarelo. E a reação de percepção do olho humano, leitura disso aí pode ser com faixas menores ou maiores, tá? E outra é a situação também da cor com relação à adequação ao produto
no ponto de venda, tanto ao produto quanto à exposição, né? Então tu tem a psicodinâmica de cores, né? por exemplo, a cor laranja é um é um dos percentuais mais eh altos em termos de percepção. Ela é uma cor bem distante de Cor todas as que a gente vê muito na natureza. Então tem que eu sempre coloco, né? Qual é o ponto sinalizador que tu vai ter dentro da tua embalagem? qual é o ponto que tu vai fazer, que com que nesse 1,5 segundos tu consiga perceber a embalagem e entrar para dentro daquele daquela mensagem
que tá ali, né, a nível de de de referências que tu possa ter sobre aquele produto, né? Então, a tecnologia que vocês têm hoje é uma coisa Encantadora, tá? Eu acho assim, ó, ela é propícia, tá, dentro do momento que nós vivemos e pela velocidade de consumo que tá tendo e principalmente pela profissionalização dos pontos de venda. Então, no mercadinho mais simples hoje, ele já segue algumas regras, né, de, né, de de, digamos assim, de exposição do produto ou iluminação para poder ter maior rentabilidade. Então, não existe mais aquele mercadinho assim que, ah, eu vou
Botar sim, vou botar Sadro. Porque toda essa cadeia, ela é hoje muito bem estruturada, mobiliário, iluminação, camas frias, expositores refrigerados. Então assim, existe uma normatização que vai ser feito, né? Um projeto hoje arquitetônico de PDV, de ponto comercial, ele já nasce pré-estabelecido, né? Então existe empresas, por exemplo, ah, vou fazer um mercadinho, vou comprar um mobiliário, já vem um projeto junto, né? Então assim, existe já um comprometimento nesse nesse processo e existe já dentro disso aí toda uma filosofia de afastamento, de iluminação e de tipo de material, de velocidade de consumo, aonde vai ficar a
padaria. Existe toda uma lógica arquitetada para poder ter fluxo dentro de uma lógica. Não existe nada sobre aôre, né? existe planejamento. E essa plataforma que vocês estabelecem, eu acho importantíssima, porque é a Seguinte, ela dá uma visão maravilhosa para quem quer trabalhar desde desde a origem como nós trabalhamos. >> Ela consegue nos orientar, ela consegue referenciar materiais, ela consegue referenciar cores, eh, tempo, né? Então isso é maravilhoso. É o que falta, faltava, digamos assim, em termos de adequação a >> de ter essa visão do PDV na hora da criação da embalagem, como ela vai ficar
no meio daquele grupo. Eu eu como eu Falei no começo, assim, o o não é uma não é uma visão unilateral, é uma visão interrelacionada com várias várias eh tecnologias, várias metodologias que tem que ser adequado. Então, não é mais, como eu falei, no projeto eh, não é um projeto gráfico, é um planejamento de um projeto gráfico, né, que vai envolver todo esses essa essas essas sistemáticas, né? >> Aí, e para você a gente entender, né, como o mercado ele vai evoluindo, O próprio mercado de gôndulas de exposição, ele mudou muito com o tempo, né?
Eu eu entrei no mercado em 2004 como empacotador, mas depois que eu fui crescendo ali, uma das primeiras minhas funções lá em 2008, 2009, eu ajudava a montar os supermercados. Eu lembro que naquela época a gente até tinha lá os mercados, tinha muito mercado antigo ainda, né? Muito mercado de dos anos 80, 90, ainda com a mesma gôndula aí. E aí começou essa remodelação, né, para uma Para modernizá-lo. E qual era o grande ponto dessa modernização? era os dentinhos da gôndula, porque nós não conseguíamos na naquela época com gôndulas muito antigas e pegar a embalagem
e fazer com que ela se encaixasse adequadamente na gôndula, que ela se completasse, porque a os dentes da gôndula era muito grande, então ficava aquele espaço em branco. Então tu via aquele produto e o produto fazia assim. Por quê? Porque o mercado ele foi Mudando, começou a surgir embalagens menores, embalagens maiores e aí as gondas precisavam se encaixar por polegadas para te encaixar a categoria de acordo com o tamanho. Então a gente precisava trocar todas as gondas para que ela encaixasse e a gondola ficava mais compacta, porque o método linear do supermercado ele é muito
caro. Então tu tem aquele espaço vazio de gondo no meio é um método linear que tu não tá com produto exposto. Então esse foi um Movimento. E aí, só para encaixar isso também no nesse nosso assunto, a gente tem hoje alguns produtos que eles têm cores características da categoria. Perfeito. >> Te dar um exemplo. Quando eu eu, por exemplo, eu eu gosto de consumir produto sem lactose, não que eu tenha intolerância, mas eu acho que ele é mais leve, assim, na minha opinião, eu gosto mais do gosto. E a gente meio que já sabe que
quando você chega no Supermercado, você vê aquele blocão laranja, vai ser os produtos sem lactose. Então o laranja ele já meio que nos remete dentro de produto, categorias específicas, claro, a produto sem lactose. Se eu chegar na gonda de leite, o leite que a embalagem de laranja, ele é sem lactose. Se eu chegar na gão de iogurte, todo iogurte com uma listra, alguma, alguma marcação laranja, alguma cor característica laranja, é sem lactose. Se eu chegar, por exemplo, em Alguma outra categoria, como biscoito, eles botam lá uma cor laranja. Aí muita gente tem dúvida. Outro exemplo,
tá? É o próprio café. Descafeinado é sempre um azulzinho mais claro. Então você que eu tenho uma prateleira com o descafeinado lá, todo descafeinado tá ali porque ele é azul mais claro. E o fornecedor parece que ele cuida um pouco isso para não correlacionar seus produtos aquilo quando ele não é. Isso é uma coisa que é legislação, o mercado cria, é automático meio que o fornecedor, eles o mercado vai indo para esse caminho para identificar, para comar. Como é que é isso? >> É um legal tu ter trazido isso, porque assim, ó, existe duas linhas
nisso aí. Algumas vezes são normativas, >> umas vezes são normativas, >> as outras das outras vezes é sigo líder, >> sigo líder. Então assim, existe algumas cores que predominam em algum alguns Setores que não são justificáveis, mas são identificatórias daquele segmento, né? Vamos pegar pelo arroz integral, normalmente ele tem a característica de ser verde. >> Exatamente, >> né? Então, ah, o arroz tipo um, tipo dois, ah, azul e vermelho, então, ah, eu quero fazer um arroz mais premium, eu vou usar um bordô, um dourado, um preto, entende? Então são coisas que são referenciais a nível
de cores, de Psicodinâmica de cores. Eu sempre cito isso porque isso é uma uma ciência, tá? Ele não é uma, ele é como a cor te remete ao consumo. O que que ela busca em cima disso aí? Então, se eu vou trabalhar com combinações de cores, eu tenho uma mensagem subliminar em cima disso aí, tá? Então ela vai te trazer um referencial, tá? de segmento ou de referencial do próprio produto, né? Então aí a cor influenciando esse desse processo, mas há distorções, né? né? E Aí aí nós vamos pegar uma outra linhazinha que que eu
vou usar como exemplo aqui, a evolução de alguns setores com a adequação de maquinários mais eh compactos e mais produtivos até algumas vezes e com atuação de produtos a nível microrregional ou regional eh favorece que que tu possa de repente modificar algumas coisas. Então assim, vamos pegar pelo setor da de cervejeira, né, que hoje no nosso estado, estado do Rio Grande do Sul, é um dos tem maior Nível de cervejarias, né? Eh, nível tanto numérico quanto qualidade, né? Tem algumas tem algumas premensões bastante importantes que as cervejarias aqui receberam. Ã, nós começamos a nas cervejarias
a trazer diferenciais, produtos diferenciados e para fazer esses diferenciais, começamos a ter concepções gráficas diferenciadas. também saímos dos padrões de eh que estabelecidos dentro do mercado. Por exemplo, assim, Uma cerveja normalmente vai envolver vermelho, dourado, branco, preto, né? Ah, uma cerveja mais eh tipo Mausbeir vai trabalhar com cerveja escura, né? Vai trabalhar com verde, dourado, né? Talvez até prata. Outras mais suaves vão trabalhar com branco, vermelho. Então são padrões, né? padrões que até mesmo o setor eh se portava porque eram identificatórios. Só que com as microcervejarias nós começamos a trazer uma coisa muito Mais eh
diferenciadas. >> Diferenciadas, exato. >> E até mais saindo fora da caixa. >> Uhum. Até quando chegava na Gon tu via lá o modo de cerveja artesanal no supermercado, ele chamava muita atenção porque era muita rota diferente nos design. >> Tem com temáticas até bem eh distintas até, digamos assim. eh, mas com o envolvimento da própria filosofia daquele produto, Produto queria ser mais audaz, queria então trazer uma coisa, uma pegada mais metaleira. Então assim, são várias vários várias ramificações, né, digamos, em termos temático que foram usadas, mas que identifica esse lado, vou dizer uma palavra bem
legal, audás de sair fora da caixa com o setor. Então, a questão de ser audás é identificatória hoje para esse segmento, né, a temática, né, essa temática de ser fora da caixa, então ela já identifica Esse setor. Mas também tem artesanais que usam padrão mais conservador, usa as mesmas cores, usa os mesmos referenciais gráficos. Então o que eu posso te colocar, não fugindo da da origem mesmo, é assim, ó. Existe um processo mais codificado e existe um processo que tenta buscar diferenciais. >> Uhum. >> Para poder ter uma identidade, mas ainda ela tá atrelada ao
conceito do mercado. >> Ao conceito do mercado. Acredito até Quando a gente fala ali do café, né? A Nestle foi uma da das primeiras marcas a lançar o descafeinato e a embalagem era azul. Então quem vem atrás seguiu o azul para justamente se posicionar junto, porque o azul ele ganhou destaque lá, né? >> Exato. Por isso que eu coloco assim, ou sigo o líder, ou sigo o padrão de mercado, ou segue o padrão que o mercado tá estabelecendo agora a partir disso aí. E e eu acho que uma coisa Interessante também colocar que assim, ó,
eh, com relação a ser pequeno, médio ou micro, né? Eh, isso não é não invalida o processo hoje de aceitabilidade dentro do mercado, tá? Eh, vamos comparar assim, ó, são setores que trabalham com pequenas tiragens, locais definidos, né, com ações em PDV, como uma cervejaria, por exemplo, ela tem lá a sua combi lá com um carro antigo ou um caminãozinho que faz evento, pá, pá, pá. Tranquilo. Isso é a Forma de se comunicar dentro do mercado. Mas o que que acontece de legal nessa história toda é a possibilidade, através dos processos gráficos, essas pequenas tiragens
serem produzidas, né? Porque também existia dentro dos processos de produção. >> Até te perguntar isso antigamente que a gente tinha que ter um volume imenso, >> bastante expressivo, >> expressivo, né? >> E aí uma capitalização em cima da Embalagem, né? Então, o cara tinha lá a empresa montada com valor de R$ 400.000 e tinha um estoque de Rhã e meio em embalagem. Pó, não é uma coisa, a balança aí não vai funcionar porque ele vai ter que ter muito tempo para girar esse produto, vai ter muito esforço, vai ter que ter hoje não. Hoje o
que acontece eh é que a há pequenas tiragens mais próximas dessa realidade. a indústria no a indústria gráfica no no em si, né, se flexibilizou com outras Metodologias para poder produzir esses para essa camada de indústria que tá nascendo, que precisa hoje de 1000 rótulos, que precisa de mês, né, digamos assim, ou que precisa de 2000 rótulos, que antes era um processo em atiragem para ser competitiva só a partir de 5.000, né? Então hoje a gente, claro, o c o centro de custos são diferentes, ainda se paga um custo um pouco mais alto, mas consegue
fazer a adequação Desse produto no ponto de venda. Então o valor muitas vezes ele sai um pouquinho mais alto, mas ele consegue participar. E isso é uma coisa legal, porque tu quer ver uma coisa? Em 92 eu comprei um livro. Em 92 a gente tinha como receber tecnologia através de catálogos. >> Uhum. livros prontos de associações, de fabricantes. Então a gente comprava catálogo. Internet, eu vou dizer assim, inexistente, né, nesse processo todo. Mas eu tenho um livro de 1992 da Associação Japonesa de Design, eh, que traz projetos maravilhosos a nível de estética, que até hoje
eu vejo ele sendo aplicado aqui no Brasil. Se nós estamos falando de 92, são 30 e poucos anos aí. O que que acontece para aquelas empresas e para ter um livro, cara, não sei quantas empresas estão lá dentro, mas é um, e volto disso, já tinha tecnologia de pequenas tiragens, então o design se Adaptava às realidades de produção e as realidades financeiras, racionalizando custo para o cliente participar, porque isso são eram pequenas empresas. Isso só a gente conseguiu só modificar a partir de 2015, 2016 ou 17, por incrível que pareça, a flexibilização eh aconteceu por
pressão do próprio mercado. Então assim, tu tem hoje uma empresa que produz perfume em Caxias, que tem uma loja e na Serra Gaúcha, eh, ou outro que trabalha com frigorífico em Nova Petrópolis e que trabalha a nível regional e só em alguns locais, como eu posso fazer, aonde eu vou achar um centro de custo na aplicação da da embalagem, da rotulagem que possa ser competitivo para ele? Então, existe, começou esse processo de flexibilização. E isso é muito legal porque assim, ó, ah, o a o maquinário já existia, existia era uma falta de metodologia de adequação
comercial. >> Uhum. >> Né? Então, assim, cartões de visita, por exemplo, vamos pensar uma coisa bem básica, tá? Eh, há uns anos atrás, tu tinha que botar dentro de um processo da de produção gráfica, hoje tu já põe dentro de um processo de produção coletiva dentro de uma gráfica. E o centro de custo desse cartão se tornou baixo, tá? Cartão de visita ainda se usa porque nós temos ferramentas nos cartões de visitas que são importantes, como o próprio QR Code. >> Uhum. >> Né? Que pode eh trabalhar bem legal junto com os com os processos
todos também de eletrônicos, né? Um cartão de visita. Então isso é uma coisa que eu que eu só coloco como exemplo para essa adequação desses setores, né? >> É, a embalagem ela é ela é um ponto importante. Vou até te dar um no ponto de venda falando disso também, porque eu vou te dar um exemplo. Eu tinha um energético que eu sempre tomava e eu Tenho uma coisa um pouco açúcar, assim, eu tô muito, eu não gosto muito de de consumir açúcar, então é muito raro eu comer, eu tomar algo, comer ou consumir algo com
açúcar. Eu procuro ali uma vez por mês, no máximo me permitia isso e acabei me acostumando a não consumir açúcar. Eu sempre comprava o energético zero de uma determinada marca, né? Não vou falar o nome da marca, mas comprar determinada marca. E eu comecei a associar aquela cor do zero, aquela a Marca e e de certa forma na minha cabeça eu associava a categoria. Um dia eu fui numa rede de supermercado e eu vi uma outra marca com um preço muito bom, daquela mesma cor. Eu pensei: "Cara, vou pegar". E peguei um monte. Quando eu
peguei, cheguei e não era sem açúcar. Perfeito. >> Então eu eu acabei associando. Só que isso também não é só por essa associação de cour. A como o sem açúcar ele tá tendo está muito em alta e de maneira e Aconteceu isso nos últimos anos com o pessoal mais fitness, pessoal de corrida, que é tudo sem açúcar, sem açúcar, sem açúcar, mas ainda quer sentir o doce, né? Então tem isso. Falta também às vezes um pouco da desse no design na embalagem, você dar mais destaque para algumas coisas que estão acontecendo no momento, né? Então,
por exemplo, na verdade, quando eu falo assim, ah, o erro não foi só da cor da embalagem da minha parte, foi da hora de Eu ler, eu não vê que, né, não haver o destaque ali. A outra marca ela destacava muito mais que aquilo não tinha açúcar, então ela conseguia pegar esse público de maneira mais expressiva. Aí eu aí eu entro no outro no ponto que eu quero chegar agora. Então, tu também precisa ter uma certa velocidade nesse ponto de de readequar tua embalagem pro mercado, né? >> Sim. Porque eu sempre imaginava assim, pô, para
te desenhar uma embalagem, é, É, cara, deve dar um trabalho, é muito tempo, é muito. E como é que é isso? Como é que é o tempo hoje? Se eu quiser reformular a minha embalagem, dar destaque um pouco mais alguma coisa, >> eu te diria que hoje a velocidade do próprio mercado nos nos impõe, né, sermos rápidos. temos como como eh trabalhar um projeto eh de um tempo de um tempo muito longo, até porque a participação eh em mercado ela É muito importante, né? Nós temos datas bem específicas para lançamento de produtos, entrada >> saonalidade,
>> exato, né? Adequações também do cadastramento, principalmente de supermercados, né? Pra gente poder participar desse processo e nível de compra. Nós temos feiras específicas também que é de apresentação, né? Nós temos uma APAs, uma Agas, né? E todas as outras que compõe no Brasil todo, que São hoje uma coisa vital também para participar, né? Eu só citar para vocês assim, por exemplo, uma a Agas litoral hoje tem uma importância muito grande, né? Prevalaração de uma demanda de consumo do litoral. Então, e as redes até mesmo no litoral do estado do Rio Grande do Sul hoje
são muito bem preparadas, né? Tem hoje marcas bastante importantes ali com investimentos bastante significativos. Então, assim, não dá para eh digamos Assim eh ter uma perda, né, de de tempo nisso aí. Tu tem que estar muito bem planejado, muito bem informado dos objetivos e da situação que tu quer colocar aquele produto. Nossa empresa, ela tem uma característica de velocidade, tá? Mas essa velocidade só se dá por um mini fatores, né? Processos e procedimento, troca de informação, comprometimento de toda a equipe envolvida, que não é só a nossa, né? Todos os outros que estão relacionados Ao
projeto, né? Que engenheiro de alimentos, como eu falei, e aí vai, tá? Porque nós temos também comprometimento com outras áreas que precisam trabalhar, né? Então, o cara de vendas precisa ter o material todo já pronto para aquela data específica fazendo apresentação aos compradores. Então, nós não pensamos mais num projeto, ah, isso aqui vai levar 6 meses. Não tem tempos bem bem menores, bem menores. Tem produto que saem em um mês, tem produtos que são Obrigado a sair em 15 dias e tem produtos que são, que a gente diz que é um prazo legal, 3 meses.
Quando a gente recebe uma brifagem que tem um período de 3 meses, certamente nós não vamos ficar em três meses, porque nós vamos tentar entrar num processo mais modo produtivo, >> eh, que em 15 dias nós estamos com com apresentação, tá? Então tem projetos que a gente consegue desenvolver dentro desses parâmetros, tá? porque o próprio Mercado existe. Aí tu tem que tá muito vigil e eu diria até hiper vigil, eh, em cima de todos os processos e procedimentos. Então, vamos lá. Legislação, né? tabelas adicionais, eh, dados da empresa, referências de concorrente, comportamento do consumidor, exposição
do ponto de venda, que aí que é super importante, a cadeia produtiva que vai imprimir esse material, a questão da cubagem, né? Então são caixas master, adequação para para paraa logística. Ah, a exposição no conto de venda é fundamental, né? que se tu não tem origem da das informações, a gente pode até se perder um pouco. E outra, reuniões, reuniões e envolvimento do desde o criador que tá desenvolvendo o projeto, o a gerência de planejamento, o a pessoal da gráfica ou da da que vai imprimir o material. Então assim, se não Houver esse envolvimento aí
a coisa não funciona. Uma falha de informação já atrasa um dia, atrasa outro, mas nós temos como como visão do nosso negócio objetividade, precisão. E essa precisão tem nos garantido assim uma um índice bastante alto. Eh, nós chegamos a ter assim em torno de 94, 93 eh em termos de aprovação. A ideia inicial, a arte final. Então assim, acontece erros, tá? Somos passívos de de acontecer esse tipo De erro. Porque o que que é um erro hoje? Pode acontecer a adequação da cor não ficou dentro da conformidade. Eh, a informação tem que ser adequada. Eh,
o tamanho da fonte ou uma troca de fonte, mas o restante em si são só ajustes para chegar na arte final e ter um acompanhamento. O acompanhamento hoje é uma coisa muito legal. Eu eu te considero assim que seja o envolvimento da equipe com a cadeia produtiva. Vamos pensar que nós estamos trabalhando lá com uma indústria eh que vai fazer uma caixa, a caixa eh adequação. Eu tenho que saber o tipo de cola que ela vai usar, eu tenho que saber os tipos de acabamento que eles podem dispor, né, que não vai gerar um centro
de rosto tão alto, os prazos de entrega, eh a questão de logística, como é que vai ser essa logística de entrega. Então eu tenho que ter esse envolvimento toda hora. A gerência hoje de um projeto, ele não é Uma coisa eh simplesmente ah, manda pro fornecedor. Não, cara, eu preciso saber tudo para poder deixar confortável a situação para todos. Não posso deixar meu cliente desconfortável com expectativas que não vão ser cumpridas. Eu preciso informar qualquer qualquer deslize que possa haver e principalmente botar margens de segurança. Ah, entrega aí em c dias. calcula mais dois. Uma
uma rodovia pode ter problema. Uhum. >> Um avião pode não ter teto para subir. Então tudo isso tu tem que tá pensando eh prevendo situações. Ah, meu lançamento é dia 13, sei lá, o dia 14, cara. Dia 10 eu já tenho que estar com isso aqui pronto. Eu tenho que estar prevendo uma margem aí de 2 dias, três dias, caso haja qualquer imprevisto, né? Então isso aí tem que ser realmente muito bem gerenciado. É gerenciar hoje a a palavra chave disso processo todo. E >> lá na board design vocês também trabalham com estratégias digitais, né?
Como é que é esse trabalho que vocês fazem lá? Porque tá hoje a hoje as empresas indústria, no geral elas também acabam, né, direcionando muito a sua verba pro digital hoje. Sua verba de marketing. Hoje tem indústrias que colocam 50, alocam 50% no digital, 50% em outros canais. Quando a gente fala de uma empresa um pouco menor, ela bota muito mais no digital, né? Tem empresas que é só digital, ela consegue crescer e pegar mercado só no digital, até por Questões de custo e tudo mais. Como vocês trabalham hoje essas estratégias digitais? >> A Borne
ela cresceu com um foco, né, que seria marca, embalagem e PDV. >> Marca, embalagem e PDV. >> Nós nascemos com esse foco. >> Quando a gente fala de PDV, nós estamos dizendo que vocês também trabalham nessa estruturação do PDV pro produto ter >> teu são materiais de apoio, né? >> Materiais de apoio. >> Materiais de apoio. Ah, eu preciso desenvolver uma gôndula modular. Ah, temos os fornecedores que vão desenvolver o projeto e a gente vai adaptar o processo gráfico. Ah, eu preciso de materiais de apoio para uma um promocional >> promocional, >> tá? Eu preciso
de um todo um envolvimento do promocional ali. Então, é isso que a gente, digamos assim, nossa origem começou em cima disso. Com a Evolução do próprio mercado, as exigências também foram bem maiores, né? Então eu entrei para dentro de clientes que dizer, cara, importei uma máquina que eu vou produzir produzir um produto que eu não sei a legislação. Pô, então vou trazer um um profissional que possa te dar uma assessoria para poder começar então a adequar a partir da informação técnica desse produto uma legislação e a gente possa desenvolver o nosso trabalho que seria a
criação da marca, criação do Do da embalagem e o material de PDV. Só que chegou a um ponto que também a exigência veio assim, tá? E aíô, tô com todo o kit pronto aqui. Eu preciso lançar esse produto no mercado. Pode me ajudar que trouxemos então empresas que possam nos dar junto com o nosso planejamento uma sequência nisso aí e que a gente possa ver essa evolução. Até porque assim, ó, eu entrego um produto, mas eu quero ver qual é a evolução, se vai ter adequações, se vai ter que ter Uma nova tiragem adequando a
algum elemento gráfico, porque a nossa informação ela não ela não ela tava parando num determinado momento. Com a vinda da da do lançamento, digamos assim, através de rede, a gente começou a ver que o o produto poderia evoluir, poderia ter outras adequações e que o nosso projeto poderia voltar ao processo eh 360, tá? Nós começamos com uma ideia de ser 180. Hoje nós já estamos nos revendo pro próximo ano fazer um Processo 360, porque nós estamos só dentro de uma entrega. Hoje nós já estamos uma entrega contínua, legal. Então nós não deixamos eh, digamos assim,
abandonado o o que a gente criou junto com o cliente. Até porque o Isso é uma coisa interessante, o nome Borner vem de nascer, né? vem de de um de um nascimento e para quem gesta alguma coisa como um filho, né, tu dá todo o suporte, né, a tua filosofia, a tua religião, o teu comportamento, teus Objetivos de visão de mundo para ele e um projeto é basicamente isso. Então, o nosso nome tem uma adequação muito muito muito com essa questão de gestar, né? É uma gestão, né, coletiva, marca que é um filho, né? É,
é uma gestão coletiva, porque a gente não pode pensar assim, eh, ah, uma coisa unilateral, a gestação é coletiva, ela tem envolvimento das pessoas, ela tem um umbigo no balcão. Isso é uma coisa que eu acho legal da tua vivência, esse umbigo no balcão, Quando tu me falou que veio de um setor que era de empacotamento, isso é a maior bagagem de vida, cara. Parabéns por ter dentro do teu histórico a convivência e essa visão a partir daí, porque normalmente as pessoas têm uma visão muito restrita das coisas, das suas áreas. Quando a gente tem
essa visão de umbigo no balcão, eh, usando com todo o respeito, né, eh, esse esse esse esse mundo se abre, porque as experiências, mesmo que sejem nas coisas mais simples, Elas vão estar completas nesse processo todo. >> É um ponto que o pessoal o pessoal quem não quem não me conhece tão profundamente, às vezes acho que eu sou da área de tecnologia, né? Mas na verdade eu não sou um cara de tecnologia, não sei programar, não sou desse ponto, eu sou um cara de varejo. Então o que que acontece? Lembro quando eu jogar mercado t
dizer para você, pô, um dia o Michel acho que vai abrir um Supermercado. Não, eu vou abrir uma empresa de tecnologia para supermercado. >> Então essa minha expertise de ter vivido. Eu trabalhei em cinco grandes redes de varejo, fui diretor, montei supermercado, trabalhei em todas as áreas, já fui açogueiro, já fui padeiro, já fiz tudo dentro de um mercado. Isso traz a visão muito pro produto. Então o meu produto, ele é muito adequado à realidade do meu cliente. Então quando o cliente diz assim, tem até cliente que Às vezes dentro de uma reunião a gente
apresenta, quer dizer assim, pô, mas encaixa em tudo que eu preciso tipo assim, fica meio assim, né? Pô, mas todas as dores que eu tenho, isso aí tá encaixando. É porque a gente viveu essa dor. Então a gente consegue criar o produto de maneira com que ele realmente atenda aquelas dores dele. Ele se encaixe naquilo que ele precisa, porque a gente viveu aquilo, viveu aquilo por muitos e muitos anos. E a gente é muito Dentro do nosso cliente. Então a gente consegue entender as dores dele. A gente tá sempre conversando com o cliente, entendendo o
que que ele busca, o que que ele precisa. A gente sabe para onde o mercado vai, as dificuldades dele. Então a gente tá sempre tentando adequar o produto para isso, né? E isso é legal tu ter colocado porque traz também uma visão assim de experiência que que nós nós tivemos, eu acho que que propiciou isso aí Chegarmos aqui, né? E que eu eu sempre uso uma frase que eu acho bem legal, que eu vi há há uns anos atrás, que é o seguinte: o que a vida nos deu, a gente tem que devolver. A gente
tem que devolver, né? chegar em um determinado ponto de ter um conhecimento e não desenvolver ela a nível coletivo. Isso é muito egoísmo, muito egoísmo. >> Exatamente. >> Então assim, ó, eh mesmo que as gerações Atuais elas não passem por tanto eh experiências, né? Eh, digamos assim, as experiências são diferentes, são diferentes, são diferentes. Não, não que eles não eh mas as eh uma coisa que eu que eu que eu coloco assim, as experiências são diferentes, são com outros com outros significados pra vida, né? Porque a vida tá tomando um outro significado, né? Nós temos
um metodologias, eh, tempos diferentes de vivências, tá? E essa carga emocional acumulada que vai se acumulando, né? Eh, ela ela te traz visões de mundo, eh, principalmente presente, futuro, eh, por um outro para um outro viés, né? Eh, por exemplo, qual é o comportamento hoje de um jovem dentro de um ponto de vela? Qual é o comportamento e o horário que ele tem? Qual é o tempo que ele se dedica a cada uma das sessões, né? Por exemplo, são Diferentes dos horários que o pessoal de terceira idade tem. >> Exatamente. >> São diferentes do horário
que o pessoal que sai do trabalho e que vai comprar. Qual é a carga aí de informação que nós temos de consumo? Isso aí. Então, codificar isso aí é uma coisa muito importante, porque faz parte da continuidade dos negócios. E uma coisa importante a ser colocado é que assim, ó, Devolver isso tecnicamente através de gerações como as nossas que que começam a metodizar isso aí faz com que o negócio seja mais objetivo. Que a busca dessas vivências que essas novas gerações estão buscando chama-se conforto. conforto com uma visão de de eh mudanças no comportamento a
nível de com relação ao trabalho, com relação até mesmo ao que que eles querem ao objetivo de médio prazo e longo prazo, Né? E qual as experiências que eles estão tendo em cima disso aí, mas porque não deixam de ser consumidores, né? Porque ela vai ter que usar um shampoo, vai ter que comprar um pão numa padaria, vai ter que comprar um doce. Mas isso que eu que eu acho legal assim, ó, é uma mudança. É, e a gente tem que estar apto a ela, né, adaptando a nossas realidades produtivas, mas com uma visão que
eles também são os consumidores. >> Exatamente. >> Tu não muda mais essa relação. Tu tem que entender >> e adaptar o >> e adaptar à nossa plataforma, a nossa nossa metodologia de trabalho. >> Exatamente. Porque assim, eles deixam de eles não deixam de ser criativos, não deixam de ser emocionais e eles não deixam de ser produtivos. pegar alguém que tá hoje eh produzindo conteúdo eh fora do do mercado, né, digamos assim, não tá dentro da tua Empresa, mas tá produzindo conteúdo, ele é ele é uma carga produtiva. >> Uhum. >> Ele é um fator produtivo.
Então nós temos que entender isso. E o legal é a gente poder entender isso aí, porque todas as variações de comportamento que nós tivemos até hoje eh levaram até um histórico muito muito legal a nível de Brasil, a nível de mercado internacional. né? Se tu pegar um supermercado, por exemplo, eh, na França, eh, como é que ele se comporta? Como é que se pegar nos Estados Unidos é uma atenção uma realidade um pouco diferente, mas pegar no Brasil nós também temos uma velocidade até, isso é uma coisa importante até trazer, o Brasil tem uma velocidade
de consumo e adaptações às tecnologias de PDV muito rápido, >> muito rápido, muito rápido. >> Isso aí é é notório. Eh, se tu até podar Estender assim, nós temos rupturas em termos de filosofia, de consumo até da política, né? né? Então vou pegar o período do Colo Fernando Colo de Melo chegou e disse que os carros não eram compatíveis com o que tava oferecendo o mundo, né? Nossos carros houve uma mudança de comportamento. Assim é uma reflexão da mecânica e do que pode ser oferecido por um mercado altamente consumidor como o Brasil, né? Nós estamos
falando de de de mercados Que se mexiam com uma velocidade muito lenta. Hoje nós temos tecnologia embarcada em todos os setores. >> Uhum. >> Nós temos máquina que pode produzir um tipo de produto durante o dia e à noite ele pode estar produzindo outro tipo, né? O setup de máquina, tanto na indústria e que vai produzir a embalagem quanto na indústria que vai produzir o próprio alimento. Bom, e o mercado tá aí. E o mais importante que eu te diria é o seguinte, sem desqualificação por classe social, porque a carga de informação que recebe o
pessoal das classes eh eh mais básicas e sobreviventes é a mesma que nós estamos recebendo em todas as camadas sociais. Então, não existe distinção de de moção ou de aspiração sobre produto. Todas elas aspiram o que tu tá passando. >> Perfeito. Perfeito. Muito bom. A gente tá caminhando pro nosso final aqui. Nós Damos, pô, o bate-papo aqui tá muito bom. A gente tá quase de uma hora aqui conversando. É muito, muito bom conversar com você. Muito bom, muito bom mesmo. >> E agora pro encerramento, a gente vai de um bate-vta aqui, tá? Vou te fazer
algumas perguntinhas rápidas aqui para ver sua resposta. Se você pudesse dar um conselho para quem quer construir uma marca forte no próximo ano, que conselho você daria? >> Uma marca forte. confiança. Gere confiança. Confiança é é a base que leva a a realmente eh criar vínculos, mas não é a confiança só através de um projeto gráfico, é confiança na filosofia que tu vai colocar em toda essa marca, porque não adianta tu ter toda uma um processo de significância se tu não tem relevância. E essa relevância Eh tem que dar do suporte emocional das pessoas que
vão compor o grupo de trabalho, seja na no discurso, na apresentação, na em honrar estar trabalhando naquele naquele naquela por aquela marca. Então assim, isso é buscar. Quando se fala, algumas agências de design estão falando em origens, cara, isso é o básico. Básico. Não existe essa coisa de resgate de origem. Existe uma coisa chamada Planejamento, em que uma marca se compõe pela sua filosofia e pela sua represent representatividade, tá? Então essa é a base que se gera aí. Confiança. >> É, a gente vê muito falar nisso, né? Às vezes quando uma marca ela erra ou
ela tá indo num caminho um pouco diferente, tem que voltar para as origens, né? >> Exato. >> Pessoal bate muito nisso. >> E aí uma coisa importante assim que eu Que eu sempre diria assim e eh uma das minhas das minhas formações eu sou relações públicas. >> Uhum. >> Tá. Eu fui buscar em outras formações a consistência e e transmitir essa consistência para todos os os clientes que a gente atendeu. Dizer para eles que realmente assim, ó, só fazer isso não te adianta, vai ter que ter todo um suporte e todo um planejamento com outras
áreas Envolvidas. Aí realmente tu consegue efetiv efetivar uma marca no mercado. Perfeito. Perfeito. E uma última pergunta, olhando pra frente, como você vê o design no varejo futuro falando inclusive agora é com IA, com tudo isso, o que que você vê para os próximos anos aí de grandes inovações? Como é que você acha que esse mercado vai caminhar? Vai mudar completamente? Ele vai ter como é que é isso? Se pudesse ser uma visão de futuro aqui pra gente? Eh, há há uns anos atrás, eh, nós tínhamos eh contato com com profissionais da Alemanha fazer estágio
aqui no Brasil. E eu recebi um casal de de de estagiários, o Ian e a e a Anne. E um dia conversando com eles, eles disseram que eles já conheciam o Brasil. Eles disseram, nós estamos falando de quase 40 anos atrás. Não, pouco antes. Pouco antes. E aí ele falou uma coisa que eu que eu foi muito significante para mim na época. esse país fosse 1% honesto, est falando de 1% honesto, que explodia. Ah, o que eu vi que foi uma daquela época para cá foi que o mercado se constituiu entre essa expectativa. Hoje existe
uma cobrança muito séria, muito forte, né? As mídias eh ajudam bastante, né? cada situação, seja econômica, política, ela consegue ser colocada muito rápido. Isso faz com que exista uma constituição de consciência coletiva. É uma coisa que eh tá convencando a se normatizar, né, a visão do que tá errado, o que tá certo, que tá sendo feito, né, e a reflexão em cima disso. as novas gerações elas são elas são Bastante reflexivas, aquela carga de informação muito grande. Então o fake já virou uma coisa, cara, isso aqui é fake, isso aqui não é fake, isso aqui.
Então, e essa esse ping-pong que tem hoje dizendo assim: "Cara, não confia nisso, confia nisso, olha aqui, ó, tá fendo, tá começando a criar uma nova consciência de um mercado mais consciente mesmo, eh, a nível do que que é o os objetivos deles daqui paraa frente. O que eu vejo Nossa área de design é que a gente tem que ser muito sincero, muito sincero. Se eu vou falar de sustentabilidade, eu tenho que dizer que existe sustentabilidade, tá? Se eu vou usar um plástico e eu vou botar um selo de sustentabilidade, eu tenho que dizer que
aquele plástico recebeu uma carga de um produto que ao invés de 500 anos aquele plástico ia ser dissolvido na natureza, vai ser para 5 anos. >> Uhum. ou que essa embalagem precisa, não Tem como reciclar, ela tem que ter ou tem que ser separada, então é um processo de educação, né? Então tem que haver essa informação naquilo que tu realmente coloca ali dentro. Então esse grau de sinceridade tem que ser muito forte, ser muito forte. Aquilo que tu afiançar ali tem que ser realmente o que vai ser feito, tá? Ou o que tá sendo proposto,
tá? Então eu vejo que eh existe essa essa visão assim de não é não é uma visão eh Que tu pode simplesmente colocar para uma referência de mercado. Tu tem que afiançar isso aí. Tem que ser de verdade. Tem que ser de verdade. A verdade eu acho que vai ser realmente a a metria que vai conduzir os negócios aqui pra frente. >> Perfeito. Perfeito. Antônio, foi um prazer receber você aqui. >> Eu que agradeço. >> Muito obrigado. Pessoal quiser te ver seguir nas redes sociais, como é que te Encontra tua empresa? Anovski. Antônio Borovski. >>
Antônio Borovski. A gente vai deixar um nome aqui embaixo, tá? Vamos botar um nome aqui embaixo que é difícil escrever. >> Isso e eu fico à disposição até para troca de informações, eh, qualquer coisa que precisar, né? na nossa área. >> Perfeito. >> E é isso. Só tenho que agradecer Born Design. >> Born design. >> Born design. Perfeito. >> Eu agradeço. >> Se quiser construir sua marca, sua embalagem, seu produto, >> só nosligar. É o 51985858579. Show de bola. Perfeito. Ara, muito obrigado mais uma vez. E vocês que estão nos assistindo, se inscrevam no canal.
Esse episódio ele não tá ao vivo, mas a gente acabou de publicar ele aqui no YouTube. Compartilha aí com o pessoal e Mais uma vez muito obrigado a todos que nos assistiram e obrigado. Да, бряга.