Olá pessoal na aula de hoje eu vou falar para vocês sobre a tuberculose em grandes animais bom a tuberculose é uma doença granulomatosa causada pelo micobacterium Bobs que é a principal bactéria pra gente aqui em grandes animais e outras bactérias importante aí do do da espécie tem o micobacterium ávio que também pode causar infecção em bovinos Mas o mais importante é o Bobs pra gente e o micobacteria tuberculose e a gente tem algumas outras espécies que podem acometer os bovinos aí e pode ser de interesse mas principalmente a nossa e preocupação maior é com o micobactéria Bobs é uma doença que pode acometer tanto bovinos quanto caprinos e suínos que são mais susceptíveis é uma zoonos então pode ser passada pro ser humano e é mais comum no gado leiteiro eem rebanhos confinados devido à facilidade de transmissão e manutenção nesses rebanhos é uma doença controlada a nível Nacional pelo Programa Nacional de Controle e erradicação da Brucelose e tuberculose então eu recomendo que vocês entrem lá no site do governo e Leiam esse plano de de esse programa de controle aí que nós como médicos veterinários temos que ter aí na ponta da língua bom qual que são as formas de infecção como que esse animal vai contrair a doença a bactéria ela vai ser secretada Ali pela via respir por via vaginal pelas secreções vaginais pelo sêmen fezes urina e leite então quando qualquer um animal tiver contacto com alguma dessas secreções ele pode estar tendo contato com a bactéria e se contaminando também pode ser transmitida pelo por aerossóis essas secreções os aerosóis vão contaminar os alimentos a água e às vezes pelo contato direto com o animal infectado então todas essas situações podem cinar com a transmissão da doença e aí a gente tem os chamados os primários que eles são caracterizados tanto pela localização das lesões quanto pela via de infecção quando o animal ele se infecta por via respiratória então ele inala a bactéria ele vai ter o complexo primário respiratório que é caracterizado por lesões em vias respiratórias então lesões em linfonodos aqui da região eh da cabeça lesões em linfonodos do mediastino e lesões pulmonares Então esse é o complexo primário respiratório se o animal se contamina por via digestiva ele ingeriu a bactéria ele vai ter o complexo primário digestivo que se vai se caracterizar por granulomas por lesões em vias digestivas e em linfonodos mesentéricos e a gente tem também a tuberculose miliar que é quando esse essa infecção ela se espalha pelo organismo do animal e aí ele vai ter vários granulomas pequenos espalhados por todo o corpo na cavidade abdominal na cavidade torácica afetando pleura afetando o diafragma afetando peritônio Então ela se espalha vários nozinhos ali em região de fígado Essa é a tuberculose miliar e pode ter também a tuberculose mamária a bactéria pode se instalar lá no Uber lá nos linfonodos Associados a Uber e ou levar a formação desses granulomas e pode inclusive ser fonte de mastite crônica e ser transmitida ali pelo Leite tanto pros Bezerros quanto pras pessoas que estão ingerindo esse leite e que sinais clínicos que a gente vai perceber no animal com tuberculose em suínos contaminados geralmente eles são assintomáticos dificilmente esse animal vai ter a doença respiratória as lesões vão se limitar frequentemente só o trato gastrointestinal nos bovinos Esses animais também geralmente são assintomáticos quando a gente pensa em no trato respiratório então raramente leva a doença respiratória clínica que que é o mais comum nesses animais um emagrecimento crônico progressivo apesar do tratamento apatia febre anorexia e aí esses animais evoluem pro óbito devido a caquexia que eles vão emagrecendo emagrecendo até morrer Tá quando afeta via respiratória que que o animal pode apresentar tosse dispineia corrimento nasal ceroso ou purulento nessa por via respiratória também pode apresentar os linfonodos da cabeça e os pré escapulares aumentados e geralmente é uma doença crônica ela vai evoluir ali por meses até levar o animal a óbito por caquexia tá e tem qual que é o problema dessa doença ela tem essa forma subclínica que o animal não tem sinal Clínico respiratório não tem sinal Clínico digestivo mas ele pode ter uma queda no desempenho tanto na produção de leite quanto na produção de carne e como que é feito o diagnóstico da tuberculose diagn individual fui atender um animal com suspeito de tuberculose Eu vou recuperar vou fazer anamnese vou fazer o exame físico e isso pode ser sugestivo da ocorrência da tuberculose como que eu confirmo esse diagnóstico posso fazer a eutanásia desse animal ou se o animal veio a opto eu posso confirmar o diagnóstico pelos achados de necrop que vão ser nódulos assentados brancacentos ou amarelados que tem esse conteúdo caseoso e às vezes é cal então quando eu passo a faca essa faca vai Ranger vai parecer que eu tô passando a faca na areia quando esses nódulos eles estão principalmente em Bassa e meninge tá associado nos bovinos a infecção congênita então o animal nasceu infectado bom característica das lesões esses granulomas geralmente tem uma cápsula fibrosa ao redor esse conteúdo caseoso parece um queijo calcificado eu passo a faca vai Ranger parecendo que eu tô passando na areia e aí se é na via se é complexo primário respiratório vai ter lesões em mediastino lesões em pumão lesão às vezes em traqueia lesão em linfonodos da cabeça complexo primário respiratório se eu tenho lesões lá nos linfonodos eh mesentéricos ou lesões em parede intestinal ou lesão em abomaso esses granulomas formando em vias digestivas eu tenho complexo primário digestivo ente esse animal se infectou ingerindo aquela bactéria e eu posso ter a formação de granulomas no peritônio na pleura e no fígado isso mais característico da tuberculose miliar fiz a necrópsia coletei material na estop atologia aqui que eu vou ver necrose com calcificação presença das células epitelioides monócitos e linfócitos e essa cápsula fibrosa geralmente essas células vão se portar ali a um pouco mais a cápsula fibrosa que é a tentativa do corpo e isolar essa infecção então no centro eu tenho necrose com calcificação à medida que eu vou saindo eu vou ter camadas de células epitelioides monócitos linfócitos e mais externamente eu vou ter essa cápsula fibrose também pela coloração de Z Nilson eu consigo confirmar a presença da bactéria ali nas lesões Então essa é uma forma de concluir esse diagnóstico de tuberculose e para rebanhos como que a gente geralmente faz esse diagnóstico Essa é a forma de Diagnóstico que tá lá no plano de controle então é a forma legal de ser feita a forma obrigatória de ser feita que é feita com o teste alérgeno vai ser feita a tuberculinização com a tuberculina bovina a princípio lá do micr micobacterium Bobs intradérmico Então faça aplicação dentro da derme E aí feita essa aplicação esse animal vai apresentar uma reação de hipersensibilidade no local que vai formar o aumento de volume e o edema nessa região à medida que eu tenho esse aumento de volume e edema ele é compatível com a presença de anticorpos para esse agente que eu inocule se o animal não teve contato com a bactéria ele não vai ter anticorpos e não vai ter edema não vai ter essa reação de hipersensibilidade se ele teve contato com os anticorpos Quando eu fizer a tuberculina vai ter a reação então eu faço essa tuberculinização meço primeiro a espessura da prega de pele antes faço a aplicação 72 horas depois eu meço de novo e aí dependendo do do quanto de edema que eu correu ali eu posso dar o diagnóstico de positivo de negativo ou de inconclusivo esse teste com alérgeno a gente geralmente faz ou em região cervical da pele da região cervical ou em região da prega caudal quando esse teste dá positivo a gente faz um teste confirmatório que é o teste cervical comparativo que que é esse teste lá na região cervical eu vou fazer inoculação intradérmica da da tuberculina bovina e da aviária por quê pode ser que o animal teve contato somente com o micobactéria ávio E aí ele respondeu por conta da presença do micobactéria ávio quando eu faço a aplicação dos dois eu consigo diferenciar se ele reagir somente a micobactéria ávio quer dizer que ele foi negativo paraa micobacterium bobbs que é a que é controlada se ele reagiu ali somente para micobacterium Bobs ou paraas duas aí eu consigo dar o diagnóstico de positivo de inconclusivo ou de negativo então de que forma que funciona faço a medida da pele antes de aplicar a tuberculina aplico a tuberculina 72 horas depois faça a leitura novamente e aí eu pego a medida Inicial e a medida final e subtraio se essa diferença das medidas d de zer C de zero e milm até 1. 9 MM o animal é considerado negativo se deu entre 2 e 3. 9 MM e não tem dor não tá end tá endurecida e bem delimitada é um resultado inconclusivo então ele vai passar para outro teste para ver se é positivo ou não se eu tenho uma lesão entre 2 e 3.
9 cm só que com dor macia e com exudato ou necrose é considerado positivo e acima de 3. 9 também é considerado positivo quando o animal é positivo ou inconclusivo o que que é feito é feito dali 60 a 90 dias após aquele teste Inicial nos animais que foram inconclusivo ou positivos o teste cervical comparativo que eu vou aplicar a tuberculina a bovina e a aviária ou se deu positivo e o proprietário autorizar já é feito o abate ou eutanásia desses animais se o proprietário não quiser abater ou fazer eutanásia pode ser feito esse teste aí para confirmar ou descartar e aí como que é feito esse cervical comparativo é feita a comparação entre a inoculação da tuberculina bovina e da aviária quando eu tenho uma diferença menor do que 1. 9 cm milm é considerado negativo se a diferença entre 2 e 3.