Tá bom boa noite a todos e a todas meu nome é Gustavo Marinho eu sou editor da conta corrente é permitido trazer que nesta noite teremos a oportunidade Nossa de conversamos com Lúcio professores o relançamento da obra do professor florestan Fernandes a integração do negro na sociedade de classes na segunda obra do professor florestan Fernandes rdk registrada na nossa Editora a primeira como todos sabem revolução burguesa no Brasil ensaio ensaio de interpretação sociológica o professor Bernardo ricupero que também aqui hoje conosco ele é coordenador essa valiosa coleção que tanto orgulha a todos nossos e para
o lançamento dessa aula de lançamento dessa obra e para essa aula exclusiva as conta com a participação ilustre da professora Maria Arminda Arruda que Mestre Doutor e livre-docente a cirurgia pela USP e professor de sociologia também que ela usa Professor Bernardo recuperou mestre e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e professor na mesma Universidade pessoa Mário Medeiros mestre e doutor em sociologia pela Unicamp e professor do departamento de sociologia da mesma universidade e coordenador do programa de pós-graduação e em sociologia da Unicamp também e o professor Antonio Brasil Júnior vs Doutor em
sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Professor adjunto do departamento de sociologia da mesma universidade e o professor Silvio Almeida que é um dos nossos convidados de hoje e que nos deu a honra para escrever a quarta capa do nosso livro Lançar relançado aqui do professor florestan Fernandes infelizmente não vai poder comparecer é solo exclusivo mas ele não vai deixar de falar ele já com conversou conosco que ele vai gravar um vídeo sobre a importância da obra do professor é florestan Fernandes e daremos Ampla divulgação nas nossas redes sociais isso vai estudar brevemente você
já agradecer novamente a presença de todos nós certamente teremos uma ótima aula nesse próximo 60 minutos mais ou menos e eu passo a palavra aqui para o professor é Bernardo recuperou para suas considerações iniciais o meu lugar Boa noite também queria agradecer o Gustavo que é principalmente agradecer é a professora Maria Arminda professora no forno Brasil Professor Mário que como o Gustavo acabou de dizer participaram na deste volume na coleção integração do negro na sociedade de classe e que por conta disso né Down né Sem dúvida nenhuma um interesse especial é ao a as edição
é a minha ideia fala muito rapidamente né sobre a coleção como livro a integração do negro na sociedade de classes internas coleção e depois então o'byrne nos convidados que realmente é o mais interessante é a coleção né agora reedição das obras do oferece Fernandes perda para Oi gente tem precedentes é importantíssimo começar justamente pela última reedição da obra florestan Fernandes que foi na coordenada pela professora Maria Arminda eu cheguei até ser perguntado né que que era que era novo diferente dessa edição para depois anteriores eu queria que é basicamente momento acontece como qualquer livro qualquer
edição e realmente no momento especial que o Brasil vive hoje como próprio o que está Fernandes Junior me disse para me convidou para poder na coleção faz muita falta no Floresta que eu acho que é importante né podemos estar né discutindo se não comfloresta a partir do Floresta a nossa ideia foi começar a coleção com a revolução burguesa no Brasil e e os livros é basicamente vão seguir o mesmo formato ou seja temos em cada livro é um prefácio é onde escreve né autores mais jovens não é que estão a podendo então indicar as respectivas
Possivelmente nova sobre o florestan e pós fácil né que a gente fez o próprio Leonardo bettinelli no problema que está presente já com grandes conhecedores da obra do florestan Fernandes tô no caso é que eu vou só burguesa no Brasil o prefácio foi assinado é pelo André Botelho bota no Brasil que está presente hoje também enquanto que entrevista que o Leonardo de Neve e eu fizemos foi com Gabriel que nos pareceram importante clicar a revolução burguesa no Brasil o conta da avaliação que de alguma maneira esse livro representa uma espécie de encontro entre o trabalho
que o florestan Fernandes fez desde que ele ingressou na USP em 1942 até aquele a datelli se afastado né da USP 69. 25 ou seja o trabalho mas acadêmico e depois o trabalho mais com eles está a revolucionar o ponto de encontro entre as duas coisas na verdade estão muito próximas vocês se alimentam dado a Largo na cintura Além disso o outro parecia importante era Justamente a categoria de autocracia burguesa e avaliamos que ela é uma categoria importante para entender o próprio momento que o Brasil vive hoje já integração a sociedade de classes é muito
interessante a gente pensar que é um livro né pi e é uma espécie de culminação de um projeto de pesquisa coletiva que foi levado à frente especialmente para caderno de sociologia um tratando de Relações raciais é escravidão 10 então o início dos anos 50 e culminando na desse nesse livro que foi inicialmente até a sede carta né a do Floresta Fernandes a caderno surgiam Além disso é também não é muito interessante me parece né pra pensar comercial mesmo viu como no fundo a é a verdadeira advertência por qual florestão fecha sumiu Talvez hoje né possa
ser melhor entendida pelo seu é porque talvez naquele momento né porque que ela foi escrito E 64 pouco antes do golpe de 64 termina né o florestão o livro de vendas Justamente que não teremos uma democracia racial e tampouco democracia no Brasil e na verdade não houver o efetivo né é integração na do negro Essa sociedade a me parece que essa questão Hoje é mais que importante mais que atual e pra discutir ela gostar mente convidá-los então novamente outras Brasil Júnior o Mário Medeiros para escreverem prefácio do livro e a professora Maria Arminda a foi
um grande conhecedor é amigos maiores especialistas do florestan Fernandes entrevistada por mim e extensos jornalístico Beleza então eu acho é mais guarda vou passar a palavra com Antônio Maria e Maria Arminda a essa hora que a gente vai seguir E mais uma vez Então agradeço Gustavo e especialmente os nossos convidados né que dá um todo o interesse né para essa e discussão que a gente vai fazer hoje tempo é muito obrigado pela sua Bernardo foi só Antônio Oi boa tarde vem quase noite a todas todos é uma imensa alegria mas para essa atividade que hoje
lançamento do livro a integração do negro na sociedade de classes depois super mais eu queria pelo Gargamel é seu convite feito pelo Bernardo ricupero né a escrever junto com o colega amigo Mário Medeiros essa esse prefácio uma vez só na minha alegria mas para essa atividade ficar trabalhar linda referência incontornável para nós estudiosos coração Fernandes e também a própria Editora contracorrente na parabenizando-o pela iniciativa de relançar né os livros de Florestal bem como muitos colegas vem assistindo né É urgente a meu bem aproximar a obra de florestan das novas gerações e também do debate contemporâneo
já que nela há recursos teóricos e metodológicos mas também éticos e políticos é fundamentais para entender aqueles contemporâneo amo o valor Bernard a alegria essa quantidade de hoje a mãe ainda mais por essa gente são de integração do negro na minha modestíssima opinião é o melhor livro de florestão e já tava tomando as pesquisas são aqueles mais importante já feita no país é claro que ele como a gente sabe em a revolução burguesa no Brasil florestan articula Teoricamente de modo muito muito Rio as suas hipóteses sobre mudança social no Brasil e na periferia do capitalismo
né é soltando essa componente que ele chama de autocrática né na realização do capitalismo entre nós aí André Botelho e eu tiramos a a chance de discutir as inscrições o prefácio né a última edição do livro mas reputo que é em a integração é que a dimensões nessas ligações mais marcas históricas para pagar e a revolução burguesa no Brasil entregar o fogo negro que essas e os seus vários níveis e nos vários capítulos Zodíaco libra imenso e como podem notar aquele mais perseguir no plano concreto das interações dos agentes né nos pequenos rituais cotidianos na
modelagem mesma vai subjetividades naquelas possibeis ação individual e Ação coletiva né os modos pelos quais se realiza né a chamada autocracia burguesa no Brasil apresentou sugerindo que não existam diferenças importantes entre momento de escrito né já integração do negro de a revolução burguesa no Brasil mas pelas obras momento político já que a integração é redigida né No calor da crise da frágil democracia de 45 né é uma peça de captura depende da é se você tem quatro né eu passo que a revolução burguesa é publicado 55 ótica São aposentadorias compulsórias passagens pelo exterior e ela
volta ao país feito por produtor ela também várias peças no prato momento de elaboração conceitual na sua obra mas eu acho que podemos ganhar perspectiva né está lendo lendo meus dois livros aos seus achados principais né em conjunto né Afinal é um enigma que envolve entender como se dá de modo tão duradouro e persistente a naturalização não errarem valendo social autocracia burguesa entre nós né não sejam sociedade que mesmo tempo que realiza morango capitalismo ela também mantém a monopolização da riqueza do poder e do reconhecimento social e minorias privilegiadas e brancas não é frisos Ah
entendeu então como se Raiza somente autocracia burguesa entre nós não pode abrir mão entender como esse da nas formas de socialização da sociabilidade os valores as condutas concretas a gente sociais e as uma matéria muito importante chapada né longo das páginas de integração do negro na sociedade de classes e como tive oportunidade de discutir com Mário Medeiros não é fácil que escrevermos juntos né no livro O tema Relações raciais e o tema da ordem democrática né som a Rigor Duas Faces da mesma da mesma moeda é a integração do negro EA passagem cobrando acabou dele
né assim demonstra isso pessoalmente né procurar estão um tema esclarece o outro e vice-versa né já que como ele é só tão diferente é diferente momentos a efetiva integração da população negra no mundo dos direitos do trabalho e do reconhecimento social e a sua cidadania plena seria o teste decisivo para podemos falar de uma ordem social verdadeiramente democrática no Brasil daqui analisar as várias dimensões do processo neve em volta a passagem de uma sociedade escravista hora nossa sociedade capitalista competitiva né que o tema que o responsável né e quando né partir do ângulo das populações
negras é o tema do livro né já que procura estão a população negra foi o elo mais fraco da corrente vai passar corrente de modernização que arrastou todos os grupos sociais mas que é feito de muito desiguais ao longo desse processo executam analisar a passagem da obra de cabeça próprio capitalismo desde o ângulo das populações negras telefone da Mental para perceber que medida né a chamada modernidade que nos Coube experimentar né conosco bem realizado e estava é colocando em cheque né ah se lá no passado ou então apenas de produzindo as várias formas de fusão
né tipo ano passado por meio de mecanismos própria mente Moderna 1 quem não tem essa matéria do livro e sua importância para pensar tenha a ordem democrática no Brasil e como você como sabemos né assim já é mas mais ou menos hoje é conhecida né a peça de florestan de que essa feito geração da exclusão da população negra São Paulo né lembrando tempo é um motivo eu sou de São Paulo né e para o outro nessa Paulo era nada menos que 800 da revolução burguesa no Brasil entender como se dava a sua respiração a exclusão
no pós-abolição né procurar estão se ficaria pela conjugação de vários fatores né é um livro que não procura uma explicação unicausal mas sempre multidimensional o e dentre esses fatores podemos citar meu anjo aumento da população negra dos melhores postos de trabalho que se abriam não era o nome Urbana emergente né da competição sem entrega quando migrantes europeus que não só o preferido sistematicamente né Nós somos contratação mas também não carregaram as marcas objetivas subjetivas da de um passado é de fertilização e isso na cor estão bem né da comprar a combinação tóxica nos combinação perversa
de alumínio pobreza crônica não que dispensaria as energias né nossa população é isso a mera sobrevivência souber a reprodução material da articulando coletivamente nas suas formas de mobilização tu és uma um quadro x que nada nesse caráter multidimensional multifatorial e última dimensão aquele articulando análise para entender como os processos deu nem essas teses como é que sabe o produto discutidas e não é o caso de atrativo neste médico o ponto muito breve né que eu quero desenvolver criança fala é que mesmo sabendo flores tampa dessa dificuldades crônicas né que essa passagem abrupta ou foi muito
marcante ficar São Paulo né a passagem ao grupo tá de volta escravista Formosa capitalista e mais ainda não só passagem é totalmente de baseada de conteúdo umas patori o democratizante né Eu estava vendo o os limites que se colocavam para o protagonismo político da população negra não é chocolate que ela notou extensivamente expor ao longo do livro porque são igualmente apostou que a única saída possível para democracia no Brasil é só democrática de seus dilemas raciais seria justamente o protagonismo negro o protagonismo o protagonismo popular e nesse registro né Eu quero destacar aqui quando florestão
né abre né o livro na nota explicativa dizendo que podemos ver a integração do negro como estudos sobre a emergência do Povo na história ele grifar povo maiúscula Eu não estava fazendo uma mera afirmação retórica ele fala deixa pensando nas condições e nos limites ela o protagonismo popular no Brasil é Oi e essa posta no protagonismo protagonismo Popular né eu venho insistindo nesse ponto né é mais perto de aposta impossível né mas que nesse caso a porta é possível paradoxalmente é a única possível quando no caso florestão se trata de levar a sério tanto o
projeto de transformação democrática e popular no Brasil então pode ser feio né esse projeto a mobilização dos de baixo né No próximo temos mas também levando a sério os achados da pesquisa sociológica e por isso não dava trégua nesse ponto muito exigente nós vamos lá a pesquisa seu celular que apontado né e os achados que o livro vai anotando né constato articulação crônica entre capitalismo racismo entre modernização e subdesenvolvimento entre revolução burguesa de autoclismo E já apareceu na minha fala não eu vou falar com outra falar que em breve mente começa a dimensão de aposta
começa estou na posta né percorre alguns pontos do livro a meu ver essa posta possa florestão procurar que incessantemente você fez abertura soubestes de contestação à ordem vigente mesmo que à primeira vista essas brechas apertos sejam muito bonita hoje vamos passagens que eu escuto mais marcantes do livro na comfloresta explora a situação de exclusão as pauperismo EA Lumia né que levava passamos consideráveis a população negra de São Paulo sobretudo masculina ao sobre emprego e mesmo desemprego crónico E com isso né da nossa decorrências ao ócio é imposto a necessidade de me promete matar o tempo
Daí até com essas fila né plantão nos bares e botequins do centro da cidade E agora vocês comportamento totalmente gravado círculo vicioso da Explosão do lastro em das imagens que associavam o negão alcoolismo a vadiagem esse rapaz por outro lado o motorista não ele permitiu a Constituição de um espaço possível de reconhece o tumulto e de vocalização de frustrações individuais e passarás passarás identificadas como coletivas levando aqui ó chamar de manifestações lá vários né mas primeiras manifestações recipiente mais decisivas no inconformismo iria despontar depois do movimento negro organizado em particular né na frente negra brasileira
é a qualidade dica 4 Capítulo inteiro né no livro ele mesmo logo da mais Improvável futuro acordem ele B Germes espaços e potencialidades contenção o programa Outro ponto da Poça que parece muito forte um livro aí o caso da frente Negra medo processo de acumulação Histórica de mobilizações é negras na capital Paulistana nas primeiras décadas do primeiras décadas do século 20 O que foi trabalhar diga-se passagem é sobre toda a parte de material corrigido a quatro mãos o José Correa Leite Renato Lage Moreira nos realmente importante tem líder do movimento negro São Paulo Lopes Jardim
Moreira Neto em alunos tente por estampa né ele levar uma coreografia a partir do qual agora estão vai recompondo minha história nos processos São Paulo neste mesmo Capítulo dedicado a nossas ativismo Negro em cor Então vai ver que ele não colocou momentos mais rigorosa uma das os limites problemas em terra e mesmos antes consistência político-partidárias mesmo assim não deixa eu dizer com todas as letras que não temos movimento social organizado nem o outro ter levado tão longe as exigências é uma ordem social democrática no país curso que agenda de universalização de direitos e garantias sociais
mínimas proposta pela frente Negra seria a única saída possível dentro da ordem de romper com a monopolização racial o baixo dos blocos na riqueza do poder e do prestígio social Portanto o movimento negro treinando a resposta democrática onde leva a nação brasileira e o fato de a população Branca negócio que o tempo de parecido no geral profundamente é indiferente ao movimento negro se ele é contra contra a prova Cabal antes compromisso histórico dos brancos né das minorias privilegiadas com os valores da Democracia não só no plano de rede formal mas especialmente no âmbito das relações
sociais concretas no plano fim das ações cotidianas da tolerância imenso né parte de três formas abertas ou veladas de desrespeito e discriminação o que faltava mesmo alto as relações entre brancos e negros como se fosse relações entre superiores e inferiores entre senhores escravizadas tudo isso né na principal Metrópole inicial do país bem Trocando em Miúdos aposta de florista o home tentei decorrer aqui ele tem muito brevemente não é aposta feita por um sociólogo consciente até a medula dos elementos estreitíssimo ficar sociedade brasileira impõe a sua democratização especialmente articulação coletiva no contexto social pelos de baixo
né e sua legitimação pública já quanto me mostre tem mais as dimensões autocracia burguesa é só tolerar conflito entre eles da confirma organizado pelos autores populares crê matéria de repressão política e policial o tanto que eu quero sugerir que essa aposta né E tá tem um peixe que Maria descrevemos Aposto que não tem nada de voluntarismo bom né aquele calibra essa posta pelo pessimismo na Perspectiva sociológica não acorda mais abrir mão no entanto né Isso é um pouco fundamental lugar de uma resignação cure simples flor está continuam apostando todas as fichas no pro pagamento porta-voz
Popular sei que seja a única forma possível de criar um curto-circuito ou circuito fechado autocracia mesmo e essa perspectiva sociológica e eu também ao mesmo tempo ética e política o recurso cognitivo poderoso para criarmos a crise contemporânea especialmente ela só é realização brasileira dessa crise contemporânea do Brasil como surpresa para os demais sentidos sociais daqui reputavamos calor democrática caminhava por uma aperfeiçoamento progressivo sabemos que essa crise contemporânea jamais pregaria de prevenido né o nosso Berry aquele doméstico florestão e sendo estivesse entre nós né é falei E aí probabilidade do Snap social da democracia no nossa
cidade com a brasileiro Tom coisa fashion em exposição nas novelas oportunidade e parabenizando a iniciativa da redução do livro Obrigado Professor Antônio e o passo agora falar o professor Mário Medeiros por favor sério Oi boa noite a todas as pessoas que estão aqui nessa saldos um Snapchat dos um também quero começar agradecendo a oportunidade de conversar com vocês o convite feito pelo Bernardo do Campo pelo e na segunda do Gustavo é o convite da editora contracorrente para ver passear nessa nova edição essa responsabilidade prefacial são nova edição é de integração do negro junto com Antônio
Brasil que é um queridíssimo colega e amigo e também poder dialogar quando funciona Maria Arminda agenda que estamos em que colegas entre amigos entre admiradores mútuos recíprocos de florestan e também de pesquisadores bastante probabilidade é eu penso que eu gostaria de chamar atenção é de vocês novos e novos leitores ou pessoas que estão tô indo agora nessa nova edição a integração do nele pela conta corrente de alguns pontos que durante muito tempo Antoniel conversamos para escrever o prefácio e também é algo que eu Concordo totalmente com que António é começou a só fala que talvez
talvez não certamente integração do negro é uma das obras de pesquisa de investigação sociológica na segunda metade do século 20 das mais importantes da produzidas no Brasil não só pela dimensão teórica metodológica que o autor emprega mas também é algo que não pode deixar de ser mencionado a dimensão contextual e política o compromisso ético é que florestan derrama nesse nível acho que o verbo É esse mesmo é ele mesmo falando sobre a pesquisa tanto da pesquisa Unesco quanto a integração do negro em outras obras na o foco biográfico que fazem a sociologia no Brasil é
o quanto foi doloroso do login de escrever intervenção do negro porque é se tem ali uma luta é intestino contra a dimensão do preconceito da discriminação do racismo e algo que é um jogo no jogo analítico considerável com flores tanto faz que é escrever um livro sobre Neve e aqui vai a colocação e absorvendo ele que na verdade talvez não seja sobre mesmo de foto né apesar de ter no título é um livro sobre a integração do negro mas acaba se tornando um livro sobre democracia direitos sobre Sociedade Brasileira de uma forma mais amplo é
uma com o ponto que eu acho que é importante ele está Khan É a atualidade da sua obra A gente tá lendo um uma tese de cátedra defendida a sagradamente Salvo engano os dez dias antes do golpe de estado civil-militar 10 ou 20 dias antes do golpe de estado civil-militar de 1964 acho que solicitam defende no dia dez no dia onze e o golpe se dano dia 31 e nós estamos lendo em 2020 2021 no Brasil hoje na e com os eventos decorridos desde de 2015/2016 17 pra cá e no no Brasil que nós nos
encontramos hoje mas atualidade também se dá por isso que Bernardo Antônio acho que já chamaram atenção a maneira com que o restante termina o livro esse esforço de mais 700 páginas e termina o livro dizendo que enquanto não vem uma verdadeira democracia racial no a crescer no Brasil isso me chama atenção porque em 2020 2019/2020 nós encontramos uma circunstância da existência de uma coalizão negra por direitos é um grande guarda-chuva de 170 movimentos negros que tem como mote a frase de que Enquanto houver racismo na verdade democracia no Brasil é tão mais de 60 anos
passados no Brasil a luta contra o racismo EA análise das diferentes dimensões que o racismo preconceito possui se torna de fato uma pedra de toque uma pedra fundamental da nossa experiência da Constituição dos direitos civis sociais e políticos no Brasil é são pontos que eu acho bastante decisivo e assim como na década de 50 60 Vale lembrar que florestan continua ele aproveita os dados da pesquisa Unesco realizado em 1951 1955 que vai dar um livro é brancos e negros em São Paulo não é feito em parceria com o Roger bastide Tendo também os relatórios de
Virgínia Leone Bicudo aí ela kingsbury é algo assim Nogueira enfim ele aproveita os dados uma pesquisa de uma década anterior trabalho esses dados novamente com a integração do nele e tanto em branco em São Paulo quanto na integração do negro na sociedade Cross a algo que estão muito importante e tinha Antônio chama atenção agora na sua fala que é a participação decisiva dos movimentos negros é desde o começo do século 20 é especialmente aqueles nos anos 1930 e que florestan bastide EA equipe de sociólogos os pianos da escola de sociologia e política tinham acesso e
que vão fornecer dados Histórias de Vida entrevistas publicações em jornais da Imprensa Negra Paulista Paulistana e a experiência cotidiana da discriminação e do preconceito racial e que acaba se tornando portanto algo que já na Fortuna crítica AD florestão disputas raciais a questão racial no Brasil surgiu aparece é a um esforço de uma pesquisa colaborativa mas o esforço de uma pesquisa colaborativa com os e os movimentos sociais no meio negro que na descrição que fosse tem prega no seu trabalho é um esforço uma uma uma colaboração muito ativa com os movimentos sociais no meio negro é
a que fornecem dados que fornecem a as experiências da discriminação e que colocam na ordem do texto o debate sobre a necessidade se demolir o mito da democracia racial que é um dos momentos altos um dois pontos altos desse livro na FIC também torna o debate bastante atual seja nos anos 60 fosse nos anos 60 seja agora né basta dizer que florestan dialogando com a A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos homens pretos é pessoas que criaram Ou foram bastante importantes na organização da frente negra brasileira Como José Correia Leite Arlindo Veiga dos Santos
do seu primeiro presidente e os que participaram em diferentes jornais desde a década de 10 20 da Imprensa Negra Paulista associações de trabalhadores negros como Associação José do Patrocínio entre outros é a associação cultural do negro enfim é é com isso florestan tem acesso a possibilidade de discutir os fundamentos éticos Morais políticos da Ordem Social competitiva do capitalismo da revolução burguesa se é classe processual para valer no Brasil no século 20 a partir do Elo mais fraco da corrente é essa nota explicativa sobre como povo emerge na história o povo aqui na parece com o
negro que aparece uma espécie metonímia do Povo uma parte pelo todo do Povo né e a esse povo que emerge na história é um povo que é de um lado é vilipendiado nos seus direitos uma vez que a ordem social competitiva a revolução burguesa Revolução dos direitos os políticos e civis ela não é igual para todos não nem todos somos iguais perante a lei nem todos tenham direitos iguais é na repartição da riqueza social tampouco a organização política dos movimentos sociais em particular dos movimentos negros vai ser respeitado bastante O que é frente negra brasileira
é fechado no blog de novembro de 1937 quando se dá ao estado novo mais de outro lado é esse povo que ele mexe na história e esse povo entendido como o povo negro teen ou a parte mais fraca da corrente é um povo que luta cotidianamente intestinamente como mostra o florestan pela reforma da Democracia pela reforma dos direitos dos Gigantes no Brasil e que coloca em cheque os aspectos os fundamentos éticos políticos e históricos dessa reflexão de direitos revolução essa revolução burguesa e já nasce com uma série de complicações e tendo a a Revolução Francesa
como espécie inspiração na uma declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e que imediatamente é questionada pelas mulheres uma declaração das mulheres e os escravizados com a revolução do Haiti pelos trabalhadores pelos proprietários por círculos das o se configurar como uma revolução portuguesa na inclusiva da dimensão dos Poetas e florestan nessa temporalidade que idade começo meados do século 19 até mais ou menos 1960 na integração do negro na sociedade quarta se demonstra aqui se alma pro versão original da revolução burguesa a moda francesa aprovação se duplica na periferia do capitalismo agregando capitalismo escravidão fazendo
como viver muito bem capitalismo escravidão no Brasil na e isso continuando no cenário do mundo da Liberdade no drama O que é abolição da escravidão no Brasil uma outra coisa que eu acho que é importante é chamar a atenção é o fato que com isso apesar do título a integração do negro na sociedade de classes também já é bastante debatido na Fortuna crítica desse livro da projetor florestan enfim você uma Garmin do Bernardo após passe é também já escreveram sobre isso é o quanto que o tipo ele pode sua enganoso entre aspas de grandes assim
não a integração por valer o livro ele é sobre negro mas também não é porque tem muito di debate a respeito dos impasses da realização democrática da sociedade brasileira os impostos da realização democrática que tornam é falso é o cenário de todos iguais perante a lei da legalidade as ações sociais e da possibilidade efetivamente é especialmente dos setores subalternizados serem cidadãos plenos uma coisa que sempre me chamou muita atenção é a integração do negro é isso a gente discutir um pouco numa super fácil é a partir de uma sugestão é do professor Gabriel cohn de
uma entrevista que possível com meu anos atrás é porque é brancos negros ordem social competitiva revolução burguesa entre outros e que outras expressões no texto de florestan a pallets entre aspas na brancos entre os povos negros entre "ordem social competitiva antigo regime como ele se refere à ao período monárquico enfim é sempre óculos o que ele tem uma espécie de impasse de realização mas não são planos né É quase com uma suspensão das categorias em uma suspensão das categorias também que se dá nesse mundo da Liberdade onde a Poli e tem condições iguais de competir
todos são iguais perante a lei todos têm condições iguais de ser é respeitar vender a sua força de trabalho e por aí vai Mas isso não é verdade isso leva esse momento de formulação sobre o Mito da democracia racial que não é inventada pela sociologia nos anos 1950 que não é inventado por florestan na é uma narrativa que pode Finalmente vai se organizando a sociedade é denunciada pelos descendentes de Africanos diversos escravizadas o quanto a narrativa de que o país seguir um paraíso terreal e de Lico onde as raças é conviveria muito bem obrigado inclusive
com a chegada dos Imigrantes certo uma coisa que só estava almoçando intensamente ao longo do livro na verdade isso não se configuraria como um verdade né o mito e tem uma função de amortecer conflitos o meu tem uma função de tentar manter o nego no seu lugar Portanto o povo mito da democracia racial a minha função de conter as lutas sociais no meio negro que poderiam reformar Essa ordem que por sua vez é pervertido a caminhar por fim na caminhada minha fala é muito curioso que o quanto a uma aposta e eu gosto muito desse
termo também que apaga Senhor nas nossas discussões O que é fácil não pense particular do Outono o quanto a uma aposta na sociedade apenas a sociedade apenas na sociedade vai ser possível com a florestan a solução desse tipo de conflito Dez Anos Antes de uma conferência com o título muito curioso que era uma pergunta sobre existe uma crise da democracia no Brasil em 1954 de novo de certa maneira Sagrada porque dessa conferência no ano de 1954 e um pouco antes de agosto 1954 quando se dá o suicídio é de Getúlio Vargas então acaba tendo uma
crise a democracia no Brasil e se posso pagar esse texto aparece nas mudanças sociais no Brasil mas se fosse por essa é não tem crise Democracia é crise Democracia é conferir o conflito é inerente à democracia com modo de governo é e disputa de poder né E somente a sociedade posições urina esse tipo de feliz aqui aparece uma espécie de proposta semelhante somente a sociedade somente brancos e negros Especialmente quando os brancos se responsabilizarão pela os impasses da sociedade brasileira porque classe dominante não fazendo parte da classe dominante somente assim é de maneira construtiva e
não abafa nesses conflitos com falseamentos com o mito da democracia racial se teria de foto uma democracia plena portanto enquanto não houver enquanto não houver democracia racial não haverá Democracia é a social-democracia para valer e é e no Brasil portanto também tem um aspecto muito curioso pelo Fashion minha fala com isso um aspecto muito curioso é da discussão florestão acaba fazendo dos intelectuais ativistas movimentos sociais no meio nego ou pessoas comuns pessoas simples negras com parte do povo é na sua obra campeões da reforma social campeões da reforma social campeões da Cidadania brasileira da luta
pela cidadania brasileira e eu acredito também que isso faz parte de um projeto intelectual junto com o projeto dos grupos sociais meio negros a um conjunto de trabalhos e florestan é que antecedem a integração do negro que vão continuar depois seleção do meio que vai ficar do mundo dos indígenas o mundo dá uma homossexualidade masculina em São Paulo é dos negros aqui do mundo dos Imigrantes eles do Gol os filhos de Vanessa C o e acomodação de seus devaneios em São Paulo mas é um projeto intelectual sobre o subalterno somos organizados é um estudo sobre
potência cidadania e que talvez um dos seus pontos altos seja a integração de neve na sociedade Cross então fica com isso convite para leitura desta nova edição o convite para leitura essa nova edição da história conta corrente e a chamando atenção para a qualidade do debate é ético político sociológico e também é digamos das espécies de Patrocínio que nos lança e que é pego pelos movimentos negros hoje enquanto não houver a democracia racial não há democracia enquanto o racismo não é mesmo Cassiano Grosso Muito obrigado pela atenção de vocês é muito obrigado Professor Mário Medeiros
foi assim como a aula que o Senhor Antônio foi exposição do professor Antônio foi uma aula né para gente agradeço muito e passo a palavra agora Professora Maria linda para que ela fala um pouquinho dessa obra reeditado professora muito boa noite muito obrigado por estar aqui conosco hoje é uma grande honra largada Gustavo é Quero Agradecer muitíssimo a editora contracorrente é e o convite tio Bernardo e me fez para dar uma entrevista que funcionaria como posso fácil da integração do negro na sociedade de classes agradeço a Leonardo e não estou vendo aqui mais participo toda
da entrevista é então aqui o TSE você Gustavo Marinho e dizer da minha alegria em conviver com o Mário Medeiros e o Antônio o Antônio Brasil essa nova geração potente né de sociólogos é do brasileiro bom Eu pretendo fazer o mar uma exposição relativamente breve é porque eu acho que nós tivemos duas aulas e é creio não ser o caso é de voltar a certos temas ainda que fica difícil não retomar questões que tanto Maio quanto Antônio é chamar atenção e apesar disso eu acho que eu gostaria de falar um pouquinho sobre como eu vejo
aí o negro na sociedade de classes a integração do livro da sociedade de classes é um livro de fecho e de abertura ele fecha o conjunto de preocupações de florestan no que vinham já desde os anos 50 não só nas pesquisas da Unesco e sobre preconceito racial no Brasil mas é tudo debate que florestan é construir um desde sempre E aí eu acho que desde sempre se a gente olhar os primeiros trabalhos dele sobre marginalidade social e seca sobre a questão da desigualdade no Brasil e ele fecha porque uma pesquisa Ampla e eu concordo completamente
com o Mário que a na integração do negro na sociedade de classes o negro é metonímia da desigualdade da não participação daquilo e se chama hoje que o professor otaviani meu querido professor chamou atenção que era uma categoria errada né de exclusão Mas vê se eu falei no debate na Unicamp em exclusão ele se levantou e falou com toda essa ciência dele Maria Arminda exclusão não é uma categoria sociológica ou excluído é uma forma de integração e é de abertura O livro é porque ele está na génese e da a Interpretação da modernização brasileira e
é a revolução burguesa no Brasil exerce categorias centrais que depois florestan pai com vai desfiar com mais cuidado mais vagar na Hamburguesa já estão postas na integração do negro na sociedade de classes é que integração do negro na sociedade de classes é uma monografia é um livro notar em um livro notável de pesquisa de seriedade do ponto de Rigor né é de seriedade sociológica de utilização é precisa do método e eu mesmo tempo um livro não só repleto de de questões fundamentais para entender a modernização brasileira o cara no Brasil mas especialmente eu livro ensina
a pensar sociologicamente ele é o modelo ele é um modelo nota o e interessante ver né em que tem mais do que interessar é porque é interessante é uma palavra um tanto vazia mas em que tem que perceber atualidade desse livro Uma das últimas entrevistas que florestan deu ele reproduziu uma um pensamento de mar uma frase que é o seguinte fazer isso era a veracidade do saber é determinada numa situação prática e para tomar essa frase eu diria né não é à toa que prestar a reproduziu é que a veracidade é importância da integração do
negro está hoje muito mais claro do que na época em que ele foi escrito na minha maneira porque é claro que florestan quem chamou atenção para isso eu sou Gabriel com gosta de títulos para ductais Aparentemente paradoxais a integração do negro na sociedade de classes a integração que não houve né ou a revolução burguesa no Brasil um tipo histórico tão particular que não se aproxima da revolução burguesa tal como ela aconteceu na a Europa e nos seus podemos mais desenvolvidos é que é integração e é uma categoria da sociologia americana sobretudo de Chicago EA integração
não significa assimilação para mim é ser uma parte que tem uma funcionalidade no todos numa sociedade e no caso é que todos tá ligado ao processo de modernização o brasileiro na formação do capitalismo e da sociedade de classes mas que cidade tal ordem que excluir quase todo mundo e daí todas as categorias e ele vai desenvolver sobretudo é de autografia um e assimilação é o que o Gilberto Freyre USA é porque é implica na assimilação a participação ativa é daquele o que está em questão e não era o caso do negro é a portanto a
categoria integração ela já é cheia de significa e de outro lado eu queria chamar atenção que quando pensamos uma obra Esse livro foi como dizer bem disse o Antônio e O Mário é um livro que foi a tese de cátedra de Floresta mais ou menos 20 dias antes do BOL em 64 e ele foi publicado Editora comercial em 1965 esse livro ele é como todo Livro ele é fruto de uma contingência Hum e e uma contingência histórica e que ia também o desenvolvimento de um conjunto de pesquisas e de reflexões que estavam caracterizando a chamada
escola sociológica Paulista é por vezes em precisamente imprecisamente é pensada porque tem muito mais gente não é só o flores no seu grupo mas ali tem uma característica no em Floresta em o seu grupo seu grupo de assistentes de professores que ele convidou para trabalhar com ele né Oi Tatiane sou sendo Henrique Cardoso da Silva acabar de frango seria não quero não me a todos porque este é demoraria muito mas funcionam os de alta capacidade é que essa é a Escola Paulista de sociolo gia ela vinha trabalhando Diferentemente do que aconteceu com a o inverno
no Rio com essa essa é a as questões e os impasses da modernização no Brasil vendo uma aposta na floresta não é aposta no capitalismo nacional e pedra ligada ao estado Aí sim né algum Antônio é tem toda razão que eles são uma aposta sim mas ela também ao mesmo tempo uma desilusão em relação a essa modernização show e essa com essas questões digamos é que são esses essas contingências que levam a escrita da integração do negro então Toda obra é uma obra é do seu tempo o que mais chama a minha atenção é que
ela é uma obra é mais atual do que parecia ser naquele momento é é que é um livro que sobrevoa esse tempo porque pensa rapidamente nós estamos vivendo o momento assusta né no Brasil uma situação altamente regressiva ET na verdade constrangia todo brasileiro lúcido para dizer o mínimo é basta dia eu discurso do primeiro-ministro francês Assembleia francesa a viagem eu me sinto envergonhada diante das nossas questões atuais e sobretudo indignada por causa do aprofundamento da desigualdade social desigualdade como mostra a boa literatura ela cresceu no processo da globalização Né tava pensando nos dados do e-bit
que revela como não só os regimes Democráticos tem refri irão mas como a desigualdade social ela é uma desigualdade que se aprofundou mas o caso do Brasil no caso do Brasil renda média de um por cento um dos mais ricos e é 85 mais por cento maior do que dos cinquenta por cento restantes um por cento dos círculos de tem um terço da renda Nacional este E isso se aprofundou ao ponto que quem abriu os jornais hoje o que viu x 125 milhões de brasileiros estão madeira sem experimentar e quando olhamos a integração e eu
gosto muito da dessa nessa lembrança do mar Sandra é sobre a o negro como a meta como metáfora ou metonímia e uma espécie de metáfora além da desigualdade é que essa desigualdade brasileira e que está presente na integração do negro EA discriminação racial ela tem que ser entendida no seu cruzamento com as classes sociais e portanto é isso aí e tem que ser entendida no Prisma do exercício do Poder ao tocar e os termos e florestan é isso significa uma forma de realização da revolução burguesa no Brasil é que não incorporou conquistas civilizatórias não afirmou
direitos não construiu princípios de cidadania e não aderiu de fato os valores da democracia de diâmetro de outra maneira não não construiu uma cultura democrática e o negro a discriminação EA marginalidade do negro é a expressão Mais aguda mais terrível e mais abominável disso então se olharmos na a integração do negro à no Prisma da com E são do Brasil nós veremos que se Toda obra é uma obra ligada às suas contingências históricas é a integração do negro é uma obra que ultrapassa a sua própria conte essa história oi e ela é composta naquela se
compõe ela vai construindo quadro e são aqueles que remédio é Olá pessoal é a aonde cenário Didi de realidade contemporânea e absolutamente é interessante eu não quero me estender muito porque já já tô falando muito e ao mesmo tempo eu sei que nós temos um tempo limitar Mas o problema crucial desse livro é Esse é um problema de a um só tempo leva ao entendimento de todos esses que estão à margem da construção da modernização e do capitalismo no Brasil e eu mesmo tempo mostrando que a expansão a expansão da sociedade de classes no Brasil
por isso a integração do negro na sociedade de classes o termo título é muito significativo que essa é a expansão da sociedade de classes se fez de uma tal maneira o que não só não incorporou EA marginalização e o preconceito são parte disso não só não incorporou mais como também não incorporou um conjunto o maior e se refere às camadas populares no Brasil e isso porque razão Por que a ordem social competitiva aquele a ordem capitalismo é promoveu formas de ajustamento social que não não não abriu espaço para o ajustamento racial é como aconteceu em
outros países portanto é independentemente da existência do preconceito nos outros países ouvir e modalidades de integração e de integração tô querendo dizer assimilação e que no caso do Brasil sequer isso aconteceu e o padrão étnico da do passado legado que aquele seu legado da raça branca não só persistiu mas com mais ele ganhou força e vida quando ele se Manteve presente na construção do mundo burguês ele se combinou ao mesmo tempo mundo burgueses pôs uma sociedade de classes toda a desigualdade que estava presente nesse processo e é reviver seu as forças arcaicas as forças x
a modernização deveria excluir e aí e para terminar vai se delineando a importância da integração do negro na sociedade de classes porque o mesmo tempo ele localiza as dificuldades presentes com a essa essa forma perversa né de afastamento e depende persistência do preconceito Quais são as a essa forma perder desta é de existência de uma estrutura de classes que não incorporou que não integrou sequer e eu mesmo tempo não foi capaz de construir uma cultura universo laborativo do democrático por isso o destino do negro é o destino da Democracia os estudos sobre Florence de florestan
Fernandes sobre as relações e se as hoje é se olharmos se olharmos com os olhos hoje eles expõe o chamado racismo estrutural uma vez explicam os fundamentos do preconceito é o fundamento do preconceito está ali e no caso brasileiro a relação intrínseca que tem entre o preconceito e estratificação de classes com as a causa dessas formas arrevesados da modernização brasileira o caráter privatista da Ordem Social competitiva a estrutura autocrática do exercício do Poder todos esses traços resultaram na profundidade da desigualdade do Brasil e na persistência no preconceito e nesse sentido é que essa obra em
uma força já qualidade absolutamente indiscutível [Música] isso já seria motivo mais do que suficiente para que possamos louvar com a publicação o retorno da publicação da obra de Floresta mas eu acho que ainda outras questões ia aí mesmo é para terminar e voltando a a frase se ele recupera numa entrevista dele a frase do mar que atualidade é a veracidade de um saber é demonstrado na razão prática a veracidade da integração do negro na sociedade de classes e é demonstrada no mundo hoje aqui de ferro e ao mesmo tempo é um livro é eu termino
quis põe a perplexidade dos cientistas sociais ou dos intelectuais brasileiros diante dessa barbarity está presente na nossa sociedade hoje Sobretudo o intelectual Acadêmico ao que parece que perdeu né além de ter perdido a sua aura O que que está submetida a várias regras internas e externas da instituição não soube não tem sido capaz de articular respostas consistentes em relação coletiva institucionais pessoalmente todos falamos esse dentro mezzo é uma expressão disso mas institucionais ou saídas para essa crise que estamos vivendo então reler florestan ele a integração eu acho que é a melhor maneira de pensar de
pensar sobre nós mesmos Muito obrigado a é nós que agradecemos professora e acho que a gente consegue constatar aqui pela aula de cada um de vocês eu agradeço muito na hora da história contra-corrente a importância EA qualidade desse livro que foi escrito na década de 60 mas que hoje se mostra atualíssimo né Eu sou Bernardo seco peru com coordenador aqui da nossa coleção Gostaria de retornar a palavra é para o senhor para suas considerações a gente já passou um pouquinho nosso tempo né então agradeceria aí se você pudesse dar umas palavras finais aqui para gente
Ah tá ótimo não eu queria simplesmente não é mais uma vez agradecer muito né é os três são Maria Arminda do Brasil Professor Mário Medeiros que eu acho que essas três aulas coroaram né o esforço né que fizemos publicar esse livro é já no livro né a contribuição dos 31 acho que dá um interesse especial essa edição né o fácil e entrevista na Copa pistão Maria Arminda em que o Leonardo ele Nery também teve participação né antes daí entrevistando ela e agora né nessa nossa possibilidade de conversar com eles é disse Talvez o mais importante
é um livro que começou do livro lembro eu trabalhei Arminda de alguma maneira é expressa seu momento mais justamente trás and final. E esse momento precisamos tanto enfrentar meus problemas mais sérios do Brasil né na florestan Fernandes e especialmente a integração do negro na sociedade de classes e particularmente importante lamento né assim Hotel estão sem tempo né não vai dar fazer uma discussão né mas de qualquer maneira é já fomos brindados né com as três aulas da Maria linda do Antônio de tomar água e obrigado professor é infelizmente que o nosso tempo é mais escuro
que a gente gostaria agora o que a gente pode tentar depois a coordenar mas alguns encontros né porque essa obra é vasta com todas as obras do professor florestan Fernandes e criar grupos enfim estudos e conversas a respeito disso a gente pode pensar isso que o futuro então agradeço muito a presença para chorar Maria linda agradeço imensamente a sua presença Professor Mário meu Deus que o Senhor Antonio também agradeço muito a presença de todos é para os nossos leitores é um recado Professor Silvio Almeida não pode participar Mas como eu disse no início da nossa
aula aqui exclusiva ele vai gravar um vídeo né sobre a importância da obra do professor florestan Fernandes e nós vamos divulgá-la amplamente nas nossas redes sociais Então gostaria de agradecer a todos mais uma vez e pela presença Peço que todos se inscrevam aqui nas nossas redes sociais para que acompanha é os nossos lançamentos né e o livro do professor florestan Fernandes com todos aqui sabem Você pode encontrar no nosso site lá da editora contracorrente e eu gostaria daqui de deixar registrado como eu sempre faço é uma grande agradecimento especial a toda nossa equipe da editora
contracorrente né e dá um um galho no sangue muito grande para que todas as suas obras sejam publicados e saiu com uma qualidade a altura da obra esse né então Agradeço a todos Regina Maicon Valéria Karla julliana Fabiana o Fernando que tá aqui Laísa Patrícia a Camila e o Rafael eu agradeço muito a todos pela presença hoje e provamos acompanhe em breve teremos novos eventos abraço a todos e até a próxima é muito obrigado obrigado obrigado obrigado boa noite obrigado boa noite para vocês pessoal tchau tchau E aí