tem algo de assustador nos fantasmas de Cairo filme do kyosald 2001 como se na hora em que aquela imagem tremida em meio virtualizada aparece na tela uma regra muito básica tivesse sendo quebrada o mesmo sentimento que você tem com uma foto tremida como se trai-se a ideia por trás da foto de congelar um instante no tempo que ela deformação parece que não deveria existir se o cinema é a imagem em movimento os Fantasmas do filme parecem chamar atenção Para incapacidade de movimento e até um medo que se direciona não porque está sendo representado na imagem
mas para imagem em si Cairo é um filme que existe no momento intermediário da imagem ele geralmente é pensado como faz uma parte desse contexto de terror japonês do início dos anos 2000 incluindo o chamado costuma ser lembrado como um olhar de receio voltado para tecnologia as fobias e as inseguranças que ela trazia junto os dois filmes têm adaptações Americanas mais genéricas que são bastante focadas para esse lado de por dia mas o cara original tá refletindo a ansiedade de uma transição não só tecnológica mas de forma a forma do humano a forma da cidade
e a forma e o futuro da própria imagem filme começa com uma personagem amity tendo um calafrio quando dá falta do Taguchi um dos colegas de trabalho que não aparece alguns dias na intenção de recuperar um disquete que tá com ele que seria necessário para o trabalho o Patrão manda mídia até o apartamento dele ela consegue encontrar ele lá um estado meio suspenso parecendo distante de tudo e enquanto ela procuro disquete no apartamento ele se enforca com os cabos de um computador a partir daí a mente e outros personagens começam a ter experiências estranhas com
os computadores televisões e celulares como se eles às vezes operassem como um espaço intermediário a partir do qual espíritos podem se comunicar com os vivos ou se manifestar de alguma forma no mundo material no disquete que eles estavam procurando contra uma foto do Taguchi de costas como por outra pessoa ao mesmo tempo que parece que ele mesmo tá olhando para essa imagem muito personagem que tá aprendendo a usar um computador começa a ser direcionado às vezes para os quartos salas espaços pessoais de outras pessoas sem entender direito porque diante desses acontecimentos estranhos o personagem que
viu a foto do Taguchi no celular visita também o apartamento dele para tentar entender e encontra um mofo estranho na parede que parece no formato de um corpo aquilo que aconteceu com tagústia começa a se manifestar parecido com outros personagens como um tipo de epidemia uma coisa com um efeito Contagioso que por algum motivo se espalha também pelo sinal e pela imagem é um fenômeno que parece bem uma doença mesmo tipo de vírus que se espalha assim como que afligem as pessoas que assistem a fita amaldiçoada de o chamado essas histórias contadas pelo ponto de
vista ocidental como no caso das adaptações de Cairo de o chamado toma um caminho mais de um tipo de corrente amaldiçoada uma maldição tipo um assassino de filmes Lester que vai de uma vítima para outra e vai se aproximando provocando construindo uma atenção até um clímax final no momento de intensidade de barulho o olhar da câmera sente prazer em observar essa pessoa imaginando que tá sozinha vivendo a rotina enquanto é observada por esse agressor e talvez a coisa mais marcante do Cairo japonês é uma ausência de clímax é um filme tomado por uma indiferença em
relação a quase tudo os personagens dificilmente se envolvem emocionalmente com algo mesmo quando tem uma coisa muito errada acontecendo pelo contrário às vezes até os momentos finais de uma pessoa são silenciosos e é como se todo mundo tivesse anestesiado na maior parte do tempo até o desaparecimento do Taguchi no trabalho não desperta a preocupação bastante para que alguém faça alguma coisa a não ser no momento em que algo tá com ele o disquete passa a ser imprescindível para uma tarefa no trabalho do mesmo jeito a morte dele em casa é silenciosa assim como os colegas
de trabalho lidando com a informação Então o que se olha com suspeita aqui é mais da cidade de forma geral do que simplesmente a tecnologia um tipo de cidade que no Japão já tem essa imagem de ser um modelo de Urbano ao extremo tanto coisas como super população tecnologia fundida no concreto quanto coisas como doença stress desgaste mental paranoia os personagens convivem com essa percepção da cidade com naturalidade suicídio é uma coisa cotidiana e até um pensamento com o qual se convive em alguma medida na rotina de trabalho essa cidade pela lente do filme aprisiona
os personagens as salas e ambientes delas são opressores e claustrofóbicos e os elementos dela parecem cercar as pessoas até as cenas em que nada Sobrenatural está acontecendo tem uma aparência de um pesadelo como se aquele Já fosse um mundo fantasma antes mesmo de qualquer fantasma aparecer na frente da câmera essa pressão de uma presença se faz sentir um pouco pelo contrário pelo quanto a solidão daqueles espaços é meio desoladora o filme faz sentir essa pressão mesmo em lugares com outras pessoas como seguindo uma barreira de distorção entre uma pessoa e outra os mundos pessoais delas
parecem inacessíveis e é como se existisse um tipo de consciência que ativamente performa algo equivalente a uma interação social simulam espetáculo de luzes sons que lembrem a privacidade do contato humano como se tivesse uma multidão no lugar quase como um tipo de armadilha a gente presencia o contraste entre esse barulho visual sonoram um vazio de presença humana não existe uma entidade amaldiçoando os personagens em Cairo mas sim essa pressão que quase como uma doença empurra os personagens para o isolamento em processo lento Sutil e que termina não com uma morte violenta mas uma opção deliberada
pelo desaparecimento é diferente de suicídio na medida em que é uma fusão com aquele Urbano doentio um se entregar e passar habitar o concreto as telas e até o sinal transita pelos cabos e pelo ar também fica claro como tudo isso é um fenômeno que em algum nível Veio de fora as manchas na parede vestígio deixado pelas pessoas que escolhem desaparecer lembram as manchas que ficam na parede como único vestígio de quem morreu perto do centro dos ataques nucleares dos Estados Unidos no Japão o mesmo vale para proporção daquilo no filme A gente acompanha tudo
da perspectiva de um núcleo pequeno de personagens e só percebe a escala Real lá pela metade do filme por uma televisão inicialmente parece uma história intimista que vai se desenrolar só dentro daqueles limites mas é de verdade um tipo de fim do mundo mas que nunca é entendido coletivamente um apocalipse enfrentado individualmente lentamente digere cada uma daquelas pessoas sozinha dentro da barriga que é o quarto estudo e lugares de trabalho um dos computadores do laboratório de informática um estudo uma personagem tem sempre um programa rodando que lembra aqueles protetores de tela antigos Tem vários pontos
se mexendo na tela se dois pontos se afastam muito uma força para cima eles de volta mas eles chegam muito perto um do outro ele some às vezes alguns pontos fantasmas tremidos aparecem também sem explicação a personagem fala isso e admite que nem ela sabe o que aquilo significa e por mais que essa ideia dos pontos seja comentado no filme mais de uma vez nenhum deles sabe quem fez porque nem parece estar esperança de saber só para noar a ideia de que é melhor nem pensar no assunto ainda que o filme deixa isso rolando na
tela um bom tempo de forma que é impossível não pensar no assunto criador pode muito bem ser uma ou várias pessoas que não se comunicam entre si e com o programa de forma entender de um jeito mais amplo que aquilo vai se tornar e existe uma resignação generalizada em torno disso como se fosse natural não saber ainda que aparentemente aquilo seja um modelo do mundo que eles vivem também enquanto eles discutem sobre o programa não parece ter uma conexão real raramente Os dois estão sequer focados na cena ao mesmo tempo um deles pode virar uma
imagem embaçada na tela qualquer instante apesar disso os personagens em Cairo tem um desejo forte pela aproximação pelo contato e o cruzar pensa esse desejo num contexto de muita incerteza em relação ao futuro e o medo que acompanha essa mudança se volta inclusive para a natureza humana ali a partir do momento em que ela começa a se tornar algo cada vez mais um discernível e separável da cidade os personagens operam Um fundamento Tão Profundo no eu é um ponto em que ele colapsa integra o todo esse processo comunica um pouco com as ficções científicas do
século passado as ideias de que a consciência das pessoas se unessem em redes e se superasse limitação da física e qualidade do corpo tudo se integrar sim sinal de forma harmônica mas o cruzal mesmo no início dos anos 2000 no começo de uma nova era de tecnologia informação só olha para isso com medo Ele filma o nascimento de um mundo fantasma fantasma tem essa característica de ser algo entre real e Imaginário vida e morte um momento congelado no tempo uma repetição que não deveria estar ali uma expressão de um sentimento muito forte que se recusa
assumir que habita um lugar intermediário história que deseja ser contada e assim como uma fotografia fora de foco nesse novo tempo que o filme reflete ele também é a imagem instável que tenta manter a forma e solidez nesse mundo nublado não desaparecimento iminente e a resistência humana que tenta rejeitar isso um contexto de transição da imagem analógica mais sólida material para digital mais instável e menos palpável filme Olha um pouco para si mesmo entre esses dois mundos da imagem a sensação é de uma insegurança até quanto o que é o real que é um fantasma
na imagem e o que é a imagem de um fantasma essa insegurança é real de verdade tanto quanto é também o drama humano entre estar vivo ou não um contexto em que a possibilidade de conexão real parece se afastar numa velocidade maior do que o corpo é capaz de acompanhar a morte passa a ser uma formalidade que eventualmente abraça devagar as pessoas que já são Fantasmas um vídeo tremendo imagens residuais de si mesmo O cau a chima que existe até o final aceder O isolamento acredita que ele e a raro possam não ter o mesmo
destino ficarem juntos mesmo depois de tudo acreditem uma ideia abstrata de progresso único tipo de eternidade que a cidade ali pode oferecer ele já viu desde o início aquele estado entre a vida e a morte de repetição eterna e destituída de emoção ou de humanidade que caminho até a metade para voltar para o início começar de novo eternamente no início do filme Quando tá aprendendo a usar a Internet ele abre a porta desse mundo espiritual uma porta que a partir dali nunca mais vai se fechar a grandiosidade que acompanha todo esse primeiro contato com digital
pronuncia uma conexão que vai englobar tudo mas que representa não a superação do eu não contato mas o afundamento no eu o desaparecimento silêncio absoluto é algo que parece para todos eles isolados nesses mundos individuais impossível de parar ainda que tudo seja acontecendo devagar diante deles sempre se possa ouvir um ruído de todo o som da imagem o desespero que é a única coisa que espera do outro lado meu nome é Otávio e se Assistiu o vídeo até aqui deixa um gostei dá uma olhada na nossa campanha de apoio rola conteúdo adicional lá todo mês
grupo no WhatsApp inclusive vai sair por lá recomendações de outros filmes que não cobram no vídeo vou deixar os links tudo na descrição Muito obrigado