As narrativas compartilhadas têm o prazer de continuar ouvindo Rodrigo Cintra, que agora vai contar o que ele decidiu fazer quando chegou para fazer a inscrição no curso de Direito e resolveu não fazer. Então, vamos ver agora o que ele tem a contar a respeito dessa decisão da vida dele. Muito bem, aliás, essa foi uma decisão que mudou a minha vida até hoje, né?
Ah, é! Então, estava falando que eu também fui influenciado pela MPB, que eu acredito que dá o som. Daí veio porque acredito que as muitas letras da MPB têm uma reflexão e questionamento sobre a ditadura, né, no Brasil, que faz um despertar dentro da gente.
Meu pai sempre foi muito apaixonado por Elis Regina, por diversos Gilberto Gil, e sim, sempre tive o prazer de ouvir Vinicius até hoje em casa. Então, eu também ouvia muito isso nesses tempos ociosos, além de ouvir essas músicas. Comecei a frequentar espetáculos de teatro com assiduidade um pouco maior do que o normal, e eu lembro que ia com meu irmão a alguns espetáculos.
Meu irmão não trabalha com arte, mas ele sempre foi um apaixonado por música e teatro. Eu lembro de um dia que nós nos dirigimos até o Sesi Sorocaba, e quem estava apresentando no dia era o grupo Cartazes, que, inclusive, para quem não sabe, está aqui o fundador, não é? O professor Roberto.
Só que, na época, ele já estava mais à frente do caso, já era o Roberto surgindo, que também tem uma paixão muito grande por tudo que ele representa no teatro a nível nacional e internacional, né? E foi meu professor na faculdade também. Depois ele foi solicitado, já que já foi entrevistado.
Um abraço para o Gil também, com certeza! Estava apresentando "Morangos Urbanos," lembra? "Morangos Urbanos.
" E começa o espetáculo com uma música que me choca, né? E eu entendi, né? Você lembra muito bem daquela música "Sonho"?
Depois disso, o destino de um sol feito eu perdido. Nossa, daí começa, e entram aqueles personagens sem fala. Eu não lembro até hoje.
Aquilo me deixou assim: "Que maravilhoso! " Porque entravam só os personagens fazendo como se fosse um Pablo, vivam entre aspas, ele se apresentava ao público, né? Cada um fazia uma cena cotidiana com aquela música maravilhosa, aquela luz perfeita do Roberto Gil.
Fui e me apaixonei! E eu falei: "Cara, isso é maravilhoso! " Isso também tocou uma foto e criou uma catarse dentro de mim assistindo aquilo.
E eu falei: "Olha aí, eu fui depois pesquisar por que chamava, né? " Daí eu falei: "Que legal, né? " E aquilo me tocou e acho que despertou dentro de mim, porque o teatro só nos faz bem.
Começo a ver tudo dentro de você e voltar aos anos atrás. Porém, olhar, daí eu me recordo até hoje lendo o jornal Cruzeiro do Sul, tinha uma tirinha, né? Pequenininha.
"Selecionamos elenco para o espetáculo teatral. " Aí, como sem experiência, se dirige até a escola com o nome da escola, que era Barão Tatuí, uma escola estadual. Além do lado direito, não vou lembrar o nome da escola descendo a Barão de Tatuí ali do lado direito.
Era à noite. Eu fui lá, com a cara e a coragem. Não contei para ninguém.
Essa é uma outra história. Demorei para contar para imprimir o que eu estava fazendo teatro. Olha que loucura!
Até hoje eu não sei por quê, né? Mas, enfim, aí eu me dirigi até aquele espaço e estava tendo uma seleção para o Sítio do Picapau Amarelo. Foi horroroso!
Foi um choque! Foi a pior coisa da minha vida! Agora, para todo mundo, hoje, se dependesse daquilo, eu quem sabe o pior erro que pode ter feito na vida.
E não foi porque eu fiz um teste ruim, porque a pessoa que estava lá era uma pessoa completamente despreparada, que humilhou todo mundo. Mandava subir no palco. "Ah, vi que está com dor de barriga.
" Assim, todo mundo ficou em choque! Só tinha eu e mais um menino mais louco que o resto, todas as mulheres. E todo mundo ficou em choque, falou assim: "Quem é essa pessoa?
O que está acontecendo aqui? " Eu estou falando isso? Não é possível!
Já tinha 20 anos! Acabei de completar 120 anos. E tu não dá para eu falar isso aqui?
É possível, isso aqui não deve ser brincadeira. Isso aqui não deve ser. .
. Hoje em dia, dessa forma, né? Aí, eu lembro que fiz uma amizade muito grande com uma das meninas que se chama Camila, e a gente falou: "Vamos fazer, vamos correr atrás, vamos tentar ir atrás de tal de verdade, de outros lugares?
" Vamos! E a gente começou a ir atrás de outras oficinas. Mas, não sei se vou contar uma outra parte para me pular, que entre esse meio.
Antes de contar que eu estava fazendo teatro, eu lembro que, quando decidi fazer teatro, eu contei para os meus pais. Eu falei: "Acho que eu quero fazer teatro. " Daí, eu olhei a cara dele, que teve certeza.
Só eu acho que tenho. Foi muito. .
. acho que não tem, né? Mas foi por lá.
Daí meu pai falou: "Bom, beleza. " Meu pai sempre me incentivou, embora ele sempre falasse assim: "Você tem certeza? Será que é bacana?
Um dia você vai desistir e fazer outra coisa. " Mas ele sempre me deu todo o apoio do mundo, e minha mãe também sempre deu muita liberdade para nós. Ele falou: "Bom, vou te ajudar.
Eu tenho um primo que faz teatro em Sorocaba. " Aí eu olhei para ele e falei: "O que você deu para mim fazer açúcar, sim? " Ele falou.
Olha, pelo que eu sei, é um dos melhores artistas de Sorocaba. Eu falei: "Pera aí, como assim? É o cabelo?
" Eu falei: "Quem estava? " Eu nunca vou falar. Se você tem um primo que é seu primo, ele falou: "Quem é o Mantovani?
É muito, foi de Carlos Alberto Mantovani. " "Tô em casa. Você conhece?
" Falei: "Não, não, mano. Eu vou falar com meu primo, né? É, para quem conhece, já sabe do que eu estou falando.
Do grande Mantovani. " Aí eu lembro que o meu pai encontrou com o Mantovani na praça um dia e veio falar para mim: "Eu já conversei com o Mantovani, com meu primo. Tá tudo certo.
Ele dá aula no sindicato dos metalúrgicos e tem uma turminha lá. " E eu falei com ele: "Ele falou para você ir, lembra que dia de semana tá o horário? " E eu já assustei e falei: "Já tá tudo certo!
" Falei: "Meu Deus, né? Agora o negócio ficou sério, né? " E eu me dirigi até a noite.
Cheguei lá, o Mantovani querido, né? Meu abraço, um beijo! Ai, que delícia!
Você é meu primo! Que bom, tem um primo aqui. Vamos lá.
E já tinha uma turma formada que estava com ele há muito tempo, ali formada, não sei de informação, que é informado no sítio, tá trabalhando junto, né? Que são grandes atores hoje. Pois eu vou contar.
Ele falou: "Vamos lá para o palco. " Eu nunca tinha feito nada na vida, Roberto, no teatro assim, de sério. "Vamos, sobe no palco.
" Aí, eu lembro até hoje. As pessoas olhavam, eu fui passando no corredor, para quem se lembra, nenhum cidadão metalúrgico. Essas cadeiras, eu passo no meio do corredor e as crianças e os adolescentes olhando para a minha cara.
Assim, eu já tinha 20 anos, eu acho que era um dos mais velhos, e todo mundo olhando com uma cara de inveja. Até hoje eu brinco com eles, estão com uma inveja de mim porque eu, o Mantovani, falava: "Hoje vai vir meu primo aqui. " Então quero que você se sinta muito bem, meu primo.
Tô muito bom, só que eu vi gente. "Ferrou, primo do cara! Nós, seu protagonismo!
Esse cara vai tomar o lugar de todo mundo. " Diz aí. Eu subi no palco junto com todo mundo e todo mundo com aquela cara que, se não me devorar, eu assim assustadíssimo ali.
Gente, essas pessoas vão comer língua aqui nesse palco! Aí ele deu um exercício que era. .
. eu lembro até hoje, nesse exercício de interpretação, em cima do seu RG, da sua identidade. Tem que procurar um espaço no palco e você tinha que sair desse lugar, desse buraco, e falar o número da sua identidade, só que de uma forma interpretada, que não tivesse como se fosse o robô falando apenas o seu número, né?
Você construía. Eu lembro que eu fiz aquilo, fiz muito bem, e todo mundo falando da metade, assim. Aí, no finalzinho, se aproximou, ninguém falou comigo.
Eu fiquei muito assustado com aquilo, sinceramente. Eu falei: "Gente, que lugar horrível, né? Porque as pessoas nem olham para minha cara!
" Que pessoal mentindo, né? Passou um tempo, eu falei: "Não vou voltar mais. " Eu não voltei mais, não voltei mais nenhuma aula do Mantovani.
Aí, depois, ele foi perguntar para meu pai: "O que aconteceu com seu filho? " Ele desistiu, né? Porque eu lembro muito bem que, quando eu posso conversar com ele na praça, o Antônio falou com meu pai assim: "Você, tudo bem, vou ajudar seu filho, mas você tem certeza que quer que ele faça isso?
Pergunte para ele, porque teatro é algo difícil e complicado, somente no Brasil. " Aí, eu conversei com o Antônio e ele falou: "Tem certeza? " Eu disse: "Eu quero tentar.
" Falei: "Pense bem, porque não vou mentir, é algo muito complicado, né? " Passou, eu sumi da oficina porque eu fiquei assustado com tudo isso, realmente. Fiquei muito assustado, só que eu não desisti do meu sonho.
E daí eu fiz esse teste. Simplesmente conheci essa menina e vou fazer a primeira oficina na minha vida, que foi com o convocado de Souza, que hoje está em São Paulo. Lembra do caso?
Hoje, pô, né? Trabalha, que estava aqui de Sorocaba com a Fernanda. Que ela olhou com o Henrique, José Henrique.
Eles fizeram o espetáculo, instalação, que ficou parado em frente ao Grande Hotel. Ele era meu professor, me mandou, né? Porque assistiu, maravilhoso.
Era Martins Pena que eles fazem, eu acho que na época. E o Cadu é um professor genial, assim, um apaixonado pela arte. E ali conheci o Júnior, que foi uma outra.
Porque hoje não é mais tomate, é professor de história. E daí a gente entrou no SESI. Aí, depois, eu entrei no grupo de teatro.
Daí eu fui fazer um teste em Tatuí. Oi! E a coisa, Roberto, quando entrei, mergulhei de cabeça.
Eu não falei mais, às vezes as pessoas fazem uma coisa aqui, outra ali. Eu me dediquei integralmente à minha vida à arte teatral. Era 24 horas por dia, só fazendo.
Às vezes, eu saía como chileno de manhã de casa, mas me perguntavam: "Onde você vai? " Eu falava: "Vou encontrar os amigos. " E não falava um dia.
Olha que desespero, né? E eu não sei porque tinha uma vergonha em contar para os meus pais que estava fazendo teatro. Acho que talvez para não causar uma decepção, porque eu tinha decidido seguir a minha vida com o fazer artístico, né?
E fiz SESI. Daí a gente, olha, muito bem quando conheceu o Júnior. A gente.
. . o Júnior falou: "A senhora conhece um cara, Mário?
Mário Pertti, que se conhece? " Falei: "Não, eu fui hoje, vão para Tatuí no conservatório da Matue. " É um curso muito bom e até hoje, né?
Mas é um curso muito forte. Hoje, eu não sei como está de fora, mas como. .
. Gente, vai fazer, tem que ser uma ceninha. A gente pede ajuda para o Mário e a gente se dirigiu até o rodapé.
Ele falou: "Vou ensinar a gente. " "Boa, vamos lá! " O marcha pronto ficou nos ensaios, e nós passamos de prima.
Nós estamos a fazer o curso, tanto em viajar, para todos os dias. Loucura, né? Vai, pega o busão e vai!
E eu fiquei três meses nessa, até que o Mário me convidou a integrar a companhia clássica perto dele. E eu não consegui mais conciliar os estudos em Tatuí com a companhia, porque o Mário. .
. eu pedi para ele: "Vai fazer? Eu quero fazer tudo!
Então, me joga no sono e joga na luz. Eu quero aprender todo o ofício do espetáculo teatral. " E o Mário me colocou a fazer o som no espetáculo, era o ator do espetáculo.
Eu conheci fazendo pulso de um fantasminha. Esta pergunta aparece na minha peça. Eu comecei a fazer pontos de fantasma.
Melhor, muito bem! Assim que já falta o ator que não podia ter saído do espetáculo. Dois dias depois, uma apresentação de quinto, ele falou: "Claro, o texto parece estar louca um decore, o conhecimento, mas não sei marcação.
" E vai fazer um ensaio. Uma loucura! Aí eu cheguei no ensaio.
Quem estava no ensaio? Os atores do Mário, alguns atores. Dentre os atores, quem fazia a Maribel era a Mela-Mela.
Eu olhei pra cara dela e falei: "Conheço você! Você fazia. .
. " E ela estava andando e fazendo assim: "Não gosto de você, brincando, né? Vocês me trataram muito mal.
" E na oficina. . .
estava, não tô vendo que eu falei que ele não tratou mal? Melany Kern, Geisa e a grande palhaça hoje, a Selena. Estava Rodolfo Amorim, que hoje trabalha em São Paulo, né?
Tem muita gente, ele tem um Rodrigo Scarpelli. Eu tinha uma galera muito forte que até hoje faz teatro, tá aí. E daí eles confessaram: "Realmente, a gente estava com muito ciúme de você porque você chegou na oficina, era o primo do cara, e a gente estava com medo, na verdade, você fala nos nossos lugares.
" Olha que loucura! Enfim, aí os trens. .
. tem uma loucura em Itu. E a engraçado.
. . contra isso acho que vale a pena!
Ah, eu cheguei, acho que foi no Círculo Italiano, e tu, né? Tu acha que é bonito? É, eu tenho um espaço que ela está dentro.
Eu me lembro muito bem se que eu decorei. Eu penso: "Mas você decorar, o ator sabe disso! A gente decorar em casa, sem ar, e não há memória corporal.
Ela não vem. " Eu fiz um ensaio: entra por aqui, sai por aí. O primeiro protagonista do espetáculo.
. . Para gente, o que que eu faço da minha vida?
Eu não sei, vocês me ajudem! Eu falei. Daí ele: "Muito bem, o Fabrício, que trabalhou comigo muitos anos, meu grupo, o Júlio do outro lado, a Matinho dos Santos também, a melhor amiga.
E o Bar vai ficar soprando o texto para você, das coxinhas. Olha que loucura, Roberto! Eu botei aquele figurino branco, aquela.
. . Eu entrei no palco, comecei a falar, começava.
. . só que você não sabia para onde ir.
Daí ficava o Júnior do lado, do avesso, do outro: 'Você vai para cá, amanhã você vai para lá. ' E eu falei: 'Que burra! ' Mas eu consegui me dar bem.
Aí naquela uma queda, apresentação lá e tu. Aí eu não fui, eu não. .
. nesse espaço, nos desative o italiano. .
. Enfim, e aquilo foi muito hilário, porque ele pode fazer o risada, porque era o curso mais perdido do mundo, né? Porque a gente combinou o seguinte: se você estiver perdido no palco, você vindo fala assim: "Mamãe, mamãe, cadê você?
" Só que era uma fala muito corriqueira. Se tiver. .
. ele fala: "Mamãe, mamãe! " E eu falava: "Eu tava perdido.
Mamãe, mamãe, cadê você? " Nem travar Matilde, toda esbaforida, que foi ela nervosa, suando. Falei: "Mamãe, mamãe!
É você? Sabe onde está o tio Gerúndio? " E elas entenderam o código da capital, um jeito de resolver.
Aí eu saí, entendi a marcação e foi uma loucura. Então, eu assim, foi quase que eu sou. .
. estou teatral para eu fazer um espetáculo na marra. E tinha sempre com o Mário, sempre tinha duas outras apresentações, seis apresentações no dia.
Então, aqui não fui entrando até por osmose no corpo de uma forma fantástica, né? E eu fui lá, fui fazendo outros espetáculos, cumaru. Oi!
E aí, olha, quando eu olhei, logo no início da minha carreira, já estava completamente envolvido no teatro, fazendo, protagonizando espetáculos. E eu falei: "Bom, não tem nem o que pensar, eu vou seguir o arco. " E eu comecei a conseguir sobreviver porque a gente fez muito projeto escola com o Mário, Netinho, trabalho fantástico.
Infelizmente, hoje, Roberto, o projeto escola já não é o teatro, vai à escola. Já para as escolas, têm uma dificuldade muito grande de receber, de liberar os alunos, infelizmente. Porque eu me lembro até hoje.
Depois eu te contei isso para o Baru, e lá no. . .
na época, Shopping Regional, né? Hoje eu não me lembro como é que chama o shopping ali, lá onde é a sala de cinema. Não sei qual ano do Getúlio.
A gente foi assistir a Mulher Zumbi, e isso mesmo, o Teatro vai à escola. Não sei nem se foi você que organizou, quem levou. Eu nem lembro.
E eu fui assistir. E eu falei: "Olha que bacana! Foi através do seu projeto, onde estou trabalhando, no seu projeto teatral.
" Bom, e foi o teatro-escola. O contrário, né? A escola vai ao teatro, né?
E hoje a gente não tem mais esse trabalho. E eu fiz muito, muito, muito tempo projeto, esse projeto, viajando cidades do interior. E a gente conseguia, através do nosso Caxias, sobreviver dentro da nossa necessidade.
Época na piscina é a trabalhando muito. E quem pagava? Quem pagava?
Boa ou do projeto que pagar o projeto nos próximos anos. Então, o aluno, você vendia por aluno o ingresso junto com ônibus, em por exemplo, R$ 15, já tá incluso o ingresso e o ônibus. Então, os alunos pagavam professoras, organizavam a excursão para se, depois, dentro lá dentro.
Eu nunca tinha a porcentagem, né, que cabe a cada função que você exerce. E a gente faz, mas a gente faz muito; era assim, muitas semanas viajando cidades, e a gente conseguia, ali, com muito prazer, uma felicidade imensa realizar diversos espetáculos. E depois, comecei a me envolver.
Quando começou, às vezes, antigo, veio o link em Sorocaba, né? E foi a primeira link do mar, inclusive daquelas que, porque foi o padre, o crime do padre Amaro, que fazer, né? E aí eu me envolvi de uma forma completamente diferente ali, porque é um espetáculo grandioso, com um elenco com mais de 30 pessoas.
Você imagina, teatro, corredores, quilos, é Celso Heeling. Durante o processo, eu comecei a me envolver com a produção logo no início, em 2001, 2000, 2001. Esses eram na Usina Cultural, na Casa Natural.
Foi ali, na Usina Cultural, é preciso. Não fizeram até mesmo dentro do colégio também. Fernando e Nelson, Fernando, parece O Crime do Padre Amaro.
Não vendo a peça? Outro espetáculo? É bom.
Ou foi ali, foi O Conselho dos Monarcas. Certo? Felicidade, ventilação por uma elástico que eu vou contar rapidamente.
Eu nem vou partir daí, foi quando eu comecei a fazer produção. Foi aí que eu virei um produtor, né? Ela era só atriz até então, e virei o produtor.
Por quê? Porque durante o Francisco, aí sim, uma dinâmica muito grande de necessidade de mão de obra para confecção de cenários. Eu, o Fabrício Júnior, principalmente, sempre muito proativos, começamos a confeccionar todo o cenário na casa do Mauro.
No rodapé, a gente ia fazer nos candelabros um trabalho manual muito lindo. Mário ia nos ensinando, e a gente fez todo aquele cenário. Sem querer, eu me envolvi, no momento que eu falei assim: "Gente, estou numa outra função aqui dentro.
" Comecei a coordenar a produção, porque daí eu comecei a dar sustentação, inclusive, de estéticas e de mecanismos funcionais. Porque, quando a gente foi estrear O Padre Amaro, falou que teve um corte da iluminação da Usina Cultural. Faltava um mês para estrear o espetáculo pronto, cortaram o fornecimento de energia.
Aí, eu lembro até hoje. A gente estava na reunião do Sindicato dos Metalúrgicos, é um lugar que a gente saiba. E tem um Max, o nome dele, é um senhor, já te fazer o padre principal.
O Mário falou: "Estamos dentro de uma polêmica e de uma situação que a gente não sabe o que fazer. A gente vai estar apertado, mas não tem iluminação. O que vamos fazer?
" Aí, o Max virou com toda a sabedoria dele para o Mário e falou: "Mário, estamos fazendo essa de Queiroz, naquela época, 1800, não existia energia elétrica. Então por que não deixar despertar com mais brilhante ainda e fazer tudo à luz de velas? " Em natural, daí eu, Mário, porque não?
Eu falei: "Agora vou levar, deixa comigo, vou te ajudar. " Daí eu fiz para ele toda uma sustentação no sentido de trabalhar, pensando em várias cabeças com iluminação à vela, mas nós vamos também deixar de trabalhar com bateria de carro que dá para fazer uma iluminação. A gente fez bancos, a gente colocava as luzes ligadas por bateria e também lampião a gás.
Então, a gente trabalhava com uma iluminação muito bacana, e aquilo foi a grande cereja do bolo do espetáculo. Muito bom, bom. Então, nós vamos encerrar esse bloco e depois você vai continuar falando a respeito de você, enquanto produtor cultural também.
Então, até daqui a pouco, quando o Rodrigo vai continuar. Contamos um pouco mais dessa maravilhosa experiência de vida dele. Até.