De fato um prazer poder estar com vocês e contribuir com esse momento de Formação que é o momento extremamente importante para sustentarmos algo em relação a esse lugar da psicanálise lugar de uma autorização a tornar-se analista antes de mais nada com uma apresentação bem breve meu nome é Matheus Eu sou psicanalista eu atendo e atuo em Belo Horizonte além da Clínica o meu percurso ele passa pela docência em relação a todo esse caminho acadêmico de especialização mestrado e etc toda essa minha formação aqui na UFMG os caminhos das minhas pesquisas eles envolvem a psicanálise e
a religião né na verdade o Freud trabalhou por muito tempo a questão da religião né acredito que a religião no meu caso A pesquisa mais efervescente gira em torno da relação da religião com neurosa obsessiva que é uma uma questão que o Freud postula desde 1907 e ele depois fundamenta de um modo mais interessante ele nossas 28 então tem esse caminho acadêmico eu dou aula eu já leciono há muito tempo em algumas pós-graduações em Belo Horizonte e algumas graduações atualmente eu estou às voltas com algumas disciplinas na Santa Casa de Belo Horizonte uma formação em
todos os campos da saúde e aí eu acabo passando por turmas desde a própria psicologia até enfermagem fisioterapia medicina e etc conformação articulando a psicanálise alguns dispositivos da saúde e também na faculdade Pitágoras e em algumas outras instituições nas pós-graduações e formação em psicanálise nas pós-graduações da do Pitágoras eu estou às voltas com as disciplinas que que são de Psicose a clínica da Psicose E os autismos e também a clínica da Infância e da adolescência o convite do Elton uma última observação estou às voltas com a supervisão de saúde mental em dois municípios próximos a
Belo Horizonte Então o meu caminho ele é acadêmico e muito prático na Perspectiva da clínica da psicanálise que como depois vocês vão ter a possibilidade de ver Em outro momento Como dizia Lacan a clínica da Psicanálise pura que é o consultório e também é psicanálise aplicada que é o momento em que ela pode ser enxergada por determinadas instituições como por exemplo a saúde pública e essa prática da supervisão que eu estou às voltas é um prazer muito grande está com vocês o convite do Elton ele já aconteceu há mais tempo e o meu o meu
aceite também aconteceu há mais tempo Acredito que Retomar a esses conceitos que nós estamos falando aqui que falaremos hoje de transferência contra transferência resistência e os mecanismos de defesa eu acredito que são quase que a Pedra Angular da psicanálise no ponto de vista de que posteriormente alguns pós-fradianos então considerar não necessariamente esses conceitos mas vão considerar conceitos que nascem a partir desses como os quatro conceitos fundamentais da psicanálise os quatro Conceitos fundamentais da psicanálise é inconsciente pulsão petição é enfim e que em grande parte das vezes vão nascer na teoria freudiana a partir de tudo
que nós vamos falar hoje então novamente o grande prazer estar aqui com vocês o modo como eu gosto de pensar nas disciplinas é como havia dito ao Elton é não ficar nem preso a materiais Como por exemplo leitura ou slides é algo que não É muito muito um caminho pelo qual eu percorro então nós vamos conversar sobre todos esses temas hoje a partir de algumas referências e algumas reflexões que eu trago para vocês que que são fundamentais para colhermos na obra do Freud Em alguns momentos eu vou trazer algumas alguns pequenos conceitos do que propõe
o Lacan em relação a algo nesse sentido eu trabalho com a clínica lacraniana né e o mais interessante desta Clínica vocês terão a Possibilidade de ver ainda tem em outro momento é o retorno que ele faz a Freud desde o seminário 1 Então esse retorno que nós também faremos aqui é fundamental para a gente conseguir compreender um pouco mais da loja que da prática que ele nos propõe já sinto aí à vontade com o convite do Elton e também já já parabenizo a vocês por estarem aqui neste projeto que em última instância é condiz fundamentalmente
com a nossa prática de transmissão e de Estudo que é um dos tripés da Clínica psicanalítica bom momento em que eu quero começar essa nossa conversa hoje até para já nos aquecermos a gente pode pensar assim em relação a esses conceitos através do conceito não necessariamente trazido por Freud o Freud traz o conceito da transferência a partir de muitos outros estudos como por exemplo da própria lógica filosófica do que que se transfere no momento em que em que Sujeito se relacionam o que que se transfere numa aula O que que você transfere em um encontro
o que que se transfere entre sujeitos e também de conceitos ligados a matemática e a física né de como é que a ideia por exemplo da transferência de calor a ideia da transferência química a ideia da transferência por exemplo de uma de uma determinada substância A outra de um determinado organismo Enfim então Freud ele é ele nos convoca a pensar Psicanálise através de uma prática que não se reduz somente a ela Então ele traz efetivamente inúmeros outras outros convites de pensarmos a psicanálise com uma uma disciplina que abraça todo tipo de saber então a primeira
coisa que é interessante a gente pensar que o conselho de transferência ele não nasce não é um conceito cunhado por Freud mas ele é um conceito extremamente lapidado por Freud e extremamente requintado na teoria psicanalítica Porque grande parte Das vezes todo o campo se consegue a gente pode pensar assim todo Campo não necessariamente psicanalítico em grande parte das vezes não pensa na transferência na dimensão do que nós vamos pensar que hoje né então o primeiro convite que eu faço a vocês é o convite de não pensarmos a transferência como algo da Ordem da empatia ou
algo da ordem de um vínculo né Eu acho que a gente pode pensar esses dois conceitos Como possibilidade de começarmos a entender a transferência há algo muito mais complexo na teoria freudiana que nos faz entender o caminho e o percurso que a transferência é faz né e o primeiro deles é a gente entender que a transferência ela nasce na Perspectiva freudiana ela começa a nascer em mil é 895 nos estudos sobre histeria em que Freud e broiler eles estão trabalhando exatamente no que que faz o sujeitos E Aí vocês vão perceber só um parênteses nós
falaremos também sobre a resistência e no final do nosso encontro nós falaremos sobre os mecanismos de defesa vocês vão perceber como que é difícil nós separarmos esses quatro conceitos que nós trabalharemos hoje é em conceitos isolados então transferência resistência contra transferências mecanismos de defesa em grande parte das vezes fazem parte de um único bojo né que é a própria construção Psíquica que o Freud faz né e que vocês já tiveram a possibilidade de pensar em relação ao primeiro aparelho psíquico segundo enfim mas nós nos resgatar muito disso pra gente conseguir compreender e eu vou fazer
uma tentativa de trabalhar para esses conceitos isolados apesar de eles não serem isolados né então em 1895 que o Freud está propondo se perguntando juntamente com Broly é o que que faz naquele momento nos estudos da histeria Com que alguns pacientes com que algumas analisadas Sobretudo o caso das histéricas e eu sinto o caso por exemplo que um determinado momento decide por não continuar o avanço da análise vou falar de começar a se perguntar sobre o que que é isso que faz o sujeito ir adiante e o que que é isso que faz o sujeito
não ir adiante em Um percurso né então naquele momento ele começa já a se perguntar o que que faz um analisando por exemplo a histérica com suas Reminiscências o que que faz uma histérica endereçar alguma coisa ou analista ou não ingressar alguma coisa ao analista lá na frente mais adiante ele vai dizer sobre a transferência positiva e a transferência negativa que é muito próximo do conceito de transferência contra transferência né mas eu acho que a primeira coisa a gente tem que pensar é que esse conceito ele já nasce começa a nascer nessa perspectiva em Freud
tem 1895 e ele é um pouco mais trabalhado e elaborado na interpretação de sonhos em que o Freud começa a falar no Capítulo 5 da interpretação de sonhos sobre o que que faz por exemplo um analisando sonhar porque vamos pensar assim é muito comum nós percebermos vocês podem perceber aí seja com as pessoas que você se deparam é na clínica seja com percurso terapêutico de vocês analítico de vocês que o momento em que nós ingressamos na análise o momento em que o analisando Ingressa na análise e que a gente o convoca por exemplo para falar
dos sonhos é muito comum ele dizer que ele não sabe que ele não não se lembra que ele não tem muitas lembranças disso daqui etc e também é muito comum que depois de um tempo da análise Talvez um dois três quatro encontros ou algo nesse sentido ele começa a se lembrar dos sonhos ou a perceber os seus sonhos de uma maneira diferente Ou seja o que o Freud já trabalha desde esse momento Desse Capítulo em certa análise é exatamente como que há algo na análise olha ele ainda não tá dizendo a transferência como nós entendemos
há algo na análise que faz com que a partir de uma convocação do analista ou analisando começa a trabalhar então essa observação ela é interessante no momento em que a gente começa a pensar por exemplo sobre o momento em que o analisando chega sem saber o que que ele tá fazendo ali então O analista ou convoca um trabalho Aliás a psicanálise é a única profissão é em que quem nos procura quem trabalha não é porque eu já dizia o latam porque se há um trabalho na análise esse trabalho ele é do analisando né então nós
enquanto analistas a coleta só leva e dizer depois do bombeiro pirotécnico depois eu vou dizer para vocês do que que é isso para localizar o lugar da do analista Ou seja que tipo de transferência o analista sustenta e ela Disse que é como se fossemos um bombeiro pirotécnico né a gente apaga um fogo mas também coloca um fogo em determinado momento para poder ser apagado né então nós vamos falar sobre isso então lá em 1900 quando Freud começa a pensar sobre os conceito de transferência ele também começa a nos fazer um convite e aí você
sabe muito bem quando a gente retoma ao primeiro aparelho psíquico do Freud aquele toda toda a ideia topolar topológica que ele tem de tópicos que Vão se conectando através de energia né então quando ele dizia lá de que havia uma energia uma ideia que sempre seria recalcada e há um afeto que vai se deslocando Vamos guardar essa palavra deslocamento porque o Freud vai dizer fundamentalmente de que a transferência é deslocamento de algo para um outro lugar feito em análise interessante a gente pensar esse conceito de transferência porque vamos vamos dizer que você tá aí agora
na frente de um Dispositivo é tem caneta tem lápis tem isso tem aquilo tem eu aqui com com café e enfim quando nós dizemos de transferir alguma coisa nós pegamos algo e trocamos de lugar a gente transfere alguma coisa de lugar então olha como é que essa ideia do Freud ela é interessante no momento em que desde 1900 Ele disse que a transferência é o momento em que o analisando começa a deslocar determinadas posições para a análise por isso que tem uma coisa muito cara que Nós vamos falar aqui sobre a transferência que é o
analisando quando ele vem a análise ele chega até nós deslocando aquilo que ele já vivencia as reminiscências que ele vivencia no seu dia a dia então tudo aquilo que em determinado momento aparece lá fora aparece na sua vida também aparece dentro da análise na sua relação com analista então por exemplo claro que esse exemplo a gente vai vai dar esse exemplo lá na frente com uma Veemência maior ou analisando quando ele se queixa muito por exemplo de que ele é muito ciumento de que ele gosta de sempre ocupar um lugar de ser no centro das
atenções da família de nas relações com os amigos etc é muito comum que o Freud tá dizendo que ele também queira em algum momento se certificar de qual que é o lugar que ele ocupa para o analista né Então olha como é que é interessante esse conceito da transferência porque é Ele que vai fazer a gente manejar toda a análise a transferência que vai fazer nós manejarmos análises então no momento em que os analisando chegam até nós eles aparecem deslocando tudo aquilo que é sintoma que ele tem para a relação que ele tem com o
analista exemplos deste tipo Nós temos muitos né Por Exemplo né analisando analisando os que perguntam por exemplo você vai atender muitas pessoas hoje além de mim Você conseguiu ai eu sou um caso difícil analisando que dizem é que trazem Exatamente isso como um ponto uma questão Ah o meu caso é um caso muito difícil você não vai dar conta do meu caso né Então essas falas por exemplo são marcas fundamentais de sujeito que lá fora já ocupa um lugar de desejar enfim lá na frente na teoria nós iríamos de ocupar um lugar de objeto né
então o sujeito que ocupa um lugar de objeto e Que querem serviços pelo outro demandados pelo outro e trazem exatamente a mesma coisa na análise Então por essa razão que nós vamos pensar a transferência e Eu até já adianto para vocês na minha perspectiva a transferência é o conceito fundamental porque exatamente com ele que nós operamos na mensagem do WhatsApp na resposta no e-mail no sino não na porta que se abre para o paciente tonalizando entrar no lugar do de van Que ele se coloca no olhar endereçado ao analista na fala e nas escutas que
o analista tem então a transferência ela é em última instância uma energia endereçada ao analista e essa energia endereçada ao analista é que se torna uma válvula motriz para a gente poder pensar o lugar da condução de uma análise então por isso que eu considero a transferência algo extremamente Fundamental para a gente pensar agora a transferência ela tem inúmeros ângulos né nós não conseguimos pensar a transferência por exemplo é como sendo por isso do conceito de contra transferência nós vamos falar daqui a pouco a transferência nós não conseguimos pensar em deslocar alguma coisa Sempre para
o mesmo lugar né Então tudo isso que são sintomas que a gente está dizendo vem aparecem na análise deslocado de lugares completamente Diferentes né como nós vamos ter lá no no nos casos clássicos do Freud é o pai que se torna padrasto pai que se torna padre e aparece significante Padre para a gente na análise que na verdade não é Padre é pai e que nós vamos fazer toda essa desconstrução como Freud muito bem dizia então tudo na transferência parece deslocado então nós é quem vamos operando com isso a ponto de isso aí ir aparecendo
de determinadas maneiras diferentes Então Os pacientes analisamos eles chegam para a gente completa completamente vestidos de sintomas Como dizia [Música] tem um conceito interessante do islavor José que ele dizia do poeta porque do pronto para vestir do francês né que o sujeito ele chega completamente vestido de inúmeros sintomas e ali ele quer se desvertir desses sintomas só que tá tudo muito bagunçado e ele precisa endereçar isso a alguém aí eu paro nessa palavra Nessa frase que eu disse agora endereçar alguma coisa a alguém por isso que eu acredito e a própria psicanálise nos convence disso
De que a transferência não é só a gente pensar num vínculo ou só a gente pensar em um em uma em um enfim em uma construção empática por exemplo a transferência Como dizia Freud é um investimento então quando o sujeito quando vocês estão aqui por exemplo E escolhem escolhem uma instituição para vocês fazerem algo da Ordem da formação existe um investimento libidinal de vocês para vocês estarem aqui abrir em mão de algo e fazerem o movimento Então existe uma transferência que começa a acontecer seja com o Elton seja com as postagens seja com a ideia
seja com o nome do Instituto seja com as pessoas que estão nele sejam com os professores que virão Então tem alguma coisa que é seu que se desloca a uma Instituição por exemplo E aí nós estamos aqui né então por isso que não é só nós pensarmos como por exemplo as teorias cognitivistas pensam do lugar empático né do lugar de eu empatos e eu me colocar no lugar do outro é completamente diferente a ideia da transferência que a transferência por exemplo sobretudo quando a gente pensa na contra transferência a transferência enquanto uma transferência negativa como
diz o Freud ela não tem a intenção de Ser empática ela não tem intenção mas ela tem a intenção de a partir dela algo funcionar por sujeito por isso que as pessoas saem angustiadas da análise porque tem alguma coisa de uma transferência negativa que faz aparecer alguma coisa da angústia do sujeito então isso não tá na ordem do vínculo isso não tá na ordem da empatia Como o próprio conceito patológico nos diz eu me colocar inteiramente no lugar do outro empatos e ia eu me colocar na Patologia que o outro me traz essa condução ela
não é Vista pela psicanálise como algo interessante primeiro porque o psicanalista ele mantém uma certa distância do analisando né Vamos pensar por exemplo como se nós tivéssemos andando numa rua né Eu gosto de pensar nesse exemplo até para a gente poder pensar entendermos que lugar é esse da transferência versus empatia E como que elas não conversam tão bem né Digamos que tenham sujeito caminhando na Rua nós vamos pensar que as abordagens por exemplo cognitivistas todas elas elas estão à frente desse sujeito né tentando pegar na mão do sujeito e trazê-lo para um lugar que eles
conhecem né olha vem até aqui porque o modo de trabalhar com ansiedade é você fazendo isso né então eu estou à sua frente logo eu sei as técnicas eu sei como conduzir eu sei como testar eu sei como dizer como fazer então o lugar de suposto saber a entregue Completamente aberto né então eu estou aqui tem uma doença como que eu faço para eu sair desse lugar e vem o outro cognitivista e diz eu sei por onde caminhamos faça isso Faça aquilo diga aquilo treine isso treine aquilo excluir isso porque eu sei qual é o
norte agora todas as teorias que a gente vai chamar lá da terceira força é as teorias existenciais né as teorias humanistas por exemplo geral e metodológicas elas ocupam nessa metáfora que a gente tá Dizendo não um lugar de estarem à frente do sujeito que caminha nessa rua mas no lugar de estar em ao lado é como se elas pegassem na mão desse sujeito e ao invés de dizer eu sei para onde nós vamos como a ideia cognitivista Traz eles dizem eu não sei para onde nós vamos mas nós vamos juntos e vamos descobrir esse lugar
é Então nesse nessa metáfora que eu tô utilizando aqui ou psicanalista ele estaria até para nós utilizarmos desta metáfora com uma referência para Pensarmos a transferência ou psicanalista ele estaria atrás desse sujeito que caminha é nessa estrada por exemplo porque o psicanalista ele não tem a pretensão E nem pode ter a pretensão de conhecer o norte ou seja conhecer para onde vai ele não tem a pretensão de de logo ele não tem a pretensão de estar à frente porque ele não sabe qual é esse lugar Apesar de que parênteses Apesar de que há um conceito
é que o Lacan vai trabalhar muito que nós podemos até falar sobre ele em algum momento do nosso momento hoje nosso encontro se vocês desejarem que é o lugar de suposto saber que o lacre vai dizer que é importante em um determinado momento nós ocuparmos esse lugar de que temos algo a oferecer Porque isso pode sustentar algo da transferência da linha diante depois nós vamos saindo de cena para que o sujeito entenda a lógica da psicanálise Ok fechando esse parente Podemos retomar isso em algum momento se quiser mas nesse nosso lugar de estarmos atrás desse
sujeito significa que nós assim como a prática cognitivista nós não temos um Norte por isso que o tripé da psicanálise não é só um tripé dos estudos não é só um tripé da supervisão e é também um tripé da análise eu diria como Marco Antônio Coutinho Jorge diz ele tem uma tese interessante que ele diz assim A supervisão ela é fundamental os estudos são fundamentais mas se eu pudesse ele dizendo se eu pudesse refazer a ideia que nós tenhamos de tripé ele diria que teria que ser primeiro a análise pessoal segundo a análise pessoal terceiro
análise pessoal porque a análise pessoal na Perspectiva dele faz com que o sujeito dentre outras coisas também se pergunte sobre o seu manejo Clínico que é Tal Qual a supervisão de que a análise pessoal faz Com que o sujeito ele se esbarra com os conceitos da psicanálise então na Perspectiva dele existe um lugar diferenciado na análise pessoal que não é o mesmo na Perspectiva dele tá que não é o mesmo dos estudos e transmissão e é supervisão porque o analista Ao estar atrás desse sujeito nessa metáfora que eu tô dizendo ele quer manter uma distância
é aí que é o que eu que é interessante a gente pensar que eu queria chegar para começarmos a falar um Pouco mais densamente da transferência o analista ele precisa manter uma distância ele precisa de certa forma se certificar de que ele não sabe o norte de para onde o analisando vai e nem quer saber como os demais ele não está do lado do analista porque ele não quer ir para o mesmo lugar que o analisando vai né Vamos descobrir juntos não é essa Perspectiva da análise a perspectiva da análise é Você vai trabalhar e
eu estou aqui empurrando não deixando você parar fazendo com que você Produza com que você trabalha mas onde você vai chegar e se eu estarei ali também isso não tem que ser uma questão isso não precisa ser uma questão porque o que Vai se sustentando depois disso é a transferência porque é a transferência que vai fazendo o sujeito caminhar o analisando dar passo sem necessariamente saber se o analista está Ali é por essa razão que o Freud institui o lugar do Divã porque é uma abertura do Imaginário o momento em que você sai de uma
poltrona e deita-se no divã é uma abertura do Imaginário tão grande né uma dissolução tão grande não vamos usar a palavra de solução porque a dissolução imaginária seria a Psicose a crise enfim a que a gente chama de crise né seria mas nós chamamos de dissolução imaginária mas quando o Imaginário ele Se dissolve e ele abre completamente quando no sujeito quando nós estamos no divã o que que sustenta uma pessoa permanecer no Divan com todo esse Imaginário não o outro à sua frente como referência a transferência é somente a transferência que faz o sujeito criar
um laço com o analista e a partir desse laço ele produzir alguma coisa com os seus sintomas então isso não tem nada a ver com a Empatia né porque empatia ela tá diretamente ligada com o fato de eu tentar enquanto analista me colocar no lugar dos sintomas do outro e nós não queremos isso até porque nós não conseguimos isso né De certa forma é bom parentes nós não conseguimos isso mesmo aliás é uma crítica que eu faço é muito que nós conversamos muito na Santa Casa no momento por exemplo de uma de uma prática hospitalar
que alguém diz Ah eu sei como o movimento empático né eu Sei o que você está vivendo eu sei o que você está sentindo a pessoa que escuta isso ela sabe que o outro não sabe o que que ela tá sentindo porque é algo tão singular o momento em que alguém diz da sua dor que essa ideia empática de eu me colocar nos no lugar dos seus sintomas ela não existe efetivamente por isso que na psicanálise nós trabalhamos muito mais com o conceito de compaixão né porque compaixão Diferentemente da empatia compaixão diz respeito de estarmos
com Patos e ia nós estamos junto com o sujeito no seu sintoma é diferente de no lugar do sujeito no seu sintoma então quando eu digo para alguém eu sei o que você está sentindo com uma marca empática porque eu me coloco nesse lugar é diferente de eu dizer eu não sei o que você está sentindo que é a fala do analista por exemplo eu não sei o que você tá sentindo eu não vivo que você tá vivendo Mas eu estou aqui Então eu acho que isso é que começa a sustentar pra gente uma ideia
muito interessante de o que que é a transferência que o Freud propõe porque aí o Freud começa a entender por exemplo como caso Dora é de mesmo havendo uma angústia o sujeito está ali mesmo o momento em que a paciente diz assim para de falar deixa eu dizer deixa eu falar e que é ele começa a entender que o Lugar da psicanálise efetivamente é o lugar da associação livre é onde ele inaugura após a hipnose o método catártico a mão na testa onde ele inaugura o lugar da palavra né E aí aí nós começamos a
complexificar um pouco conceito de transferência porque se a psicanálise é um lugar da palavra o que que faz um sujeito endereçar a sua palavra ao outro aí é que começa a ser interessante para a gente poder pensar Porque nós vamos pensar a transferência como um jogo entre o analista e o analisando como uma coisa que que se movimenta o tempo inteiro porque se desloca o tempo inteiro é como se fosse uma nova dobradiça de uma porta por exemplo a dobradiça de uma porta ela conecta alguma coisa com alguma coisa ela conecta um marco com o
lugar onde nós vamos por exemplo abrir a porta como aquilo que se movimenta Então ela é uma conexão de alguma coisa Ela faz uma bascula com alguma coisa né Ela faz um desdobramento ela faz um ângulo então a transferência é onde se conecta algo que é do sujeito com algo que é do analista E isso se dá por transferência eu atendo como psicóloga eu não sou psicanalista ainda tô estudando para né me preparando para agora é quando você fala que você pode dizer para o paciente que você não está sabendo o que ele tá Sentindo
ele mesmo assim confia em você continua confiando em você quando quando eu digo disso Denise eu acho que é muito mais para nós conseguirmos A partir dessa minha fala pensar o lugar do analista do que necessariamente dizermos isso ao paciente então acredito que não é não é necessariamente a gente falar ah eu não sei nada do que você tá por aliás por isso Denise que eu estava falando agora Pouco vê esse conceito lá do Lacan do sujeito suposto saber porque na Perspectiva do Lacan em um primeiro momento é interessante que a gente diga o analisando
que a gente sabe é interessante que a gente diga do nosso saber é interessante que a gente diga da nossa formação é interessante que a gente diga eu vou te ajudar eu tô aqui mas para nós ocuparmos um lugar lá na frente Como dizia o próprio Lacan dissemos só um secretário né de sermos Um objeto de sermos um descarte do analisando Então não é que a gente vai dizer para ele Ah eu não sei de nada disso mas eu vou te dar um exemplo Denise do que que é diferente da gente por exemplo dizer de
uma certa resposta Digamos que o paciente ou analisando ele chega até nós e diz assim Mateus eu eu estou aqui porque eu sou uma pessoa extremamente ciumenta eu eu lido com ciúmes o tempo inteiro no meu Casamento eu não consigo me haver com uma outra maneira eu fico vasculhando as coisas eu fico tentando saber das coisas eu fico querendo saber onde que o meu marido tá com quem que ele tá eu desconfio de tudo desconfio de todo mundo o que que é isso Digamos que ele tá num primeiro momento o que que é isso olha
como é que é Sutil o momento em que a gente faz isso que eu acabei de falar agora que você me pergunta sem necessariamente ter que falar eu não sei É um momento em que por exemplo a gente diz frente a essa pergunta o que que é isso que eu vivo o momento em que a gente diz assim o fulana Talvez seja isso que nós estamos aqui tentando descobrir Ô fulana Será que não é isso que você tem que continuar começar a falar daqui para frente então o fulana talvez eu não saiba mas nós podemos
saber daqui para frente então volta semana que vem volta na outra Volta na outra volta na outra tá vendo não é a gente dizer ah eu não sei de nada porque eu tô atrás de você então eu tenho só que te conduzir Se vira aí com a sua questão não em última análise é como eu disse lá na nossa metáfora a gente empurra o paciente para que ele faça um movimento e um trabalho então frente esse exemplo que eu disse a vocês talvez com outras práticas nós teríamos técnicas Ah então você vai fazer isso você
vai dizer Aquilo o que bom nós não precisamos de dizer dessa metáfora sendo um objeto de crítica não é isso há pessoas que não dão conta do lugar da análise há pessoas que precisam por exemplo de alguém que diga qual é o caminho a seguir né e que não dão conta não é por isso que nós não vamos nos frustrar com alguém comece que não termina e que não vai adiante nem todo mundo dá conta de chegar em um lugar onde ele vai ter que trabalhar muito para dizer dos seus Sintomas construir a partir da
transferência é um lugar eu só pergunta muito interessante Denise e ela também nos faz pensar nisso e pode ser que que seja interessante eu retomar essa minha fala que quando eu digo do lugar da compaixão de eu não sei sobre nada disso mas eu estou aqui não é que a gente precisa necessariamente dizer isso para o paciente né Nós a quem precisamos saber aqui para nós mesmos que de fato nós não temos o saber sobre o paciente Até o momento onde ele fale não saber se concentra naquele que fala eu dizia o Freud né todos
saber se concentra naquele que o tem né o Freud no primeiro momento e eu tô pensando dividindo as duas clínicas lá do Freud num primeiro momento vocês podem ver muito por exemplo o caso do homem dos Ratos 1906 Como que o Freud Nossa 16909 Salvo engano como que o Freud ele ele tenta naquele primeiro momento ainda é Explicar-se para os analisando Olha isso que você está fazendo está completamente diferente tanto da segunda prática dele quanto dos demais pós-tradianos Como por exemplo o caso do Lacan por exemplo que eu trabalho então essa prática do Freud por
exemplo olha isso que você tá vivendo é fruto do recalcamento originário Olha isso que você tá vivendo é porque você deslocou o lugar de pai para o lugar de professor e a partir disso etc etc Então essa posição para oidiana no primeiro momento de tentar se explicar tem muito mais a ver com o próprio Freud de tentar sustentar uma teoria do que efetivamente do curso que uma análise passaria a ter né o Freud imaginava que ele explicando aos pacientes o que que era isso que ele tava criando Ah se você está tendo ciúmes é porque
você talvez está colocando enfim a mãe no lugar de esposa e a partir disso x y z então Freud tinha Essa tendência no primeiro momento de fazer a clínica se tornar explicativa tá sua posição é muito interessante viu Denise e ela marca exatamente a ideia para a gente de que não é que a gente vai entregar isso para o paciente mas a gente faz isso de um modo muito Sutil né quando e isso olha só que interessante Denise Porque no momento em que a gente fala isso para o paciente ele nos procura e diz o
gasto muito dinheiro e eu mantenho uma relação muito ruim com o Que que é isso de onde vem isso e a gente faz alguns recortes Como por exemplo o semblantes lá da Clínica lacraniana e a gente diz algo do tipo ué Fulano como é que nós vamos saber isso agora né Fulano por isso que você tá aqui então Vamos trabalhar com isso daqui para frente né me fala um pouco mais sobre isso do dinheiro como é que isso nasce em você Que coisa é essa do dinheiro ainda falamos muito pouco o que que a gente
tá fazendo final das contas Dele dizendo Nós não sabemos mas fala mais porque nós podemos saber em algum momento né então a grande diferença que a gente vai ter a partir e olha o que que constrói no momento em que a gente faz isso com analisando que que faz ele voltar na semana seguinte o que faz ele vir novamente o que faz ele vir novamente é a transferência porque se naquele momento ali nós falamos alguma coisa se nós não fazemos um cálculo muito correto Olha só um Cálculo muito correto daquilo que nós entregamos ou analisando
não volta aliás tem um texto muito interessante do Freud que eu já deixo aqui não o deixei como referência mas já mas me recordo ele agora aqui e já deixa como uma referência assim quase que fundamental para a gente poder pensar chamada interpretações silvestres né em algumas traduções chamado de interpretação selvagem que é onde o Freud vai dizer Uma coisa muito importante para a gente que é nós precisamos tomar um cuidado muito grande no momento em que a gente entrega alguma coisa para os nossos analisando porque ele pode ainda ó nós vamos falar sobre isso
daqui para frente daqui a pouco quando falamos da Resistência ele pode ainda não está em um momento da análise preparado para sustentar e para receber aquilo que por mais que seja dele ele Ainda não consegue dar conta de sustentar Digamos que o paciente esteja repetindo Aliás a repetição é fundamental para pensarmos a resistência e a transferência do homem falar sobre isso na parte da tarde é o momento em que o paciente está repetindo ele vem e fala da mulher aí ele vem e fala da mulher ele vem e fala da mulher a minha mulher a
minha mulher a minha mulher vem na outra sessão a mesma coisa a mesma coisa A mesma coisa a mesma coisa isso vai repetindo repetindo repetindo quando nós analistas do lado de cá a gente começa a interpretar isso e dizer dizemos para nós mesmo isso é uma repetição Nossa Fulano Mas como que é uma questão para você a coisa da mulher não é como que é uma questão para você a sua esposa não é Ou seja para nós fazermos isso que eu tô dizendo a recomendação do Freud é que a gente não faça isso de qualquer
forma Porque nós podemos entregar isso para ele que é dele mesmo que ele tá construindo ali mas ele ainda não tá preparado para receber e se ele ainda não tá preparado para receber é sinal que ele ainda não construiu as resistências necessárias para ele conseguir se haver com aquilo que é dele então nas recomendações nessas recomendações que o Freud faz nesse texto as interpretações silvestres selvagens ele diz que uma má Transferência vai fazer com que a gente vai só entregando é como se nós estivéssemos num bar e as pessoas nos perguntassem ah eu sonhei com
isso o que que aquilo e a gente entregasse Ah é isso é isso primeiro que eu acredito que saber nós não temos porque há uma construção que é uma construção da análise né então se a gente vai ter que saber tão rápido assim é sinal que a gente não tá pensando muito pela vida nada mas segundo que Digamos que a gente Até tivesse essa resposta tão rapidamente e nós entregamos ali na mesa de bar corre o risco do sujeito não tá preparado então ele se afastaria não voltaria imagine isso na análise então é o que
eu digo por exemplo com supervisionando de com os alunos e até para mim mesmo nós temos que a partir desse lugar do freio nós temos que ter um cuidado muito grande com aquilo que a gente interpreta e com aquilo que a gente entrega Porque a nossa tendência é querermos ser analistas demais do ponto de vista prático da palavra e já queremos entregar muito rápido as coisas achando que aquilo vai ter que ter um efeito e a psicanálise gente a psicanálise ela é muito mais Sutil do que essa coisa da primeira Clínica freudiana a segunda Clínica
foi Diana ele já nos prepara para isso a primeira Clínica do Freud até um primeiro aparelho psíquico até ele vir Na segunda Clínica eu tô dizendo a segunda Clínica após 1920 quando ele institui por exemplo o ide o ego superego essa primeira Clínica floidiana Ela é uma clínica completamente marcada por essas intervenções ele mesmo diz disso interessantíssimo lugar do Freud porque ele mesmo fala dos erros que Ele comete eu poderia não ter caminhado por aí talvez é interessante Não termos caminhado por aí não temos feito isso Não temos falado isso até que lá no final
quando ele vai transitar para segunda Clínica ele diz das intervenções silvestres ele escreve esse texto exatamente no momento em que ele tá dizendo dos erros que Ele comete o Fred ele é sensacional porque na mesma proporção que ele propõe algo ele também diz eu enxerguei esse caso lá em 1895 dessa maneira mas não se trata disso mas eu já entendo que não é isso né Então muda o momento em que ele faz essa ruptura lá em que ele começa a pensar por exemplo sobre o super ego ele disse claramente que essa ideia que nós tínhamos
da primeira clínica de que as coisas eram topológicas e vinham de um lugar para o outro como se fosse uma escala não existe o nosso aparelho psíquico Ele é dinâmico ao mesmo tempo que ele é ide Ele é super ego ele é ego o ego tá ali no meio mediando o ID superego ele é ele não é Senhor na sua própria casa porque a lei de quem comanda então o Freud começa a dizer que tudo isso que eu fiz até agora todo esse primeiro aparelho psíquico que eu disse que as coisas eram tópicos pré consciente
consciente tem o recalque tem o primeiro recalque Depois tem o pré consciente tem as reminiscências tem os traços mineiros depois da consciência e aí sim o sintoma o que aparece na consciência Isso não funciona dessa forma dizia isso é dinâmico isso é um e O outro juntos ao mesmo tempo que já é inconsciente já aparece de alguma forma Então essa primeira Clínica do Freud ela era uma primeira Clínica aliás tem essa mesma frase do Freud né da comparação que ele faz com a dia a primeira Clínica do Freud é uma clínica em que a gente
vai ter que escavar escavar escavar alguma coisa até a gente chegar lá na raiz até a gente chegar muito próximo o que nós não vamos conseguir dá ideia que tá recalcada a Segunda Clínica do Freud começa a apontar para a gente que não é disso que se trata de que o nosso trabalho enquanto analistas não é a gente escavar escavar escavar como se inconsciente fosse um baú trancado debaixo de milhões de Chaves e a gente vai abrindo uma por uma não o inconsciente ele aparece ele tá ali ele tá ali na cena da análise o
tempo inteiro nós é quem vamos quanto mais nós Escutamos Olha que interessante isso quanto mais nós escutamos e mais nós estamos atentos à análise com os ouvidos limpos com a nossa análise pessoal com a nossa supervisão quanto mais nós estamos mais nós capturamos o inconsciente rapidamente ou o que que tá em jogo naquele caso ali porque ele aparece ele não tá simplesmente naquela coisa trabalhosa que é o que que é isso isso tá ligado aquilo que tá ligado daquilo Que tá ligado daquilo que tá ligado daquilo como se nós fossemos um adivinho então a segunda
Clínica do Freud já começa a apontar isso para a gente a clínica do inicode já tá Fique à vontade nós temos mais dois inscritos aqui a Selma vamos lá Selma e tem pergunta no chat aqui do Paulo Pires também Selma com a palavra Bom dia professor Olá Selma Bom dia Também que eu ouvi outro de uma colega falando que ela tava numa analista uma psicóloga e ela não gostou da psicóloga porque a psicóloga era muito grossa com ela na hora que ela quando ela começou a análise ela só chorava só chorava e quando ela chegava
na no consultório ela falava com a psicóloga Ah que ela começava a chorar na hora que ela começava a falar começava a chorar fala assim para de chorar e fala Eu gostaria que o senhor fizesse desse uma uma explicação para gente nesse sentido se houve Eu só não escutei parece que cortou Eu só não escutei quando ela chegava na psicólogo ela só chorava e quando ela chegava na psicóloga isso ela começava a falar do problema dela e começava a chorar e aí a psicóloga falava para ela parar de chorar e falar do problema com isso
ela achou assim um pouco Grosso da Parte da psicóloga e eu gostaria que o senhor me desse uma deixa não sei se é se houve a transferência ou não Por isso que ela falou mal da psicóloga e sobre essa abordagem também se a gente deve fazer nesse sentido que poderia ser eu tentei explicar ela mais ou menos mas assim ouvindo você acha que a minha explicação não foi muito boa não tô me ouvindo bem Selma eu acho ela muito importante e principalmente No momento em que a gente pensa no que nós vamos trabalhar muito depois
com os pós-prodianos no chamado estilo do analista né Toda transferência ela se sustenta por um estilo né Então existe um estilo do analista que vai sustentar alguma coisa que funciona ou não então quando a gente diz da na lista ser grossa da na lista enfim não responder ao ideal não responder ou fazer essas intervenções dessa maneira eu acredito que a gente tem que ter uma cautela Muito grande porque é a primeira um estilo e o que faz eu estar naquele analista ou não é o momento em que eu invisto o meu ideal é o analista
que está ali então essa abordagem da psicóloga Selma a gente pode considerar o seguinte é exatamente por causa do Conselho de transferência que nós vamos voltar ou não em alguma analista então eu vou dar um exemplo para você de um caso muito próximo a isso que você tá dizendo só Para a gente poder compreender um pouco melhor existia existia um paciente que ele dizia e ele faz um relato disso é claro que é um relato que hoje eu me permito dizer sobre ele dizia que ele fazia um acompanhamento terapêutico com um psicólogo que não era
analista tinha uma determinada abordagem E todas as vezes que ele chorava que ele contava sobre uma determinada Questão ele chorava o psicólogo no caso da psicóloga pegava um lenço entregava para ele ele entendia naquele momento que ele que era como se alguém estivesse dizendo Olha só como é que o lugar Imaginário ele entendia Então não é psicólogo ele entendia que entregaram lenço para ele é como se ele tivesse o direito de chorar mas não necessariamente direito no ponto de vista técnico é como se ele tivesse de fato chorar porque aquilo era uma Questão então ele
tem que chorar mesmo ele imaginou isso né Então veja só como é que é o trabalho nosso Sutil de analistas eu tô falando desse caso uma outra profissional que não era da Psicologia Ok da psicanálise Ok é assim que se conduzia naquele momento ali e ele imaginou uma coisa e aquilo ali o incomodava muitíssimo E aí ele trocou de profissional e começou a fazer uma análise E interessante que no momento em que ele começou a fazer a análise quando ele chegava nesses pontos o analista não fazia o mesmo movimento não dizia para não chorar mas
ficava ali também não entregava nenhum lenço Então olha só como é que esse lugar Imaginário é Selma ele imaginou que no momento em que o analista não entrega o lenço ele imaginou e ele mesmo fez um trabalho da análise e ele se perguntou Mas por que que eu tô chorando aí eu analista foi e falou é mesmo porque será que precisa então aquilo ali foi um ponto importante para eles trabalharem aquela questão Então vamos pensar no primeiro psicólogo que ele estava entregar um lenço e dizer chora mesmo etc Foi algo que ele não construiu como
uma transferência interessante e não oferece produzir já no segundo caso é onde ele estava na análise o fato de não entregar um lenço Abrir um Imaginário tão grande nele que ele conduziu aquela questão ali e aí sim ele trabalhou em análise porque é uma transferência aconteceu mas olha o que que é interessante que eu tava falando do estilo Selma não dá para a gente poder pensar no que que é o ideal para se fazer ou não o Lacan dizia que cada um vai ter um estilo o Lacan dizia assim sejam vocês lacranianos se quiserem eu
sou o freudiano dizia o Lacan Então você vai Ser Selma eu vou ser Mateus Então você vai deixar aparecer na clínica o seu estilo então aquele seu estilo vai fazer com que haja transferência de trabalho para algumas pessoas e não vai haver transferência de trabalho para outras pessoas então eu eu tenho a tendência muito grande de dizer em relação a esse caso que eu não não pensaria sobre o fato de essa Psicólogo enfim analista de ela estar certo ou errado eu não pensaria nessa perspectiva mas eu pensaria na perspectiva de que alguma coisa não funcionou
na dinâmica da transferência que as duas estabeleceram então ela troca de profissional por exemplo né Mas pode ser que haja uma outra pessoa ali que que a psicóloga iria dizer para de chorar e me fala sobre o seu problema e ela entenderia ué não é que é mesmo então tá vendo como que é Sutil isso do Lugar do estilo Então ela considerou analista grossa porque alguma coisa da transferência não funcionou Mas pode ser que isso funcione porque analista tá deixando aparecer aquilo que ela é enquanto analista então é muito difícil a gente dizer do que
que é o certo do que que é o errado no momento está falando da psicanálise porque a clínica do caso a caso eu acho que ela traz isso na análise ela trazer isso na análise e o ideal né Se ela tá Percebendo que isso está sendo uma questão Ela traz isso para análise ou fulana tá sendo uma questão para mim é uma questão para minha maneira com a qual você tem escutado ou fulana não tô achando tão interessante o modo como você tá lidando com o momento em que eu choro Tá vendo como é que
isso diz muito mais da análise do que a gente achar como é que é o profissional se ele é certo se ele é errado a gente coloca isso como uma Questão né então acho que caminha um pouco por aí essa dinâmica e a gente tá dizendo é o Vander não é Elton que tem uma uma questão exato fica à vontade fica à vontade Vander vamos lá eu acho que eu cliquei aqui sem querer gente Desculpa professor Ok então tá bom primeiro que o Lacan ele retoma froid desde o seminário 1 obviamente que ele propõe uma
outra clínica que vocês vão ter essa possibilidade de falar sobre Isso em outro momento do estudo de vocês mas o que ele tá dizendo quando ele fala isso é que não adianta a gente querer a partir do nosso estilo fazer uma senão seríamos analistas iguais aos outros né com respostas prontas E aí nós teríamos muito mais cognitivistas o que fazer para tratar a ansiedade número um passa aqui número dois Faça aquilo número três só que número não é disso que se trata análise eu vou dar um exemplo para vocês Até para a gente pensar coisa
da transferência eles assim se algumas questões o analisando a própria construção do consultório O que que tem na Parede O que que tem nos móveis isso já diz uma relação transferencial tem analista chega e se senta e diz Nossa mas que quadro é esse nossa mas tem alguma coisa sei lá por exemplo Nossa mas tô me sentindo em casa então tá vendo como que cada detalhe do analista assim como teu adolescente que Chega e fala assim você torce para qual time E aí você diz eu torço para tal time ele diz Ah eu também Ah
então eu não torço como que aquilo ali pode já criar uma transferência entrar na lista né e eu analisando então a transferência ela é todo estímulo que existe por isso que era uma deslocamento Como eu disse lá no início que o Freud falava a transferência ela pode se conectar com um móvel que tem no consultório ela pode Se conectar com a maneira como eu atendo o telefone para marcar uma sessão ela pode se conectar com os livros da estante ela pode desconectar com tudo e ela pode também não se conectar e tudo bem né é
diferente dos outros movimentos que a gente tem tem alguma outra questão por aí Paulo Vander parece que do Paulo Elton isso o Paulo ele deixou no chat aqui aí segurança do pisca na lista na análise Pode ser algo ainda não tratado no terapeuta Sem dúvida é o próprio Freud dizia isso no texto dele recomendações aos médicos que exerce a psicanálise o Freud dizia claramente de ele ter uma frase que ele diz assim a maneira e o modo como nós vamos nos a ver com a análise é diretamente proporcional a como nós tratamos as nossas questões
Então não é inversamente proporcional é diretamente proporcional Então o quanto mais eu vou conseguir caminhar com a análise de um analisando diz respeito do quanto eu consigo também caminhar com a minha análise é por essa razão que um analista sem a sua análise pessoal ele não dá conta de fazer um movimento né é diferente da gente pensar assim tal profissão pode pode contra aquilo que ele propõe a pode existir um nutricionista que não seja tão magro com corpo perfeito pode Sem dúvida Mas pode existir um analista que não faça análise na Perspectiva do Freud não
Então essa frase do Freud ela é fundamental para a gente pensar isso que que você traz que é nós só vamos avançar proporcionalmente a medida em que a gente avança com as nossas questões porque nós nos esbarramos com resistências por isso que a gente vai dizer que toda a resistência é do analista né por isso que a supervisão Ela é interessante supervisão interessante porque quando a gente percebe que há uma análise que não tem caminhada não é uma evolução contínua gradativa mas não está vendo um trabalho ali entre os dois é sinal também pode haver
uma resistência que é do analista que é uma questão do analista né então sem dúvida acredito que todos os os fósforodianos e os novos teóricos da psicanálise a onde concordar com essa ideia de que não se Dá para estudar psicanálise por exemplo e simplesmente querer fazer uma escuta do inconsciente do outro amanhã se eu não passo pela experiência de escutar aquilo que é o meu inconsciente né de eu não passo pela experiência de me esbarrar com a construção do significado daquilo que é o enigma daquilo que é a minha citação daquilo que eu preciso me
esbarrar com os meus sintomas então não há essa possibilidade né de nós fazermos Isso então sem dúvida pode ser uma questão muito mais do analista do terapeuta enfim do que propriamente dito do analisando bom então eu dizia que a transferência ela tem vários ângulos nela pode ser deslocada por diversas coisas e isso é tão interessante é que as pessoas elas nos procuram e elas vão procurar vocês Sabe aquela coisa de que a primeira impressão é que fica né quando Nós pensamos nessa Frase que a primeira impressão é a que fica a gente começa a pensar
que não é a primeira impressão que fica é que quando nós chegamos a algum lugar de alguma forma e nós nos deparamos com uma cena já aparece já existe nós um investimento ou não Ou seja já um deslocamento ou não dos nossos afetos para todos os estímulos que tem naquela cena então eu chego numa festa e aquilo ali já me fez sentir bem não é que a festa me faz sentir bem é Isso que é interessante da transferência eu cheguei e a maneira como eu enderessei as minhas questões para aquele ambiente aquilo ali já retornou
até mim de um modo interessante E por que que eu tô dizendo desse retornou até mim de um modo interessante porque o Freud vai dizer do que ele do que ele chama da transferência de amor e transferência de ódio né até ele chegar no conceito de que toda a transferência a transferência de amor né Mas até ele chegar nessa construção o que a gente vai entendendo é que a transferência de ódio que é chamada contra transferência ela acontece fundamentalmente o tempo inteiro aqui isso que é interessante a gente pensar na obra por Diana de que
ela também é constante tanto quanto a transferência agora eu vou fazer um retorno com vocês aqui para a gente poder pensar nesse conceito do Amor e Ódio pra gente entender porque que a transferência toda A transferência a transferência de amor apesar de existir a transferência de ódio Mas por que que toda a transferência transferência de amor e aí já adianta é porque Freud diz que os dois caminham juntos né então não há uma divisão e uma separação deles mas para a gente chegar numa outra reflexão que é uma reflexão que não será do Freud mas
eu acho importante pelo citá-la a vocês que é o momento por exemplo em que O Lacan Vai dizer que não existe a ideia de quanto a transferência né então muito daquilo que Freud trabalhou no primeiro momento e que ele não trabalha no segundo momento o próprio Freud quando ele diz de Amor e Ódio serem a mesma coisa é o momento em que a gente começa a pensar de que se toda transferência de amor também é de ódio né que é o que é coleta Soler fala do bombeiro pirotécnico né que que como que eu possa
Amar e odiar ao mesmo tempo como que eu posso gostar e não gostar ao mesmo tempo como que eu amo analista Eu também preciso passar pela experiência do não amar se eu odeio analista como por exemplo vamos dizer desse caso que a Selma trouxe aí seu não gostei daquilo o fato de eu não gostar significa que analista desperta em mim um sintoma que é meu o momento em que eu digo ela foi grossa comigo será que ela não tá dizendo de Como que ela também não gosta de se esbarrar com pessoas que são assim então
a analista nesse modo dela de ser ou de comportar ou de agir ou de intervir fez aparecer um sintoma nessa paciente né então será que ela passou a odiar tanto essa analista a ponto de eu te odeio tanto porque você fez aparecer em mim uma coisa que é o meu sintoma Logo Eu também te amo né porque você fez aparecer em mim alguma coisa que é o meu sintoma eu te odeio Porque você é grossa você é isso você é aquilo mas eu te amo porque você fez aparecer algo que é meu que eu não
dou conta não dou conta de pessoas assim não dou conta de pessoas por isso que a minha recomendação foi fala sobre isso na análise quando alguma coisa não tá caminhando tão bem não fala sobre isso lá fora nem com os amigos não e nem muda de analista fala sobre isso na análise quando algo da transferência não tiver acontecendo porque tudo é transferência Né então quando o Freud diz do amor e do ódio da transferência de amor e de ódio que é de ódio nós vamos pensar como transferência o que ele tá dizendo aqui aí vamos
resgatar muito rapidamente aquele lugar lá do primeiro aparelho psíquico é de que nós endereçamos uma energia ao outro e essa energia que nós endereçamos ao outro é chamado no primeiro momento pelo Freud de afeto E no segundo momento de pulsão né que algo que pulsa no corpo que é algo que nasce com sujeito desde a primeira experiência de amamentação e que nasce e que pulsa pela via do prazer e pela vida dos Prazer Por que que é interessante a gente pensar nessa não separação do Freud entre Amor e Ódio é porque aquilo que pulsa com
uma espécie de prazer ela também dá um gasto energético ou sujeito um gasto de energia com prazer que ele tem mas aqui também é deles prazeroso Também tem um gasto energético então tem também uma energia que é gastada que é gasta desculpe que gasta pelo sujeito no momento em que ele não quer alguma coisa então no momento em que um bebê ele tá chorando porque ele tem um desejo do seio da mãe por exemplo ele tá gastando essa energia que é uma energia de afeto que é uma energia endereçada ao outro que é uma energia
de amor mas no momento em que ele tá também não gostando daquilo e que ele chora por não gostar Ele também está investindo alguma coisa do afeto então quando eu amo alguém eu tô Investindo um afeto nesse sujeito quando eu odeio alguém Eu também sou investindo com afeto nesse sujeito por isso que o Freud vai dizer que o contrário da da do amor e do ódio é a indiferença porque na indiferença eu não invisto nenhum tipo de afeto no outro Vamos pensar por exemplo na ideia de uma festa se eu falo assim eu vou numa
festa porque tem alguém lá que eu amo então eu Endereço alguma coisa a alguém e eu vou a festa porque eu tô tendo um gasto de energia ali seja ele qualquer tipo de representação que seja ponto o amor mas se eu digo assim eu não vou nessa festa porque tem alguém ali que eu odeio eu também estou gastando uma energia para alguém que está ali que eu tô dizendo que eu não vou por causa dela então tem um gasto de energia para aquele que se ama tem um gasto de energia para aquele que te odeia
se eu simplesmente fosse Nessa festa e algo do outro não tocasse em mim mas não é só no discurso É de fato não tocar assim em mim não houvesse nada que me afetasse nenhum amor nenhum ódio e aquilo ali fosse algo indiferente Então seria o oposto do Amor e Ódio o Lacan lá na frente vai dizer do amoródio ou do amódium né que é a junção dos dois então por essa razão que nós vamos ter uma dificuldade muito grande de pensar na separação nós até vamos fazer aqui mas vamos pensar na separação Entre transferência e
contra transferência porque se há uma contra transferência no sentido de que há um ódio endereçado ou algo que não funciona também tem que terá o que funciona porque se eu estou dizendo eu não gostei daquele analista é porque eu preciso estar dizendo aquele analista eu não gostei dele Exatamente porque ele desperta algo em mim que eu preciso tratar então tem algo da Ordem do amor E também tem algo sabe quando você vai para análise você sai angustiado com aquilo que foi construído ali Nossa mas que corte que intervenção que que é isso não sei se
eu volto e que você trabalha com aquilo até a próxima semana e você volta por que que você volta você não volta porque ouve uma conta transferência você volta porque houve uma transferência e essa transferência ela num primeiro momento foi uma transferência pela via do ódio é Que despertou uma angústia mas era uma transferência que fez aparecer alguma coisa em você Então ela é uma transferência também de amor por isso que o Freud vai dizer que no final das contas toda a transferência é de amor né Toda transferência é de amor porque também toda transferência
de ódio mas quando nós separamos esses dois conceitos a gente entende que o que é endereçado do analisando para nós é chamado de transferência porque ele Transfere a nós ele desloca a nós alguma coisa que é dele por que transfere Como eu disse agora eu pego um objeto coloco ali coloca lá e coloca ali coloca lá eu transfiro de um lugar para o outro Ele simplesmente transfere lá de fora para dentro do consultório então ele transfere para mim então quando eu convoco analisando fale quando eu digo fale sobre isso eu estou fazendo um movimento de
que ele transfira alguma coisa dos seus sintomas para mim E no momento em que ele transfere algo até mim ele tá Investindo um monte de afetos ou nós achamos que alguém vai nos procurar vai pagar vai sentar na nossa frente vai ser angustiar para ser uma coisa super tranquila para ele não tem um investimento ali tem um investimento o que que faz uma pessoa se angustiar na análise querer voltar a ter medo o investimento de energia mesmo este investimento é a transferência Começamos a perceber e dar passos mais distantes da coisa da empatia nós não
queremos ser empáticos essa ideia da transferência e Por que então que nasce o lugar da contra transferência É porque no momento em que o analisando chega até nós transfere uma questão que é dele para a gente endereço uma questão que é dele para gente faz um movimento que é dele para a gente nós podemos devolver isso de uma maneira que não necessariamente Será tão interessante para o analisando e se não será tão interessante para analisando ela não será por quê vamos pegar o caso da Selma a paciente chega conta uma coisa chora chora chora chora
Então ela tá transferindo algo para o analista no momento em que analisando pega isso e devolve para ela tem algo que essa paciente não gostou porque no meio disso tem uma resistência que é a contra transferência então tem uma transferência negativa que a Transferência que a gente vai chamar de contra transferência a transferência de ódio que sim dar essa do analista para o analisando no momento em que Mas quem entende o que que é transferência ou conta transferência isso é na Perspectiva do analisando nós estamos falando aqui na Perspectiva do analisando na Perspectiva do analisando
ele chega e ele transfere algo ao analista e na Perspectiva do analisando aquilo que vem do analista para mim pode Não ser tão positivo que é chamada contra transferência é como se fosse um reflexo eu tô na frente de um espelho e o que eu jogo para esse Claro por isso que nós vamos ter por exemplo o estádio do espelho não é tão complexo difícil na teoria lacaniana né que é o momento em que a criancinha por exemplo mas não vamos dar esse exemplo do lacano Vamos pensar do modo como eu tava dizendo o que
que reflete quando eu tô na frente o Espelho eu entrego alguma coisa para o espelho e esse espelho me devolve alguma coisa então entre aquilo que eu entrego e aquilo que eu vejo é completamente diferente já viram por exemplo aos casos de desnofofobia pessoas completamente magras que se vem completamente gordas Então vamos pensar olha olha o que que eu tô tentando é construir com você para pensarmos no lugar da transferência da conta da transferência quando esse sujeito completamente magro ele chega na Frente de um espelho vamos entender o analista como espelho né esse sujeito completamente
magra ele chega na frente de um espelho ele tá dando aquela imagem ali mas quando ele vê o reflexo daquela imagem o que vem lá do outro até si ele se vê completamente desmórfico né barrado cortado fragmentado diferente daquilo que Ele entrega e isso que ele vê que é diferente do que ele tá entregando é a chamada contra Transferência o que vem na contramão da transferência o que lá na frente nós vamos entender é que essa energia que vai e volta ela é a mesma se chama transferência então é uma transferência que não se estabelece
uma transferência que não dá certo ou uma transferência que dá certo né então por isso que eu acho que interessante a gente pensar esse conceito porque a contra transferência ela é Ela diz muito mais daquilo que o analisando está Entendendo do lugar do analista do que efetivamente do analista então quando essa paciente Diz aí no caso da Selma Nossa ela é muito grossa ela mandou eu parar de chorar mas quando ela diz isso ela tá falando eu não estou dando conta do que a analista está me entregando agora pode ser que haja uma outra pessoa
que dê conta e isso é que vai fazer funcionar análise Né vai pode haver uma outra pessoa e vai falar assim nossa gente eu tava chorando numa coisa analista Mandou parar de chorar eu parei e foi tão bom porque eu comecei a olhar de uma maneira tão diferente como caso que eu contei para vocês o paciente não queria um livro né Ele queria uma outra coisa não é uma outra produção então por isso que é muito problemático a gente dizer a gente opinar na transferência e na contra Transferência de uma relação né Por Exemplo né
então a contra transferência ela vem na contramão da transferência então analisando nos entrega algo transferido por ele e nós entregamos algo que é do nosso estilo e que isso pode sustentar uma transferência ou não sobre a psicanalista como pai como padre como professor né com o sacerdote que por exemplo essa contra essa transferência ela vai se tornar mais efetiva se houver essa confiança da Analisado nessa figura não seria isso mesmo é porque nós vamos fazer a análise de maneira contínua nós vamos ter que fazer essa análise de maneira contínua os professores né que dando aula
aqui eles falam que fazem análise já com um terapeuta já muitos anos né porque eles Confiam naquele terapeuta teve um que falou que já tem 10 anos que faz terapia com a mesma pessoa ou seja ela tem confiança Naquela terapeuta naquela psicóloga né como é que é essa questão da da confiança e como é que a gente consegue ver resultados de maneira efetiva do trabalho que a gente tá fazendo uma vez que nós temos agora só teoria né E esse processo de trabalho ele vai levar um tempo né Porque só com o tempo que a
gente vai criar o nosso próprio estilo entendeu entendi bom o Paulo isso que você traça é muito importante e diz Fundamentalmente do lugar da transferência que a gente está conversando aqui porque nós não precisamos pensar e não podemos e até Não vamos pensar na transferência sendo a confiança nós não vamos trocar a transferência por confiança não mas a confiança como um conceito né no sentido de eu confiar de eu entregar alguma coisa de eu fazer um pacto daquilo que eu digo para o outro que ele escuta por exemplo você disse aí do lugar sacerdote Do
pai etc é um lugar de um pacto né é um momento em que alguém vai se confessar por exemplo ele confia ele tá entregando alguma coisa na mão de alguém e esse alguém vai fazer alguma coisa com isso né Então essa confiança ela é fundamental ela é fundamental fundamental fundamental não há análise sem confiança né Imagine você desconfiar do seu analista Ah se eu contar isso aqui ele vai se eu contar isso aqui para ela e Analice ela vai Contar no próximo salão de beleza que ela for né então se não houver uma confiança não
ó se não houver confiança não há transferência mas a transferência não é a mesma coisa da confiança mas se não houver confiança não há um trabalho de transferência porque o trabalho de transferência Paulo ele é um trabalho contínuo a confiança ele é ela é uma coisa eu confio no meu analista Sim Acabou pronto A partir dali eu entrego essa confiança e vou na análise agora a Transferência é um trabalho contínuo contínuo contínuo contínuo eu faço análise Se não houve confiança não há transferência a confiança a confiança ela inaugura a transferência a confiança ela inaugura a
transferência sem confiança não há transferência mas elas não são a mesma coisa né A confiança ela é um momento Inicial se eu confio no analista então eu confio nele E a partir daí o trabalho da transferência começa a acontecer eu preciso da confiança para eu começar uma análise eu confio naquele analista Sim Acabou ali então não há o que se discutir mais dali para frente é que começa o trabalho da transferência por exemplo você tá dizendo aí da do tempo da análise Eu particularmente faço análise com o analista 12 anos é o mesmo analista o
primeiro e único analista há 12 anos o que que sustenta num primeiro Momento no primeiro momento ao procurar é uma confiança mas o que faz é alguém permanecer durante todo esse tempo uma frequência muito grande é a transferência e a transferência Paulo ela é um manejo que nós vamos ter enquanto analistas com os nossos analisando o tempo inteiro a confiança nós não precisamos de pensar nela é aí que a gente vai dizer dessa palavra manejo da transferência porque a transferência vão pensar no analista Sei lá no meu caso eu tô dizendo de uma análise de
12 anos será que o analista ainda tem que fazer manejo com a transferência Com certeza para eu permanecer ali para eu continuar falando então a transferência ela é algo que não termina ela é condição da análise condição fundamental da análise Eu dei um exemplo para vocês agora pouco Paulo da maçaneta de uma porta por exemplo né que ela é Ela é eu dizia que ela é a transferência Porque ela liga a porta com sujeito que quer abrir é a maçaneta que faz esse papel agora Digamos que essa porta tá emperrada Aliás o próprio Freud falava
isso da transferência sendo um manejo emperrado até eu coloquei isso aqui para vocês uma uma dobradiça uma dobradiça emperrada é a transferência é uma dobradiça emperrada o próprio Freud tem esse conceito que ele diz nas Recomendações aos médicos que exerce a psicanálise porque até para a gente pensar nessa nessa questão de modo um pouquinho mais complexa porque a transferência Vamos pensar numa porta emperrada Paulo eu preciso de abrir a porta tem um jeito de abrir a porta mas eu preciso encontrar a maneira correta de abrir aquela porta ali eu vou abrir a maçaneta de um
jeito com mais cuidado aqui com mais cuidado ali não é só chegar e abrir então não é todas as Portas que serão abertas da mesma forma com todas as maçanetas enterradas tem maneira gerente para cada uma delas então a transferência é uma maçaneta emperrada ou seja ela é nós precisamos de encontrar Qual que é o modo correto de a partir dela a análise funcionar e acontecer né a partir da transferência é que a gente vai fazer isso a maneira como a gente responde o paciente a maneira como a gente interpreta a maneira como a gente
entrega Um sintoma a maneira como a gente responde ao WhatsApp a maneira como a gente diz o Antônio que lê ele diz ele diz dessa coisa do ato do analista Como que o ato ele reverbera no corpo não é aquilo que nós fazemos na análise reverbera no corpo né uma vez uma pessoa me perguntou online online uma pessoa me perguntou se era uma supervisionando Ela perguntou assim nós conseguimos fazer um ato analítico que é um conceito lá do Lacan Nós conseguimos fazer um ato na análise um ato mesmo enfim onde o nosso corpo participa da
análise no nosso atendimento online no atendimento virtual nós conseguimos ter um ato que que mexa com sujeito aí eu fui respondi para ela assim sim com três exclamações só isso que eu respondi e depois ela disse algo do tipo Nossa mas você respondeu sim tão intenso tão convido sem mais nada só um sim porque Aquilo que eu fiz já foi uma intervenção para ela e ela entendeu uma resposta nós podemos fazer um manejo sem ser no consultório presencialmente eu digo sim com três exclamações sim maiúsculo com três reclamações ela entendeu aquilo com uma intervenção então
há uma participação olha como é que é a dinâmica da transferência a partir daquele Sim ela imaginou alguma coisa será que ele tá querendo intervir Será Que ele tá dizendo que minha pergunta é boba Será que ele tá Então olha só como que a análise Ela É participativo o tempo inteiro então é essa maçaneta empada a gente vai tentando encontrar um modo de chegar até o sujeito e fazer um movimento por exemplo Vamos pensar nesse caso da Selma uma maçaneta né como é que a gente resolve isso a gente falando disso ou analista aqui tem
uma coisa que tem emperrada tem uma coisa que não tá caminhando e analista Pode até questionar Ah então você gosta das pessoas que te entregam lenço e dizem para você chorar tá vendo Claro que eu não tô dizendo que isso não é uma regra tá pessoal tô dizendo de como que a gente pode manejando com a transferência e a transferência é algo a ser manejado né Tem uma uma tese que eu gosto de dizer muito para as pessoas que fazem supervisão e que fazem enfim é um percurso estão nos grupos de estudo que Eu que
eu acompanho que eu organizo enfim eu digo uma coisa que é fundamental que é dos quatro conceitos fundamentais da psicanálise né pulsão repetição inconsciente e transferência a transferência ela é a válvula propulsora da análise ela é a principal a primeira coisa que a gente precisa de nos preocupar no momento em que a gente recebe um paciente é em como que está se dando a transferência ali porque é isso que vai Fazer com que ele volte então primeira coisa que eu digo a todos né A primeira coisa que a gente precisa de pensar quando a gente
recebe uma analisando é frente a todos esses conceitos fundamentais a primeira coisa é eu preciso estabelecer uma transferência capaz de fazer com que ele volta ele pode reportar para o analista que ele não tá gostando da forma porque ele tá sendo tratado né mas a gente como Analista pode dar essa abertura para ele no início da primeira sessão no caso na próxima só pode sim Tá ótimo então eu respondo eu volto dizendo disso e também falando da da Resistência que vai englobar isso que você tá perguntando tá bom