Olá, aluno. Tudo bem? Sou a tutora Elys e gostaria de convidar você para conversar sobre as metodologias digitais.
Para tal, temos que partir das tecnologias digitais. Mas você sabe o que é uma tecnologia digital? A tecnologia digital é um conjunto de tecnologias que permite principalmente a transformação de qualquer linguagem ou dado em números, isto é, em zero e uns.
Assim, imagens, sons, textos ou o que podemos ver através de um dispositivo digital, como um celular, um tablet ou uma tela de computador, nada mais são do que códigos de sim ou não sobrepostos. O surgimento das tecnologias digitais revolucionou a indústria, a economia e a sociedade do século XX. Armazenar e transmitir informações modificou a relação das pessoas com a história, mudou completamente a nossa vida e a forma como lidamos com informação e aprendizagem.
Ok, acho que tudo isso é um consenso. Não podemos mais ignorar as tecnologias digitais, mas como inserir nas nossas aulas? A tecnologia digital pode ser introduzida através dos jogos, do uso da internet, de aplicativos, programas, músicas, exercícios virtuais em que o aluno se conecta ao universo a ser apreendido através de uma interface tecnológica, como computadores, notebooks, tablets e smartphones.
Você ainda pode estar se perguntando: mas como adaptar as metodologias para incorporar a tecnologia? Pois bem, de acordo com Moran, existem inúmeras formas de o professor tornar as suas aulas mais interativas, seja através da simples formação de grupos nas redes sociais, criação de blogs ou do uso de plataformas e aplicativos específicos para a área educacional, que possibilitam desde o compartilhamento de informações e experiências até a confecção de livros, revistas, mapas conceituais e outros materiais para utilização por parte de professores e alunos. De acordo com Silva, a inclusão digital na escola favorece o desenvolvimento de novas formas de aprender e ensinar, integrando professores e alunos para uma educação mais flexível e colaborativa, na qual o professor passa para o papel de mediador, e o aluno se torna mais autônomo com o objetivo de potencializar o aprendizado.
Ainda está muito vago, muito abstrato? Vamos ver algumas sugestões mais específicas. Com o uso de celular, que já se tornou tão comum, podemos pensar no uso de fotos e vídeos para registro de atividades tanto internas quanto externas ao ambiente escolar, sendo que os alunos podem ser motivados a acompanhar as estações do ano, crescimento de vegetais em uma horta, entre tantas outras possibilidades.
A gravação de um áudio também pode ser utilizada tanto para contextualização de conteúdos, registros e relatos de experiência como visitas a ambientes externos à escola. Ainda abordando as mídias de áudio, os podcasts com entrevistas, diários de pesquisa ou produções acadêmicas. Existem programas gratuitos para a edição de podcasts e vários relatos de experiências de professores que montaram esse tipo de atividade e foi um sucesso.
Dentre outras possibilidades pedagógicas para a utilização de dispositivos móveis, podemos pensar na troca de mensagens, consultas ao dicionário, possibilidade de acesso a imagens, resolução de tarefas, ouvir conteúdos em formatos de áudio, visualizar vídeos, acessar conteúdos curriculares, gravar arquivos em formato de áudio, tirar fotografias, marcar datas importantes em um calendário eletrônico e até mesmo elaborar uma agenda de horários consultando a previsão do tempo. Portanto, podemos constatar que a aprendizagem não é estanque e deixou de limitar-se à apresentação de conteúdos fechados. Essa abordagem educacional proporciona a gestão de conteúdos de forma personalizada e ainda oferece a possibilidade de desenvolvimento online em tempos e espaços diferentes, atendendo às demandas discentes e docentes.
A maior característica desse formato de ensino-aprendizagem pode ser a sala de aula invertida. Você sabe como funciona a sala de aula invertida? Nessa metodologia, os alunos buscam o conhecimento do conteúdo programático antes de irem para a sala de aula.
Ou seja, o primeiro contato com o assunto a ser aprendido não vem pelo professor em sala. O aluno lê sobre o assunto previamente e, na sala de aula, ele vai aprender ativamente, realizando atividades de resolução de problemas ou projetos, discussões, laboratórios, tendo o professor como apoio. Assim, o ensino se torna híbrido, ele articula diferentes espaços e tempos, pois os alunos fazem pesquisa previamente, online e depois têm um momento presencial em sala de aula com o professor.
Com isso, o professor consegue propor atividades práticas e dinâmicas com seus alunos, de modo que eles sejam os protagonistas na construção dos seus conhecimentos. A inversão está em que as atividades ocorrem de forma invertida se comparadas com o método de ensino tradicional. A explicação do conteúdo ocorre fora da sala de aula, em casa, por meio de vídeoaulas, leituras que os professores podem estar disponibilizando.
Os exercícios e atividades, que, muitas vezes, virariam tarefa para casa, ficam, agora, para serem realizadas em sala de aula. Com isso, a aprendizagem é invertida. Na aprendizagem invertida, a aula expositiva, que seria vista em grupo, em sala, se torna individual, e o espaço da sala, em grupo, se torna local para aplicação de conceitos vistos, com atividades práticas relacionadas a esses conceitos.
As atividades podem ser desenvolvidas a partir de diferentes metodologias ativas, como aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em problemas, dinâmicas em grupo, design thinking, entre outros. Nesse modelo, tem-se mais produtividade e menor dispersão dos alunos, facilita o uso de novas tecnologias e estimula a interação entre os alunos, que aprendem a trabalhar em grupo, pois muitos desses exercícios podem ser planejados para serem feitos em equipe. Lógico, também demanda do professor um maior planejamento, com recursos didáticos disponibilizados antes das aulas, criatividade e preparo para gravar a sua vídeoaula.
Não que, obrigatoriamente, deva-se usar vídeoaulas, mas elas costumam ser um bom recurso. Além disso, é importante verificar previamente com os alunos a questão de acesso à internet em casa. O professor, como mediador, estará acompanhando os alunos, sanando dúvidas pontuais, e é importante estar atento aos alunos e aos seus feedbacks das atividades para perceber as dificuldades e planejar as próximas aulas.
E Diferente da sala de aula tradicional, como avaliação valendo nota ao final, na sala de aula invertida, tudo vale ponto: as atividades antes, durante e depois da aula, o professor pode avaliar. O professor pode estipular um peso para cada atividade. E, lembrando, que é importante sempre deixar claro para os alunos a forma como eles serão avaliados.
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