Qual é o homem que vocês defendem? >> Todos os homens, filha. Inocentes.
>> Todos os homens, minha querida filha. Todos os fala como eu quiser, filha. Fala como é bem melhor do que você.
Um homem negro muito trabalhador. Caminho. >> Ótimo.
Ótimo. Sem problema nenhum. Tá.
Tu não aguenta expressão, não? Isso não é normal no teu, no teu cenário. Você não também precisa me chamar de doutora porque não tem doutorado.
Tal. Entendi. Entendi.
Ofendida fácil, né? Você vê como é perigosa essa lei. Você vê como é perigosa essa lei.
Agora eu defendo. Não, não. Eu falo de maneira vemente.
É diferente. Essa essa é a grande diferença. Talvez você talvez você nunca tenha quz >> aí foi ironia.
Aí foi ironia. Talvez você não tenha debatido até hoje com algum homem de verdade. Essa é a grande questão.
Não, não se justificando não, porque ela não para de cortar. Ela não para de cortar. >> Ou entrou de novo no ouvido.
>> Agora vamos voltar. Eu defendo todos os homens inocentes, sejam eles de qualquer classe social, cor, credo. Vocês não.
O teu homem negro entra o pardo. Isso é interessante. Nosso país, nosso povo é missionenado.
É lindo nosso povo, nosso povo é lindo. Missigenado. Nosso povo é lindo.
>> Formação, >> filha do céu. A minha formação, filha, vou te dizer, você quer que eu te diga? Eu sou formado em medicina, tenho residência em endocrinologia, pós em psicologia, eu fiz residência também em psiquiatria, porque assim, eu tenho algumas pós-graduações.
>> É, então, pois é, talvez o teu viés é da USP aí, talvez o teu viés exatamente do mestrado que tu faz, porque todos os argumentos que tu trou até agora, não todos já, já tr minutos, >> porque todos os argumentos que você trouxe até agora são fúteis, são banais, são nada. De novo, quais homens eu defendo? Acabei de te dizer, todos, todos os homens inocentes.
Não importa credo, cor ou religião. Agora você diz o quê? Você separa por classe, você separa por raça.
Isso é o que vocês fazem. Eu olho o homem e a mulher como seres humanos, respeitando as suas diferenças inatas. E isso é normal, isso é certo, isso é ciência que vocês simplesmente negam.
O ponto todo até aqui do debate até agora é que vocês não responderam absolutamente nada do que foi trazido. Nada até agora nada. Não conseguir não conseguiram provar a subjetividade dessa lei como e a sua aplicação, aonde vai causar injustiças contra homens e mulheres.
E você falou assim: "Mas é os homens negros que você defende". Vamos defender os homens negros. Eu te perguntei no começo do programa, >> eu perguntei no começo do programa para você.
Mulheres negras são é as que mais sofrem violência e feminicídio. >> Aí volta, mas quem tá cometendo esses esses mesmos crimes? Qual a cor da pele deles?
Para mim não importa. Para mim é criminoso. Aliás, classe social, quem comete crime para mim, para mim pouco importa.
É criminoso. Para vocês importa. A culpa é do sistema.
Qual o sistema? O malvadão. O bicho papão.
Cadê o sistema? O que que é o sistema? Vocês apontam um espantalho.
Vocês não mostram absolutamente nada, causa nenhuma. Vocês não dizem sobre as consequências reais do dia a dia, da prática. Esse crime é imprescritível.
A lei tá baseada no racismo. A doutora mesmo falou o quê? Que é um absurdo, porque não dá para comparar racismo com misogenia.
É uma lei mal elaborada de saída. E é o que vocês estão defendendo. Defender o injustificável, indefensável, que é o problema.
Vocês não têm argumentos.