[Música] Olá alunos do curso de especialização de neurociências da Unifesp eu sou Cristina de Sá e falei falarei para vocês a partir de hoje sobre o movimento voluntário a nossa temática de hoje é o controle medular do movimento o que abordaremos então nessa aula tipos de movimento circuitos medulares e seu papel no movimento e a organização geral da medula espinal para tanto precisamos definir inicialmente o que é movimento é o movimento é a variação de posição espacial de um objeto ou material no decorrer do tempo desta forma temos três tipos de movimento o movimento reflexo
o movimento voluntário e os movimentos rítmicos que são padrões motores rítmicos Então o que seria o movimento reflexo o movimento reflexo ele é um movimento estereotipado sempre para o mesmo estímulo nós teremos a mesma resposta Já o movimento voluntário nós envolvemos três processos identificação planejamento programação e a execução do movimento propriamente dita é um movimento muito mais complexo e nesse tipo de movimento nós temos o que a motivação envolvida e o movimento rítmico o que seria é um movimento que já está automático Então ele pode ser inicialmente voluntário e depois ele entra nesse padrão motor
rítmico E para isso né como exemplo disso nós temos o andar morrer o andar de bicicleta também desta forma quando realizamos o movimento nós temos o quê a ação coordenada de várias regiões que regiões São essas a periférica que nós estamos falando do sistema músculo esquelético que mais do circuito medular que é o tema da nossa aula de hoje do tronco encefálico e do cerebelo e do cérebro propriamente dito né a região cerebral propriamente dita nessa situação nós temos o que os movimentos acontecendo num contexto específico e direcionado pelas intenções do indivíduo essa figura retrata
bem isso o indivíduo está aqui de ambulante e só que ele está de ambulando em contextos diferentes então Numa superfície né instável que ele está em cima de um colchonete então ele precisa fazer o que determinados ajustes porque essa superfície é instável aqui uma superfície rígida mais cheia de ondulações então ele também precisa o que realizar alguns ajustes para que esse movimento aconteça de forma eficiente e olha só nesta última situação ele também está de ambulando só que ele está de ambulando Numa superfície Estreita E olha que interessante o que que ele está fazendo para
ter um melhor equilíbrio e consequentemente o melhor desempenho da de ondulação ele está abrindo os braços Então são três maneiras diferentes de realizar o mesmo movimento então neste sentido o que que nós observamos o contexto ou seja o ambiente onde ele realiza a movimentação é essencial então daí nós começamos a perceber o que que o desempenho motor depende da informação se Então esta informação sensorial vai ser fundamental como vocês vão perceber ao longo desta série de aulas que elas são essenciais aí para que o movimento aconteça para que as correções desse movimento aconteça para que
os ajustes posturais aconteçam então quando falamos desse movimento voluntário esse movimento envolve processo sensoriais processos cognitivos e a junção desses processos permite o que detectar e identificar elementos que estão presentes no mundo para a realização do movimento e dessa forma fora essa detecção destas informações nós temos o que que realizar ajustes e quem vai fazer esses ajustes uma parte do sistema nervoso que é o sistema nervoso neuro vegetativo que é o grande responsável por manter a homeostase das diversas variáveis fisiológicas que compõem o nosso organismo essas duas figuras exemplificam bem isso os indivíduos aqui estão
fazendo a mesma tarefa que é beber um copo de água só que nesta primeira figura ela tá numa situação tranquila de repouso como se estivesse aqui ministrando essa aula e pegasse um copo de água para beber Então eu preciso de parâmetros fisiológicos mais baixos do que nessa outra situação que essas duas mulheres estão bebendo a água realizando a mesma tarefa só que numa situação totalmente adversa que é uma situação aonde ela estão aqui correndo então é claro que os parâmetros fisiológicos delas estão totalmente diferentes do que nesta primeira situação Então olha lá né processo sensoriais
e cognitivos detectaram os elementos presentes no mundo para realizar o movimento e o sistema neuro vegetativo está fazendo ajustes para manter as variáveis fisiológicas em equilíbrio então desta forma esta figura mostra exatamente qual é a complexidade em termos de circuitos nervosos para que este movimento aconteça então nós temos uma primeira etapa que se chama identificação depois um planejamento que é justamente a estratégia que eu vou utilizar para fazer esse movimento a programação que a tática que eu vou utilizar e a execução propriamente dita em cada uma dessas etapas nós temos regiões distintas do sistema nervoso
para que esse movimento aconteça e o nosso tema de hoje é justamente falar sobre Esta etapa aqui que faz parte da execução aonde está envolvida a medula e claro a medula espinal ela está ligada ao sistema músculo esquelético que é justamente o órgão efetor desta movimentação desta forma vamos dizer o que que a medula é havia Final Comum deste movimento e quando nós falamos de medula nós estamos falando desta estrutura aqui que já é conhecida de vocês e que é esta região que é composta por substância branca e por substância cinzenta qual é a diferença
nesta substância cinzenta que está representado aqui pelo H medular é onde estão localizados os corpos dos neurônios e Justamente na substância Branca eu tenho passando que as vias ascendentes e descendentes que nós vamos discorrer sobre estas vias na aula de hoje então quando falamos desta medula como é que essa medula faz a conexão com o sistema efetor que é o sistema músculo esquelético através desta região aqui que é o que a gente chama de raiz nervosa e essa raiz nervosa ela tem uma parte que é a raiz motora e uma parte que é a raiz
sensorial a motora também é chamada de raiz ventral e a sensorial também chamada de raiz dorsal então o Que Nós pensamos nós temos as informações sensoriais que chegam a esta medula por esta via aqui a raiz dorsal A partir dessa informação que chega no sistema nervoso central cuja a primeira porta é a medula espinal esta informação vai seguir para os centros que estão superiores a esta região chamado sistemas Supra segmentares depois essa informação toda vai ser processada e consequentemente nós temos o que essa informação vai sair para pela medula Para justamente atingir o sistema músculo
esquelético então quando falamos desse controle medular Podemos dizer que a informação somatossensorial ela é integrada com os comandos motores descendentes para gerar a eferência motora redes de inter neurônios vão atuar de forma flexível para produzir movimentos relativamente simples por exemplo os reflexos ou ativação recíproca de músculos flexores e extensores como nós podemos observar aqui nessa figura então visto isto o que que nós temos Vamos falar de como é a organização de uma determinada região desta medula qual região o corno anterior da medula quando nós falamos nesse corno anterior que é desta região aqui que nós
estamos falando nós vamos falar especificamente dos motos neurônios que estão aqui e estes motos neurônios eles têm uma organização Então os moto neurônios que estão localizados mais medialmente nesta região aqui denominada corno anterior eles estão mais relacionados com a manutenção de postura guardem bem mais relacionados isto significa que eles também realizam o movimento mas o grande papel deles é fornecer o que estabilidade na região proximal para que de fato o movimento aconteça e os modo neurônios que estão localizados mais na parte lateral desse corno anterior eles estão mais relacionados com a movimentação propriamente dito Então
essa figura representa muito bem isto por isso o desenho do membro superior aqui a parte proximal que mostra ombro e cintura escapular localizada medialmente e a parte mais distal antebraço e por limão mais lateralmente a mesma coisa também para os membros inferiores então visto essa organização o que que nós temos na sequência a organização da substância Branca né que é esta parte aqui da medula quando nós falamos dessa substância Branca nós temos vias ascendentes e vias descendentes como mostrado aqui as vias ascendentes estão representadas desse lado numa cor acinzentada e as vias descendentes estão representadas
neste lado aqui é claro que de ambos os lados existem as vias ascendentes e descendentes aqui é só uma questão didática que está separado então quando nós falamos de vias descendentes são as vias que são originárias originadas em outras regiões do sistema nervoso central então elas são originadas lá no córtex cerebral e no tronco encefálico e vão terminar aonde nos modos neurônios que estão aqui na e especificamente eles estão localizados aqui como vimos anteriormente e as vias ascendentes são aquelas vias que mandam informações do tipo sensorial para serem utilizadas na movimentação então elas vão entrar
na medula que a porta de entrada do sistema nervoso central pela raiz dorsal E essas informações vão chegar às regiões Supra segmentares e vão serão utilizadas de forma elaborada para a realização do movimento assim nós temos um conjunto de vias descendentes que Podemos dividir em vias piramidais que são o trato gótico espinal anterior e o corte com espinal lateral e as vias extrapiramidais que são técnicas final vestíbulo espinal retículo espinal bulbare pontino e Olivo espinal quando nós falamos dessas vias descendentes essas vias né Elas são formadas por fibras que se originam no córtex cerebral ou
em várias regiões do tronco encefálico e vão terminar justamente nos modo neurônios que estão localizados no corno anterior da medula o papel dessas vias descendentes eles estão bem relacionadas a postura ou mais relacionadas ao movimento propriamente dito então elas são organizadas da seguinte forma do que chamamos devias dispostas dorso lateralmente que são essas daqui então estas vias dors laterais são as que estão mais relacionadas com movimento e o que que elas vão fazer elas vão facilitar os moto neurônios que chegam na musculatura flexora e inibir os motos neurônios que chegam na musculatura extensora e estas
vias são o trato cotico espinal anterior e lateral o trato rubro espinal e o trato retículo espinal bulbar já as outras vias que estão mais relacionadas com a postura são vias que denominamos dentro mediais então elas estão localizadas mais na região ventral IME dial aí da medula e elas vão se conectar com os mortos neurônios que vão facilitar a musculatura extensora e inibir a musculatura flexora e quais são essas vias o trato vestíbulo espinal lateral e Medial o trato retículo espinal contínuo e o trato tecto espinal assim falando falaremos agora das vias ascendentes Então as
vias ascendentes representadas deste lado aqui na nossa figura então nós temos aqui fascículo grácil e fascículo cuneiforme depois nós temos trato né espinho tamâmico anterior e espinho talâmico lateral e espinos cerebelar anterior e posterior cada uma dessas vias vão conduzir um tipo de informação sensorial específica e esta informação chega na medula pelas raízes dorsais como já mencionamos anteriormente e olha só a partir do momento que esta informação entra na medula ela chega na medula nós temos uma divisão o que a gente chama de ramo descendente e é o que está representado aqui e já fica
uma informação importante quando nós falamos nesse ramo descendente esta informação vai nos dar os movimentos reflexos lembra a definição de reflexos o mesmo estímulo a mesma resposta motora E é exatamente isso que esse ramo descendente vai nos proporcionar já o ramo descendente que está representado aqui ele entra na medula e ele vai atingir regiões Sul para segmentares ou seja regiões que estão acima da medula E essas informações quando chegam nessas regiões Supra segmentares elas vão atingir o córtex somatossensorial estas informações se tornam que conscientes e Elas serão futuramente utilizadas para realização de um movimento mais
elaborado assim nós temos este conjunto de vias descendentes ascendentes Então vamos lá Quais são as funções dessas vias ascendentes então nós temos aqui o fascículo grácil e cuneiforme estes dois fascículos eles vão que estão representados aqui eles vão mandar Que tipo de informação para o sistema nervoso central eles vão mandar informação tátil e um Tato fino um Tato que a gente chama né a informação tátil e crítica é um Tato mais filho e também de própria percepção consciente o que que essa própria percepção consciente se eu não estiver olhando para as minhas mãos eu sei
exatamente dizer se a minha mão está aberta ou se ela está fechada então este tipo de informação é conduzida por essas duas vias né fascículo gracio e cuneiforme mas por que dois porque um fascículo grácil vai conduzir estas informações que vem dos membros inferiores e do tronco inferior já o fascículo cuneiforme vai conduzir o mesmo tipo de informação só que do tronco superior e dos membros superiores aí na sequência nós temos o que os tratos né spino talâmicos spino talamico lateral e spino talâmico anterior então quando nós falamos do espirro talâmico lateral ele conduz Que
tipo de informação dor e temperatura e olha só que interessante quando essa informação que está representada aqui em laranja nesta figura ela entra na medula imediatamente ela entrou aqui pela raiz dorsal e ela cruza por outro pelo outro lado essa informação é importante porque porque isso para Clínica é fundamental Então eu preciso saber aonde estas vias ascendentes cruzam ou seja elas cruzam assim que elas entram na medula ou elas vão cruzar em outras regiões então quando nós falamos do espinotalamico lateral a informação entra na medula e sobe pelo lado contra lateral então a informação advinda
da minha mão direita entra na medula e sobe pelo lado esquerdo para atingir esta região aqui que é o córtexto sensorial o mesmo acontece quando eu estou falando do trato espino talamico anterior que conduz o que informação tátil para sim outra via que conduz informação tátil exatamente só que agora é um Tato que nós chamamos de Tato protopático ou seja um Tato grosseiro então quando eu faço isso aqui isso é um Tato grosseiro e também ele esta via conduz a informação de pressão e olha que interessante quando essa informação entra na medula ela também cruza
para o outro lado então as duas vias espinosas são cruzadas a partir do momento que elas entram na medula exatamente Então isso é uma formação para a clínica importante quando eu tenho por exemplo uma lesão medular em que ela não é uma lesão completa e o que significa isso não é uma lesão que fez uma secção completa aqui na medula eu posso ter a lesão de um lado mas a deficiência de sensibilidade é do outro lado e porque justamente por este cruzamento que ocorre a partir do momento que essa via entra na medula as outras
duas vias estão representadas aqui e nós estamos falando de quem de espinos cerebelar posterior espinos cerebelar anterior são duas vias e laterais ou seja elas entram pelo lado direito sobem até o cerebelo pelo lado direito e que tipo de informação estas duas vias conduzem elas vão informar o sistema nervoso sobre o que a gente chama de uma própriocepção inconsciente ela informa como está o comprimento do músculo e o quanto de força muscular esse músculo está produzindo quando eu tenho uma contração e olha só que interessante olhando para essas vias nós percebemos que existem nomes né
que começam por exemplo espino cerebelar posterior e o que isso indica que primeiro nome que começa na medula termina no cerebelo no caso e por onde ele passa pela parte posterior ou pela parte anterior a mesma coisa se refere ao Spin no tamâmico lateral e ao espinho tá público anterior e quando a gente fala dos fascículos grácio o cuneiforme é uma região na medula que está localizada exatamente aqui né então nesta região aqui eu tenho medialmente o fascículo grácil e mais lateralmente o fascículo cuneiforme assim estas vias ascendentes né só representando aqui fascículo gracio fascículo
cuneiforme Aqui nós temos o espino cerebelar posterior o espinho cerebelar anterior o espino talâmico tá certo é os dois espinhos aqui então como eu disse né só para a gente fechar essa questão das vias ascendentes a origem é o primeiro nome o término é o segundo nome se é importante conhecer se é contra lateral a função dela e a sua localização na medula porque esse entendimento faz com que a interpretação né do quadro clínico do paciente após uma lesão E o que isso vai prejudicar a movimentação dele assim quando nós falamos de medula nós temos
uma organização morfo funcional Quando pensamos como que esta medula vai participar do movimento então nós temos um sistema nervoso central três níveis de integração e a medula é o primeiro deles o segundo nível é o tronco encefálico e o terceiro nível é o córtex cerebral propriamente dito e aonde entra os núcleos da base o cerebelo são alças envolvidas na movimentação e que nós teremos aulas específicas sobre essas outras estruturas Então a partir desses três níveis de integração nós temos o que uma organização que hierárquica e uma organização paralela e esta a primeira o primeiro nível
é a medula espinal que vai se conectar aí com a periferia então em relação a essa organização morfuncional da medula nós temos que esta medula é capaz de gerar comportamentos motores devido à sua organização intrínseca entre aspas programas reflexos E tem também os Inter neurônios que tem um papel extremamente importante para gerar estes programas motores ela tem a capacidade né de ter o que uma ação coordenada de muitos músculos que agem em diferentes articulações desta forma trazendo novamente a informação sobre a raiz sensorial né a raiz dorsal que é justamente essa parte que nós vamos
falar agora do quando posterior nós precisamos relembrar a seguinte informação Nós temos tudo que entrar na medula tem dois caminhos o ramo descendente que é o que nós vamos esmiuçar agora e o ramo ascendente lembrando este ramo ascendente conduz as informações pela aquelas vias ascendentes que nós acabamos de mencionar Então vamos falar do Papel destes Inter neurônios então estes Inter neurônios eles têm uma localização específica nesta região da medula e eles vão estar exatamente aqui na substância cinzenta eles constituem A grande maioria dos neurônios da medula eles são capazes de transformar os sinais de entrada
em novos padrões então por exemplo tem um sinal que entra e estimulando este sinal esta informação vai se conectar ao Inter neurônio já que ela estava estimulando este interno pode fazer o que uma inibição desta informação Ok e a x neurônios eles vão ter o que características individuais e características dentro de circuitos que serão bem específicas então quando nós falamos desses Inter neurônios nós temos propriedades e quando falamos dessas propriedades nós podemos falar de propriedade Divergente e propriedade convergente e quando dentro dessas duas propriedades nós estamos falando do que de uma organização espacial dos reflexos
então que é a propriedade desse ínteneurônio chamada de divergente Então observem essa figura ou que a mesma desta outra nós temos uma informação que ao entrar na medula ela Diverge então ela não vai para um único ponto Ela vai para vários pontos então aqui Ela atinge esta informação atinge vários Inter neurônios Diferentemente da propriedade de convergência em que vá várias informações chegam a um ponto comum e aquela pode chegar a um único interno neurônio e esse teneurônio mandar essa informação para um outro modo neurônio ou eu tenho o moto neurônio aqui como vocês estão visualizando
nesta figura eu tenho vários aqui um Inter neurônio chegando neste moto neurônio aqui outra informação advinda de uma via descendente chegando neste ponto e aqui chegando uma informação do músculo né de um receptor muscular especificamente então neste ponto nós temos a informação chega atinge vários Inter neurônios cada um desses neurônio também consegue atingir outros Inter neurônios ou mesmo moto neurônios e aqui a convergência vários Inter neurônios então estes dois chegam a este assim por diante todos vão chegar num ponto comum uma outra propriedade que está relacionada a organização temporal né dos reflexos dos circuitos que
existem na medula é o que a gente chama de circuito reverberante e circuito alternado rítmico olha só que interessante quando nós falamos nesse circuito reverberante então este neurônio recebeu o estímulo que passou para este Inter neurônio que passou para este Inter neurônio que passou para este só que este Inter neurônio ele tem uma ramificação axônica aqui que faz com que eu realimente este circuito Então esta informação ela fica reverberando neste circuito e isso é bem interessante quando Nós pensamos numa questão de economia de energia quando realizamos determinada movimentação o outro é justamente né o circuito
alternado rítmico E olha que interessante eu tenho a informação chegando em vários Inter neurônios e neste circuito eu tenho exatamente aqui então olha só chegou neste Inter neurônio eu tenho aqui por exemplo né a contração da musculatura flexora de um membro inferior e esta mesma informação chegando nos neurônios do outro lado do corpo Como assim olha só que interessante eu tenho aqui que está representado nessa figura que o membro inferior e nós temos o que este circuito alternado rítmico permite estímulo que chegue por exemplo no membro inferior direito faz com que eu contraia a musculatura
flexora do membro inferior direito e esta mesma informação cruza aqui na medula fazendo conexão com por meio de inter neurônios atingindo o moto neurônio do membro inferior esquerdo e fala assim contraia músculos extensores E olha que interessante se vocês olharem para esta figura parece familiar é justamente o que eu utilizo para andar Ah então você tá querendo dizer que neste circuito alternado rítmico eu consigo um estímulo que entrou na medula se conecta com os moto neurônios da musculatura flexora de um lado falando para ela contrair e com a musculatura extensora desse mesmo lado falando para
relaxar exatamente e do outro lado exatamente o contrário manda contrair a musculatura extensora e relaxar a musculatura flexora então quando eu estou andando caminhando é isto que está acontecendo este circuito alternado ritmo que é um circuito que está na medula é o que está permitindo esta movimentação mas como assim o andar não é um movimento voluntário é um movimento voluntário que foi automatizado então quando eu começo o meu andar ele é voluntário vem informação daqui que vai chegar nos moto neurônios que estão na medula pelas vias descendentes e ativar esse circuito e eu vou caminhando
eu não fico pensando em que circuito eu tenho que ativar isso já está automatizado mas olha Só se eu encontrar um obstáculo pelo caminho ele volta a ser voluntário porque esta é as informações referentes a esse obstáculo elas foram captadas pelas meus receptores né as informações sensoriais então eu posso podem ser informações de tátil pode ser informações que vem dos receptores articulares que são os próprios receptores de receptores musculares de receptores visuais e isso tudo vai alterar o meu padrão de movimento eu tenho que desviar eu tenho que ultrapassar e na sequência quando eu desvio
outra passe esse obstáculo eu entro neste ciclo novamente e aí circuito alternado ritmo que está na medula Continua em funcionamento e olha que Interessante este circuito também como vocês podem observar da figura ela está relacionado com um reflexo de proteção então se eu receber um estímulo nós septível então eu posso estar andando na praia na beira da água com água pelos joelhos conversando de repente algo espeta o meu pé o que que eu faço eu vou retirar este membro que recebeu o estímulo no nosso septivo é o que a gente está chamando né de reflexo
de retirada e extensão cruzada porque eu retiro este membro que recebeu o estímulo mas eu não caí porque porque Eu estendi o outro membro inferior Então olha que interessante esse mesmo circuito que é um circuito alternado rítmico é utilizado de forma reflexa como uma ação protetora e também é utilizado numa ação voluntária que é a marcha uma outra propriedade destes Inter neurônios é justamente o papel dele e circuitos inibitórios E aí nós temos três grandes circuitos o circuito 1A que é o circuito do reflexo de estiramento ou reflexo miotico o circuito 1b que é o
reflexo de golgi e o circuito das células de Reis Shaw vamos lá então esmiuçar cada um destes circuitos o circuito do reflexo de tiramento é o circuito mais simples que nós temos é o que a gente chama de arco reflexo e ele tem um papel importante né Qual que é o papel dele garantir o torno muscular que aquele grau de tensão mínima que o nosso músculo produz ele controla o comprimento do músculo evitando lesões e ele tem uma proteção contra um estiramento passivo eu só que interessante esse circuito né É para ele entrarem em Ação
eu preciso de um receptor e que receptor é esse é um receptor muscular que denomina-se fuso muscular e aonde está esse receptor ele está justamente no ventre muscular Então esse receptor que recebe o nome de fuso muscular ele está dentro de fibras entre fusais E essas fibras entrefusais elas estão em paralelo com as fibras musculares como vocês podem visualizar aqui então isso significa que se eu alongar o músculo eu aciono esse fuso muscular Exatamente isso então este fuso muscular ele é sensível a mudança de comprimento do músculo no sentido do reflexo de tiramento e quando
eu tenho esta mudança de comprimento esta informação entra na medula via um a faz uma conexão direta ou seja uma sinapse profeta isto significa sem inter neurônio como o moto neurônio Alfa que é justamente o moto neurônio eferente né O que a gente chama é o moto neurônio do músculo é o eferente que vai para o grupo muscular aí que foi alongado e fala para ele o que contrai a músculo que foi alongado então é este circuito que nós temos aqui então olha que interessante né é muitos de vocês já viram essa situação aonde um
Martelinho de reflexo vai ter curtir um determinado tendão e esse é o sinal mais clássico que a gente fala de um reflexo tendino e quando eu estou testando esse reflexo tendino eu estou justamente acionando este circuito reflexo em algumas patologias este circuito ele está alterado por razões diferentes porque eu posso ter né Essa alteração porque eu tenho uma lesão aqui ou eu posso ter uma alteração nesse circuito reflexo porque eu tenho justamente uma lesão medular então quando eu tenho essa percussão do tendão Aqui Esta percussão o receptor muscular entende como se fosse uma mudança de
comprimento esta informação entra na medula se conecta com o moto neurônio desse músculo que foi estimulado e fala para ele contrair então é aquele chute que a gente sabe né que nós vários de vocês já viram então bateu aqui eu tenho a extensão do joelho porque ocasionei uma contração reflexa deste músculo aqui na sequência Olha que Interessante este circuito é Reflexo Essa é a parte mais simples dele ele tem uma segunda parte que é justamente o antagonista a esse músculo aqui que é este músculo que está na parte posterior da coxa que se chama isso
que os tibiais tá então é um conjunto de três músculos eu tenho uma resposta neste músculo também e como é que se dá essa resposta então vamos lá eu tenho a informação entrando aqui na medula Agora eu tenho vi a inter neurônio esse interneurônio se conecta com o moto neurônio deste grupo muscular e fala para este grupo muscular aqui Relaxa então neste circuito nós temos a mudança de comprimento do músculo que pede para o Moto neurônio deste músculo contrair e o moto neurônio via e Inter neurônio do músculo antagonista relaxar então este é o circuito
do reflexo de tiramento que tem o papel de garantir o tônus muscular Olha que interessante né Aqui nós temos a representação deste fuso muscular novamente então o músculo aqui a fibra intrafusal e aqui é justamente a representação do que da secretaria reflexa como a gente acabou de mencionar então este circuito ele vai ser ativado quando o músculo é alongado se o músculo estiver contraído esse receptor tá ele está o quê relaxado porque o músculo diminuiu o seu comprimento e como este receptor muscular ele está em paralelo as fibras musculares se ela está contraída Eu tenho
uma diminuição do comprimento então ele está relaxado imagine um elástico frouxo é exatamente semelhante a esta situação mas olha só que interessante é eu tenho uma forma de ativar este fuso muscular e ativar esse circuito que está na medula que é o circuito do reflexo de estiramento que é representado pelo que a gente chama de circuito um a de uma outra maneira a é qual é essa outra maneira eu tenho se o músculo estiver contraído e eu precisar de mais contração muscular eu tenho uma possibilidade e qual Esta possibilidade eu tenho as vias descendentes que
nós vamos em outra aula esmiuçar mais essas vias Mas vocês já sabem que essas vias descendentes Elas são originárias lá no córtex cerebral ou no tronco encefálico e vão atingir os modo neurônios mediais e laterais da medula Então essas informações vem aqui para os moto neurônios que estão aqui de cor no anterior da medula e nesse corno anterior da medula até agora nós falamos de uma auto neurônio que é o moto neurônio alfa e é justamente o eferente do músculo mas nós temos um outro moto neurônio que é o que a gente chama de moto
neurônio Gama e esse moto neurônio Gama ele é o eferente de quem das fibras intra fusais e estas fibras intrafusais tem Justamente a sua porção contrátil nas extremidades nos polos e quando o músculo está contraído e as vias descendentes chegam aqui no moto neurônio Gama e o moto neurônio Gama fala para sibras intrafusais contraírem essas extremidades contrai consequentemente aqui a porção central ou Equatorial ela Estica e as os receptores musculares são ativados e a informação entra via aferente um a na medula e faz o que uma conexão direta com o moto neurônio Alfa deste músculo
falando para ele contrair e desta forma eu tenho um aumento do grau de força muscular que eu estou produzindo então é dessa forma para eu ativando a fibra intrafusal eu tenho que a gente chama de coativação Alfa Gama o músculo já está contraindo e eu vou dar um reforço da contração muscular a partir do sistema assim nós temos um outro circuito que é o circuito do umb que é o circuito do reflexo neuro tendino de golgi ou circuito do reflexo de golgi qual é o papel deste circuito a proteção contra a contração excessiva e o
controle sobre a citação dos moto neurônios por quê Porque ele vai monitorar a força de contração do músculo ele vai permitir que o músculo contraia né e Produza simplesmente a força necessária para uma determinada movimentação quando nós falamos deste circuito Aonde se encontra o receptor ele está exatamente aqui na junção músculo tendinha está representado aqui ele está emaranhado é ou seja ele não está em paralelo como fuso muscular com as fibras musculares ele está em série Todo emaranhado aqui nessa músculo tendinha então quando o músculo contrai é neste momento que ele é ativado então o
músculo contraiu ativou o golgi esta informação entra na medula via 1b e se conecta via Inter neurônio Então olha só chega ao estímulo excitando tem o interior aqui que vai inibir uma túneurônio Alfa deste músculo e esta inibição fala assim Isto que você está produzindo de força é o suficiente não precisa produzir mais então quando nós falamos desses dois receptores musculares o fuso e o órgão neurotendino de golgi o que que nós temos uma ação integrada entre esses dois E é assim que o tempo inteiro é estes dois receptores vão ser estimulados e vão dar
a sua contribuição para a movimentação Em algumas situações nós conseguimos o que ativar um ou outro como é o que a gente está observando nessa figura Então olha só aqui nós temos um movimento voluntário acontecendo só que eu consigo por meio deste movimento ativar a participação do fuso muscular no controle né do movimento e do órgão ele tem digno de golgi controlando a força produzida Então vamos lá como é que seria isso eu tenho aqui uma situação onde eu tô com uma flexão de cotovelo próxima aí de 90 graus e tô um determinado peso então
nessa situação eu tenho fuso e órgão neurotendido de golgi em equilíbrio de repente Olha o que eu faço eu vou adicionar mais peso só que eu vou soltar esse peso na hora que eu soltei o que vai acontecer o meu grau de flexão aqui do cotovelo ele diminui então se eu estava 90 graus o que que eu vou fazer né Eu Vou estender um pouco este cotovelo e consequentemente quando eu faço essa extensão o que que eu tenho aqui um estiramento desse músculo de que músculo especificamente né no caso aqui é do bíceps e esta
mudança de comprimento por mais mínima que seja é o que ocorre ela estimula o fuso muscular se ela estimulou o fuso muscular esta informação vai chegar na medula via um lá e vai né o moto neurônio desse músculo vai falar assim OK e produz uma contração na sequência esta contração vai ativar quem o órgão neurotendido de golgi e esta informação A partir dessa contração entra na medula novamente e fala assim tá bom isto que você já contraiu é o suficiente não precisa contrair mais e eu volto numa situação de Equilíbrio novamente então eu tenho em
qualquer movimento uma integração desses dois receptores Então ora um entre em Ação ora outro e entra em ação o outro circuito refere-se as células de rechau e quando eu falo nessas células de reinchal o que que eu tenho é uma inibição recorrente Então qual que é o grande papel dessa inibição recorrente é regular a velocidade de descarga do moto neurônio Então vamos lá olha só eu tenho aqui dois moto neurônios um moto neurônio aqui chegando na musculatura flexora e outro na musculatura extensora e aqui olha só eu tenho vias descendentes chegando neste emurne aqui este
interno ele faz o quê ele estimula este circuito assim como este fazendo o que a regulação da velocidade de descarga nervosa então é uma forma novamente né Essa inibição recorrente consegue regular a descarga deste moto neurônio e isso é uma forma de economizar energia durante a movimentação quando falamos nesta medula então nós podemos dizer o que que nós temos uma unidade miotática e esta unidade miotática o que seria seria justamente né o envolvimento do circuito um B que vai fazer o quê vai se conectar via internet com o moto neurônio da musculatura agonista e falar
relaxe e com a musculatura antagonista e vai falar contraia e do circuito de um a que a entrou na medula vai se conectar com o moto neurônio do músculo agonista e vai falar contraia e com o músculo antagonista o moto neurônio do músculo antagonista e fale relaxe ou seja eles são opostos Então essas conexões de fergentes Entre esses dois circuitos vão estabelecer uma relação entre a musculatura que vai agir sobre uma articulação sendo que estes não atuam independentemente em relação as demais articulações do corpo então o tempo inteiro este circuito de um ar que está
relacionado ao receptor muscular Fusion muscular e um B que está relacionado ao receptor muscular órgão está trabalhando junto então mudança de comprimento no sentido do alongamento e produção de força muscular está sendo monitorada o tempo inteiro e essa informação entra na medula e segue caminhos o ramo descendente que dá esta circuitaria aqui que a gente acabou de explicar e o ramo ascendente essas informações vão chegar aonde no cerebelo e vão ser utilizadas no movimento voluntário guardem esta informação desta forma o que que nós temos então mecanismos essenciais para movimentação ocorrer então nestes mecanismos nós temos
a ação conjunta do circuito um a e do circuito um b então nós temos o que a gente chama de inervação recíproca e o que é a inervação recíproca enquanto eu tenho a ação de um músculo então enquanto um contrai o outro relaxa e o mecanismo de coco contração que eu preciso que os dois grupos musculares ou seja o agonista e o antagonista contraiam ao mesmo tempo o que que nós podemos dizer que o mecanismo de coco contratação ele está mais relacionado com a manutenção da postura e o mecanismo de inervação recíproca está mais relacionado
com a movimentação propriamente dita fica fácil um exemplo olha só eu preciso pegar um copo de água para pegar o copo de água eu vou estabilizar a minha articulação proximal então aqui eu tenho mecanismo de cocotração ocorrendo e eu preciso movimentar a minha parte né intermediária e distal eu peguei o copo e trouxe o copo a boca nesta situação aqui eu tenho a inervação recíproca acontecendo assim como que podemos resumir aula de hoje nós podemos dizer que a medula espinal tem funções complexas reflexos relativamente estereotipados como vimos o reflexo o reflexo do órgão neurotendido de
golgi o reflexo de retirada extensão cruzada e que essa circuitaria está relacionada diretamente com o movimento e a postura propriamente dita e neste nessas funções complexas que a medula apresenta nós temos Inter neurônios moto neurônios o mecanismo de cocotração e o mecanismo de nervação recíproca lembrando o de coco contração está mais relacionado com a manutenção de postura e o denervação recíproca com o movimento propriamente dito E além disso nós podemos dizer o que que o controle que a medula permite o controle do músculo individualmente o controle de grupos musculares de uma mesma articulação e o
controle de grupos musculares de diferentes articulações Então vamos lá só para ficar claro quando falamos do do músculo individualmente quando eu pego o Martelinho de reflexo e percurso o meu tendão patelar e que eu tenho a extensão do joelho aquele chute É Este controle que eu estou dizendo quando eu falo que eu estou pegando aqui um copo de água né então qualquer coisa que eu faço uma apreensão eu estou contraindo Este grupo musculares aqui os meus flexores de dedos e estou relaxando os meus extensores de dele então olha só eu tenho uma articulação trabalhando tô
pensando nessa na mão como um único segmento né é claro que a gente tem múltiplas articulações aqui mas eu tô pensando Vamos pensar aqui nessa questão da flexão de punho e na extensão de punho e quando eu falo aqui de controle de grupos musculares de diferentes articulações é aquela situação do processo de retirada e extensão cruzada que se eu tô pensando na ação reflexa é por nação protetora é uma ação reflexa mas se eu estou pensando na utilização deste Circuito no ato de deambular né de caminhar eu tenho que vários grupos musculares de várias articulações
sendo controlados por esta medula espinal Então aqui estão as referências da aula de hoje muito obrigada e até a próxima aula [Música]