[Música] hoje é dia 20 de novembro de 2024 Estamos na casa do povo para realizar a coleta do testemunho de Elisa grp para o projeto arquivos do scholen essa é uma iniciativa da casa do Povo com apoio do proac editais 2023 projeto arquivos do scholen está sendo desenvolvido ao longo de 2024 pelo núcleo de acervos da casa do Povo na equipe Tec Estamos eu dais perter e lobinas como entrevistadoras e Pedro Ross no áudio e Registro [Música] fotográfico Elisa grinspum ex-aluna de 1959 a 1970 filha de frima grinspum diretora de 1962 a 1968 fez a
formação em pedagogia e trabalha há mais de 30 anos como professora de inglês Elisa você começou contando assim Memórias primevas da sua relação com esse espaço com essa Instituição Então vamos por aí vamos começar por essa origem bom a min meus pais tinam uma relação de fundadores desse espaço né então assim eram eles tinham um compromisso muito integral inteiro com essa instituição desde sempre e a minha primeira lembrança da vida e eu com acho que devia ter uns TRS aninhos eu Suponho ã me lembro do uniforme isso que é interessante assim porque depois esses Os
uniformes mudaram mas essa era um vestidinho xadrez Era uma jardineira e vermelha e branca xadrezinha que tinha um babadinho assim na nas mangas e eu me lembro de a gente morava aqui na Rua Três Rios então vir para era meia quadra né E aí de vir pra escola mas eu me lembro de eu chorando chorando chorando chorando para entrar na escola pela primeira vez né que era o primeiro contato meu com a escola foi esse é a primeira lembrança da minha vida que eu Tenho assim demais e tá relacionada com a própria instituição casa do
povo que já era aqui sim né já era aqui você entrou você entrou em 59 né eu eu fiz uma conta e acho que é isso em 55 em dezembro de 55 então eu Suponho que eu tenha entrado em fevereiro sei lá no de 59 pela porque eu eu lembro da minha mãe dizer que que eu entrei na escola com 3 anos que eu acho que era o mínimo que se aceitava na época né então eu eu fiz uma conta acho que é isso assim não tenho Exatamente certeza mas acho que é isso e essas
Memórias da tua família que foram memórias herdadas O que que você ouvia sobre a casa do Povo sobre o SH Você lembra olha elas se misturam muito porque da hora que eu comecei a ter consciência né e eu tenho algumas lembranças engraçadas mas essa acho que talvez mais para frente eu já estava no ginásio eu era muito danada e eu fui suspensa mais de uma vez porque eu porque eu era bagunceira porque eu Liderava sei lá por e a minha mãe era diretora da escola só que a minha mãe não era diretora do ginásio né
ela era então eu chegava diha sido suspensa chegava em casa minha mãe queria me jogar pela janela Como assim você suspens e eu não tinha Esses prédios entre o meu prédio da esquina ali da Três Rios e não tinha da da minha casa da janela do meu apartamento eu com espel eu era suspense ficava em casa dois dias sei lá com espelhinho eu Ficava iluminando a sala de aula Olha que louca que Rebelde e essas coisas né Umas lembranças disso de ficar daí eu falava acho que a escola prefere que eu fique lá do que
eu se eu ficar fora porque fora eles não TM controle sobre mim né lá dentro então eu tinha essas coisas assim ã meio sei lá revoltadinha meio dava um certo Trabalho Acho dei pros meus pais no adolescer assim Acho que nessa hora de tá entrando na adolescência sabe Quando eu comecei a entrar eu eu me lembro da minha mãe dizer o meu irmão era muito levado e quando eu nasci ela falava Nossa mas você era um anjinho você não dava trabalho a gente ia no Jardim da Luz e quando o meu irmão ia chegando as
mães iam recolhendo os brinquedos para ir embora porque lá vinha o rebeld e eu era muito calminha ficava brincando com tampinha com não sei o quê aí veio a adolescência aí na adolescência já outra outra conversa Tinha castigo tua mãe uma pessoa tão engajada tão sensível eu tinha castigo para essas essas atitudes olha não tinha castigo tinha conversa castigo Não tinha eh não me lembro de ter castigo nenhum eh me lembro de umas coisas assim eu tava no segundo ano do primário e a gente andava solto no bairro né porque naquela época as crianças andavam
soltas e eu e a minha mãe trabalhava o dia inteiro Então eu tinha um um eu dizia que era minha Disneylândia que era aí na Papelaria da dona que era ali na Rua Três Rios e eu virou mexer eu tava na papelaria e a Dona Zezé era uma querida uma fofa e ela abria aquelas gavetas de de calcomania para mim de cromo e eu ficava namorando aquilo e achava maravilhoso isso minha mãe contou anos depois né Eu não lembro da situação mas ela que contou essa história de que um dia Dona Zezé chamou ela para
dizer que eu tinha roubado uns cromos sei lá que eu tinha levado uns cromos embora não Sei o quê e aí a minha mãe comentou com meu pai falou acho que a Elisa está precisando de atenção redobrada então essa era a minha mãe né não era da punição acho que teve muita conversa acho dois duas coisas essa foi uma e outra a gente levantava um dinheiro pro lar Escola São Francisco era uma uma rifa sei lá o que que era uma cadernetinha a gente pedia dinheiro para as pessoas e eu usei o dinheiro para comprar
bala porque também ficava Solta no bairro né ia na mercearia e comprava bala sozinha e ela e também me lembro dessa situação dela nos chamar para conversar qual era o papel daquilo Qual era a importância eh para que que servia aquele dinheiro que não era que a enfim não era pra gente gastar em bala né que era tinha outro papel Então me lembro disso ela não era ela era da conversa e não da punição assim não não não tinha esse o teu pai também o meu pai era mais bravo mas o meu pai ele era
Bravo assim ele falava todo mundo tremia não precisava fazer muita coisa e ele tinha um orgulho de nunca ter batido nos filhos ele sempre falava isso porque Ele apanhou muito quando criança muito e ele se prometeu que jamais bateria num filho né e de fato nunca bateu eh mas ele não precisava bater ele chegava em casa e falava esse som tá muito alto saí todo mundo correndo para baixar o o som assim era tinha um um uma ele tinha uma autoridade que não era eh Não era punitiva mas se impunha na voz assim e vocês
três estudaram aqui out inteiro não meu irmão ele fez até o os porque minha mãe fez nós três fazermos quinto naquela época o quinto ano não era obrigatório era facultativo vamos dizer assim e a minha mãe fazia questão que achava que era importante que dava uma base e tinha a Dona Maria que era professora do 5º ano que ela admirava muito ela achava que todo mundo tinha Que passar na mão da Dona Maria Dona Maria trevisa também Severa assim uma mulher muito lembro bem dela E aí a minha mãe então o meu irmão fez o
5to ano e depois não tinha ginásio ele foi fazer o aplicação e quando chegou a minha vez eu fui eu fui a segunda turma a primeira turma era da minha prima da esher a turma dela tinha 12 alunos e a minha tinha 18 então nós fomos a segunda turma do ginásio né Depois que a escola foi criando fama e crescendo e daí Cresceu eh o ginásio cresceu mas a minha era muito assim das famílias que apostaram em deixar né que Eram poucas Quais eram Elisa Olha meus colegas de classe eh quem são é olha eu
consigo Lar acho que todo mundo eh começar pelos meninos eram seis meninos e isso foi se tornando um problema à medida que a gente foi ficando mais adolescente porque eram poucos meninos e muitas meninas e outra os meninos demoram mais a amadurecer né então eles eram todo Mundo bebezinhos e a gente já se achando muito mulher mas os meninos eram na minha classe o Sérgio Mauro Jorge decol Sérgio Mauro já faleceu eh Sérgio Mauro furma Jorge Isa weisman Hélio perman Tobias Frederico Paulo Klein esses eram seis meninos da minha classe que incrível memória né como
a gente lembra disso não lembra do filme que assistiu semana passada né muito impressionante isso E aí tinha As meninas que eram a Priscila caan Clarice esqueci o sobrenome dela lija cosso Stella Muscat Nelly hertzman Vera eh que não era judia Vera Ach era Oliveira o sobrenome dela eh Eveli eu faltam Eliane golman Faltam três meninas hã não sou as outras três eu não lembro Mas enfim essa era a minha turma e esse grupo se Manteve até o final se Manteve até o final sim até o final do ginásio eh eu acho que no meio
tinha o Carlos belon que ficou até o segundo ano e ele foi embora depois ele foi morar nos Estados Unidos no segundo ano Ah os outros permaneceram acho que foram ficou essa turma e lembrar acho que é isso mesmo morava em geral todo mundo todo mundo no bairro todo a gente ia todo mundo vinha todo Mundo sozinho todo mundo vinha a pé eh uns moravam em frente outro aqui depois a gente se mudou pra Bandeirantes também vinha a pé vinha a gente tinha aula duas vezes por semana o dia inteiro né E então a Eliane
por exemplo que era minha super amiga não morava no bairro ela almoçava toda terça e quinta na minha casa outro dia encontrei com ela ela falou imagina hoje em dia uma criança almoçar duas vezes por semana na sua casa você pode imaginar isso que Que era normal ela ia pra minha casa comigo a gente ia almoçava em casa e voltava pra escola sozinhos né a gente andava sozinho no bairro então e todo mundo morava no bairro com exceção da lija que não morava o Sérgio Mauro acho que o Jorge também não morava mas o resto
todo mundo morava por aqui e e a gente ficava circulando solto essa experiência do ginásio né que a gente viu um pouquinho aqui no nesse acervo maravilhoso que Você trouxe que que você assim que que marcas mais significativas você tem de professor eu tenho inúmeras marcas eu tava comentando isso com a minha filha antes de vir para cá eh eu acho que eu fui marcada por uma educação de altíssima qualidade assim de aprender a ler um texto e entender o que tá na entrelinha do texto inglês Sou professora de inglês né e eu tive ótimos
professores de inglês aqui eh eu era boa de inglês e a mas os Professores eram bons também então eu já comecei e eu me lembro quando eu tava com 12 anos que eu começou esse mundo ficou eu tava entrando na adolescência e tava ficando restrito demais era pouca gente a gente tava junto há muito tempo e a escola chamou minha mãe e sugeriu que eu fosse estudar inglês fora e que naquela época era muito raro ninguém fazia curso de inglês fora e eu fui pra Cultura Inglesa e a cultura inglesa era na na avenida de
Ipiranga eu ia de Ônibus sozinha e assisti a aula e voltava tinha 12 anos Imagina isso hoje é impensável né não sai nem do que casa para atravessar a rua quererá tomar um ônibus e voltar e então eu assim essa minha ligação com a língua já começou na escola tem alguma coisa com idish por exemplo eu sou se você me ditar um texto em idish eu sou capaz de escrever eu não entendo nada do que eu tô escrevendo eu não entendo eu sei Transliterar mas eu não sei o significado das palavras mas eu sei escrever
eu sei escrever em assim Brasili eu sei escrever sabe e Então tinha essa e a língua portuguesa assim professores de português todos os professores eu lembro marcantemente de professor de história do neud de geografia Terezinha lembro deumas coisas de música A gente não go gostava muito daquele professor de música ele era muito Tradicion tradicional Zão assim não me lembro o nome dele mas me lembro dele nos ensinar a respirar eh para emitir voz assim todo mundo deitado ele falava respira relaxa relaxa relaxa agora põe põe a mão na sua barriga veja o que acontece com
a sua barriga na hora que você tá respirando e eu lembro dessa aula lembro de uma aula de teatro e de uma lembro do texto hoje eu tava pens antes de vir para cá nesse texto acho Que é do bre eu tenho impressão que era uma cena que eu era aqui nesse salão aqui exatamente aqui ajoelhada olhando pro céu e falava Senhor Deus dos desgraçados dizei-me vós Senhor Deus se é mentira ou se é verdade tanto horror perante os céus olha um texto que eu decorei quando eu tinha 12 anos 10 sei lá 11 não
sei ã que era professor de de teatro Quem era tinha tive V tive o Antônio Carlos que foi professor de teatro e depois Teve a esher goys quando ele ele foi embora e a esher goys veio no lugar dele foi a nossa professora até oo final do dos tempos e tinha também lendo esse material que eu trouxe eu lembrei que tinha uma época eles instituíram um negócio chamava faixa livre que era uma tarde que era a coisa mais moderna que acho que pouquíssimas escolas hoje em dia fazem uma coisa tão transdisciplinar e tão interdisciplinar como
era isso então era uma transdisciplinaridade ali Nessa faixa livre então eu tava vendo aqui que tem um texto de do do de pessar mas era no teatro a gente encenava então essas duas matérias trabalhavam juntas tinha várias coisas assim que eram muito muito ligadas as matérias eram interligadas eh então assim as minhas lembranças tive aula de matemática muito boa também com o Adam que logo foi não primeiro era o moretim nosso primeiro Professor eles é curioso porque desses todos foram meus professores eles todos Viraram professores da USP eh Sabe eles eram novinhos eles tinham sei
lá 10 anos mais que a gente a gente tinha 12 eles tinham 23 24 sei lá e eles eram a começaram a carreira aqui e depois viraram todos os professores da USP o Dimas meu professor de português é professor né foi professor acho que el já tá aposentado na USP a a ã o moretim saiu para ser professor da USP também de matemática eh daí Entrou saiu o moretim entrou o Adam mas o Adam acho que ficou um ano só com a gente e e eu já fui embora assim eu sei que ele foi professor
da minha irmã eh quem mais dona Marina professora de ciências também que era muito boa Artes era a chaque e a dona Anne que era professora de artes assim que eram e tudo muito tinha Artes e artes industriais a gente tinha as duas coisas Artes industriais a gente Aprendeu a fazer uma ligação elétrica fazer um abajur sabe como a gente montava um abajur inteiro Desde da Fiação at a lâmpada e a parte Então tinha a parte artística e a parte técnica vamos dizer assim eh tínhamos essas duas coisas e os conteúdos judaicos o conteúdo judaico
Eu acho que já tínhamos um problema porque as professoras eram muito antigas e um era dona lerin Helena e a lerer tspe e a lerin tspe era aquela vó eu não Tive a vóz né meus avós morreram antes de quando eu era era muito pequenininha eu não tive avós Então eu tinha eu digo que eu tinha um eu tenho até hoje uma uma nostalgia dos Avós avós que eu não tive né da coisa da presença dos avós de terem trazido esse mundo né judaico para dentro de casa a gente tinha com os meus pais mas
é diferente né dos avós e a Lera inp Para mim ela era essa figura assim ela falava português com sotaque né ela era uma Vozinha assim e Aprendi idish né eu escrevi S fui alfabetizada em idish quer dizer eu sei sou capaz de transliterar mas acho que a história Judaica a gente tinha duas coisas tinha idish língua e história Judaica a gente tinha as duas coisas e a história Judaica foi era com a leren e Helena e aí a gente fazia muita bagunça na aula dela ela tinha pouco pulso a gente ficava barbariza lá um
pouco a aula dela acho que aproveitou fico pensando né Quanto teria aproveitado mais com mais maturidade tudo aquilo que eles tinham para nos ensinar né mas mas a experiência Judaica da escola chegava por outros lados sim tinha festa de pessara eu lembro tenho foto tem fotos não sei se minha Acho que não minhas mas acho que eu vi um acero do siders aqui no salão aqui embaixo que eram aqueles siders gigantes Assim com todas as crianças da escola e o que eu lembro tinha tinha uma empregada na nossa casa Maria o João filho dela negro
negro Ele estudou aqui um tempo e então ela já era uma escola inclusiva naquela época quer dizer já tinha meninos negros que eram imagina impensável vocês alunos incorporavam ess essas figuras que eram figuras fora do Círculo judaico para mim é uma mistura Porque como a minha casa era uma casa muito inclusiva eu não sei te dizer o quanto é da escola O quanto é da minha casa Quanto é das duas coisas juntas né acho que é misturado porque eh a minha casa minha casa sempre foi assim minha mãe sempre fez questão a gente tinha uma
empregada e a Tata mesmo a Maria essa própria ela depois o filho dela foi morar com pai Sei lá ela ele saiu do nosso do nosso radar e ela morava num Cortiço ali na ponte pequena e a minha mãe fazia questão de levar gente lá e eu me lembro de entrar no lugar que tinha cheiro de Mofo imagina era um Cortiço cheio de quartinhos de gente morando um empilhado em cima do outro era num favela né dentro de um espaço urbano pequeno assim e a minha mãe fazia questão de levar a gente lá eh então
das vezes a gente ia final de semana na não sei por ela tinha algum motivo para ir na casa da Tata e a gente ia então é aquelas loirinhas né todas branquinhas de meinha sapatinho entrando naquele ambiente a gente chamava a atenção ó lá obviamente Mas Isso foi sempre parte da minha da da minha educação da minha vida então a gente para nós não era nada estranho outro que estudava aqui era o Jair que era também filho da empregada da minha tia Maria eh o Jair é irmão de criação do Bob wolfenson e ele também
estudou aqui até o quarto ano primário alguma coisa assim olha interessante você tem ideia do que que Como é que foi o desenvolvimento dele depois sim ele virou jornalista da Folha de São Paulo Ele saiu daqui foi pra aplicação também fez o ginásio na aplicação colegial na aplicação e se tornou jornalista da folha acabou a carreira dele se aposentou na folha ele era trabalhava com diagramação meus primos TM contato com ele até hoje você percebia entre seus colegas esse clima de naturalidade também ou se percebia algun não lembro assim não não ficou marcado não fiquei
marcado Mas tinha por exemplo a Vera que era nossa colega de Classe A Vera não era judia nem a evelia essas duas não eram judias e era completamente elas eram totalmente numa turma de 18 né mais de 10% não eram judias e eram totalmente Integradas e totalmente parte do a Sônia kleinas era uma que eu tinha esquecido a Sônia faleceu ano passado H mas eu tô lembrando que a gente fez um encontro de 50 anos da minha turma na Pizzaria no na Monte no Monte Verde E aí reencontrei essa turma toda que alguns eu não
via há 50 anos e alguns você Manteve uma relação forte desde então com algumas com a Priscila com a Elane e com a dores que não era da minha turma era da turma AB baixo da minha que também é minha amiga até hoje essas três são as que ficaram assim e eram famílias que tinham afinidades com com o projeto acho que não de a da dor sim a da Priscila acho que Parcialmente Apesar de que acho que com o tempo se tornaram muito mais praticantes de um judaísmo assim mais e o da Eliane acho que
não tinha nenhuma assim também a a gente tinha muita afinidade nós duas éramos muito amigas tem uma história linda da Eliane que eu adoro contar a Elane teve alopécia na infância e perdeu todo o cabelo ela isso ela tava no primário aqui só que ela tava no quarto ela era um ano abaixo do meu só que como eu fiz 5to ano depois Nós ficamos juntas no ginásio ela não fez quinto ano ela pulou o 5to ano e ela eu me lembro no Gin no primário que ela era uma figura ela usava uma touquinha assim e
um com uma franjinha e as Crianças puxavam a touca e fazzi um bullying horrível com ela nessa fase e aí quando a gente entrou no ginásio eh ela é uma pessoa de uma personalidade esqueci que eu fico uma coceirinha aqui ela é uma à uma pessoa de uma personalidade muito forte e ela e a gente quando entrou no ginásio eh qu tinha esse bullying continuou e e tinha uma pegação no pé e chamava ela de careca e não sei o quê enfim e aí a dona Sula terepins que era a nossa coordenadora lá com o
nome orientador Educacional acho que ela daqui da escola chamou ela e falou para ela eu tenho uma proposta para você Eh eu sempre falo quando eu encontro com ela eu falo que a dona sua salvou a vida dela eh eu sugiro que a gente faça uma reunião da escola inteira para você contar o que aconteceu eu com você vá conversar com seus pais veja se eles topam se vocês topam e e e a gente marca o dia e eu me lembro foi nesse salãozinho aqui eram 60 alunos da Escola inteira todos nós estávamos acho que
no terceiro ano ginasial tinha Duas turmas abaixo da nós e uma a ca era todo mundo escola inteira eh e aí ela começou a contar o que aconteceu que ela teve uma febre muito alta e o cabelo caiu e o pai dela era méd é médico tá vivo ainda o bent eh e e ela foi contando e as e todo mundo foi e eu convivia com ela porque ela era muito minha amiga eu frequentava a casa dela ela frequentava a minha então eu tinha uma proximidade muito grande com com a questão mas era eu e
ela somente Né E aí ela foi contando ã tudo que aconteceu e as medidas o que os pais fizeram e e nessa época ela já usava a peruca aí eles queriam saber como que grudava a peruca se como que tomava banho Todo mundo começou a fazer perguntas e ela foi respondendo foi respondendo foi respondendo e a partir desse dia acabou bullying não tinha mais sentido bullying era uma coisa que não não tinha Razão de ser por que que alguém ia falar careca era idiota a pessoa que tava fazendo né porque aquilo tava escancarado para todo
mundo todo mundo sabia da história todo mundo se compadeceu da história né foi uma uma troca de experiência ali muito forte eh e para mim muito marcante em termos do que uma escola pode fazer na vida de uma criança né de salvar a vida dela que foi o que aconteceu linda esse relato incrível da Sula que tá viva e maravilhosa sim sim tá maravilhosa vó de não sei quantos netos feliz da vidaos na contemporânea Fala To Diz ela é maravilhosa você vê que essa exuberância já tava lá né sim H outras situações assim muito delicadas
que você tenha presenciado ou testemunhado tem acontecido com você na escola olha teve uma esse o Jean o Jean entrou na escola ele era filho de uma atriz ele ficou só dois anos na escola e ele era lindo de morrer e era mais Velhinho que a gente assim ele era porque que nós eram seis meninos dos quais quatro ainda não tinham amadurecido né sexualmente falando então tinha dois a verdade e aí entrou o Jean que era um lindão e todo né mais homem assim e Arrasou os corações todos e o Jean não tinha nada a
ver com judaísmo nada a ver com com nada eh parece que ele já já morreu também e ele ficou e teve um evento uma História Era tudo muito aberto né a escola a gente frequentava a escola de tarde a de tarde só tinha a turma que estava tendo aula tarde não era escola cheia aquela e a gente entrava na sala da Coordenação mexia nos cadernos das das coordenadoras fazia Sei lá eu sei que ele achou o caderno da orientadora que dizia iia todas as barbaridades que ele tava fazendo ele pegou esse caderno que era um
caderno com todas as as anotações e jogou em cima de um caminhão Da lusitana que viha passando na rua o caderno conotação não tinha backup era aquele que o caderno né com todo o material e eu isso acho que eu eu acho que ele foi convidado a sair da escola eu não tenho bem Eu lembro que foi uma comoção demorou para descobrir queem foi daí descobriram e daí resolveram que ele não ficaria na escola e ele saiu Hã mas isso foi uma uma uma das histórias que eu lembro assim marcantes de dessa passagem a gente
foi um pouco Pro ginásio mas da passagem do primário Pro ginásio se você sentiu uma ruptura muito grande se o projeto era muito diferente não eu não me assim o o projeto do primário me parecia eh mais tradicional mas não sei dizer eu tava olhando material aqui sobre pré eh um material que eu sobre a pré-escola que era já uma já era uma precursora do que ainda se faz hoje que era ambientes Livres para as crianças escolherem o que elas faziam isso no na pré-escola no primário eu acho que tinha uma coisa muito forte de
alfabetização leitura que muito sólida assim me lembro de ter uma coisa sólida de muito conteúdo de menos Renovada minha mãe chav adorava esse termo escola Renovada ela tava todos os discursos dela eh da escola Renovada que eram essa Escola mais à frente do seu tempo né que que tinha um projeto mais ã holístico né de conhecimento e e de relações com a sociedade então isso era uma coisa Hã muito acho que o ginásio foi foi meio marcante em termos de mudança dessa desse novo projeto dessa nova uma coisa mais moderna vamos dizer assim na época
você lembra as professoras do primário que lembro de todas as minhas professoras primeiro ano Dona Luisinha segundo ano dona Anita Terceiro ano não lembro quarto ano Dona Dirce quinto ano Dona Maria fala um pouco mais sobre a Dona Maria porque ela é uma pessoa que a gente F citada assim mas então a minha mãe tinha uma admiração profunda por ela achava que ela era uma Educadora de manchet minha mãe tinha essa tinha umas minha mãe falava assim fulana é uma Educadora e outra que ela não achava que eram tão educadoras ela falava cien Educadora Cien
Educadora eh e e as que ela mas as que ela admirava ela admirava assim a Dona Maria era uma dasas dona Dirce também eu tive muito boas professoras né a dona Luisinha que era professora de alfabetização também e eu na minha meu olhar infantil assim eu achava elas todas muito bravas né achava eu acho que é era na época Bom começar a gente chamavas de Dona né dona Luisinha dona Anita Dona tudo Dona Então Já tinha esse distanciamento né As crianças tinham uma relação mais distante assim com a professora Não era essa afetividade assim essa
coisa pelo menos não que eu me lembre mas muito sólida em termos de conhecimento de transmissão de conhecimento de de produção de fazer as crianças se desenvolverem acho que era muito forte assim tenho essa lembrança eu tenho essa lembrança de de ser muito mais essa essa pergunta que você me fez da passagem do Primário ser muito mais ã autoritário vamos dizer assim entre aspas né porque não era de era Severo né era o mais Severo do que depois no ginásio que a gente tinha uma relação com os professores que a gente bom viajava né fazia
estudo do meio que coisa mais maravilhosa que você viajava com professor por quem você é apaixonada e por quem você era apaixonada eu era apaixonada pelo Dimas eu encontrei ele muitos anos depois e ele sabe de né Falei para ele que ele o Dimas foi um professor inacreditável assim aprendi muito portug Aliás não só com ele acho que eu tive ótimos professores de português a vida inteira mas é um e como professora de inglês eu ISO essa referência do aprendizado de língua muito forte assim eh de uma vez que você sabe muito bem uma língua
você consegue aprender a outra com muito mais facilidade porque você consegue transpor um conhecimento de uma para outra né são Pontes importantes que você e eu vejo na minha experiência profissional que pessoas que tiveram bons professores de português ou em geral t boa ou que tiver tem uma relação com aprender português do mesmo da mesma natureza que aprendeu uma outra língua é um conhecimento adquirido assim uma vez que você tenha isso solidamente assim e as experiências de leitura você lembra disso também no muito lembro muito eh eu sou uma avve da leitura né Eh gosto
muito de ler o Meu irmão também a gente eh troca muito ele a gente se fala e ele fala o que você tá lendo a gente sempre troca a figurinha das coisas que a gente tá lendo e e eu e assim meu pai era um cara mais leitor a minha mãe não me lembro de vê-la com livros na mão assim acho que porque minha mãe era muito ocupada né ela trabalhava muito Daí tinha três filhos em casa ã tinha eu assim não me lembro dela era Médica eu não me lembro dela ela atendia na minha
porque ela foi eh ela tinha um ela era pediatra depois ela virou diretora do sholem e depois ela fez curso e virou médica sanitarista Então ela entrou no estado como médica sanitarista e ela parou com a clínica particular ela disse que ela não gostava ela não tinha talento para isso ela tinha talento para qualquer coisa que ela fizesse ela tinha talento porque Ela era extrema ente especial assim mas ela atendia me lembro na minha casa dela atender os judeus egípcios que vieram fugidos do ner em acho que foi 58 ou 59 que teve a perseguição
aos judeus no Egito e veio uma leva migratória de egípcios para cá e ela atendia esses egípcios na minha casa fora do horário dela de depois à noite sei lá que horas Me Lembro deles da minha casa assim ela atendendo criança com amidalite com Otite sei lá com que lá em casa ela atendeu muito essa comunidade judeus marroquinos também Eh esses refugiados ela atendeu esses refugiado já tem dia de graça na minha casa ã demais horário extra né vieram pra escola vieram pro show aí a Sara Y acne veio que ela era uma turma acima
da minha e dona Marcela mãe dela lembro delas na minha casa dona Marcela com com ela e a Irmã dela não me lembro o nome a irmã dela é um pouco mais nova que a minha irmã eu acho e Matilda o nome da irmã dela e ela ã a Sara veio para cá teve também o Alberto mograbi que estudou comigo no primário também era dessa uma família dessas e ele saiu acho que ele foi fazer aplicação ele foi fazer ginásio fora mas a estudou comigo até o quarto ano as redes sociais de uma certa forma
nos aproximam dessas pessoas né O Alberto Era uma pessoa que eu tinha assim esquecido da existência e de repente começou a aparecer ele escreve escreve maravilhosamente bem então Comecei a ler uns textos dele na na mídia social e aí fiquei meio sabendo do Alberto e daí me lembrei que ã que é a minha mãe tinha atendido uma leva de judeus egípcios a dele deve ter entrado nessa história Elisa E você tava aqui enfim 64 a gente tem essa curiosidade para saber 64 68 como que a Escola se posicionou em relação ao golpe depois ao Eu
também isso também se mistura com a minha família né porque a minha família ela muito ativa politicamente muito engajada então eu me lembro me lembro pouco desse momento de 64 lembro mais de 68 assim que quando começou quando a Perseguição foi violenta e eh assim Lembro dos meus pais tirando livros de dentro de casa jogando o livro Fora porque sei lá todo o livro poderia te te incriminar né tinha uma série tinha o Mariguela que era aparentado nosso né casado com a tia que é irmã da minha tia então a gente tinha tio Carlos o
mar era o tio Carlos Você tem uma ideia assim a gente conheceu ele quando criança na casa da minha tia Então tinha uma mistura do que era a escola e do que era a nossa vida da nossa família eh e teve uma vez já tava na faculdade a Minha mãe a os caras do dops foram chegaram na minha casa 6 horas da manhã para levar minha mãe levaram só que ela ela não ficou presa ela foi embora no mesmo dia ela voltou no mesmo dia mas 6 horas da manhã toca a campainha era o dops
e vieram buscá-la e ela eu tinha já 19 anos eu tava na faculdade eu lembro muito bem desse dia e e assim vai embora é a história do Rubens Piva você não sabe para onde não sabe quando não sabe se vem se volta e a Gente já conhecia a história de outro os amigos deles que já tinham sido presos e já tinham sido torturados né Ah tinha história então por exemplo Essa era da turma da minha irmã o Marcos o Marquinhos o o pai dele ele chama Marcos Coelho filho mas o pai dele era o
Jaques porque era o codinome né E era do Partido Comunista tal então a gente tinha tinha essa coisa que a gente sabia tinha um mundo ali eh do que não se podia falar do mundo que se misturava Entre a minha casa e a escola acho que a escola assim explicitamente nunca ninguém nem podia né explicitamente fazer nenhum apoio nada que fosse era tudo meio velado assim vivia na casa assim o texto era também um texto meio oblíquo assim é porque a gente não podia falar lá Eles não queriam que a gente soubesse de coisas Ah
Apesar de que a gente já era grande eu já tinha com 64 eu tinha eh 9 anos né Então me lembro eh uma coisa que eu lembro dos 9 anos foi quando a minha tia Elisa Elisa Kaufman que era a diretora da escola quando ela morreu eh eu lembro lembro do dia do enterro assim daquela comoção ela morreu muito jovem lá acho que tinha 40 4 anos e ela tia Elisa a gente frequentava muito a casa dela é a mãe da Fan abramovic né e e ela à eh a impressão que eu tenho com essa
morte era uma coisa que criança não participava né criança não participava dessa coisa da vida adulta era uma coisa à parte criança era um mundo à parte não era não se misturava com com o mundo adulto e eu me lembro da minha mãe se preparando para ir para enterro meus pais se preparando para ir pro enterro dizer que a tin Elisa tinha morrido mas e assim da gente querer ficar triste mas Não sabia era meio distanciado pra gente era uma coisa muito tudo era meio escondido das Crianças assim a gente não não participava dessa mas
à medida que fui crescendo fui virando adolescente e essa coisa da de não poder ter livro de não poder de ter ã material em casa de ter coisas que não se podia falar Eh meu tio yxa que era irmão da minha mãe era do Partido Comunista Então chegou a ser preso não eu acho que Ele foi preso mas ele morreu muito jovem oa morreu ã o Bob tinha 15 eu tinha 14 quando ele morreu ã ou seja foi o negócio tava recrudescendo ali na quando e faleceu que câncer de pulmão fumava três mos de cigarros
por dia e fumava loucamente morreu de câncer de pulmão muito jovem Elisa com relação a você tava falando Pera aí até perdi tava com na cabeça Ali vai lá Desculpa escapou era alguma coisa referente ao texto que você tava falando mas tudo bem Não então até eu acho que eu ia te perguntar né que assim essa percepção você tá falando de uma divisão entre a escola e um pouco esse essão da família né mas dos professores assim você perceberia por exemplo uma presença política no tipo de pensamento noo de claramente claramente sim ah sei lá
eu lembro da gente ler umas coisas assim Nem só nos lembro o Leopardo umas coisas que você falava a gente nem entendia acho que direito Aqueles textos que eles davam pra gente ler pensando hoje né Eh eu era um conteúdo muito de fazer pensar né Muito forte de fazer pensar sempre eh então e acho que isso era muito presente na escola da gente ler textos densos e ã marcantes assim ah eu me lembro de um trabalho a gente as notas eram eh ótimo muito bom médio médio inferior E insuficiente eram essas as notas do ginásio
eh que era uma modernidade na época imagina todo mundo 10 9 8 a gente tinha essas notas eh tanto que eu passei anos falava assim Ah isso é médio inferior Ah isso é médio superior era assim um uma referência do do do que era e e eu tinha um trabalho de história eh que eu fiquei a gente ainda morava aqui na Três Rios portanto devia ter eu mudei para Bandeirantes com 14 anos eu devia ter uns 13 eh era um trabalho que a gente tinha que era um um trabalho de história que a gente tinha
que localizar no mapa mund eventos históricos x do texto y e era um trabalho de muito fôlego tinha que ler muita coisa e e não podia deixar escapar nenhum menção a nenhum lugar então qualquer lugar mencionado no texto Tinha que ser localizado no mapa e eu me lembro de passar sei lá uma Tarde uma noite de ficar ai que saco tenho que fazer isso ai que chato ai que trabalho insuportável e reclamar reclamar reclamar minha mãe não tava nem aí falava vai reclamar e vai fazer senta aí e faz e e era um trabalho realmente
de fôlego e tal e quando acabou entre a pesquisa foi feita o quê Barça quais era Barça em geral Barça Barça tinha Delta la Russe também a gente tinha minha mãe gostava De comprar enciclopédias eram sinal de a gente tinha várias enciclopédias em casa eh e a era isso mas eu acho que era um texto da escola um texto que a escola nos deu Não era essa não vinha de enciclopédia era um texto que dado pela escola e a gente tinha que achar esses lugares no mapa munde e localizando as fatos históricos no na geografia
né e no tempo no tempo histórico e no tempo e e no lugar e aí eu tirei ótimo nesse trabalho que era assim e eu não Acreditava porque foi uma coisa tão penosa de de eu fazer eh eu não tive prazer de fazer aquilo sabe no sentido de falar nossa olha que leg legal tô aprendendo porque com algumas coisas a gente tem né Essa me lembro de aula de português ou era a época da Tropical o Caetano Veloso veio aqui falar com a minha turma a gente a esterco pins que era a nossa orientadora eraa
muito amiga dele e ela trouxe ele para falar com a gente aqui tem foto dessa dessa visita Você não tem eu não tenho mas acho que no acervo talvez alguém tenha porque ele tava começando os festivais e a ficar famoso e foi uma comoção tanto que ele veio aqui parece depois ele comentou que ele estava voltando a esse lugar que ele já tinha vindo antes e Isso foi no primário ou no ginásio no ginásio foi no ginásio Ester C pins que era o nosso coordenador orinar é eu devia ter 12 13 por aí E então
a gente tinha essa coisa Com as letras das músicas que a gente aprendia e e codificava e tentava entender o significado por trás das Letras tinha isso tudo integrado né a história com português com música tudo tudo junto assim então Eh essa tenho essa lembrança bem forte do Caetano aqui na escola e e o trabalho desse trabalho de estudo do Meio quais er então não só terminar o trabalho que eu tava falando esse trabalho de fôlego quando eu entreguei era meio um alívio Assim ai acabou essa tortura eu fiquei Dias fazendo esse negócio e foi
muito torturante mas quando veio a nota eu não acreditava que eu tinha feito tudo a perfeição assim o que ela tinha pedido né era um trabalho que ó resultou numa super nota não sei o que foi me lembro dessa sensação de falar nossa valeu a pena esse sacrifício esse esforço assim você acha que essas experiências te marcaram como educador muito muito acho que Muitíssimo eh um pouco na eh busca de hã alegria por aprender de como é legal aprender que que me lembro de muitas situações na escola assim de Nossa como é legal e de
de ficar meio embevecida assim com uma com uma aula fala olha aprendi tal coisa o meu irmão estudava num aplicação também tinha uma uma uma uma experiência parecida né mais madura porque ele tava no colegial E e ele era uma influência grandíssima na minha vida né ele trazia eu tinha uma admiração meu irmão mais velho assim achava tudo que ele fazia e falava maravilhoso eh até hoje eu acho até hoje eu he e ele valorizava teus trabalhos aqui fal muito legal comigo e com a minha irmã sabe ele era um irmão ele era mais velho
e ele tinha uma ele nunca brigava com a gente a gente que enchia o saco dele ficava né perturbando ele era muito legal com a Gente então ele trazia também um universo eu me lembro de uma vez que a gente tinha que fazer um mural na na escola era uma das tarefas em grupo era um trabalho de grupo tinha que fazer um mural hã que era sobre ã acho que era aberto os temas eram abertos não tinha tema Mas até então as cada grupo fazia um mural e colocava o mural lá apresentava tarará e ficava
um tempo e depois em outro grupo e trocava o mural e aquele os murais até Viram o meu grupo eram textos não é Tex de mural Sabe aqueles texos de três páginas ninguém vai ler no mural né um negócio que era três assim sei lá o sulfite ali você ficava virando página a gente tinha que ler porque tinha uma das tarefas era ler os murais trabalhar sobre o mural o resto da da turma né então a gente era obrigado a fazer isso mas não era uma coisa gostosa de fazer não era e com a influência
o meu irmão que me deu essa ideia de fazer Uma coisa mais política mais ã estampada uma imagem com dizeres curto uma coisa de mural uma linguagem de mural que não é E aí ele deu essa ideia e a gente eu e meu grupo executamos né a gente textos Aí pegamos poesia nem me lembro o conteúdo mas me lembro de ser uma coisa que na forma era muito diferente assim do que os outros grupos tinham feito e e chamou Mita atenção porque era uma coisa mais gostosa de ler mais fácil de ler mais Impactante porque
tinha frases de efeito Eh sei lá faz frases do brer a gente adorava o BR naquela época todas tinha várias citações e ã coisas assim então era uma coisa muito que se misturava né o seu universo da minha casa com universo da escola eram coisas muito misturadas assim e os grupos você Manteve os grupos meio fixos até o final porque sempre o ch sempre tem trabal os grupos você fala de trabalho não acho que el a escola os Grupos não eram a gente que escolhia a gente era Ah é desmanchava as panelinhas e faziam grupos
e e variava sempre os grupos eram escolhidos pela vinham prontos assim o grupo os grupos de estudo do Meio inclusive assim ã você vai trabalhar com fulano cicrano beltrano e essas experiências que você trouxe aqui no no acervo maravilhosas assim que que ficou desse dessas viagens olha muitas coisas ficaram e eu acho que Tem um um muitos eu guardei esse material e nunca mais mexi tava em cima de um armário lá ficou anos eu tive filho filho pequeno não tinha nem tempo de abrir armário nada anos depois eu fui olhar eu fiquei muito impressionada com
a qualidade desse material eu falei gente eu não sinto que eu falo isso tudo tá em mim né Isso tá em mim eu aprendi a pensar nessa escola acho que a difença fundamental entre uma escola de qualidade e uma escola de menos Qualidade é ensinar a criança pensar e isso não é elementar isso não é exatamente Sabe tem cri que passam por escolas ditas escolas excelentes eles não aprendem a pensar aprender a pensar É de fato você ter pensamento crítico sobre tudo que aparece a tua mão né e e é eu acho que a se
o grande legado foi esse e acho que as viagens de estudo do Meio tinham esse caráter de viajar com a escola que era uma emoção me lembro do Ônibus me lembro uma coisa interessante também episódios né pontuais nada a ver mas sei lá tem a ver naquela época não tinha jeans no Brasil os jeans eram importados era calça leves e calça li que se comprava no na 25em Sei lá onde no 25 de Março e o meu irmão tinha uma calça e eu não tinha porque eu era menor enfim não tinha ainda acesso a isso
e eu pedi a calça dele emprestada para eu ir para um estudo do meio e ele me emprestou ele era tão bonzinho que ele Emprestou e eu fui com a calça eu lembro me lembro eu no ônibus vestida nessa calça me achando assim maravilhos Sima naquela calça jeans que nada mais era do que uma calça jeans ã coisas assim mas eu eu acho que a experiência da viagem ela ela se dá em muitos níveis e a gente se esquece a gente se esquece não a gente não tem noção do impacto né obviamente enquanto você tá
vivendo você não sabe e mesmo a posterior eu acho que a gente eu tenho Mais essa noção holística do que de fato uma coisa ou a outra ou a outra mas solidamente hã essa eh a viagem para Ouro Preto por exemplo eh da gente desenha tem que desenhar igrejas né a gente tem vários desenhos Você vai desenhar a igreja e a gente nunca se via capaz de desenhar uma igreja de representar o que você tá vendo e nem vi a importância disso mas era uma das tarefas a gente sentava lá e Desenhava e olhando pro
material eu falo Nossa Que riqueza de interdisciplinaridade de transdisciplinaridade sabe de você lidar com os vários níveis do conhecimento tudo entrelaçado e sem saber e fora o social né que era essa coisa de viajar com as amigas tem uma foto minha no estudo do Meo que a gente tá sentado na cama do hotel eu acho a tá Eliane que era minha grande amiga e eu e a gente sei lá arrumando mala fazendo coisas Assim mas toda essa experiência era muito nova né naquela época nas escolas não faziam isso eh foi muito revolucionário acho você lembra
de trabalhos fora da escola também em São Paulo no bairro em outras regiões havia um pouco essa expectativa de que vocês tivesse esse interação com um ambiente externo na escola eu acho que tinha a preocupação eu não me lembro exatamente de nenhum episódio um pouco se mistura também Porque a gente vivia solto né então a gente eh vinha pra escola alava saí os amigos os nossos a gente se reunia depois da escola e ficava andando pelo bairro ia na odontologia que era as oficinas né a gente ia na odontologia a gente ia Não sei a
onde era José Paulino voltava a gente tinha uma vivência social assim muito mais solta Então eu não sei te dizer de alguma acho que tinha assim a Importância do bairro a escola sempre fazia isso né uma ponte entre você você e o indivíduo na sociedade quem é você no grupo social o que que esse grupo social significa quem O que é o que é então acho que tinha ã um sim mas eu não me lembro pontualmente de uma ou outra curioso memória né Você sabe que nessa festa de 50 anos da minha turma quanto que
foi elisin olha faz um tempinho não faz 70 então foi não então foi 50 anos de forado a gente é foi 2020 2020 2 mas foi depois da pandemia porque acho que então não foi na pandemia foi pós deve ter sido 21 talvez ã a gente as tem as lembranças são muito díspares né Tem coisa que alguém falava falava não mas eu não me lembro nada disso Como assim aí o outro Fala outra coisa você fala nossa tinha esquecido completamente as histórias meio que se som s e acho que é uma mistura entre as lembranças
Individuais o que você olhando fotos te remete a né ã então a memória ela nos engana um pouco acho que do que de fato Você lembra com o que de fato aconteceu e Varia muito né que que te motivou a rever o material quiser dar uma paradinha eu quero não só beber água rever esse material Quando que você eh resolve enfrentar aí as caixas que te mobiliza o que te mobiliza Esse movimento de recuperar porque é um é uma viagem é uma viagem é uma viagem a a minha irmã ela mora fora de São Paulo
há muito tempo né então quando ela veio para svim ela vem ela sempre fica na minha casa teve algum momento que ela tá que a gente eu eu fui procurar alguma coisa a escola dos meus filhos pediu fotos da da festa junina sei lá agora dos meus netos por exemplo meus netos pediram festa foto das festas junina dos pais deles que coincidentemente estudam Na mesma escola que eles estão hoje então aí abre a caixa e começa a olhar né fotos e nisso eu achei a minha meus materiais que estavam lá também E aí eu comecei
a rever e a minha irmã vinha chegando Daí nós vimos juntas eu eu falei para ela nossa eu queria doar isso pra escola mas não tava tendo esse movimento porque eu falei isso aqui na minha casa vai se perder quer dizer pros meus filhos isso não tem significado nenhum né isso tem Para mim na minha história claro que meus filhos T uma ligação hoje a gente almoçou aqui e a minha filha falou nossa falou esse Bom Retiro me dá uma saudad do vovô da vovó sabe de era um Bom Retiro era casa dos meus pais
né então era esse lugar muito que tem esse significado para eles mas o material Tem significado para mim pra minha irmã que vivemos essa história dessa escola né E você acha que a tua experiência aí da Denise são muito Diferentes ou tem afinidade Acho que são diferentes no seguinte sentido primeiro eu como eu fui a segunda turma a minha turma era muito pequena e quando chegou no final do ginásio a gente já tava que não aguentava mais tá aqui eu queria para uma escola grande que tivesse um monte de gente que pudesse namorar que pudesse
conviver eu não queria mais est num ambiente tão pequenininho A minha irmã já não pegou isso porque a minha irmã ela é 3 anos mais nova que eu né Então quando ela entrou na escola a escola já era muito maior Então tinha a turma dela tinha a turma para cima e para baixo eram turmas grandes então acho que eu não tenho certeza mas eu acho que a turma dela eram duas salas eh então era uma outra qualidade de relação não acho que ela não chegou a ter essa essa experiência de Ah não aguento mais tá
aqui quero ir embora quero ir embora quero embora que eu tive né você foi depois para o Então eu saí Daqui e fui na por aplicação mas ae da ditadura a aplicação já era Terra arrasada fiquei um ano lá ah e era uma escola pública como outra qualquer já não tinha mais nenhuma qualidade especial e aí o o equipe abriu quando eu entrei no colégio no segundo colegial quando eu fui pro segundo colegial a equipe estava abrindo o colégio E aí a essa leva toda que estava com a gente na aplicação foi todo mundo foi
porque o tinha antes o objetivo Tinha aberto a escola só que a gente tinha zero identidade com objetivo assim não tinha nada a ver com aquele projeto massificante de educação né então eu que sair daqui meio sem opção não tinha muito para onde ir de uma escola de qualidade ã boa que a gente que que tivesse a ver com os valores da minha família então fiquei nesse Limbo por um ano e daí abriu a equipe e eu E aí eu fui pra equipe e fiz o segundo terceiro Colegiais lá e daí você sentiu que tinha
uma continuidade tinha Total total acho que essa da mesma natureza assim de ã interesse pelo conhecimento de aprender coisas variadas tinha teatro tinha cinema tinha ã cursos ótimos professores de português de história tinha um professor de biologia maravilhoso eu fui fazer biologia Por incrível que pareça eu lembrava disso Maurício Maurício fez uma Leva de pupilos dele todo mundo largou a Biologia depois porque na verdade todo mundo tinha um amor ao Maurício tá lá até hoje pesquisadora qu A então mas tem alguns que sobreviveram outros largaram porque tinha ele tinha um um um amor conhece a
Biologia ele ensinava a Biologia com tanta Maurício Munique Munique e ele mesmo não acabou a biologia porque quando eu entrei na Biologia Ele ainda era meu colega de classe uns tempos depois aí ele foi Exilado porque não podia mais continuar lá exilado não jubilado jubilado eh depois não podia mais continuar lá mas ele ficou todo ano ele se matricula de novo de novo de novo de novo e ele é um grande Professor então ele carregou uma Você já percebeu no equipe No ano que você tava lá e no seguintes por exemplo uma possibilidade de uma
presença de alguns que vinham do Shy Sim muita gente tinha e outras que fizeram o ginásio no aplicação saíram daqui do sholem fizeram Ginásio na aplicação e nós nos encontramos no equipe depois eh lembra Milton sips um grande meu amigo a gente ele morava aqui no Bom Retiro A gente vinha juntos da escola vinha a pé lá da Caio Prado às vezes nem sempre às vezes a gente vinha de ônibus mas muitas vezes vinha víamos a pé nós dois andando para casa e tinha mais alguém do Bom Retiro que eu já não me lembro mais
quem ã mas tinha tinha algumas pessoas que eu encontrei à assim que reencontrei pós escola Elisa e que que você acha que é a marca assim que fica como egressos desta escola se você consegue identificar um traço você sabe que me surpreendente é Super C entre nós que tenha saído tantos bolsonaristas da minha turma me surpreende Você sabe porque uma coisa é você ser de direito isso eu entendo bem a pessoa ser conservadora ter Pens outra coisa é ser bolsonarista É muito diferente né uma relação de de ódio com com a mulher com todo diferente
com os pobres com as pessoas isso é uma coisa incompreensível para mim Eh esse nível e e fora de tosquice nas relações né uma pessoa que relaciona com os outros de maneira Rude grosseira eh que diminui a pessoa bullying um bullying pessoa que gosta de fazer bullying com os outros e tal então saído desse encontro dos 50 anos eu fiquei me perguntando eu falei Puxa aqui interessante porque tem vários da minha turma e e eu f assim falo o que que não ficou ficou para mim para mim é difícil dizer porque tem a minha família
então isso se mistura eu não consigo pontuar só a escola né a escola vem junto educação é educação é tudo tudo que a gente foi exposto e submetido na vida né mas o que que ficou para mim que não ficou para os meus colegas né O que que Como o que se Perdeu de tudo isso que aprenderam aqui né que para mim fazia todo sentido então sei lá eu declamar um texto Senhor Deus dos desgraçados né é um um é muito forte essa lembrança dessa cena era num peça de teatro eu fiquei tão marcada por
esse momento de olhar os desvalidos de olhar para né pros os have nots né falando em inglês os que não têm os que não têm Bens Materiais os que não têm de ter Esse olhar não é um não é só um olhar é um olhar de empatia né de compaixão mas de mais de empatia do que que eu acho que eu que vem junto a minha família e a escola não não consigo dissociar mas é um uma presença muitíssimo forte na minha vida de est sempre olhando para os os que não têm né para os
os que [Música] são e esse legado você acha esse legado Dessa experiência tão única você acha que conseguiu transmitir de alguma forma paraos teus filhos Total total isso eu acho que é maravilhoso assim porque acho que a gente tem uma ação eles conviveram muito com meus pais também né então coisa eles tiveram o privilégio de ter avós eles já eram pais quando Meus pais morreram então meu quando meu neto nasceu ele tinha cinco bisavós eh E então eles têm tiveram uma uma Vivência grande com os meus pais e e as discussões na casa deles sobre
política meu pai era um meu pai o último mês da vida dele ele ficou internado e foi na elei antes que foi Lula bolsonaro foi em 2018 e Ciro e ele ficava tentando convencer os enfermeiros e todo mundo que vinha atendê-lo ele era muito simpático muito conversador então todo mundo que vinha atendê-lo ele queria convencê-los a votar no Ciro que ele achava que era uma Terceira via que a gente não podia entrar nessa polarização que isso não era um caminho bom pro Brasil a gente tinha que achar uma terceira vida que não era possível meus
filhos participaram disso ativamente né dessa essas discussões tem uma admiração grande assim pelo pelos meus pais e mais até pelo meu pai porque minha mãe ficou muitos anos doente né então eles têm lembrança forte da minha mãe ainda mas os Últimos sei lá 15 anos da vida dela ou seja metade da vida deles ela tava do já então isso foi muito foi se perdendo eu acho para eles essa influência mas acho fortemente eles são fortemente tanto meu filho trabalha com educação e trabalha numa escola né trabalha no Veracruz que é uma escola ã com esse
tipo de preocupação de integração do conhecimento da sociedade e a minha filha trabalha com pesquisa de prevenção de violência Contra mulheres e crianças Então os dois t um engajamento muito forte social muito forte uma preocup um viés com esse tipo de preocupação bastante importante assim na vida del Que privilégio deles né você não teve com os avós Mas eles tiveram eles tiveram isso é um dá uma alegria assim sabe de uma marca é uma relação Sim sim e eu tento ter isso com os meus netos né meus netos são pequenos ainda e ainda a minha
relação com mas eu tenho uma Relação muito próxima com eles eu participo da rotina deles então ah tem uma tarde por semana que eu fico com dois netos e uma manhã que eu fico com os outros dois então isso na rotina deles e da minha né então a gente eu quero est próxima deles porque eu acho que essa marca tão forte que meus pais tiveram na vida dos meus filhos eu gostaria de ter na vida dos meus netos também já já tem Elisa já tem eh eu lembrei o que tinha Me escapado eu acho que
era falando em Elisa eh a a tua relação com a a Dona Elisa e tua mãe desculpa voltar um pouquinho mas acho que isso é importante e como que a tua mãe substitui se de certo modo Segue uma orientação semelhante a Dona Elisa Olha a tia Elisa era uma figura muito adorada na sociedade Judaica muito admirada né ela era muitíssimo admirada ela tinha sido vereadora era uma mulher muito à frente do tempo dela também e ela era Muitíssimo admirada então Eh eu não lembro bem mas assim eu lembro lembro de a gente vi eles moravam
numa no na Rua Prates tinha uma vila e elas moravam ela mor el eu não sei se quem morava lá era a mãe da tiita porque ela A tia Nita a mãe dela sobreviveu né a ela e a tia Nita ela tinha um nanismo e tinha ela era tinha nanismo e ela tinha andava de muleta ela era bem pequenininha assim e a minha mãe eu me lembro muito da gente Visitar a tian depois que a tiisa tinha morrido a gente ia lá acho que toda semana do tanto que eu me lembro ou sábado ou domingo
ou sei lá cada 15 dias mas a gente ia muito lá na vê-la ela tinha um aquário que a gente gostava de ficar vendo os Peixinhos lá e era uma coisa minha mãe tinha fazia questão de nos levar a esses lugares sabe de conviver com o diferente com o deficiente com o pobre com ela fazia questão ela nos nos Expunha a isso bastante assim eh da tia Elisa propriamente Eu tenho pouca assim lembro da gente conviver e lembro dela d essa figura muito forte que todo mundo admirava e do assim do compadecimento geral que ela
morreu muito jovem e foi Acho que a Irene que é a minha prima acho que ela devia ter uns 15 anos 17 Sei lá ela era jovenzinha ainda quando a mãe morreu e nós convivemos muito com o tio fima depois depis que foi presidente aqui do icib e Tal a gente conviveu bastante com ele depois né muitos anos e eh a eu acho que assim a minha mãe eu acho eu não sei do processo como foi a escolha da minha mãe como diretora mas eu acho que assim era um era um legado muito difícil substituir
a ti Elisa Não Era exatamente eh uma uma missão fácil porque ela era uma pessoa muito carismática muito ã capaz né Muito eh inteligente então Era era uma missão que acho que difícil de de levar né e do tanto que eu escutei após né os impacto da minha mãe a gente ouviu muito sobre os impactos que a minha mãe causou na vida das pessoas eh e acho que a minha mãe carregou bem esse esse legado levou com galhardia e e acho que fez evoluir a escola o até o a formação do ginásio ela tava aqui
na na formação do ginásio eh acho que ela ela carregou um você diria que ela assumiu isso com uma Missão Acho que sim Acho que sim porque ela largou ensina para ficar aqui ela começou que ela era médica da escola né ela atendia tem umas fotos dela eh com estetoscópio examinando é engraçado tinha médico na escola né era uma coisa engraçada mas eu eu sei que ela atendia as crian assim fazia esse exame acho que uma anamnese Geral de saúde sei lá e aí quando a Elisa morreu ela acho que a comunidade pensou bem quem
consegue carregar esse bastão né quem Vai e devem ter tê-la convencido disso porque ela largou a medicina no tempo que ela ficou aqui ela depois ela voltou pra medicina e ela falou chegou uma hora que ela acho que falou bom minha missão tá cumprida acho que eu fiz essa transição tá tudo bem agora eu vou voltar paraa minha carreira e voltou a ser médica e se aposentou como médica sanitarista né mas a gente recebe nós fizemos um quando ela fez 90 anos nós fizemos ela tava já muito muito muito Doente né ela morreu com 90
anos mas em Agosto ela ela adorava o aniversário dela ela sempre comemorava o aniversário dela e comemorava sempre no dia não podia ser segunda terça qualquer dia da semana era lá festa na casa dela e a gente trabalhava né já tínhamos filhos e já tava e e vamos lá pra festa da frima e a gente trabalhava né punha a mão na massa não sei o que e elas a gente falava mãe vamos fazer no final de semana não não vamos fazer na data tem e Era sempre comemorado na data aí minha irmã que teve essa
ideia maravilhosa de que ela quando ela fez Faria 90 anos da gente fazer uma festa nos moldes que ela gostava que era casa aberta quem vier será recebido tem sempre coisa para ser oferecida E a festa está feita para quem vier e nós fizemos um filme com que Aliás não foi terminado e tá com meu primo a gente precisa conversar sobre isso para terminar esse filme Eh com o depoimento de cinco pessoas que foram que trouxeram aspectos da vida dela né uma delas é uma médica sanitarista que trabalhou com ela outro era um rapaz egípcio
cuja família foi atendida por ela ela atendeu acho que todas as empregadas domésticas da Rua Bandeirantes e os zeladores e todas as pessoas que moravam ali conheciam ela pelo nome e Sabiam ela teve uma a Celina ela teve três filhos essa moça ela deu o nome de um de Jaques um de eliz e o terceiro não foi Denise mas eh Sabe eles tinham uma uma adoração assim para minha eu acho que a minha mãe impactou mesmo a vida das pessoas de maneira muito genuína e muito Ah muito única né Acho que poucas pessoas na vida
que eu conheça tenham tido um impacto tão Positivo na vida das Pessoas como a minha mãe teve aí que legado hein Que lindo legado legado eu acho que falta perguntar um pouco da kinderland desse ambiente kinderland mesmo a gente ouviu de algumas pessoas sobre clubinho não sei se ISO sim eu eu participei do clubinho também duas coisas que eu um foi o clubinho que era muito legal assim sábado à tarde eram pra gente o tédio máximo a minha mãe todo sábado à tarde ia ao cabelereiro todos os sábados era Não tinha discussão ela trabalhava a
semana inteira e sábado à tarde ela ia ao cabeleireiro ela fazia o cabelo ela fazia a unha ela ficava linda maravilhosa e a gente que Esperasse ela voltar para fazer qualquer programa não tinha essa coisa ai vamos fazer programa programa era domingo a gente almoçar na cantina 93 que tinha aqui no bairro E então era meio ediante sábado à tarde a gente ficava meio né ah que que sem faz E aí quando surgiu o Clubinho foi maravilhoso primeiro porque a gente vinha a pé sozinho namorava aqui na três SOS então a gente vinha e passava
a tarde aqui com atividades com coisas eh eu não sei quanto tempo durou isso não me lembro mas durou um tempo assim foi muito legal era um um programa bom de fazer sábado à tarde e a kinder eu me lembro ã eu me lembro eu acho que eu fui duas vezes uma como colonista e uma como monitora ah como colonista eu lembro colonista eu Me lembro pouco me lembro um pouco do lugar me lembro um pouco do Ah tem uma outra colônia de férias da dona Anne Dona Anne era uma alemã e acho que refugiada
de guerra e a minha mãe era em Peruíbe essa colônia e é minha tia Maria mandava meus primos e a gente ia também e a gente odiava porque ela era alemã e Hardcore assim ela ela P todas as coas peladas para tomar banho parecia sabe era uma coisa meio e eu era obrigada a comer e Na minha casa nunca a gente foi obrigado a comer e para mim era uma experiência deletéria Você se obrigado a comer uma coisa que você não gosta uma coisa que não existia no meu universo não sabia o que era isso
e e a dona Anne Mas tinha uma coisa que a gente adorava que era banana amassada com aveia no café da manhã isso era lembranças Então acho que essa colônia da dona Anne acho que eu fui duas vezes e daí falei chega não quero ir mais odeio não vamos E aí a Kinderland veio como um lugar mas hã mais gostoso assim que a experiência é o contrário da experiência da dona Anne era uma experiência positiva uma experiência de muito conhecer gente conhec o pessoal do Rio né tinha essa integração Rio São Paulo que era muito
legal acho que foi importante sabe num tempo porque tinha muita rivalidade em Rio São Paulo aqu essas babaquices assim então tinha um a gente fez amigos né do o Dudas eberstein Me irmã acabou namorando and ele sabe tinha uma convivência com esse povo do rio que foi importante assim Acho que foi foi legal para pro desenvolvimento da gente e a colônia era muito interessante assim tinha muita tinha essa coisa de você criar o hino do quarto eh a bandeira daí tinha assamento da Bandeira todo dia de manhã a gente cantava o hino do quarto tinha
coisas Muito criativas né muito interessantes assim E aí eu me eu me lembro da quando eu fui como monitora que é a lembrança já tinha 19 anos quando eu fui e e de ter sido uma experiência assim também marcante de dessa convivência com com um outro grupo de pessoas nesse lugar totalmente fora dos nossos padrões né que era eh Sacra Família do ting o nome do lugar né acho que tá lá até hoje eu tenho a Impressão que é a colônia Sacra Família do ting recebia um diálogo com a experiência do sh nesse sentido Acho
que sim por primeiro pelas pessoas né tinham uma mistura pouca gente do sholem foi nessa colônia da minha turma da minha geração a est Minha prima foi que era um ano mais velha que eu se meses mais velha que eu ã Tinha pessoas do aplicação que aqueles que tinham saído do sholem e ido para Aplicação depois os judeus Mais progressistas também eh acho que tinha um diálogo importante e acho que principalmente essa esse contraponto essa Outra experiência de colônia que a gente foi que era não era gostoso sabe não era bom de estar e o
que a kinderland era era uma experiência que a gente queria voltar no outro ano queria ir de novo queria de novo né Eh acho que era uma Coisa daí acho que ela parou uns anos né ficou uns anos sem ter colônia mais paraa frente um pouco e depois retornou acho que o Atel hoje funciona mas ã foi uma era uma coisa uma experiência muito positiva assim de de Convivência de aprendizado de ela eu teria uma eu teria uma última pergunta você falou de judaísmo Progressista eh com e que acho que no início daqui da da
tua fala você trouxe Algumas experiências alguns conteúdos que você não tava preparada ainda para absorver eh o quanto acho que a gente tinha uma essa nossa idade aí era muito peculiar né e tínhamos eu acho tô falando um pouco por por mim e pelos meus pares eh que a gente se sentia uns judeus assim atípicos muito singulares que era motivo de orgulho sim e empáfia sim sim e perante as famílias mais tradicionais mais com que cumpriam todos os rituais De forma mais assim tradicional constante regular mas assim a escola tinha um comprometimento imenso com a
realidade brasileira e com a inserção destes dessas crianças e jovens na realidade brasileira e você acha que alguns conteúdos judaicos importantes foram relegados depois você foi buscá-los de alguma forma ou não o que acho que não foram renegados Eu acho que eu acho que assim tava comentando isso também com a Minha filha no almoço que eu acho que o sholem acabou porque ele perdeu um papel social importante primeiro ficou no Bom Retiro os judeus saíram do Bom Retiro e depois os judeus eh passaram a a que ficar mais tradicionalistas assim portanto queri uma escola ou
uma escola dita sei lá escola forte Sei lá o qu escola de conteudista né uma escola conteudista e eu bus o judaísmo em outro Lugar ou escolas que tinham um uma identidade Judaica muito mais forte muito então eu acho que o shem ficou sem lugar assim e esse público que nós éramos era um público muito pequeno e que se assimilou com facilidade né então eu casei com um homem não judeu H meus irmãos depois os segundos casamentos dos meus irmãos são comos judeus mas os primeiros não foram sim E então eh a gente foi educado
para se assimilar né a Gente foi a gente não foi educado para ficar no gueto nós ficamos fomos e isso quer dizer consequentemente ficou a escola ficou sem público né Eh quem Quem queria essa escola que que público a que público se destinava né sendo que também uma parcela Grande do judeu saiu do bairro Então a escola também tem que est perto da onde as pessoas moram porque a vida em São Paulo já é suficientemente difícil né Então ã eu acho que assim não sinto que que a Escola tenha faltado com conteúdo judaico Muito ao
contrário eu acho é que um pouco pela imaturidade um pouco talvez pela porque os os educadores que que que veiculavam o judaísmo fora festas e essas coisas mas conteúdo mesmo conteúdo de história Judaica eram pessoas mais tradicionais e mais antigas então a gente tinha pouca identidade e pouca vontade de Aprender aquilo mas não acho que a escola tenha faltado com esse com esse conhecimento de jeito nenhum acho que esse conhecimento esteve presente sempre eh a gente é que não soube aproveitar né Eu acho que Aproveitei pouquíssimo fico pensando ã Sei lá eu faço seider meus
gên meu gên e minha nora que não são judeus ã e a gente quer passar o né O que é a história o que que nós estamos Celebrando o que é o psaro que é o Rocha chaná e eu sei que eu sei metade assim eu não sei eles fazem perguntas que eu não sei responder né eu falo Calma vou procurar no Google eu não sei isso aí mas mas não porque eu não tenha sido exposta a esse conteúdo acho que fui em algum momento mas não soube aproveitar com a devida d a devida importância
no momento certo acho que é isso e esse processo de finalização da escola você que viveu Ban O médio Vivi você sabe o ano que a escola terminou 81 então eu eu não morava no Brasil eu lembro eu sei sei que foi muito penoso muito difícil a minha mãe ficou responsável legal por acho que Ah legal por dívidas trabalhistas e essas coisas todas ela teve que assumir algumas do pessoalmente assim do do bolso deles lá meu pai e minha mãe tiveram que ã dar enfim legalmente D conta de algumas coisas eu soube disso mas eu
não Morava no Brasil então eu não tava eu não participei da dos estertores finais assim sabe da morte eu saí do Brasil em 80 eu tava eu ouvia naquele tempo também não tinha internet a gente se comunicava por carta assim mandava carta pros meus pais chegava a resposta dois meses depois né então a gente tinha nos falava no telefone com frequência era muito caro Então eram tempos de um distanciamento assim para eu fiquei um pouco distanciada não viv Isso tanto a minha irmã acho que viveu isso muito mais fortemente ela tava mais imersa nesse momento
do fim mas sei que foi profundamente preocupante e agonizante PR inclusive Muitas das coisas da documentação da escola f essa documentação ficou na minha casa e quando a gente começou a limpar o apartamento dos meus pais a gente achou mandou para cá mas documentação trabalhista uma série de coisas que ficaram ficaram lá com ela ela virou Meio a a guardiã dessa documentação Elisa eu acho que você enfim a tua preocupação com relação à memória é inegável em função de ter mantido todo esse acervo e com essa disponibilidade que você apresentou aqui nesse contexto assim com
Rigor de detalhes e com sabor né Não só Rigor mas com muito sabor assim com muita vivacidade Como que você acha E aí é mesmo como parte desse processo de reconstrução dessa história que a gente Pode fazer essas vozes e ess esses textos equem essa história eh sair daqu divulgar se di assim é como que a gente pode pensar num Olha eu acho que ass sei lá pensando agora né não pensei nisso antes mas acho que uma das coisas já tá marcado né o próximo encontro que é 14 de dezembro eu não vim no anterior
porque eu tava viajando eu tava justamente Visitando a minha irmã em Portugal eh e e eu acho que é importante fazer Abrir Exposições né para que a comunidade volte para cá assim venha ao prédio que a gente Olhe Olho no Olho uns dos outros né E e possa dividir essa experiência do retorno assim ao vivo obviamente temos que fazer uso das tecnologias modernas né de divulgação que eu não sei dizer quais porque eu não tenho essa experiência mas claramente isso é um jeito de maior penetração de maior divulgação de que isso atinja mais Pessoas eu
acho que tem muita gente hã que tem muito assim eu fico pensando nos meus professores sabe Sei lá o Dimas por exemplo o Dimas eu sei que tá no grupo da memória de vez em quando ele faz uns comentários eh a minha irmã também fez um encontro de 50 anos da turma dela aqui e vieram alguns dos professores dela vieram alguns nesse encontro foi um encontro muito bacana assim levou foi eles ficaram muito levou tempo para organizar Foi bem feito e eles ficaram muito impactados pelo encontro mas eu acho que tem um uma coisa importante
que assim depoimentos importantes esses professores que não eram judeus eh eu acho que tem um papel importante de prevenção ao antissemitismo sabe é um legado importante acho que esses professores que trabalharam aqui ficaram marcados por essa experiência eu tenho quase certeza que se não todos quase Todos ah tiveram uma experiência marcante de estar nesse lugar nesse ambiente com essa e acho que esse Legado de de prevenção ao antissemitismo é importantíssimo eles podem ser porta-vozes disso né porque viveram e e vivem essa essa experiência ouvi alguns comentarem assim isso da de quão marcante foi no começo
da carreira deles todos jovens e que carregaram isso pra vida deles né como uma experiência Educacional Importante e ao mesmo tempo imersos na cultura Judaica e eu tenho uma eu tive uma experiência interessante eu tenho uma fisioterapeuta que me atende uma moça simples assim meio de uma origem muito simples ela nunca tinha ouvido falar que existia judeu não sabia que judeu existia E era uma e eu fiquei muito impressionada com isso porque a gente não tem a dimensão do do que isso significa né a Gente sabe agora tem a guerra e toda se posicionamento a
favor de Israel contra Israel ã né Toda essa essa dicotomia política aí mas essas muitas dessas pessoas não não sab não tem vivência nenhuma com os judeus não sabem o que é se judeu a não ser esse ou estereótipo do judeu rico ou do judeu Álvaro ã né aquela coisa que outro dia até tava ouvindo uma música na rádio USP que era uma música uma música do Cancioneiro brasileiro que ele falava as minhas Joias empenhei com Salomão era a letra da música Eu falei interessante né isso é uma coisa que vem sendo carregada eh como
um papel dos judeus né de o exploração ou capitalista ou o que tem dinheiro ou banqueiro ã e a um por um lado por outro lado essa os que TM algum conhecimento sabem que os judeus são ligados ao conhecimento né Tem uma um histórico de de dar valor ao conhecimento e hã investirem na educação dos filhos e Quererem estarem sempre ligados aos livros né Essa cultura livresca mas eu acho que tem H minha mãe falava um pouco isso minha mãe falava que era o nosso papel era era à Não era coibir mas era inibir ou
eh também não é inbi era fazer um papel de esclarecimento para de prevenção contra o antissemitismo né acho que isso é uma coisa importante é um papel importante nosso nosso desses judeus que temos uma ligação muito menos Religiosa E muito mais cultural né com a com o judaísmo maravilhoso Elisa me sinto completamente plena aprendi muito te escutando Acho que fiquei até mais encantada com você e com a escola que também enfim Vivi e fui atravessada e enfim a gente agradece demais essa tade e essa Ah fiquei feliz também porque eu acho que isso é uma
coisa que é importante acho que esse trabalho tá sendo muito importante né a gente não Pode perder e isso foi uma coisa eu acho que como o fim é um pouco como o fim da minha mãe você sabe acho que tem uma correlação nisso que é assim uma que foi única maravilhosa fortíssima e que ela foi se esvaindo com o tempo e acabou de um jeito meio degradado e meio ã sem o devido valor né sem o devido respeito a ao que isso foi e no E com o Tempo isso também se pode se perder
se a gente não fizesse o que nós estamos fazendo agora aqui né e que vocês maravilhosamente estão fazendo é um pouco a história da minha mãe também porque a minha mãe foi essa pessoa tão marcante na vida de tantas pessoas dessa instituição e da de de muitas pessoas ela marcou vida de centenas de pessoas assim muito positivamente Mas ela ficou doente quase 20 anos então isso também a gente não pode tanto que essa festa dos Anos dela teve esse papel a gente abriu aqui e falou estão convidados quem quiser vir festa é aberta qualquer pessoa
fo tava cheio ela nasceu em foi em o Samuel tinha um ano faz n o Eles vieram estavam aqui eles moravam nos Estados Unidos e tinham vindo em agosto e Samel de 1 ano e meio ou seja ele vai fazer 10 8 anos sei lá e ela e a gente e a e a festa se resumiu a gente passar esse filme eu e a minha irmã fizemos um eu fiz um discurso a Minha irmã fez outro o meu irmão segurou na nossa mão e falou o que elas falaram a gente eh eu aprovo e e
daí a gente abriu pras pessoas quem quisesse falar qualquer coisa e os depoimentos eram incríveis sabe os mais várias desde assim primos meus de primos mais distant antes pessoas que foram alunos da Escola pessoas que trabalharam com ela Inúmeras pessoas de vários Campos da vida né Eh falaram deste legado desta pessoa que não essa pessoa que desapareceu nos Últimos 20 anos foi desaparecendo lentamente né Eh foi se perdendo aquela pessoa mas daquela pessoa que todo mundo conheceu como e eu acho que isso aqui também é um pouco isso sabe da gente não focar na nessa
perda lent gradual mas na existência da escola e na existência da minha mãe trabalho que ela começou também porque também teve projeto de memória em que ela tava envolvida né com a Sara Frid também tiveram envolvimento de produção de depoimento e ela fez parte da do grupo que segurou a cas do Povo porque a casa do Povo ficou moribunda muitos anos muitos e muitos e muitos anos e ela vinha ser ela e ele minha mãe e meu pai os dois e eles vinham e eles colaboravam e eles davam dinheiro e eles enfim eles seguraram eles
o sandat né que nem se fala mas foram um grupinho de sei lá tem 10 pessoas que passaram que uns 20 anos segurando essa instituição Para ela não morrer seg no valor da instituição é para que a gente não deixasse isso se perder né E hoje esse lugar incrível que é né conhecido que tem um pouco esse papel de ser um esse papel de uma difusão antis não eh prevenção antissemitismo né Essa uma de nos inserir num grupo social maior do Bom Retiro de outros grupos étnicos e de fazer essa essa importante ligação dos judeus
com o resto da sociedade Brasileira a gente conseguiu soprar de novo a brasa é sem dúvida que mas manter a brasa acesa ela o grupo deles que man foram eles que mantiveram a brasa acesa exatamente e daí a coisa voltou a florecer mas manter essa Brasa acesa foi um trabalho hercúleo de um grupo muito pequeno de pessoas e a minha mãe e meu pai estavam envolvido isso sem dúvida maravilhoso muito bom obrigada imagina muito bom l