A nossa sociedade tá gerando homens fracos, homens sem brio, uma geração de jovens evangélicos subindo sem iniciativa, que não estão expandindo, que não tem disciplina, que não conseguem nem mesmo se proteger e que ainda estão morando com os pais, dependendo do dinheiro do pai para viver, que ainda não consegue nem chamar uma mina da igreja para sair, fica jogando videogame. Meu irmão, vai lá estudar, vai trabalhar, cara. Quando a gente não capacita a próxima geração e fala, "Vai lá e faça alguma coisa difícil, plante uma igreja, empreenda, case.
Nós precisamos encorajar os jovens cristãos a continuarem abraçando as coisas difíceis. Fala, galera! Sejam bem-vindos a mais um podcast do T Rash.
Esse episódio a gente vai tratar sobre um assunto que tá bem em alta, mas antes de eu pular para dentro disso, eu queria te encorajar não se esquecer dos três CS: curtir, comentar, compartilhar. Então, toma um tempinho rapidinho aí onde você tá, dá um like aí pra gente, põe aí teu comentário e pega essa setinha e joga aí pelos teus grupos, porque eu tenho certeza que se isso aqui tá te abençoando, vai abençoar outras pessoas também. E como sempre, toda segunda-feira episódios fresquinhos sobre liderança, cosmovisão cristã, sobrenatural, etc, etc, etc.
Então, sem mais delongas, vamos cair para dentro desse episódio, porque recentemente chegou um vídeo para mim que tá mostrando a reação de alguns jovens ao descobrirem que eles não haviam sido selecionados para servir o exército da nação de onde eles vêm, que, se eu não me engano acho que é Tailândia. E então se liga aqui. Vamos colocar o vídeo.
181 สุรพ มึง แต่ง จัง ได๋ เขา คือ ได้ ตี มึง Bom, é isso aí, galera. Como vocês viram, a reação desses jovens, ela é bem caricata, né? É verdade.
É, mas eu acho que é mais uma demonstração de algo que cada vez mais está latente na nossa sociedade. Eu tô falando aqui da crise da masculinidade. Bom, eu já gravei um episódio aqui abordando o tema da masculinidade à luz da Bíblia no passado.
Então, se quiser confere lá atrás. E eu falei sobre Cristo como modelo máximo de masculinidade e também sobre como a ausência de homens de verdade impacta a sociedade. E tem muito disso que é a raiz da falta de paternidade.
Porém, eu vou tomar um outro foco aqui hoje porque eu quero abordar especificamente esse aspecto que faz parte da vida de todo homem. Eu vou falar aqui do aspecto do desconforto. É isso aí.
O primeiro ponto que a gente precisa pensar é o desconforto. Ele faz parte da masculinidade, vem no pacote. Infelizmente nós vivemos dias em que o desconforto tem sido criminalizado na sociedade, especialmente aqui no Ocidente.
A gente é constantemente incentivado a buscar gratificação imediata, o prazer a todo tempo. Se alguém busca te impulsionar ou a te expor algo que é desconfortável, isso rapidamente é considerado como uma atitude de opressor. Então, quer dizer, a realidade é que a masculinidade verdadeira, ela é inconsistente com o estilo de vida do conforto, do prazer imediato, da ostidade.
Gênesis 1, versículo 27 a 28, aquilo que nós chamamos de mandato cultural fala que Deus cria o homem a sua imagem. homem e mulher. Ele abençoa o homem e ele fala assim: "Sejam frutífero, multiplique, encham, subjulguem a terra e dominem sobre os peixes do mar a criação.
" Então, quer dizer, esse aspecto de domínio, de multiplicar, de encher a terra, de cultivar algo que ele nos deu no Éden, requer trabalho e requer você sair da tua zona de conforto. O que eu tô querendo dizer é que o homem foi criado por Deus para ser ativo, para ser empreendedor, para ser protetor, para prover, para ser pioneiro, para ser líder. E nenhuma dessas coisas que eu acabei de citar, você vai alcançar sem se expor a condições que são desconfortáveis, vai te causar desconforto, vai te custar essa condição adversa, vamos se dizer.
Então, por exemplo, cumprir um dever cívil e servir ao exército, que nem você viu aí no vídeo, costumava antigamente ser visto como uma honra, costumava ser visto como um sacrifício que enobrecia o jovem, eh, o jovem que tinha que servir, proteger sua nação, além de ser uma experiência que costumava ser extremamente formativa, que levava o jovem a crescer em diversas áreas da vida, que nem disciplina, que nem pensamento estratégico, força mental, tomada de decisão, etc, etc. Sendo assim, ainda que houvesse desconforto, servir o exército era considerado uma parte natural do processo de formação de qualquer jovem homem. E não era algo, como nós vimos nesse vídeo, algo a ser evitado a qualquer custo.
Tanto que há bastante escândalo no momento que o anúncio vem que os eles são isentos. Agora, particularmente, eu não servi ao exército. Eu, na verdade, fui dispensado por excesso de contingência.
Mas eu lembro de ir para o exército pensando, se eu for escolhido, eu acho que a minha faculdade vai ter que esperar um pouco. Eu já tava com planos de até me mudar do Brasil para estudar, mas querendo ou não, eu vou fazer o que tiver que fazer. Sendo assim, põe na tua cabeça que para ser homem você vai ter que abraçar desconforto.
Então, pensa bem, proteção, provisão, empreendedorismo, iniciativa, casamento, paternidade, pastoreio, todas essas coisas tem um papel de desconforto que envolve. Vai carretar o quê? Responsabilidade, renúncia, compromisso.
E isso não é um problema. Eu sei que não é confortável, mas não é um problema, porque faz parte do que é ser homem de verdade, de amadurecer, de crescer. Chega a ser até engraçado a gente ver tantos jovens buscando conforto e a gente olha para trás na Bíblia e vê Jesus fazendo o oposto.
E tanto o jovem evangélico que fala que quer ser como Cristo não entende que Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz. É só você pegar o livro de Atos e você pegar então o que é o contexto da igreja primitiva e ver os apóstolos, os apóstolos sofrendo pelo evangelho, se tornando mártires para que o evangelho continuasse se expandir até os confins da terra. tantos homens de Deus que enfrentaram situações absurdamente desconfortáveis, porque eles tiveram esse senso de responsabilidade, esse encargo do Espírito Santo.
Então, a gente precisa entender que sem desconforto não existe conquista, não há missão cumprida onde não existe crescimento. E assim como numa academia, quando você vai lá para fazer teu treino, os seus músculos só vão se desenvolver se você estressá-los, submetê-los ao desconforto. Assim também é a nossa vida.
Paulo fala lá em Romanos 5 que não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque ele sabe que a tribulação produz perseverança. A perseverança é um caráter aprovado e o caráter aprovado esperança. Tudo começa com tribulação.
Depois a tribulação vai gerar perseverança, depois um caráter aprovado e depois esperança. Todo mundo quer esperança, mas o início da fila é tribulação. O que eu tô dizendo é que sem dificuldade não há fortalecimento.
Sem de adversidade não existe crescimento. Porque na verdade o conforto é o que gera homens fracos, que é o segundo ponto. Quando a gente elimina o desconforto da nossa vida, a vida que nós estamos vivendo até na nossa juventude, nós vamos começar a gerar fraqueza.
Com conforto se gera fraqueza. Tem um ditado popular que, se eu não me engano, foi um shake lá na no Oriente Médio que falou uma vez bem simples, ele explicou o seguinte, ele falava: "Tempos difíceis geram homens fortes. " Pensa nisso.
Daí os homens fortes geram tempos fáceis, porque eles vão trabalhar e as coisas vão prosperar. Daí essa prosperidade, que são tempos fáceis, vão gerar homens fracos porque estão tão confortáveis. E daí esses homens fracos, naturalmente, por suaciosidade, preguiça e covardia, vão gerar tempos difíceis.
Você tá vendo esse ciclo aqui que eu tô descrevendo? Então, a gente vê isso na vida de Davi. Davi, que foi um homem de sangue, como a própria palavra disse.
Ele precisou batalhar contra diversos inimigos. Ele precisou ganhar território durante o seu reinado. E ele que é um homem do campo de guerra, soldado, valente, desde a sua juventude, chega no final do seu reinado, praticamente todos os seus inimigos já tinham sido derrotados.
O cara derrotou todo mundo, passou o rodo. Daí logo na sequência vem o filho dele, Salomão, que encontra então o campo aberto, o reinado numa situação muito mais confortável, vitorioso, no conforto do palácio. O que a gente pensaria isso aqui é uma coisa muito boa, porém a gente vê também o fim da vida de Salomão.
Salomão que não foi um homem de guerra. Salomão, que foi um homem que, por mais que fosse sábio, acabou perdendo durante seu reinado aquilo que foi o legado do seu pai ao adorar outros deuses, influenciado pela mulherada que ele tinha. Então, o tempo difícil e o desconforto gerou Davi, e o tempo fácil e confortável gerou talvez Salomão.
Então, a pergunta que fica é, se a gente continua ensinando pros nossos jovens que o que eles devem fazer é buscar conforto, se esquive a qualquer custo de coisas difíceis, qual será então o futuro da nossa próxima geração? Pois como nós estamos vendo aí nesse vídeo aí, a nossa sociedade tá gerando homens fracos, homens sem bri. E você pode pensar, mas té, isso aí é lá na Tailândia.
Mas eu diria que a gente pode ver até muita similaridade aqui no Brasil, uma geração de jovens evangélicos subindo sem iniciativa, improdutivos, que não estão expandindo, que não tem disciplina, que não conseguem nem mesmo se proteger e que ainda estão morando com os pais, dependendo do dinheiro do pai para viver, sobreviver, que ainda não consegue nem chamar uma mina da igreja para sair, cara. Você não consegue nem colar e conversar com a mina, pô. Entendeu?
fica jogando videogame, meu irmão, vai lá estudar, vai trabalhar, cara. É a geração do Neném. Às vezes vale uma autoanálise.
Será que nós, como uma sociedade, diria, nós como igreja evangélica, estamos até mesmo exaltando fraqueza e demonizando a força, chamando talvez alguns traços masculinos de tóxicos, tá? Você pode pensar, mas como que isso aí acontece dentro de uma igreja evangélica? Quando a gente não capacita a próxima geração e fala: "Vai lá e faça alguma coisa difícil, plante uma igreja, vá paraa janela 10:40 fazer missões, empreenda, case.
Nós precisamos encorajar os jovens cristãos a continuarem abraçando as coisas difíceis que os missionários e os pais na fé que nós tivemos fizeram para trazer a igreja evangélica do Brasil até aqui. Bem, se a gente continuar criando homens que não estão dispostos a se sacrificar ou se exporem ao desconforto, a história não mente. Se você que tá me assistindo aqui é um homem jovem evangélico, deixa eu te encorajar, vai fazer alguma coisa da sua vida.
E daí você pode falar para mim: "Mas Té, quem é você? Eu já estou fazendo. " Daí eu falaria para você: "Que bom e glória a Deus que você tá fazendo.
Faz um pouco mais. Se estique. Enquanto você é jovem, você é maleável.
Quando você passar dos 40, as coisas começam a ficar mais rígidas. A tua capacidade vai se limitar. A hora de você se expandir na sua capacidade é na juventude.
Antes dos 40. Pós 40, as coisas ficam cada vez mais rígidas. Então agora não é a hora de você ficar preocupado com burnout, não é a hora de você ficar preocupado com metime, o tempo para mim, cara, a hora de você se testar, se testar até onde eu consigo ir.
Vai, vai, vai tentando alcançar outras e novas fronteiras e barreiras. Vai estudar, vai empreender, sei lá, acorda mais cedo. Por quê?
Só para acordar, testar teu corpo, vai fazer algum exercício físico, pratica um esporte, vai pra academia, vai, vai namorar, mano. Namorado, tô falando, acha uma menina e fica em santidade até você chegar no altar e casar. E depois você casou, constitua família, faz filho, mano.
Tudo isso vai ser desconfortável, mas é justamente tudo isso que vai te fazer um homem mais forte, mais produtivo e, na verdade, influente de verdade, não só digitalmente, mas na vida real, com autoridade. Sabe por quê? Autoridade se dá para aquele que abraça responsabilidade.
E você que tá me assistindo aqui e é pai ou é líder de homens, pastor de jovens, por favor, quero te encorajar. Não crie seus filhos ou seus jovens liderados em uma bolha do conforto, numa zona aonde tudo é previsível. permita com que eles se arrisquem, impulsione eles a descobrirem os seus limites, porque é só assim que os caras vão se tornar os líderes que eles nasceram para ser.
Então, pessoal, que nós possamos ver homens de verdade se levantando, assumindo responsabilidade, abraçando então desconforto, avançando o reino de Deus até que ele venha, porque é assim que nós precisamos agir, se é que nós estamos sonhando em cumprir o ID e viver a grande comissão como nosso estilo de vida. Deus te abençoe. Te vejo na próxima.