salve pessoal tudo bem com vocês hoje eu resolvi trazer um vídeo com uma análise de algo que eu já venho prometendo já ten um tempo que é uma leitura do que que levou o Brasil pro buraco durante o governo Dilma Esse é um tema polêmico é um tema que muitas vezes está colocado dentro de um tiroteio ideológico onde cada lado tenta puxar pra sua narrativa independente do que os dados mostram por conta disso cada lado fala uma coisa usa elementos disos ali para reforçar sua interpretação sua agenda ideológica sua visão de mundo e isso é
muito usado politicamente por todos os lados e cada um tem a sua interpretação do que que causou o colapso que a gente teve em 2015 e em 2016 de um lado nós temos uma linha mais liberal que vai falar que o governo foi responsável fiscalmente que isso cobrou seu preço e que a crise teria sido provocado por uma suposta gastança né nessa interpretação o primeiro mandato da Dilma lá com a famigerada nova matriz econômica teria sido um período de gastança aí a Dilma foi corrigir a rota no segundo mandato e deu tudo errado e a
economia fundou Essa é a tese que eu sinto que é dominante em muitos meios boa parte do que é reproduzido por aí usa essa narrativa a mídia martela ISS o tempo inteiro uma grande parte de uma certa turma e do YouTube também reproduz isso existe uma outra narrativa do petismo que vai seguir por um caminho de negar essa narrativa de gastança e falar que o que causou a crise de 2015 2016 foram os efeitos econômicos da lava-jato e a crise política nessa narrativa eles vão falar que um processo de desestabilização do país começa a ocorrer
em 2013 o governo Dilma foi sabotado E aí isso se intensifica a partir de 2015 E aí depois de 2015 você tem a questão das pautas bomba que eles impediram né a Dilma de governar de agir ali para contornar a questão da economia e a economia mergulha numa crise em relação a essa desestabilização e existe também uma terceira narrativa que é a de uma parcela da esquerda uma parcela não necessariamente lulista que vai destacar que o que realmente provocou a crise em 2015 2016 foi o duro ajuste fiscal que a Dilma toca no segundo mandato
essa narrativa vai destacar o período em que o Joaquim Levi comandou a economia brasileira um período de cortes um período de forte ajuste ali e que isso teria jogado a gente numa crise né pois bem eu estudei sobre isso eu recolhi algumas informações algumas interpretações e preparei esse vídeo aqui tentando a partir dessas leituras trazer uma interpretação sobre esse período e sobre os motivos da crise né é evidente que eu tô me baseando na leitura de textos e análise sobre esse período Então os gráficos que eu vou mostrar aqui são frutos dessas análises eu vou
deixar na descrição aqui as fontes que eu usei todas as referências que eu usei para poder fazer esse vídeo E aí vocês podem conferir e ler lá direitinho Beleza então como que a Dilma realmente quebrou o [Música] Brasil antes de entrar no tema do vídeo eu gostaria de agradecer quem tem acompanhado o canal até aqui já queria pedir para deixar o joinha no vídeo se inscrever Quem ainda não é inscrito ativar as notificações quem quiser ser avisado quando nosos vídeos saírem eu queria agradecer aos membros do canal pelo apoio fundamental que tem dado é esse
apoio que me permite seguir fazendo o que eu tô fazendo aqui e melhorando esse trabalho com o tempo né Queria deixar a sugestão para quem quiser apoiar o canal para que se torne membro eh essa semana sai o vídeo novo no clube dos membros inclusive né É só clicar em seja membro embaixo e ver os detalhes direitinho eu vou colocar o CRR code aqui na tela também com PX caso queiram apoiar o canal A partir dessa forma e para quem tá chegando agora no canal fica o meu abraço de boas-vindas bom gente vamos lá antes
de mais nada por que que esse vídeo é necessário primeiro que existem interpretações que estão muito mais preocupadas em sustentar uma agenda política do que em buscar entender o que de fato aconteceu isso inevitavelmente acaba esquentando a polarização em torno desse debate e as pessoas perdem o senso de objetividade na hora de avaliar as coisas não que exista uma objetividade pura ou a gente vai conseguir analisar Esse fenômeno de uma forma totalmente neutra e isenta Mas isso também não significa que a gente tem que abrir mão de qualquer pretensão de objetividade o segundo ponto é
que o assunto continua atual Nós ainda estamos imersos ali nas consequências dessa crise e isso é usado na discussão política por exemplo a gente teve agora o debate do Jones Manuel com Quim kataguiri no inteligência limitada e isso tava lá presente na retórica política e essas narrativas estavam lá esse debate estava lá oquin acusou O Jones de defender o programa da dilmy O Jones negou lembrando do ajuste do segundo mandato e da crise ecoando essa terceira narrativa que eu trouxe na introdução você tem também uma influência dessas leituras na política que é feita pelo governo
atual se você pega por exemplo a interpretação que o atual ministro da economia do Brasil tem sobre esse período elec essa primeira interpretação de cunho mais liberal então como vocês podem ver é um debate que tá colocado é um debate atual e dita a forma como a política econômica é tocada no Brasil hoje e de certa forma como vocês vão perceber todas essas narrativas que eu trouxe aqui estão erradas em algum ponto para vocês verem o tamanho do problema para começar a nossa análise primeiro é importante comentar sobre o modelo do tripé macroeconômico que rege
a nossa economia desde o fim dos anos 90 implementado no segundo Mandato do FHC o tripé macroeconômico ele serve como uma baliza da política econômica depois da estabilização proporcionada pelo plano real e continua sendo essa balisa até hoje ele tá ancorado em três pernas a meta de inflação o câmbio flutuante e a meta de superávit primário a ideia do tripé seria dar mais estabilidade macroeconômica e confiança pro mercado com controle da inflação controle das contas públicas e tudo mais a Meta de inflação é o Pilar que envolve o controle da inflação por meio de uma
meta estabelecida pelo governo que vai ser cumprida pelo Banco Central essa meta é definida pelo Conselho monetário Nacional e tem uma tolerância de 1,5 pontos percentuais né então a meta de inflação hoje é de 3% e ela é é considerada cumprida Se ela chegar em 4,5 por. o câmbio flutuante é o outro Pilar desse tripé que indica que a taxa de câmbio ela é determinada livremente pelo mercado pela oferta e demanda das moedas estrangeiras o banco central não fixa ou manipula diretamente o valor da moeda embora ele tenha a capacidade de intervir em casos extremos
e o terceiro Pilar é a meta de superávit primário que é um compromisso do governo em gastar sempre menos do que ele tá arrecadando isso seria uma forma de sinalizar o compromisso com a questão da responsabilidade fiscal de que o governo só vai gastar o que arrecada e tudo mais aqui cabe um parêntese rápido que é o seguinte quando você faz o cálculo das despesas e receitas do governo quando você olha só pro primário você ignora que o governo tá gastando com juros da dívida pública isso a meu ver acaba distorcendo A análise dado que
esse superbit no fim das contas ele não é real dado que se você soma com gasto com juros você tem um déficit nominal o que ajuda a jogar para debaixo do tapete a discussão com juros que é uma discussão importante por quê Uma das justificativas para se fazer um superavit primário é de que isso reduziria a dívida Mas isso não acontece pelo fato de que as taxas de juros no Brasil são muito altas a taxa básica de juros que orienta vários dos títulos públicos que estão na dívida pública ela é muito alta então mesmo que
o governo faça superavits a taxa de juros fora do padrão faz a dívida aumentar e aí você se pergunta mas os juros não tão altos por causa do governo gastar demais e ter déficit primário não não como vocês podem ver na tela entre 1998 e 2014 nós tivemos um superavit primário acumulado de R 1,6 trilhão deais ao mesmo tempo nós tivemos um gasto com juros da casa dos R trilhões deais dado que tivemos um superávit acumulado nesse período por que que tem isso tudo de juros vocês entendem A questão aqui já é um primeiro choque
entre a narrativa e a realidade e por que que o tripé macroeconômico é a base da discussão pra gente entender a crise do Brasil ali depois ali do governo Dilma né É que ele rege a economia brasileira é ele que tá na base das contradições que depois vão se desencadear lá na crise do governo jum em 2015 2016 assim que o governo Lula assume em 2003 ele já assume com o compromisso de manter esse modelo o tripé macroeconômico compromisso firmado em 2002 o grande símbolo desse acordo é a famosa carta aos brasileiros que o Lula
assina se comprometendo a manter o tripé né o tripé macroeconômico esse período inicial do Lula é um período de ajuste de contração né de acordo com esse compromisso com esse esse modelo e como vocês podem ver na tabela que tá na tela aí para vocês há uma redução dos investimentos federais no primeiro período ali do mandato do Lula né do primeiro Mandato do Lula mas na mesma tabela nós já vemos o elemento aí fora da curva que é o preço das commodities né o crescimento do preço das commodities que o Brasil vende para fora nessa
época os produtos primários que o Brasil vendia pro exterior disparam no mercado internacional e a gente tem uma situação peculiar a gente tem uma demanda muito forte pelos nossos produtos o que é aumenta as exportações o que ajuda a impulsionar a nossa economia né reparem aí nesse gráfico da nossa balança comercial percebam como que há um aumento bem vertiginoso nesse período né que é o período de grande demanda pelos nossos produtos isso aumenta a arrecadação aumenta o consumo e faz o Brasil ter um cenário relativamente tranquilo e nesse cenário o governo adota uma política mais
ativa em relação aos investimentos nós temos o lançamento do PAC né que é o programa de aceleração do crescimento que é um programa que coloca o Brasil como uma um pouco mais ativa em relação ao investimento público o PAC ele não reverte o modelo econômico que tava colocado antes a única coisa que ele fez foi retirar alguns investimentos da meta de superavit do cálculo dessa meta de superavit E isso não foi nenhuma jabut caba brasileira isso foi inspirado no governo do novo trabalhismo do Tony Blair que assume depois de anos da hegemonia da direita lá
do Reino Unido com destaque pro governo da Margaret ta o Tony Blair ele vem como uma renovação do trabalhismo no Reino Unido com uma agenda mais PR acado se afastando da socialdemocracia tradicional para vocês terem uma ideia o Tony Blair ele é o governo que dá autonomia ao banco central da Inglaterra ele mantém as regras fiscais anteriores dos governos da direita e introduz essa dinâmica aí que eu descrevi que depois ela foi eh aplicada aqui no Brasil durante o PAC esse cenário internacional favorável né que eu tô comentando com vocês mais a política de valorização
do salário mínimo mais essa política mais ativa no investimento faz a nossa economia crescer se no período do primeiro mandato a gente teve uma queda do investimento Federal anual de 4,7 no segundo mandato a gente tem um aumento da casa dos 27 por. isso é traduzido em crescimento econômico a nossa economia cresce a uma média anual de 4,5 por entre 2006 e 2010 o melhor período recente em termos de crescimento econômico e aqui a gente já precisa lidar com o primeiro mito de uma narrativa que é construída em torno da crise do governo Dilma Qual
que é o mito o de que o governo Lula gastou demais que ele não teria arrumado a casa e que o governo Dilma pagou a conta depois e teve que lidar com a crise essa narrativa ela não tem nenhum respaldo empírico quando a gente observa os dados que a gente vê ao contrário na tela com vocês os dados do superavit primário do Brasil nesse período reparem que esse período de maior investimento foi justamente o período de maior superávit a arrecadação da nossa economia respondeu ao maior consumo ao maior investimento e isso resultou em super abitos
primários maiores se você comparar com o desempenho do governo Dilma você percebe que o superavit do Lula foi maior ampliando investimentos ou seja essa narrativa de que o Lula deixou uma conta alta para Dilma pagar e que depois veio a crise já caiu aqui o Lula praticou super habits maiores puxados pelo crescimento da economia e pelo aumento da arrecadação e aqui a gente precisa abrir um parêntese e comentar um pouquinho da situação do consumo que aqui tem uma conexão com o que eu falei um pouco antes dos juros e com esse gargar em relação a
esse modelo econômico esse período de alta de investimentos ele veio sem mudança ele veio com alguns arranjos que flexibilizaram alguns pontos né mas o modelo continuava lá e uma das consequências desse modelo que tá colocado no Brasil até hoje é a questão dos juros altos Você tem uma situação de juros excessivamente altos o que encarece o crédito e é uma concentração bancária também que se aprofundou durante o governo Lula e como resultado disso taxas de juros muito altas e uma população que vai se endividando que vê sua renda aumentar mas os juros aumentam e eles
são maiores do que a renda aumentando da população na tela com vocês tem esse comparativo entre juros e aumento de renda e reparem como que você tem uma enorme discrepância entre os dois isso ao longo do tempo gera problemas em termos de estimulo ao consumo nessa primeira fase até 2010 a gente tem um aumento da renda mas um consumo sustentado em boa parte por individamento a partir de 2011 a gente tem uma inflexão onde o crescimento da renda das famílias desacelera e os juros continuam altos e existe esse desequilíbrio né esse desalinhamento ele sugere um
problema né enquanto o crédito permanece caro a capacidade das famílias de expandir o seu consumo através da renda própria vai se esgotando E com isso as famílias vão acumulando dívida vão diminuindo a capacidade de manter o consumo elevado sem comprometer o orçamento esse cenário com juros altos queda da renda ele acaba se tornando insustentável o que reduz o padrão de consumo das famílias e aqui a gente entra na inflexão que acontece no primeiro mandato da Dilma já em 2011 em 2010 a EC economia brasileira ela cresce a um nível de 7,5 por uma taxa chinesa
que é o maior crescimento anual em muito tempo isso vem em resposta ao alto investimento a alta do consumo que responde também a essa alta do investimento em 2010 o Brasil sai rápido de uma pequena queda de 0,22% que tem ali em 2009 por conta da crise mundial e ele começa com economia acelerada só que a economia ela vai desacelerando ao longo do ano e um dos aspectos dessa desaceleração é que o bundas commodities já começa a esfriar e a demanda pelos produtos exportados do Brasil ela começa a cair já em 2010 o governo começa
a tomar algumas medidas ele já começa a indicar que vai pisar no freio em relação ao investimento público em relação a essa política que tava colocada E aí logo em 2011 a Dilma assume a presidência e já muda a rota em relação à política econômica lembram que eu falei que o PAC permitia flexibilizar alguns investimentos ali por fora da conta da meta de superavit o governo Dilma vai lá e cancela isso e anuncia que em 2011 Ele vai cumprir a meta de superavit que não vai se usar das exceções previstas E aí qual que é
o resultado no primeiro ano do primeiro mandato da Dilma ela derruba o investimento público e aqui é bom lembrar alguns dados o governo federal ele não deu aumento real de salário mínimo no ano de 2011 o que impacta na renda das famílias o investimento do governo federal caiu 18% em 2011 e o das empresas públicas cai 7,8 por para vocês terem uma ideia e é bom lembrar que as empresas entravam também nessas exceções do governo paraa meta de superá permitindo que elas elas ampliassem investimento sem entrar nessa conta e para vocês terem uma ideia do
impacto disso eu vou colocar na tela para vocês o gráfico da proporção do gasto público em relação ao PIB reparem que nesse período que eu tô descrevendo para vocês a gente tem uma queda nesse começo do mandato da Dilma a Dilma reduziu a proporção do gasto público em relação ao PIB no primeiro ano do mandato e isso é Impacto desse ajuste que a Dilma faz logo aí nesse primeiro ano o que impacta no investimento público e aqui a situação começa a ficar embaçada por quê lembra que eu comentei que começa a desacelerar a economia que
a demanda das exportações começa a cair isso é um elemento nesse jogo E aí o governo decide dar uma guinada nessa política de investimento público e muda a forma como isso é pensado o governo ao invés de usar o gasto público para investir na economia para fazer estrada ferrovia porto aeroporto e tudo que é necessário para alavancar o desenvolvimento Ele Decide seguir por outro caminho ele adota uma política de ao invés de investir esse dinheiro ele pega isso e reverte em política de desoneração fiscal cortando imposto pro setor Empresarial achando que isso ia alavancar a
economia né E aí começa em seguida desse ajuste de 2011 uma mudança na política de investimento muito focada nessa questão de subsídio e desoneração e aqui tem mais um elemento nessa questão toda a queda do consumo das famílias na tela com vocês tá o gráfico do consumo privado e observem como que ele chega num pico ali em 2008 e depois ele vai caindo e começa a cair vertiginosamente a partir de 2011 essa queda é resultado da queda da atividade econômica provocada pela queda da demanda Internacional e pelo ajuste e a redução de investimentos daí você
tem uma situação em que o governo opta por uma política que ele troca uma política ativa de investimentos por uma política de desoneração fiscal mas ao mesmo tempo há um cenário de queda da demanda dos produtos que o Brasil exporta e queda no consumo das famílias e aqui não precisa de nenhuma grande elaboração teórica para entender que essa política de reoneração não deu certo e não se traduziu em Aumento do investimento O que foi corroborado né pelos dados aí que eu tô apresentando imagina que você seja aí dono de uma fábrica de fogão em qual
cenário você amplia o seu investimento e aumenta a sua produção no cenário de aumento da demanda e do consumo ou no cenário de redução da demanda mas com política de subsídio e redução de imposto o que que acontece aqui a renda cai as pessoas consomem menos e os empresários investem menos e vejam essa guinada na polí Econômica impacta na renda das pessoas quando você investe diretamente como governo por exemplo em uma ferrovia você contrata Trabalhador você injeta demanda paraa produção do Material necessário E aí esse trabalhador ele vai ter uma propensão maior a consumir com
esse salário E aí a demanda desse investimento vai aumentar também a produção de certos produtos então isso tudo aumenta o consumo privado aumenta a produção da economia e você vai criando um ciclo de crescimento na economia quando você reverte isso nessa dinâmica da desoneração você aumenta basicamente a margem de lucro do empresário como não tem demanda ele não aumenta a produção vocês percebem e aí você tem o quadro de desaceleração da economia nesse primeiro mandato da Dilma como vocês podem ver na tela esse é o histórico do investimento público de do Brasil né de 1947
até 2015 reparem que H uma queda vertiginosa até 2005 e depois a gente tem um leve aumento que é esse aí do período do Lula 2 e depois no de 1 A1 a gente já tem uma reversão nesse quadro e uma queda no investimento público e como eu falei essa queda vem junto a uma política de troca do investimento direto por desoneração e daí somando tudo você tem queda da demanda externa redução do investimento troca do investimento por subsídio achando que o setor privado vai puxar o investimento e você tem a queda da demanda do
consumo privado O resultado é uma desaceleração da economia uma queda na arrecadação e o início de cenário de Déficit fiscal provocado por esses elementos que eu disse aqui e nesse cenário a Dilma se reelege e assim que vira a eleição que ela ganha eleição ela já anuncia que o segundo mandato vai começar com um ajuste e um ajuste duro ela coloca o Joaquim levim na economia um cara do Bradesco que ia tocar o ajuste fiscal que supostamente corrigiria o problema né só que aí tem uma questão como eu mostrei para vocês o investimento já estava
embaixo isso só fez o investimento cair ainda mais e a recessão se aprofundou o ajuste do segundo mandato foi a Faísca que detonou o explosivo que já tava montado do primeiro mandato e aqui a gente já desmonta mais três mitos O primeiro é de que o governo Dilma 1 teria gastado demais que isso teria impactado pro des 2014 que tinha dado um um enorme problema e que o segundo mandato não conseguiu corrigir H tempo tudo isso isso desmonta também a narrativa de que a lava-jato foi inteiramente responsável pela crise de 2015 2016 ela teve impacto
Mas isso não pode servir para ignorar os impactos das decisões de política econômica do governo e isso desmonta também a ideia de que a culpa foi das pautas bomba e até engraçado já que essa narrativa é a narrativa dos apoiadores do governo mas ela é muito próxima da narrativa dos liberais ela é próxima já que parte de uma mesma ideia de que não deu tempo do ajuste funcionar e aqui eu vou ler um trecho de um artigo dos economistas Franklin Serrano e Ricardo suma ambos professores da UFRJ no calor do momento em agosto de 2015
avaliando esse quadro abre aspas o Óbvio e enorme fracasso da política de 2011 2014 parece somente ter convencido o governo a dobrar suas apostas no início de 2015 uma nova equipe Econômica começou publicamente declarando outra grande mudança na orientação da política macroeconômica agora o principal objetivo é o de reduzir a dívida pública bruta e a nova estratégia envolve uma tentativa de reduzir o tamanho e a importância dos gastos do governo e do crédito oferecidos por bancos públicos na economia o plano de ajuste consiste e um forte ajuste fiscal com cortes nas despesas governamentais correntes e
nas transferências sociais aumento de impostos crédito consumo Combustíveis e um aumento nas taxas de juros controladas pelo governo a taxa básica de juros a taxa de juros para empréstimos do BNDS e as taxas imobiliárias da Caixa Econômica e outras medidas para restringir o crescimento de crédito dos bancos estatais essas medidas são tão obvia ente contracionistas e inflacionárias por causa do aumento de custos que o próprio governo admite que haverá uma recessão de 2015 e que a inflação vai aumentar substancialmente acima do limite da Meta que essa nova política É de fato hostil A retomada do
crescimento é algo bastante óbvio Mas faz muito sentido se o seu verdadeiro objetivo é começar a reverter a intervenção estatal na economia em geral e retroceder no processo de crescimento do Estado de bem-estar social Enquanto ao mesmo tempo Altera a distribuição de renda em detrimento dos salários e aqui eu entro numa Última Questão envolvendo esse tema da crise do governo Dilma que é a discussão sobre se ele teria sido desenvolvimentista ou não inicialmente esse seria o norte do vídeo Todo debatendo o desenvolvimentismo comparando as políticas do governo Dilma com o desenvolvimentismo mas eu acabei mudando
de ideia eu mudei por achar que o mais importante é compreender a natureza da crise da Dilma para fora dos rótulos já que isso traria mais ruído pro debate e eu mudei também porque eu fui percebendo ao longo da pesquisa para esse material que há um debate maior a ser feito sobre o desenvolvimentismo especialmente sobre o novo desenvolvimentismo esse debate envolve algumas premissas do novo desenvolvimentismo envolve a própria avaliação que se tem do governo Dilma a partir desse paradigma mas é importante fazer um comentário sobre isso dado que há uma enorme confusão confusão que é
feita por todos os lados há uma confusão do lado dos críticos que tomam qualquer postura mais proativa do Estado como desenvolvimentismo e joga tudo no mesmo balá ignorando questões essenciais há uma confusão dos Defensores do Governo da época né que tentam reafirmar o caráter desenvolvimentista do governo dma por conta da retórica e da estética política né e um alimenta outro o defensor alimenta o discurso do crítico para mostrar que o desenvolvimentismo da Dilma deu errado e isso é um debate que acontece até hoje como foi visto no debate agora do icl né sobre o futuro
da esquerda e o Lindberg Faria defendendo que o governo Lula é desenvolvimentista então e para colocar a bola no chão né o governo Dilma foi desenvolvimentista não mas aí deixa um asterisco nesse não aí que daqui a pouco eu vou abrir um debate ele não foi desenvolvimentismo por dois fatores O primeiro é que ele tava ancorado no tripé macroeconômico vocês lembram dele ele é antides envolvimento por natureza por qual motivo Ele amarra o estado em relação à política de investimento e ele é uma institucionalidade que basicamente dificulta o governo de investir direito dificulta o governo
de fazer política de investimento e política de desenvolvimento ele deposita todo o objetivo da política fiscal para fazer excedente para pagar juros o O que é radicalmente contra o que o desenvolvimentismo prega e inclusive o novo desenvolvimentismo não prega a construção de déficits monstruosos não prega o estado gastar desenfreadamente ele prega que o objetivo da política fiscal é o de direcionar excedente pro investimento público e não para pagar juros da dívida pública nesse sentido nem o Lula 2 badalado até por setores da esquerda pode ser considerado desenvolvimentista e o segundo motivo pelo qual ele não
pode ser considerado desenvolvimentista é que falta o essencial do desenvolvimentismo que é o Projeto Nacional de Desenvolvimento ou a estratégia Nacional de Desenvolvimento carece ali desse papel de organizador do estado que tá presente na proposta desenvolvimentista e que não existiu nesses governos aí avaliados tanto que o setor do governo que cuida disso que é a secretaria de assuntos estratégicos durante todo esse período ele não teve projetos de longo prazo no plano do desenvolvimento econômico da industrialização que são características disso que o eu falei aqui agora lembram do asterisco que eu falei ali atrás então aqui
entra nesse ponto apesar de não poder ser entendido como desenvolvimentista o governo Dilma ele se pautou sim por algumas influências desenvolvimentistas e influências do tal do novo desenvolvimentismo né e uma dessas influências foi a de desvalorizar o câmbio achando que isso aumentaria a competitividade das nossas exportações e isso deu errado porque o que acabou acontecendo é que a demanda das nossas exportações caiu e é que eu vou focar eu vou me dedicar um pouco mais na outra questão numa outra influência que é a que justifica o ajuste fiscal buscado desde o início pelo primeiro mandato
ali da Dilma e que dialoga com a questão atual que a gente tá colocada da política atual do governo Lula 3 qual que é a ideia aqui a ideia de que o ajuste fiscal aumentaria o investimento privado e faria a taxa de juros cair essa primeira ela é neodesenvolvimentista mas ela parte de uma premissa neoliberal de que o gasto do governo concorre com o investimento privado que é o chamado efeito crowding out né a ideia aqui é que o orçamento tem que estar ajustado pro governo não tirar investimento do setor privado essa premissa ela é
desmentida pelo que eu acabei de apresentar agora mesmo o que tirou a demanda da economia no governo da Dilma foram aqueles fatores que eu apresentei não o gasto público que tava controlado até 2013 e o momento que o estado foi mais ativo isso resultou em mais crescimento mais arrecadação e até um superávit maior por conta disso e sobre a taxa de juros há essa ideia de que o ajuste é necessário para reduzir os juros E aí há uma avaliação de que é feita ali né de que o indicador de relação dívida PIB impacta no risco
Brasil que isso deveria ser tido em conta para pensar a política fiscal que isso acaba forçando aumento dos juros e tudo mais só que isso não tem confirmação empírica o que tem correlação é o risco Brasil com endividamento externo e aqui eu mostro para vocês nesse primeiro gráfico é uma correlação inversa entre o risco Brasil em azul e as reservas reservas externas em vermelho quando as nossas reservas estão lá embaixo o risco Brasil tá lá em cima mas quando a gente começa a acumular muita reserva o risco Brasil despenca nesse outro gráfico a gente vê
essa correlação junto com a razão dívida externa PIB quando a proporção da relação dívida externa PIB despenca o risco Brasil despenca junto então assim essa premissa Ela tá errada e ela não tem confirmação empírica e tem o que eu já falei aqui antes nós tivemos orçamento com superávit constante de 1998 2013 por qual motivo os juros não caíram e ainda tem mais de 2018 até o início de 2020 nós tivemos a menor taxa de juros da nossa história nós tivemos super Habit nessa época não foram períodos de Déficit fiscal considerável então dado que eu não
considero desenvolvimentista né O que que foi foi um governo que usava a retórica desenvolvimentista mas não aplicava o desenvolvimentismo naquilo que ele tem de central foi um governo que tava trabalhando dando seguimo ao modelo econômico que fortalece o subdesenvolvimento E se a gente for olhar Teve até política a moda Reagan né que é o meio que a linha aí da economia do gotejamento de você reduzir imposto de setores empresariais achando que eles vão investir na economia que eles vão alavancar o crescimento o investimento e melhorar a situação da economia então o resumo da Ópera que
eu queria tratar aqui com vocês né que eu queria até eh que a gente pudesse conversar e pensasse assim como núcleo é que há muitas interpretações que teve uma ruptura rura ali entre o Lula 2 e a Dilma 1 E aí depois a Dilma 2 tenta corrigir mas na verdade não teve ruptura nenhuma O que teve foi um contexto muito específico ali que permitiu ao Lula fazer o que ele fez e aí esse contexto ele passou a dinâmica tava colocada ali o modelo tava colocado ali isso tudo explodiu porque o problema tá no modelo Enfim
gente eu acho que eu vou ficar por aqui tá bom de vídeo por hoje esse vídeo vai ficar um pouco mais longo e eu não quero cansar vocês mais né quem gostou deixa o joinha deixa um comentário me ajuda a fazer ele mais pessoas compartilha esse vídeo é um vídeo longo deu um bom trabalho para fazer Compartilha aí nos grupos e ajuda a chegar em mais pessoas como eu já falei vou reforçar aqui as referências estão na descrição então vocês podem conferir lá esse vídeo ele sai na sexta dia 18 de outubro no sábado dia
19 eu vou fazer uma live com Thiago Machado e a gente vai conversar mais sobre alguns temas que Eu tratei aqui não percam vou deixar minhas redes na descrição meu canal no telegram meu canal no Whatsapp meu servidor no discord entrem lá um grande abraço para todo mundo e até a próxima