Pessoal Bom dia para todo mundo que nos acompanha e mais uma formação aberta educação Museu hoje com o professor Atila Tolentino da Universidade Federal da Paraíba daqui a pouco eu vou apresentá-lo melhor antes disso gostaria de dar as boas-vindas para todo mundo e também apresentar alguns informes em relação a nossa Live a nossa formação aberta é bom Eu me chamo Maurício Silva sou educador e responsável pela ação Educativa do museu Vamos hoje arqueologia de Tecnologia da USP ao longo dos últimos anos temos investido também na cultura digital e também ocupar esse espaço com ações com
formações isso ocorreu acho que todo mundo com a pandemia e que fomos colocados nesse lugar E aprendemos a lidar com o universo digital ele tem muitas potencialidades faz com que as nossas ações tenham um Alcance muito maior do que o presencial então mesmo hoje com a retomada do trabalho presencial continuamos com algumas ações a gente pede para vocês se apresentarem um chefe eu estou aqui com Átila na sala só nós dois mas sabemos que tem muitas pessoas queridas nos acompanhando então vocês puderem falar é quem são Onde estão para a gente entender um pouco melhor
audiência e também que deixem as suas perguntas ao Longo da conversa com Átila ao final teremos um tempo para que possamos conversar e debater e para quem precisar de declaração é na descrição da Live no YouTube eu coloquei um link então eu vou pedir para vocês entrarem nele deixar de seus dados e também pedir um pouquinho de paciência aqui em torno aí de 15 dias a nossa equipe ela encaminha por e-mail então também atenção na hora de inserir o seu e-mail Né bom eu sou vou fazer uma rápida descrição Eu sou um homem meia idade
branco tenho barba bigode os óculos Estou sentado e ao fundo de mim tem uma parede branca e um móvel pequeno com alguns objetos em cima né então vamos agora apresentar o nosso convidado a arte da gente mão novamente eu agradeço pela sua disponibilidade participar conosco e também em contribuir com a formação não só da nossa equipe de educadores mundiais Mas também como Todas as pessoas interessadas no tema então Átila ele é graduado em letras especialista em gestão de políticas públicas de Cultura pela Universidade de Brasília mestre e doutorando da sociologia pela Universidade Federal da Paraíba
UFPB ele já atuou no instituto do patrimônio histórico artístico e Nacional e fan onde condedou as ações e as atividades da casa do patrimônio da Paraíba e foi coordenador de gestão Museológica do departamento de museus e centros culturais acham ele participa da coordenação da rede de educadores e museus da Paraíba a entender e a pesquisador na rede de pesquisa e informação e musologia memória e patrimônio redemous da UFPB Átila Muito obrigado pela presença a gente já queria trazer você aqui faz um tempo então a palavra tá contigo obrigado bom dia bom dia Maurício já de
cara já agradeço o convite que você fez né Em Nome do mãe aí da USP queria também já cumprimentar todo mundo que tá aqui nos acompanhando que também vai nos ver depois já que essa esse nosso encontro vai ficar aqui gravado e também seguindo vou me apresentar como você fez eu também sou um homem branco de lei idade né como um Boris colocou tenho já minhas barbas com pouco também já grisalhas cabelo preto aqui é o fundo tem uma parede Clara e com uma pequena Estante com alguns alguns livros então gente novamente bom dia bom
dia para quem tá nos acompanhando agora e eu fiquei de cara impressionado com a capacidade de interlocução que o mar tem eu Maurício me mandou a lista de que fizeram inscrição eles têm nome e eu também dei uma lida na nas expectativas né até para poder saber é claro que não dá para atender todas as expectativas porque é muita gente mas minimamente Eu espero que a gente possa debater dialogar um pouco sobre a proposta mesmo que é que essa fala sobre a educação patrimonial mas não qualquer educação patrimonial educação patrimonial que fazer reflexiva crítica dialógica
E para isso eu preparei uma apresentação que eu já vou colocar para vocês e com três momentos uma assim dizer né Vamos tentar rapidamente colocar nessa parte Inicial Eu vou eu vou falar de apresentar um Pouco bem rapidamente também sobre as questões Como assim dizer mais teóricas né sobre o campo da educação patrimonial do que que a gente considera a educação patrimonial e depois trazer algumas experiências práticas a partir da minha própria experiência na atuação no campo da educação patrimonial mas sobretudo na minha atuação na casa do patrimônio da Paraíba que é um Projeto de
educação patrimonial vinculado as preferências do IFAM aqui na Paraíba onde eu fiquei por um bom tempo e ao final fazer algumas provocações prazer reflexões sobre sobre o campo então é isso é isso que eu queria conversar com vocês hoje legal Átila sua a gente já vê a sua apresentação certo ela já está em tela tá bom qualquer coisa é só me chamar por aqui Então tá bom Maurício vamos começar então então para a gente poder falar em educação patrimonial em patrimônio cultural primeiramente que eu queria destacar dois elementos O primeiro é que a gente precisa
quando a gente atua com o patrimônio a gente precisa pensar primeiramente é conceber o patrimônio de uma forma Ampla de uma forma transcendental e também sobretudo pensar o patrimônio a partir da perspectiva das pessoas da gente né porque quando nós Analisamos alguma coisa é porque são as pessoas que estão significados as pessoas que dão valores a determinados patrimônios então para a gente pensar esse primeiro elemento eu Trago essa fala do cantor e com Gilberto Gil Na época em que ele era ministro da cultura e ele traz eu gosto muito dessa fala dele que ela traz
de uma forma simples de uma forma poética Sobretudo o que que a gente precisa conceber como patrimônio o que que é para trabalhar com Patrimônio E aí que o gelo vai nos ensinar vai nos dizer que pensar em patrimônio agora é pensar contracendência ou seja de uma forma Ampla né além das paredes além dos Quintais além das fronteiras é incluir a gente as pessoas isso que eu falei pensar patrimônio é sobretudo pensar nas pessoas os seus costumes os sabores os saberes e não mais somente as edificações históricas os sítios que pede cal né os monumentos
mas patrimônio É também o suor o sonho o sonho a dança o jeito a Ginga a energia Vital e todas as formas de espiritualidade da nossa gente o intangível então com essa fala poética de o que eu abro essa nossa conversa eu gosto muito dela Justamente que ele traz isso de forma poética que que é pensar patrimônio o que que é trabalhar com patrimônio trabalhar com patrimônio dessa forma transcendental e sobretudo a partir das pessoas Isso é que é Fundamental Então se a gente vai trabalhar com patrimônio e pensar educação patrimonial Esse é um princípio
primeiro elemento que eu gostaria de destacar o patrimônio de uma forma Ampla patrimônio de uma forma de transcendental mas sobretudo patrimônio a partir das pessoas a partir da gente só assim que ele tem sentido de ser e o segundo elemento que eu traga aí a partir dessas imagens e também da fala que a tele do professor Mário Chagas é Conceber Quando trabalhar com patrimônio é conceber que o patrimônio ele é pluris significativo Em que sentido que ele é ele afeta e como são as pessoas aqui dão os valores que estão significados aos patrimônios ele ele
afeta as pessoas de que formas diferentes ele tem ele é significado e ressignificado a todo momento a partir de perspectiva diferente pelas pessoas e aí eu trago essas imagens e essa fala de Mário Chagas que vai exemplificar isso que vai Nos explicar isso dois corpos eles não podem ocupar o mesmo lugar no espaço no entanto dois ou mais sentidos podem ocupar o mesmo corpo patrimonial o corpo patrimonial é polícia educativo uma vez que eles estão na dependência do lugar social que é o corpo é destinado E aí que também vem um elemento um pulo do
gato que é bastante importante a capacidade de os corpos patrimoniais encarnarem múltiplos sentidos múltiplos Significados contribui para ampliação de tensão entre conflitos banheiros patrimônios 20 patrimoniais eles serem pudesse significativos afetarem as pessoas diferentes formas aí também Residem os conflitos então atuar no campo do patrimônio é atuar sobretudo também no canto dos conflitos porque eles afetam as pessoas de diferentes formas e para ilustrar fala de Mário eu trago essas imagens aí que eu gosto bastante Aí em cima tem essa imagem que é clássica quando a gente fala de conflitos no campo do patrimônio esse monumento às
bandeiras que tem em São Paulo ele é bastante representativo nesse sentido e aí tem essa projeção né do artista tenista onde ele faz essa reflexão São Paulo Terra indígena que tem todos vocês aí eu tô falando aí que para o mar da USP vocês sabem é claramente muito melhor do que eu mas que tem toda essa questão de Da invenção da de uma determinada identidade Paulista a partir dos Bandeirantes e dos mitos dos Bandeirantes e tem isso Naninha vem fazendo essa reflexão mas que São Paulo é sobretudo também Terra indígena Então faz essa reflexão a
partir a partir desse momento dos Bandeirantes e eu gosto também dessa tirinha do Armandinho né do Alexandre Becker que ele essa já queria antiga vocês sabe muito bem que esse mandamento Dos Bandeirantes tem essa essa intervenção do paninho aí mas ele é constantemente questionado constantemente intervir e uns anos atrás eu acho que em 2016 que quando esse monumento foi entre aspas pichado por conta da discussão no debate sobre a marcação das terras indígenas no Congresso Nacional e que foi todo um auê né saiu na mídia e tudo que picharam tavam interpretando vandalizando o monumento às
Bandeirantes E aí o Armandinho vem com essa tirinha justamente nessa época picharam os monumentos dos Bandeirantes esses vândalos aí no primeiro quadrinho e no segundo quadrinho já vem continuando que na busca cega de riquezas de todo tipo destruir aldeias escravizaram os povos indígenas ou seja questiona quem realmente são os vândalos nessa história então eu Trago essa fala de Mário esses exemplos do monumento das Bandeira justamente para mostrar que o Campo do patrimônio ele é pluris significativo ele afeta as pessoas diferentes formas e por isso também é atuar no campo do patrimônio é atuar num campo
de conflitos você vai atuar com a educação patrimonial tem que saber também tem que ter em mente essa questão a educação patrimonial Simões professora da USP uma grande referência minha é uma grande referência Nacional educação patrimonial que ela gosta de falar muito quer educação patrimonial Ela não é Redentora né ela não está aí para resolver os conflitos ela não tá ela não está aí para resolver os problemas de preservação do patrimônio Mas ela está sobretudo aí para atuar com os conflitos saber que nós estamos atuando no campo de conflitos e a partir dessas duas reflexões
esses dois elementos iniciais que eu coloco E aí a gente chega na educação patrimonial que cabe a pergunta o que que é realmente a educação patrimonial de que Mais sobretudo a pergunta de que educação patrimonial nós estamos falando que educação patrimonial eu defendo que a educação patrimonial eu como um agente do patrimônio eu como professor como professora de que educação patrimonial nós estamos falando e aí eu trago essas duas perspectivas uma educação patrimonial de caráter informativo instrutivista e contraposição uma educação patrimonial De caráter dialógico e o que que é uma delas são essas aquela educação
patrimonial de caráter informativo é aquela educação patrimonial instrutivista educação patrimonial que ela tem como finalidade a transmissão de informações ou seja ela é de cima para baixo eu sou detentor do saber o detentor do conhecimento eu sei o que que é Patrimônio é isso eu sei como preservar e eu vou falar para o Outro né para as pessoas para os grupos com quem eu estou atuando porque que é Patrimônio o que deve e que não deve ser preservado E como sempre preservado é uma educação patrimonial que ela avisa conscientizar o outro levar a luz do
conhecimento a população é aquilo que eu tenho falado que a educação é uma educação patrimonial instrutivista na perspectiva de educação bancária que é tão que a educação bancária é tão atacada né Então por Paulo Freire porque aquela educação patrimonial que ela meramente uma reprodutora de informação com educação que tem de mão única de cima para baixo portanto é uma educação que ela mantém um determinado status e fazendo assim nessa manutenção que contribui para manutenção desse status quo ela contribui para perpetuar as injustiças sociais e as injustiças sociais nas suas diferentes Faces nas suas diversas Faces
Portanto ela perpetua a colonialidade perpetua o machismo patriarcalismo Perpetuo racismo então a gente precisa essa educação patrimonial de caráter informativo ela tem essa perspectiva agora já a educação patrimonial que eu particularmente como a gente do campo enquanto um pesquisador encontra um atuante no campo e a educação patrimonial dialógica portanto reflexiva crítica em vez de ser uma educação de Transmissão de informações é uma educação patrimonial que busca né que ela possibilita a construção coletiva do conhecimento e a construção coletiva do que é o patrimônio cultural Eu não chego dizendo o que que é o patrimônio o
que que deve ser preservado Mas é uma construção a partir do Diálogo a partir da negociação e por isso isso pode implicar o debate pode implicar o Consenso chegar com senso mas também há de sensos né aí Embates portanto é uma reflexão crítica da definição da apropriação do que que é patrimônio cultural das formas de preservar de salvar esse patrimônio cultural também então em vez de ser uma educação de Base frutivista é educação sócio construtivista onde é a mediação para a apropriação do conhecimento o reconhecimento de diferentes saberes dos saberes imensos na naturalidade dos grupos
com quem a gente atua e por aí Vai gente eu só parei porque eu tô vendo vocês me digam aí se tem se foi parado eu vou eu vou acompanhar a gente continua na sua tela que você tá apresentando a educação patrimonial é isso certo eu vi algumas pessoas no chat dizendo que tinha sido travado mas nunca travou não obrigado então tá bom então eu nem vou acompanhar qualquer coisa você faz a intervenção Maurício Para não atrapalhar não tudo bem então aí voltando Aí educação patrimonial nessa perspectiva é compreender o patrimônio não apenas de uma
forma contemplativa a contemplação também é importante né eu me afetar com patrimônio diferente formas né mas é compreender atuar com patrimônio sobretudo também numa perspectiva crítica reflexiva sobre o patrimônio sobre o campo do patrimônio então isso quando a gente atua com Educação patrimonial nessa perspectiva reflexiva crítica A gente precisa dizer eu gosto de colocar que a gente precisa compreender três elementos de quando nós estamos atuando com patrimônio cultural são três elementos importantes a gente ouviu muito é bastante comum de quem já atua com o campo da educação patrimonial uma uma frase que já é célebre
né do que é preciso conhecer para preservar eu aqui falando novamente da Simone ela tem para quem quer se aprofundar mais sobre Essa temática ela tem um artigo bastante bacana que ela coloca justamente em questão essa essa máxima do que é preciso conhecer para preservar que já é uma frase já deslocada do seu tempo né e mas que a gente precisa colocar que para educação patrimonial três elementos são importantes o conhecer o conhecer para preservar e ele é importante mas ele só ele não é suficiente É preciso conhecer o conhecer para no campo do patrimônio
tatuando com a educação patrimonial mas É preciso também refletir promover a reflexão reflexão reflexiva é uma reflexão crítica dialógica horizontal reconhecendo os diferentes saberes as diferentes formas de viver de sentir e de conceber o patrimônio cultural de conceber as referências culturais para aí a gente buscar também o transformar o transformado a sociedade não apenas aquela educação patrimonial que mantém um determinado status mas a gente precisa esses três elementos o conhecer O refletir para o transformar a gente a gente articulando esses três elementos no campo da educação patrimonial a gente avança da atuar no campo do
patrimônio como apenas um processo de contemplação para um processo de reflexão né de ação reflexão de atuar onde onde a gente vive de atuar na sociedade e eu Trago essa ideia muito de Paulo Freire e da professora Maria Célia Santos um grande nome quando a gente pensa no campo da educação patrimonial Ele pensa no campo da educação em museus da educação Museu também então a gente avança dessa perspectiva de processo de educação apenas como processo de contemplação mas educação como um processo de ação e reflexão na sociedade e reflexão na vida das pessoas e reflexão
no mundo onde nós vivemos e para aí eu trago para vocês no debate dessa discussão Quais são os elementos assim documentos que são Bastante importante nesse sentido que atualizaram esse debate da educação patrimonial é claro do que eu tô falando do que que se concede com uma educação patrimonial não é mesmo que se concebia 20 30 anos atrás muito menos de quando por exemplo o IFAM foi criado na década de 1930 Mas isso também já é um resultado de uma reflexão já bastante aprofundada por muitas pessoas no campo e aí eu destaco essa publicação né
essa publicação foi feita do IFAM educação Patrimonial o histórico conceitos e processos que eu sugiro para quem quer se aprofundar nessa temática que que conheça esse esse caderno esse documento que esse caderno é justamente ele de uma certa forma ele atualiza o debate e ele vem trazendo Justamente esse histórico do que que você consegue sobre educação patrimonial que foi construído coletivamente ao longo de vários anos né com várias pessoas com várias atuantes com vários pensadores no Campo com professores com professoras o que que se consegue como uma educação patrimonial e esse caderno ele é importante
nesse sentido porque ele traz esse histórico ele traz toda essa reflexão do que que se consegue como educação patrimonial e ele também de uma certa forma ele sinaliza uma determinada política pública no campo da educação patrimonial que foi construída e foi construída coletivamente Pelas mãos e cabeças de várias pessoas e que inclusive ele foi importante também para a publicação dessa portaria a portaria 137/2016 do ifan que estabelece o que hoje se concebe como como uma política umas diretrizes para educação patrimonial para as casas do patrimônio e que eu trago isso que é muito importante defender
porque é justamente foi uma construção coletiva e que precisa inclusive ser retomada já que nós estamos novamente em um momento De redefinição de políticas e de construção de políticas públicas não só construção Mas também de implementação de políticas públicas de forma democrática que com a participação coletiva das pessoas e a partir disso aí eu trago Inclusive eu no rolê tudo mas é bom porque fica registrado aí na tela o que que esse caderno o que que essa portaria traz hoje como se conceber como educação patrimonial né ou seja ele abandona Aquela ideia de uma educação
patrimonial apenas instrutivista de cima para baixo né E já traz essa concepção de uma educação patrimonial já tinha lógica reflexiva crítica com a participação das diferentes pessoas né em que o patrimônio ele é apropriado socialmente né para compensação das diferentes referência culturais dos diferentes grupos sociais com que a gente atua né nesse sentido e um elemento bastante importante também Nessa concepção de educação patrimonial é que ela concebe os processos educativos primando pela construção coletiva democrática e dialógica do conhecimento como eu vim falando né com a participação ativa dos agentes culturais das pessoas que que atuam
no campo mas também sobretudo das Comunidades onde essas referências culturais ontem essas ideias de patrimônio estão imersas nas suas próprias vidas no seu próprio modo que Veio de conceber de perceber o mundo e no seu dia a dia nos seus Quintais nas suas casas então com essa participação efetiva desses grupos sociais das Comunidades nessa construção coletiva do que que é Patrimônio nessa construção coletiva do conhecimento em relação ao campo do patrimônio cultural e a partir disso dessa concepção de educação patrimonial Eu gosto muito de trazer as diretrizes do que que é educação patrimonial Muita gente
me Pergunta o que que Como fazer um projeto de educação patrimonial o que que deve ter um projeto educação patrimonial mas aí eu gosto de responder que a educação patrimonial fazer um projeto não tem uma receita de bolo não tem não tem não ela não é uma metodologia específica como muita gente do bem defende a educação patrimonial como a metodologia Não não é uma metodologia ela pode ser realizada por Diferentes metodologia porque vai depender muito do grupo social com que a gente está trabalhando do público com quem a gente está trabalhando da comunidade Onde nós
estamos atuando mas essas diretrizes não existe uma receita de bolo sobre educação patrimonial Eu gosto muito de dizer que essas diretrizes elas são ingredientes ingredientes para qualquer tipo de Educação de projeto de educação patrimonial que a gente vai desenvolver Então elas são importantes nesse sentido então que vocês vão ver que eu vou acabar também me repetindo de muitas coisas que eu já falei então qualquer projeto de educação patrimonial é precisa segurar e fomentar a participação das pessoas a participação da comunidade isso é fundamental e também entender que Os territórios espaços territórios legais eles devem ser
entendidos como os documentos vivos o patrimônio ele só tem sentido porque Ele está na vida das pessoas está no seu dia a dia então a gente precisa entender os seus territórios dessa pessoa como os documentos vivos então e os projetos educativos eles podem ser abordados por diferentes estratégias percepções interpretações a partir desse público qualquer a gente está trabalhando a partir desse território onde estamos trabalhando também é é compreender que a preservação dos bens referências culturais é uma Prática social aquilo está no dia a dia das pessoas faz parte das suas vidas está nos seus espaços
de vida e aquilo que eu também já falei as Prates educativas e as políticas de precipitação elas estão necessariamente inseridas no campo de conflito onde é necessário a negociação é necessário dialógica é necessário A reflexão entre os diferentes grupos e é sempre também necessário entender e compreender que O processo educativo ele deve partir a partir de uma construção conjunta do conhecimento onde os diferentes saberes são importantes não apenas o saber do professor da professora não apenas o saber do agente do patrimônio mas os diferentes saberes se eu tô falando da educação patrimonial nas escolas os
saberes dos meus alunos os saberes da família dos meus alunos né eu tô falando de grupos sociais que estão nas comunidades onde a gente Tá onde a gente atua então isso também é importante e também conceber que as políticas de patrimônio ela não está isolada em si ela não é uma caixinha isolada na Perspectiva na medida em que nós concebemos que o patrimônio ele faz parte das vidas das pessoas as políticas de patrimônio elas também Elas têm Elas têm uma relação intersetorial com as outras dimensões da nossas vidas então é muito comum falar de política
de Patrimônio está relacionada a política de educação né cultura então isso tudo é muito isso de uma certa forma é até lógico mas quando a gente fala de patrimônio nós também estamos falando de de direito à saúde de direito à mobilidade urbana né de saneamento básico Então as políticas de patrimônio ela deve estar inter-relacionada com as diferentes dimensões de vida das pessoas e portanto com as demais políticas públicas E aí gente eu gosto de mostrar também aí já fazendo um pouco a propaganda da sardinha enquanto a gente teve a frente da casa do patrimônio da
Paraíba nós conseguimos criar uma linha editorial sobre o campo da educação patrimonial porque a gente percebeu que na época já existia bastante publicação sobre o campo do patrimônio né mas não tinha nenhuma específica sobre o campo da educação patrimonial então a gente a gente sentiu Essa necessidade tinha as publicações muito dispersas né muitos esparsas e a gente criou essa linha editorial sobre os cadernos temático de educação patrimonial em que nós conseguimos fazer seis edições Então esse é o primeiro orientação ao professor que eu queria deixar aí o dois educação patrimonial reflexões e práticas o terceiro
educação memórias e identidades e nós conseguimos seis cadernos o quatro muito relacionado ao museu de Cidade os cinco sobre políticas afirmativas e relações de poder e outro diálogos interdisciplinares consigo publicar esses seis cadernos e hoje felizmente já tem também já bastante outras publicações voltadas especificamente sobre educação patrimonial o campo se ampliou e está em conformação e que se vocês quiserem também eu posso também ao longo do debate falar de outras publicações no campo da educação Patrimonial então só para deixar isso aqui registrado para vocês e a partir dessa dessa dessa rápida vamos assim dizer levantamento
teórico que a gente pode aprofundar algumas coisas debates eu trago dois exemplos práticos a partir da minha vivência é sair da teoria e trazer um pouco de é simples práticos né que aí a gente pode apenas como como um reflexo do que pode ser feito né Para A gente poder iniciar o debate que aí eu trago dois casos que eu acho bastante emblemáticas a partir da minha vivência um deles é uma ação que a gente fez no museu comunitário vivo o olho do tempo Esse museu comunitário ele faz parte de uma ONG a escola viva
ao olho do tempo que fica aqui na zona rural de João Pessoa que é na chamada no Vale do gramame o Vale do gramame Onde fica maior bacia hidrográfica daqui de João Pessoa onde vivem várias comunidades Comunidades mais sobretudo comunidades ribeirinhas Comunidades Quilombolas E por aí vai e ela faz já fazia um trabalho já tem uma atuação há mais de 20 anos eu trabalho muito bacana na região que eles trabalham com crianças no contratorno escolar criança dessa região e muito também nessa atuação tem várias frentes de atuação mas nesse atuação intergeracional e nessa atuação inter-geracional
eles trabalham as Referências culturais da localidade e eles montaram um museu comunitário e esse projeto que a gente fez um projeto educativo já visando a reformulação desse Museu comunitário e o que que o que que nós fizemos né como é que foi decidido efetuar esse trabalho foi fazer a reclamação dessa exposição de longa duração trazendo uma memória do Vale do gramame já concedendo já partindo da perspectiva que as memórias coletivas Elas são construídas ela não é estática elas são dinâmica elas são construídas a gente trouxe uma determinada memória do Vale do gramame do Olhar de
mestres e Mestres de cultura popular locais desses mestres semestras de cultura popular Que de uma certa forma essa escola a escola e o tempo já atuava na solução oficinas no trabalho com as crianças então a gente trouxe esse trabalho né quer dizer nessa exposição a partir disso era fazer o Vale do gramame a partir do olhar e da vivência desses Mestres mestre de cultura popular locais e aqui antes nessa imagem são esses Mestres Vocês estão vendo com quem a gente atuou então uma dessas paredes a gente mostrou quem são esses Mestres falando que falando quem
são eles rapidamente uma fala deles e também o seu saber fazer né aí vocês também tem contadora de história tem nessa bombeiro tem um poetisa popular Cantadora de Lapinha E por aí vai Então como é que foi esse trabalho Então primeiramente ele se deu com essas rodas de conversas com esses Mestres e mestros abordando as suas memórias suas histórias o seu saber fazer mas também os problemas sociais locais aquilo que eu falei o patrimônio ele não tá isolado na sua caixinha ele tá ele também existe e ele é importante na dimensão da vida das pessoas
então isso também é importante E a partir dessas rodas de conversa fizemos registros audiovisuais né E fiz uma concepção né dessa montagem dessa exposição de uma forma com uma curadoria colaborativa um coronadoria colaborativa assim não tinha apenas uma única pessoa que eu esse é o curador essa exposição não foi uma discussão da parte coletiva com diferentes pessoas e com a participação desses Mestres e Mestres Também na medida que a gente conversava com eles para a gente pensar como é que Seria qual seria a narrativa dessa exposição do museu E aí vem a gente é claro
aqui eu só trago algumas imagens do que tem dos painéis falando do Rio Grande dessa relação que as pessoas têm com Rio das manifestações culturais que tem lá como aí a caminhada que são José que representa isso é muito importante aqui para muitos locais do Nordeste que representa a plantação do Milho que se dá no meio de março e abril e a colheita se dá no Júnior durante Juninos durante as comemorações dos Santos juninos é então tem tem muito disso E aí você tem aí um pouco que eu traga aí para vocês um pouco da
sala né da das Exposições aquela parede que eu falei aqui nessa sala tem onde tem todas essas referências as comunidades ribeirinhos esse esse barco aí um elemento um objeto da exposição que foi feito para exposição que é bastante representativo peinha aqui que É o Educadora social local tudo da evote do museu tem até uma menina atendida uma criança atendida pela escola e hoje em dia ela é um Educadora uma grande potência no campo dos museus uma grande potência na escola e aqui a gente tem é que foi um dos médicos que trabalham com a gente
mostrando a exposição para sua netinha e para você vai para postar um pouco do resultado uma das salas também aqui ó que eles fizeram importante para eles era a tal da Cozinha Rural né que é com esse grande objeto um fogão de Barro lá nessa comunidade já tem também as cozinhas que nós temos aqui em casa mas uma grande referência para eles era essa essa cozinha Rural né então a gente fez esse simulacro dessa cozinha aqui o mestre Barqueiro com barco né em todo o barco tem uma frase a frase foi escolhida é o gramame
que é velho gramame quer viver em Águas Limpas o velho gramame é o rio então eles fizeram colocar uma grande Luta que eles têm né do meio ambiente da comunidade local que a escola tem que essa campanha para revitalização da Bacia do Rio gramame Então o velho gramame quer viver em Águas Limpas né então trouxe isso também como nesse elemento da memória né dessa dessa relação da memória do campo do patrimônio com as dimensões de vida com os problemas sociais locais então isso faz parte de uma campanha que eles têm de do meio ambiente é
revitalização da Da Bacia do Rio Grande essa é uma campanha um outdoor uma campanha da ocupação do Rio Grande que eles fazem o rio era o pai e mãe da gente o rio ele é tão importante que ele é personalizado ele é personificado ele é o pai e mãe da gente então isso Isso faz parte da campanha deles ele é um sujeito de direitos inclusive ele é um sujeito Vivo que está morrendo que está morrendo então é o grande é uma grande luta que eles têm também da campanha que é vodka Em cabeça com junto
com as comunidades que é a revitalização da Bacia do Rio Grande e o outro exemplo é também uma comunidade de Ribeirinha e aqui já em outro local aqui de João Pessoa é na comunidade do porto do Capim que fica no chamado Centro Histórico de João Pessoa João Pessoa de uma forma diferente das outras cidades litorâneas ela não nasceu do Mar pelo contrário ela nasceu do Rio Então já é uma cidade com quase 450 anos mas que ela surgiu a partir do Rio que era onde tinha um escoamento só em meados do século passado para vocês
terem ideia é que a cidade avançou para o litoral então João Pessoa tem essa característica e hoje o centro chamado Centro Histórico de João Pessoa né existe essa comunidade que mora lá como também tem esse problema bastante comum no centro histórico poucas pessoas vivem no centro históricos e essa comunidade Ainda é uma comunidade que persiste que vive lá mais ou menos mas também é uns 100 anos que vive essa comunidade e por um projeto entre aspas de revitalização do Centro Histórico essa comunidade está ameaçada de ser retirada do seu local onde vive já de forma
tradicional e esse projeto que nós fizemos foi justamente nesse sentido foi um projeto que para mim foi bastante importante para minha base para Compreender o que que é trabalhar com educação patrimonial de forma reflexiva crítica um projeto que a gente já fez há mais de 10 anos que eu trago ele para mim que foi para mim foi bastante importante para minha própria formação que a gente não nasce pronto eu fiz muito projeto de educação patrimonial estrutivista e esse projeto do porto do Capim para mim foi muito importante para pensar Opa trabalhar com patrimônio tem que
ser com uma outra perspectiva então O objetivo inicial era realizar um registro dessa comunidade dessa comunidade que estava para ser deslocada do seu local de que vivência e a gente queria fazer um registro do porto do Capim mas não era um registro do porto capim que qualquer forma mas era um registro do Capim poderes mesmo não terceiro ir lá fazendo Então essa foi essa finalidade inicial de produção de material sobre a cultura a história e a memória da comunidade com A participação ativa dos próprios moradores Então os registros iniciais foram feitos com as pessoas que
moravam aí forma mais antiga como tem aí o seu o seu o seu cosmo esse registro por meio de entrevistas informais gravadas e também por meio de fotografias E no meio do caminho a gente viu a necessidade de trabalhar com a molecada com jovens então Compra um discutindo com eles de que forma que a gente poderia trabalhar com jovens em uma coisa que a gente chegou a um consenso foi que seria fazer uma oficina de fotografia não oficina de fotografia para para formá-los como fotógrafo mas justamente para trabalhar o olhar a forma como eles vivem
né a sua vivência e a gente trouxe E aí foi esse trabalho que a gente fez com essa essa oficina de fotografias com a meninada eu sei que vocês estão vendo Foi um momento Uma das aulas né que é onde a meninada tava fotografando por tudo capinha a partir do Rio a gente já tinha fotografado eles a partir de dentro e que tava trabalhando esse aí é uma imagem do seu cosminho né um outro também já faleceu mas na época aí trabalhou com a gente foi bastante registrado eles trabalhando aquela história trabalhava o patrimônio a
partir das pessoas a partir da gente das pessoas que são importantes E a gente ficou com esse material bastante rico audiovisual e o que a gente fez né Opa o que que nós vamos fazer agora com esse com esse material aí novamente não que essa ação ela é anterior a do Vale do gramame a gente fez junto com essa com a meninada é montar uma exposição que a gente fez na nossa sede da casa do patrimônio da Paraíba falando do porto do Capim peguei essa essa aqui também mora exibeirinhas do porto capim aeroporto do Capim
a Partir do porto do Capim então a gente para vocês terem ideia né a gente tava com mais de mil imagens são assim dizer e para selecionar e na hora de selecionar é claro teve olhado os técnicos nossos também que estávamos atuando mas da própria meninada né Não só da menina das pessoas da comunidade para eles o que que era o que que era importante mostrar então uma coisa só para citar como exemplo numa das fotos foi uma foto de Uma galinha né uma foto de uma galinha no meio da rua gente então para a
gente comprar aqui uma coisa que era banal para eles é uma coisa importante eles estavam para ser sair do seu local de vivência eles moram o Rio é o quintal deles eles moram em casa já foram construindo suas casas onde criam os seus bichos criam suas coisas e o projeto de repetição de retirar essa comunidade eles iam moro em apartamentos em apartamento do Minha Casa Minha Vida Né com 40 metros quadrados então que ia mudar toda associabilidade dessa comunidade é que a gente já mora já morava já morava não eles ainda moram a luta ainda
continua a décadas Então esse aí é um momento da expulsão já montada esses desenhos que vocês fazem que vocês estão vendo aí no chão foi um momento que quando a gente fez o trabalho na escola da comunidade para as crianças que não sabiam ler a gente fez um trabalho de desenho com elas que aí a Gente fez trouxe para exposição de fazer essa interações as brincadeiras aí como aí vocês estão vendo a gente sempre fazia essa interação perguntava para os meninos que que é Patrimônio eles colocavam nos parquinhos só para vocês verem aí um pouco
desse resultado E essas últimas imagens aí é que a comunidade continua lá com a sua luta com sua luta por permanência no seu território na resistência dizendo Opa nós somos também patrimônio olhem para Cá nós não queremos o sair onde a gente tem a nossa a nosso território a nossa sociabilidade eles falam o nosso luta não é para moradia nós já temos moradia nossa luta é por território é por nossas facilidade E aí continua todo esse movimento ainda que resiste nesses projetos de revitalização de centro histórico né ou seja por meio das políticas de patrimônio
a gente pode estar perpetuando as injustiças sociais e essas comunidade resiste e sobretudo Que eu não é à toa que tem falta de mulheres aí sobretudo são as mulheres e aqui encabeçam essa luta elas são as protagonistas dessas lutas pelo direito a território pelo Direito digna no local onde elas vivem onde Elas têm a sua sociabilidade E aí por fim para a gente começar o nosso debate eu faço eu trago aí para vocês três provocações a partir desse referencial um pouco dessa teoria que eu trouxe a partir dessa experiências Práticas que eu trouxe mas aí
eu preciso eu queria colocar três reflexões que eu gosto de pensar que eu trago para minha reflexão enquanto na lida no campo do patrimônio na atuação do campo patrimônio no campo dos museus Então a primeira delas é a primeira coisa que eu acho que a gente precisa pensar que a educação patrimonial ela precisa avançar para além da valorização do discurso autorizado do patrimônio essa ideia do discurso autorizado do patrimônio entre Uma pesquisadora a laury Jane Smith que ela fala diferente patrimônio ele já tem já até tem esse discurso autorizado né esse poder de autorizado que
é Patrimônio que precisa ser preservado então a gente precisa atuar no campo patrimônio para além do discurso do patrimônio perceber que o patrimônio cultural ele é uma construção sócio histórica a partir da relação que a gente tem com as pessoas a partir da que as pessoas têm entre si né que o A Partir dessa ideia também de referências culturais que estão imensas nas comunidades nos diferentes grupos sociais e não atuar a educação patrimonial apenas com que é tombado apenas com que é já tutelado como patrimônio cultural pelo estado ou pelo poder público e aí essa
imagem é emblemática é uma imagem de um bicho não menos né não não poderia ser em outro local e na cidade de Ouro Preto e que numa das paredes a pessoa escreveu a Cidade é da humanidade mas não da comunidade Ouro Preto não é Patrimônio nosso problema assim dizer nosso primeiro patrimônio cultural Patrimônio da Humanidade né mas que também tem aí faz essa reflexão é um patrimônio é uma cidade da humanidade Mas não é da comunidade então assim até que ponto a gente também o considerado determinado bem patrimônio está implicando na vida das pessoas então
pensar patrimônio é pensar sobre Tudo nas pessoas Então é preciso fazer essa reflexão eu não quero dizer com isso que a gente tem que destruir tem que destruir Ouro Preto não é isso que eu tô que eu estou advogando mas que precisa fazer uma reflexão sobre o campo do patrimônio não apenas como contemplativo eu cheguei em Ouro Preto para mim fiquei Maravilhado mas mas não é só isso a gente também precisa fazer uma reflexão do campo do patrimônio até que ponto discurso autorizado do Patrimônio está Inclusive perpetuando a injustiças sociais nas suas diferentes Faces o
caso do porto capim é um deles por meio discurso autorizado do patrimônio da revitalização do Centro Histórico o que se quis fazer com realmente uma limpeza social uma limpeza das pessoas que vivem lá uma grande reclamação é que os centros histórico não tem pessoas morando e com esse projeto de revitalização de esboço do Capim querem retirar as poucas pessoas Que ainda resistem e que ainda vivem no Centro Histórico de João Pessoa então a gente precisa ir além da educação patrimonial para simplesmente o discurso autorizado do patrimônio a outra provocação a educação patrimonial precisa incluir a
patrimonialização da diferença se eu trouxe ela de John Smith Antes aqui eu trago a professora Regina Abreu antropóloga Regina Abreu que ela fala que é um grande desafio é justamente a Patrimonialização da diferença né então não apenas patrimonializar um determinadas referências culturais de um determinado grupo social eu trazendo novamente esse monte de fone que ela fala que nossas bens tombados Ele é branco católico militar e economicamente politicamente economicamente hegemônico é que precisa patrimonializar a diferença e aí algumas imagens que eu trago uma aguenta Elsa bofe Tijuca inclusive Isso é uma imagem Que eu trago de
um projeto participativos que é feito aí no minhocão em São Paulo condenado pela professora Simone e aí é trazendo referências do grupo LGBT que aí que que vivem né que que tem o meu cão também como seu território aí gramâmica também que eu já falei para vocês aí precisa patrimonializar a diferença e uma coisa que eu tenho defendido muito que em relação com essa provocação e com essa próxima que eu vou colocar é que a gente Precisa de fato assumir Como projeto ético político enfraquecer o patrimônio a gente precisa perfelizar o patrimônio ao ideal patrimônio
trazer essa patrionização da diferença com essa perspectiva de que ele não seja representativo apenas dos grupos políticos e economicamente hegemônicos então a educação patrimonial precisa assumir isso como o projeto ético político a valorização das memórias e identidades desses grupos Sociais que historicamente foram marginalizados nas políticas de preservação do patrimônio do patrimônio finalizados no campo dos museus eu trazendo também essa questão para o campo dos museus né então a gente precisa educação patrimonial precisa assumir isso como um projeto ético político e não é à toa que essa fotografia que eu coloco aí é do fotógrafo foi
editar canal chacrinhapaba você vê que eu sou tão Colonizado que eu não consigo falar o nome dele ele é indígena quem inicialmente entregaria acabou integrando na verdade a exposição coletiva histórias brasileiras no mas tem né que a gente sabe toda a celeuma que deu então inicialmente essas essas e outras outras fotografias que representavam as lutas indígenas para apresentar uma luta pela terra do MST ficariam de fora dessa exposição e por conta de uma grande pressão e de uma Grande de outras questões acabaram integrando também essa a exposição história brasileiras pelo MASP né que inicialmente elas
foram elas foram Barradas Então mas aí com essas reflexões finais com essas imagens são essas três provocações que eu gostaria de tomar e assumindo isso né que a gente deve assumir como essa Perspectiva da Educação patrimonial reflexiva crítica de Colonial a gente pode falar também nesse sentido assumir isso como um Projeto ético político para que também seja representativa desses grupos sociais que historicamente foram mais finalizadas nas políticas de patrimônio né no campo do patrimônio e também historicamente marginalizados nas políticas do Campo dos museus Então é isso gente desculpe se eu falei demais se eu falei
rápido mas eu quis trazer Nesse pouco tempo algumas ideias para provocar o debate Maurício eu vou retirar aqui já a tela para a gente Poder voltar a nossa conversa legal Átila é muito obrigado pela reflexão e pelo sobrevoo sobre o campo da educação patrimonial aqui com a cabeça borbulhando fervilhando de ideias perguntas e no nosso chat também as pessoas deixando vários comentários agradecendo vários colegas aqui acompanhando a gente e um público bem variado estudantes professores pesquisadores alunos profissionais de museus obrigado gente Pela pela presença por estarmos aqui prestigiando o trabalho do do Átila e já
temos algumas perguntas átilas é que eu vou colocar daqui a pouco para a gente continuar com esse bate-papo mas antes só fazer alguns comentários que a sua fala trouxe E no caso para nós né eu como arqueólogo a educação patrimonial ela sempre teve uma entrada muito muito grande assim na nossa área devido às políticas públicas a própria legislação E foi interessante acompanhar essa transformação que a educação patrimonial foi tendo dessa perspectiva como você traz de uma perspectiva informativa para uma perspectiva mais geológica mas no caso do nosso campo na arqueologia a educação patrimonial ela demorou
e ainda até hoje ela não tem esse lugar de Prestígio que geralmente está associada a esses fechamentos de ciclos da pesquisa então você tem aí Esse trabalho mais nobre digamos da pesquisa arqueológica de verdade entre aspas né que você revelar o sítio que é vocês lá levantar as informações e depois fazer esse trabalho de divulgação né para para comunidade mas hoje isso tem mudado assim hoje já tem uma compreensão melhor mas ainda é um campo de disputa da própria educação patrimonial dentro da ciências e das universidades que vê que não haver como um processo transversal
né E hoje no Campo da arqueologia a gente tem um debate muito grande de muitas outras arqueologias que vem surgindo a arqueologias comunitárias participativas indígenas quilombolas e o que eu tenho percebido nessas outras arqueologias mais contemporâneas esse eixo Educacional ele é esse eixo transversal que vai fazer com que a prática científica ela ela se transforma e a educação patrimonial ela vem tentando fazer isso desde sempre Isso é um processo contínuo com vários agentes que envolve diferentes perspectivas mas o quanto por conta da própria Constituição da arqueologia ela sempre foi colocada nesse nesse lugar É menor
né mas ela tem um potencial gigantesco né quando de fato ela é um eixo transversal E aí só para fazer mais um comentário para não deixar de falar você trouxe esses trabalhos em João Pessoa né eu tenho um carinho muito grande pela Paraíba por João Pessoa Conheço aí é bastante acaba indo todo ano né tenho familiares sogra cunhados em João Pessoa então é uma região que eu frequento bastante né e eu conheço ali o porto do Capim e é uma e é um espaço incrível né de resistência e começa esse processo da especulação de fato
vai tirando as pessoas e vai transformando esse lugar do ponto de vista turístico assim né Então como que a gente consegue conciliar né comunidade e turismo de uma forma que consiga trazer benefícios para Todo mundo não é e o centro de João Pessoa agora vem passando por esse tem vários coletivos chegando os artistas tava até comentando né com Fabiana falei quando chega os artistas logo logo passam tempo a especulação imobiliária chega também né porque é isso os artistas estão ali meio nessa área fronteiriça criando tentando fazer coisas diferentes mas o capital ele é muito astuto
E aí ele já vê aquilo como uma possibilidade de mercado e na Sequência vem esse processo de gentificação né enfim mas só alguns comentários não poderia deixar de falar aí de João Pessoa e da Paraíba que é um lugar que eu tenho um carinho muito grande assim né pela cidade pelas pessoas daí enfim e aí Átila já para pegar uma primeira pergunta deixou só achar aqui no chat se você quiser fazer algum comentário pronto eu posso fazer assim enquanto você procura aí Maurício especial Bem bacana é sobre primeiramente essa questão da arqueologia que realmente isso
você coloca vai trazendo e o que você fala eu enquanto estiver atuando no IFAM eu estava como técnico do IFAM a gente vê muito isso do que você tava falando que é um é um campo bastante recorrente no campo de tecnologia que são as arqueologia de contrato É nos licenciamentos ambientais Como assim dizer e isso sempre foi foi uma luta Para a gente que os projetos para quem para quem não sabe para quem não é na área Jesus licenciamentos ambientais uma parte um dos requisitos para que um determinado empreendimento um determinada obra ela após ter
a sua licença para iniciar para operar e tudo são os licenciamentos ambientais e uma parte do licenciamento ambiental é o que a gente poderia chamar dos licenciamentos culturais e um grande potencial licenciamento só o canto da Arqueologia né que vai fazer todo um trabalho Arqueológico e dentro desse licenciamento cultural tem a questão da educação patrimonial que também é necessária e uma luta muito grande para a gente contra o técnico do IFAM é que esses projetos de educação patrimonial que acabavam sendo apresentados sobretudo no Cantar arqueologia é que eram projetos meramente isso ativistas fazia justamente ou
um uma mera exposição falada Ao final do trabalho e queria considerar aquilo como educação patrimonial simplesmente né Essa divulgação final como como você colocou Maurício e o que a gente defende Justamente que a educação patrimonial ela é transversal como você Como você colocou e ela é um processo e isso infelizmente não é um problema só da arqueologia a gente pensa nos processos de preservação do patrimônio esse processo de tombamento de registro Muitas vezes a educação patrimonial vem como apêndice lá vem apenas no final no processo de patrimonialização e o que a gente defende é justamente
contrário a educação patrimônio é um processo ela faz parte do processo de patrimonialização ela deve ser vista do início ao fim se a gente for trazer o debate para educação Museu Eu já vi muito nos debates que a gente participa de educação musical não me lembro mais quem falou isso mas que eu trago isso Como como uma metáfora como um exemplo é a mesma coisa a gente pensa do muita gente trata o educador museu com uma extensão da etiqueta da exposição contou também a gente defende que o a educação musical ela deve fazer parte de
todo o processo de musicalização e quando eu falo o que que é o processo de museração é desde lá do início da pesquisa sobre o bem né do processo de conservação de restauração dele da pesquisa para se fazer uma exposição Isso tudo tem que ser pensado como um processo educativo e não apenas Opa a exposição tá lá pronta chama os educadores de que vira né fazer uma visita guiada essa palavra que é terrível então quando a gente pensa na educação patrimonial também nesse sentido a educação patrimonial ela deve fazer parte de todo o processo de
patrimonialização inclusive quando a gente tá falando do campo da arqueologia deve fazer parte de todo o processo ela Transversal e ela é processual e não apenas ela não é Redentora ela não apenas faz parte do final do processo né pelo contrário e o ponto do Capim eu quis trazer esse exemplo porque ele é importante para mim para minha formação para eu conceber com muito carinho patrimonial E também porque é um exemplo que a gente em todo canto eu falo do outro capim Mas eu posso trazer o exemplo do caso estelitas que está em Recife aqui
do lado né eu posso trazer Um exemplo terrível e maravilhoso ao mesmo tempo do museu das emoções na Vila autódromo do Rio de Janeiro né de uma comunidade que foi realocada por conta do Porto Maravilha por conta do dos trabalhos na para revitalização dos espaços para conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas e que toda uma grande parte da comunidade foi removida E lá se montou um museu de território vamos assim dizer com descontos dessa dessa remoção para Fazer um trabalho de memória para trazer aqui a gente é removido Mas a nossa memória não
é removida então tem todo um trabalho tem deve ter alguém aí do Piauí eu não me lembro mais o nome da comunidade Mas é uma comunidade perto do aeroporto lá em Teresina se fala de Brasília também a minha cidade então das comunidades que foi recentemente do CDB por aí vai numa aula totalmente uma área totalmente privilegiada de Brasília tem até estrutural se a gente For falar desses problemas então é tudo isso então tem todo canto então trabalhar essas questões né Essas pessoas de território de vivência trabalhar sobretudo a vida das pessoas é trabalhar patrimônio a
partir das pessoas legal Átila antes de puxar uma pergunta para a gente poder te ouvir um pouquinho mais algumas pessoas perguntaram se como faz para receber a Declaração então novamente é só ir na descrição do vídeo e preencher ali o link e outras também perguntaram acho ela se você poderia disponibilizar a sua apresentação né então depois se você puder falar um pouco sobre isso né talvez você deixa seu e-mail no chat também as pessoas entre em contato com você é que às vezes nas nossas apresentações têm fotos né que a gente não pode divulgar então
muitas vezes quando as Pessoas me pedem Eu tenho um pouco esse cuidado né não é que a gente não quer divulgar é que tem fotos Ali de outras autorias que às vezes a pessoa sai para a gente né mas não para compartilhar então tem essas questões em volta e deixa eu puxar aqui a pergunta do Gabriel ele comenta professor é possível dissociar mas totalmente as caracteres informativas e dialógica Como falar de patrimônio numa perspectiva pós-nacional visto que eles foram copitados para justificação do Estado Nacional Gabriel na pergunta fácil não essa essa faz duas perguntas aí
né não sei exatamente é eu vou conseguir responder até para estou entendendo exatamente algumas categorias que você usa aí nessa tua pergunta mas plenamente essa primeira Parte dessa tua pergunta ela é muito boa porque realmente é essas linhas entre o caráter informativo e ideológico muitas vezes não são tão visíveis é uma sem dizer né até que ponto eu tô fazendo uma educação realmente que é meramente informativo e que é meramente dizer para o dialógico Né o que eu queria dizer para você Gabriel que a parte informativa ela é importante ela é necessária o conhecer para
preservar é Importante mas ele possui só não é suficiente é preciso avançar avançar nesse sentido de fazer as duas coisas e além do informativo a educação patrimonial não é apenas o apêndice aí eu trago para educação musical apenas da etiqueta é muito mais do que isso né não é apenas fazer um folheto não é apenas fazer uma cartilha né mas é o que que se faz com isso E aí eu trago um exemplo aqui um exemplo que eu acho bem bacana que daqui Da minha experiência também em João Pessoa a sede do fã ela está
passando por uma por uma por uma restauração né para poder ser feita quando quando a sede ela começaram as obras mas fizeram os tapumes né a exigência da Superintendência e tudo mais sérios e nos tapumes colocar vinha fizeram cartazes né para aproveitar fazer cartazes para quê contando a história daquele prédio a história da praça onde ela está localizada é Praça Rio Branco para quem conhece a região pessoa Maurício conhece certamente deve conhecer a praça do sabadinho bom aí viu falando sobre essa história sobre o local isso é positivo é positivo mas é meramente informativo o
importante é o que se fazer com aquilo né o que se fazer com aqueles tapumes que estão lá meramente informativo Será que só aquilo ali vai educar mas aí em um determinado momento aquele estapumes Eles foram Pichados e escreveram assim patrimônio do poder em cima daqui em cima daquelas descrições que estavam lá que para mim aquilo ali foi o máximo alguém fez uma intervenção e fez uma reflexão sobre aquilo de que patrimônio estava falando né de que o que que representa aquele patrimônio Então tava falando justamente daquele patrimônio do Poder patrimônio tava fazendo uma reflexão
crítica sobre sobre sobre aqueles tapumes Então é isso Gabriel eu acho que a gente precisa ir além é o não ficar não meramente informativo mas nas ações que a gente faz que são meramente informativos O que que a gente faz com elas né qual é qual é a reflexão que a gente vai fazer a partir de todo esse material meramente informativo e que ela acha não sei Gabriel do que você tá querendo falar sobre uma perspectiva Nacional Estado Nacional que se eu tô lendo bem a tua pergunta é que o Como assim dizer a preservação
do nosso patrimônio O que que a gente consegue como patrimônio O que é que surgiu com a nossa concepção de patrimônio inclusive também da nossa criação dos nossos museus eles realmente está muito atrelado a formação dos estados nação a gente sabe disso né a Gênese da nossa apresentação do patrimônio tá nesse sentido quando o ifan foi criado como isso na década de 1937 era justamente nisso a gente tinha uma nova nação que Precisava ser se apresentar como como a nova nação como construir a sua identidade nacional e muito nessa perspectiva de formação de estado nação
e que a gente aprendeu muito com a Europa os museus surgiram também muitos museus nacionais surgiu nesse sentido com a afirmação de estados nação Então a nossa forma de criar de de conceber O que é Patrimônio ela é muito eurocentrada sobretudo da francesa né E que vai e que vai nascer de uma certa forma com essa com essa questão com essa pegada que você coloca pós-nacional e tudo mais para justificar um Estado Nacional e sobretudo um Estado Nacional coeso homogêneo tornasse com essa com essa perspectiva e que a gente sabe que não que o Estado
Nacional Não é isso não é coeso não é homogêneo pelo contrário é a gente tem uma diversidade muito grande é A gente tem uma dificuldade muito grande de grupos sociais de povos e que o Estado Nacional ele não é nada coeso não é nada homogêneo então trabalhar com patrimônio e hoje em dia de uma forma flexiva crítica é trabalhar perspectiva tá aí eu trago novamente a patrimônio realização das Diferenças em que Regina abriu coloca e que é claro pegando a expressão de Cecília Londres também patrimônio como processo Patrimônio é um processo o que se concebe
patrimônio inclusive nas legislação hoje inclusive como na construção federal de 88 e já é um patrimônio a partir de uma outra perspectiva concebendo a cultura de uma forma antropológica de produzida cultura de uma forma Ampla com o patrimônio de uma forma Ampla onde é importante a representatividade dos diferentes grupos sociais formadores da nossa da nossa identidade formadores da nossa nação Então uma forma de desapegar isso é trabalhar com patrimônio de forma reflexiva crítica A partir perspectivas que a gente pode falar de perspectivas decoloniais também nesse sentido para quem quer se aprofundar um pouco sobre o
assunto eu tô rodeando um pouco tá parecendo que a tua rodeando não é terras a tua pergunta tá tá me fazendo várias reflexões também é a parte é chuva acho que é mais chuva professora marcha chuva é um grande elemento que Poderia ajudar você e ajudar outras pessoas que querem se aprofundar nessa questão né que trabalhar com patrimônio nessa perspectiva pós-nacional de Estado Nacional de uma forma de colonizar economizar o campo o campo do patrimônio legal Átila Obrigado realmente a nossa prática passamos por todos esses momentos tem momento que a nossa prática ela precisa da
informação em outras a dialogia ela tá ali junta essa parte mais crítica eu em relação a Minha pesquisa também com comunidades eu me vejo muito nesse lugar assim a gente carrega muito essas camadas né a gente não faz um trabalho crítico todo momento porque tem momento que as comunidades querem algo muito concreto ela quer esse dado concreto bom quem é você né De onde você vem que informação você tem é para que também as próprias comunidades possam ter o direito de nos ler né possa ter o direito de saber quem nós quem nós somos E
aí já puxando aqui Átila uma Pergunta do Luiz eferino que é nosso bolsista que ele é Educativa exce fala e tem uma questão muito se fala sobre o descaso político para com patrimônio refletindo já em casos como incêndios em museus a esforços de educação patrimonial aos governantes né Seria ótimo né um programa nacional Luiz essa tua pergunta prorrogação é bem bacana eu não sei se há esforços mas há realmente uma necessidade e Luiz essa tua essa tua fala me trouxe me lembrou Logo também que eu acho que ela dialoga bastante que aí eu vou me
alimentar muito de Simone chiffoni também tem um texto dela que é maravilhoso e que ela vai tocar nesse ponto que você coloca eu não vou me lembrar que exatamente o título do texto que esse monte de fone produz bastante coisa eu não sei se inclusive se tá nesse educação patrimonial com uma ideia fora do lugar Talvez seja nesse que eu já li muita Coisa dela mas que ela justamente ela coloca essa questão né Eu acho que é dentro do conhecer para preservar mesmo que ela coloca que ela coloca essa questão que ela vem falando quem
disse que a comunidade não sabe o que que é Patrimônio né Será que eu trouxe aqui Ouro Preto né Mas será que quem mora no centro histórico não sabe o que que é patrimônio cultural não sabe o que que é patrimonializar né e várias questões porque que os bens São preservados ou Não mas ela coloca uma questão que vai dialogar bastante com a sua Mas quem educa As instituições quem que educa As instituições e que sentido que ela faz isso ela faz reflexão que muitas instituições fazem ações que Justamente que vão de Encontro à preservação
dos patrimônios culturais inclusive instituições que são voltadas para o patrimônio cultural não é a coisa que não é à toa que eu trouxe o exemplo do porto do Capim por meio de um projeto De revitalização Eu sempre faço isso porque é com bastante aspas disso Centro Histórico é na verdade Tá se fazendo um projeto de gentrificação como Maurício colocou de limpeza social que era um projeto chamado de revitalização de centro histórico mas que na verdade se queria colocar um verdadeiro Chapadão onde a comunidade mora onde tem o mangue e tudo mais para fazer uma arena
de eventos para receber eventos para turistas e Aquelas pessoas que vivem lá né as pessoas que vivem no centro histórico então assim eu diria assim não sei se é um esforço mas há uma necessidade muito grande edificação patrimonial aos governantes e as instituições muito grande se a gente falar de governantes Vamos pensar não só para poder executivo do Poder Legislativo o tanto que tem que projetos esdrúxulos declarando patrimônios culturais Federal para níveis estaduais e municipais sem qualquer discussão Não é questão declarações de patrimônio cultural sobretudo de registro né de bem material eles gostam bastante mas
apenas tá agradar um determinado Curral político né determinados grupos que de apoio político para eles né qual eleitoral melhor dizendo né de grupos de apoios eleitorais Então realmente é uma necessidade que se pensar muito sobre isso e é uma batalha mesmo é uma é uma Batalha que precisa se avançar sobre os governantes e em tempos assim dizer de políticas né pelo menos como agenda de política pública pelo menos está na boca né tá na boca do povo tá na boca dos governantes que a educação é muito importante que a educação patrimonial é muito importante mas
de que educação patrimonial eles falam isso também importante e que realmente ações e programas e projetos Seriam seriam efetivados mas eu sei que eu não te respondi Luís Mas gostei demais da sua provocação e da Necessidade e que eu acho que ele dialoga bastante com essa provocação que que sim legal Átila vamos puxar uma próxima do Júlio Átila esse trabalho realizado no porto do Capim vai ao encontro do conceito de patrimônio territorial Everaldo Batista da Costa Júlio eu não sei se foi exatamente a isso eu não conheço o Everaldo Batista da Costa mas mas com
certeza tem essa questão de conceber o patrimônio como ele inserido no território das pessoas das pessoas onde as pessoas dizem aí eu trago trago todo a questão de território de quando se fala de cidades educativas trazendo também questão de território na concepção de Milton Santos Então por aí vai então o Everaldo Batista das costas eu não Conheço mas nessa concepção realmente de patrimônio como ele está inserido na vivência das pessoas no modo de vida das pessoas e no seu território no local onde eles vivem não é à toa irmão daquelas lideranças do povo do Capim
né Rossana mulher negra preta jovem que ela fala a nossa luta não é por moradia nós temos a nossa casa nossa luta é pelo território né É pelo nosso direito de viver que vivemos aqui tradicionalmente onde Temos a nossa sociabilidade Então a nossa a nossa a nossa luta é porrritório e pelo nosso modo de vida de uma moda de modo de vida digna né então é isso essa que é a luta deles então É nesse sentido voltei legal já puxando uma outra pergunta Átila da Gláucia Nossa colega aqui do Instituto Butantã você chamaria estas experiências
que você mostrou na sua palestra de é com museus Gláucia essa pergunta tu é boa né é o Gramame Com certeza é então assim dizer ele sem nessa perspectiva de museus comunitários e tudo mais mas eu chamaria essa experiência também sobretudo do que a gente consegue no campo da museologia como processos museológicos pensando o campo dos museus como processo qual que eu quero dizer com isso que Museu ele não é uma coisa pronta né ele não é uma coisa dada ele é um processo ele nasce ele se desenvolve ele se significa se ressignifica se Transforma
e pode até morrer Como assim dizer pode até Deixar de existir então eu diria que isso também eles são processos museológicos né são processos onde se tem essa preocupação com a preservação da memória então Museu comunitário vive o olho do tempo é um é como Museu né tem essa nomenclatura se chama Museu comunitário né então tem ele é também um é como Museu na Perspectiva do que se tem na literatura do Campo dos Morcegos eu falei dos museus das emoções e tudo mais e aí não dá para entrar em detalhe aqui toda essa questão teórica
do que que é como você a gente precisaria fazer toda uma discussão que tem sobre isso que trazendo trazendo desde os seus primórdios com [Música] [Música] museus territórios museus de Vizinhança nos seus comunitários E por aí vai então tem toda uma discussão nesse sentido a Diferença entre um e outro muita também não são tão demarcadas Mas na minha concepção sim Gláucia que eu considero um Eco Museu né É como eu eu uso muito a expressão mas é como outros muito mais a expressão Museu comunitário abrangendo tanto todas essas experiências né inclusive que é como Zeus
então eu diria que sim legal Átila e aproveitando fazendo a propaganda de um trabalho de uma colega Que ajuda a entender essa diversidade de tipologias de museus comunitários é da Susi Santos ela fez uma estrada maravilhosa Bem lembrado Maurício ela fez um grande mapeamento do país inteiro de Museu indígena comunitário de território de terreiro e ela mostra essa complexidade dessas categorias e também alguns elementos em comum é um trabalho esse mapeamento incrível que ela fez esse trabalho dela de fôlego que realmente vale aquele lembrar fazendo Isso que a gente sabe que não é exaustivo não
teria como né mas ela ela fez um trabalho bem bacana E até me inspirando eu escrevi um artigo aqui Gláucia aí falando da Paraíba as experiências de museologia Comunitária daqui né menos de das mais em evidência que se tem algum algum estudo minimamente que aí eu trago o gramame como um deles trago o Memorial das ligas e lutas camponeses com quem eu tenho atuado trabalhado bastante de Forma mais presente agora e várias outras experiências desses econos erros Museu do territórios de museologia Comunitária que dá uma live né um encontro só sobre isso né Maurício podemos
aí pensar uma próxima temática A Susi ela já esteve aqui conosco mas falando outros temas mas ela poderia vir falar dos museus também junto com a gente enfim né é uma é uma discussão incrível Átila Rebeca é que também aqui a nossa Bolsista deletativa Ela comenta é excelente quando a comunidade se manifesta a favor do seu patrimônio mas como trabalhar a educação de um patrimônio que passa por um processo de pagamento pela própria comunidade ao redor Rebeca tua pergunta muito boa espinhosa também é muito boa extremamente eu diria falei não tem aquilo eu volto a
falar não tenho realmente uma receita de bolo isso não tem mas eu retomo novamente Aquelas aquelas diretrizes para educação patrimonial que eu coloquei eu acho que é bom que é bom colocar mas primeiramente assim sendo bem bem tentando ser mais direto na tua resposta a primeira coisa é teria que se conhecer esse território conhecer essa comunidade é o que tá realmente por trás e a gente indo para uma com a cabeça de que não basta a gente dizer o que que é Patrimônio que deve ser preservado de cima para baixo É que é então a
gente precisa entender entender Por que que tá sendo apagado e o que que está por trás desse pagamento né a comunidade quer você tem a comunidade quer pagar será e também até questionar será que é realmente a comunidade quer apagar e muito outra coisa que também acontece bastante às vezes esses apagamentos esses esquecimentos são deliberados eles são deliberados eles são intencionais E aí como eu falo para a gente precisa conhecer a o local realmente que a gente precisa que a gente você tá falando eu dado por exemplo a partir da minha experiência agora que eu
tô tendo recente com o Memorial das ligas e lutas camponesas as vidas camponesas para quem não conhece foi um movimento social condenados do século passado tudo mais importante de luta pela terra que começou aqui no Nordeste bastante forte Em que em Pernambuco no interior do Pernambuco e se espalhou por várias cidades sobretudo no Nordeste mas não ficou centrado aqui no Nordeste e rondas maiores ricas camponesas que a gente tem foi aqui na cidade de Sapé uma cidade do interior daqui da Paraíba 70 km aqui de João Pessoa e que foi um movimento extremamente reprimido houve
uma repressão muito forte uma violência sobre esse movimento Muito forte gente o Brasil até meados do século 20 eram um Brasil extremamente Rural a gente sabe isso quem sabe um pouco da história Era eram Rural a gente só deixou a gente passou realmente efetivamente urbana A partir da década de 70 né de 1970 então era um Brasil Rural e que a gente saiu de todo esse processo a gente precisa compreender nosso processo escravo prata né Sempre precisava de mão de obra barata então quando os operários das cidades já Começava a ter os seus direitos o
povos do campo não não tinham direito nenhum e trabalhava realmente era uma situação realmente análogo com a escravidão era trabalhar e ficava e Poxa esses montes de camponeses tiveram a petulância de seus direitos ele se revoltaram então eles criaram os movimentos e que foram conhecidos como as ligas camponesas e foram um movimento extremamente passaram por grande violências repressão Pelo poder público pelas milícias pelos grandes latifundiários e que tem Reparações até hoje né o movimento sem terra Como assim dizer são filhos é um movimento filho das ligas camponeses que a gente tem hoje só para compreender
um pouco do que que eu tô falando e sobretudo esse movimento ele foi reprimido entre forma bastante violenta e de formação de tensa com a nossa ditadura militar com a ditadura civil militar a partir do golpe de 1964 então Que esse movimento foi amplamente reprimido Inclusive a memória desse movimento quando esses grupos as pessoas eram ela perseguidas não eram só as pessoas em si mas a própria memória em si se a gente fala do João Pedro Teixeira que é o grande o grande Marte um dos grandes desse movimento que é que desapega que foi assassinado
antes antes da ditadura e foi assassinado em 62 mas que Elizabeth Teixeira a sua esposa que tá vivo até hoje com 98 anos mas que permaneceu Na luta né mas que teve toda uma vida destroçada entrava na casa como entra na casa dela como entrar na casa dos outros não só para aprender não só para para violentar mais queimada tudo que se tinha Elizabeth ela que não tem não tem mais fotografia não tem as cartas de amor que ela tinha com marido João Pedro Teixeira não tinha não tem nada porque era tudo Destruído era tudo
queimado era todo destroçado não Memorial das ligas e lutas camponesas quem é mais de 20 mil associado você imagina isso que vai mais de 20 mil Associados hoje só tem uma carteirinha de associado uma que tem no memorial ou porque a repressão acabou com tudo ou porque as próprias pessoas fizeram questão de se desfazer porque tinham medo que eram perseguidas as pessoas não guardavam quer dizer que era Da liga era era ia ser assassinado ia ser torturado e como muito como muitos foram então houve também esse esquecimento deliberado então até a década durante a dura
militar até a década de 90 as pessoas não Falavam sobre isso tinha um medo sobre isso até hoje elas têm então foi muito de uma certa forma foi muito e era traumático também uma memória bastante traumática de repressão de violência de dor e muitas pessoas até hoje tem medo de Falar tem receio de falar então para se montar esse Memorial por exemplo ele é um memorial não muito baseado no objeto na materialidade é muito nas histórias na oralidade né No que se tem e que de uma certa forma felizmente um período bastante um movimento social
também bastante estudado Então é isso é isso aí tem esse também esses apartamentos então Rebeca precisa realmente conhecer bastante o a comunidade o que a gente tem de que Forma que esse pagamento tá tendo e sobretudo a gente ir não com a nossa petulância aí eu falei petância então a gente precisa realmente trabalhar isso que é que é importante a partir das referências culturais e é claro trabalhar outras outras coisas a partir do que eles têm como como importante trabalhar outras coisas que nós encontramos também consideramos importante que outras pessoas também consideram importante e que
vai ter Bastante conflito aquilo que eu falei trabalhar bastante trabalhar também no campo dos conflitos as perguntas estão boas que eu tô devagando né Às vezes eu quero ser mais objetivo no samba não sou mais é que faz perguntas estão boas Maurício tá ótimo acho que a ideia é essa mesmo a gente poder te ouvir mais e ouvir a sua experiência os seus estudos de caso as comunidades que você trabalha que vai nos trazendo Muitas ideias e muitas questões e essa pergunta da Rebeca essa provocação realmente ela é complexa né porque como você muito bem
coloca o campo do patrimônio ele é um campo do conflito o descendência E aí também por parte de nós que estamos seja na academia nas instituições trabalhando com patrimônio também temos que ter o desafio de tentar trabalhar com digamos outras comunidades né Tem um eu te ouvindo falar eu lembrei de um arqueólogo que foi mal e ele tem Um texto bem provocativo nesse sentido que ele ele comenta que nós né na arqueologia gostamos de trabalhar somente com certas comunidades né E claro a gente a gente quer trabalhar com aquelas comunidades que a gente se alinha
do ponto de vista da luta do ponto de vista da visão de mundo né e ele traz essa provocação fala bom a gente também é tá produzindo uma arqueologia que aí no caso ele tá refletindo sobre arqueologia Colaborativa né que a gente poderia pensar em outras áreas ele pontua que estamos produzindo uma arqueologia colaborativa e enviesada porque trabalhamos com determinados tipos de comunidade não outros né E aí ele traz esse conceito de um reacionalismo Popular né dentro da área né algumas provocações eu não concordo tudo com que ele fala mas eu acho que ele ajuda
a gente a desestabilizar né bom Como trabalhar com eventualmente com Outros grupos que Talvez tenham visões eh um pouco diferentes ou complicadas ou como e esse movimento agora que a gente vive né acho que a gente saiu desse período terrível aí estamos no momento um pouco melhor mas fica ficou um pouco recado né como a gente dialoga com esses movimentos mais relacionados né como que a gente tem estômago né para conseguir também e fazendo esse trabalho por esses outros esses outros grupos né Eu também Não sei assim mas essa pergunta ela me fez lembrar dessas
reflexões e eu sei que o meu trabalho é esse é super enfezado Eu gosto de trabalhar com aquelas comunidades que em certa medida a partir da Visões de mundo que a gente acredita né o mundo democrático o mundo mais aberto plural que respeita a diferença popular eu não conheço esse autor que você tá falando mas é realmente essa pergunta da Rebeca nos provoca isso né são vários Caminhos isso que você tá colocando é importante nesse sentido mas aí eu retomo uma daquelas diretrizes e pensando que trabalhar com patrimônio é trabalhar também na Perspectiva da justiça
social acho que isso é fundamental trabalhar no campo dos museus todos os museus deveria ser necessariamente um museu de direitos humanos Museu que não é de direitos humanos para mim não é não tá fazendo cumprindo a sua função social acho que Isso isso é importante mas a pesquisa dela a pesquisa a pergunta dela também também não faz a reflexão de quando você traz isso e diferentes percepções também é divisões e percepções de patrimônio se a gente tá falando de outros grupos gente aquilo que eu tinha falado um pouco eu acho que foi na resposta do
Bruno o nosso saber fazer de nos realizar nós saber fazer de patrimonializar economizante colonizado a gente aprendeu Com a França a gente prendeu com a Europa e outras percepções de patrimônio se é que se tem de outros grupos sociais isso também a gente precisa pensar né então a gente precisa pensar como é que esses grupos lidam com memória tem grupos sociais que que quando a pessoa com a pessoa morre destrói tudo que a pessoa morre tudo que ela tinha em Vida justamente porque não querem ter nenhuma coisa materializando a memória dela a pessoa Precisa ficar
livre desse mundo então são outras percepções de mundo a gente precisa ver isso Eu me lembrando daqui do da do Sagrado né do da coleção Nossa sagrado que saiu do Museu da Polícia Civil é considerado como magia negra né era uma coleção de de crime né que a vagina foi confiscado pela Polícia Civil e que recentemente foi para o Museu da República íssimo de envolvendo envolvendo as mães de Santa para com aquele na preservação Daquela daquela memória daqueles objetos sagrados e tudo mais já ouvi de um outro professor que também é paixão de tudo fala
assim aquele material não deveria estar no museu aquele material que quando eu vejo aqueles objetos eu não vejo objetos eu vejo pessoas eu vejo as pessoas que que estão lá encarnadas é aqueles objetos eles precisam ser utilizados nos nossos rituais e tudo é assim que a gente vai preservar a memória deles entendeu então Tem todo uma concepção nesse sentido então a gente precisa também verificar isso quando a gente tá trabalhando diferentes grupos sociais e também assumir isso que você falou Maurício nós vamos viver exatos mesmo isso é importante é importante dizer meu olhar envernizado nesse
sentido eu trabalho com esses grupos sociais por isso por isso eu penso isso por isso mas eu também eu sempre fico me procurando me procurando eu acho que Paulo Freire Que traz isso desaprender para aprender novamente e a gente precisa muito isso né de se aprender para aprender novamente no campo do patrimônio como a gente tem essa nossa herança colonizante no campo do patrimônio essa nossa herança colonizante colonizadora do Campo dos museus a gente precisa o tempo todo fazendo uma reflexão sobre o nossa própria área de atuação Já estamos com uma hora e 40 minutos
Então puxaremos essa pergunta agora da Letícia depois mais uma última a gente pede desculpas gente não alguns comentários acabei a gente não vai conseguir responder interagir com todo mundo mas quem quiser continuar com esse diálogo pode escrever para gente a gente pode passar o contato do Arte lá também o e-mail daí vocês escrevem para ele continua essa conversa aí posteriormente E aí já puxando aqui Átila a Letícia que Também Nossa você você vai comenta o que você o que você acha que é necessário para que as escolas passem adotaram ensino que utiliza mais os espaços
públicos e seus patrimônios como o ambiente educativo Letícia sendo bem direto para você eu acho que a primeira coisa que precisa ter é que o campo do patrimônio o campo das referências culturais eles precisam estar no projeto político pedagógico da escola básico Essa é a resposta mais Direta que poderia estar eu até não consigo uma escola que não tenha isso que não tem a cultura as acaricias culturais dos seus alunos como que não esteja no patrimônio no projeto político pedagógico da escola Antigamente eu até defendia que precisava as escolas precisavam ter uma disciplina específica sobre
educação patrimonial hoje em dia já não defendo isso que a educação patrimonial ela é transversal realmente ela é transdisciplinar diferente Disciplinas para mim o mais importante é que o projeto político pedagógico da escola Contemple o campo do patrimônio o campo da cultura o campo das Atenas culturais de seus alunos e aí também Letícia eu retomo as diretrizes aos ingredientes eu acho que aquilo ali é importante de se pensar e um dos ingredientes é pensar que trabalhar com patrimônio cultural é para trabalhar a partir da vida das pessoas a gente tá falando das escolas é A
partir da vida dos alunos trabalhar o patrimônio cultural é a partir deles da rua do quintal deles da família trabalhar patrimônio cultural né pegar botar esses meninos e levar para um centro histórico botar no ônibus e leva conceito histórico não é isso isso não é educação patrimonial é trabalhar a partir da vida a partir do local para esse ampliar todo debate sobre o que é o patrimônio cultural sobre o respeito o que que é o patrimônio cultural e tudo Mais então isso é fundamental uma vez Maurício nós fizemos um oficina de educação patrimonial que volta
para professores que foram quatro módulos o terceiro módulo Foi um a um acredito dois primeiros módulos tá o terceiro módulo foi uma aula de canto a gente não disse para onde que com esses professores botamos esse professores no ônibus e fomos para onde no mercado de Mangabeira Você conhece bem aqui João Pessoa mas deixa eu explicar Mangabeira É o bairro mais populoso daqui de João Pessoa e aquele bairro historicamente estigmatizado né por seus problemas sociais povo diz que é violência e tudo mais Opa nós fomos trabalhar com esses professores Opa nós vamos trabalhar patrimônio cultural
aqui no Mercado Público de Mangabeira e trabalhava patrimônio a partir das cinco percepções né dentro daquele mercado né então trabalhar nesse sentido justamente para quebrar aquela Questão que levar fazer projeto de união não é botar menino na escola e não sente histórico isso pode até fazer uma parte Pode até ser parte mas não é isso não é só isso então é para mostrar Justamente que a gente pode trabalhar patrimônio a partir daquele bairro a partir daquela local Daquele bairro que é historicamente marginalizado estigmatizado aqui na nossa cidade de João Pessoa por exemplo então a gente
precisa trabalhar patrimônio a partir do Quintal desses alunos aí novamente a questão do território do território onde eles vivem para ir depois a gente também se ampliar Então isso que é muito importante isso vale eu diria para Qualquer público isso colocam que a gente fala E aproveitando a Letícia Coloca essa deixa eu eu escrevi até um recentemente um artigo justamente pensando na educação patrimonial na sala de aula eu sempre eu falo muita coisa Educação patrimonial de uma de uma forma geral mas eu escrevi esse esse artigo foi um dos meus mais novos que eu a
educação particular para a escola com a escola e tudo mais um diálogo com professoras e professoras que eu faço uma reflexão a partir daqueles diretrizes que eu coloquei da educação patrimonial mas pensando em sala de aula e também faço um exercício nesse nesse sentido e como se fosse uma conversa com professoras e com professores sobre isso Posso pode servir também como como assim dizer como não como inspiração mas pelo menos como um diálogo que você possa ter para pensar isso sobre educação patrimonial especificamente no nas escolas legal Átila é bom pelo já estamos caminhando aí
para Quase duas horas ainda temos mais de 100 pessoas aqui nos acompanhando comentando e tem muitas perguntas legais aqui no chat Eh gostaríamos de ter mais tempo para poder Trazer todas mas eu vou trazer duas últimas perguntas Átila para poder te ouvir e a gente poder fazer esse fechamento o espaço é que ele continua aberto enfim podemos continuar essa conversa em outros locais em outros fodam Zoom educativo aqui do museu edital aberto a interações podem nos escrever enfim podem nos visitar né Eu acho que ela também lá na Paraíba com seus projetos a gente continua
aí nesse campo do patrimônio então eu vou colocar Primeiramente aqui a pergunta do Tobias e depois eu já puxo outra outro dia pergunta é como tornar a educação patrimonial mais crítica e reflexiva considerando que ela está inserida em uma lógica mercadológica do contrato e dentro do licenciamento ambiental aí segura e Atila essa pergunta e uma também da professora da Cristina Bruna que tá aqui nos acompanhando né que sempre nos apoia nos trabalhos Parabéns Átila a sua apresentação foi muito Potente você identifica a diferenças entre a educação patrimonial e a educação Museu bom duas perguntas que
daria duas novas lives duas perguntas que vão na jugo lá né no sentido tu volta só no outro colega Depois eu comento da Cristina do Tobias Tobias Isso é Um Desafio muito grande é o que eu tenho para te dizer nessa lógica metodológica do que é do que é o licenciamento ambiental e isso é uma luta muito grande que a gente tem Que a gente tinha enquanto técnico do IFAM só nesse sentido que a gente sabe que o objetivo aí eu vou dizer de uma forma geral gente um generalizando mesmo me perdoe generalização mas dos
empreendedores é cumprir aquilo ali cumprir a liberação para forma então a gente sabe disso que eu o quanto mais rápido possível e no menor custo possível Essa é a lógica a lógica mercadológica das desses licenciamentos Ambientais dessa arqueologia de contrato e agora esse é uma luta muito grande que aí envolve eu acho os técnicos do poder público do dos órgãos de preservação do patrimônio sobretudo e fã mas eu acho que também dos próprios profissionais como um compromisso ético político de exigir que se faça um projeto de educação patrimonial minimamente pensando a educação patrimonial como um
Processo no tempo devido que é um processo de licenciamento ambiental o que tem que fugir realmente como um compromisso ético político dos profissionais de arqueologia é não aceitar que seja apenas uma educação patrimonial depende-se a educação patrimonial meramente informativa que se faz você vai na escola um dia apresentar aqueles objetos ou falar o que é arqueologia falar o que que é Patrimônio e que nada fica isso não é educação Patrimonial isso é qualquer outra coisa mas não é educação patrimonial então assim é uma luta que a gente sabe eu sei Aí eu me junto a
você que a gente sabe que é uma luta Insana contra essa lógica metodológica que está na sociedade como todo a gente sabe mas que é bastante ferrinha nessas arqueologias de contrato para falar essas arqueologia de contratos essas arqueologias que vem desses licenciamentos ambientais então o Inclusive eu coloco até Voltamos as políticas participativas infelizmente né finalmente o ifan vai colocar para já colocou para debate a instrução normativa número 1 2015 que é que regulamenta justamente esses licenciamentos ambientais então é um momento também da gente falar que a gente se expõe enquanto sociedade enquanto membro da sociedade
civil né e isso é muito importante de que essas que stões estejam previstas nessas Regulamentações de como minimamente garantir que a educação patrimonial faça parte de todo o processo e não apenas uma apêndice mas eu sei que a luta é injusta a luta é átomo para você nesse sentido porque eu sei também que a pressão que vocês têm do outro lado também bastante forte isso eu sei mas responder é conceber educação patrimonial como processo e não apenas como apêndice E Cristina Bruno Que bom que você tá aqui ficou feliz e surpresa ao mesmo tempo também
deixou meu abraço para você né olha identificar as diferenças entre educação patrimonial e educação Museu as diferenças são bastante tem a gente poderia dizer educação patrimonial que é feito com patrimônio educação musica feita nos museus para dizer uma coisa que passa de sempre mas não é isso o que eu diria para você Eu também fiz até um Exercício nisso junto o Fernanda Castro que foi de um arquivo justamente falando as interfaces na educação patrimonial e educação Museu o fato gente é que as coisas as duas elas se interligam se interconectam é muito o tempo todo
se vocês forem ler esse artigo que eu escrevi junto com Fernanda Castro Cristina se não leu se você for ler Professora Cristina a nossa resposta não é Clara um Evidente e até a nossa intenção não era uma resposta Clara era Deixar as reflexões que a educação patrimonial uma das primeiras com a gente coloca né que o autor também já falaram isso Mário Chagas frago por exemplo é que a educação patrimonial nasceu nos museus Olha o paradoxo disso né educação patrimonial nasceu nos museus Então as primeiras experiências com o educativas no campo do patrimônio surgem dentro
dos museus não é à toa que o que a gente tem notícia do setor educativo mais antigo Do museu é no Museu Nacional né na década de 20 então se cria um setor educativo dentro do Museu Nacional na década de 20 é também isso indica que o campo da educação dentro dos museus já vinha de forma mais antiga e isso eu tô falando pensando na realidade do Brasil Mário de Andrade no Anta é projeto patrimônio não é projeto do Islã ele também traz a dimensão educativa ele começando educativa do patrimônio mas também a animação educativa
muito Vinculado ao Campus museus não até projeto dos fã do Mário de Andrade ele previa a criação de determinados museus nacionais são quatro por exemplo que seriam a cabeça de uma rede e ele era preocupado com essa dimensão educativa e o que a gente vê ao longo desse tempo dando um pulo muito grande que lá para cá que só dois Campos em disputa ao mesmo tempo e são dois Campos informação e conformação isso é muito isso isso evidente não é toque muita gente durante Muito tempo também era contrário a expressão educação patrimonial opa não aceito
a educação para o patrimônio a educação com patrimônio Mário Chaves defendia que a educação não tinha que ter nenhuma nenhuma adjetivo se não falar educação patrimonial é a mesma coisa de falar educação Educacional e hoje tem todo também uma uma disputa uma disputa no bom sentido porque são Campos em conformação com Educação nos real Então eu acho que é isso eu acho que precisa hoje já se tem já se tem uma reflexão teórica né bastante boa nos dois Campos né educação patrimonial na educação mundial e que realmente ainda Precisa se aprofundar muito mais para conformação
desses dois Campos então não tem uma resposta direta mas são cantos que são inconformação estão sempre disputa então interconectado relacionados um com o outro né então eu falei desse artigo que Eu escrevi com Fernanda vocês não vão ter respostas diretas mas vão ter elementos para reflexões e para aprofundamento e produzir novas reflexões também eu acho que é isso Cristina e é bom que você coloca isso gostei dessa tua pergunta para trazer essa essa conversa que vai dialogar né Maurício aí eu vou deixar para você falar com a próxima oficina que o mais vai ter uma
próxima oficina legal E aí trazendo um caos aqui a partir dessa Pergunta eu bom eu venho Sou formada em história me formei na arqueologia Mas eu sempre trabalhei na fronteira assim então na arqueologia eu não sou aquele arqueólogo tradicional eu trabalho com as comunidades na Perspectiva educativa Então os meus colegas me vende muitas formas Então meus colegas arqueólogos me veem como educador educador de Museu às vezes quando eu tô com os arqueólogos fazendo um trabalho nas comunidades eu sou educador patrimonial os meus colegas Museólogos não me veem como museólogo outros colegas me vê como você
eu tô nessa Fronteira né interconexão sem reflete na nossa vida também eu tô aqui falando de educação patrimonial sou membro da Rem né então participou Participei de todos os encontros tanto de educação patrimonial como uma educação museal tem tem esses esses dois pés trouxe aqui falar da educação patrimonial o museu comunitário Não são tão definidas e eu acho que essa também é a riqueza Sim mas só que isso para mim durante muito tempo eu olhei isso como um problema eu Nossa eu preciso me assumir eu preciso fazer com os meus colegas arqueólogos me vejam como
arqueólogos né O que que eu preciso fazer né e mas aí depois de um tempo eu assim Relaxei e fui pegando outras eu fui me alimentando em outras correntes teóricas e em outras em outras abordagens que justamente vai Potencializar esse lugar da borda esse lugar da Fronteira de você não tá ali totalmente imerso dentro do campo porque isso nos permite ter um olhar crítico pra nossa própria área né E aí eu gosto muito da Glória anzolua que ela vai teorizar isso dentro da dos estudos literários mas que a gente pode fazer né Essas Pontes com
não só né com as áreas do conhecimento mas com a nossa própria vida né a gente não somente um profissional a gente tem Outros marcadores sociais enfim como que isso nos ajuda a entender a potência desse não lugar mas durante muito tempo eu fiquei com essa com essa crise falei gente né Nenhum colega me vê como aquilo é que eu realmente sou né Eu via isso como problema eu preciso me afirmar no campo mas hoje não eu vejo eu vejo isso como uma potência né como uma potência criativa uma potência da gente poder olhar de
Fora essas áreas né E claro e também dentro desse Campo Tem muito Corporativismo né né então a gente precisa também olhar muito para isso assim né então quem realmente é educador museal quem é educador patrimonial quem realmente é arqueóloga arqueóloga então também tem essas disputas aí no meio né E aí já aproveitando eu vou aqui fazer as últimas palavras e passar novamente a palavra Pro Arte para ele fazer as últimas considerações é a nossa próxima nosso próximo encontro vai ser na Semana Nacional de museus também vamos oferecer Uma live já vou deixar aqui um spoiler
teremos a presença da Andreia Costa do Museu Nacional e também que a professora da Unirio e ela vai justamente falar sobre o campo da Educação museal na Perspectiva da sustentabilidade dos estudos de público Então logo logo a gente vai divulgar aí a nossa a nossa Live ahtila Muito obrigado pela sua presença pelo seu tempo a sua disponibilidade essa Live vai ficar gravada aqui no Nosso canal Então as pessoas podem assistir Em outro momento e seguimos juntos nas parcerias nos encontros e construindo aí é uma sociedade mais justa e melhor para todo mundo obrigado viu então
a gente faça as palavras e somente lembrando então para quem ainda não preencher um lei que precisava da declaração preenche agora porque terminando a Live a gente fecha o link E aí quem preencheu a gente Depois envia Tá bom muito obrigado Vanessa Eu que agradeço bastante o convite e agradeço demais ao mais a você pelo essa oportunidade de conversar a gente é programado uma hora e meia já tão horas 50 que a gente fala demais também agradecer ao público que tá esteve aí com a gente o tempo todo que flutuou e espero que eu gosto
muito justamente dessas conversas que também nos provocam reflexões obrigado demais gente quem mandou Pergunta cutucadas e reflexões isso é importante também para para pensar a nossa apropriação obrigado e é claro né isso estamos nessa janela aqui do da internet que são janelas para outras ações também um abraço legal valeu gente brigadão até mais a gente se vê por aí