[Música] Olá, pessoal, sejam muito bem-vindos. Hoje é o nosso terceiro podcast Entrevistas. Meu nome é Gabriela e ela é Bela.
Hoje nós iremos entrevistar a nossa querida e especial convidada Lara. Seja muito bem-vinda, Lara. Preparada para contar um pouco dessa profissão tão importante?
Super preparada. Eh, bom dia para Bela e Gabriela. Bom dia.
Eh, é um prazer enorme estar aqui, principalmente num local em que eu me fiz, né, como hoje contribuiu demais para estar hoje falando sobre nossa profissão. Eh, eu estudei na escola, né, Coronel João da Cunha. Eh, meu processo foi todo público, né, até chegar à faculdade e está hoje falando sobre profissão de assistente social, a qual eu me sustento, sustento a minha família e trazendo as raízes eh da minha comunidade para esse podcast para mim é muito importante, traz uma satisfação enorme, um carinho que traduz o amor que eu tenho por vocês enquanto comunidade escola.
enquanto comunidade, cidadãos. Primeiro dizer que a falar de assistente social ou do serviço social é muito importante para nós enquanto categoria e essa disseminação do nosso trabalho é importantíssima pra informação junto com as pessoas. Então, Ara, só para quecer, como você explicaria para uma criança de 5 anos como é ser uma pessoa que trabalha como assistente social?
Sabe quando alguém precisa de ajuda, está sem comida, está sem casa, existe algum problema, algum problema social, nós precisamos encaminhar, nós precisamos direcionar e o assistente social vem para fazer esse papel, esse papel de direcionamento e articulação, ajudar esta família. Ficou muito bom e fácil de todo mundo entender, mas conte pra gente. Não esconda nada.
O que te levou a escolher essa profissão? Foi amor à primeira vista ou paixão desde criança? Foi amor construído.
E quando eh fui pra faculdade do serviço social, propriamente não foi pro serviço social, eu havia feito o Enem e aí consegui uma bolsa, só que era ciências biológicas. E na organização de ir estudar, acabei sendo remanejada pra turma de serviço social. sempre quis trabalhar com pessoas.
Isso eu eu sabia, era certo, só que não imaginava que seria nessa área. E aí a quando iniciei os estudos, eu me apaixonei, porque trabalhar com pessoas dentro do serviço social é ir além da comunicação, além da ajuda, é de forma técnica e também de forma ao que a gente ama, fazer o nosso melhor. Alguma vez já te perguntaram se a assistente social é psicóloga?
Porque eu mesmo acreditava que ela só era do Cras ou então do conceito? Nossa, eh, é muita, tem muita gente que confunde e é super natural. A área de serviço social é uma área extensa de trabalho, né?
Eh, eu como assistente social, eu já trabalhei em várias áreas, né? já trabalhei na na área da assistência social e hoje estou na área da segurança pública. Então, o serviço social ele traz eh uma gama de opções de trabalho.
Então, assim, assistente social é aquele que lida com questões sociais. Então, falar de questões sociais é dizer onde que está o problema, né, através de décadas ou situações muito aparentes, principalmente que a gente vê de forma natural, eh situações também que perpassam a as questões familiares, né? eh, seja uma questão socioeconômica, alguém que se encontra sem condição de eh dar eh suprimento paraa sua família, pessoas que se encontram eh sem trabalho, pessoas que se encontram sem moradia, mas além disso, a gente consegue fazer encaminhamentos, assessoria, questões de saúde, pessoas que não conseguem ter acesso a sistemas de saúde, a seja na questão de ter condição de adquirir o medicamento.
Também trabalhamos empresas, né? A gente tem colegas que trabalham na Petrobras, que faz a assistência também junto aos aos servidores, aos trabalhadores daquela empresa. Nós temos várias áreas de acesso.
Lara, sempre ouvimos as pessoas dizerem: "Ah, procuro uma assistência social". Mas sabemos que nem todos sabem o que exatamente se faz uma assistência social. Então você pode contar pr pra gente o que exatamente vocês fazem.
Eh, nós fazemos muitas coisas. Falar sobre isso também é importante, porque quando a gente faz uma visitação em lá, que é uma forma técnica, visita domiciliar, é feito pelo assunto social. Quando a gente tem a proposta de trabalhar uma família dentro das suas mazelas, dentro das suas questões de problemas familiares e sociais, nós fazemos uma um relatório social.
O relatório social é também uma forma técnica do do serviço social. Por que tô falando isso para você? Porque o assente social ele não trabalha só com aquisição de de benefícios.
O que que é isso? Quando uma pessoa solicita eh ou vai até um serviço social, vai ter um CRAS, que é de forma bem básica, todo mundo conhece, a Secretaria de Assistência Social, ele vai até lá, o cidadão vai buscar uma alternativa de uma situação que ele se encontra, primeiro ele vai ter o atendimento, o atendimento social com o profissional assistente social, seja ele mulher ou homem. E aí ele será direcionado para quais políticas públicas ele eh terá, né, acesso, seja moradia, seja alimentação.
Aí você me diz assim, e Gabriela e Bela, quando você o que que a Social faz? Ele faz de forma técnica verificar a situação daquele cidadão e direcionar. Agora, a gente tem várias áreas de atuação, então cada uma tem a sua atribuição específica de trabalho, seja saúde, seja educação, seja a área social, seja a área de assessoria, seja a área também eh de lazer, a gente tem, seja a área cultural, nós temos uma uma diversidade de atuação.
a gente faz esse acompanhamento social, a gente faz a assessoria, a gente faz a visita domiciliar, a gente constrói também documentos bases que traduzem eh questões sociais e que nós, enquanto profissionais devemos e temos como obrigação lidar, que é trazer o bem comum, né, à população e a nossa sociedade. Clara, você atua diretamente no atendimento e acompanhamento de que tipo de público? Bela, eu atuo num público que quase nós temos poucos profissionais na área que eu falo na questão do estado de Minas Gerais, eu trabalho na área da segurança pública, tá vendo?
Eu nem havia comentado dentre as áreas, né, de atuação, eu trabalho na atuação da segurança pública, eh, diretamente eu trabalho na área prisional. Então assim, nós temos mais um profissional inserido numa área diferente das que nós atuamos na realidade comum. Então assim, o meu público é um público que eu trabalho com famílias, né, e com população carcerária.
Eh, então a gente faz eh esse acompanhamento nessa política pública em questão, que é a área da segurança pública, trazer voz e vez a pessoas que vivem em extrema vulnerabilidade social, né? eles já estão em alta complexidade, então são pessoas que já estão com seus direitos eh violados e que também estão cumprindo pena eh que porventura são cidadãos que cometeram algum tipo de crime, estão e incumprimente pena ou proveedariamente sendo analisados pela justiça. Conta pra gente quais são os desafios que você encontra no seu campo de trabalho.
Sabe, Bela, falar sobre isso já é um desafio, porque quando a gente atua dentro da área da segurança pública, falar sobre população carcerária e suas famílias e já tem uma ideia de preconceito. Primeiro, porque a gente lida com pessoas que estão presas e dá acesso a pessoas presas é muito titulado como benesse, como está fazendo de ajuda. E não é.
As pessoas encontram-se presas, mas elas estão eh privadas de liberdade, mas não do acesso às políticas públicas, acesso à família, acesso a direito. Elas estão em cumprimento de pena. a disposição da justiça, mas elas têm acesso a ter saúde, a ter a sua documentação básica, OK?
acesso ao contato, ao abraço da família, acesso a poder registrar um filho que nasceu numa situação de ainda estar preso. Então são muitos desafios, principalmente também dentro da do ambiente da área prisional, né? dar voz e dizer para que onde estamos já é um desafio.
A gente encontra também desafios quando a gente faz essa ponte e articulação com serviços socioexistenciais, até mesmo o entendimento e a prática diária do assente social na área prisional, ela tem poucas documentações que trazem quais são de fato eh o nosso lidar no dia a dia. Então esse desafio também é muito grande quando a gente traz esse essa questão de procura do que o que que realmente você faz. Hoje a gente tem eh já um um acesso melhor, né, a documentação de atribuições, o que que a gente tem que fazer, mas a gente tem muito eh essa questão de lidar com as pessoas e e ver o que que você realmente faz.
E aí dizendo para todos, né, que também estão nos assistindo, a gente faz muito do nosso trabalho, é olhar com amor, mas é principalmente olhar de forma técnica técnica o direcionamento eh de políticas públicas na área prisional, seja encaminhamento, seja acesso a serviços básicos, seja articulação de famílias que estão sem condições com serviços assistenciais dentro do município ou intermunicípio. pais é fazer o direcionamento também buscando a reintegração social, uma vez que o indivíduo ele está privado de liberdade, mas não mas não privado dos serviços os quais ele tem direito como um cidadão comum. Lara, existe algum mito no seu trabalho que você adoraria desmentir aqui hoje?
Eu quero desmentir, Bela, e eu quero dizer porque é algo assim que meus colegas profissionais dentro da área também do serviço social eh ficam muito chateados. Assistente social não é a pessoa que dá feira, não é o profissional que é para dar feira. Assistente social é o que dá feira.
Não, nós não somos isso. Lara, sabemos que trabalhar com pessoas é imprevisível. E queremos saber se você já passou por alguma situação engraçada ou inusitada que você gostaria de compartilhar aqui com a gente hoje.
Eu já passei por várias situações inusitadas. Uma foi quando eu fui visitar, fazer uma visita domiciliar e aí a senhora começou a bater as panelas, né? Acho que ela tava nervosa com alguma situação e eu entendi que ela estava me expulsando a casa e na verdade não tinha nada a ver.
Eu me senti com medo, eu tive que chamar outra pessoa pra gente adentrar ao domicílio, mas foi super engraçado porque eu senti muito medo. Outra inusitada e imprevisível foi quando atendi familiares eh na unidade prisional e eu me senti parte da história. Me senti muito emocionada.
E eu segurei a mão daquela senhora e disse para ela, vai dar tudo certo, porque você confia que as coisas vão dar certo. É outro também que eu super também gosto de comentar foi quando eu estive em atendimento e juntamente com outro serviço conceito tutelar e eu disse para aquele pai: "É preciso que você modifique o seu comportamento". E ele disse para mim: "Eu vou tentar ser uma pessoa melhor".
Então, já lidei com várias situações difíceis e também o um dos desafios assim de uma maneira inusitada foi quando do nada a gente conseguiu ter a resposta positiva de um encaminhamento que a gente já achava que tava totalmente negativado. Então assim, são situações que a gente passa o tempo todo. Então Lara, podemos dizer que o profissional, o assistente social não é apenas assistencialista, correto?
Tipo assim, ele não é um profissional que apenas está indicado a dar alívio aos problemas, correto? Realmente, Gabi, quando a gente fala sobre isso e até comentei com vocês que dentro de alguns instrumentos de trabalho técnico, a gente tem a postura de acompanhamento social. Quando a gente faz o encaminhamento de algum familiar, algum tipo de benefício eventual, por exemplo, a moradia.
Quando nós temos pessoas que por alguma situação de natureza ou alguma situação perdeu a sua casa, não tem onde morar, e aí como vamos fazer? Primeiro acesso é ir a a busca, né, em busca de de dentro do serviço público, o que que que é possível fazer. E aí sim, traduz na primeira porta de entrada no CRAS.
O assinto social, ele consegue fazer essa ponte no sentido de articulação de verificar eh domiciliamente ele vai verificar é de fato isso. Verificou-se essa família como que vai ficar. Vamos direcioná-la para um benefício eventual de auxílio aluguel.
Com esse auxílio aluguel a gente coloca um prazo determinado para inserir naquela família. Mas e depois como vai ser? E pensando nisso, ah, ocorre também mudanças, por se nós teremos que fazer um planejamento junto, né, ao serviço do município para ver como aquela família vai vencer a situação de falta de moradia.
Então isso eh fala desse alívio temporário. Quando você me pergunta isso, é quando a gente faz um planejamento social, aquela família precisa vencer aquela dificuldade. Ela passou pelo serviço público, ela teve o encaminhamento pelo profissional, ela está sendo acompanhada eh com aquele profissional e com os serviços públicos ao seu redor, que são eh a rede socioistencial, saúde, educação, eh eh Conselho Tutelar, Ministério Público, eh justiça, né, no sentido do Tribunal do Estado de Minas Gerais.
E aí aquele corpo, aquela rede social acompanha aquela família. Quando a gente vai novamente eh verificar nos atendimentos como aquela família hoje está, ela conseguiu eh ter acesso a uma moradia, ela já está encaminhada em relação ao trabalho, ela conseguiu vencer aquela vulnerabilidade? quais foram as vulnerabilidades sociais que aquela família conseguiu, né, eh, passar.
E aí a gente acredita, né, eu acredito que nós somos profissionais eh assistentes sociais que realmente fazemos a mudança, porque talvez a gente tem esse soar de assistente social é de maneira simples que lida com pessoas pobres, mas na verdade toda e qualquer pessoa necessita de uma orientação de um profissional de assistência social. uma vez que eh até não comentei aqui, mas até mesmo para ter acesso a à educação no sentido de inscrição eh do CAD único. Muitas vezes a gente tem família que tem uma condição eh média, mas precisa ter, né, a sua inscrição validada e vai ser atendida no serviço, né, da Secretaria de Assistência Social e talvez vai ter que passar eh por por um relatório de um assistente social, verificando quais condições que aquela família vive, onde que aquele estudante está localizado.
Inclusive, eu já fiz alguns relatórios quando eu atuava, né, no no CRAS, na cidade de Jequonha. Eh, eu já fiz alguns relatórios para estudantes, né, de que estavam em busca da bolsa na Universidade Federal, né, do Vale do Jeitone. Então, assim, a gente contribui para mudanças sociais e melhorias, né?
Porque nós acreditamos que é possível fazer e isso está no nosso na nossa atribuição principal. eu, eu que o diga e meus colegas também que fazem aí um, como se diz, gasta energia danada para fazer valer a importância de nós enquanto profissional. Então, Lara, você sente que a profissão é valorizada?
E na questão salarial, ela é boa? Compensa ou não compensa? Ô, Gabi, e Bela também, né?
Eh, a nossa profissão hoje ainda é pouco valorizada, inclusive nós estamos na luta aí já há alguns anos pelo nosso piso salarial, uma vez que não tem. Então assim, acaba que as pessoas, os municípios, que são um dos maiores empregadores, né, da área do serviço social, eh tem uma média salarial ainda baixa, que vai de 2. 000 a R$ 5.
000, né, dentre a média salarial. Então a gente vê nos grandes centros ainda é muito, né, muito em alguns casos é melhor na área da segurança pública, especificamente nós somos analista executivo de defesa social/assente social. Eh, quando eu entrei, eu tinha uma outra visão.
Aí quando eu estou aqui hoje, eh, eu me sinto valorizada no sentido de remuneração e gostaria muito que os meus colegas também pudessem eh ter acesso ao valor que eu recebo. Lá, então, se você pudesse mudar alguma coisa na realidade social brasileira, o que você mudaria? Tá aí uma pergunta que me deu um nó agora, Gabi.
Na verdade, eu mudaria a realidade brasileira. Eu colocaria todas as pessoas que estão na rua teria uma moradia. Só que traduzindo isso, seria a mudança da aplicação das políticas públicas.
A gente tem eh um documento muito bonito, como diz, né? como que a política de assistência social ela é desenhada, mas a sua prática é totalmente diferente, né? Nós temos muitos problemas sociais, muitas questões sociais, principalmente quando atingem na sua maioria a população eh desprovida, né?
A população pobre, que é a mais prejudicada, né? No nosso Brasil. Nós somos os mais prejudicados.
Eu traduzo isso porque nós somos comunidade pequena, eh uma comunidade eh com tradicional e de que precisa de acesso a políticas de trabalho, né, a políticas de engajamento de jovens. E a gente ainda vê muito pouco essa aplicação de fato sendo feita. Claro.
Sabemos que 90% dos profissionais do serviço social são mulheres. Historicamente, essa profissão sempre esteve ligada ao cuidado, algo socialmente ligado ao universo feminino. Isso é correto?
É correto. Assim, se você for em reuniões, né, de assentes sociais, você vai ver na sua maioria mulheres, porque tem esse peso, né, de forma histórica. pela questão cultural, a as raízes, né, de iniciação do trabalho social, que era que era feito de forma caridosa, principalmente por mulheres.
E aquelas mulheres que eram mulheres de alta de alta classe, né? Mulheres que faziam que pertenciam a famílias tradicionais que de certa forma ajudavam as pessoas e eram realizadas por mulheres, né? E assim, até no perfil de mulher ser caridosa.
Então, a gente traz ainda esse esse ranço, né? Eu falo ranço a questão eh de gênero, né? De ser eh mulher, assistente social, até no no nessa dificuldade de dizer assistente social sempre já demonstra, ah, é uma mulher, sempre espera uma mulher, mas graças a Deus nós temos vencido esses tabus.
a gente tem colegas profissionais, assistentes sociais, homens e que também desempenham com muita agilidade, com muita transparência e também de forma técnica eh esse trabalho. Você me fez lembrar aqui e me emocionou de meu eh falecido colega, Clévon. E quando alguém dos meus colegas eh assistir esse podcast, vão ficar muito felizes.
Ele era muito querido e ele também me ensinou muita coisa de forma técnica. Ele era alguém fazia assim: "Lara, nós temos que ler a documentação, nós temos que avaliar, nós temos que olhar ponto por ponto. É isso?
De que forma nós vamos construir este tipo de política pública voltada para essa determinada população? Inclusive a gente percorreu alguns estados realizando eh concurso público e a gente corria atrás, né, quando a gente estava naquele início da profissão e ele é alguém que traz e ele trabalhava em Jequonha, quero deixar aqui que é nossa nossa cidade, né? Então, trazer aqui esse amor à sua família que hoje mora em Jehonha e que ele trouxe também muitos benefícios, né, no sentido de construir eh as iniciativas dentro de propostas de projetos pro município Jehonha.
Então, assim, eh, realmente a gente quer desmistificar que a social é só mulher. A gente é sim pessoas caridosas, mas nós realizamos o trabalho de forma técnica. Ajudar pessoas tem que ser de forma técnica, uma vez que profissionais lidam com diversidade e questões sociais, mas profissionais que trabalham de forma séria e transparente devem ter uma documentação e se portar conforme as suas atribuições.
Lara, então agora nós vamos começar o quadro O que você Faria. Nesse quadro nós convidamos pessoas aqui da comunidade para fazer algumas perguntas sobre o nosso tema que é além da assistência. O que é ser assistente social?
E você pode responder dentro dos limites legais da profissão, o que você faria numa situação como essa? OK. Oi, bom dia.
O que você faria se uma mãe chegasse pedindo ajuda? Porque está com três filhos pequenos sem lugar para morar. Primeiro, a realização da colhida inicial, né?
a gente atende aquela família, faz a escuta das vulnerabilidades. Após isso, a gente encaminha, faz um relatório social da família com o parecer social, que é é de nosso atribuição específica o a questão do parecer social. E esse parecer social, ele é encaminhado paraa Secretaria de Assistência Social e lá eh o acesso dessa família a o benefício eventual de aluguel social por determinado tempo, né?
dependendo da escuta da família, eh, a gente coloca um período temporário de 4 meses e como que essa família vai eh fazer a o acesso aos outros aos outros serviços, seja alimentação, seja a situação eh das crianças, seja a situação em relação à educação, à saúde, a lazer e onde que essa família se encontra para poder fazer acesso aí. de ir e vir, né, também deles e dos menores. Se a criança faltar a escola por questões familiares, qual é o papel do assistente social nisso?
O papel do assistente social nessa situação é principalmente não só não somente solicitar eh o conceito tutelar para atuar, mas também como cidadãos comuns nós verificarmos a situação e até mesmo encaminhar para o Ministério Público ou pedir que seja direcionado e aquela família eh ser avaliada de perto no sentido o de ver como que estão sendo eh efetivado o direito daquelas crianças, também da família, quais os problemas que aquela família está para que possamos e dar eh encaminhamento correto? O que fazer quando o idoso está sendo negligenciado pela família? Essa pergunta muito traduz eh situações que a gente vê muito comum nas comunidades pequenas em relação à população idosa que tem crescido, né, muito.
Então, ver o idoso negligenciado é dever de qualquer cidadão buscar acionar, é, em situação de vulnerabilidade, em situação de violência, acionar a polícia, buscar alternativas para que aquele idoso consiga vencer essa fragilidade, né? principalmente também buscando eh lideranças do município, buscando serviços alternativos e também serviços públicos do município, seja a assistência social, seja o Conselho Municipal do Idoso. Olá, meu nome é Natália e gostaria de saber como você age em casos de abuso sexual envolvendo menores.
Essa é bastante, como se diz, tem que ter muito sigilo, né? Acho que traduz isso, tem que ter muito sigilo, ter muita tranquilidade e sabedoria eh de um fazer profissional. É necessário ter uma ética profissional.
Nós estamos lidando com pessoas, pessoas que apresentam uma demanda eh que é bem específica. E nesse caso, primeiro, se houve abuso, nós precisamos acionar o Ministério Público. Nós precisamos solicitar, né, acionar o Ministério Público, acionar a a polícia, acionar eh o Tribunal de Justiça e também direcionar com o Conselho Tutelar, com o Cras, com o CREAS, dependendo da demanda, se ela já é de alta complexidade, eh buscar também que os participantes dessa demanda eles sejam contemplados, seja, né, atra através do acompanhamento, a retirada também é dessa pessoa ou dessa criança do local em que se encontra.
Então, assim, são muitas a as e as particularidades dessa demanda e que requer um olhar profissional específico, direcionado e também com muito amor, contato com as pessoas. você pode encontrar ajuda eh através do profissional de serviço social, o assistente social nas unidades prisionais, uma vez que é o papel do assistente social fazer o atendimento à família, é direcionando quais são os locais que ele vai buscar para que possa ter acesso a esse familiar que se encontra preso, seja num atendimento social, né? Seja no atendimento junto à Defensoria Pública ou a busca de nomeação até mesmo de um advogado dativo, né?
Ah, dentro, né, das condições que a cidade tem, seja o fórum, né, indo em busca o fórum. Então, ele vai direcionar quais são os setores, quais os locais. E dentro da unidade prisional, ele também vai ser a escuta, vai ser a ponte entre você e o seu filho.
Esse é um caso bem comum, no sentido porque eu já passei por isso e foi no início da profissão. É, a pessoa, o cidadão em atendimento me relatou que não que estava sem acesso a a os serviços básicos, que é a alimentação, e eu ele não tinha ele não tinha local de moradia. Eh, ele me relatou com muita propriedade que estava vivenciando, me comovi com a situação, fiz um relatório, fiz um parecer social e encaminhei eh uma cesta básica para esse indivíduo.
Infelizmente, após notícia soube que esse indivíduo havia vendido, né, os itens básicos que ele havia eh sido assistido. Eh, infelizmente isso é comum. É, mas como disse em algumas perguntas anteriores, é o nosso é o nosso dever fazer a escuta, verificar a situação, mas muitas vezes nós não damos conta desse escolher de cada indivíduo.
Então é nosso dever zelar pela pessoa humana e zelar pelas condições básicas. Então é nosso papel fazer o melhor. Agora, a opção de escolha, infelizmente não é nossa.
A situação de vulnerabilidade, ela não tem que ter questionamento profissional, é o nosso dever fazer por aquela pessoa naquele momento. É atender a situação do problema, é realizar o encaminhamento sem fazer julgamento de valor. Outro ponto importante, todos os profissionais, independentes de ser assistente social, não devemos fazer julgamento de valor.
Nós precisamos dar acesso aos serviços públicos. Caso a pessoa, ela não queira sair do problema, essa questão de opção própria, mas no sentido de saber que enquanto profissional nós fizemos o nosso dever de encaminhar, de zelar e fazer o nosso trabalho. Lara, nos atendimentos que vocês fazem, devem aparecer diversas situações e queremos saber como você lida emocionalmente com situações difíceis.
Ô Bela, e é muito complexo, né? Eu acho que para qualquer profissional, independente de assistente social, mas eu como assistente social, eu respiro mais de 1000 vezes, uma vez que nos choca, principalmente além dos serviços, né, que a gente tem de profissão da assistência social, eu por lidar com a segurança pública, a gente ouve mazelas de pessoas, né, pessoas que eh viveram situações de envolvimento com crime e também situações muito sigilosas Então assim, eu procuro me distanciar eh da desse desse meu julgamento de valor e e tento aplicar a política pública necessária do que é realmente as as minhas atribuições que dá acesso a políticas públicas, a à pessoa, ao cidadão. Então assim, eu já fiquei muito chocada e fico muito triste.
muitas vezes mexe muito comigo, mas eu tento ao máximo distanciar do objeto para que eu possa fazer para aquele objeto a forma correta, que é o fazer profissional de forma técnica. Clara, e quais foram os ensinamentos que essa profissão trouxe pra sua vida pessoal? Pela, eu fico tão feliz de ouvir essa pergunta, porque eu me considero assistente social.
Eh, eu sou muito grata a Deus por essa profissão, porque eu consigo me ver, porque traduz essa vontade de ajudar, mas traduz de forma como que a gente deve ser enquanto pessoa. Então, eh, eu me considero uma pessoa objetiva no sentido de fazer profissional. A gente tem um problema, preciso resolver.
Então, de forma pessoal, hoje eu vejo um problema e eu preciso resolver, principalmente quando a gente tem alguma situação de saúde, eh, na nossa própria vida, né? A gente precisa resolver o problema. Eh, então eu vejo muito isso que traz eh esse esse olhar ter mais de forma organizada, né?
eh a questão de olhar um tipo de de serviço, um tipo de política pública e estudar aquilo que eu tô fazendo, não entregar qualquer coisa e principalmente, eu sempre falo pros meus colegas e para qualquer pessoa que trabalha comigo, fazer o melhor, mesmo que eu não goste daquilo que eu estou fazendo, fazer o melhor, mas procurar também fazer o que gosta. Não faça nada de qualquer maneira. Então eu levo a minha vida pessoal, eu tento fazer o meu melhor para aquilo que eu me proponho.
Agora, Lara, só aqui entre nós e todo mundo que tá assistindo, qual o super poder que todo assistente social deveria ter? Vale brincar, teletransporte, todos os poderes que a gente desde criança tem. Eu acho que é super legal isso aí, porque eu queria chegar em uma situação domicílio de alguém que tá passando por alguma vulnerabilidade.
Tch, chegou. Eh, alguém que tá sem casa, toma, sua casa tá aqui. Alguém que tá chorando porque tem uma pessoa que teve uma situação e temporária de prisão.
Toma, o juiz resolveu, sabe, eh, poder trazer eh alegria, sabe, paraas situações que a gente, infelizmente, nós enquanto assentes sociais, nós lidamos com problemas de questões sociais. Então, a gente trazer eh a resolutiva do problema em tempo hábil, sabe? Tempo instantâneo.
Então, seria muito legal o transportar, seria muito bom se a gente pudesse, todo mundo, enquanto profissionais, eh, se encontrar para poder fazer o bate-papo, eh, enquanto profissionais dos problemas que a gente tem muito em comum, mas que a gente agrega muito valor quando a gente consegue fazer essa partilha. O serviço social no Brasil tem uma trajetória que começa lá na década de 30, ainda muito ligada à igreja e ao assistencialismo, mas foi se transformando e hoje é uma profissão que luta pela justiça social e pelos direitos humanos, como aprendemos hoje aqui com você, né, Lara? Como você vê o futuro do profissional, da profissão de assistente social nos próximos anos?
Eu vejo ainda uma uma área ainda pouco financiada, né, no sentido de ter um pouco de essa questão da admiração, mas também vejo que a pandemia trouxe eh esse enfoque, né, porque nós tivemos muitos profissionais sendo chamados para atuar, uma vez que a demanda foi gigante e precisava de profissionais nessa área. Então hoje o assistente social ele tem tá desmistificando essa visão de ser só ajuda, né? Então só ah, eu só preciso de ajuda e só assistente social faz isso.
Não, o assistente social ele tem eh tido outras áreas e tem assumido outras áreas que tem uma visibilidade maior e tem importância. Então, eu vejo sim eh uma uma profissão que que traz muitos resultados à população e se Deus quiser, nós seremos mais melhores remunerados e teremos uma habilidade melhor, porque nós fazemos o melhor no que acreditamos. Qual o conselho que você daria para quem quer seguir essa profissão?
Eh, primeiro conselho é é a sua opção. Eh, observe que não é só por dinheiro. Uma vez que, como eu trouxe na no diálogo aqui com vocês, que ainda dependendo do local de trabalho, da área de da sua atuação, não vai ser eh esse ai que maravilha, a melhor remuneração, mas também entenda que é uma área que precisa de você.
você trabalhará com pessoas, você dará acesso eh a a políticas públicas para pessoas que necessitam. E na sua maioria trabalhará com pessoas que têm eh situações de vulnerabilidade social, pessoas que precisam de um profissional capaz de lidar com as elas, mas um profissional capaz de entender que é necessário ter alguém que lute por direitos, alguém que faça o seu melhor. Eh, então, Lara, queremos elogiar você pelo seu trabalho e sabemos que durante a pandemia da COVID-19, assistentes sociais tiveram estiveram na linha de frente do atendimento humanitário, em especial no CRAS e hospitais, ajudando famílias em situações de extrema vulnerabilidade.
Eh, eu quero, nossa, eu tô emocionada realmente de estar aqui. traduz também muito que tem a proximidade com a nossa data. 15 de maio é dia do assento social.
Então, eu já quero aqui também eh parabenizar os meus colegas de profissão pelo 15 de maio. Eh, parabenizá-los pelo trabalho que desenvolvem de formiguinhas, né, nos municípios, nos locais, eh, que estão trabalhando aí frente ao desejo e às dificuldades apresentadas pela população. É, é muito gratificante falar de nós, principalmente do acidente social.
Então, estar aqui hoje eh traduz também um pouco da minha história que foi concebida através dos estudos nessa escola, né? Eh, eu só estou aqui hoje como profissional porque eu tive também pessoas que acreditaram em mim, que me incentivaram a ser esse, a ser essa profissional que eu me considero hoje. E dizer assim: "Nossa, é, é muito bom, é muito bom mesmo, né?
Que possamos eh fazer isso também por aqueles que a gente acredita. O o 15 de maio eh não é só do assento social, são também da família que a gente tá localizado, porque uma assente social representa uma família, né? Então assim, a minha família também faz muito parte desse processo de trabalho, né?
Então assim, muito feliz que nós tenhamos aí bons profissionais, ótimos profissionais encajados eh na área e nas diferentes formas de atuação. Eh, dizer que vocês também estão de parabéns. Deixa aqui, né, a a o a gratidão, né, e que vocês também possam escolher as profissões que tanto querem, mas que façam possam fazer com amor.
É nada que se faz de qualquer jeito se faz bem. Então quando se faz com zelo, com propósito, com amor, as coisas acontecem. É meu muito obrigada, gratidão e que possamos ter muitos formadores de opinião dessa escola.
Nós que agradecemos a sua presença e por ter aceitado o nosso convite de vir participar conosco e participar do nosso podcast. Obrigada. Obrigada mesmo.
Ai, muito obrigada. Nossa. Agradecemos a sua presença.
Muito obrigada, Lara, pela sua dedicação, por suas histórias inspiradoras e por você ter vindo aqui hoje conversar com a gente. E para quem está conosco hoje, nos acompanha pelas redes sociais, o nosso muito obrigado e até a próxima entrevista. Não se esqueçam, não deixem de dar o joinha e se inscrever no canal e ativar o sininho para receber sempre as notificações de atualizações.
Tchau tchau e até o próximo vídeo.