Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre a retículo pericardite traumática bom é uma doença que vai ter mais importância nos bovinos pode acometer todos os ruminantes até os pequenos ruminantes Mas é uma doença de maior importância nesses animais nos bovinos como que ela ocorre a gente tem aqui na imagem a porção do estômago que é o retículo desses pré-estômagos a gente discutiu lá em semiologia que quando os bovinos ingerem algum corpo estranho pérfuro cortante a tendência desse material é ficar retido ali no retículo E aí à medida que o retículo e
o rumen vão movimentando vai empurrando esse material pérfuro cortante e ele vai perfurando o retículo se a gente observar bem aqui cranial ao retículo a gente já tem o diafragma e cranial ao diafragma a gente já tem o saco pericárdico e o coração dentro desse saco pericárdico então é muito fácil que o um corpo estranho pérfuro cortante atravesse o retículo e atinge o saco pericárdico levando a um quadro de retículo pericardite traumática tá então é essa a principal etiologia dessa doença e aí os sinais clínicos vão ser vão depender aí da intensidade desse quadro se
for uma doença Inicial onde acabou de ocorrer a perfuração a gente pode ter uma dor menos intensa nem tanto alteração cardíaca e se à medida que vai cronificado que vai havendo essa infecção e aderências ali no saco pericárdico o animal começa a ter alterações cardiocirculatórias tá então os sinais clínicos vão incluir incluir aí dor inapetência apetite Caprichoso febre desidratação Melena que é o sangue digerido nas fezes e aí pode ter sinais clínicos de insuficiência cardíaca congestiva ou de insuficiência cardíaca aguda quando esse coração perde abruptamente a capacidade de manter a circulação e o animal Às
vezes vem a óbito ali por parada cardíaca tá sinal clínico importante que a gente vai perceber na alcuta é esse roçar de pericárdio que quando a gente alcuta faz um som semelhante ali um som de uma máquina de lavar que que que que seria esse som a gente imagina o saco pericárdico como uma sacolinha e um coração batendo dentro dessa sacolinha cheia de líquido e aí é esse som semelhante a som de máquina de lavar que vai acontecer porque o saco pericárdico vai est cheio de secreção infecciosa ali de PIS de de exudato e o
coração vai estar batendo ali dentro e ainda vai ter deposição de fibrina no coração e no pericarde e vai produzir esse roçar tá E aí dentro aí do nosso exame Clínico daquela eh do exame especial para esses pacientes que eu suspeito de retículo pericardite traumática a gente vai fazer aqueles testes de sensibilidade dolorosa lá na região de retículo e também na área cardíaca para detectar se houve alguma inflamação nesse retículo que pode ser pela penetração de corpo estranho e se tem dor ali no foco do coração também tá nos casos aí de retículo pericardite traumática
vai ter dor tanto na região de retículo quanto do coração Quais são esses testes de sensibilidade dolorosa primeiro beliscamento da cernelha eu chego lá na cernelha do animal e dou um apertão o normal é que o animal se agacha para fugir desse apertão o animal que tem dor ali na região ventral do tórax e cranial do abdômen se ele Abaixa Ele sente muita dor então quando eu belisco ou ele não abaixa ele pode pra lateral ou ele abaixa e sente dor e aí ele geme aumenta a frequência cardíaca ou às vezes dá produz algum som
ali de dor Outro teste é o teste do bastão como que ele é feito passado um bastão de um lado pro outro esse bastão é apoiado ali na região do externo na região mais caudal do externo Onde fica o retículo ou um pouco cranial para pegar a região do coração Esse bastão é passado de um lado pro outro fica uma pessoa de cada lado o animal é examinado é observado a expressão física a expressão corporal desse animal pode ser feita a os cuta cardíaca também E aí esse bastão essas duas pessoas erguem o bastão de
forma que erga o animal também essa pressão do bastão já causa dor nesses animais que estão com retículo pericardite traumática E além disso a gente ergue e solta esse animal de uma vez quando solta ele bate no chão e aí esse Impacto dele dessa descida abrupta exacerba essa dor que ele já tem presente por conta da retícula pericardite traumática E aí ele vai alterar a expressão vai produzir gemidos mugidos vai alterar a frequência cardíaca frequência respiratória aí o Clínico vai ter que detectar se houve essas alterações no momento do teste tá Outro teste é a
prova de rampo ou prova dos planos inclinados o que que é o princípio desse teste um animal que tá com retículo pericardite traumática ele tem dor na área de tórax e na área cranial do abdômen que que ele faz para ter conforto nessa situação ele eleva a parte cranial aqui do corpo então é um animal que fica com as patas dianteiras dentro do coxo ou fica ali numa elevação com a essa parte um pouquinho mais alta e aí isso joga as vísceras para trás e tira a pressão daquela área que tá dolorosa a prova dos
planos inclinados ou teste de rampa é justamente eu fazer o contrário disso para causar para exacerbar essa dor do animal então eu vou pô esse animal para descer uma rampa para descer um morrinho ali quando ele desce quando ele abaixa a parte anterior as vísceras comprime o diafragma e vai causar dor e aí esse animal ou não vai querer descer ou vai Red descer muito devagar com expressões de dor tá Outro teste é a percussão dolorosa ou balotamento que que é essa percussão dolorosa eu vou chegar lá na área cardíaca lá na área do coração
ou na área do retículo e vou dar um soco quando eu dou esse soco e o animal já tem uma dor naquele local a Vai haver a exacerbação dessa dor e aí eu vou detectar se ele é positivo ou não para esse teste outro sinal Clínico importante seria as avaliações das jugulares se elas estão ficando muito engu ditadas ou se está tendo refluxo ali das jugulares certo isso indica quadros de insuficiência cardíaca congestiva que pode est associado a esses quadros de retículo pericardite traumática tanto essa alteração de jugulares quanto aqueles testes de sensibilidade dolorosa quando
são positivos leva a suspeita de retículo pericardite traumática não a confirmação porque tem outras que podem causar dor naquela região e tem outras afecções que levam a insuficiência cardíaca congestiva que leva essa alteração na jugular tá então sempre tá atento a isso sempre lembrar dos diagnósticos diferenciais E aí como que a gente faz o diagnóstico dessa doença a gente pode chegar suspeita pelo histórico do animal e pela apresentação Clínica principalmente pelo que a gente acha naqueles testes de sensibilidade dolorosa e no exame do coração em busca de sinais de insuficiência cardíaca congestiva tá por mesmo
com essa resultado desses testes clínicos desses testes do exame Clínico eu não consigo confirmar o diagnóstico eu preciso de exames complementares quais seriam exemplos aí de exames complementares que a gente poderia usar o hemograma que que a gente tem de alteração no hemograma geralmente uma leucocitose por neutrofilia um fibrinogênio aumentado hipoproteinemia tudo muito inespecífico mas que me indica uma doença infecciosa e às vezes uma doença infecciosa crônica tá testes de imagem radiografia pela radiografia às vezes eu consigo detectar o corpo estranho só que se eu não detecto pela radiografia Eu também não descarto a doença
a ultrasonografia serve para eu avaliar tanto a região de retículo quanto a região do coração eh vai ser limitada naqueles animais muito grandes aí a penetração do ultrassom fica um pouco limitada mas é um exame de esse exame de imagem é muito útil para detectar em geral essas afecções de retículo e de coração então é um exame complementar muito útil tá o detector de vai servir somente para detectar se for corpo estranho metálico se eu não detectar também não descara a doença então esses exames complementares serve para reforçar o nosso diagnóstico Clínico mas confirmar mesmo
esse diagnóstico de retículo pericardite traumático eu vou confirmar ou por laparotomia exploratória abrindo a cavidade abdominal desses animais detectando aquelas alterações craniais ao retículo ou quando eu fizer uma pericardiocentese e obter aquele líquido contaminado aquele exudato aquela indicando ali que houve contaminação bacteriana do pericardio ou no caso da necrópsia quando eu realmente confirmo ali que o animal teve essa Patologia e aí na necrose O que que a gente vai achar esse processo infeccioso dentro do pericárdio aí eu posso ter aderência do pericárdio ao coração diferentes quantidades de acúmulo de líquido ali de líquido amarelado esverdeado
ou enegrecido posso ter lesões diretas no coração pelo corpo estranho nesse caso aqui era um corpo estranho metálico já tava quase perfurando totalmente a parede cardíaca às vezes lá no retículo eu consigo encontrar esses corpos estranhos que causaram a lesão Às vezes eu não encontro porque eles perfuram e seguem ali às vezes são eliminados tá a gente consegue detectar lá no retículo também e abscessos reticulares reticulite aderências podem ser encontradas também e essa alteração cardíaca aqui que chega aí ao resultado conclusivo fo o diagnóstico conclusivo da retículo pericardite traumática quanto ao tratamento dessa afecção pode
ser feita uma tentativa de tratamento porém é uma infecção com prognóstico extremamente desfavorável tá é dificilmente eu vou conseguir tratar essa infecção uma vez que ela se instalou no pericárdio se a gente pega logo de início O que é muito difícil porque a gente não consegue diagnosticar isso logo no início assim que houve a perfuração às vezes com uma boa antibióticoterapia e a retirada do corpo estranho esse animal pode obter melhor Porém quando já tem essa pericardite infecciosa dificilmente eu vou conseguir tratar Mas que que seria essa tentativa de tratamento fazer a drenagem daquela secreção
daquelas daquela necrose lá no pericárdio e a lavagem do pericárdio pode ser feita a rumenotomia abertura do rumen para retirar aquele corpo estranho e drenar os abcessos que se formaram Ali pela lesão no retículo antibiótico terapia de amplo espectro em doses altas por um tempo muito prolongado dependendo da entação da doença e o tratamento suporte Porém Aqui prognóstico desfavorável a maioria desses animais vão a óbito mesmo com o tratamento tá prevenção cuidado com a alimentação desses animais todo cuidado para esses animais não ingerirem esses corpos estranhos então cuidado com implementos que são usados aí na
produção do alimento desses animais para não contaminar a alimentação com arame com prego com grampo com pedaço de madeira com pedaço de osso tá manter as instalações os pastos os coxos desses animais livre desses materiais desses corpos estranhos perfurantes certo se eu tenho suspeita que esses animais tenham ingerido o corpo estranho a gente pode usar o ímã enjaulado que a gente passa via sonda eh oror ruminal e esse imã inja aulado atrai esses corpos estranhos metálicos eles grudam nele e isso impede que eles perfurem ali o retículo é uma forma de prevenção também certo bom
sobre a retículo pericardite traumática era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula