e aí o olá tudo bem objetivo da nossa aula de hoje é conversar sobre a filosofia de john locke a partir da obra ensaio acerca do entendimento humano ob e essa obra escrita pelo filósofo inglês tem como objetivo uma reflexão epistemológica ou seja uma reflexão sobre como a nossa mente funciona e apreende conhecimento nessa perspectiva o filósofo começa por uma distinção que é uma barreira que ele quer dividir deixar muito claro seus espaços que é o da opinião e o conhecimento essa condição da opinião então ficaria no âmbito de um senso comum portanto de uma
uma reflexão mais informal digamos assim ao passo que o conhecimento de fato objeto central de sua tese deveria ser investigado com mais precisava afinal de onde vêm as informações que nós temos e como é possível acessar a verdade mediante o acesso a todas essas informações e a partir de disso john locke propôs um método seja um caminho que na obra ele procurou desenvolver a começar pelo primeiro passo o primeiro processo desse método que seria investigar a origem das ideias aqui reside uma das suas teses centrais que o caracteriza efetivamente como empirista porque quando se trata
aqui da origem claro a gente sabe que essa obra tem como pressuposto a refutação ea crítica das teses em batistas e o que john locke que é mostrar é que a origem de todo conhecimento provém efetivamente dos nossos sentidos e no segundo momento o que john locke quis propor é exatamente uma investigação a respeito da extensão e da validade dessas ideias que provém dos sentidos então a observação de o quanto a gente pode até de certeza por exemplo em relação ao conhecimento apreendido pelas nossas sensações e por fim o autor tem como objetivo analisar tudo
aquilo que a gente toma como verdadeiro mas não tem necessariamente como comprovar por exemplo aquilo que diz respeito a fé ou a própria opinião então claro que o objetivo aqui é diferenciado sem validade algum modo esta forma de conhecimento mas sobretudo diferenciando do que o autor considera de fato como conhecimento que aquilo que lhe toma total atenção na obra que investigação a respeito da verdade uma verdade que é possível claro dentro de suas limitações mas que ainda assim é pertinho uma mera opinião por exemplo né oi e o primeiro exercício já não aplicação desse método
proposto pelo autor então a partir da investigação da origem das ideias o que seria o seu primeiro passo é o john locke taça aqui uma espécie de também limite dessa própria racionalidade é demonstrando que por exemplo a gente pode não saber de tudo e claro que quando ele se trata aqui desse tudo ele pensa numa verdade enquanto uma essência por exemplo objeto de investigação dos filósofos inatistas que acredito inclusive que as essência está dentro de nós e nos acompanha desde o nosso nascimento já que não haveria aprendizagem nessa perspectiva mas para por exemplo sócrates uma
rememoração daquilo que já está em nós se não há nada disso pode unlock a um conhecimento que apesar desse funcionar o claro que é limitado por outro lado ele vai alegar inclusive apelando para religiosidade dizendo que por exemplo deus nos deu conhecimento suficiente ainda que a gente saiba dos seus e para que a gente possa entender o mundo e acessar pelo menos enquanto uma parcela a verdade e esse acesso não seria mais que suficiente para a gente poder ter um conhecimento que fosse válido na contramão dias inclusive é de um lado criticou aqui severamente também
nessa obra é essa pretensão de um conhecimento que supera as capacidades intelectuais e cognitivas que a mente humana tem e justamente por tentar esse exercício de alcançar aquilo que é inalcançável é que ele acredita que os éticos por exemplo é partindo de uma concepção de que o conhecimento é impossível na verdade é como se use mathstassh descem material descem munição para que os céticos percebendo a impossibilidade do conhecimento em alcançar a essência chegasse numa conclusão radical de que o conhecimento não é possível para john locke é mais do que e por exemplo céticos que foram
para esse radicalismo de acreditar que o conhecimento é impossível né o que deveria ver é uma compreensão dentro daquilo que nos cabe compreender o dentro dos limites da nossa cognição olá neste processo o primeiro argumento que john locke que se eu faltar em se tratando aqui da teoria dos artistas é o do acordo universal o que que é essa teoria essa tese aí dos acordos universais que por exemplo estão na base da crença dos geneticistas é acordo universal seria a ideia de que existem certos conceitos certos valores que estão presentes em todas as pessoas que
teriam esse caráter universal e aí a partir dessa existência como um desses valores os inatistas acreditam que seria ingênuo acreditar que por exemplo se isso fosse só uma coincidência de todo mundo chegar numa mesma conclusão a respeito dos mesmos valores então assim batista justificam a partir desses acordos universais a existência de coisas que não são por coincidência igualmente concluídas mas porque antes estão na própria alma humana john locke vai contra bom dia e desenvolve todo um conjunto de argumentos para desconstruí-las fundamentalmente a partir de dois eixos o primeiro eixo é desestruturando né esse discurso e
mostrando desconstruindo esse discurso e mostrando que esses acordos universais na prática não existem já que diante da diversidade dos povos e das culturas a gente não tem como alegar que é um valor igual para todos e depois procurar o prospecto lógico que mostraria impossibilidade de alguma coisa estar antes dela poder ser apreendida ou dela poder ser colocado em algum lugar né então é de um lá que procura mostrar que essa tese do acordo universal é uma tese que não passa de uma falácia que tenta a partir de um ponto específico de partida tentar basicamente e
justificar a existência como se esse ponto de partida não fosse e social mas que fosse algo especificamente natural e nessa mesma situação joão lá que também buscou desconstruir um argumento que tá muito próximo do acordo universal que é a ideia de uma de uma razão que nos permitiria uma conclusão comum também chamado de uso da razão isso seria uma falácia porque esse uso da razão que por exemplo nos levaria a conclusões iguais indiferente de que pessoa estivesse fazendo uso das razão uma vez que esses valores racionalmente se bastariam por exemplo o que para os adventistas
serviria como justificativa para dizer que então eles são inatos ele já estava e nós para john locke esse discurso né pautado no uso da razão é também uma construção afinal se a gente precisa racionalmente aprender a estruturar o raciocínio a gente já tem aqui um elemento fortemente social e nos distância da possibilidade de poder dizer que essa razão é tão puras sem de qualquer influência social contextual para que a gente pudesse afirmar então e conclui que a nossa razão de um modo universal chega às mesmas conclusões e é especificamente se a esse aspecto de aprendizado
na obtenção do conhecimento e não há nada que não seja inato john locke procurou um segundo momento dessa bibliografia mas dessa obra é debruçar-se sobre o funcionamento da mente humana sobre o exercício especificamente a sistema lógico e para tanto ele classificou a nossa forma de apreensão inicial do conhecimento de ideias simples basicamente aquilo que os nossos sentidos carregam para dentro de nossa mente nossa mente vazia porque para john locke aqui a crença a tabula rasa ou seja e que nascemos como uma folha em branco e que são as experiências por meio dos nossos sentidos que
vão preenchendo essa folha essa experiência especificamente que começa com essas ideias simples que são as primeiras impressões que trazemos para dentro de nós e as internalizamos essa internalização acontece em nossas memórias então é como se a gente fosse recebendo informações dos nossos sentidos e a gente vai as arquivando por exemplo na nossa memória uma vez apreendida em nossa memória a gente passaria classificar esses conhecimentos oriundos dessas impressões a partir de enormes então das ideias simples decorrem as projeções as conexões de sensações aos nomes e quando a gente passa a ter dentro da nossa memória um
conjunto de ideias simples todas organizadas por seus respectivos nomes a nossa mente teria a capacidade de abril e coisas que eles fossem por exemplo comuns coisas que eles são distintas a gente conseguiria retirar dessas várias experiências individuais alguns elementos que nos permitiriam criar abstrações no âmbito das das abstrações a gente já tem aqui um segundo tipo de ideia chamada de ideias gerais ou também ideias complexas ideias gerais então representam o segundo estágio do conhecimento humano em que a gente é unido já de um conjunto de informações né obtidas por meio dos nossos sentidos em convertidas
em enormes nossas memórias a gente consegue criar abstrações de coisas não mais necessariamente presos aquilo que a gente tá vendo é aquilo que por exemplo a gente está tocando aqui entra possibilidade de um exercício de imaginação por exemplo então as ideias complexas elas só são possíveis é a conta do acúmulo de memórias das ideias simples então uma ideia geral é possível a partir de um conjunto de ideias simples e aqui claro de uma ló que tá querendo justificar a possibilidade de a gente ter informação ou a criação de coisas em nossas mentes que não necessariamente
a gente presenciou para the unlock faz todo sentido essa possibilidade não porque a esse conhecimento anterior né no modo inato ou algo do gênero mas por que que fato a gente pode simplesmente criar a partir do acúmulo de experiências que temos então a gente pode pensar como por exemplo uma ideia complexa uma ideia geral não só a distração de determinados elementos mas também a criação como por exemplo dragão em que a gente é unifica experiências enormes de experiências que estão em nossa memória e que não necessariamente nos con o dragão existe mas que a gente
pode marginal então por exemplo a gente tem experiência de um réptil a gente tem experiência de asa a gente tem nossa memória experiência do fogo e a gente pode juntar tudo isso numa situação a ponto de afirmar por exemplo esses e então a possibilidade de criação inclusive das nossas mentes estaria restrito ao conjunto de informações que a gente conseguiu aprender por meio das nossas experiências e esse assim é no âmbito cognitivo é claro que também isso na filosofia de john locke reverberam no âmbito prático afinal para ele também os princípios práticos não são inatos e
não há uma espécie de moralidade um conjunto de valores que a gente possa dizer que são universais e que pudessem de algum modo se justificar aqui como algo que está efetivamente dentro de nós então mesmos valores são construções sociais não é à toa que john locke foi um grande enorme aí na sua época também por tratar sobre a tolerância religiosa entendendo é que se de um lado a crença em uma determinada de idade numa divindade a uma multiplicidade de crenças e de moralidades e como não há que a pretensão de uma verdade única e absoluta
então deveria haver sobretudo o respeito o e toda essa construção de john locke para pensar uma teoria do conhecimento a partir de um princípio empirista faz todo sentido numa modernidade cercada pela ciência e claro buscando cada vez mais a partir de todo o progresso do conhecimento se apropriado o mundo de um jeito muito mais material muito mais prático e também pragmático possível ir por exemplo no pensamento de john locke que a gente tem um eco de todo esse desejo moderno de uma filosofia que numa pretensão de ciência abdica de toda a metafísica ou pelo menos
procura se desprender dessa metafísica para ser mais concreto possível e apresentar um pensamento mais concreto possível e aí