ah [Música] [Música] da parte digital da parte do que podia ser a internet que depois se materializou hoje né através de enormes plataformas de comércio eletrônico de gestão de informação a primeira coisa que acontece nesse momento é que os clientes coletivamente começam a ter uma voz muito forte eles percebem que se juntando seja através de um site de reclamações ou através de um instituto como Procom por exemplo eles começam a ter um poder que eles não tinham antes o consumidor ficou mais exigente o consumidor passou a ter mais acesso à informação ao mesmo tempo ficou
mais fácil para uma nova marca se lançar né através das mídias sociais ele começou a ter uma possibilidade de ter uma variedade enorme de mercado para ele acessar que antes ele não acessava tinha Aquela quantidade de marcas era aquilo que ele podia ele ia no supermercado era aquilo que ele ia comprar e pronto A partir do momento que isso mudou ele teve um protagonismo muito maior e as em empresas foram obrigadas a se a se adaptar e coloca um grande uma grande interrogação na cabeça das empresas e dos executivos na direção que olha será que
tudo vai acabar nisso aí será que agora o consumidor vai só comprar online mesmo eu lembro das perguntas Será que é o fim do varejo tradicional a partir do momento que você começa a ter Facebook Instagram WhatsApp e mais recentemente um tiktok e isso fez com que ficasse mais fácil você chegar no consumidor e isso eh fez com que prolifer assem várias coisas porque as empresas começam a ficar literalmente na vitrine eh muitas vezes por coisas boas que elas fizeram ou algumas vezes por problemas todo mundo quer que as coisas se tornem mais transparentes mais
visíveis e a logística começa a ter que correr atrás disso eu lembro bem que o natal de 2011 em particular foi um Natal muito ruim pro ecommerce brasileiro em termos de nível de serviço que surge os termos black froud que começa a ter um pouco mais de de problemas a relação antiga que existia onde varegista comprava grandes volumes da indústria colocava nas suas lojas com muita eficiência né veículos grandes cargas completas e o consumidor ia até a loja buscar o produto agora essa dinâmica também é diferente o consumidor quer receber esse produto em casa você
teve uma evolução muito grande eh do Consumidor que veio puxando toda a cadeia nesse processo também de buscar redução de custo as empresas terceirizando sua produção às vezes fechando fábricas no Brasil passando essas fábricas pra Ásia principalmente pra China atrás de produtos mais baratos a logística ficou muito complexa todas as indústrias que começaram a fazer logística integrada começa a ter uma vantagem competitiva muito forte porque começam a entender esse ambiente mais rapidamente e começam a desenvolver malhas ou ambientes ou se posicionar em termos de região mercado posicionamento de serviço e produto de maneira eh saindo
desse consumidor e desse ambiente e reconstruindo suas malhas seu canal de distribuição buscando ali o a famosa experiência ao consumidor era uma busca incessante por eficiência porque essa eficiência no final virava um diferencial competitivo né indústria que conseguia produzir a um custo mais baixo ou tinha uma margem maior ou conseguia vender os seus produtos com um preço menor e portanto ganhar mais espaço o consumidor passou a ficar mais exigente acelerou o crescimento do e-commerce que tinha nascido lá em 99 2000 com o celular na palma da mão conseguiu comparar preço de maneira mais fácil o
número de akus cresceu exponencialmente você vê indústrias e empresas que não operavam nessa linha começando a montar alguma vertical algum braço de e-commerce se você pensar numa Ambev Antigamente você tinha brama callol Antarctica lá tinha 600 ml hoje uma empresa que tem milhares de marcas com mais do que milhares de skus e deve lançar novos produtos toda semana isso fez com que a logística da porta paraa fábrica ficasse muito mais complexa então a gente vê um Boom de automação a gente vê um Boom de de novas empresas de customização surgindo a gente vê as empresas
tentando se flexibilizar nesses ciclos que já existiam há uma resistência obviamente no começo em função de investimentos já que esse mercado ele olha muito ativo operacional então eu tenho dinheiro eu compro camião eu invisto 1 milhão num caminhão mas eu não invisto os 300.000 na tecnologia porque é caro eu não invisto R 1.000 num treinamento porque é caro existe uma fragmentação enorme ao invés de falar de movimentação de grandes veículos de pallets de cargas consolidadas agora você tem que falar de uma um fracionamento enorme tem que entregar ponto a ponto isso traz novos desafios e
traz desafios de continuar fazendo isso a um custo eficiente para não perder competitividade a gente teve uma vantagem no Brasil que foi poder olhar para fora porque essa digitalização do varejo ela já acontecia em outros países e a gente aprendeu muito com as experiências e desenvolvidas tem uma coisa acontecendo fora do país que começa a aparecer em todas as mídias como notícias impressionantes é um cara chamado Amazon e depois para outro cara chamado alibaba fazendo coisas fenomenais prometendo entregas em dois dias naquele momento entregas grátis pros Estados Unidos inteiro e você começa a perguntar puto
mas como é que esses caras estão fazendo isso uma onda lá do fret grátis né que o e-commerce veio para poder acelerar a venda Então é isso tudo fez uma mudança muito grande da porta para trás das fábricas né fazendo com que ficasse muito mais complexo a gente tem uma mudança de entendimento dos empresários dos contratantes né de quem trabalha de que eu preciso realmente ter mais conhecimento eu ficava um pé no processo e um pé na tecnologia assumi uma área de desenvolvedor eu sabia usar mas não sabia desenvolver sistema né E aí tinha um
arquiteto do da minha equipe que eu falava assim para ele cara a gente precisar colocar isso no mobile cara a gente precisa colocar isso né no celular falar Priscila não dá porque tinha quatro cinco plataformas a polarização foi ali em 2011 2012 mais ou menos quando acabaram todas e ficaram só as duas né foi justamente quando eu saí da web falei Putz agora vai bombar e foi né tipo aí virou e facilitou muito acho que tecnologia inovação é um caminho sem volta eu acho que a gente precisa as empresas precisam estar se movendo em função
disso em termos de informação em termos de capacidade em termos de gerar informação para que possa estar mais próximo fui focado no consumidor final e conectando Conectando aí essas cadeias e eu venho pro mercado livre eh basicamente Eh cara no comecinho da rede logística eu cheguei para tocar uma das né uma vertical das operações que a gente tinha na época que era uma vertical de crossdocking a tinha três centros de distribuição Eu lembro que na entrevista um dos do dos entrevistadores falou assim cara você vai vai tocar uma operação de 80.000 encomendas dia e hoje
a gente tá superando a marca de milhões de encomendas diárias eu acho que que não existia uma preparação prévia para aquilo e a velocidade com que a tecnologia imprimiu essa mudança acho que pegou todo mundo muito de surpresa é mais do que fazer logística é mais do que otimizar é mais do que trazer novas tecnologias é mais do que garantir uma área superavitária e não mais deficitário tem um momento importante ali 2013 14 15 em que parece que a logística tá pouco parada mas no fundo no fundo você tá se adaptando e entendendo que você
vai precisar fazer um movimento algumas empresas são um pouco mais rápidas algumas são um pouco mais lentas foi um período onde houve muita tentativa e erro ainda acho que ainda existia um uma certa dúvida de para onde seguir quando a gente colocava na ponta do lápis toda essa demanda que que o mercado os clientes estavam exigindo a conta não fechava flexibilidade é fundamental quebrar essa estrutura de custo fixo essa ideia de que você não pode conectar você deve conectar você deve abrir você deve estar aberto em termos de sinergia de com compartilhamento de tudo que
há no mercado eu preciso me conectar a logística Precisou se conectar o profissional de Supply Precisou se conectar as outras alavancas a parceiros de negócio eu acho que isso foi fundamental para se antecipar movimentos como esse E aí começa a nascer todo conceito de planos integrados de metodologia ágil de revisão do modelo padrão aquele PDCA padrão vamos chamar assim na solução de problemas a gente se preparou muito para esse momento e a gente começou a se conectar essa proposta de valor a essa estratégia aliada a outros players desse negócio também então foram surgindo muitas tecnologias
que se de um lado eram muito bom pras empresas né porque você passava a ter softwares específicos resolviam dores de outro lado era uma dor enorme porque você tinha que lidar com às vezes com 20 30 40 e fornecedores diferentes para poder gerir essa complexidade toda da sua cadeia não é uma personalização só de comunicação só de produto só de de lista de necessidade de compra Mas é da forma que ele gostaria de receber a indústria de forma geral começa a perceber que precisa colocar o o cliente ou o usuário né parcela do b2c começa
a crescer muito inclusive dentro de mercados que eram b2b a gente vê a logística brasileira em 2016 17 18 19 pré-pandemia já muito preocupada com nível de serviço muito preocupada com cliente muito preocupada em como você vai lidar com com essa experiência do cliente essa alavanca conjunta de áreas importantes dentro da companhia é que fizeram o Supplies se preparar para esse tipo de coisa e eu não tenho dúvida nenhuma que o céu é o não é o limite para isso