outros problemas de controle postural anormal que as nossas crianças têm são problemas músculo esqueléticos então Eh Quais são os os dois principais problemas músculo esqueléticos que a gente encontra nas nossas crianças problemas de alinhamento e problemas de restrição de movimento de uma articulação seja qual for o motivo dessa restrição Então se vocês olharem essa imagem aqui da esquerda que é essa imagem de uma criança que tem determinada determinados vícios posturais a gente consegue entender que por exemplo n nessa foto em que em que ela está sentada com a pelv inclinada para trás Muito provavelmente ela
tem um encurtamento do músculo is tibial Então se ela tem essa alteração do ponto de vista músculo esquelético ela tem uma alteração de postura se ela tem uma alteração de postura ela tem uma alteração de controle postural consecutivamente uma operação de funcionalidade Então se a gente lembrar que a funcionalidade que nem eu falei nos slides anteriores ela tá diretamente correlacionada com a orientação vertical com a verticalidade aqui ela não está numa vertical completa de tronco ela tá curvada à frente por um problema músculo esquelético se ela não está numa vertical adequada ela não vai ter
funcionalidade adequada mesma coisa acontece com crianças que TM marcha na ponta dos pés provavelmente Elas têm aí um encurtamento de gastro kinem se elas têm um encurtamento de gastro nmo Elas têm uma alteração de alinhamento ali de tornozelo E aí elas vão desencadear respostas posturais para compensar esse desalinhamento eh isso a gente vê bastante essa marcha na ponta do esp tanto de crianças com diagnóstico de paralisia cerebral como de crianças com diagnóstico de tea a o tea são por outras questões mas ele Acaba atrapalhando essa parte do controle postural da mesma forma então a gente
que trabalha com com terapia de movimento vamos falar assim para englobar todas as áreas muitas vezes a gente dependendo da área a gente pensa assim o que que eu posso contribuir do ponto de vista de movimento de uma criança com té eh a gente precisa olhar sobre Esse aspecto a gente precisa olhar que essas alterações que as crianças com tea TM como a marcha nas pontas dos pés e é por outra razão por outra questão que não às vezes propriamente um enamento mas que essa alteração que essa criança tem ela vai impactar sobre controle postural
então é muito comum a gente ver crianças com Té por exemplo com alteração de controle Postural e aí se você juntar tudo isso fraqueza muscular hipotonia que também são características nossas crianças eu tenho muita coisa para trabalhar porque a partir daí eu vou avaliar como tá planejamento motor ativação muscular equilíbrio e diversas outras coisas que eu posso trabalhar nessas crianças essa última imagem a gente tem uma criança em agachamento né uma postura de crou eh que é um aumento ali da flexão de quadril e da flexão de joelho então provavelmente as crianças que estão nessas
posturas de agachamento Elas têm uma tensão dos flexores de quadril Então essa tensão dos flexores de de quadril faz com que o quadril fique mais fletido consecutivamente joelho também fete até porque as crianças não tem alteração só do flexor de quadril mas tem outras alterações associadas e a minha criança fica numa postura muito mais agachada de novo se ela tá mais agachada ela tá mais baixa ela tá menos vertical se ela tá menos vertical ela é menos funcional agora vamos olhar um pouquinho para esse gráfico aqui da direita esse gráfico da direita foi um estudo
que fizeram para avaliar qual era a porcentagem de tentativas de uso da estratégia de tornozelo então quantas vezes a criança usou a estratégia de tornozelo comparando a criança controle que é esse azul claro uma criança com desenvolvimento típico em comparação a uma criança com diagnóstico de paralisia cerebral que é essa azul escuro então o que que o estudo fez ele pegou essa criança tanto a criança com desenvolvimento típico com a criança com desenvolvimento atípico e avaliou Qual foi o percentual de uso da a estratégia de tornozelo então só para relembrar vocês a estratégia de tornozelo
é aquela primeira estratégia que a gente tem ela controla o meu centro de massa dentro da minha base de suporte para pequenas oscilações então pequenas oscilações do meu centro de massa quando eles estão dentro da minha base de suporte quem a estratégia que eu tô usando para me manter equilibrada é a de tornozelo eu não preciso usar de outras estratégias para me equilibrar então eles avaliaram qual era o impacto de restringir o movimento de uma articulação por meio do uso de órteses por isso que eu coloquei as imagens das órteses aqui embaixo qual era o
impacto disso no uso da estratégia de tornozelo E na resposta muscular então em resumo o que que eles fizeram pegaram uma criança atípica uma criança com Pará cerebral colocaram eh avaliaram as duas sem órtese que é esse primeiro aqui ó sem otp então sem órtese depois já alaram essas mesmas duas crianças com órteses dinâmicas órteses articuladas como é o caso da foto aqui e por fim avaliaram essas crianças com órteses rígidas como essa daqui que é uma órtese que não tem articulação de tornu E aí o que que eles quis o que que eles queriam
ver o que que eles queriam avaliar Qual era dentre essas duas crianças a criança controle a criança com paralisia cerebral quantos quantos por cento essas crianças usavam da estratégia de tornozelo e de resposta muscular para se manter equilibrado Então vamos olhar os resultados E no caso da estratégia de tornozelo que é esse primeiro gráfico aqui a gente pode ver que primeiro de tudo sem ortes a minha criança típica usa muito a estratégia de tornozelo para ficar em pé para ficar equilibrado então praticamente 80% da estabilidade ela é desempenhada por meio da Estratégia do tornozelo enquanto
a minha criança com paralisia cerebral usa aí um pouquinho mais de 20% então a porcent de uso da estratégia de tornozelo para se manter em equilíbrio sem a criança estar com ortes já tem uma diferença muito muito grande na minha criança com paralisia cerebral Se eu colocar uma órtese articulada uma órtese dinâmica na minha criança seja ela típica ou atípica eu já vejo uma redução bem significativa do número de tentativas o que que isso quer dizer quer dizer que quando eu restringir o movimento de uma articulação eu reduzi a estratégia eh de de tornozelo ou
seja restringir uma articulação por Qualquer que seja o motivo seja usando uma órtese seja por um componente inerente ao indivíduo como uma alteração de tonos uma alteração articular uma uma alteração de alinhamento restringir o movimento restringir um movimento de uma articulação vai impactar no controle dessa articulação nos níveis de liberdade dessa articulação então Hora que colocaram a órtese articulada órtese dinâmica el essas crianças usaram muito menos a estratégia de tornozelo quando colocou uma órtese rígida então uma órtese sem articulação a gente pode ver que teve uma redução ainda maior na criança típica e a criança
atípica criança com paralisia cerebral aí ela praticamente não usou estratégia de tornozelo então conforme eu fui restringindo cada vez mais o meu movimento da minha articulação de tornozelo eu fui usando cada vez menos as estratégias de tornozelo is é um raciocínio meio óbvio E aí vocês podem estar pensando assim tá então não é bom eu usar ordes com meu paciente Lógico que não esse não é um raciocínio muitas vezes a gente precisa eh utilizar uma órtese para alinhamento para posicionamento isso é importante Isso faz parte de um um aglomerado de um todo do tratamento da
minha criança mas eu preciso saber que a depender da escolha da minha órtese ou da escolha de usar órtese eu vou afetar o uso dessa estratégia então se a minha criança Ela é funcional utilizando muito a estratégia de tornozelo eu restringi essa articulação vai tornar ela menos funcional Esse é o raciocínio mas às vezes eu preciso abrir mão de eh funcionalidade abrir mão dessa dessa restrição eu preciso restringir essa articulação para evitar um desalinhamento evitar uma cirurgia evitar uma complicação daquela criança e faz parte o que que cabe dentro de um raciocínio técnico vocês vão
ver que a aula é bem para raciocínio técnico é a stico é só uma porta de entrada pra gente est conversando eh se eu escolhi usar uma órtese com o meu paciente se ele tem uma indicação adequada para uso de órtese eu como terapeuta do Movimento Eu sei que ele não vai est usando determinadas estratégias então o que que eu posso propor na minha terapia desenvolver melhor as outras estratégias ou até trabalhar estratégia de tnz então eu sei que no dia Dia da Criança ela vai est praticamente o tempo todo com orques não vai estar
usando as estratégias então eu como terapeuta posso proporcionar na minha sessão um momento de efetivamente ele usar essas estratégias e esse outro gráfico ele viu a resposta muscular né de distal para aproximal dentro desses mesmos três momentos então sem órtese com órtese dinâmica com órtese rígida e a gente vê uma redução da atividade muscular ou seja quanto mais eu tenho uma restrição de movimento de uma articulação no caso aqui a de tornos ela serve só para exemplificar mas essa mesma esse mesmo raciocínio ele serve para tronco então se eu tiver um tronco que tem uma
rigidez de movimento ou ele tem uma amplitude de movimento muito grande por uma hipertonia ou por uma hipotonia eu vou ter uma dificuldade de controle dessa articulação se eu tenho uma dificuldade de controle o cérebro dessa criança vai usar estratégias compensatórias e consecutivamente vai ter um impacto sobre a funcionalidade sobre essa função dessa criança por isso por isso que a stic ela vai trazendo um conteúdo pra gente com se de se a criança tem ou não uma alteração de controle postural de controle de tronco e com base nesse resultado eu vou ver aonde tá a
questão da dificuldade de controle de tronco E como eu posso dentro da minha terapia melhorar esse controle de Tron vamos avançando um pouquinho na aula chegando aí mais perto do da stico efetivamente eh eu fiz agora então vou trazer para vocês essa revisão não fiz uma revisão grande porque não era o intuito da aula mas o que que eu achei importante trazer para vocês eh estudos recentes que mostrem uma correlação entre o controle de tronco e a funcionalidade para não ser uma coisa que sou eu falando que existe uma correlação entre controle de tronco e
funcionalidade eh o que que os estudos estão mostrando dessa correlação Então eu peguei alguns estudos dessa revisão que eu fiz e eu vou mostrar para vocês bem resumido o que ele avaliou dessas crianças e qual foi eh essa correlação se ela realmente ocorre ou não aqui em cima vocês vão ver imagens dos estudos então tem o doi que vocês podem achar esse estudo pelo doi ou pelo título pelo autor Caso vocês queiram ler esse estudo mais a fundo tá então esse primeiro estudo ele avaliou 58 crianças com diagnóstico de paralisia cerebral ele utilizou diversas escalas
como a gmfm para ver função motora grossa utilizou a PED utilizou outras duas escalas eh de tronco de avaliação de tronco e ele queria correlacionar se havia uma correlação entre o nível de controle de tronco das Crianças com paralisia cerebral e a funcionalidade delas e o que que eles viram existe sim então todas as escalas que eles utilizaram para avaliar controle de tronco estavam estatisticamente relacionadas com o nível de funcionalidade obtido na gmfc gmfm então o que que isso quer dizer quanto mais controle de tronco a minha criança tinha mais funcional ela era no gmfm
quanto menos controle de tronco a minha criança tinha menos funcional ela era na gmfm esse outro estudo ele avaliou crianças com diagnóstico de luxem então foram 26 crianças com Luen eles utilizaram eh escalas de controle de tronco utilizaram avaliações de performance de membro superior e também testes pulmonares porque as crianças comen tem muita alteração do ponto de vista respiratório então o que que eles queriam ver se o nível de controle de tronco né se um programa de exercício de controle de tronco que estimulasse o controle de tronco ia melhorar primeiro o controle de tronco mas
também em Segunda instância ia melhorar ali a funcionalidade de braço e a função respiratória e eles viram que sim um programa de exercícios especificamente desenhado para desempenhar controle de tronco foi foi eficiente para melhorar em primeiro próprio controle de tronco eh mas também melhorou a funcionalidade de braço e função respiratória Então olha que bacana o raciocínio que a gente pode fazer a partir desse estudo a minha colega to tá lá exaustivamente trabalhando função de mão função de braço para aquela criança para ela desempenhar uma tarefa do dia a dia desempenhar uma escrita alguma coisa que
envolva mão e braço então a to tá lá exaustivamente trabalhando eu como fisioterapeuta por exemplo eu vou avaliar o tronco e vou ver que a minha criança tem uma deficiência de controle de tronco então será que a gente não poderia fazer um raciocínio de que nós dois tanto a te quanto eu da fisioterapia Vamos trabalhar Uma melhora da funcionalidade de braço só que cada um sobre uma ótica diferente eu vou trabalhar controle de tronco pro objetivo funcional que é o braço e a mão funcionar melhor e a to vai trabalhar efetivamente a função do braço
e da mão então a gente vai trabalhar em conjunto para atingir um objetivo funcional único só que eu vou enfocar mais em exercícios de controle de Tron e a to vai enfocar mais no Exercício propriamente funcional de braço e mão e a gente tem estudos que mostram que essa correlação esse raciocínio É adequado então eu não tô falando da minha cabeça que eu vou trabalhar tronco para melhorar braço tem estudos que comprovam que trabalhar tronco melhor a funcionalidade do membro superior então fica aí um raciocínio muito bacana pra gente fazer no nosso dia a dia
Clínico na hora de montar o planejamento terapêutico que mostra isso pra família no evolutiva mostra o quê transparece pra família que a gente tá alinhado como equipe então tanto a equipe de físio como a equipe de to estão trabalhando dentro de um mesmo objetivo que é a funcionalidade de membro superior porém a to tá trabalhando um aspecto desse ob e eu tô trabalhando outro sendo que os dois são praticamente igualmente importantes para melhorar eh aquele desempenho daquela tarefa de membro superior