alguns amigos eh costumam me perguntar qual a vantagem propriamente de se usar a o conceito né de precariado eh ao invés de por exemplo o conceito de proletariado né ah eu acho eu vejo algumas vantagens quer dizer ah em primeiro lugar o precariado é parte do proletariado né Isso significa dizer que o precariado é eh o tariado precarizado enfim aquele setor propriamente da classe trabalhadora que encontra-se fundamentalmente inserido um em condições muito degradantes de trabalho que obrigam esses setores né a a um processo de reprodução subnormal das suas próprias condições de produção Não é isso
da força de trabalho um outro grupo muito importante que são aqueles jovens oriundos né dos setores eh da classe trabalhadora que estão entrando pela primeira vez no mercado de trabalho que é também e encontram normalmente as piores ocupações do mercado de trabalho as que exigem menos qualificações né Eh um setor muito importante também são aqueles grupos submetidos a altas taxas de rotatividade pelo fato de não possuírem qualificações por exemplo raras ou escassas entram e saem muito rapidamente do mercado de trabalho com n eh implicações sobre a saúde e assim por adoecimento enfim eh aqueles setores
Ah que transitam da informalidade para formalidade e vice-versa da formalidade para informalidade depende do humor do mercado de trabalho né hoje a gente tá vivendo um momento de informalização do mercado de trabalho no Brasil que tende a digamos eh fazer com que o precariado ele se expanda ele cresça né ah e isso tudo e vocês os colegas me perguntam os amigos me perguntam bom mas qual a diferença disso em relação ao conceito de proletariado por exemplo né existem diferenças né ou seja eh no interior da classe trabalhadora no interior do proletariado você tem setores mais
qualificados que consequentemente eles eh se vem mais protegidos né do desemprego ou mesmo das próprias eh ocupações que são as ocupações pior remuneradas mais precárias que exigem menos qualificações né então são setores mais protegidos quer seja pela negociação sindical queer seja pela pela própria vamos dizer assim ah pelas próprias políticas né que as empresas desenvolvem para tentar reter certos setores da classe trabalhadora que L são mais essenciais enfim e isso tudo conta né eu retiro também dessa dessa discussão do precariado né aqueles eh setores ah de classe média ainda que sejam assalariados mas que T
qualificações por exemplo que permitem né que eles se estabeleçam e ten uma certa estabilidade estatuto de reprodução no caso notoriamente das fatias mais elevadas do funcionalismo público por exemplo e eu retiro do precariado a franja de baixo ou seja o subproletariado o lumpen proletariado aqueles setores vamos dizer assim desempregados de longo prazo de longo período que tem pouquíssima possibilidade de retornar ao mercado de trabalho h e Normalmente quando o fazem quer dizer basicamente pela via do alto emprego então na minha vamos dizer assim interpretação eh o precariado Ele é aquele setor da classe trabalhadora que
se insere nas ocupações mais precárias E pior remunerados consequentemente são os setores mais explorados e aqueles que são os setores submetidos a espoliação dos direitos sociais os direitos trabalhistas por exemplo né são são aqueles grupos que TM um acesso muito muito digamos assim tênue né Tem um acesso muito frágil a direitos previdenciários tem um acesso muito frágil por exemplo a benefícios trabalhistas ou mesmo a direitos trabalhistas né que são negociados pelos sindicatos que não tem uma representação sindical a contento Normalmente eles não TM representação sindical nenhuma e quando tem são sindicatos sempre muito frágeis que
não negociam benefícios enfim eh e por e simplesmente eh São sindicatos chamados sindicatos de carimbo né ou seja então esses são os grupos né que me parecem eh essenciais para pensar os os desenvolvimentos do modelo de desenvolvimento brasileiro desde a industrialização fordista sobretudo não exclusivamente né mas desde a industrialização fordista por quê eh porque a própria industrialização o desenvolvimento capitalista no Brasil foi feito sobre a base da expansão desse setores precarizados então no caso da indústria fordista eh utilizando-se fundamentalmente da Imigração dos trabalhadores do interior das pequenas cidades do Nordeste pros centros eh industriais eh
fluorescentes daquele período do pós Segunda Guerra Mundial né sempre com uma dimensão h de proletariado precarizado ou seja de precariado da indústria de precariado dos serviços enfim e por outro lado eh mais recentemente nós tivemos também uma ampliação muito grande de setores precarizados com Ah o ciclo aí de crescimento lulista né então absorvendo todo ano do 2 milhões 2 milhões e tanto de trabalhadores que ganham ganhavam eh um salário mínimo um salário mnimo um salário mínimo e meio que é exatamente essa fatia onde o precariado se localiza né eh E isso não é uma coincidência
ou seja o crescimento econômico ah em grande medida depende fundamentalmente da Ampliação desse setor precarizado hoje mais do que no passado inclusive porque a gente não tem crescimento econômico Então as medidas do governo temer por exemplo apontam né nessa direção um um ataque Frontal à CLT aos direitos trabalhistas aos benefícios trabalhistas um ataque frontal a representação sindical um ataque frontal enfim a tudo aquilo que eh significa né um patamar mínimo de proteção do trabalhador e consequentemente um aprofundamento das estratégias sociais de espoliação social que tendem a a mercantilizar o trabalho o trabalhador e consequentemente ampliar
esse precariado então na minha opinião sim eh o conceito de precariado tem vantagens né em relação a por exemplo ao conceito de eh salariado né ou de setores assalariados setores médios principalmente e vantagens em relação com de proletariado quando você quer destacar uma parte dessa realidade mais geral ã da vamos dizer assim eh da da classe trabalhadora no sentido amplo quando você quer destacar uma parte que é o proletariado precarizado me parece que faz sentido de chamar a coisa pelo próprio nome e nesse e nesses termos eh utilizar esse conceito que vem da sociologia crítica
e que eu tentei ressignificar com base na sociologia marxista [Música] ah