Olá pessoal meu nome é Gabriel mas pode me chamar de Perdigão atualmente eu sou doutorando e professor é sou também uns coordenadores do tinta vermelha e tive a honra né e ser convidado para fazer essa primeira sessão de abertura aqui né esse primeiro vídeo de introdução essa pequena resenha antes do nosso encontro é tratando desses dois textos que são fundamentais para a gente entender o pensamento do Marcos né é mas antes disso eu gostaria de falar algumas coisas desde que esse tarde desse só esse nosso ciclo introdutório esse introdutória ele se propõe a tratar os
autores que é um dos autores mais importantes aí né é para pensar a partir do século 19 e século 20 é a atividade humano que é o marcas que é um dos autores que é mais comentado mas é menos lido né Então a nossa ideia é exatamente ler o Marcos pelo próprio Marx assim a gente evita é certas caricaturas e certas posições que se dizem marxistas Mas podem bastante do que o próprio Marcos está acreditando está desenhando como o que ele acredita que é realmente a questão é né pra gente fazer isso a gente vai
usar duas ferramentas primeiro a gente vai fazer sempre a leitura de textos do próprio Marcos e para ler esses textos a gente vai se basear em uma ideia que está centrada em um tripé a gente está sempre preocupado com a génese a função EA estrutura de cada um desses textos para que a gente possa ler de certa forma um texto pelo próprio texto O que que essa Gênesis procuro função querem dizer a gente vai entender o texto a partir do contexto histórico em que ele está colocado tanto no momento histórico-social que ele está colocado mas
também dentro da trajetória do autor e a gente vai tentar entender também cinco são que aquele texto exerce ele é um texto de estudo ele é um texto um Manifesto político cada um desses texto tem especificidades né que são obtidos também na estrutura no quê que efetivamente para colocado aqui dentro com que esse texto organizado na no sentido exato de cada uma daquelas palavras é mais ou menos por aí que a gente vai tentar caminhar para identificar também aquilo que a gente vai chamar de estratificação progressiva do pensamento do Marcos né a gente Akita optando
por pensar o Marcos como um cara que tá construindo paulatinamente ele vai a cada texto a cada nova reflexão colocando um tijolinho novo naquela construção que no fim das contas vai ser aquele grande Edifício teórico do pensamento dele né Eu já adianto existem controvérsias em relações a isso há alturas que vão falar que a um corte no pensamento do Max e que o pensamento dele passa a ser um a partir do momento essa visão aqui ela vai nos trazer uma perspectiva de que provavelmente isso não tá muito bem colocado e quem vai nos dar isso
aqui vai ser um exatamente um dos textos de hoje enfim esses dois textos que a gente vai tratar tanto a contribuição à crítica da economia política o prefácio de 59 1259 texto quanto a introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel são dois textos que eles têm especificidades muito importante para esse nosso tudo a primeira dessas duas questões é que esses textos se iluminam mutuamente especialmente a contribuição tem um texto de 50 1899 olha atrás para esse texto de 1920 1843 que é Eu acredito que a filosofia do direito de Hegel introdução e dá
um desenrolar da história desse texto e das conclusões que esse texto da dentro da história do Marcos o texto de 43 por sua vez ele vai colocar os elementos que vão ser Fundação Para que o Marcos vai começar a caminhar em direção algumas ferramentas que no momento do texto de 43 ele ainda não têm e mais vai justificar esse pensamento e as que a gente vai tentar passar um pouco hoje esses textos também tem algumas passagens que se notabilizaram e ficaram é caíram no domínio Popular EA gente vai entender que em algumas dessas passagens nós
temos entendimento um pouco complicados disso a beleza vamos começar aqui agora então a tratar dos dois terços que a gente vai falar hoje daquele que é o mais antigo que é a crítica filosofia do direito de Hegel introdução e esse introdução vai ser bem importante a gente entender o porquê que ele tá ali e vamos lá porque é importante pensar crítica da filosofia do direito de Hegel região é um Pensador Alguns vão dizer que é o filósofo que arremata o pensar filosófico em especial aquilo que a gente vai chamar de idealismo alemão milhares um alemão
é essa escola essa tradição filosófica que no longo curso vai elaborar algumas das questões mais importantes da história da filosofia o próprio Marx vai se colocar na ponta desse desenvolvimento o Marcos vai crescer vai ter sua formação intelectual no meio de um grupo que vai ser conhecido como os jovens reggae anos quem que são esses jovens hegelianos são jovens que se focam no ambiente Universitário alemão de meados do século 19 ali na década de 40 em específico do século 19 e que tem a partir de o correio o seu grande referencial teórico esse referencial teórico
vai ser um chão de disputa de grande parte dos debates intelectuais mais relevante que a gente vai ter tanto em Campos como a filosofia EA história contra um Campos como direito de onde o Marcos vem o Marcos ele mesmo vai falar no prefácio de 59 alguns anos depois que ele era um estudante de direito mas que se ocupou muito pouco do direito em si e foi muito mais para o lado da filosofia da história e ele foi nessa direção trilhando o caminho do sangue anos em um momento em que a universidade ambiente Universitário alemão tá
se dividindo tá se depertamento alisan paz compartimentalizando um pouco nos moldes do que está hoje ele tá então e no momento de virada ali desse ambiente intelectual também outra questão fundamental é que a sociedade alemã que ainda não é Alemanha como a gente conhece hoje ela não é como a gente conhece hoje sócio fica a partir de 1871 Mas aquela confederação de vários estados ali se organiza em torno de um estado que é o estado mais forte Principado prussiano a Prússia é um estado que é uma monarquia e ela experiência algo muito interessante ela tem
um monarca que apesar de ser um monarca conservador garante certa autonomia intelectual é realmente dentro dos universidades é um momento em que vaso desses jovens hegelianos vão entrar no ambiente Universitário dentre eles o professor orientador do máximo sua tese de doutorado professor Bruno Bauer que é um dos representantes Talvez seja o maior representante desta juventude que ele ano e o Marcos Então vai estudar com Bruno Bauer em 1841 defende uma tese de doutorado chamada diferença da filosofia da natureza entre Demócrito e Epicuro que parece ser um tema muito obscuro de Filosofia helenística mas que na
realidade tá colocando que as pessoas que são muito caras para esses pensadores outro desses pensadores vai ser o uso de que forma que vai ser um cara que vai ser principalmente conhecido pelos seus debates em torno da religião o Bruno Bauer também e esse vai ser um momento que por exemplo Bruno Bauer por conta desse refluxo conservador que alemanha tem da passagem ali na década de 1840 exatamente o Guilherme terceiro sabe entra o Guilherme quarto né o mesmo nome Guilherme terceiro sai entra o Guilherme quarto e aquele que eles acreditavam os intelectuais alemães que seriam
monarca menos conservador era realidade um cara que dá menos é espaço para a liberdade intelectual o Marcos Então tem um pedido a sua entrada no mundo na carreira Universitária na carreira de professor universitário e ele se volta depois de 41 a atividade jornalística ele vai atuar em diversos lugares mas não vai ficar em específico onde ele as torrentes do que é um jornal que vai chamar a gazeta renana este jornal vai começar a sofrer uma série de ataques uma série de episódios de censura e ele vai então e até que o jornal seja fechado ele
vai sair da Alemanha quando em 43 ele caso então a gente tá fazendo uma linha do tempo né o Marco se forma e 41 e 42 Ele trabalha na Gazeta renana A Gazeta renana sofre censura em 42 e é fechada no início de 43 ele se casa e vai com a sua esposa passar uma lua de mel em Cross Na que é uma pessoa Léo de Deus que traduz a edição da boitempo da crítica filosofia do direito e Rio vai brincar aqui Cross né a Caxambu da Alemanha né é isso é uma estância hidromineral Onde
o Marcos vai passar três meses nesses três meses o Marcos se propõe a fazer uma uma Devassa crítica ele vai voltar e ele vai fazer aquilo que ele mesmo chama de uma crítica impiedosa de tudo que existe ele vai fazer um acerto de contas com aquela filosofia do tempo lhe nesse acerto de contas e ele vai ele já vinha se distanciando do professor dele no Bruno Bauer e ele bastante inspirado ainda pelo forma ele vai fazer uma grande crítica ao Rio especialmente é um texto que é a filosofia do direito e ele né ele vai
pegar uma dessas sessões que a Seção 3 dessa filosofia do direito de Hegel que é focada no estado e vai fazer o texto régua é dividido em parágrafos e parágrafos um parágrafo 2 que em seções o máquina interessa vocês são três e vai começar uma sessão começa ali no parar de 250 e ele vai começar a copiar parágrafos parágrafos e fazer comentários e se parado Infelizmente o que seria Provavelmente o primeiro ou caderno desses estudos a gente não tem a gente tem a partir ali um pouco adiante de um parar de ser fundamental que eu
parava 200 e onde o rei deu trata o estado de uma forma específica ele disse que o estado é a razão em si para si o Estado então cume da racionalidade que o centro da preocupação no íleo e o Marçal fazer essa crítica ele começa a romper com as ideias de universalidade e de racionalidade do Estado ele vai começar a perceber confrontado com esse interesse materiais que aquela ideia aquele estado e realizado quem inclusive os jovens reggae anos vão dizer que a solução para as contradições sociais da Alemanha ou seja A grande questão é a
instituição do Estado verdadeiro e que o estado verdadeiro que tava sentindo sumido na Prússia era a solução para as contradições a sociedade civil é é o fundamental e por outro lado vai poder parte sul do estado um dos debates mais importantes para esses jovens hegelianos e pelo legado Eliã como tudo por outro lado o ambiente que mais se tinha liberdade nesse debate intelectual até porque pareceu um debate bastante isolado é o debate da religião naquele momento ali na Alemanha aqui você se ali no debate religioso e no debate literário principalmente dizem muito a respeito a
quem é a qual é a sua opção política o Marcos que se alinhava ali ao grupo daqueles que são azuis livre de Berlim começa a fazer essa crítica e percebe e uma e o início desse texto da crítica filosofia do direito de Hegel é exatamente o Marco dizendo acrílica a a crítica à religião da Alemanha é essencialmente terminada Por que que ela foi determinada pelo de forma em outras palavras né a gente precisa passar então da crítica das ideias para a crítica da realidade o Marcos está fazendo então aquilo que a gente vai estar mais
de uma crítica radical que que significa essa crítica radical o Marcos ele tá falando assim ó nossa agora a crítica das ideias já tá acabaram nós entendemos o que que é a religião o que que é a arte nós precisamos agora passar a crítica das condições sociais que engendram isso e essa posição do Max é uma grande ruptura né é o que a gente vai falar da crítica radical vamos lá voltar no texto radical é agarrar as coisas pela raiz mas para o homem a raiz é o próprio homem o Marcos vai tomar em toma
consciência de que não é a questão de se debater a religião e o estado mas sim de bater a sociedade civil eo a Vida Prática dos indivíduos porque para o reino e para os jovens Angry anos é o estado que enseja a sociedade civil o Marcos Então tá fazendo uma grande ruptura ele tá falando é o contrário Então o sujeito desse processo histórico é a sociedade civil e o predicado aquele que adicionado aquilo que é o adjetivo desse sujeito é o estado então a forma do Estado afora é a forma é política acompanha essa forma
social e não é o estado né é que fumo a sociedade civil reconciliada É nesse texto também que ele vai começar a entender como é que essas formas de mediação social como é que a religião como é que o direito como é que elas nasce E aí é disso que vai sair uma das estações mais famosos desse texto né que aquela situação a religião é o ópio do povo tá a religião é o ópio do povo esfumar se realmente disse mas ela não entendida como na maioria das vezes a gente escuta falar isso vamos tentar
ler a situação aqui ó a miséria religiosa Esse é o Max está dizendo constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra miséria real a religião é o suspiro da criatura oprimida o ânimo de um mundo sem coração assim como o espírito de Estados o símbolo tecidos ela é o ópio do Povo o Marcos tá dizendo aqui que a religião é o ópio do Povo no sentido de que a religião ela é não uma droga Oxi uma droga mas só uma droga que se coloca com uma manter para na frente das
listas das pessoas o outro não há droga alucinógena o Óbvio é um anestésico ele o homem então cura as suas dores da vida social a partir dessas formas né e ele vai falar com a supressão da religião como felicidade ilusória que os homens criam né com a supressão da religião como felicidade ilusória do povo é exigência de sua felicidade real que que o mas tá dizendo é necessário Então para que a gente crie essa nova conformação social que dá ensejo à essas formas de compreensão da vida né que vai passar pela distância da religião do
direito e da política a gente precisa de estar né a gente precisa tirar essas formas de enxergar diretamente o que que dá ensejo à isso ou seja e isso é uma grande ruptura essa ideia dessa superação é uma ideia que já tá no olho é uma ideia que é inclusive um dos elementos centrais daquilo que a gente vai chamar de processo de dialética dialética é o movimento no real EA superação é um elemento fundamental desse movimento essa ideia de dialética vai seguir com Marcos até o final a questão ele rompe correio no entanto reconhece diversas
questões fundamentais que eu Coloca depois dessa ida para cross na ele vai para Paris e Pública não estudo mas essa introdução em uma revista que só tem um uma edição que chama-se usar mais frango oceanos que reunia todos esses intelectuais esse lados publicando em um só lugar ele vai organizar isso com outro editor lá na Garganta arranhando que o ar no outro Hulk Eles brigam no processo e por isso só tem 11 medição Mas ele conhece ali um outro cara que se chama Frito em Deus que escreve um esboço da crítica a economia política que
traçar uma arte Então essa arma ele vai falar bom eu preciso olhar para a sociedade civil precisa olhar para a Vida Prática dos indivíduos a arma Qual que é a ferramenta que eu vou usar para isso Windows traz para ele 44 a economia política e o Marcos vai passar de 44 até o fim da sua vida estudando e com a minha política só que a partir de 44 o Márcio eles vão começar a ser expulso de vários lugares e vão rodando em vários lugares vão sair da França vão para a Bélgica vão para Holanda com
clandestinamente para Alemanha até que 1.850 eles chegam na Inglaterra chegando na Inglaterra o Marcos vai se internar praticamente ele vai ter uma cadeira cativa na biblioteca do museu britânico e vai ver tudo que é possível sobre economia política em 50 então ele inicia o processo que vai dar o dinheiro lá na frente ao capital e os 59 esse livro aqui o contribuição à crítica da economia política é o primeiro produto desse processo aqui ele vai ter já lá em 44 tendo tomado contato por exemplo com os os trabalhadores através de um amigo dele também e
jovem guineano nos pés é ele vai começar a construir a partir dos contatos dele com esse movimento trabalhadores com aquela crítica com vários elementos que ele vai construir e vai não acreditem a uma teoria que vai dizer que o Marcos vai ser uma amálgama de diversas escolas que já o precediam do pensamento político francês da economia política inglesa e da do idealismo alemão essa posição é altamente questionável e a gente mais adiante vai poder discutir isso mas o Marcos ele vai ter algo efetivamente novo né e melhor do que eu para falar é ele próprio
não algum morro mas tentar amarrar um pouco dessa trajetória dele ele vai falar né lá né minha projetou minha área de estudos era jurisprudência qual Todavia o nome dediquei senão de moda acessório é subordinada relativamente a filosofia EA história ele vai contar da experiência dentro da Gazeta renana e vai falar os interesses materiais o mais importante é isso aqui ele vai trazer lá minhas investigações e me conduziram ao seguinte resultado as relações jurídicas bem como as formas do estado não podem ser explicados por si mesmo nem pela chamada evolução Geral do Espírito humano Essa é
a posição regaliana isso não é está dizendo sou eu' voltando ao texto essas relações tem ao contrário suas raízes Nas condições materiais de existência em suas totalidades condições essas que região A exemplo dos Ingleses franceses do século18 compreendiam sobre o nome sociedade civil né Oi e aí vai chegar nessa ideia de estrutura e superestrutura que é muito mal compreendida ao mesmo tempo esse pedaço desse texto aqui vai dar é super o substrato aonde vai se descobrir aquela discussão sobre o método no mar desde o lançamento lado do car né das regras do método sociológico o
debate sobre o método é uma das questões fundamentais Ciências Sociais o Marcos não vai entrar nesse debate da forma como a gente entrou e fumo de especial porque ele é antes disso né mas esse pedaço do texto que vai falar tanto dessa ideia de estrutura e superestrutura e de consciência do ser social ser social vão ser debates que vão depois é da edição desses textos e para sempre depois que o Max escrever qualquer coisa não ser levantados e enfim eu acho que era um pouco disso né eu vou terminar por aqui para que a gente
não perca as questões importantes o debate e também para que esse vídeo não se alongue demais muito obrigado espero ver todos vocês é quando a gente for discutir o texto e eu tô sempre aqui Os Camaradas do tinta também para resolver quaisquer questões tanto questões em relação a organização Quando trocar ideias sobre esse texto aqui obrigado