Simples compartilhadas tem o prazer de ouvir hoje Jonas Martins e Zagallo, com as letras e membros do grupo de teatro universitário Catarses. Jonas, é um prazer a sua presença aqui conosco hoje e queremos que você conte um pouco da sua trajetória escolar e também dentro do universo teatral, desde a sua infância, onde você nasceu, até hoje. Tudo o que se quiser contar pra nós está bom assim.
Então, eu vou te atacar, Léo, narrando sua trajetória de compartilhar seu blog, e como você logo estará presente no blog, com certeza vai dar muito prazer. Muito obrigado pelo convite, é um enorme prazer estar aqui hoje, concedendo este memorial e falando um pouco sobre a minha trajetória. Eu nasci na cidade de Serra Talhada, no Pernambuco, mas não foi algo planejado.
Foi assim que meus pais resolveram viajar para o nordeste e lá eu acabei nascendo. Então, tem uma prévia de quando não seria, mas acabei na singular, mesmo dia do peão, na cidade histórica no nordeste em Sertão Pernambucano. Minha trajetória inteira foi na cidade de São Paulo, Grande São Paulo, capital e região do Butantã e o ABC paulista.
Anotando, eu comecei a estudar lá no Butantã, na escola municipal. Pode continuar, porque é aquilo que tem que resgatar algumas coisas. Não vim pro França, isso é legal.
Toda essa mistura, a Zelândia da cabeça, faz parte. Então, é por aí mesmo. Também você estava no Butantã.
Daí, a sua escola primária foi a Limpe. Assim, a escola primária foi no começo no Butantã, na qual eu lembro algumas coisas, lembranças de infância, de brincadeiras, de algumas professoras que marcaram bastante a minha vida. Mas foi fundamental o ensino fundamental, uns, o que é hoje o sétimo e o oitavo ano, que foram deslumbrantes na minha vida.
Nessa época, eu comecei a frequentar bastante a biblioteca da escola. E lá havia uma funcionária chamada Quitéria, e era uma mulher muito peculiar, assim, fumava o tempo inteiro, sempre a falar frases soltas aleatoriamente. Eu comecei a ficar muito amigo dela porque ela era uma mulher aparentemente muito solitária ali dentro da escola.
Ela fazia os deveres dela e ficava na praça de leitura na biblioteca, e só poucos alunos frequentavam também a sala de leitura. Eu comecei a matá-la e ela comentava que tinha aulas nas quais eu não me sentia tão bem. Eu pedi para sair da diretora da biblioteca para conversar sobre temas que estava muito curioso na época, assuntos góticos, temas voltados à literatura norte-americana, do Edgar Allan Poe, por exemplo, e o romantismo do Lord Byron.
Isso me interessava bastante, pois eu tinha um certo conhecimento sobre as literaturas e aquela coisa sombria. Lembro do meu primeiro livro que li, além do sétimo ano, que foi "O Conde Drcula", de Bram Stoker. Foi o primeiro livro que ela me indicou.
Eu comecei por esse, com a capa de couro vermelha, pesquisando sobre todo aquele conhecimento enciclopédico que eu nunca tinha acesso. Era maravilhoso. Eu escondia livros que eu queria que ninguém soubesse que existia ali atrás, para que só eu pudesse falar sobre aqueles livros.
Foi incrível e marcou bastante, assim como muitos professores. Havia uma professora de história, chamada Eliana, que eu queria ser arqueólogo. Ninguém imaginaria isso, mas eu queria estudar, vendo como era esse trabalho, por onde começar, como eu poderia chegar a isso, e eu era o primeiro da sala em história.
Chegando ao ensino médio, eu comecei no interior. Foi quando, em 2009, nós nos mudamos para o interior de São Paulo, na cidade de Iperó. Eu estudei na cidade de Boituva, no colégio Vercelino, e em Sorocaba passei um tempo no Salesiano.
Depois, eu concluí em Iperó e assim tive diversas experiências, porque foram três cidades, a diferença de um ano em cada uma delas, e o teatro apareceu no primeiro ano do ensino médio, com um trabalho de uma professora de arte, da qual eu quero que vocês vão ter uma performance. Mas então, alunos de 15, 16 anos, o que é uma performance? É algo assustador, né?
O que você pensa em toda aquela produção e todos aqueles detalhes. Mas uma performance talvez nem precise de tudo isso. A um simples certo foi o que eu pensei: "Poxa, gente, vamos equilibrar melhor essas ideias aí.
" Como já tinha aqueles pequenos conhecimentos sobre o romantismo e o amor de flexão, fizemos uma apresentação em um pouco de luz, e foi uma performance com quatro atores. Fizemos uma maquiagem sobrecarregada, e o grande símbolo era uma rosa. Era uma espécie de tributo a uma mulher super desejada, que todos os homens desejavam, mas ela apenas escolheu um e após a escolha dela acabou morrendo.
A apresentação durou quinze minutos. Todo mundo ficou horrorizado e assustado com aquilo tudo. E eu falei: "Pô, gente, vamos sair um pouco dessa linha de conforto que vocês seguem, de que ele narra as histórias com 500 bebês, feriados.
" Vamos por um pouco passado, aquela romantização. Eu tive um contato um pouco nessas turmas. Eric Prodon, a professora que eu não lembro o nome dela, não sei agora de Boituva, e ela propôs ter seus tipos de apresentações e levá-los à turma mesmo para apresentar.
E dedicava ao grupo da cidade de teatro, mas o que convence mesmo era o trajeto tradicional, que é o que conta a história, que tem uma narrativa em cima, enfim, que é baseado no livro. A maioria conhece ou já ouviu falar, em uma grande aceitação a coisas novas. Nova sentido da palavra, mas coisas que as pessoas não costumam ver atualmente.
E aí, quando você vai terminando o ensino médio, você decide o que fazer. Então, o ensino médio foi um período muito turbulento na minha vida, porque, no terceiro ano, eu estava decidido que iria cursar Relações Internacionais. Acabou o terceiro ano, fui para São Paulo e, no vestibular, nem o nome foi aprovado.
Começou o semestre lá, só que eu parei um momento na sala de aula, durante a aula, e fiquei melhor refletindo sobre estar ali, sabe? Bem, das pessoas de terno, pessoas falando sobre economia, pessoas falando sobre viagens internacionais. E eu, assim, fui e postei: "Estou muito focado aqui, não estamos sempre concluindo esse curso, né, com essas pessoas aqui.
" Resolvi: "Vou dar um tempo, vou sair. " Não tem um filho de seis meses, e de melhor que eu quero fazer. E foi basicamente isso: eu saí, fiquei seis meses estreando no Guarani sobre Física e comecei Letras no meio do ano, em uma turma que estava encaminhando ali.
Eu sempre tive contato entre a natura e Letras, não só pela forma de planta, mas pelo intuito de dar aula e pelos estudos literários e artísticos, que com certeza são muito amplos e precisam explorar muitas coisas. E como foi a sua história dentro dos Letras? Puxando a história em cursos de Letras, é muito tensa, inquietante, posso dizer logo de cara.
Nós tivemos que fazer uma performance, uma montagem, e chica, né, sobre Vinícius de Moraes – era o tema da literatura, poesia de Antenada. A disciplina quebra, ela já entra em poesia, né? Lembrança é a teoria da literatura, poesia, teoria da literatura, poesia.
Aí foi proposto o que nós quiséssemos sobre a obra de Vinícius de Moraes. Interessante, nós cantamos a música "Aquarela" e foi um primeiro contato no palco aqui da universidade, sabe? Fiquei muito à vontade com a situação, mas não fui tão ativo nesse grupo, porque fui incluído nesse grupo por causa de uma amiga minha.
Palavra que, aos 15, e no entanto, no próximo semestre, eu decidi tomar as rédeas do grupo, eu tentei fazer uma proposta a algumas pessoas que eu achava que me daria melhor, e foi isso. Eu fui, eu tenho uma peça, eu posso dirigir, eu tenho um pouco de experiência. Era "Oliver Twist": "Chicote" explica.
Aí foi dele a literatura, prosa, prosa, prova. Aí foi a obra de Charles Dickens, "Oliver Twist". Eles não conheciam, apenas um deles conhecia a obra.
E fui ficando. A gente fez um filme juntos, eu trouxe trechos do livro, cá ambiental um pouco sobre o realismo inglês ali, na fase da revolução industrial e da trajetória do menino Oliver. A exigir um roteiro, fizemos adaptações, denominamos os personagens, transamos todo o cenário e fizemos uma apresentação que foi uma apresentação muito gratificante, porque até hoje, e depois, quando colocamos o hit no YouTube, houve milhares de acessos e pessoas pediram roteiro, pedindo todo o script da peça para poder produzir também, porque achavam o máximo.
E então, se baseando naquela apresentação, fizeram o óbvio deles também. Escolas entre atrasos e se saíram muito bem; só em 10 e saíram pela apresentação. Não só isso, nós tínhamos assim: "Beleza, aqui é porque nós estamos no salão vermelho do câmpus Trujillo da Universidade de Sorocaba – UNISO.
" O mesmo espaço que ele também ocupou por Nené, então por isso que ele estava ali, aqui. É o espaço onde normalmente as apresentações brasileiras e outros cursos aqui da universidade acontecem. Continuar.
E aí, no próximo semestre, é tipo um diploma ou não vamos mais adaptar nenhuma obra, vamos criar do nada, sem cenário, porque já estávamos adotando um pouco da linguagem do catar. Nessa época eu já estava no carro, já em 2010, e de coragem, pois eu postei na zaga a bola colada no cabelo disso. E então eu falei para o pessoal do grupo "Partilha", que era o nome do nosso grupo, que permitiria tudo isso.
E como quem mais estava no grupo? "Partilha", nossa, tantas! Você se lembra?
A Mariana Rocha, Taís, Tâmara participou também, a Amar, o Elvis já foi do grupo "Partilha" também, Orion, que foi um dos fundadores lá no início do grupo. Muitas pessoas, a Larissa, muitas pessoas. Lembro que nunca brigava comigo porque eu não “tô shoot”, mas agora o cruel achamos o ano.
Está falando do que nunca? Às vezes o pensamento. .
. Agora, por que vocês decidiram dar um nome a um grupo de "Partilha"? Então, foi justamente essa ideia de partilhar uma ideia, partilhar uma vivência, partilhar aquele momento de purificação que nós usamos aaaa toda a plateia, sabe?
Porque na época era algo muito competitivo, um grupo sobre sair o outro, e nós tínhamos uma ótima ideia: uma outra visão de partilhar tudo que nós podíamos. Partilhar, ver como. .
. E aí surgiu isso, já é no segundo semestre, então que estava aqui. Depois, quando Jesus 14 chegou à cidade, e militar até o final de 2007, então deu antes e médios que vocês fizeram juntos, montando essas atividades aqui de 14 simples a quatro semestres.
Que vocês montagem da equipe "Hot Wheels". Alguns membros foram saindo, e nós tínhamos a política também de manter o mesmo grupo e ser superseletivos, não quem poderia entrar posteriormente, porque havia diversos problemas. As pessoas não entendiam a ideia do grupo e acabavam assim não respeitando os momentos de ensaio e as discussões, que vêm novamente a ser importantes.
Você consegue lembrar mais ou menos o nome de algumas das peças da loja? Apresentar, claro. Depois, olha, muito triste.
. . Nós decidimos, ao início, Padre Roger Luís, decidimos criar coisas nossas, autorais mesmo e do nada, aí com uma ideia.
E essa ideia seria ter uma palavra, “noite”, e dessa palavra nós fazemos uma cena e todas as cenas de um detalhamento para que não perdesse o fluxo. E a próxima, depois da limpeza, foi natural. Naturalmente, quero uma peça totalmente questionadora sobre a questão da mente, baseada na obra "O Alienista", de Machado de Assis, que tinha sobre o pensamento: qual o pensamento correto?
Louco? A pessoa está em estado de sanidade ou consciência? Qual nós devemos ouvir, respeitar, refletir, dialogar?
E, depois, naturalmente, foi uma peça que também é contestatória, é muito política, porque houve, naquele semestre, o atentado à cidade de Mariana, que posso dizer assim, pela empresa Vale do Rio Doce, que acabou devastando parte da cidade. E não posso ficar próxima de nós, o cara é o povo, tá? Então, voltando, depois de não falar, normalmente, houve um espetáculo que era totalmente contestatório e era sobre a tragédia de Mariana, em Minas Gerais, provocado pela empresa?
Para a do idoso? Uma empresa de mineração. E todos nós ficamos aflitos com tudo aquilo que estava acontecendo, noticiado, e foi muito de todos, os inquietos, sobre: nós temos um momento para falar sobre isso, pra discutir sobre isso, pra levar ao público.
Isso que o teatro também é, não é só uma contação de história. Também é um teatro muito político, muito contestatório. Isso já é ideia.
E, gelando, justamente uma das atrizes chamamos de Mariana e eu falei: “Mariana, cria um poema falando sobre Mariana, mas que as pessoas no início entendam que é sobre você, porque todo mundo conhece como Mariana”. E foi: “Ela, Mariana, tem 25 anos, mas também já tive sempre alguma coisa. ” E ela começava a comparar a Mariana que ela era e a maioria na cidade.
E houve um momento muito marcante que foi de estendermos um pano, usarmos contra eles, e depois vi uma luz magenta com azul e deu uma coloração roxa, outra de morte. E assim acabava, com aquele pano parando de balançar no ar, e algumas pessoas já ficaram muito emocionadas e choraram. E ser forte demais!
E depois, pessoas: "Nossa, como vocês são ousados porque nunca pensei em fazer isso, nunca pensei que esse espaço poderia ser utilizado pra isso! " E realmente as pessoas veem na TV, vão para a universidade, todo mundo nem se preocupa, nem comenta. E 16 foram lá, estudaram sobre a cidade, viram sobre os aspectos ambientais e houve a tragédia e fizeram um espetáculo sobre isso.
Muito bom! Índices à vista! Cinco autores, que a partilha foi diminuindo.
E aí, essa ideia é a última da partilha. Não, essa foi. Essa foi a última.
A última foi ótima. É, daqui a pouco nós vamos continuar com o segundo bloco, um, o Jonas contando da… ele um pouquinho mais respeito e apreço por partilha, depois a entrada dele no grupo 14 bis. Até já, compartilhada!
Assim, o prazer continuar ouvindo Jonas Martins. O Jonas é palavra! Um pouco mais a respeito de experiências com o partir, já tá aqui na universidade, e depois sobre o grupo de teatro, apresenta.
Jonas conta um pouquinho mais a respeito da importância que foi essas atividades que você desenvolveu, né, do teatro na escola, né? Quando vocês… e depois dentro da universidade, com a importância disso. Você disse: "Acha que bom que existe nele, assim, agora fica mais à vontade para falar, porque fica resgatam as coisas da memória.
" Complicado também. O teatro encaro como um equilíbrio de vida, um equilíbrio com eu. Eu sinto.
Você sente honrado? Pois nossos problemas que acontecem cotidianamente na vida é um quebra-cabeça. O plano disso, e isso funciona desde o ensino médio, desde a escola.
Teve os primeiros contatos, um refúgio no início e depois acabou sendo algo mais, um hobby e até mesmo profissional. Agora, neste momento, importante essas atividades teatrais. Porque eu sinto que há pessoas que se inspiram em mim, principalmente alunos.
Um pacote de contato durante o projeto de iniciação à docência, o PIBID, na escola, amigos Alves, é que isso acaba, ouvimos alguns trabalhos envolvendo teatro e até mesmo um filme no cinema mudo. Aí o questionamento: "Mais por que cinema mudo para dar aula de inglês? " E tal, pra gente os movimentos, vamos esperar a expressar nosso corpo, uma cidade somente pela fala.
E foi incrível. Esse trabalho foi feito no site da PUC, da apresentação, o nome, Campo da UFRJ, e eu, Isaac Amor, que viajamos para esses lugares, apresentar sobre esse trabalho que envolveu o teatro, já que da sua classe, sua chance de salvar o saque. Um embasamento dele de música.
E eu, dobro da performance do teatro, da arte do corpo. E confiamos nessa atividade, sair pra tiro, responsa. Música que nós acabamos como um sistema compacto durante esse projeto do estado, instalado ao redor do professor da rede pública estadual, certo?
E aí, depois deixo o que vocês fizeram. Mais depois disso houve a seletiva, que na escola de ensino integral, ela possui outras correntes educacionais e outros modelos, como, por exemplo, existe uma disciplina chamada “ele quer”, uma eletiva, e os professores fazem parcerias interdisciplinares e propõem uma atividade diferenciada na escola. E o Ângelo, que era a nossa orientadora da escola, propôs que nós fizéssemos algo sobre o rock, porque nós tínhamos um grande contato, um gosto pessoal nosso, o rock.
E o rock por uma forma, ser inclusiva, nesse momento que era um outro semestre. E também trabalhar com a performance, com gravação de um videoclipe, mesmo com a dança. Enfim, esse projeto, segundo projeto que agora estamos desenvolvendo nessa escola.
E como é outra literatura? Nesse contexto, a literatura! Então, nós não tínhamos uma grande cidade da literatura pra trabalhar com gêneros, certo?
A gêneros, não gêneros, as escolas literárias mesmo, mas saber diferenciar um romance, uma de opção. Um temor tanto que o cinema mudo, ele trabalha com a narrativa de que um personagem vai entrando em diversos mundos, em diversas histórias, e cada história é um gênero: ficção, faroeste, romance. Isso foi interessante porque nós dividimos as salas em grupos, e cada grupo discutiu e estudou um pouco sobre esse gênero e partilhou com a sala de aula sobre o gênero escolhido.
A gravação foi em grupos, e em cada grupo, cada gênero era um corpo diferente que se manifestava, um aspecto teatral. A questão do sombrio, como aquele porto, como desenvolver essas nuances, movimentos, trabalhar a voz e o romantismo. Como fazer?
Quais são os traços da figura romântica? Você tem que explorar e manifestar isso e passar ao espectador. Trabalhamos nesse sentido com os alunos para que eles comecem a desenvolver trabalho na sua entrada no grupo de teatro.
A capoeira foi quando, por que dessa história para nós, em 2014, com o projeto Probex, que foi desenvolvido pelo Roberto Gill Camargo, professor. No início do estica e diretor do grupo Catho, diz que na época ele tinha solicitado esse projeto à reitoria e foi contemplado. Ele precisava de alguns bolsistas e solicitou entrevista com um rico; fizemos a entrevista, e durante a entrevista, desde então, comecei a acompanhar o caso nos bastidores, ajudando na armação, indo para outras cidades.
Acompanhei no grupo para essa questão de produção, acertos, ao palco, de ajudar em qualquer coisa que havia necessidade durante o aquecimento. Enfim, era um trabalho técnico, e até mesmo a operação de luz em um outro ambiente, ou com o espetáculo "Conferência Fluxos", que ocorreu em 2015. Eu participei da operação da luz e falei sobre os aspectos da iluminação cênica também.
Aí eu iniciei um grupo; saí e fui convidado a integrar o núcleo do grupo "Casos", que tinha um elenco muito tenso, com aproximadamente 12 pessoas. Era uma peça que já estava em andamento chamada "Simorg", que falava sobre as questões ambientais. Integrei perfeitamente esse grupo, e comecei com o papel dos papéis ali.
Depois, acabei com 78 papéis, apresentando em diversos lugares, aqui no encontro municipal, cerca de 76 vezes aproximadamente. Bom, aí foi o primeiro contato no palco, ou na universidade, no grupo durante catorze meses. Depois, ouvi a proposta de criar um novo grupo, pertencente ao "Cartas", mas com um elenco mais jovem, com universitários dos mesmos cursos: teatro, dança, letras e filosofia.
Desenvolvemos o espetáculo "O Céu de Helicópteros", em suas metas, já em 2015 e 2016, em cartaz até 2017. E, depois, mais um ano de processo de criação desses novos espetáculos que estão em cartaz na Estação Paraíso, que é apenas eu e a Fabiana Souza no elenco, a Priscila Nas Ruas como plástica e Gil como diretor. A Estação Paraíso foi o ápice da minha carreira no teatro; eu já posso dizer que é uma carreira, pelo fato de ter bastante tempo e muita experiência.
Em 2018, foi nossa pré-estreia, mas a estreia mesmo do grupo foi em 2019 com essa peça "Estação Paraíso", nos teatros municipais, que é o Teatro Universitário da então Os Pilotos, na Rua Maria Antônia, em São Paulo. Duas noites de apresentação, sabe, domingo lá, e foi incrível porque o público é totalmente diferente, é um povo culto que participava. Nessa noite, estreou em São Paulo; acadêmicos, pessoas importantes, críticos de teatro e assim foi.
No dia, a magnífica sensação de estar sentindo tudo isso. Estivemos em Sorocaba, duas noites também, e assim por diante. Inscrevemos o espetáculo no Festival Internacional de Teatro da Bélgica, e na cidade, na minha, lá como super unidos do mundo, queriam ver os brasileiros.
Ficamos uma semana durante o festival, teve uma oficina que nós participamos, e foi excelente. Receber a notícia de que nós éramos selecionados para apresentar e representar a universidade e o grupo "Casos" na Bélgica, na Europa, foi muito intenso. No entanto, chegamos lá havia uma certa curiosidade, os olhares direcionados a nós, do fato de termos um comportamento diferente, um estilo de jogo diferente também, porque éramos o único grupo do Brasil, o único grupo da América Latina.
Havia um grupo da Ucrânia, um grupo da China, uma mostra do Brasil, um grupo da França e dos EUA, além de grupos locais da Bélgica. Pelo fato do espetáculo ser falado em cinco ou seis línguas, houve um certo estranhamento por parte do público, porque não está habituado a assistir a espetáculos que são falados em diversos idiomas. E também por ter uma linguagem tão abstrata, não haver um cenário do palco, não haver tantas trocas de roupas; dois atores ali o tempo inteiro durante uma hora no palco, com movimentações frenéticas, uma narrativa não linear.
Ou seja, a captação, a leitura que o público faz, e como deve experimentar tudo aqui, e depois saber, ao falar, a sensação que teve. Como função a degustação de vinho; eu encaro dessa forma, porque muitos quiseram dar um feedback. Muitas pessoas, da Suíça, da velha escola, diziam: “Eu gostei muito da peça, mas não consigo descrever muita coisa.
Eu sinto, mas não consigo falar sobre isso”. O idioma dificultou um pouco, porque temos a impressão de que, na Bélgica e na França, falam diversos idiomas; não é bem por aí. Eles falam francês e mais ou menos o inglês.
Nossa peça falava italiano, espanhol, português, um pouco de francês. Inglês que só do que entender tudo o que ele estava com a sensação de querer entender cada palavrinha, mas vocês falam italiano, aí outro responde espanhol. Aí depois, como Darfur, Dilma de novo, e essa é sua moralismo: todas as saponinas, vários sons que nos agradava, que sentia um certo prazer.
E eu falei: "Cara, que isso é um brilhante, é magnífico! Conheço você, e você cuida muito bem dentro da Semana de Letras. Nem apresentações, sempre faz uma performance em saraus aqui dentro.
" E como que você se vê nesse contexto? 12 letras da Uniso, nesse contexto com os colegas, e você como ex-aluno excelente? Aí já entramos em outra persona: Dow Jones.
Costumo falar que o monge, baixo o trágico ditado, "o trabalho faz o monge", é isso mesmo. Mas que me coloco, Jonas, é como as pessoas encontram: "Fala, Jonas, você entende a França? " Não parece ser essa pessoa que você foi, sabe?
Parece que o homem enche, me torna um Jonas diferente. E nas duas situações, do evento da Semana de Elétrons, Araal, eu sou outra pessoa também, sabe? Isso é muito louco, porque os poetas que têm o manifesto do simbolismo francês dos anos 80 e São Paulo, que tomo como Roberto Piva, que é o spotter - nossa, venero - e o da geração Beat também, são 60, 70: William Bonner, Luceli, Insper, diz Jack Kerouac.
E o tempo pra esses caras, pra cada Semana de Letras, num sarau e manifesto, é um grito. É o Rafa no colégio da justiça. É um momento que eu me sinto mais eu, poderia expor, falar, gritar e trazer poesias contestatórias.
Irmã, em se manifestar de fato, é um manifesto pessoal, manifesto político, um manifesto artístico, o interesse performático, porque há diversas coisas ali que acontecem. Aqui, depois, eu paro para pensar: "Poxa, isso aconteceu realmente pelo fato de não estar preparado, não estar planejado para que aquilo aconteça. " Muitas vezes, no meio da grife, depois você me chamou de novo, porque isso é ele, está sentado chamando pra assistir.
Aí está, que vem aqui, ele vem, aí a gente começa a improvisar. E a gente tem uma capacidade de ler o que o outro, um ou outro, e fazer o mesmo, sabe? Pensar esse equilíbrio que a gente confia bastante, tempo juntos aqui na universidade.
Não tivesse perrengues, há que saber. E isso é muito bom, muito bom mesmo. A gente tem essa loucura: sair por alguma coisa, começar a contar alguma coisa mais que seja legal.
Então agora, eu desenvolvi alguns estudos sobre revistas. São vistas que passaram por um certo momento na história de uma versão que não entrou no mercado editorial, e também de revistas independentes, produções independentes de um público que se encontra num limbo social, que não têm acesso aos meios de produção. Então, eu faço esse texto histórico dos anos 70, 80, nos Estados Unidos, na tela Brasil também, e faço um levantamento comparativo.
Revista Média, por exemplo, era uma empresa altamente revolucionária, contestava todos os posicionamentos dos presidentes, e que poucos vão fazer isso, certo? Artigos, enfim, na Semana de Letras eu vou falar um pouco sobre isso, esse estudo que estou fazendo, e também a produção de ilustrações, as capas, porque as capas dizem muitas coisas, é uma linguagem visual, certo? E que há tantos detalhes, há quem possa falar, tantos ensaios a assim, sem feitos, para desenvolver aquela imagem, aquela comissão, que vai durar um, dois, três dias numa banca de jornal e vai ser descartada para embrulhar peixe, ele entendeu?
E o cara passa meses pensando naquela capa, naquele trabalho, está ativo, e é descartado de uma maneira super banal. E isso é na página, no editorial. E outro estudo é sobre os cãezinhos, que é do mercado.
Ele não escondeu no mercado, mas é uma produção independente, compensatória, política. Surgiu no meio punk e é escrita de ideias revolucionárias e de mudança social, e são distribuídas gratuitamente. O modelo é feito uma matriz e a Xerox, e acaba distribuindo sobre as pessoas na rua.
E acabam falando um pouco sobre a ideia, sobre biologia delas e partilhas, dessa forma totalmente independente e sem fins lucrativos do setor. Elas, muito obrigado pela sua presença e ecológico, que eu narrativas compartilhadas. E continuamos esperando sempre você, como nas semanas Letras, nos saraus, e presente aqui conosco sempre que possível.
Muito obrigado mesmo. Bairro, atleta, em breve, e vocês, até a próxima. Muito obrigado!