Então vamos olhar um pouquinho mais a fundo eu trouxe algumas imagens Vivo pra gente poder contextualizar melhor então quando eu tô falando de estabilidade só Relembrando O slide anterior eu tô falando de manter o meu centro de massa dentro da minha base de suporte aqui a gente tem um gráfico de um estudo que eles viram Como que é o comportamento de oscilação do meu centro de massa que são essas linhas aqui e circulares com relação ao tamanho do meu pé então eles mediram a distância entre o médio pé e o dedo ou seja o tamanho
do pé e quando eu oscilo o meu centro de massa dentro desse tamanho do meu pé Qual é o ponto em que eu passo da do meu limite de estabilidade e preciso mudar a minha base de suporte então vocês podem ver que conforme a minha oscilação do centro de massa vai ficando maior maior do que a distância do meus pés chega um momento em que a distância dos meus pés que é esse espaço entre o médio pé e o dedo não é suficiente para eu retomar a estabilidade sem mudar minha base de suporte ela exige
que eu mude minha base de suporte que é essa linha esse triângulo aqui pintado em azul Então a partir do momento que eu passo o meu limite de estabilidade eu preciso mudar a base do suporte como que eu mudo a base de suporte eu tenho várias estratégias que o corpo pode utilizar para mudar minha base de suporte então um exemplo é eu tô em pé vocês podem até fazer esse teste Depois que terminar a aula se vocês ficarem em pé fecharem os olhos e se atentarem vocês vão ver que não existe um um equilíbrio estático
por completo A gente nunca tá 100% parado a gente tá sempre fazendo micromovimentos microc correções para recuperar a nossa estabilidade e a nossa verticalidade então quando eu tô oscilando o meu centro de massa e fazendo essas micro oscilações eu tô usando a estratégia que a gente chama de tornozelo então o Meu tornozelo tá fazendo micromovimentos micro aust para me manter em pé se eu não tivesse essa estratégia vocês vão ver o que que vai acontecer mais para frente que é o caso dos nossos pacientes se eu tenho uma perturbação desse movimento ou seja eh eu
tenho um desequilíbrio seja ele GR qual for o motivo essa estratégia de tornozelo às vezes ela não é suficiente porque eu tenho eh um limite de movimento de tornozelo Meu tornozelo ele se movimenta até determinada amplitude de movimento Então se essa amplitude de movimento do tornozelo não é o suficiente para retomar o equilíbrio eu preciso usar outras estratégias com mais amplitude de movimento mais avançadas para não cair e Para retomar o equilíbrio Então é assim que que funciona a gente tá sempre perdendo e retomando equilíbrio é assim que que a gente se mantém em Estado
então estabilidade equilíbrio é feito dessa forma quando a gente fala de orientação a gente fala de posicionar os segmentos do nosso corpo para aquela atividade para aquele meio ambiente certo então quando eu tô falando de orientação postural eu tô falando de tarefas funcionais mesmo de função eh e para eu ter uma função para eu ser funcional eu preciso de ter uma orientação vertical eu preciso de ter verticalidade por aí a gente já começa a fazer uma correlação com os nossos pacientes Então a gente tem pacientes por exemplo com diagnóstico de paralisia cerebral Eles não têm
uma capacidade de manter a vertical seja uma vertical de tronco ou uma vertical de uma postura bí de uma postura em pé eh por conta da lesão no sistema nervoso central que eles tiveram como eles não têm orientação vertical esses pacientes Eles não conseguem ter uma adequada funcionalidade então o paciente que não tem verticalidade não tem adequada funcionalidade E aí o que que acaba acontecendo pra gente ter verticalidade ou orientação vertical a gente precisa de diversos sistemas sensoriais diversas aferências sensoriais se complementando Então vamos dar um exemplo de tudo isso esse indivíduo que tá nessa
imagem quanto mais vertical ele fica então ele sai dessa postura sentada e vai para uma postura em pé já vou entrar nessa imagem explicar o que ela tá simbolizando mas quanto mais vertical mais informação sensorial mais aferência sensorial eu tô tendo da gravidade que tá estimulando o meu sistema vestibular então o sistema vestibular ele é estimulado por gravidade quanto mais vertical eu tiver maior é o efeito da gravidade sobre o meu sistema vestibular ao mesmo tempo quanto mais vertical eu estiver maior superfície de sustentação eu tenho e mais informa Somato sensorial eu tenho e também
eu tenho mais informação do meu sistema visual por conta da minha interação do corpo com os objetos no ambiente então a gente costuma falar isso muito aqui na clínica que a importância de colocar um indivíduo em pé mesmo quando a gente usa algum recurso algum dispositivo para isso seja um parapod um andador ele ele vai muito além de colocar em pé a hora que eu coloco o meu indivíduo em pé eu coloco ele numa posição numa orientação de ver calidade e eu coloco ele com um olhar na Linha do Horizonte eu tô estimulando diversos sistemas
sensoriais Eu Tô aumentando eh essa aferência esse inute sensorial e eu tô propiciando que chegando mais informação sensorial ele tem a maior oportunidade de ter uma aferência motora uma resposta motora de interagir com o meio ambiente paciente que só fica deitado na cama só fica eh na cadeira de rodas não tem posturas verticais mais altas eh ele vai ter um comprometimento sobre funcionalidade Isso é inevitável então entrando aqui ó Nessa imagenzinha do livro que eu coloquei e ela serve para exemplificar um resumo de tudo isso que eu tô falando então o que que tá simbolizando
isso um indivíduo aqui O ônibus é só para dizer que ele tá dentro do ônibus tá ele não tá esperando o ônibus Então esse indivíduo aqui desse estudo ele estava sentado dentro de um ônibus em movimento lendo um um folheto à sua frente então aqui ele tava com o corpo dele grande parte apoiado posteriormente no banco uma base de suporte grande porque o banco é largo então ele estava sentado apoiado com os pés apoiados no chão então ele tinha um um um apoio ele tinha um posicionamento corporal uma orientação postural que favorecia ele desempenhar essa
tarefa Então quem já pegou ônibus ou quem já andou de de metrô ou de outros meios de transporte que se deslocam e a gente fica sentado dentro de um carro ou algo do tipo e a gente tá valendo enquanto a gente tá sentado é mais fácil da gente conseguir ler alguma coisa ou mexer no celular porque a gente tem uma estabilidade grande e aí eu preciso de mobilidade em menos articulações o que que eu vou movimentar basicamente para ler os meus olhos e a minha cabeça para ler aquilo que tá na minha frente se eu
for desempenhar essa mesma tarefa com esse mesmo veículo em movimento no caso da imagem ônibus em movimento Mas eu estiver em pé a minha atividade de ler vai ser muito mais difícil por quê Porque eu tenho uma menor base de suporte do que eu tinha aqui quando eu estava sentado menos apoio posterior porque eu não tô encostando em nada e aquele movimento exige muito mais do meu sistema nervoso central para processar esse monte de informação sensorial que tá chegando então é muito mais fácil de eu não conseguir ler eu me Distraí eu não consegui ler
e ao mesmo tempo controlar a minha postura tanto que vocês podem ver que pessoas que tão nesses meios de transporte mexendo no celular ou lendo eles usam estratégias compensatórias como por exemplo abrir as pernas aumentar a base de suporte para ficar estável encostar as costas numa parede em alguma coisa assim para ficar estável para continuar desempenhando a função e por fim a última imagem é esse mesmo indivíduo andando e a e aqui ele tem uma projeção vertical do centro de massa que é o que a gente chama de centro de gravidade que é o CG
então o centro de massa a gente imagina que é uma linha imaginária que cruza o meu umbigo da frente para trás e que cruza uma intersecção com uma linha eh latero lateral então o cruzamento entre essas duas linhas na altura do meu umbigo é o que a gente chama de centro de massa A projeção desse centro de massa na vertical é o que a gente chama de centro de gravidade então o centro de gravidade ele é o que diz pra gente Esse essa orientação vertical do meus pacientes o que que acontece na prática com os
meus pacientes eh eles buscam estratégias compensatórias Então vou dar um exemplo que vocês devem ver na prática do dia a dia de vocês muito comummente com crianças que tem por exemplo paralisia cerebral a criança que tem uma paralisia cerebral ela tem um centro de gravidade ou seja a projeção do centro de massa quando ela tá em pé ele tem uma dificuldade de controle e o que que ele faz para compensar ele se abaixa então a gente pode ver aquela criança que tem uma lesão do sistema nervoso central ficando numa postura de agachamento uma postura de
crouch eh para compensar essa dificuldade de controlar o centro de gravidade então ele busca baixar o centro de gravidade para ter maior controle para ter maior estabilidade E isso acontece também na gente se a gente tá em pé e a gente tem um grande desequilíbrio como a gente tropeça ou alguém Empurra a gente muito forte uma das primeiras coisas que a gente faz é fletir o quadril paraa frente dobrar os joelhos para eu baixar o meu meu corpo e trazer o meu centro de gravidade mais para perto do chão porque quanto mais perto do chão
o meu centro de massa estiver maior estabilidade eu tenho Então a gente tem que lembrar que esse raciocínio todo dos nossos pacientes ele é usado de forma compensatória por isso que as crianças têm tanta dificuldade em ficar em pé em ficar na vertical e fazer uma função então resumindo toda esse slide se eu não tenho vertical eu não tenho funcionalidade porém o meu paciente tem dificuldade de manter a vertical por outros fatores que a gente vai falar