Queridos alunos e alunas, eu sou o professor Alexandreviana Verde, professor do curso de licenciatura em pedagogia EPT IFMA do campus Caxias e daremos continuidade à nossa disciplina metodologias de ensino da língua portuguesa. E esta é nossa videoaula da unidade um, as concepções de linguagem nos documentos curriculares. Quais são os principais tópicos desta aula?
Um, concepções de linguagem e seus fundamentos teóricos, a linguagem dos documentos curriculares oficiais. Lembrando que sempre daremos prioridade aos parâmetros curriculares e com mais ênfase a BNCC, relações entre linguagem, ensino e aprendizagem. Eh, dentro do campo teórico de estudo da linguagem, eh muitos teóricos eles acreditam e defendem a linguagem como uma expressão de pensamento, né?
Nós temos os códigos, né? eh, que muitas vezes eles podem ser estruturados em linguagens verbais ou não verbais, mas quando ele se estrutura, né, quando ele se torna a linguagem, ele já vem, né, como um processo de concretização e organização e principalmente de exteriorização das ideias de sujeitos, né? Então, o que que basicamente aqui nós pensamos, organizamos?
No momento que nós queremos transpor, colocar para fora, eh, exteriorizar, nós estamos usando geralmente a linguagem, seja ela verbal ou não verbal, tá certo? E o pensamento ele antecede a linguagem e se materializa por meio dela. Como assim?
Geralmente aquilo que nós exteriorizamos são construções anteriores dos nossos pensamentos. Ah, eu vou escrever algo. Geralmente eu penso o que que eu vou escrever e exteriorizo a partir da escrita.
Ah, eu vou fazer um discurso. Eu penso no meu discurso, posteriormente eu falo. Então, a nossa linguagem ela geralmente ela é organizada e estruturada primeiramente dentro dos pensamentos e automaticamente nessa relação dialética, o pensamento ele é uma concretização também dessa linguagem.
Ele se interrelaciona, né? Porque nossos pensamentos eles criam vida a partir da linguagem também. Eh, predomina a centralidade do indivíduo e da norma culta, né?
Principalmente porque nós estamos falando de uma linguagem dentro de um de um espaço escolar. Então, geralmente ela predomina essa norma culta, essa essa linguagem socialmente estruturada, organizada, com regras definidas, né? E os grandes defensores e construtores dessa lógica de estudo da linguagem, nós podemos aqui falar de Platão, de Salsor, né, e também dos estruturalistas e da tradição racionalista, tá OK?
que aí parte toda uma formação teórica que vai chegar no que nós compreendemos hoje como linguagem enquanto expressão do pensamento. Eh, para além disso, né, a linguagem ela também pode ser compreendida como um instrumento de comunicação, né? É a partir da linguagem, ela ela nesse nesse dentro dessa corrente teórica, ela é vista como um código utilizado para transmitir mensagens.
Então aqui ela é um elemento comunicacional que faz essa ligação entre dois sujeitos, né? A ênfase no emissor, receptor e na eficácia, né? E na eficiência, no caso aqui da comunicação.
Então o que que liga o emissor, o receptor, né? É a linguagem. é a partir da linguagem que nós conseguimos eh transitar essa comunicação.
É a partir disso que se gera trocas de informações, né? Influencia práticas pedagógicas voltadas à correção e à clareza, né? E aqui nós temos como grandes pensadores que estruturam a sua concepção de linguagem a partir desses fundamentos, o Jacobson, o Chanon, né, e principalmente as correntes, as correntes mais estruturistas da da dos linguistas mais modernos, tá OK?
E também a linguagem ela pode ser vista, que é uma aqui já é algo que eu acredito mais, né, que eu já compartilho teoricamente, é a linguagem como uma interação social. A linguagem que ela é compreendida como uma prática social e histórica, né? Eh, o sentido ele é construído na interação entre sujeitos.
Então, a nossa linguagem, o sentido que nós damos a essa linguagem, ela é uma construção sociohistórica e a partir das relações e trocas dialéticas que nós temos com os demais, com as demais pessoas, com o ambiente que nós estamos inseridos, né? Ela considera os contextos sociais, ideológicos e culturais. a partir do lugar que nós estamos, dos das relações de forças que nós eh estamos submetidos, dos campos sociais que nós estamos inseridos, essa linguagem ela vai sobre vai sofrer alterações.
E aqui são tóricos que eu compartilho um pouco mais, principalmente o Vigotsk e o Bactin, tá? OK. E aqui eu trago um pouquinho de aprofundamento.
Quem quer estudar mais os conceitos, os múltiplos conceitos de linguagem, pode acessar esse vídeo do YouTube, porque é um conteúdo de altíssima qualidade. Eh, dentro dessa prática, que é o que vem fundamentar as nossas leis, eh, se sobressaiu a linguagem como prática social, pelo menos, né, nas políticas de fatos, nos textos políticos, é assim que está escrito, que é priorizada a concepção de linguagem como prática social, tá OK? Os documentos oficiais concebem a linguagem como uma forma de interação social.
É a partir da linguagem os seres humanos se interrelacionam, trocam informações e se tornam humanos também. O ensino deve considerar os contextos de uso e as práticas sociais de linguagem. Então, enquanto muitas teorias eles partem de uma linguagem muito mais rebuscada e escolarizada, aqui eles levam também em consideração as múltiplas práticas sociais da linguagem, o ambiente que esse sujeito está inserido, eh as múltiplas formas de comunicação e é assim que está pelo menos prescrito, né, na BNCC e nas diretrizes curriculares da educação básica.
Eh, dentro desses documentos, a centralidade dos gêneros discursivos, o trabalho com a linguagem organiza-se a partir de gêneros discursivos, né? O que são gêneros discursivos? Os gêneros textuais são as formas, né, como a como a linguagem se organiza e transita na sociedade, tá certo?
Então, esses gêneros orientam a leitura, a escrita, a oralidade e a escuta. Então, principalmente dentro do ensino de língua portuguesa, do ensino fundamental que é menor, que é o nosso foco de estudo e também da educação infantil, nós temos sempre que ter muita compreensão disso, né, de usar a linguagem, principalmente a partir de gêneros textuais, para que o aluno consiga compreender e se apossar da leitura escrita da da oralidade, né? né, e possa realmente se tornar e alcançar as competências necessárias, principalmente previstas na BNCC.
Redes sociais foram fundamentais para as invasões. Vocês se sentem responsáveis pelo que está acontecendo? Hum, de maneira alguma.
Somos totalmente irresponsáveis. Eu trago aqui como uma forma de análise e de compreensão das múltiplas linguagens, sobretudo, né, o algo que nós vamos estudar posteriormente, que dentro destas relações mais atuais, a linguagem ela vai se tornando cada vez mais complexa e tomando novas formas de se de ser no mundo, né, principalmente suas linguagens virtuais, a partir dos memes, a partir dos é, dos TikTok, né, dos vídeos shorts, dos shorts movies, né? Então, essas novas formas de linguagem que os nossos jovens e crianças estão inseridas tornam esse processo cada vez mais eh complexo e cada vez mais dinâmico.
Então, é bom que a escola ela esteja cada vez mais eh por dentro desses conteúdos, para que eles sejam trabalhados e ensinados de uma forma crítica. emancipatória, né, para que o aluno ele não acaba não acabe sendo traçado, né, por esses excessos de informações que não são necessariamente conhecimentos. Vamos aprofundar os debates sobre a democratização do ensino público pós LDB.
Eh, então aqui pós RDB vai ter muitas mudanças sobre o que se ensinar, o por ensinar, como ensinar, que é muito importante que nós tenhamos essa compreensão, tá? OK. Eh, a partir, apesar da LDB ela não trabalhar necessariamente conteúdos, né, essa questão das concepções de linguagem, diversidade, avaliação linguística, ela já vai estar lá, né, fundamentada na NDB, mas ela vai se expressar dentro da questão curricular de uma forma mais clara na BNCC, né, com o reconhecimento das diversidades linguísticas e culturais do Brasil, o combate ao preconceito linguística e a variação das variedades da língua.
Durante muito tempo, vocês devem ter estudado isso em didático, filosofia da educação, nós trabalhamos o que nós chamamos de pedagogia tradicional. Na pedagogia tradicional a linguagem valorizada era somente a linguagem culta, a linguagem escolarizada. o aluno que tinha os seus jargões, as suas giras, ele não era compreendido ou valorizado dentro do seu processo de interação e intercomunicação.
Não que nós tenhamos que sobrepor a norma culta a esses tipos deu mas nós devemos valorizar, compreender, saber trabalhar isso pedagogicamente. E aqui eu trago um pouquinho para que a gente possa analisar a complexidade e a variedade linguística, né? Para mim pode ser uma poção de apim.
A outra criança diz: "Hum, eu aceito uma mandioca, por favor. " A outra criança então vem e diz: "Vou querer uma macaeira que eu adoro". Então aqui eu trago um objeto que é o mesmo, mas três crianças que se comunicam e usam as suas diversidades linguísticas para falar de um mesmo objeto.
Então a escola ela tem que estar preparada para isso. O professor ele tem que usar a comunicação é uma ferramenta importantíssima, tanto de de dominação quanto de liberdade. Então, professor, ele tem que estar muito atento a essas variações linguísticas, ao uso da linguagem para que ele realmente consiga se aproximar do seu aluno.
eh linguagem e multiletramento, que é basicamente o cerne, né, de mais moderno que nós temos dentro do estudo da linguagem, que é a ampliação do conceito de linguagem para múltiplas semioses, né, que hoje em dia, antigamente, geralmente a linguagem ela era dada de forma mais estanque, era o oral, era o verbal ou não verbal ou a mista. Hoje em dia nós temos as múltiplas linguagens estruturadas e interrelacionadas com essas multimídias, que é muito complexo para quem não é dessa geração, com a inclusão da linguagem digitais, das multimídias, dos visuais nos currículos, né? Então nós precisamos estar atentos porque essas gerações estão dentro dessas múltiplas semioses.
Nós precisamos trabalhar isso criticamente também dentro da escola. Eh, e aqui eu trago um pouquinho do conceito do que vem ser esse multiletramento, né? O que é esse multiletramento?
É o uso da linguagem em suas diversas formas e dentro da sua complexidade e interrelação, que a linguagem ela não se dá mais hoje em dia de forma estanque. Tem o digital, o visual, o oral auditivo, a escrita, em sinais, a dança, o teatro. Então, como todas essas múltiplinguagens, né, essas multiformas de expressão estão interrelacionadas e elas se expressam no cotidiano e precisam também estar relacionada à forma que nós trabalhamos nossos conteúdos dentro da sala de aula.
Aqui estão nossas principais referências. Espero que vocês tenham gostado da nossa aula um. Vejo vocês na unidade dois.
Muito obrigado.