Tenha uma boa tarde e uma boa tarde a todas todas e todos uma saudação afetiva as assistentes sociais os assistentes sociais diversas regiões do país e também do mundo que estão participando conosco desta plenária e também a mesma saudação calorosa a e os estudantes de serviço social eu sou André Braga conselheira do Creci Paraná e iniciarei com a minha autodescrição eu sou uma mulher parda meia idade cabelo comprido Castanho escuro estou de óculos é com armação vermelha e um sorriso largo no rosto pela oportunidade de compor este espaço eu estou vestida com um vestido preto
com detalhe colorido e ao fundo tem uma parede em madeira Eu Sou professora do curso de serviço social da PUC Paraná e compõem o núcleo de direitos humanos dessa mesma universidade e tenho como espaço de militância de pesquisa atuação em territórios trabalho com coletivos e Participação Popular e eu expresso aqui a minha grande felicidade e emoção de participar desse 17º Congresso Brasileiro de assistente sociais então uma saudação afetiva a Fernanda uma saudação afetiva também é o Guilherme e hoje estaremos com a tarefa de mediar essa plenária simultânea que tem como tema violências E opressões de
gênero contra mulheres e população lgbtqia+ atuação de assistente sociais e essa mesma ela buscará abordar sobre a Crise do capital e as explorações opressões dominações violências impostas as mulheres e a população lgbtqia Mais também destacar os aspectos envolvem a acumulação primitiva do Capital o que está relacionado diretamente ao processo de colonização escravidão racismo o registro messis hetero patriarcal apresentando aqui análise sobre o contexto brasileiro e também latino-americano falar sobre o aumento das vulnerabilidades trazer como Destaque os desafios enormes enfrentados Nesse contexto pandêmico e as intensificações vinculadas ao trabalho e as violências contra as mulheres e
as populações lgbtqia+ nessa nossa plenária nós iremos abordar também sobre as respostas profissionais de assistente sociais vinculados ao debate de gênero ressaltando os aspectos rebeldias resistências e a Organização das mulheres da população lgbtqia mais no cenário tão desafiador Apresentando aqui a metodologia da nossa atividade então Então os nossos palestrantes terão 40 minutos para as explanações e na sequência a proposta que nós possamos abrir para os debates as manifestações no chat do evento Então é fácil o convite já todas todas e todos para que possam apresentar suas manifestações também perguntas para os nossos palestrantes Então já
iniciam aqui apresentando a nossa primeira palestrante que a Fernanda Marques ela é Da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte Doutora e serviço social pela Universidade Federal de Pernambuco docente da faculdade de serviço social e do programa de pós-graduação e serviço social e direitos sociais da universidade de estado do Rio Grande do Norte líder do grupo de estudo e pesquisa sobre as relações patriarcais de gênero e feminismo Jeff e é bolsista produtividade de CNPQ Coordenadora de pós-graduação da bets gestão aqui se respirar luta Fernanda um grande abraço afetivo abraço muito obrigada pela sua participação então
eu já passo a fala para você por favor Fernanda fica à vontade vocês me escutam bem Então vou começar me auto descrevendo né Eu sou uma mulher parda estou com a camisa cor-de-rosa Meu cabelo é curto eu sou meio idade também tô com sorriso nos lábios como disse a Carla né Muito feliz por estar aqui com vocês como já fui apresentada Sou professora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte então é com muita alegria que a gente saiu da a todas todas e todos e desde já agradece abeps né e ao se fez
o conjunto você fez cresce pelo convite Saúda a todos a todos que estão aqui agradece por vocês terem escolhido estar participando desse debate também saudar o meu colega Guilherme Ferreira que eu tenho uma grande alegria de estar Dividindo esta mesa né então é como vocês viram é enorme é muito audaciosa no sentido de que são muitos temas né importantes e para a gente tematizar um pouco espaço de tempo então para sintetizar ter um poder mais de síntese né dos nossos conteúdos eu preparei um pequeno texto que eu vou ler para vocês assim na leitura mais
dinâmica né para que a gente possa dialogar com mais tranquilidade então inicialmente é eu queria começar com a Fala com uma frase né de Simone de Beauvoir quando ela disse que basta uma crise política econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados então de modo que as nossas reflexões nossas Nossa exposição elas de apontar uma vigilância constante ao ataque a retirada dos nossos direitos que deve ser uma constante uma vez que essas dimensões incidem diretamente nas práticas de violência contra as mulheres No modo de produção capitalista e patriarcal como relações estruturais estruturantes
então reforçamos o debate que nos propôs a realizar que é de sobremaneira extenso por isso nos dedicamos aqui em uma síntese partiremos da perspectiva que desde o surgimento do Estado as violências contra as mulheres são empregadas como forma de organização social desde o período colonial escravista era baseado que era baseada na exploração no Controle e apropriação dos corpos e de seus produtos e que apesar do capitalismo não ter criado pais violências eles se utiliza das mesmas tanto para organização da ordem social como para acumular trabalho reprodutivo seja ele pago ou não como forma de afiança
a reprodução social principalmente em momentos de crise contudo para nós avançar nossos reflexões é importante setuarmos que quando falamos em violência e aí no Plural contra mulheres como morte uma organização social a fim de compreender a nossa posição social na formação sócio-histórica brasileira que é destinada as mulheres sobretudo as mulheres negras principais sujeitos vitimizados num país como o Brasil de Capitalismo Dependente com bases estruturais enraizadas no racismo no patriarcado no machismo no sexismo nas classes sociais particularidades importantes para Análise da subaterização das mulheres sobretudo das negras Tais tessitura nos permitem pensar a condição de marginalização
desemprego injustiças sociais para um determinado grupo social baseado em sua cor raça etnia e gênero então no Brasil desde a colonização a transição do capitalismo independente até reestruturação produtiva e neoliberalismo A Supremacia Branca expressa no racismo estrutural expressado em todas as esferas da vida Social incluindo a produção de conhecimento e de ideologias que tentam desqualificar as resistências e as formas de sociabilidade de pessoas negras em especial as mulheres tornando invisível até pouco tempo seu papel na história e na produção de conhecimento então somado esse breve Resgate sobre a nossa formação sócio histórica é importante compreendermos
que para nós do fenômeno das violências contra mulheres Recorreremos a perspectiva materialista situando num contexto mais amplo do sistema patriarcal e especificamente na imbricação ou nó como nos fala elétrica fiote entre raça classe e relações patriarcas de gênero e adensando ainda outros determinantes como geração sexualidade etnia localização no Globo ou mesmo a região em um país determinado ou algum tipo de deficiência física são também importantes na construção da posição Social dos diferentes grupos de pessoas sendo esses elementos fundamentais para análise das múltiplas formas de opressão sendo dominações exploração presentes na sociedade contemporânea e com impacto
direto na vida afetiva sexual e laboral das mulheres tal realidade aponta que as mulheres racializadas se encontra uma posição onde frequentemente o racismo a opressão de classe e o sexismo se encontram sendo essas mulheres marcadas pelas múltiplas Opressões isso não quer dizer que há uma hierarquia a partir da Leitura que articula dimensões como nós pelo contrário analisam-se Quais são as condições estruturais para que tais opressões sejam observadas e vivenciadas por determinados grupos sociais faz estruturas se retroalimentam mediante o regime de dominação a pressão exploração que potencializa as várias formas de violência contra as mulheres e
segmentos Lgbtqia+ pobres negros e negras essa breve introdução é importante para a gente identificar algumas expressões do capitalismo contemporâneo explicativos da precarização da vida e do trabalho e permanência das mulheres das violências contra mulheres bem como para situar os desafios que a conjuntura impõe ao trabalho profissional de assistentes sociais frente a essas expressões da questão social tendo como de plano de fundo a crise sanitária do novo Coronavírus que acompanha o nosso tempo histórico presente então é feita essa introdução nós situamos né que vivemos numa conjuntura de profunda de crise do Capital expressa na profunda regressão
profunda regressão os direitos sociais e estranhamento da fome da miséria e de profunda avanço do conservadorismo Expresso no machismo na lgbtfobia que a mais no racismo e discriminação de Classe realidade essa endossada pelo atual governo federal que disseminam a lógica patriarcal conservadora que se espraia na exaltação de ideias e na chamada pauta de costumes que a gente tem acompanhado aí sobretudo nesse período eleitoral a partir do culto a família tradicional hetero normativa a ideia de mulheres como mães e reprodutoras submissas e voltada aos afazeres domésticos a ideologia de gênero e o projeto escola sem partido
Ideias que são defendidas por grande parte infelizmente da sociedade brasileira isso nós vimos nitidamente na conformação aí do da disputa de projetos que está aí sobretudo no nosso período eleitoral Então vale destacar que essa é uma tônica Mundial que legitima o discurso de governo de outras direita que longe de enfrentar as desigualdades buscam se apoiar na ideologia que explica Tais desigualdades de forma opressiva e Ideologicamente contrárias conquistas e emancipação das mulheres dessa forma o recrudescimento do conservadorismo e às expressões patriarcais inseridas Nesse contexto tem acarretado sérios prejuízos para a vida das mulheres no Brasil evidência
no Brasil e na América Latina evidenciando a partir do fortalecimento e difusão desse sistema e nas formas sobre as quais eles vem sistematicamente se contrapondo as lutas do movimento Feministas de mulheres as lutas dos movimentos lgbtqia+ e de direitos humanos expressos no momento das várias formas de violência para ilustrar esse quadro a gente traz alguns dados do mapa da violência de 2019 que traz a realidade do racismo estrutural vigente nossa sociedade quando mostra que a cada 100 pessoas assassinadas no Brasil 71 São negras já em relação aos feminicídios o Brasil é o quinto país no
mundo e a América Latina É a região mais violenta no Globo para as mulheres no cenário das violências cometidas contra as mulheres as expressões desse fenômenos se apresentam em maior escala na vida das negras dados divulgados pelo anuário brasileiro de segurança pública de 2020 apontaram que no ano de 1926 Mulheres foram vítimas de feminicídios no Brasil ocorrendo um crescimento de 70 de 7,1% desse percentual 66,7% eram mulheres negras e 89 por cento foram portas pelos companheiros ouídos que os companheiros entre os números de homicídio de mulheres não negras esse percentual não sofreu alterações sendo as
mulheres negras a maioria 64% dos casos em 2018 de acordo com atlas da violência em 2020 então a gente vê através desses dados que o índice de violência contra as mulheres ele já era enorme mesmo antes de a gente viver a Partir de 2020 um momento de pandemia que eu vou meter mais adiante que ele veio só aumentar esses números né então entre os anos também de 2008 a 2018 a taxa de homicídio de mulheres negras cresceu em 12,4 enquanto a taxa de homicídio de mulheres não negras caiu 11,5 escancarando o racismo estrutural em nosso
país a dimensão de classe ela pode ser também uma das possíveis respostas aumento das violências contra mulheres negras tendo Em vista que esse segmento se encontra em condições particulares e mais acentuadas de pobreza desemprego trabalhos precários e até mesmo informais destacamos ainda nesse cenário de violências as violências chamadas institucionais expressa nas negação na negação de serviços públicos As populações mais vulneráveis em especial as mulheres pobres e negras as violências contra as mulheres no campo Quilombolas mulheres da florestas que são invisibilizadas tanto em nível das denúncias como em nível das políticas públicas de proteção e enfrentamento
além das violências praticadas contra as mulheres indígenas quilombolas e também os trans feminicídios que ainda são bastante invisibilizados em nosso país compreendemos que a mensuração dessas violências por isso eu trago esses dados são elementos importantes para que possamos perceber a realidade perversa Da condição da população negra no país bem Como projeto genocida em curso e abençoado aumento da democracia racial e não há como situarmos qualquer reflexão sobre violência contra mulheres né como um demarcador da atualidade em especial na crise estrutural do capital e seu profundo a Traque aos direitos sociais e Políticos agravado com o
surgimento da pandemia da covid-19 em março de 2020 Escancarando mais ainda a crise e suas particularidades impactando sobretudo na vida das mulheres especialmente a intensificação do trabalho das mulheres dada a divisão sexual e racial do Trabalho em função do período de isolamento em que foram adotadas as políticas de restrição circulação de pessoas como sobremaneira os aumentos das violências sobretudo as domésticas e familiares e também as violências contra mulheres nos meios virtuais a crise Sanitária econômica e social do covid-19 tomou contornos de classe gênero nunca vistos principalmente em nosso país dados do IBGE por meio da
pena de covid divulgados em fins dos anos 2020 traz que a taxa de desocupação entre as mulheres foi de 17,2 enquanto a dos homens foi de 11,9 por qual raça a taxa era maior entre as pessoas de cor preto ou parda 16,5% do que brancos 11,5 isso sem falar que as mulheres elas já tem os menores salários de acordo com dados do IBGE ocupando as mesmas funções elas ainda ganham cerca de 30% a menos do que o salário dos homens e ainda né adensando aos maiores cuidados com filhos idosos idosos que a atividade quase que
exclusiva das mulheres que foram sobre maneira intensificadas em tempos de pandemia de acordo com o estudo do portal raça e saúde realizada em 2020 das 270 naquela época né hoje Já são quase 700 mil em 2020 das 270 mil mortes por covid diretas ou indiretas 153 mil foram de pessoas negras ou pardas em relação ao sexo o mesmo estudo em forma que a mortalidade das mulheres pretas e parta 57%, foi a maior relação maior em relação às mulheres brancas já morte de homens negros ou Patos foi duas vezes maior que os óbitos de mulheres brancas
esses dados eles confirmam o que a gente já sabia mas que não deixa de assustar e causar indignação Desigualdades sociais e raciais Profundas elas ultrapassam esferas como educação renda trabalho acessa a informação e violências institucionais chegando na saúde impactando na verdade sobre portanto a pandemia da covid-19 colocou em evidência dois aspectos as desigualdades e o acesso ou a falta de acesso a saúde no País dado o excesso de morte durante a pandemia da covid-19 e a grande mortalidade entre negros e negras Em relação a brancos no entanto não foram apenas os nomes os números de
mortes por covid que vem alcançando sistematicamente números exorbitantes uma outra forma de exercício de poder controle Dominação e violência aparece nos domicílios brasileiros segundo relatório visível e invisível a vítima a vitimização de mulheres no Brasil na terceira Edição do Fórum Brasileiro de segurança pública de 2021 aponta que mulheres reportaram níveis Muito mais altos de estresse em casa em função da pandemia 50% em comparação a 3,7% dos homens e permaneceram mais tempo em casa fato provavelmente vinculado né os papéis patriarcados de gênero tradicionalmente desempenhados dado que historicamente cabe as mulheres quase que exclusivamente o cuidado com
o lá filhos e filhas idosos idosos doentes aumentando a sobrecarga feminina com o trabalho doméstico com a família o Relatório mostrou ainda que uma em cada quatro mulheres brasileiras 24% acima de 16 anos sofreu algum tipo de violência ou agressão nos últimos 12 meses durante a pandemia da covid-19 isso significa dizer que cerca de 17 milhões de mulheres sofreu violência física e psicológica ou sexual no último ano além de cinco cada 10 brasileiras 51% relataram ter visto uma mulher sofreu algum tipo de violência no seu bairro comunidade ao Longo dos últimos 12 meses outros números
alarmantes que a gente podia trazer também é que 61% das mulheres que sofreram violência no último ano afirmaram que a renda familiar diminuiu nesse período quer dizer a pobreza ela ela se espraiou nesse contexto da pandemia Fato notório né que a gente vê o retrocimento o reaparecimento da Fome do desemprego da miséria do desalento né então esse relatório que durante significa dizer que 17 milhões de Mulheres sofrendo violências físicas relataram ter visto uma mulher sofrer violências né seu bairro comunidade esses números são alarmantes né entre as que sofreram violência esse percentual foi de 50%, 52%
mulheres pretas no Brasil sofreram assédios também que um outro tipo de violência né que aqui quando a gente fala em violências contra mulheres no plural a gente tá se referindo às violências não só as domésticas e familiares as abarcadas na Lei Maria da Penha mas também as violências contra as mulheres no trabalho os assédios nas ruas as violência política a violência obstétrica as várias formas as violências institucionais negação de direitos né E tantas outras violências que atingem as mulheres e as populações mais vulneráveis negros negros lgbtqia+ que aí o colega Guilherme vai estar abordando né
portanto podemos inferir que as violências contra mulheres não é Um problema é bom que a gente né deixa isso é bem explícito não é médio na pandemia Na verdade é um antigo problema no Brasil e no mundo entre as múltiplas formas de manifestações que esse de violência pode tomar certamente a violência doméstica é uma das suas mais Face facetas e mais presente no cotidiano de milhares de mulheres e aqui tem tido maior é visibilidade da do seu agravamento e sobretudo nesses tempos de pandemia onde as pessoas estavam no Maior convívio social que houve esses praiamente
essa agonização essas configurações atuais apesar de novas elas são decorrentes de informação social assentada no patriarcado na colonização e no escravismo conforme apontamos é importante né a gente registrar que apesar desses números está recebedores que se dão anterior à pandemia mas que se agravam com a pandemia da covid-19 né é a gente registrar que particularmente a partir De 2018 o governo federal por intermédio do Ministério da mulher da família dos Direitos Humanos né Que nada totalmente conservadora e de reprodutora de estereótipos das mulheres Elas têm de certa forma incentivado né E esses praiamento também ele
é ele é ideológico né então o ministério ele vem de sistematicamente contingenciando recursos para as políticas públicas das mulheres mesmo havendo um orçamento disponível que é mais grave em 2021 para Vocês terem uma ideia dados do Instituto de estudo socioeconômicos né o Ministério Público Federal abriu o inquérito para investigar baixa execução do orçamento em 2020 pois dos 132 milhões autorizados para os programas de proteção às mulheres em situação de violência pasme somente 30% foi executado o que significa dizer que o governo desgoverno deixou de investir na rede de atendimento as mulheres situação de violência e
para repassar para Estados e municípios aproximadamente 93,6 milhões todo esse cenário de aumento das violências contra as mulheres né a gente aborda também destaca as várias violências as domésticas familiares tipificadas na lei Maria da Penha que foi fruto das lutas é feministas né a partir do final dos anos 80 com essa conquista que a gente teve que apesar dessa grande conquista a gente vem vive um tempo de muito retrocesso de muito Ataques e até de contingenciamento de cortes nas políticas né que dão que dão essa atividade que dariam afetividade a Lei Maria da Penha que
é uma lei não só aparato jurídico legal mas uma lei que demanda várias políticas públicas de enfrentamento e proteção as violência contra mulheres assim se faz necessário e atuação do Estado por meio de ações e políticas públicas que vivem combater e prevenir essas expressões da questão social que há muitos atingido as Mulheres políticas estas que tenham que tenham como objetivo garantir as mulheres condições de vida digna que passa por uma vida sem violência opressão nesse cenário de agudização da crise social e das violências contra mulheres destacamos as lutas e resistência das mulheres expresse nas lutas
feministas contra os assédios as violências políticas de gênero do Parlamento mediante campanhas machos manifestações A gente tem visto aí o estranhamento do debate né sobre violências contra as mulheres nos meus virtuais as violências políticas violências no Parlamento né A medida que a gente o movimento feminista tem Espraiado esse debate a gente vive um profundo retrocimento e o conservadorismo incrustado tanto na Esfera do Estado como também uma uma pauta de costumes bastante incorporada por parte da sociedade aí que endossa o machismo o racismo a lgbtfobia e as Violências contra as mulheres então trazendo um pouco para
esfera da nossa profissão né Para nossa Estamos aqui no nosso congresso prazer de assistentes sociais é importante a destacar a direção social que está explícita no nosso código de ética profissional de 93 que destaca a liberdade como valor central e óptica por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária sem discriminação exploração De classe etnia e gênero nessa mesma década de 90 nessa mesma década dos estudos feministas os estudos feministas estudos sobre diversidade sexual e humana começaram a ser incorporadas pelos serviço social como aporte teóricos na compreensão dos fenômenos do
cotidiano profissional sendo incluídos em alguns currículos na graduação ainda de forma de certa subalternidade né apesar das demandas dos espaços sócio Ocupacionais dos assistentes sociais contudo a gente pode apontar avanços desse tema na nossa categoria tanto em nível do trabalho como na formação a partir dos anos 2000 esse tema encontrou espaço no Congresso Brasileiro dos assistentes sociais né no INPS no Encontro Nacional de serviço social onde relações patriarcados de gênero relações éticas raciais se tornaram esses temáticos em 2010 a gente teve a criação do gtp da beps né serviço social e Relações patriarcados de gênero
raça classe atinia feminismo E sexualidades conforme exposto o serviço social brasileiro balizado pelos princípios ético profissionais vem ao longo das últimas décadas se constituindo como um forte aliado nas lutas cotidianas pelos fins das violências do racismo do sexismo das lgbtfobias tanto do ponto de vista ético político teórico metodológico como técnico operativo do ponto de vista teórico metodológico Merecem destaque as Produções do conjunto que você fez crédito você faz manifesta com campanhas como amor fala todas as línguas na campanha as Ciências Sociais contra o racismo com todas as formas de preconceito denunciando desmuito das políticas sociais
dentre outras só para citar esse ano nós tivemos o 15 de maio com o tema trabalhadores do Brasil mostrando que as mulheres são as mais afetadas pelo trabalho precário a fome a miséria e as Violências destacamos ainda a campanha do conjunto que você faz crédito dessa atual gestão 2020 2023 nós mulheres assistentes sociais de luta que tem intuito de defender o trabalho dessa categoria que é constituída Aí segundo perfil é sem lançado né que agora também está aí na estante virtual do nosso congresso que o perfil da nossa categoria é 92% de mulheres bem como
se contrapor todas as formas de opressão de gênero Classe e Raça a Quais as trabalhadoras estejam envolvidos em seu cotidiano profissional além do estranhamento da produção agora que eu sou mulheres feminismos violência contra mulheres que a gente viu nas publicações aí da coleção biblioteca básica da serviço social e sociedade e de outros veículos importantes da nossa área que está se dando sobretudo a partir dos anos 2000 o estranhamento da produção das temáticas de violências opressões contra mulheres Ela lgbtqia+ a falta do racismo né tão bem incorporada na luta de racista anti capitalista e antissexista que
a nossa profissão endossa né no campo técnico cooperativo a opera a gente pode citar a operacionalização integral da Lei Maria da Penha lei 11.340 de 2006 que passou a ser um compromisso de todo e todo assistente social no âmbito da articulação e atuação na rede de proteção as mulheres Em situação de violência e o serviço social tem contribuído significativamente para garantir o direito dessas ao serviços bem como as assistência as mulheres e suas famílias e no fortalecimento de ações educativas de prevenção reafirmando no seu cotidiano o compromisso histórico da categoria com todas as formas de
opressão discriminação e preconceito contra as Mulheres nesse sentido Nosso compromisso enquanto categoria deve ser sistematicamente o de exercer uma escuta atenta isso significa compreender a trajetória histórica das mulheres as questões relacionadas à raça situação socioeconômica sexualidade espaço geográfico geração aos seus valores espaços de participação e convivência as redes de enfrentamento e atendimento apoio interpessoais ou das políticas públicas de proteção social Vale salientar que muitas mulheres ao Tentar buscar apoio né para acabar o minimizar a situação de violência elas não buscarão os serviços especializados muitas vezes né e sim suporte de conhecido outras redes de apoio
não só buscarão Desculpa os serviços especializados e sim o suporte de conhecidos outras redes de apoio que a gente chama de sociabilidade Comunitária e social por isso é importante de a gente pautar esse debate sobre violência contra mulheres e da Gente a importância dessa plenária na nossa categoria do nosso congresso está trazendo para o debate as violências contra mulheres e LGBT queima mais no contexto de profunda crise do capital de profunda Ataque aos direitos as políticas de proteção enfrentamento das violência contra mulheres como também um avanço dessa pauta conservadora de um retrocesso imenso que a
gente tem vivendo aí na Dinâmica das nossas relações sociais Outro ponto que requer atenção da nossa categoria no atendimento as mulheres situação de violência é o cuidado né a gente ter muito cuidado para não culpabilizar e responsabilizar as mulheres pelas violências as quais elas são vítimas indagações como por que você ainda está nesse relacionamento porque ainda não foi ao serviço que Eu encaminhei dentre outras poderão acabar transferindo para as mulheres a Responsabilidade de terem sido agredidas reutilizando-as ao invés de fortalecê-las além disso é preciso considerar a diversidade das mulheres somos mulheres se trans brancas negras
lésbicas heteros bissexuais dentre outras possibilidades de orientação sexual e identidade de gênero nesse sentido compreendemos que a problemática das violências contra mulheres é uma expressão da questão social e portanto objeto da nossa Intervenção profissional visto que o nosso projeto é de político vislumbra como Horizonte a construção de uma sociedade sem exploração Dominação e opressão de qualquer natureza e aí para concluir né É urgente que possamos construir uma contra ofensiva em direção à sociedade livre de exploração de opressão que articula que esse articule com a agenda de lutas da classe trabalhadora e pautas profissionais frente as
desigualdades Sociais raciais isso sexuais de gênero e o compromisso ético político com a denúncia enfrentamento da precarização da vida e contrária a todas as formas de violência opressão e discriminação nos vários espaços da vida social seja na rua na casa no trabalho nos meios virtuais etc as desigualdades patriarcados de gênero raça e classe que perpassa a sociedade brasileira encontra-se ainda presentes no século 21 mesmo após conquistas históricas do Movimento femin ao longo dos últimos anos Tais desigualdades incidem sobre a totalidade da vida das mulheres por intermédio do controle da sua sexualidade dos seus corpos de
sua autonomia financeira das desigualdades do Mundo do Trabalho das violências e de toda sorte de opressões Então eu queria concluir falando do nosso desafio né frente a essa conjuntura que não é só uma conjuntura brasileira mais Latino-americana e até mundial dessa ofensiva Ultra neoliberal aos nossos direitos né enquanto mulheres no direito nosso corpo nossas autonomias dizer que a nossa luta ela deve estar articular das lutas da classe trabalhadora a luta por uma vida digna sem violência sem discriminação sem opressão dizer que a gente vive num contexto de profundo retrocesso mas o horizonte da luta da
Esperança da emancipação ele deve faltar e não para nós não cairmos na Desesperança estamos no momento muito difícil mas juntas juntos e juntos Podemos enfrentar o desafio de viver uma vida livre de violência e com autonomia muito obrigada a gente fica à disposição do debate Boa tarde muito bom voar que menciona que basta de Fato né Fernanda essa é uma crise política econômica religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados e nós estamos né no contexto tão complexo como bem você conjecturou e a Desigualdade de gênero a violência as violações é justamente essa realidade
mundial e apresenta essas marcas tão expressivas aqui no nosso contexto brasileiro então quando tua apresenta toda essa discussão vinculado debate da violência doméstica política institucional obstétrica é o quanto é fundamental entender que essas violências infelizmente seguem nos matando e que nós assistimos diariamente a morte de mulheres dentro de suas casas Então a importância de você trazer os números vergonhosos mesmo aqui do contexto brasileiro do quinto país do mundo em situação de feminicídio eu peço licença para comentar sabe de uma forma muito emocionada essa semana nós tivemos notícia da situação do feminicídio do mar estudante né
de serviço social no nosso curso que abalou todas né absolutamente todas as professoras estudantes do curso Então infelizmente a gente vê que essa situação né ela se Expressa em vários contextos inclusive ao nosso lado né então assim o quanto isso é dolorido porque essas expressões de fato elas nos machuque nos marcam e a tua abordagem né o evidenciar essa relevância também dessa intersecção de classe raça gênero justamente é fundamental também para incentivar e orientar o trabalho de assistentes sociais nas suas diversas políticas sociais e que esse trabalho sempre seja ter passado pelo debate como as
mulheres Entendendo essas relações patriarcais de gênero de valorizar a diversidade a pluralidade das mulheres também você colocou Fernanda e a e a necessidade também dessa aproximação da categoria de diversos movimentos de mulheres né E também apresentando aqui a ênfase da nossa campanha do triênio que mulheres assistentes sociais contra o trabalho explorado contra toda forma de opressão e de defesa a vida então de fato quanto isso é significativo no âmbito do Conjunto CPS na bets pelo gtp e é isso né Eu acho que os desafios são tremendos e quando a gente traz esses aspectos também para
esse contexto pandêmico apresentando né Toda essa dimensão Econômica de saúde de violência doméstica que se apresenta Nesse contexto e o qual né Nós assistentes sociais também fazemos parte né e tendo inclusive esse levantamento do último perfil é como bem foi apresentado né Fernanda Pontes 92% da categoria de Assistentes sociais formados mulheres Sis transssexuais travestis né então o quanto é essencial todos os elementos que foram apresentados aqui no debate Pô né tentei trazer aqui de forma muito sintética alguns apontamentos né apresentados pela Fernanda fala dela foi extremamente valorosa potente mais que de qualquer forma fica o
convite para que também seja realizadas perguntas logo mais Então na sequência eu já faço convite por favor para que o Gustavo Então esteja conosco na sua fala então me desculpa Guilherme não é Gustavo é Guilherme mil perdões então o Guilherme que vai estar conosco então o Guilherme é Guilherme Gomes Ferreira ele é da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ele é Bacharel mestre e doutor em Serviço Social pela PUC do Rio Grande do Sul do serviço social pelo Instituto Universitário de Lisboa especialista em Saúde da família e comunidade professora adjunto e coordenador do curso
de serviço social da UFRGS e coordenador do juts grupo de pesquisa e justiça direitos humanos e segurança bem como o Guilherme também ativista e Voluntário da ONG somos comunicação saúde e sexualidade Guilherme prazer estar aqui com você mais uma vez Então por favor eu passo a palavra para você né para que possa fazer as suas explanações nesses próximos 40 minutos Andreia Obrigado pelo pela saudação prazer estar contigo com a querida Fernanda também Divino esse espaço tão importante é uma honra uma alegria muito grande falar né com assistente sociais sobre esse tema que metam caro que
é o da sexualidade do gênero queria dizer né vocês que esse é um debate que eu venho maturando Desde da graduação e serviço social e depois em seguida já ingresso no ativismo aqui lgbti de Porto Alegre Então sou ativista 13 anos numa organização e acho que isso me constitui muito mais do que digamos assim professor pesquisador né então acho que essas essas dimensões estão muito conectadas e eu acho importante dizer isso porque também a contribuição que eu gostaria de fazer com o pessoal hoje É nesse sentido de pensar uma intervenção militante né uma intervenção comprometida
politicamente eticamente com um debate que a gente pode avançar de um ponto de vista como disse A Fernanda até que técnico operativo teórico-metodológico e ético político Então queria pedir que o pessoal que pudesse colocar a apresentação que eu montei também nesse aspecto de poder fazer um Norte aqui da fala né não extrapolar muito tempo que a gente tem de 40 minutos eu vou primeiro lugar apresentar para vocês o que que nós vamos debater nesses 40 minutos eu vou tentar fazer uma breve Contextualização de alguns conceitos Chaves em torno do debate de gênero sexualidade das discidências
sexuais de gênero depois Uma Breve análise de conjuntora do que que nós estamos vivendo no Brasil Contemporâneo é de uma agenda que a gente tem chamado de antígenero na relação com pensamento conservador e com capitalismo para também dizer de alguns dados de atendimento né ou sua assistente social Voluntário numa ONG então a gente faz o presta atendimento para população lgbti eu gostaria de discutir com vocês alguns dados de atendimento e em seguida então finalizar com as contribuições dos serviço social tanto do ponto de vista da intervenção quanto do ponto de vista da produção de conhecimento
científico né O que que é Nossa área pode elaborar cientificamente em termos dessa dessa temática eu queria só rapidamente tirar uns minutos para falar com você sobre Alguns conceitos que eu tenho utilizado nesse tema o primeiro deles diz respeito Justamente a sigla que a gente vê que tá em disputa né tá em discussão no Brasil o Brasil a gente tem o sistema de conselhos como um espaço de debate né os conselhos conferências um espaço de debate coletivo e político e representativo das diferentes pautas né da Saúde da educação da assistência dos direitos de determinados populações
e a gente teve né duas conferências Nacionais da nossa população uma em 2008 e outra em 2012 se eu não me engano e essas conferências Então maturaram essa noção da sigla E desde então que nós tiramos né em termos de movimento social foi a sigla LGBT e passaram-se muitos anos nós não tivemos mais conferências nacionais então agora a gente vê que o debate da sigla é um debate em disputa mas eu gostaria de problematizar com vocês o uso sobretudo do que né então nós temos o LGBT que é de lésbicas gays Sexuais travestis e transexuais
e nós temos agora a inclusão de novas identidade sexuais eu vou passar rapidamente por aqui porque eu gostaria de dizer que o que né que significa Clear na verdade é muito mais um movimento de contestação e identitária que surgem inclusive de ativismos norte-americanos o queer no primeiro momento então é um xingamento é uma palavra que se utiliza para xingar as pessoas LGBT a gente poderia traduzir Como se fosse não um xingamento aqui no Brasil e ele é então incorporado pelo pensamento dos estudos culturais dos estudos de identidade norte-americanas para produzir uma certa área de conhecimento
que hoje nós chamamos de teoria cuia e na importação desse conceito do Brasil a gente Verifica que o que se torna quase uma identidade uma identidade guarda-chuva para definir uma série de outros suje que não estariam se sentindo Representados pelo LGBT E no entanto eu gostaria de problematizar que o movimento teórico e político que surge né do contexto do que no início como contestação identitária é um paradoxo que a gente trate como identidade então isso apenas para a gente pensar que eu tô falando aqui de identidades coletivas de identidades políticas né que um pouco para
mim faz uma diferença daquilo que seria uma identidade mais individual ou seja de um ponto de vista individual as Pessoas têm direito né tem possibilidade de se identificar como bem entenderem mas depois a gente precisa transformar né fazer uma mediação dessa identidade individual para outra mais coletivo e política que aí eu acho que o Brasil ainda não fez esse debate com suficientemente tá então por isso eu ainda vou utilizar aqui nessa palestra o termo lgbti né de lésbicas gays bissexuais travestis transexuais e pessoas intersexo a gente não vai ter Tempo para abordar cada uma dessas
categorias né eu convido vocês a darem uma olhada um pouco nessas conceituações Mas seria um pouco da nossa forma hoje no Brasil de representar todas as artescidências sexuais E de gênero e falando em dissidências sexuais de gênero um outro uma outra definição que eu vou utilizar com vocês é justamente essa elaborada muito pelo Leandro Colin em Salvador Encontra a posição um pouco a noção de diversidade sexual como uma categoria que poderia ser mais reivindicatória mais contestatória mais radical do ponto de vista daquilo que ela se propõe até porque a gente vê que o debate em
torno da sexualidade e eu vou falar um pouquinho com vocês a respeito disso tem sido muito coopitado né pelas diferentes matizes políticas e ideologias né e tanto aquelas que a gente pode considerar de esquerda mas Também aquelas mais de direita não liberais como uma pauta que poderia representar qualquer tipo de orientação política e aí dentro dessa computação que se utiliza muito é a noção de diversidade sexual então por exemplo né o mercado da diversidade sexual Pink Washington as empresas LGBT o mercado né de trabalho Enfim uma série de usos hoje das categorias de diversidade para
dizer de uma multiplicidade de Sujeitos que estariam ali representando o universo numa empresa num setor mais Empresarial e que a gente deve pensar criticamente então o termo de dissidência sexual eu acho que ele um pouco ajuda a gente a pensar essa crítica e por último o conceito de heterocisterrorismo trabalhado muito pela professora Berenice Bento que se contraria a noção de homofobia e as suas derivações né então um conceito que pode Ampliar o debate da violência de gênero que a gente sofre como LGBT lgbti uma violência que não é individual que não é só subjetiva mas
que também é sobretudo coletiva estrutural e objetiva eu peço desculpas eu esqueci de fazer a minha autodescrição eu sou um homem branco seu gênero e homossexual eu tenho 32 anos tem um óculos cabelo escuro preto tô vestindo uma camisa vermelha Um casaco preto tô com fundo de livros Então eu queria tô trazendo aqui uma apresentação com alguns conceitos algumas palavras-chaves para a gente discutir nessa temática e dizer para vocês que essas são opções teóricas que eu faço mas que elas não querem de maneira nenhuma na invalidar outros tipos de conteúdos ou propostas teóricas e ético
políticas que a gente tem feito né Eu acho que todas elas contribuem para o amadurecimento de um Debate importante que o serviço social do meu ponto de vista ainda não realizou suficientemente tá então eu acho que só para a gente poder aqui a partir de uma perspectiva Claro que eu não falei mas a perspectiva também que eu me feriu né é materialista histórica marxista então também eu acho que essa é uma contribuição importante não só para o debate no serviço social mas também para o debate nos movimentos sociais lgbti né que eu acho que carecem
muito Dessa narrativa marxista em relação às questões da identidade de gênero e da orientação sexual bom então vejam a primeira grande contribuição eu acho que é justamente essa né como a gente pode perceber a produção social do sexo e do gênero como que a nossa área de conhecimento ela vem é contribuindo para pensar né sexo sexualidade gênero de um ponto de vista social a gente sabe que nenhuma característica humana ela é somente Social ou ela é somente biológica ou psíquica né a gente pode concordar que nós somos assim consequência de múltiplas determinações e que hoje
em dia ficaria até muito difícil a gente definir o que que é Opa acho que voltou aqui por alguma razão ficaria muito difícil que definir o que que é da dimensão biológica o que que é da dimensão cultural né O que que essas coisas estão separadas eu acho que fica difícil a gente separar muito bem essas Dimensões e nessa linha a gente pode se perguntar o que que é nosso do serviço social né a gente sabe que não é orientação sexual e identidade de gênero Nossa matéria-prima mas sim a produção social em torno dessas desses
elementos né como os processos sociais se constituem a partir dos elementos das categorias de gênero e sexualidade é isso na contracorrente de uma perspectiva que vê essas categorias Somente como algo da individualidade ou da subjetividade então é importante a gente entender que quando a gente fala de processos sociais de Alto identificação alto identificação e hétero identificação nós estamos falando de sexo gênero identidade e também nós estamos falando sobre desejos sobre práticas sociais e sobre a afetividade processos e formas de afetividade bom eu trago essa essa frase da Game Rubin que eu acho que ela é
bem Exemplificativa dessa nossa conversa agraman diz assim que a Sexualidade ela é inacessível a análise política enquanto for Concebida primáriamente como um fenômeno biológico ou um aspecto da Psicologia individual a Sexualidade é tão produto da atividade humana como são as dietas os meios de transporte o sistema de etiqueta as formas de trabalho os tipos de entretenimento os processos de produção e os módulos de opressão uma vez que o sexo foi Entendido nos termos de uma análise social e entendimento histórico uma política de sexo mais realista se torna possível então tendo isso mente a gente pode
dizer que sexo e gênero são produtos sociais como eu disse né e que não significa o que significa pensar que a experiência humana nos termos do Edward Thompson da noção de experiência social né Ela é composta por elementos subjetivos Produzidos objetivamente e vice-versa então o sexo e o gênero são construções históricas não são elementos fixos né eles são processuais eles fazem parte do processo social e eles fazem parte de um tempo de um sujeito delimitados na história então estão condicionados se conectados né o sexo e gênero há condições concretas de vida mas também a forma
de viver a modos de viver a vida então não basta a gente analisar Somente as condições objetivas que as pessoas têm para viver né as condições materiais o que Sem dúvida nenhuma é o fundamento de uma análise materialista né da qual nós nos criamos mas também analisar os modos como as pessoas depois tratam né aquilo que é da estrutura como elas mediam os elementos mais estruturais na vida miúda delas né e a gente pode através dessa análise compreender um pouco dos processos contraditórios paradoxais que a gente Tem vivido no Brasil Contemporâneo inclusive muitas vezes quando
a gente se defronta com o sujeitos pauperizados que não tem acesso adequadas políticas sociais ou serviços que muitas vezes são invisibilizados né algumas pessoas utilizam termo de exclusão né ou de inclusão precária como que essas populações podem eventualmente até defender uma ideologia um pensamento conservador um pensamento que joga contra a própria vida dessa população né Então tendo essa noção da experiência humana como um duplo condições mas também modos de vida nos ajuda a entender essas contradições e aí nesse Campo também acho que é interessante dizer que tratar esses termos tratar a discussão nesses termos não
significa dizer que o debate é meramente cultural não significa passar de um de um lugar e passar para uma outra noção que seria a do sexo gênero como elemento somente Culturais eu acho que tem uma um debate que é feito por algumas autoras muito importantes da teoria social crítica uma delas eu sinto ela se fez é justamente pensar como a gente deve juntar digamos assim remédios de redistribuição econômica e remédios de reconhecimento identitário Como que o acesso para a justiça social ele só é alcançado quando a gente tiver respostas para ambas faltas né E aí
isso porque para não se fez ele eu concordo com ela um debate de Redistribuição sem o reconhecimento se torna um debate economicista que não não lida com outros elementos da vida política cultural social mas um debate de reconhecimento sem redistribuição sem a dimensão da classe é um debate es baseado de reconhecimento como se nós tivéssemos aqui assim o que importa os lgbts lgbti é a representação é a pessoa lgbtém na novela na mídia no espaço da TV ou nos Espaços da política É quando isso não é suficiente a gente tem que Pensar Qual é a
orientação dessa representação que que essa representação carrega em termos de conteúdo de classe em termos de conteúdo anti capitalista nossa luta tem que ser anti capitalista né então eu acho que dissociação desses dois elementos ele tá muito hoje presente em espaços inclusive da esquerda né e eu acho que é o nosso desafio Justamente esse então o gênero sexualidade passam a ser muito mais algo que nós fazemos do Que algo que nós somos porque seleção produtos sociais se eles são produtos dos seres humanos da atividade humana é isso disso decorre o entendimento de que eles são
de certa forma ficcional ou seja Eles foram inventados pelos seres humanos Eles foram criados por nós eles não são anteriores ao sujeito né o sujeito produziu esses elementos na sociedade produziu inclusive as formas de opressão que a gente hoje Experimenta como sociedade né não são Abstrações Essa esse entendimento faz com que a gente possa perceber que a gente reiteradamente né repetidamente faz gênero e Sexo a gente todos os dias né acorda se comporta de um jeito masculino ou feminino a gente veste roupas que dizem respeito né a uma identidade que a gente considera masculino ou
feminino é assim por diante Então essa que tem uma imagem que são dois rostos um identificado como feminino como rosto de uma mulher e outra como rosto de um Homem para a gente entender justamente isso né o quanto a nossa sociedade ainda que nós tenhamos conseguido não sei se superar mas tratar melhor algumas temáticas em relação a essas questões das características do gênero digamos assim dos papéis de gênero Eles ainda são muito presentes hoje né então a gente reforça de várias formas nas instituições nas nossas relações sociais as noções por exemplo de que o feminino
é o lugar da Subjetividade da passionalidade da passividade do emocional do espaço doméstico da falta de desejo da frigidez enquanto que o lugar masculino Ele é tratado como lugar da objetividade da racionalidade da dimensão ativa assim insensível selvagem e sexual e isso vai vai colar né a duas características que eu acho que são fundamentais nas nossa sociedade binária né da noção binária da noção de que nós só temos a possibilidade de Existir em número de dois em termos de gênero que é característica da diferenciação dos gêneros então o gênero feminino masculino são diferentes um do
outro da diferenciação e da complementariedade Eles são diferentes e complementares opostos que se complementam né E aí a gente vai perceber uma coisa interessantíssima que isso aparece não apenas em seres humanos Mas em tudo né se eu perguntar para vocês o Sol e a Lua qual dos dois é Feminino e masculino a gente vai ter uma ideia de que o sol é o elemento masculino da presença da força da energia enquanto que a lua é o elemento feminino da sombra da noite do frio né é assim Isso tá muito digamos assim colado na nossa subjetividade
desde que a gente nasce Né desde que nós nascemos a gente vai aprendendo um pouco a tratar as coisas nesse aspecto então o desafio é muito grande porque tentar superar essas essas Expectativas esses papéis também é nosso papel como assistente social mas é Um Desafio muito grande que a gente está trabalhando aqui com uma dimensão sócio pedagógica eu queria dizer para vocês que a gente tem hoje um contexto de uma conjuntura política também muito desafiadora no campo da luta em defesa da população lgbti né da população de mulheres que a professora Fernanda trouxe brilhantemente também
né Do quanto na verdade a agenda de gênero é uma agenda indígeta né e a professora Maria Lúcia Barroco do serviço social ela nos possibilita entender que o gênero e os debates em torno do gênero e da família eles são objeto principal de investimento conservador porque é dentro do debate da família e do gênero que a gente observa né um medo e a insegurança do conservador do pensamento conservador da pessoa conservadora é em que a Família aqui né em que as hierarquia estabelecida né do patriar do patriarcado da relação do homem que subordina a mulher
que essa relação termine né então um medo uma insegurança muito grande de que as estruturas familiares e que essa estruturas de gênero da sociedade ela se diluam elas elas sejam superadas né então por isso o gênero e a Sexualidade em decorrência do gênero né eu diria são objetos de Investimento consertador com muita são principal objeto de investimento conservador né E nessa relação de conservadorismo de pensamento conservador não é não é difícil a gente ouvir narrativas sobre os comportamentos das pessoas né das pessoas lgbti que são tratados como imorais né Então na verdade isso é uma
disputa de valores nós vemos que a sociedade hoje E aí uma análise muito interessante como Históricos fazem do quanto algumas sociedades mais progressistas em termos de gênero e sexualidade são também aquelas com menos processos de resistência enquanto que aquela sociedade com mais formas né de repressão de rolação de direitos também guarda um pouco mais expressões de luta e de defesa de direitos né pelas populações então quase como alguns histórico chamam de alargamento de Gueto uma luta por um lado da população lgbti Em alargar o Gueto né E poder se expressar para fora do espaço protegido
e ao mesmo tempo intencionamento dos das ideias e das manifestações conservadoras e manter o status corre manter as coisas como elas são e é o que nós vivemos no Brasil hoje né eu diria né suspeitaria que nós não temos um momento de funcionamento tão grande há muitos anos em relação as faltas de gênero né aquilo que nós chamamos de pânico moral e de Encruzilhada da agenda de gênero Nesse contexto nós temos vidas cortadas ou seja vidas que são interrompidas né O Brasil é o país que mais mata pessoas transexuais travestis no mundo inteiro o segundo
país que é o acho que agora se eu não me engano é o México tem a metade desses dados né então é um país muito violento com a nossa população especialmente transexuais e travestis ao mesmo tempo é um país que busca pornografia né em relação pessoas trans Então aqui tem também um paradoxo de objeção e desejo para a gente analisar Mas sendo um país muito violento a gente tem que então encontrar as formas de celebração da vida de resistência a esses movimentos E aí eu acho que é interessante a gente dizer né que o Brasil
também avançou muito em direitos nos últimos Poucos Anos digamos Dez Anos No que nós tínhamos no passado Então é isso que eu quero delimitar com vocês a gente tem esperança na luta porque a Luta tem alimentado o nosso acesso para Direitos Humanos mesmo num contexto né agora nos últimos anos de maior vulnerabilização no contexto da pandemia da covid frente a desproteção social né a precarização dos serviços a gente teve pelo menos o que eu vejo aqui em Porto Alegre Eu não conseguiria analisar né todos os contextos brasileiros aqui a gente consegue ver né uma um
desfilamento das políticas sociais da Assistência Social sobretudo nas o serviço da assistência são quase totalmente parcializados então de instituições sociais com estado né a prestação de serviço diminuiu as vagas para a população em abrigos em albergues em acesso a geração de renda de emprego de trabalho voltou de novo esse like não sei porque vamos lá é em um contexto em que a população então LGBT ficou com mais necessidade de trabalho né de Acesso a renda e contextos de insegurança alimentar nesse aspecto eu queria discutir com vocês alguns dados do atendimento que a gente presta na
ONG somos na qual a sua ativista e voluntário é que são Dados que eu acho que são importantes para a gente perceber esse serviço de atendimento da Ong ele existe a um ano e meio e ele já atendeu 450 pessoas é a maioria mulheres TRANS e travestis 113 mulheres TRANS e travestis 105 homens Gays e sexuais 97 mulheres lésbicas e bissexuais ou transexuais 64 pessoas não LGBT mas que vivem com HIV Aids 42 homens trans 26 pessoas identificadas como nome na áreas e três pessoas intersextos A grande maioria Branca 254 pessoas mas também um número
expressivo de pessoas pretecipadas 190 e cinco indígenas e aqui o dado mais importante no ponto de vista né então a gente vê que a grande população que é atendida num serviço de atendimento canal né Jurídico psicológico é a população trans-travesti Então aquela que tá também sofrendo mais né com as consequências da pandemia e do desemprego de estrutural e que a grande a grande demanda por direito é justamente a dar insegurança alimentar 137 é atendimentos relacionados à insegurança alimentar então a busca de cesta básica de comida né as pessoas passando fome sem emprego 158 demandas de
acesso à direitos e políticas Públicas o que se incluem vagas em serviços de Abril 124 situações de atendimento e acolhimento em Saúde Mental e 102 casos de aconselhamento jurídico então a gente vê assim uma demanda super reprimida imagine em 450 pessoas atendida assim um ano e meio de serviço O Que Que Isso demonstra também da falta de atendimento essa população nos demais serviços da rede social E aí eu queria passar para um debate em Torno da produção de conhecimento né do serviço social a gente vê que algumas áreas do conhecimento elas estão digamos assim desde
o princípio preocupadas com o tema do gênero e da sexualidade como é o caso das tradicionais áreas da psicologia da antropologia da sociologia outras como serviço social passam distantes dessa temática durante longo período e na investigação pós-graduada eu identifico por exemplo que o Brasil Somente começa a produzir conteúdo sobre Isso nos anos 2000 então aqui um descompasso importante e na verdade o que que eu identifico que o serviço social como área de conhecimento ele começa a produzir teoria A esse respeito somente quando o ingresso no Brasil o debate das políticas públicas né dos programas projetos
de governo em torno dessa questão Então a nossa conclusão é que o serviço social ele é uma área do conhecimento que mais aguarda digamos Assim a institucionalização dos fenômenos sociais materializados por exemplo né em ações de governo no plano os programas e projetos que reverberem políticas públicas ao invés de antecipar e acompanhar a sua institucionalização né então nós tivemos o plano nacional de Direitos Humanos na versão 3 que foi um plano importante nós tínhamos o Brasil sem homofobia em 2004 uma série de programas que começam então a instigar a Teorização do serviço social em torno
das discidências sexuais de gênero e outra tendência que a gente pode encontrar na produção de conhecimento e serviço social é que diferente de outras áreas com foco na identidade portanto na elaboração teórica sobre como é sujeito se identifica como eles se entende a nossa profissão ela busca elaborar Teoricamente muito mais não sobre o sujeito mas sobre as suas experiências social com as políticas públicas ou com As instituições nesse caso há uma tônica na dimensão da violência e da vulnerabilidade em detrimento da dimensão da resistência dos processos de organização Então se por um lado é super
valoroso né o que a gente faz que a gente produz conhecimento não para dizer o que que sujeito é mas para tentar falar das estruturas de dominação que sujeito Experimenta e como a gente pode tentar transformar a realidade né Porque a produção de conhecimento de serviço Social ela tem essa finalidade que é o de transformar a realidade social por outro lado a gente vê que tem uma tônica na violência na violação na opressão em detrimento da busca né pelos processos de resistência e celebração da vida assim que eu acho que é super importante desafiador para
nós já na formação profissional eu queria falar um pouco também a gente sabe que a gente tem no Brasil um projeto de Formação conectado a três núcleo de Fundamentação né eu não vou ler aqui os núcleos de fundamentação acho que a gente tem isso né em mente mas a gente precisa saber e a gente sabe muito bem que a nossa objeto de prevenção é a questão social eu falava no início a nossa matéria prima não é em si o gênero e sexualidade são os processos sociais que se constituem em relação a esses elementos a gente
sabe que o conceito de questão social ele tá intimamente conectado a Uma análise da sociedade que é materialista histórica Nossa esse conceito não pode ser pensado de outra forma senão da base diurético crítica na imatureza histórica ao mesmo tempo a gente sabe que o serviço social internacionalmente não não necessariamente né se debate se debrusse em relação a esse conceito tendo essa premissa marxista mas certamente a profissão não tem diferença no mundo inteiro quando ele trata-se dos valores Digamos assim né Nós temos valores compartilhados no mundo todo de justiça social de defesa dos direitos do bem-estar
Social de busca por outro Horizonte civilizatório de respeito pelo universo pela dissidência pela diferente né promoção dos direitos humanos e no Brasil essas premissas Então se expressam nas dimensões profissionais Especialmente na sua dimensão ético política de luta em defesa de outras formas de vida em que tenhamos superado O modo de produção capitalista nesse aspecto nesse sentido acho que não tá indo aqui minha apresentação Ah foi Então nesse sentido as expressões de desigualdade de resistência oriundas da tensão entre o capital e o trabalho são a matéria o objeto de trabalho das e duas assistentes sociais nosso
trabalho então não é apenas com a desigualdade e desigualdade não se traduz apenas em pobreza ou falta de renda a gente Precisa Então pensar que o capitalismo não incide somente Nas condições de vida da população mas impõe também modos de Viver a Vida Ai que pena isso aqui tá voltando sempre para o início que é um pouco aquilo que eu falava no início da nossa da nossa conversa do quanto a gente tem que ser atentar não apenas as formas de redistribuição que são importantes para nossa vida né Para nossa vida a gente precisa saciar como
dizer o Marx As necessidades da barriga em primeiro lugar para depois a gente poder pensar as necessidades que eles chamam da fantasia né ou seja da representação da identidade nesse ponto de vista aquilo que tem a ver com a forma como a gente vive a nossa vida que não tem a ver necessariamente com as condições né que são conceitos intercalados então para avançar um pouco e também tentar um pouco finalizar minha fala porque já tá Chegando aos 40 minutos o que que são as contribuições profissionais na relação com as dimensões teórico política teórico metodológica é
tipo política e técnico Operativa Então a gente tem uma defesa ética e política de outra sociedade possível livre do hetero systerrorismo uma defesa de valores progressistas na contramão de direitos humanos para Humanos Direitos Eu acho Que isso é um valor que a gente tem que ter muito em mente né Nós não temos como trabalhar como assistentes sociais se conectando a pensamentos que não sejam né de progresso da sociedade de defesa dos direitos da Liberdade como valor ético Central tudo aquilo que tá materializado no nosso código de ética a perspectiva do gênero como uma ação do
ser humano né como uma produção social e apesar disso pode ser Óbvio para algum de nós não é óbvio para todas esse Conjunto da sociedade então a gente também entra na defesa da elaboração teórica em relação a essas categoria teóricas uma intervenção do ponto de vista técnico cooperativo sensível não moralizadora nem punitiva nem controladora com recurso a competência sócio pedagógica que trabalha na contribuição de construções críticas consciência sobre a vida sobre os direitos e sobre também o acesso aos serviços né então aqui o desafio que a Gente tem como profissão numa intervenção que não seja
para adaptação para coesão né que não seja para reforma do sujeito para não pensar desse ponto de vista individualizado que não seja pragmática que não seja também romântica O Idealista que também não seja polícia lesca ou prescritiva daquilo que o sujeito tem que ser ou deve ou como ele deve se comportar o que tipo de família ele deve ter tipo de relacionamento ele deve estabelecer com as pessoas Não pode ser conservadora cartesiana nem estabelecer uma análise fragmentada da vida e da realidade com ênfase em ações individuais tão pouco a gente pode ter intervenções sustentadas em
valores religiosos e moralistas então aqui eu me despeço só trazendo esses pontos que acho que sintetizam a nossa conversa né que de um ponto de vista social são categorias produzidas social historicamente né as categorias de gênero sexualidade são produtos social Elas possuem uma relação com essa estrutura sociais com as estruturas mas também com as relações né sociais que a gente estabelece como sujeitos a gente aprende que existe uma matriz de diferenciação né e de complementaridade que nós precisamos superar não só na relação com o usuário mas na relação com os colegas de trabalho que para
mim é muito fundamental né pensar como a gente tem entrevindo com os nossos com as nossas Equipes profissionais nessa matéria e por tudo isso então gênero e sexualidade dizem respeito também identidade né correspondendo uma experiência individual social institucional com os serviços eu fico por aqui pessoal Quero agradecer de novo espero que a gente possa ter um debate rico que eu tenha podido contribuir com vocês peço desculpas aqui eu atrapalho da apresentação e fico à disposição então é um pouco isso muito obrigado Muito obrigada muito obrigada aí excelente Guilherme muito obrigada brilhante elucidativa só fala Guilherme
a importância também de problematizar essa discussão em torno da terminologia do significado inclusive que nos apresentou sobre o tema kuir e enfatizando Justamente a tua fala né que talvez logo mais se possa apresentar para nós é um aprofundamento em torno referente Justamente a esse tema esse termo né é que é essencial também a Gente inclusive enquanto categoria profissional buscar trazer essa compreensão mais ampliada sobre o significado como você apresentou né do segmento LGBT e mais e justamente né eu fui trazendo que uma síntese né Guilherme Quanto é fundamental a gente entender esse debate da sexualidade
do gênero não como categorias fitas mas esse processo que envolve esse constante movimento nessa mesmo tendo ganhado força centralidade Em diversas áreas do Saber É principalmente com enfoque que tu apresenta né vinculado ao movimento LGBT que eu vou acabar utilizando de terminologia que expressou lgbti mas é o quanto é quando nós falamos sobre sexo e gênero como construções históricas modos de viver a partir de uma sociabilidade tem sido um processo desafiador quando nós trazemos né Toda essa relação que tá posta principalmente voltada a essa perspectiva do debate No pensamento conservador né o quanto que esses
elementos são apresentados né quando a gente fala do debate de gênero principalmente né vinculado mesmo esse objeto do pensamento conservador e disputa de valores pois como né foi mencionado embora tenhamos lutado para firmar os direitos desse segmento também o quanto é Acaba ocorrendo periodicamente as demandas né que estão vinculadas a própria dimensão mesmo da do reafirmar direitos no Cenário de desigualdade social onde são sucateados inclusive as políticas públicas de atendimento dessa população então quanto é desafiador no serviço social e quando você nos apresenta né esse debate relacionado diretamente que essa área começa justamente construir um
conhecimento mas voltado essa Perspectiva da produção científica e focado também no âmbito né das políticas públicas principalmente ali dos anos 2000 para cá o quanto é fundamental a Gente apresentar esses aspectos estruturais históricos do que diz respeito a esse debate da sexualidade do gênero enquanto conceitos mais amplos e aspectos concretos mesmo que envolvem a necessidade de fato que possamos ter essa compreensão mais Ampla mas também ao mesmo tempo é buscar estabelecer essa dinâmica do entendimento da produção de políticas públicas do que envolve significado é de legislações e normas na defesa de direitos e e o
quanto é Fundamental de Fato né que a gente possa também no serviço social compreender esses aspectos vinculados ao nosso projeto ético político a defesa dos nossos princípios do Código de Ética então mais uma vez obrigada né por esse momento de discussão de aprendizado conjunto então bom eu sugiro que agora a gente possa né identificar que é algumas perguntas algumas manifestações que foram apresentadas pelo pelo grupo que tá participando também aqui das nossas Discussões então eu peço essa contribuição para que a gente possa então colocar né aqui no chat algumas manifestações que tiveram e bom eu
acredito que teve né todo uma situação também técnica que a gente vai tendo que lidar né dentro desse contexto também virtual todos nós também numa dimensão de buscar tá resolvendo esses problemas técnicos também que vão acontecendo os percalços na transmissão mas que de qualquer forma Né a gente já se coloca aqui né trazendo todos os potências mesmo que foram vinculadas aqui na fala e que nós esperamos que também venham essas contribuições significativas de quem está nos assistindo Então tá sendo manifestado aqui que tem apenas alguns comentários então a gente pode estar estabelecendo essa leitura de
alguns comentários e Talvez né a gente possa daí fazer mesmo esse bate-papo daí com Fernanda e Guilherme sobre alguns aspectos também que vocês queiram né aprofundar então não é na verdade eu acho que a ideia é justamente é essa né Falando Justamente que é o quanto é é fundamental a gente tá debatendo esse tema no Congresso Brasileiro de assistente sociais tem ali uma manifestação da Josiane Santos né para Fernanda de saber como você avalia como política de enfrentamento a questão de gênero na conjuntura atual frente a Esse de governo que Fernanda acabou apresentando ali para
nós mas a ideia é que a partir dessa provocação da Josiane nós possamos né aprofundar esse debate a Maria Fernanda ela colocou que é um absurdo a situação da mulher no Brasil e principalmente vinculadas violências que são naturalizadas cotidianamente e também apresentar né o quanto é fundamental de fato que nós possamos trazer né Essa dimensão muito muito forte né do que são essas violações Vinculadas a violências né diversas violências contra mulher e também a população LGBT e mais então acho que talvez vocês possam né apresentar um pouco desse debate Nesse contexto atual buscando também aprofundar
os aspectos já apresentados na no que vocês explanaram né Mas a partir do que foi até então aqui é provocada né também pelas pessoas que estão nos assistindo então eu passo pode ser começamos com Fernando depois Guilherme Sim pode ser sim acho que foi Josiane Santos né que ela fez uma pergunta como avalia se avalia a política de enfrentamento questão de gênero na conjuntura atual frente a esse governo olha desafio muito grande né porque a gente vê todo um além do discurso ideológico né de muito conservadorismo do retorno a um lugar né de mulher que
o movimento feminista e as Lutas né antissexistas Há muito né vem desconstruindo né vem lutando para que a gente avança em direção a aos nossos direitos né a nossa igualdade em todos os aspectos seja na igualdade nos Espaços do trabalho não a vida sem violência e toda essa pauta feminista né de igualdade [Aplausos] e embora a gente tenha uma tem aí uma conjuntura extremamente Desfavorável né a esse avanço né de enfrentamento as questões de gênero falando em questão de gênero Vamos pontuar que as violências né contra mulheres e segmentos LGBT e né como nos coloca
o Guilherme porque a gente vem vem uma pauta já a gente já vem numa conjuntura É principalmente após o golpe né de profundo retrocesso né que a gente já vem com a extinção da secretaria de de mulheres né de secretaria de Igualdade racial a gente vem com a extinção ou fusão a gente já tinha havido uma fusão já nos antes do gol e com o golpe a partir de 16 a gente tem aí a extinção e ovo fusão né dessa secretarias que que estão aí de governo na questão aí para fomentar estariam né para fomentar
essa política de combate à discriminação ou a pressão de gênero a gente tem aí um fundo retrocesso porque a gente teve um bom dessas políticas de enfrentamento a Violência contra mulher principalmente de 2003 a 2013 né com a criação da ESPN da secretaria de política para as mulheres com avanço de pautas aí lgbts de mulheres né E aí a gente tem um profundo retrocesso tanto ofensiva quanto ideológica do retorno ao papel altamente conservador destinado né o reforços estereótipos de gênero retorno a família hetero patriarcal essa chamada pauta de costumes né que tem se tem estado
tão envolve aí no debate Eleitoral mas não só aí na sociedade quer dizer a sociedade que já tinha toda essa conformação racista sexista né heteronormativa LGBT fórmica ela ela na verdade se sente muito à vontade né nessa conjuntura Principalmente nesse desgoverno partido 2018 e se expressar enquanto o racista sexista lgbtfóbico e o governo desgoverno ele tem fonte gerenciado como eu coloquei aí inaceitável a gente ter um avanço nas Violência contra mulheres e um governo só Execute 30% do orçamento e mesmo nesses 30% do orçamento voltado às políticas de proteção as mulheres numa Ótica altamente conservadora
né numa Ótica de investimento em cursos para suposta emancipação das mulheres que apostam lógica totalmente reiteradora de trabalho de mulher do lugar da mulher né então você tem tido uma contra ofensiva né É muito grande Nessa atual conjuntura desse desgoverno contraditóriomente é isso Você tem as lutas e as resistências né E até muitos profissionais que estão nos seus espaços só se ocupacionais nas esferas dos Municípios nas esferas do Estado porque a política de enfrentamento as opressões discriminações patriarcais de gênero Claro Elas têm um fomento Elas têm um recurso do governo federal destinado e aos municípios
e estados mas ela também tem Um aporte de estados e municípios e tem uma luta muito grande né de profissionais inclusive na nossa área que estão nessa ponta do atendimento em serviços como de saúde de Assistência Social de educação né É nessa contra ofensiva né nadando nessa contra Maré tentando pautar essas questões atuar né nos nos nessa rede né de proteção às mulheres particular as mulheres em situação de Violência né e na área de saúde educação sobretudo essas áreas que a gente que são de digamos de enfrentamento as violências de atuação profissional principalmente a rede
de saúde Assistência Social segurança pública e sócio jurídico então tem aí a um movimento de resistência Mas você operacional operacionalizar uma política sem recursos e o que é mais grave além do sucateamento do Além da falta de Investimento essa pauta conservadora né Essa essa ofensiva aos nossos direitos né a naturalização e banalização dessas dessas opressões gênero de raça clássica quer dizer a todo um como se monte de povoar coloca na crise política na crise estrutural que a gente está vivendo os nossos direitos são os primeiros a serem cortados né Teve até uma campanha do CPF
que em tempo de crise pretos e pobres eles são Os mais atingidos e mulheres né porque nós somos as principais sujeitos no na base dessa pirâmide que sofreram toda sorte de vulnerabilidade então é a política de enfrentamento ela é altamente conservador ela é de naturalização ela é de desresponsabilização do Estado né você vê falas aí da antiga ministra agora infelizmente né Eleita Senadora quando falava que Culpabilizando sempre né as mulheres pelas violências né num cenário de profundo retrocesso e de desinvestimentos sucateamento do que já existe nas grandes conquistas baseamento da Lei Maria da Penha É
no sentido do caráter que ela tem da do até comentários do próprio Presidente né sobre a você prefere Maria da Penha ou comer né Assim como se fosse uma coisa e Fez comentários né Lei Maria da Penha ou enfrentamento da fome quer dizer um desgoverno que nem enfrenta as questões das violência contra mulheres e que a budiza a fome então não é questão de escolher é questão de que nenhuma das duas pautas Elas têm sido enfrentadas por esse desenvolvimento pelo contrário a todo um desinvestimento e uma profundamento da de Patos conservadoras então é com muita
preocupação que a gente vê essas Políticas salva resistência né que está aí nas políticas aí na nos creas nos Cras né na ponta do atendimento dos Municípios mas que a gente sabe que isso é uma disputa de né não é tão assim que o município que está operacionalizando tudo bem a lei não ele tem as conquistas né os serviços ele tem toda uma disputa mas é mas é a nossa categoria faz parte desse enfrentamento junto com outros que estão na operacionalização dessas políticas Enfrentamento como Josué as questões que eu chamaria qualificaria esses questões de gênero
como patriarcados de gênero né porque o gênero por si só enquanto categoria ela não aponta ela não diz o vetor dessa dessa opressão só violências de gênero você não diz necessariamente é uma violência contra mulheres né não Expressa o vetor por isso que a gente qualifica esse gênero como relações patriarcais de gênero não teria alguma coisa para comentar Guilherme Pois é gente eu tava aqui preocupado que eu acho que a minha fala não foi na transmitida e o que eu queria assim fazer uma interlocução com a Fernanda nesse aspecto é dos processos de resistência mesmo
né e do quanto é importante a gente entender que é isso que professora Fernanda Dias assim num contexto de política de morte né de governos fascistas né não liberais os avanços que a gente tem não são Não são mérito desses governos a gente tem que ter muita clareza disso porque quando eu digo não eu disse antes a gente teve avanços nos últimos anos no campo da população lgbti mas foi graças a luta né Graças aos processos dos movimentos sociais que tem sonaram né que hoje no Brasil a gente tenha muito mais ambulatórios do que há
cinco anos atrás que a gente tenha hoje uma resolução do CNJ para retificação do registro civil Muito mais facilitado e administrativo do que era antes de judicial que a gente tenha entre aspas políticas para a população lgbtém nas prisões na e formas de tratamento penal para essa população que a gente tem a condições de tratar nominalmente as pessoas trans nas escolas do serviço de saúde tudo isso é movimento de servidores né comprometidos com agenda e de ativistas e não é mérito dos governos então num outro contexto Social a gente teria muito mais avanços né mas
o que que a gente vê um retrocesso muito grande na pauta dos costumes como chamou atenção a professora Fernanda na relação como não só se diz financia a política pública né financia radicalmente a política de saúde de assistência no Brasil é ao mesmo tempo que a gente vê que é muito mais difícil hoje a gente falar dessas questões com as populações que a gente atende eu Queria contar um caso rápido de um na prestação de um serviço que eu fazia na saúde como assistente social que a gente fazia atividade com um pré-adolescentes e que eles
eram retirados do grupo pelas suas famílias quando a gente debatia gênero e sexualidade porque elas famílias diziam isso é um debate da família não é não é a competência do serviço de saúde fazer essa conversa com meu filho não mudou permissão para vocês né e apoiadas por uma narrativa federal De que os LGBT Querem Acabar com a família né querem sexualizar essa infâncias querem trazer essa essa discussão igual abaixo nas escolas então o pensamento conservador ele se fortaleceu nesse momento em que nós temos né uma representação política Federal que diz né que a nossa vida
não é muito não importa ela pode ser morta né e trabalhar essas questões não devem ser Importantes então a gente eu acho que a gente não tem dados né que ainda suficientes para analisar o que o que nos aconteceu todas as perdas que nós tivemos mas eu acho que é muito provável que a gente tem tido sim uma intensa uma hiperprecarização da vida da população LGBT lgbti e incriminação e criminalização dessa população hoje nós temos por exemplo uma informação é um dado que eu tenho das pesquisas que eu realizo no campo da justiça e da
Segurança Pública que a população LGBT e presa ela é muito mais presa com um tipo de prisão que é a preventiva que é a provisória né Então aquela pessoa que é somente pega pela polícia e somente com testemunho policial Ela é presa provisoriamente a nossa população é mais alvo de prisão provisória do que a população heteroscis isso nos dias de uma vulnerabilidade social e de uma forma de incriminação dos modos e dos comportamentos que são Que que são considerados criminosos né Por exemplo o trabalho sexual prostituição ou mesmo o comportamento papel de gênero né o
comportamento de uma pessoa lgbti que é tratada como imoral ou até como crime né embora o Brasil não seja um país que criminalize a discidência sexual de gênero mas encontra outras formas de inclinação né então era um pouco essa nessa lógica assim que a gente tem que fazer análise né A conjuntura para poder depois fazer transformação social e pensar formas eu acho que de eu tenho trabalhado muito com a ideia de educação e gênero sexualidade e de conhecimento e de sensibilização né das pessoas porque eu acho que a gente quer vencer essa guerra né a
gente quer vencer o conservadorismo a gente quer trazer para o nosso lado digamos assim pessoas que são da nossa vida miúda porque quando a gente está falando de Sexualidade de gênero a gente tá falando de pessoas que são nossos pais são nossos amigos são nossos vizinhos pessoas que estão vivendo conosco e ao mesmo tempo contra o que nós somos né E aí eu acho que a gente para vencer a gente tem que conquistar corações e mentes digamos assim então acho que é um pouco esse nosso desafio assim sócio pedagógico de trabalhar com as comunidades trabalhar
com as equipes profissionais com as quais a gente Intervém no sentido de sensibilizar e qualificar o debate em torno dessa questão acho que a gente está com alguns problemas aí técnicos né muitos né coordenadora Caiu né e parece que sua palestra não foi vista né foi é só mandou aqui para mim dizendo que travou travou lá eu disse não foi aqui no estúdio vocês estão conseguindo me escutar sim Né teve uma observação Eu também não sei o que aconteceu eu tava conseguindo ver vocês escutá-lo só que não conseguia me ligar a câmera não sei se
foi alguma algum problema ali de transmissão bom né eu vejo assim o quanto foi valiosa né Essa nossa essa nossa plenária como eu comentei assim esses problemas técnicos acontecem Mas de qualquer forma em diálogo né com suporte eles mencionaram que toda gravação das falas do que foi Explanada apresentado também os aspectos do nosso debate do nosso discussão ficarão registrados então é tão comentando mesmo que teve esse problema de conexão e daí assim se vocês quiserem falar mais um pouco também de ele já tá né na parte final mesmo aqui do tempo do nosso debate de
qualquer forma eu gostaria de agradecer imensamente né oportunidade de estar aqui aprendendo com vocês também foi uma foi na verdade Uma plenária valiosíssima né com vários aspectos do que estão vinculados nessa leitura analítica hoje da nossa realidade do debate vinculado as discussões das diversas formas de violência e violações do que envolve o debate das mulheres da população LGBT e o quanto é fundamental de fato que a gente possa né cada vez mais ampliar esses debates no âmbito do serviço social e principalmente com que foi Apresentado dos aspectos vinculantes né aos princípios que regem a nossa
profissão a defesa também no nosso projeto ético político sem opressão de classe raça gênero e essa necessidade premente né que se apresenta de que nós possamos também estabelecer essa interlocução sempre pautada nesse recorte raça classe gênero né então isso é fundamental a fala de Fernanda Guilherme perpassaram nessas discussões então bom é isso né então eu Passo Então as considerações finais então peço por favor que Fernando Guilherme possa fazer as considerações finais mais uma vez agradecendo imensamente a oportunidade de estar com vocês nesse momento do 17 Congresso Brasileiro de assistentes sociais bom vou pedir só mais
uma gentileza aqui no chat colocar mais uma pergunta Fernando Então vai para ti viu Vou pedir essa gentileza se você puder fazer esse comentário mandaram agora então é acabou Sendo apresentado ali enquanto pergunta deixou só já visualizar aqui só um minutinho por favor o questionamento É voltado a intervenção quais intervenções que podemos utilizar e substituição aquelas porque você ainda não faz nada porque ainda não foi no serviço que falei eu acho que muito nesse sentido né do que acabam sendo esses questionamentos com relação é ao atendimento mesmo né dessa população Principalmente com relação aos direitos
das mulheres então vinculado também né a atuação do assistente social dentro desse contexto das orientações encaminhamentos E como que você acaba apresentando algumas reflexões frente a esse debate também vinculada ao serviço social Olha eu fiz até na minha Fala pergunta aí da companheira Que pergunta fez aí É nesse sentido provocativo mesmo porque é muito importante que na nossa nossa Intervenção profissional a gente não culpabiliza as mulheres né a gente tem uma escuta ativa escuta acolhedora e humanizada fortalecer essa porque assim não foi fácil para nenhuma mulher nessa rede enfrenta violência seja quando ela chega num
Cras não cresce não faz isso da mulher numa delegacia de polícia não desse esse espaço ocupacionais na saúde não foi fácil para ela chegar até ali né E tá expondo uma situação sobretudo as Violências domésticas e familiares que para ela foi muito difícil ela expor aquela aquela situação que ela tá passando então a posição de acolhida é Como podemos te ajudar que que serviço informar os serviços as quais elas possam buscar informar a rede sempre está nessa escuta ativa e no aspecto da empatia por exemplo evitar essa que a gente chama de Rota crítica rota
crítica dessa mulher em situação de violência que ela vem vem no centro de Referência ai não é ali é tal lugar porque a gente não tem ainda as políticas muito não não funciona muito em rede a rede de atendimento ela ainda não se conhece é o grande desafio desse diálogo da rede então perguntas como por que que você não foi elas acabam culpabilizando e não encorajando olha a partir dessa situação de violência que você nos relata que o que foi a gente poderia perguntar por exemplo Quais em que aspectos você se sentiu mais prejudicada a
estou ela mostra uma situação de muito fragilidade psicológica Então você já encaminha ela por um Caps já encaminha ela para um serviço de apoio psicológico centro de referência da mulher então sempre na empatia não dizer porque você continua com ele Ah porque você não fez esse ciclo porque você não procurou tão serviço Então na verdade ela tá te perguntando ela tá buscando ajuda e não Você vai a devolutiva para ela ela mais uma vez se responsabilizando que já não foi fácil ela chegar até ali mas no sentido da escuta acolhedora mas escuta humanizada no sentido
de informar informar contactar com outros profissionais e outros e outros então é importante que essa rede de atendimento as mulheres de situação de violência ela possa dialogar ela possa dialogar a saúde dialogar com assistência que possa dialogar com o sócio jurídico que possa Dialogar com a segurança pública né no sentido de fortalecer essa rede ela ela tem que ser uma rede também não só de atendimento mas uma rede enfrentamento que ela é muito maior esse diálogo por exemplo com a universidade né com programas de extensão né esse diálogo com no sentido da formação de incentivá-la
a participar de momento de grupo de mulheres né de de momentos de projetos de extensão as Universidades Então essa rede de atendimento que a Rede que está lá mais próximo a ela ela também ela ela deve ser articulada também com essa rede de que a gente chama de não só de atendimento mas a rede de enfrentamento que são também as ONGs são grupos de sororidade de mulheres que hoje se ajudam e conversam e fazem rodas de conversa sobre situação de discutindo por exemplo a questão do do fortalecimento não só da autoestima mas dessa dessa Dessa
busca de alternativas discutindo por exemplo impregna concurso de informação que que tem sido dada por entidades parceiras ombros feministas que não Só Projetos governamentais que reforçam os estereótipos né de trabalhos que não venham emancipa a vida das mulheres e que reforcem os estereótipos aí de gênero né muitos trabalhos aí de emprego e renda para as mulheres porque você por exemplo não não tem curso de formação de mulheres Pedreiras mulheres Na construção civil já construção civil é um espaço que tem crescido muito né esse vestido muito né então assim eu já tive a experiência de acompanhar
grupos de mulheres que estavam se capacitando para a construção civil que elas depois que mulheres que saíram de situação de que buscava essa autonomia que depois desse momento elas puderam se inserir em trabalhos né E que tinha uma demanda né que tinha uma demanda de mercado para Elas também se inserirem rompendo inclusive com esse lugar de que mulher não está nesse espaço da construção civil então não reforçar essa essa essas perguntas esses questionamentos no cotidiano profissional que revitimize e que joga uma profunda responsabilidade para ela quando no momento que ela está é de fragilidade e
de busca de ajuda sim até Fernanda e até agora veio uma outra indagação para tanto para você Fernanda quanto para Guilherme que Também tem relação direta a esses aspectos né que a Fernanda tá colocando que inclusive caracterizam é também a discussão que nós apresentamos aqui sobre violência e esse debate do que está vinculado a essa violência institucional então a pergunta que veio para ambos tá trazendo a indagação do seguinte sentido como podemos desconstruir a cultura da desigualdade de gênero que é construída historicamente e que perpassam os Profissionais da rede e também acaba culminando nesse aspecto
que nós apresentamos aqui na relativa a violência institucional né Acho que Fernanda ali acabou trazendo para nós alguns aspectos mas se você pudesse ressaltar para nós por favor Fernanda como que é de fato a gente busca desconstruir essa cultura no cotidiano dos diversos enfrentamentos e que Guilherme também possa apresentar essa reflexão Olha o desafio imenso né porque a gente vive um contexto de contra contra na luta contra Maré a perseguição ao debate de gênero mas somos existência eu acho que é massificar o debate a gente teve um retrocesso muito grande aí recente né que essa
proibição da discussão de gênero né e muitos municípios de diversidade de gênero e diversidade no âmbito da educação né então eu mesmo eu recebi muitos convites Na época da provação da lei né no Rio Grande do Norte Então tinha convites para falar sobre essas temáticas de gênero feminismo mulheres violência a gente recebeu alguns desses convites Mas eu sempre acho que é o investimento na formação né na disseminação do debate e de como a gente vai chegar com esse debate ao Grande Desafio né que essa linguagem muito acadêmica ainda que é o debate de Gênero de
diversidade ele ainda tem uma ele ainda nos distancia no nosso público porque a gente fala desigualdades de gênero as pessoas não não entendem muitas vezes essa linguagem é a gente trabalhar essa desconstrução eu acho que um grande aliado aliado é a arte né é a gente tá trabalhando com campanhas educativas mediante vídeos mediante músicas e gosto muito de trabalhar com músicas né onde a gente vai vai construindo Essa reflexão crítica a partir da música Então esse debate ele tem que ser enraizado desde a nossa formação profissional né que a gente tem que faltar eu acho
que a bets ela tem um papel fundamental adeptos conjuntos você fez de tá pautando isso no conjunto tanto na formação como no Exercício não tem assim digamos uma receita mas essa desconstrução ela é cotidiana e a gente tem uma conjuntura desfavorável é rimar contra maré Mas é como disse o Guilherme aí nenhuma conquista que a gente teve para as mulheres né Lei Maria da Penha e no feminicídio aí a lei da contra as violências virtuais a mais recente contra as violências políticas Né nenhuma lei ela veio da dos gabinetes ela veio da luta social ela
veio da pressão né ela veio de todo um conjunto de resistências e quando essa luta se torna mais visível mesmo os governos de outra direita eles têm no Final das contas sancionado essas leis nem que seja para forma para de certa forma tá construindo certo coesão social embora que na prática eles eles passam aí a provas funcionam as leis mas que cortam recursos né E que estão aí né que onde a gente tá vendo aí nesse tal desse orçamento secreto que mais uma vez retira milhões milhões né bilhões das nossas políticas sobretudo as políticas De
enfrentamento essas expressões da questão social dos setores mais vulneráveis mulheres LGBT LGBT os índios os indígenas né A questão do enfrentamento ao racismo Então essa construção ela é cotidiana passa pela criação de uma nova cultura Porque como a gente tem essa essa cultura patriarcal racista sexista é construída a gente também tem um potencial de desconstruir Mas não é Fácil porque ela tá contra o mar é uma mídia altamente prejudicial Mas por outro lado tem um avanço também nessas mídias que tenta faltar esse debate é Desafio grande é luta diária Mas é fundamentalmente pela educação e
pela formação e o diálogo isso para elemento desse debate excelente é isso né Fernanda o quanto é fundamental a gente tá enfatizando esses aspectos que perpassam né a formação Diálogo e antes até de passar para o Guilherme que é por conta do nosso tempo também né que o nosso teto até as 17 horas teve uma outra pergunta que veio especificadamente para o Guilherme então nós poderíamos né Guilherme tá fazendo o seguinte daí se complementar fala a professora Fernanda e na sequência daí o professor Guilherme também poderia daí além das complementações responder uma indagação que foi
apresentada aqui Referente a Opa deixou só pedir uma gentileza para vocês que eu abri aqui o chat fechou fechou só retomar para que nós possamos aqui visualizar a pergunta Então vamos lá então é do Michel Saraiva Michel Maicon peço perdão né não sei como é que se chama mas de qualquer forma ele faz uma pergunta para o professor Guilherme é quais são os principais desafios e possibilidades para intervenção do serviço social junto À população LGBT lgbti mais né na atualidade e sobretudo em relação a despacto Opa agora deu um trava-língua aqui a despactologização das identidades
trans que acaba tendo justamente né diante dos Desafios que são apresentados vinculados mesmo a essa discussão debate trans então por favor né se você puder nos apresentar esses dois aspectos a continuação ele dá do que foi trazido né Enquanto elementos que a gente possa refletir sobre os desafios que não posso para nós bem como né Esse aspecto atualização daí nós finalizamos né e depois só para as considerações finais tá bem eu vou fazer uma reflexão Na continuidade do que a professora Fernanda tava com comentando e acho que cai bem com essa pergunta do Michel e
aí já vou fazer as constelações finais assim Eu falava na apresentação da nossa do nosso compromisso teórico em elaborar uma discussão de gênero e sexualidade que seja de um ponto de vista social né como categorias sociais porque eu acho que é embora para nós dos serviços possa ser um pouco Óbvio é uma disputa que a gente estabelece né com outras áreas de conhecimento perspectivas é políticas de como se dá a experiência por exemplo no Brasil de série de bti né que muitas vezes é tratado como uma Experiência individual subjetiva que não compete né A análise
sociológica que não compete ao público como se fossem elementos privados do sujeito na sua vida privada né quando é publicamente que nós debatemos direitos conquistas né acessos Então eu acho que para a gente pensar o nosso desafio e possibilidade com um trabalho a gente tem que primeiro pensar Qual é a nossa perspectiva teórica em relação ao debate de gênero e sexualidade que eu falava né Homem filia uma perspectiva marxista que por isso vê essas esses elementos como sociais como produtos sociais como formas produzidas pelos seres humanos e nessa linha em relação à questão da despatologização
eu acho que primeiro a gente tem que entender se isso é a vontade dos movimentos trans no Brasil porque a gente sabe por exemplo que muitas vezes é pela via da patologização que se acessa né o processo transexualizadores Existem alguns debates nos movimentos trans de que diz patologizando isso poderia ser um retrocesso embora a gente defenda a despatologização Óbvio né Mas entendendo essas contradições no campo da política pública e no campo da legislação que nós temos hoje no país E aí eu acho que uma das formas é entender as identidades não somente transexuais mas a
identidades sexuais E de gênero como construções sociais assim o serviço Social ele tem uma contribuição por exemplo na questão da retificação do registro civil na elaboração de laudos aparecerem sociais para a retificação de Registro Civil inteiro mas foi feito ainda é feito em alguns lugares que não é discutir como é que o sujeito se entende mas é discutir como é que o sujeito acesso à direitos tendo o nome reconhecido né o reconhecimento social reconhecimento público da identidade ele pode possibilitar uma série de acesso à Direitos então não tem a ver só com uma dimensão de
como sujeito se entende como isso é benéfico mas como o sujeito é tratado socialmente pelas instituições jurídicas né administrativas da sociedade e que eu acho que é o debate onde o serviço social integra mais diretamente né Fora aquele outro que eu comentava que é o da educação em gênero sexualidade com os nossos pares Eu acredito muito que como é um tema que provoca muito mobiliza muito né um Pensamento conservador e portanto mobiliza sentimentos muito apaixonados eventualmente né é um debate que ele é mais bem absorvido quando ele é tratado na vida miúda eu acho que
esse é um ensinamento excelente da agnesceller né a filósofagnesceller que nos ajuda a pensar como a vida cotidiana Ela é cheia de matéria de intervenção ao mesmo tempo que ela é também um espaço que muitas vezes Possibilita a absorção do conservadorismo do pensamento conservador de maneira mais alargada digamos assim mas que é ao mesmo tempo o espaço da vida total do sujeito em que ele pode muitas vezes através de elementos práticos empíricos né da sua experiência empírica entender melhor alguns assuntos então por exemplo tem investido muito mais intervenção profissional hoje em dia em fazer o
debate de gênero sexualidade através de Exemplos de discussão de caso de ver o que tá acontecendo na televisão aquele momento de aproveitar um contexto né um almoço ou uma hora do café né num serviço para debater um assunto do que propriamente reunir os trabalhadores e fazer uma educação permanente não há que a educação permanente não seja importante mas eu acho que são nesses momentos em que sujeito tá digamos assim desarmado da crítica né ele vai absorver com mais afetividade inclusive que tu tá Dizendo E a partir de conhecimentos empíricos da sua da sua da sua
vida né exemplos práticos da sua vida que podem se conectar aquilo que nós estamos conversando então eu acho que essa esse trabalho de formiguinha né de sensibilização é muito importante fundamental para a gente qualificar os atendimentos Porque a partir disso a gente sensibiliza as pessoas demandas e para as necessidades sucessos do sujeitos quando a pessoa entende que o Que a pessoa tá pedindo não é algo de menor importância né quando a gente tá falando de identidade quando está falando de nome quando a gente está falando de usar roupas de acordo com o gênero que a
pessoa trans se identifica isso não são coisas de menor importância né são coisas que a pessoa precisa e que a gente não vê às vezes importantes porque a gente não tem essas necessidades Então acho que é um pouco por aí assim que eu iria para a gente Concluir dizer a vocês que eu fico de novo agradecido pela oportunidade de dialogar com a Fernanda de aprender com a Fernanda antes que nesse evento tão importante da categoria E me colocar à disposição para eventuais futuros debates eu deixei ele no chat no meu e-mail vou colocar de novo
para quem quiser fazer contato né pedir algum pedido de referências bibliográficas texto Então vou deixar lá o e-mail caso alguém queira acessar algum conteúdo Mais pedagógico e de novo agradecendo Muito obrigado obrigada por favor rapidinho né Por Conta do nosso horário então dizer também para mim que foi uma alegria muito grande está mesmo que virtualmente aqui com Guilherme com Andrea né E tá aqui nesse evento né acho que é muito importante essa plenária muita gente escrito Soube se interessando por esse tema né que esse Tema esses temas né eles venham eles vem tomando um protagonismo
né da nossa profissão que foram foi muito tempo não priorizado digamos né a gente sempre fez a crítica A Crítica por dentro a crítica fraterna tentando ocupar os espaços produzir né disseminar nossas discussões não como discussões marginais mas como discussões estruturantes como é a questão da classe né também tem sempre muito no direcionamento da nossa da nossa profissão pensar temas não só Divisão social do trabalho mais sexual irracional né pensar a diversidade sexual Então essas pautas são estruturais estruturantes vejamos mesmo que de forma contraditória como essas pautas e esse tema que a gente está debatendo
ele tá sendo crucial nesse momento né Aí dessa chamada pauta de costumes né a gente tentando trabalhar com a democracia de espraial debate e o outro lado aí a outra direita fascista tentando defender Exatamente o oposto né Muito mais do que um debate econômico com todo esse caos de fome de miséria de pobreza o Central das nossas eleições tem sido chamada pauta de costumes ou seja as nossas lutas nos nossos debate eles incomodam não é ator que nós enquanto profissionais de educação nós estamos tão perseguidos por esses desenvolver porque faltamos essa não só essas questões
mas de forma crítica tudo que tá acontecendo aí Tentando fomentar aí uma leitura crítica de realidade então agradecer e parabenizar a organização do cbas aí parceria com abertos a qual eu faço parte dessa gestão aí pelo nordeste e dizer da Alegria de ter dialogado com vocês grande abraço e que a luta continua né E que a gente possa ir no final do mês derrotar inicialmente esse projeto de esse necro projeto que está em custo do nosso país né E que a gente possa voltar A sorrir um pouco né Essa conjuntura tão difícil então então entristecedora
mas é isso estamos na luta e juntos e juntos né um abraço para todo mundo Obrigado ser feliz e nas lutas coletivas nesse nesse nesse esperançar mesmo né de dias melhores que possa ouvir pela frente a gente sabe que os desafios tão postos estão imensos né mas já no outro momento que seja possível fazer outros enfrentamentos para além né de todos Esses aspectos que foram apresentados aqui que de fato nós identificamos aqui nas falas de uma maneira muito explícita né o quanto é necessário mesmo né que nós estejamos firmemente reafirmando né o Nossa posição pautas
das violências de gênero da discussão da desigualdade gênero então agradecer imensamente oportunidade de estar aqui com vocês dizer a minha satisfação enorme né de participar também desse momento e fica já o convite Para amanhã amanhã nós teremos as nossas as nossas mesas denominadas como Vozes da Resistência Então a primeira vai ser vinculado ao debate do INSS depois da Assistência Social da residência né multi profissional então amanhã seguiremos com a programação do congresso então um forte abraço professora Fernanda professora Guilherme Espero que logo mais estejamos juntas em outros espaços coletivos um forte abraço um abraço Obrigado
querida pelo mediação E parabéns beijo Guilherme também beijo tchau tchau