Oi Oi gente tudo bem com vocês eu sou mãe da Barbosa Esse é o canal trabalho literária e hoje a gente fala sobre o que é gênero se você está chegando por aqui agora o tramo literária tem uma seção específica para discussão de conceitos para a discussão de temas importantes para o feminismo não se tem algum tema ou conceito que você queira ver discutidos por aqui deixa aqui nos comentários que a gente vai conversando a mãe aproveita para conferir aí na descrição nossas referências que tudo que for sendo utilizada de referência teórica eu sempre vou
deixando aqui no leque na descrição para depois vocês conhecerem mais sobre os temas que a gente vai conversando também já aproveito para pedir para você se inscrever ativar as notificações e compartilhar o canal compartilhar o conteúdo com quem você acha que você goste das nossas discussões hoje a gente fala então sobre o que é gênero e as discussões sobre gênero elas são fundamentais dentro do feminismo justamente porque elas promovem um grande avanço a partir das discussões que eram feitas antes dela então durante muito tempo a gente só se fala a economia sexo para poder falar
sobre as desigualdades era como se as desigualdades entre homens e mulheres existissem apenas por conta do aspecto relacionado ao sexo e não relação ao aspecto gênero Aliás já vou deixar um convite aqui que a gente vai começar uma série para discutir Vertentes feministas tão logo a gente vai começar a falar sobre isso e isso é bastante importante porque nem toda feminista Abarca em sua teoria palavra gênero muitas ainda não se faltar na questão do sexo enquanto que outras vamos plantar a questão de gênero enquanto que outras não se faltar na relação sexo gênero mas esse
assunto que a gente vai discutindo quando a gente for discutir as Vertentes hoje a gente Fala especificamente sobre o conceito de gênero que é uma palavra que vende uma palavra Latina que é gelos que significa Nascimento que significa origem é como se quando eu falasse de gênero antes das desse assunto sábado assado aí pelas teorias feministas é como se sempre que eu falasse de gênero eu E falando em respeito em relação a algo que nasce com o sujeito que nasce com ser ou com o sujeito é como se fosse algo que fosse imutável né então
eu não acho que uma determinada característica essa minha característica ela é imutável porque ela é parte do meu gênios porque ela é Parte do Meu gênero e quando a teoria feminista vai passar a palavra gênero é vinculado a uma palavra completamente oposta a questão da imputabilidade que é o conceito de cultura Então se antes quando a palavra gênero ela era utilizada dentro do campo das ciências médicas dentro do campo das ciências biológicas essa palavra tivesse sentido de imutabilidade quando essa palavra vai se abraçada pelo pelas teorias feministas é justamente vinculada a uma palavra completamente oposta
é isso que a palavra cultura então quando eu falo de gênero dentro das teorias feministas eu falo necessariamente de algo que a construído que é elaborado que a forjado que é construído por meio o histórico e dentro desses tempo dentro desse tempo histórico vai sendo construído o primeiro da repetição então de tanto que eu vou repetir esse gesto esse ato essa definição é aquilo vai ganhando o pão de Verdade Aquilo vai se tornando um verdadeiro de tanto que eu repito Isso vai ser abraçado pelas teorias feministas na década de 60 só ficou muito mais força
na década de 80 Então a gente tem esse período aí década de 60 década de 80 do tempo que as teorias feministas ou parte das teorias feministas um abração e com muita força a palavra gênero tudo isso para explicar de forma melhor para explicar de forma mais acentuada Qual que é a origem da desigualdade e qual que é a razão porque essas desigualdades entre sujeitos elas continuam acontecendo ação A grande questão em entender porque que homens e mulheres são desiguais E por que que a gente se mantém em desigualdade Nesse contexto na década de 60
na década de 70 Mais especificamente na década de 80 a administração defender alguma coisa que é bem importante que hoje já veio que consenso mas que na época não era tanto assim que a ideia de que a forma como a gente se entende a forma como a gente se compreende a forma como a gente compreende o outro a forma que a gente compreende as nossas relações vende muita coisa que não é natural vende coisas que são forjadas vende coisas que são construídas então quando a teoria do gênero quando as teorias feministas começam a abraçar essa
palavra é justamente para mostrar que coisas que parecem muito inalteráveis como essas relações desiguais entre homens e mulheres na verdade elas são desiguais Mas elas podem ser modificadas elas podem ser alteradas a partir do momento que se altera se alterarem também a forma como mulheres e compreendem e também a forma como o homem se compreende dentro da mesma perspectiva a forma como a relação entre homens e mulheres são compreendidas Então a partir do momento que a gente entende que o gênero não é algo biológico porque ele é cultural a gente também tem de quê e
a gente tem força para alterar diversos aspectos culturais tem diversas feministas que vão abordar esse conceito e que são as bases são centros assim para os quais a gente vai quando a gente vai estudar isso que há juízes pode que a Judith butler e a Teresa de lauretis e é importante a gente falar o nome dessas mulheres porque nem sempre elas vão ser eu não pensar muito parecido a teoria de cada uma delas vão conter algumas divergências da teoria uma das outras e isso é importante para a gente entender o que que faz sentido para
a gente também em termos de teoria uma primeira questão sobre o gênero a ideia de que ele é forjado a partir de normas sociais que a gente encontra um devido não tem tanta força assim para produzir então a gente pensa no gênero como sendo algo que vai sendo construído década por década geração para geração e que vai combinando no hoje na forma como a gente se entende hoje e conforme isso vai sendo repetido o grande problema tá aí ele vai ganhando o tom de naturalidade então é como se O que são comumente atribuídas as mulheres
fossem vistos como naturais e características comumente atribuídas para os homens passassem em determinado momento a ser vistos como naturais a gente pode usar uma distinção básica e relacionado ao gênero que é o fato de que homens são vistos como mente como mais Racionais então o homem é mais racional e ela responder a agulha mais calmo no momento de tomar decisões enquanto que as mulheres são continuamente vistas como emocionais que se descontrolam numa situação de perigo e não tem tanta capacidade de decisão então por isso naturalmente homens têm mais tendência a ser linda eles mulheres a
seus subordinados a estes homens justamente por conta dessas relações que parecem ser naturais mulheres também são comumente vistas como manipuladoras então quando a gente pega e a gente entende que mulher tem tendência a manipular os homens a fazer coisas que os homens não fariam se não fosse a influência das mulheres a gente pode pegar aí um discurso bíblico que traz a representação bom então por que que o Adão vai comer a maçã porque a Eva influenciou esse homem a fazer alguma coisa errada e uma coisa que ele não queria mas como ela é manipuladora ela
consegue fazer isso então isso vai se repetindo ou falo vai repetindo vai ganhando o pão de verdade e daqui a pouco coisas que são culturais fica parecendo que é tudo natural que a gente é assim mesmo mulheres são assim homens são assim e isso é tudo é construído por meio da linguagem Eu gosto muito de discutir isso justamente porque é linguagem que nos diferencia dos outros animais então a linguagem ela nos dá capacidade básica e fundamental da condição humana que é pensar sobre as coisas que a gente sabe então eu conheço sobre o meu conhecimento
eu sei sobre as coisas que eu sei eu consigo elaborar eu consigo refletir sobre isso isso é fundamental produtos feministas justamente porque para a João Scotti pautada na teoria do Forró o saber ele é poder então quando eu sempre eu sei alguma coisa o poder sobre aquilo e o cocô vai dizer que quando a gente sabe a gente tem poder quando a gente sabe sobre alguma coisa a gente tem poder pensando nas sociedades patriarcais pensando aqui no mundo ocidental que é forjado que apontado dentro de uma série de sociedades patriarcais a gente pode pensar então
que se são os homens que estão aí na no topo que estão no topo dessas sociedades matriarcais são os homens que vão forjar ainda que não sempre conscientemente só vai se sujeitos que vão formar essas noções de gênero essas percepções de gênero então eu como se os homens continuamente de modo repetido fossem construindo para si né você elaborando para o seu gênero algumas características que são mais positivas enquanto que para as mulheres ficam as características que não são tão positivas assim Judith butler Vai mais alguém nessa discussão quando ela vai defender que as nossas sociedades
elas não são só patriarcais mas elas também são letras normativas então é com os homens e mulheres tivessem que representar especificamente um determinado papel dentro da sociedade e quando tá quando esse sujeito está cumprindo certinho o papel para o qual ele tem representar ali as coisas fossem mais mais calma se fosse mais tranquilas mas qualquer coisa que esse sujeito quiser fazer que vai fugir dentro de um discurso patriarcal e dentro do discurso heteronormativo necessariamente fosse só um momento de crise para esse sujeito porque ele está precisando de se construir algo que ele levou muito tempo
por meio da repetição para construir Então a gente vai aprendendo a ser uma mulher dentro de uma sociedade heteronormativa e patriarcal e homens a mesma coisa vão aprendendo ser homens da mesma maneira e sempre que esses sujeitos assumem um determinado o papel que seria para ser esse outro grupo aqui vai ser sempre o momento de crise para esse sujeito porque ele tá sempre confrontando um determinado tipo de formação para o qual ele foi forjado aí que foi construído para representar o que a gente vai percebendo então é eu nasci a gente nasce dentro de espaços
que determinam muito do que a gente sabe muito do que a gente conhece não só em relação ao mundo não sai em relação às relações humanas mas também relação a gente mesmo os nossos desejos ao Nosso autoconhecimento a nossa percepção então quando a gente fala disso a gente falou necessariamente de liberdade você tem que ficou verdade Judith butler vem da venda de uma Scott as ideia de que a gente precisa construir uma noção de liberdade de libertação para entender que a gente precisa saber como os nossos desejos eles são construídos e isso vai muito além
de uma representação às vezes simples tem que a gente vem inclusive dentro do discurso feminista muitas vezes que a ideia de que bom se você faz tal coisa e você escolheu fazer essa coisa tá tudo certo se você escolhe viver sua vida dessa maneira e você escolheu tá tudo bem O Discurso feminista me descuido das relações de gênero eles vão além porque eles vão mostrar que se a gente escolhe semana ou semana se a gente se casar de véu e grinalda ou não se gente escolhe construir uma família dentro de um modo heterossexual heteronormativo a
gente está falando de construções e de escolhas que não são necessariamente as nossas escolhas mas que perpassa aí por uma série de processos de determinação dos nossos desejos e aí que está o grande x da questão é esse processo da gente aprender entender e da gente tentar entender Quais são os nossos desejos e de que forma que esses desejos são forjados de que forma que as nossas vontades de que forma para o nosso saber de que forma para o nosso conhecimento sobre esse é construído para que a gente possa construir outras relações com a gente
mesmo com as nossas vontades com os nossos desejos e com o nosso saber até