[Música] E aí pessoal, vamos começar mais um episódio do podcast sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host do podcast. Estou como sempre com Malu Perini e minha esposa, host e o belo rosto dos sócios. >> Olá pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio dos sócios. >> E aí, boludinha, qual o tema de hoje? Eu não sei como que tá no no título, mas a Gente vai falar sobre modo caverna, que é uma estratégia para que você possa, eu não vou dar spoiler do que é ou ou dar, >> tem uma tamb onde todo mundo
já viu quem são os convidados, qual o título, então já tem bastante spoiler, né? >> Pode entrar no modo caverna e sair e a sair na frente de todo mundo de um jeito, porque você vai literalmente aprender muito sobre um assunto que você desejar, no caso. >> Sim, sobre isso, né? sobre essa questão De você meio que sumir por um tempo e voltar muito melhor. E antes de apresentar nossos convidados para falar desse assunto, eu tenho alguns recados para vocês. O primeiro deles é da Democrata, inclusive desafiando minha elasticidade, né? >> Precisa mesmo. >> Ó,
estou usando um hoje, uma marca já muito conhecida do mercado. Afinal de contas, eles têm 40 anos de experiência. É lind. >> Lançaram há pouquíssimo tempo também uma linha feminina chamado Democrata, ela uma campanha estralada com a Gisele Binting. Eles têm mais de 140 lojas e mais de 4000 pontos de venda de atacado. É uma marca que une tradição, posicionamento estratégico, estilo, conforto. Os convidados ganharam de presente também. E para todos que quiserem ter verdadeiros ativos no seu armário, porque esse tênis, por exemplo, posso usar com um monte de coisas, vocês Podem comprar na Democrata
online com benefício aqui do sócio, porque utilizando o nosso cupom sócios, simplesmente isso, lá no e-commerce da Democrata, vocês garantem 15% de desconto. Então, para quem quiser, deve ter um link aqui na descrição e, provavelmente, um Qcode na tela. >> E queria lembrar vocês que o Materializa abre as inscrições em breve. que materializa meu programa de hábitos saudáveis e emagrecimento. A gente vai Fazer a primeira turma desse ano, logo depois, né, do meu puer pério. Então, vamos todos estar super animados para entrar numa vibe saudável, emagrecer e ganhar produtividade, energia e tudo mais. Então, convido
vocês para quem tiver interesse, lá no Instagram vai ter todas as informações. >> E outro recado é do My Profit, parceiro de longa data aqui do canal, vê essa empresa, ela nasci porque foi criada por um aluno do Viv de Rena Turma 10, o Rodrigo Poveron. E eu uso hoje para consolidar o meu patrimônio investido no mercado. Ele automaticamente já pega o que eu vendo ou compro na B3, seja FIS, ações, ETFs, PDRs, mesma coisa com cripto. Eu linquei minha conta do Bitbank lá no Myprofit, então o que eu compro, que eu vendo aparece automaticamente
na minha carteira. Da mesma forma, a rentabilidade cotizada como um fundo de investimento. Então é muito bacana. Só que isso é só uma parte Das funcionalidades. Se eu também consigo ver lucro e prejuízo para gerar DARF, usar compensação para não ter que pagar imposto. E a melhor parte, aquele nosso encontro inevitável com o Leão todo final de maio, é que antes eu gastava um dia inteiro, literalmente era um dia inteiro para fazer minha declaração de imposto de renda. Eu até hoje prefiro fazer porque eu acho que é melhor que somente eu e a Receita Federal
inteira saibam da minha vida e Não colocar mais alguém num contador nesse caminho. Só que com My Profit hoje eu faço isso de maneira muito rápida. A minha declaração é da Malu. Literalmente na última declaração eu gastei 20 minutos. Foi muito rápido. Foi uns cinco com a mim e uns 15 com a da Malu, porque tinha uma parte de imóveis de leilão que aí no My Profit já não consiga. É, >> no myfit eu já não conseguia lançar automaticamente. Mas para quem quiser, nós temos um cupom, tá pessoal? Perini 10. Então deve ter um QR
code na tela, um link na descrição, você pode assinar com desconto. Para quem investe e tem essa cabeça de investidor de longo prazo e pensa principalmente nessa otimização tributária, em diferimento de imposto, que é um grande diferencial, vale muito a pena. Então fica a recomendação. Dados os avisos, vamos apresentar nossos convidados. Recebemos aqui novamente depois de bastante tempo, né? Verdade. Faz um tempinho, hein? Ana veio quando a Gente loira, voltei, tô morando agora. Então, >> então, novamente Ana George tá aqui no nosso podcast. Ela é estrategista de marketing digital, especialista em criação de comunidades online,
em transformar audiência em clientes fiéis. Tem experiência prática em lançamentos e posicionamentos de marcas pessoais, unindo técnica com uma visão humana do mercado. Ana, bem-vindo novamente, podcast sócios. >> Muito obrigada, pessoal. Tô muito feliz de estar aqui. >> E pela primeira vez aqui nos sócios recebemos Guilherme Batilani. Ele é comunicador, professor e escritor especializado em comportamento humano. Guilherme, bem-vindo ao podcast sócios. >> Obrigado, Bruno Malu, todo mundo. >> E aí, para começar, né, o que que vocês entendem por modo caverna? >> Posso começar? >> Com certeza. >> Bom, eu acredito que para falar do modo
caverna, né, já que é uma ferramenta, seria bem bacana dar um contexto inicial do surgimento, né, e do que do como que ele veio a se tornar um modo caverna. Na minha visão, eu acredito que paraa pessoa conseguir transformar a vida dela por completo, ela precisa seguir três pilares essenciais, que é o quê? Ou seja, ter uma clareza brutal daquilo que ela quer pra vida dela, >> o como, ou seja, o caminho para chegar Até lá. E isso envolve entender o estado dela atual, usando o princípio do contraste, entendendo de forma muito clara o que
que ela precisa desenvolver nela mesma. né, usando o mapa da ignorância, que é algo que eu uso, onde nós aplicamos esse princípio do contraste para entender o que você não sabe hoje e visualizar a pessoa que você quer se tornar. Então, de acordo com o que você não sabe hoje, tudo aquilo que você não sabe, você consegue ter clareza De quais habilidades você deve estudar, se desenvolver para conseguir de fato aplicar e crescer nisso, né? Entender como passar por esse processo do como chegar até lá. E por último seria o terceiro pelar que é o
processo. E aí que entra o modo caverna, o como você vai executar essas coisas da melhor forma ou possível. E aí o modo caverna ele vem como uma ferramenta muito poderosa de aceleração e dimensão para você conseguir chegar nesse objetivo, Né, de forma rápida. Mas eh diferente de um hack, eu enxergo que o modo caverna ele funciona como uma ferramenta para você solidificar sua identidade, a identidade que você quer alcançar para gerar os resultados que você deseja como uma consequência natural. Então, para você se tornar a pessoa que gera aqueles resultados de uma forma como
se fosse de fato uma consequência. Então, a camada mais profunda que você vê de resultados e mudança na sua vida é quando chega na Identidade, é quando chega na forma que você se enxerga na sua autoimagem. E o modo caverna, ele é uma ferramenta para que você se force por um determinado período a aplicar de forma meio que se forçando mesmo, se obrigando a executar aquilo de forma disciplinada em um momento que se torne mais fácil com as evidências que você construiu de se enxergar daquela forma e aquilo se tornar um lifestyle pra sua vida.
Entendi. Então, seria uma forma de você Emergir tão de forma tão profunda que você mesmo vai conseguir enxergar, se enxergar naquele papel que você definiu no futuro. >> Exatamente. Exatamente. Eu eu vejo que nós somos geradores de energia. É como se nós fôssemos cada pessoa aqui tivesse a sua própria usina de energia. E tem pessoas que conseguem iluminar um apartamento, tem pessoas que conseguem iluminar uma cidade inteira, tem outras pessoas que conseguem iluminar vários Estados. Então, quando você olha para uma pessoa que às vezes você quase um buraco também, >> ela abre um buraco de
outro de todo que ela. Mas eh quando você olha para uma pessoa que você admira, às vezes você só olha pros bens materiais e você tem essa tendência, né, de olhar para as coisas brilhantes e não para para perceber que, na verdade, aquela pessoa, ela chegou num ponto de geração e e gestão da própria energia que ela consegue Sustentar todas essas coisas que estão na sua vida, né? não só o lifestyle que ela tem, mas enfim, o resultado que ela trouxe pra vida dela. Então, eu vejo que nós somos geradores de energia e o nosso
foco, a nossa atenção é a ferramenta que faz com que a gente consiga gerenciar essa energia de forma intencional para onde a gente deseja, né? E criar qualquer coisa. A todo momento nós estamos criando algo aqui. Eu tô falando com vocês, nós estamos criando um Podcast. Enquanto você anda, você tá criando um resultado. Então, o nosso foco, a nossa atenção, ela é a ferramenta mais poderosa que existe, porque é aquilo que tá no nosso controle e é aquilo que nos possibilita de criar a realidade que nós desejamos. É a ferramenta principal para que a gente
consiga gerenciar a nossa energia e conquistar os resultados que nós desejamos. E aí, nesse sentido vem o modo caverna, né, que é justamente essa Ferramenta para você intensificar e canalizar essa energia de forma intencional. E aí vem como um protocolo, né, meio que o modo caverna ele surgiu em 2018 de uma forma muito freestyle na minha vida, né, quando eu precisei eh sair de uma situação, enfim, eu era totalmente quebrada, não tinha dinheiro nem para pegar um Uber. E aí eu preciso 2018, 17, >> 18 anos foi uma >> totalmente quebrada. Eu adorei. E não
muito tempo depois, eu basicamente mudei a minha vida, né, do avesso. Eu consegui chegar numa realidade que antes eu >> achava ser impossível. >> E isso graças ao modo caverna. E eu meio que falei: "Hum, isso aqui funciona, né? Eu vou usar isso aqui como ferramenta mais vezes, né? Eu vou incorporar isso na minha rotina de uma forma mais intencional". E aí eu fui usando isso e fui refinando a passar do tempo. E aí Veio o vídeo do modo caverna. Hoje é o vídeo mais visto, acho, do YouTube sobre o tema. Então, se tornou um
movimento, eu fico muito feliz, né, de ver e eh a transformação que não só gerou na minha vida, mas eu acredito que vai gerar na vida de várias pessoas. Se você tá conhecendo o Moto Caverna agora também vai gerar na sua. Espero que gere muitos resultados positivos. Mas de fato se tornou uma ferramenta, né, um protocolo com certas diretrizes onde você seguindo Essas diretrizes você consegue atingir, né, ter ali um período de foco muito eficiente naquele momento da sua vida. E diferente do 75 Hard, que é outro protocolo muito famoso, muito popular, que é, eu
não sei se você conhece, mas eu acredito que você deva conhecer, ele é um pouco mais rigoroso, ele mais bem mais extremo. São 75 dias de pura disciplina que você tem que seguir várias regras e você não pode errar. Se você errar, você tem que Voltar pro começo. Então assim, é muito mais inflexível do que o modo caverna. E é muito difícil. Todo toda pessoa que eu vejo, >> como é que o nome desse >> é 75 H. Fala brincadeira do Estamos há zero dias tentando de novo, né? >> É basicamente isso. >> Nunca de
falar disso. >> Estou a 75 dias. Estou a 75 dias. Estou a 75 dias. >> É 75 hard. E é bem popular, mas é bem Rigoroso assim, bem difícil. É. >> E toda vez que eu vejo uma pessoa que passa pelo 75 hard, eu fico: "Putz, isso é foda." Mas basicamente o modo caverna ele veio como uma alternativa desse protocolo, porque o modo caverna ele tem os seus pilares obrigatórios. ali que você precisa executar, mas ele também tem os pilares flexíveis que vão de acordo com o seu objetivo, aquilo que você quer paraa sua vida.
Então, nos pilares obrigatórios do modo caverna, Né, meio que são os blocos de Lego que a gente vai montando para conseguir formar o seu modo caverna. Então, nos pilares obrigatórios, você tem ali eh a sua mente, né, o seu intelecto. Então, os hábitos é você cultivar o hábito de estar estudando e desenvolvendo o seu intelecto todos os dias. você tem o pilar da mente, que é lidar melhor com as fontes de dopamina, conseguir de fato limitar ali o uso das redes sociais, melhorar a sua capacidade de atenção, de Concentração, de foco. E você também tem
o último pilar que é o exercício, né, que é o nosso corpo e que sustenta todo o resto. >> Não tem como a gente cuidar dos dois, desses dois desses dois pilares sem tá cuidando do principal ativo, que é o nosso corpo, é o apelar de tudo. Então são esses três pilares obrigatórios que existem no modo caverna. E aí em cima dos pilares obrigatórios, você consegue montar os seus pilares flexíveis. Então Vamos supor que a Malu, ela entrou no hiperfoc ela tá querendo se desenvolver e estudar eh sobre arquitetura. Vamos supor que você quer aprender
sobre arquitetura. Você vai colocar isso como um pilar flexível no teu modo caverna. E qualquer pessoa consegue colocar três pilares flexíveis. Ela define lá. tem os pilares obrigatórios que todo mundo tem que seguir e ela consegue selecionar três pilares flexíveis que ela decide ali de acordo com os objetivos da vida Dela. Por isso que se torna uma ferramenta, não uma cagação de regra regra, mas sim algo que pode ser adaptado para qualquer realidade, para qualquer rotina, né, para qualquer pessoa, independente do estado esteja. Tem um tempo, >> olha o modo caverna >> que 75 hard,
por exemplo, falou: "Pô, é muito extremo, >> é bem extremo. São 7". Então deve ser menos do que isso. >> Exato. Exato. O modo caverna, o tempo tradicional é um mês. >> Um mês. >> Você consegue ali um mês. Se você conseguir estender ali para dois meses, três meses, depende ali. A minha recomendação é começa com um mês, faz o teu primeiro moldo caverna de um mês e aí dependendo dos resultados que você tiver, aumenta ali para dois, tr meses ou separa alguns ciclos ali. Eu geralmente faço no início e ali pro Final do ano,
que é esse momento que a gente tá, setembro, outubro. Então esse é o momento de acelerar. >> Muito bom. inclusive o Materializa, quando eu comecei o Materializa Primeira vez, que é um um programa que eu faço de emagrecimento e hábitos, eh tem basicamente alguns pilares, lógico, porque a gente usa muito o corpo e eu eu tenho uma frase que eu gosto que é dominar o corpo é o primeiro passo para dominar a mente e e sempre que eu falo Essa frase, tem algumas pessoas que falam: "Não, mas tá errado, é o contrário. Primeiro você tem
que dominar a mente para depois você dominar o corpo". E e a ideia é justamente quebrar esse ciclo, porque quando você se força a colocar o seu corpo em movimento, a ter mais saúde, você acaba tendo mais energia para conseguir performar melhor mentalmente. E eu acho que tem um pouco a ver com isso. E a primeira vez do materialista foi em outubro. A gente fez O programa a primeira vez em outubro. Acho que se as pessoas soubessem o quanto os filósofos eh antigos eram obsecados com o corpo e com a luta e com a força,
acho que a gente levaria isso mais a sério, né? Acho que quase ninguém sabe que o nome Platão não era dele. Esse Platão não chamava Platão porque ele era muito forte e significa ombros largos. E a luta greco-romana veio disso. Então, lógico, tinha os escravos para para bancar enquanto eles ficavam Em praça pública conversando, mas também ficavam saindo no soco. Então, eles levavam muito a sério essa coisa do corpo. Eh, tanto que as obras de arte revelam isso, né? Enquanto a gente tem o hábito de dividir, né, corpo e mente. Enfim, se a gente entendesse
esse lado, a gente levaria o corpo bem mais a sério. >> Total, né? É interessante isso. O Sócrates tem aquela frase famosa que fala sobre que desgraça é pro homem Envelhecer sem ver a beleza e a força que seu corpo é capaz. E é engraçado que o Niet falava que o Sócrates era um antigrego, porque os gregos gostavam muito da beleza, o Sócrates era feio, só que ele era um guerreiro. Ele salvou, acho que era o Mciades, que era ateniense. >> Então ele era um guerreiro, ele era realmente esforçado na parte física, né, além da
parte >> intelectual. Mas batilan, eu queria Ouvir tua opinião sobre o modo caverna, né? Já falou ali da definição, pilares, etc. quer acrescentar alguma coisa? Eu acho que eu eu acho que eu seria o contraponto do modo caverna, para ser bem honesto. Eu eu puxei o máximo de conteúdo que eu que eu pude sobre o tema, mas eu sou muito inclinado a acreditar que a vida ela é mais fluída do que pensada, que a vida ela é mais, a gente responde mais do que pensa. Então, se a gente pensar na nas definições da Vida, em
como ela se funciona no dia a dia, tem um livro muito bom chamado Comporte-se, escrito pelo Robert Sapolsk. Acho que é a base do comportamento humano para no mundo hoje. Acho provavelmente o melhor neurocientista que a gente tá conhecendo. >> Eu acho que esse cara, o Wesley, é muito fã dele, cara. Já falou para mim 1 milhão de vezes. >> Leia este agora minha vez. Leia. Leia Este livro, Bruno. Você vai, você vai ficar muito feliz lendo esse livro. Ele é uma obra de de leitura de você realmente ficar feliz lendo. Eu tô numa parte
que fala de gêmeos, eu sou gêmeo, então eu leio meio tipo, eu sou gêmeo, >> só que eu sou eh eu sou bivitelino, >> então existe. E todo antropólogo ou psicólogo quando descobre que dois gêmeos foram separados na infância, os caras ficam eufóricos assim, não, me dá, me dá os dois que eu quero estudar, né? >> Então eu sou muito inclinado a acreditar que a vida ela é mais fluída do que isso e também sou apaixonado por números, cara. É uma paixão que eu tenho. E quando a gente testa métodos assim do que é funcional
e do que é disfuncional, eu sempre vou fazer o questionamento dos números. Eu fiz faculdade de sociologia, então a gente estudava antropologia e eu tinha uma professora que falava que mais importante do que o resultado da pesquisa é o método feito pela pesquisa. Então se a gente ir na USP e perguntar quem que vai ganhar as eleições do ano que vem, a gente vai ter uma resposta muito específica. E se a gente for na Paulista, numa manifestação bolsonarista, a gente vai ter outra resposta muito específica. Então a professora falava: "Cuida do método". E se a
gente, separei três exemplos simples assim pra gente entender, eh, se a gente pegar, por exemplo, o grupo de eh brasileiros que passaram em concursos Públicos muito concorridos, pega, tem, temos aqui militar, né? Pega o ITA, pega o IM, aí medicina na USP, diplomacia, Ministério Público, concursos muito concorridos. Um erro eh crucial que a gente comete é que a gente pega um um amra de 1000 pessoas, por exemplo, que passaram nesses concursos e a gente pergunta para eles: "Eh, o que que vocês fizeram para passar nesses concursos?" E aí, vamos supor que em média a resposta
foi: "Cara, eu estudei 4 anos seguidos em modo caverna, 8 horas por dia sem parar". E aí a gente tem uma resposta simples. Eh, se quer dizer, então, que se eu estudar 4 anos seguidos por 8 horas, eu vou passar. Parece, mas não, não, porque o método tá errado. >> O que que a gente é o que que a gente teria que buscar? >> O o mesmo número de pessoas pegando uma amostra de 1000 pessoas que tentaram passar no concurso estudando 8 Horas por dia por 4 anos e ver quantas passaram. Então, supostamente de 1000
eu amostra 40 passaram. Corta zero, corta zero vai dar 4%. Então, ou seja, se eu estudar 8 horas por dia por 4 anos, eu tenho 4% de chance de passar. É melhor que zero, né? Concordam? Um outro, um outro ponto que eu gosto de citar é Instagram. Por exemplo, muita gente vende fórmulas para crescer no Instagram. Aí eu brinco, né? A coisa mais fácil do mundo é achar padrão. Se Eu olhar pro céu estrelado e querer achar um elefante, eu vou encontrar um elefante. Achar padrão quando a gente tá procurando. É, é fácil. Se a
gente pegar uma turma de pessoas que tem 500.000 seguidores, por exemplo, uma amostra de 1000 pessoas que t.000 seguidores no Instagram, provavelmente vai haver um padrão de eles têm mais de 1000 publicações. Todo mundo aqui provavelmente tem mais de 1000 publicações. >> Quase 7.000. >> Quase 7.000. E aí a gente vai concluir que basta eu publicar 1000 vezes, então, que terei 500.000 seguidores no Instagram. Errado de novo. Significa que se eu pegar uma amostra de 1000 pessoas que publicaram, antes de eu ter 500.000, Eu já tinha 1000 1000 publicações, com certeza. >> Eu também. >>
E a questão é que a gente olha o pra pessoa que passou, vamos pegar o um uma Amostra de 1000 pessoas que tem 1000 publicações. E quantas delas tm 500.000? Provavelmente vai ser 50, tá? Corta zero, corta zero vai dar 5% de novo. Então se você publicar 1000 vezes, você tem 5% de chance de e dar certo no Instagram. Outro exemplo para quem gosta de futebol e matemática, desculpa, eu vou cometer alguns erros simples aqui, mas todo brasileiro vai entender. E a gente pega categoria de base de de futebol. Tentei ser jogador, não Consegui. Infelizmente
eu nasci no país do futebol, tive que trabalhar com comunicação, né? Outra saída. Se a gente pegar eh o o Brasil, o Brasil tem quatro principais campeonatos no no brasileiro, né? Série A, B, C e D. Dá uma média de uma média, tá? Não, não é certo. De 20 clubes por ano. Se a gente multiplicar 20 clubes vezes eh quatro séries, nós temos 80 clubes principais no Brasil. Supondo que por ano passe ali 100 atletas, sendo Crianças, adolescentes e jovens por clube tentando virar jogador profissional por ano, tá? Mas 100 atletas por ano, 100 vezes
80 clubes, nós temos 8.000 1000 atletas que tentam por ano. Se a gente multiplicar uma janela de 10 anos, 10 anos, por que 10 anos? Porque é uma média de jogador. O cara começa com 18, vai até os 28, começa com 20, vai até os 30. Se a gente multiplicar por 10, nós vamos ter 80.000 crianças, jovens e adolescentes, que Tentaram ser jogador de futebol profissional no Brasil. Eh, de alguma forma, se a gente pegar a Série A do Brasileirão, a Série A, que são os principais jogadoras que de fato deram certo. São 20 clubes
com uma média de atletas relacionados de 20 atletas. Flamengo, Palmeiras tem 100 atletas à disposição, mas que são relacionados para jogos >> tem 20. Uhum. >> 20 x 20, nós temos 400 atletas que deram Certo, multiplica por 10, porque essa multiplicação por 10 é mais ou menos atleta que vai pra Rússia, atleta que entra, atleta que sai. É um número meio grotesco, mas que no Brasileirão série A por 10 anos entre passe 4.000 atletas. Então nós temos 80.000 1 que tentaram e 4.000 que deram certo. Se tem uma coisa que eu tenho certeza é que
a atleta viveu a vida inteira em modo caverna, porque o atleta Mirim, ele não vai pra escola direito, a escola passa ele de Ano, porque ele tem que estudar e jogar bola o dia inteiro, ele não vê a família, ele não faz mais nada que não seja tentar ser jogador de futebol. E se a gente fazer uma regra de três simples, 80.000 por 4.000, vai dar 5%. Então, eh, compensa você assumir o risco? Depende. Aí entra Saposque de novo na jogada. Tudo que eu me basei, esses fundamentos são baseados no Nicolas Taleb, que é o
A lógica do Cis Negro, o Leonard Midl, que escreveu e o Andar do bêbado e o próprio Daniel Kenneman, que escreveu o rápido devagar. São são essas três lógicas fundamentais que que estão trazendo, mostrando que eu tô tentando explicar. A questão é, Sapski, depende dos seus traumas, depende do seu contexto, porque no dia que a gente nasce, cara, são tantas variáveis, desde sua mãe fumou cigarro ou não na gestação ou se ela te alimenta a cada 2 horas e meia. São tantas variáveis que não tem como a gente pegar O exemplo de um grupo que
deu certo ou mais loucura ainda de uma única pessoa que deu certo e querer dizer que é um método funcional. Ele tem funcionalidade, tem. Tanto que está aqui Ana, Ana para falar para todo mundo, mas a pessoa que entra, ela tem que entender esse número que é 5%. Tem outro livro que eu amo que chama Felicidade por acaso do do Daniel Gilbert, Pedro Sobral que me indicou. Amei esse livro. E tem um outro livro que fala coisa parecida, Esqueci, daqui a pouco eu lembro, mas ele fala: "Ah, tá, o paradoxo da escolha tá famosíssimo agora
vocês vão amar. Leia o paradoxo da escolha. Você vai pirar também. Quem é o autor desse aí? >> Chama Barry Schwartz. >> Eu tive uma longa discussão com Wesley no ano novo sobre a questão do livre arbítrio. >> A gente passou >> muitas horas tendo discussões infinitas que não levavam a nada. Não foi não Negativ >> essa daí. da foi uma ótima discussão, até porque o Wesley ele falou: "Cara, foi a primeira vez que eu lancei aqui essa questão de que a gente não tem livre arbítrio >> e o argumento não foi do cara que
ele tá lá obrigado a roubar, por exemplo, mas sim do mérito." Ele falou: "Foi a primeira vez". Porque eu falei, quer dizer que o cara não tem mérito quando ele se dá bem na vida? Ele falou, "Porra, nunca tinha me falado dessa maneira". Geralmente o argumento era por outro lado, né? E aí a gente discutiu sobre aquilo, mas foi obrigado. A gente não tinha livre arbítrio. >> Uhum. Ia >> acontecer vai depois disso? Ele falou que era pedra clássica também, né? ficou acho que o o ano novo todo, 10 dias falando assim, infelizmente eu fui
obrigada a comer esse pudim, >> eu não tenho livamenta, tem uma ideia Que eu amo que ela fala assim, >> sempre vencia. >> Nenhum nenhum acontecimento acontece de forma isolada, nenhuma decisão acontece de forma isolada. Vamos pegar uma situação bem dia a dia. Supondo que a gente tá andando aqui na rua, na Paulista para uma velinha e fala assim: "Onde fica o metrô tal?" Aí você fala: "Fica lá, só seguir reto onde onde 500 m e e a senhora vai chegar lá". E ela fala: "Obrigado, mocinho" e Estica a mão para mim. E eu estico
a mão para ela e a gente aperta a mão. Supostamente, supondo que o evento seja apertar a mão. Por que que aconteceu o evento apertar a mão? Porque eu estava naquele lugar. Por que que eu estava naquele lugar? Porque eu precisei vir para São Paulo. Por que que eu precisei vir para São Paulo? Porque eu ganhei espaço na internet e eu tinha uma gravação. Joga para ela. Por que que ela estava naquele lugar? Por que que eh eh Ela estava perdida? Por que que ela não sabia? Por que que ela tinha que ir para aquele
lugar? Se a gente pegar as as não, os milhões de variáveis necessários, a gente chega à conclusão de que a gente não age, a gente reage. A não ser que eu fosse um [ __ ] que eu não apertasse a mão daquela senhora. Ah, eu não, eu, eu não decidi nada. A coisa simplesmente aconteceu >> de novo. O pudim me venceu >> e eu tava lá. O pudim tava lá. Eu fui Obrigada a comer o ambiente sempre vence. >> É, não. Então, mas dito tudo isso, >> ambiente sempre vence bem. Muito bem. >> Dito tudo
isso, você não acredita no modo? >> Eu eu vejo, eu vejo o mérito em você ter apertado a mão dando dado um tapa na cara delas. >> Podia tá dando uma voadora para mostrar que tem livre arbítrio, entendeu? Eu faço o que eu quero. Mas olha, olha que Legal. Olha que legal. Esse eu vou te dar esse contraponto. >> Se eu chegar numa pessoa e falar assim: "Cara, eu tenho dois pudins aqui, um de limão e o outro de leite condensado. Que que você quer?" O de leite condensado. Leite condensado. Limão não deveria existir. O
de limão nem deveria estar ali, né? Você não deveria ter a pachorra de me oferecer, né? >> Aí beleza. Aí a pessoa pega e eu mostro para ela. Ó, você escolheu aquilo que Você desvre arbítrio escolher quem fez, entendeu? A não ser que a mãe dela, de acordo com os sapolos, que tenha consumido limão a gestação inteira, ela pode amar limão. >> Nós temos um ponto aí. Mas enfim, o ponto é aí a pessoa escolheu o pudim. Eu falei: "Ó, tá vendo como os seus desejos te comandam?" você escolheu o de leite condensado. E a
pessoa não faz de novo, então faz de novo agora. Eu tá aqui. Você quer o limão ou eu quero de limão? Aí ela olha para mim e fala assim: "Viu te eu te mostrei que eu tenho livre arbítrio, que eu decido". Aí eu falo para ela, o seu desejo de mostrar que eu tava errado é maior do que o seu desejo de comer um pudim de leite condensado. >> Então é sempre uma cadeia de reações diante de desejos baseados e fundados em questões de genética e interação ambiental. Então, se seu pai te abandonou, se sua
mãe te abandonou, que quem foram as pessoas que você conviveu Na sua vida, tudo isso eh gera uma cadeia de acontecimentos que a maneira como você interpreta e faz a leitura da vida, ela é muito individual, cara. >> É muit Tanto que alguém poderia ter dado uma voadora na velha, não seria o meu o meu caso, mas alguém tem pessoas que cometem esse tipo de de atrocidade. Uma das minhas paixões antes de eu começar a estudar comportamento era estudar psicopatia. E praticamente todos os casos de pessoas que que fazem coisas Que são consideradas completamente abomináveis
pela sociedade passaram por experiências tão abomináveis quanto quanto na infância. Se você pegar um um caso famoso, maníaco do parque, por exemplo, cresceu perto de um frigorífico, ou seja, matança era rotina para ele e ele foi abusado sexualmente na infância. E aí você olha, não é um contexto isolado, não é um cara, óbvio que esse cara tem que ficar o resto da vida preso, mas não é um cara aleatório Que falou: "Por que não matar mulheres na rua?" Entendeu? Não. Então a soma de coisas faz a gente não ter livre arbítrio. O modo caverna pode
ser que funcione? Pode. Ana tá aqui para provar que sim, mas eu quero que a pessoa base na expectativa dela entenda que as chances são baixas a depender da onde ela quer chegar. >> Eu tenho algumas coisas para te perguntar, né? Primeiro, eu gostei muito da menção ao viés do sobrevivente >> também. Gosto muito da obra do Taleb. E na hora eu lembrei do exemplo que ele dá, contado pelo Cícero, Marco Túlio Cícero, de um camarada chamada Diáoras, que era um ateu em uma época que existiam vários deuses, né? Não acreditava em nenhum. O pessoal
fala: "Porra, mas tem 50, cara". >> Escolhe um. >> Em alguns você tem que acreditar e falava: "Não, nenhum." Aí levaram ele. >> Não tinha livre arbítada Do podcast. Ela quer Mas, ó, aí levaram de águoras num templo para mostrar para ele, olha só, você não acredita em deuses, mas veja que tinha imagens no templo, as pessoas rezando para um certo deus e os romanos tinham vários, inclusive erguiam templos para deuses que eles não conheciam porque sabiam que uma hora aparecer um deus de alguma coisa nova. Era o templo Aldinoto, né? O Deus desconhecido. E
aí mostraram as pessoas rezando para um deus, depois Pegando um navio, o navio naufragando e elas sendo salvas. Então era uma falácia, né? Post, erg propter rock, ou seja, aconteceu depois disso é por conta disso. A pessoa rezou e foi salva. É o Diágoras falou, mas cadê as imagens mostrando quem rezou e se afogou do mesmo jeito >> e morreu igual. Exato. Então eu entendo para caramba o seu argumento, mas você pegou duas áreas onde é sucesso ou fracasso, digamos assim, porque no Esporte, o esporte é um negócio, cara, que racionalmente não vale a pena
se dedicar, porque é o que você falou, todo mundo treina 6 horas por dia, cara. No jits tem cara que treina 8 horas por dia quando é criança. Mesmo assim quem chega lá em cima é o 5%. >> Perfeito. >> Agora não treinar é garantia também não ter chance porque todo mundo tá treinando muito, entendeu? E concurso é sim ou não, né? aprovado, não aprovado. Mas se a gente pensa em empreendedores, o cara pode ser o duentésimo da lista dos caras que deram certo e mesmo assim ele tá multimilionário ou o cara não tá em
lista nenhuma, mas mesmo assim ele ganha mais do que a média da população brasileira e ele pode se beneficiar, por exemplo, de um período com mais foco, né? Mas dá pra gente discutir bastante isso. E só porque eu mencionei o Wesley, né? Ele é um cara que entra no que ele chama de modo hibernação. Ele >> Eu fui pegar aqui a mensagem no WhatsApp, eu mandei para ele parabéns pela filha dele que tinha nascido, a a AVA. A mensagem automática é: Estou ibernando nesses dias, então estou extremamente lento para responder. Desculpa parecer em pessoal, mas
aí bota um monte de links assim, ó. Você quer não sei o quê? Fala com fulano, com ciclan não sei o quê. Então ele faz isso. Mas eu entendo esse argumento. É que fazer não é garantia de sucesso, mas Você não acha que não fazer é meio que garantia de fracasso? Porque o contrário de você ter esse limite dopaminérgico, de você não ter essa concentração em objetivos, né? Meio que ficar perdido na vida. >> Com certeza. Inclusive ela começou muito bem falando, cara, saiba, saiba onde você quer pelo menos, né? Porque senão você vai ficar
perdido. Mas eu eu ainda assim eu gosto de trabalhar com com o número de, de todas as formas possíveis, Sabe? Eh, você não tentar, eu eu fui professor de cursinho uma época, eu falava: "Ó, tem um japonês estudando 10 horas agora, viu? Vocês não, vocês não quiserem estudar 10 horas, tá tudo bem, ele vai passar e vocês vão continuar mais um ano comigo. Eu vou continuar ganhando mais, não tem problema para mim. Você não tentar nada é certeza absoluta. O Taleb, ele tem várias definições de sorte, né? Ele fala que existe a sorte aleatória, que
inclusive Achei legal que você falou assim: "Ah, o modo caverna caiu de maneira aleatória na minha vida e eu tipo, yes, vai dar assunto." Ele tem a sorte aleatória, que é você tá andando na rua e você encontrar R$ 100. >> Aham. Ele tem a sorte contextual, que é, por exemplo, você é um virologista da USP, ninguém te conhece, você é só um virologista da USP, só esse a turma te conhece e vem uma pandemia no mundo e você se torna a pessoa mais especialista Do mundo, a mais escutada, pelo menos do Brasil, de um
dia pro outro. E ele fala que tem a sorte e de números eh qual que a expressão, cara, de não é números elevados, mas é a sorte numérica de quanto mais você tentar, maiores são as suas chances. Ele fala que o sucesso é como se fosse uma chuva de meteoro. A sorte, a sorte no caso é uma chuva de meteoro. Quanto mais você tenta, maior você aumenta a sua superfície de contato pro meteoro c em cima de você. Sim. >> Eu brinco com os meus amigos quando eu eh antes de eu entrar na na faculdade
ou durante o período da universidade, eu brincava com eles quando a gente ia pras cervejadas, pras festas. Os caras, ah, não pego ninguém. É lógico, você chegou em duas pessoas, eu cheguei em 20. Entendeu? A chance de eu beijar alguém na boca com 20 tentativas, ela é bem maior do que você tentar com uma ou duas pessoas. A chance de você crescer na internet com 1000 publicações, ela é Muito maior do que você postar cinco vezes e falar: "Ai, acho que isso aqui não é para mim, vou vou desistir". Então a minha vida toda, eu
sempre trabalhei na lógica de de números elevados. Eu vou multiplicar minhas tentativas. O o Andaro Bêbro conclui isso. Ele falou: "Ó, desculpa se eu te decepcionei o livro inteiro, só trouxe dados estatísticos que te desanimam, mas por conclusão multiplique suas tentativas". Pô, esse é um ponto muito bom que você Trouxe e eu acho que algo que complementa bastante é que eu percebo que as pessoas têm uma visão de sucesso que é linear, ou seja, elas acreditam que se elas colocam, sei lá, 50% do esforço, elas vão obter 50% de resultado. Mas exatamente como você falou,
você aumenta o raio em que o meteório consegue cair, aquela região. Exatamente. Eh, e na minha visão, eu acredito que você consegue o o tamanho de esforço que Você coloca em algo para obter um resultado significativo precisa ser acima de 80% para você conseguir colher de fato resultados exponenciais naquilo. Então, muitas pessoas acabam com essa ideia de que o sucesso é linear e se eu colocar 50% aqui, 20% aqui, 30% aqui, eu vou ter esses resultados mais ou menos na minha vida. Só que a pessoa não para para pensar que o nosso cérebro é como
se fosse um CPU de processamento e que se você abre várias janelas ao mesmo Tempo, aquilo vai consumir a tua memória RAM, aquilo vai consumir a tua carga de processamento. Então aquela pessoa, ela tá fazendo malabarismo ali, tentando conciliar e ter resultado em várias coisas da vida dela, acreditando nesse princípio de que é só colocar esse X, essa X quantidade que eu vou ter esse retorno X aqui. Mas na verdade para que ela consiga ter um resultado significativo naquilo que ela busca, ela deveria estar colocando pelo menos 80%, Porque aí ela entra num princípio que
é exponencial. No momento que você adiciona mais de 80% da tua capacidade de processamento, teu foco, teu espaço mental, energia em algo com intensidade, com clareza, com frequência, consistência, disciplina, ali você entra eh numa zona, né? não seria nem um flow em si, porque o flow seria mais a a tarefa em comparação com a dificuldade, a facilidade, enfim, o desafio que você tá enfrentando ali para você conseguir Chegar no flow. Acredito que você vai conseguir complementar bastante sobre isso. >> Maravilhoso. Mas de fato pra pessoa conseguir dar um, se ela quer realmente mudar um estágio
da vida dela, que ela já tá acostumada, aquilo já faz parte das crenças dela, da autoimagem que ela tem, daquilo que é o ambiente que se formou, a sua vivência, então o modo, o seu modo padrão de agir, se ela não dá aquele empurrão inicial e se ela não Coloca um esforço maior do que 80%, é muito difícil dela conseguir ter um crescimento ali de resultado naquele tema específico. Como é que a pessoa quantifica 80, 30, 20, 10? >> O quanto da tua capacidade, pensamento, espaço mental, você tá colocando, alocando em uma coisa. Então, o
modo caverna é 100% subjetivo, não tem como a gente quantificar. >> Isso o número é para tomar vergonha na cara, né? Pensei você didático. >> Eu pensei, talvez seja por questão de tempo. Vamos supor, eu tenho 18 horas de dia acordado. >> Será que não é, cara? Então, dos 18. Exato. Pensei nisso também. >> Tem que botar todo esse tempo. >> No caso, você vai ficar praticamente fazendo o que você decidiu por todo o tempo possível. O resto são são atividades de manutenção >> de vida, >> de vida, deviver, familiarizar, >> tomar banho, comer, né?
Eh, e sei lá, e talvez socialização mínima que é necessári. >> Acho que então esse esse ponto me pega muito, porque >> socialização é necessário, realmente, >> na minha concepção, sim. e não socialização com talvez com com a pessoa que tá do seu lado, né? >> Eu vou dar um exemplo, né? Porque na hora que a gente na no brainstorm assim com a equipe decidiu fazer um episódio Sobre isso, eu pensei, cara, eu alguma vez já fiz algo parecido com o que eu pesquisei rápido e vi o que era o modo caverna? E eu só
achei o único episódio da minha vida, que foi quando eu estudei para passar no concurso de oficial do exército, né? Fiz a prova para Spesex lá em Campinas. A primeira vez que eu fiz a prova, eu não levei a sério, eu não passei. Na segunda vez eu falei: "Cara, agora eu vou passar". Aí eu larguei a escola. Eu tava do segundo pro terceiro Ano. Eu não fiz o terceiro ano no colégio militar do Rio de Janeiro. Eu simplesmente larguei. Eu já não entrava na internet naquela época, então não foi muito, é, não tinha internet na
minha casa para eu entrar, então não foi muito, é difícil, mas eu, vamos dizer que eu fiquei fora de redes sociais, não acessei Orcut durante um período inteiro. Acho que eu nem tinha Orcut ainda para acessar MSN, essas coisas. Não tava nada disso. E eu só ia pro cursinho e estudava. Era o dia inteiro assim, eu estudava 6 horas por dia. E eu lembro que eu fiquei em redação na primeira vez, então eu fazia uma redação todo sábado e aí no final do ano eu tinha umas, sei lá, 40 redações. Aí quando eu fui ler
do começo do ano parecia que um orangut tango tinha escrito aquele negócio. Era totalmente diferente da redação do final do ano, né? E eu vi, caramba, olha o tanto que eu evoluí. E aí quando eu fiz a prova, Eu passei. Só que esse não foi o único benefício, né? Porque antes de fazer esse modo caverna, digamos assim, eu me achava uma pessoa de uma inteligência mediana. E depois que eu comecei a estudar pra caramba, eu vi: "Não, cara, na verdade eu sou bem inteligente." >> É que eu nunca tinha tentado. >> Exato. Eu nunca tinha
parado para focar naquilo. E aí depois que eu passei, até meu pai me perguntou, né? Porque quando eu falei pra minha família, eu vou Largar a escola para estudar só pro concurso, todo mundo foi contra. Meu pai foi no que falou, tudo bem, vai lá, você quer fazer isso, então vamos fazer. E aí depois que eu passei, ele falei: "E aí, qual é a sensação agora que você viu que você consegue passar quando você estuda?" Eu falei: "Posso passar no que eu quiser, se eu quiser ir paraa NASA, eu só tenho que sentar bando na
cadeira >> e estudar". E eu fui primeiro da minha turma, né? Depois eu fiz tudo que eu Queria fazer. Quando eu falei, "Vou ficar rico, fiquei rico." Aí a sensação que deu foi que sem aquele episódio, talvez nada disso tivesse sido construído. Cara, >> o resultado foi muito mais visível, né? >> Ah, sim. Eu eu gostei muito do número que ela falou, o número 30 eu achei super saudável. Eu fui, como eu comentei, eu era professor de cursinho e esse eu eu chamaria esse número de 30 30 dias de sprint, né? Tipo, ter um Concurso,
vou dar agora se o número ultrapassar for muito mais do que isso, aí eu tenho medo disso. Como você comentou, né? A sociabilidade, a socialização ela é necessária, ela é obrigatória para um grupo de pessoas muito específico, autistas ou pessoas que realmente cresceram no meio da floresta amazônica, que não fez para eles tá tudo bem. É, eu tava pensando aqui, né, quando eu falei socialização, é porque eu não saí durante, sei lá, Oito meses. >> Sim, mas você falou com a sua mãe, você falou com sua irmã, com seus avós? >> É, eu era obrigada
a falar com a minha mãe, né, com a minha irmã, etc. Mas eu socializava no ambiente do cursinho, né? Entre uma aula e outra você conversar com as pessoas fazer um adendo aqui. Inclusive, vocês trouxeram um ponto excelente que as pessoas mal interpretam o modo caverna nesse aspecto específico da socialização. >> É, as pessoas acham que é suma não apareça, não fale nem com a sua mãe, com a sua tia, com a sua família. você é, então as pessoas às vezes vão interpretam porque se pro cara o objetivo dele é ser um bom comunicador, é
fazer networking, vai tá ali no pilar flexível dele, >> se conectar com as pessoas, entrar em contato com mais pessoas, fazer o seu networking. >> Então esse é essa aqui é a essência do Modo caverna, que é uma coisa extremamente positiva. >> Eu acho que se você perguntar para todo mundo que tem o conceito de sucesso, ele é muito subjetivo, né? Mas vamos pegar o conceito que todo mundo fala hoje. Pega 100 pessoas que tam certo e se elas forem humildes suficientes ou forem inteligentes e observadoras o suficiente, elas vão contar a história de pelo
menos uma pessoa que foi um prefeito na vida dela. Ah, se não fosse Tal pessoa, tivesse me colocado naquele lugar na hora certa, eu não estaria aqui. Se não for, era um sonho para mim estar aqui hoje. Era um sonho. Acho que acho, não sei se foi o Lucas que me botou no Primocast. Eu não, eu não sei o que aconteceu, mas teve um prefeito nessa história para eu estar aqui hoje. >> Foi, acho que foi o Lucas mesmo. >> E o ponto é, se você se isolar, você tá fugindo desse prefeito, >> desse provável
prefeito. Às vezes, a a o Sucesso, ele tá muito muito mais associado à capital social, que as pessoas que você vai conhecendo no meio do caminho, do que a a ao esforço pessoal. Porque, gente, gente esforçada tem muito mais do que a gente imagina. O problema é que a gente não dá atenção para essas pessoas porque ela não colhe os resultados que a gente tá acostumado a a observar. Mas eu eu brinquei esses dias, eu falei: "Cara, se eu andar quatro quadras em São Paulo, eu acho Três comunicadores melhor do que eu". Então, o que
que aconteceu que eu tô aqui no nos sócios e ele não está? Muita coisa aconteceu. Então, é a coisa do isolamento, muito bem posicionado. Você falou: "Não, gente, não se isolem, não é assim. Eh, você tá perdendo oportunidades que você teria se você tivesse exatamente no meio da galera, entendeu?" É, mas aí tem que ser uma exposição intencional, assim como o modo caverna Como um todo é intencional, né? Eu acho que eh se a pessoa falar: "Ah, não vai dar certo". Eu acho que é o que o Bruno falou, você vai sair transformado de alguma
forma se você tiver a intencionalidade correta e você de fato fazer. O que muitas vezes vai acontecer é a pessoa não saber exatamente o que ela quer. Ela tá ali estudando sei lá o que de forma mediana e aí no final das contas ela não teve a imersão correta e aí ela vai dizer: "Ah, não deu certo". Então eu acho que também tem muito do tentou pouco, né? >> Concordo perfeitamente. Aham. fez pouco. >> Mas eu ia perguntar, eu ia perguntar sobre uma outra coisa também, porque quando a gente falou de modo caverna, a uma
das imagens que vi minha cabeça é isso, o cara meio que ficar isolado. E eu lembrei de algo que o Fábio Oliveira, que é um especialista em vendas, muito bacana, um cara excepcional, ele me falou, ele foi para um retiro, o nome Era Vipassana, >> o que ficou sem falar >> 10 dias, foi chocante >> sem falar >> e aí ele não foi a única pessoa que me falou disso. É, a gente e foi num espaço curto, várias pessoas, >> espaço muito curto de tempo. Ele falou sobre isso, aí outra pessoa falou sobre isso também.
Eu falei: "Cara, se o terceiro falar, eu vou, não apareceu o terceiro felizmente Deve ter morrido." >> É, depois até apareceu, mas depois que apareceu falei: "Não, não dá, né, pô, Malu já tava grávida, ia nascer criança, não dá para falar, amor, Maria Teresa, dá um tempinho pro papai, segura aí, porque eu vou ficar 10 dias numa sala sem falar com ninguém." Mas cara, o engraçado é que as duas pessoas que me falaram disso no intervalo muito curto de tempo falaram: "Olha, foi transformador, cara, porque Nunca na minha vida eu tinha ficado tanto tempo sem
falar que você ficava lá sentado meditando, você começa a pensar um monte de coisa, você dá um novo rumo pra sua vida, reorganiza, falei: "Cara, >> é como se você tivesse colocando alofoalante nos seus próprios pensamentos". É, foi, foi isso que eu entendi dele falar. você tá ouvindo você mesmo. Ele poderia ter feito isso numa fazenda e não no lugar específico para isso, entende? Eu acho que as pessoas Criam aí é Kenan puro, não é nem eu que tô falando. As pessoas vivem determinadas experiências e criam uma narrativa para justificar aquela experiência, mas a experiência
é muito mais aleatória do que ela ela imagina. Só que a narrativa que foi criada na cabeça dela, >> tá tirando a fantasia das pessoas. >> Ex, cara. Eu sou um ser humano de que tá aqui, cara. Eu eu tenho vizinhos de sítio que já ficaram 10 dias na casa Deles e eh sem falar com ninguém. >> Provavelmente ele falava o dia inteiro sozinho. >> Mas é sem sem ter acesso a nenhum outro pensamento. Não é só não falar. É você, não é isso? Você não podia ler, não podia fazer nada. Isolado mentalmente. >> Mas
se isso não é, isso com certeza não é saudável. Acho. Liga pro Wesley aí. Vamos, vamos ver se isso é saudável, porque vamos lá. O nosso cérebro, gente, foi muito, é, evoluído para lidar com Gente. Tanto que fofoca é a coisa mais gostosa do mundo. >> Animais sociais, né? >> Completamente. A a curiosidade, quem tá fazendo, o que, por que que tá fazendo, a gente tem muito medo de decepcionar líderes, né? Porque se o líder isola a gente, a gente morria, é, quando a gente era caçador coletor. Então, nós somos bichos muito sociais. criar uma
narrativa de que você ficar 10 dias num lugar convivendo com pessoas sem falar Com elas e você me fala que isso é saudável, eu preciso de algum alguém muito bom para me explicar que isso é bom, entendeu? Agora a pessoa volta e fala: "Foi transformador". Cara, qualquer coisa que você fizesse diferente e lembra no quando a gente brinca? Você meio polêmico aqui agora, mas uma vez meu pai falou que coloroquina ia ia salvar a vida dele. Eu falei: "Pai, come melancia que talvez dê o mesmo resultado? Talvez seja puro Placebo da tua cabeça, só que
você tá colocando o negócio que não tem eh fantasia nenhuma e você tá criando a narrativa de que pode ser aquilo. Então se eu botar esse cara em cima de um cavalo e deixar ele 10 dias em cima de um cavalo, ele vai voltar falando que foi tão transformador quanto ficar 10 dias sem falar com ninguém, entendeu? A narrativa que a gente cria, ela é muito importante. >> Você tem alguma visão sobre isso? >> Pô, eu eu concordo. Eu acho que o que você dá pr as coisas muda tudo. >> Eu eu concordo. Eu acho
que é uma visão complementar. Eu acho que a forma que você o tom que você dá para aquilo que você tá vivendo, enfim, a visão do que você quer extrair daquela experiência, é o que muda tudo de fato, entendeu? É o que o Bruno passou quando ele teve esse momento de estudos e ele teve uma diferença muito significativa. E a ideia é justamente essa. Quando você para para Ver, por exemplo, se nós fôssemos colocar num gráfico, né? Se a gente fosse colocar num gráfico, essa exponencialidade a partir de 80% que você coloca de esforço, você
vê que antes desses 80% você tava tendo ali só 20%, 30% de resultados. E depois que você passou de 80% que você coloca naquela atividade, aquilo dá uma entra num momento ali na linha de exponencialidade muito maior. E aí você passa a a colher 70% dos resultados. Coloca 90%, você passa a colher eh 80% dos resultados. Lógico que não é exatamente dessa forma, mas quando a gente para para pensar, a ideia do modo caverna é mais sobre você simplificar a sua vida do que você cortar tudo que existe ao seu redor. Então é sobre você
abrir espaço para as coisas certas, você limpar a sua mente, você simplificar a sua vida de forma que se torne fluido e muito mais fácil de você executar aquilo que você tá se propondo a fazer. >> Você citou o flow, né? Eu tatuei flow no meu peito, cara. Sou apaixonado pelo pelo livro Flow e ele ensina o acho que a a parte melhor do modo caverna é que de fato se o primeiro dia como se você tivesse na marcha um do carro, né? Então consome muito combustível, consome muito motor, consome câmbio, consome tudo. Aí o
segundo, terceiro dia você já vai pra segunda marcha, terceira marcha, lá pelo dia 30 você tá num flow que você tá em quinta marcha, você já não gasta mais Energia e isso de fato vai ficando natural para você. Eu vivi uma época de cursinho também para passar na no vestibular. Tinha vida de colégio público, meu irmão, e para disputar com a galera do Marista não tinha como, né? E aí eu arrumei um emprego de porteiro de prédio noturno para eu estudar toda a portaria que eu que eu que eu tava. E na época não tinha
internet na portaria, então a única coisa que me restava era ler livro por 12 horas seguidas durante Toda a noite, >> sem falar com ninguém. >> Sem falar com ninguém. Era no máximo. Boa noite, dona Maria, você quer ajuda com a sacola? Entendeu? Era. E >> foi transformador, >> cara. Foi transformador. Chegamos, >> cara. O que foi legal aqui nos primeiros dias, meu irmão, ficar 12 horas olhando para livro e vendo a dona Maria passar com a sacola e abrindo o elevador pra dona Maria. Foi muito difícil. >> Mas depois de 2 tr meses em
modo caverna literal, eh, eu lembro de ler era a coisa mais fácil do mundo para mim. Eu lia 10 horas seguidas porque não tinha mais nada para fazer. Só que tinha um ponto que me pegou e eu acho que é esse o contraponto que eu quero trazer em relação à socialização. Foi a fase que eu me senti mais sozinho, carente na vida e eu fiquei extremamente vulnerável emocionalmente. Então qualquer menina que aparecesse na minha vida, podia ser Uma [ __ ] eu ia me apaixonar perdidamente por ela. Ela ia me tratar mal, ela ia me
judiar, ela ia fazer tudo. E como eu tava numa situação de vulnerabilidade, quando a gente não tá em situações normais de temperatura e pressão, né, a gente tá num contexto que não nos ajuda, não favorece, a gente começa a aceitar coisas que a gente não aceitaria. Eu trabalhei com relacionamento 3 anos já praticamente. A galera só pedia isso na caixinha e a Minha equipe falou: "Tá, então vamos falar de relacionamento amoroso no teu Instagram", né? E as pessoas que vinham me contatar ou até contratavam a a consulta comigo, 90 e poucos por dela estava numa
situação vulnerável na vida. >> Uhum. >> E não numa situação vulnerável apenas no relacionamento. Você olhava, a pessoa não tinha hobbies, a pessoa não tinha mais amigos, a pessoa não tinha mais prazeres que estavam associados a outras Coisas. Então ela foi adentrando tanto aquele mundo eh com a outra pessoa que quando a pessoa estava bem com ela, ela tava feliz e realizada. quando a pessoa estava de mal, ah, não gostei do que você fez, acabava o dia dela, acabava a semana dela, ela ficava refém. Eu dizia: "Cara, você precisa reformar o outro lado da sua
vida, né, para você sair dessa situação de vulnerabilidade." E você pega as outras pessoas que não sofrem por amor ou não sofrem por uma Expectativa não correspondida, você percebe que ela foi estimulada na juventude a tipo, tá tudo bem ser rejeitado, tá tudo bem, tentar não dá certo. >> Somado a um cara, minha vida tá tudo bem, não deu certo agora, eu tento daqui a pouco. Então, às vezes você tá tá, vocês estão felizes como casal, tá feliz com com o filho, vocês estão viajando, tá tudo bem? Se alguém vem e rejeita ou fala mal
de vocês para vocês, vocês Ficam meio vai lá, amigo, você tenta outro dia machucar a gente porque hoje não deu certo. >> É, é, entra na fila aí porque vai dar, vai demorar. Quando você tá numa situação de vulnerabilidade, não. Então, a importância de você tá com uma vida multifacetada é muito alta. Você tá se alimentando bem, você tá dormindo direito, você tá com sabendo o que você quer fazer e fazendo, você tá bem com seus pais, com o seu irmão, sua família, Sua namorada, paquerando legal, tudo isso torna você uma pessoa mais forte. Se
você foca muito numa coisa só, talvez dê certo. Com certeza talvez dê certo. Vocês têm total razão nisso. Mas e se não der, amigo? Mas sabe que por isso que eu acho, a gente já falou várias vezes sobre sucesso, sobre eh se empeiar. A gente, eu lembro de alguns podcasts que a gente fez com Caio Carneiro, onde a gente falou que com Flávio Augusto também, Onde a gente falou que o sucesso ele não vem de uma coisa linear, né? Sempre no extremo. A gente vai lá, tenta de tudo e faz acontecer para poder >> não
é um cara que tá com a vida toda equilibrada, >> não é um equilíbrio, é justamente no desempontece. Você acha que o modo caverna é um pouco de desequilíbrio, mas aí eu vejo também, pegando o gancho da sua fala, que quem tem um relacionamento estável é uma Pessoa que pode fazer, se dar ao luxo de fazer esse desequilíbrio na outra ponta, porque você tá seguro, entendeu? Se o Bruno falar para mim: "Olha, amor, eu preciso passar 10 dias sem não sei aonde imerso, porque eu preciso fazer isso?" Se for uma decisão, a gente entrar em
um acordo, beleza, quando voltar estamos aqui, né? E tá tudo certo, entendeu? >> Não que eu vá deixar, não, não vai acontecer, mas eh se a gente entrar num acordo pode acontecer, entendeu? E e tá Tudo bem. Então é um, eu acho que realmente ter um relacionamento estável é uma, de vez em quando as pessoas perguntam: "Você acha que você chegaria onde você chegou?" perguntou pro Bruno se você fosse solteiro, se você >> ah, acho que não, tá gastando energia com outra coisa. >> Porque tu tá gastando energia com outra coisa, entendeu? Então, de fato,
ter essa esse esse conforto, né? Eh, essa zona segura, acho que faz diferença, Porque você não precisa despender tanta energia naquilo e você pode alocar a sua energia, seus 80%. >> Acho que eu arrumaria a pergunta. Eu acho que não é Bruno se você fosse solteiro, é Bruno se não fosse a Malu. Porque se fosse uma mulher problemática é pior ainda, seria pior ainda. Pior ainda. Sempre fala isso. É verdade. Quem vai est do teu lado, porque vocês falaram de ambiente um certo momento do podcast e o ambiente é criado pelas Pessoas que estão em
volta de você. Imagina a pessoa que mais convive com você e ela te puxa para baixo assim. >> Não dá. E eu já vi assim >> relacionamentos um mais um. Éis dizer que é mais comum do que incomum, hein? >> Ah, com certeza. Não, eu vejo isso até porque eu posso falar que eu vim de uma fábrica que fez peças relativamente muito parecidas, né? Eu saí na minha turma da AM, eram quase 400 aspirantes oficial e muita gente muito parecida em Termos de hábitos, todo mundo fazia exercício, todo mundo era disciplinado, todo mundo se formou
lá com uma certa formatação em termos de ideias. E aí você vai olhar uma dispersão de resultados muito grandes, né? Mas geralmente quem tem um resultado muito bom, tanto lá dentro quanto eh fora do exército, tem esse ambiente propício para isso. Eh, uma família acolhedora, um bom exemplo em casa, uma esposa, né? Na minha turma era só homem ainda. Bom, Talvez tem alguém com esposo, mas enfim, alguém que vai lá e e apoia. Então, isso é importante para caramba. Muito importante. E até eu tenho um questionamento sobre um argumento que você usou Batan, por quê?
>> Você falou do maníaco do parque, né? Uhum. >> E aí na hora eu já lembrei de exemplos que eu vi eh, por exemplo, de pessoas que tiveram pais alcólatras. >> Uhum. >> Aí você encontra um cara que bebe muito e fala: "Cara, você bebe muito, né?" E falou: "Pois é, meu pai era alcólatra, então eu bebo muito por conta disso". E o outro cara não bebe, fala: "Por que que você não bebe?" "Meu pai era alcólatra". Então o mesmo estímulo, ele provocou situações diferentes. E você disse: "Pô, maníaco do parque, ele foi abusado quando
era criança >> e agora que eu sou pai, começou a aparecer no meu filho às vezes coisa Assim de olha, foi preso o fulano que abusava de criança. Se você entra nos comentários, cara, o tanto de pessoas que já foram abusadas, principalmente mulheres, é assustador." >> Até falei com a Maluca: "Caramba, cara, olha quanta gente." >> O Bruno me perguntou: "Você foi, >> já aconteceu com você alguma vez quando era criança?" Ela falou: "Não, meu pai era super atento, não sei o quê". E e eu pretendo também estar super atento por Conta da minha filha,
>> mas aí se todo mundo que é abusado virasse um potencial abusador, o mundo estaria com 8 bilhões de abusadores, >> porque seria uma progressão ao longo do tempo, né? E não é o que aconteceu. >> Então eu fico pensando nessa questão do livre arbítrio, >> mas são outras variáveis. Eu acho que o cérebro do maníaco do parque, ele é psicopata. >> Ah, sim. >> E já tinha esse pré-requisito, >> com certeza. O ele foi exatamente o Saps que fala que as nossas reações é uma mistura da interação entre genética e ambiente. >> Então a
pessoa ela não nasce depressiva, mas ela nasce com propensão à depressão e aí ela tem um estilo de vida que não ajuda ou sei lá, o pai cometeu suicídio porque era depressivo e aí a propensão faz a a depressão vir à tona. A psicopatia também, a, o número é de 3 a 4% da população é psicopata, mas não tem 3 a 4% da população saindo matando os outros. Então o que que acontece? Acontece que a pessoa nasce com o cérebro de um psicopata, mas o ambiente que ela foi estimulado na vida não fez ela se
tornar uma pessoa maligna, não fez ela se tornar ou às vezes, geralmente o manico do parque ele começou a ter prazeres enquanto ele ele matava as vítimas, porque ele também teve uma tinha uma associação eh com a Ereção, ele não conseguia ter ereção. Então, o momento em que ele se sentia potente era quando a menina tava chorando e gritando, já que em outros momentos ele não conseguia se sentir potente. Então, existe uma resposta causal nesse tipo de situação muito específica, mas é sempre a questão do ambiente. Tanto que você pode nascer psicopata, você pode nascer
com propensão a à bipolaridade, com propensão à depressão e o seu ambiente Ser totalmente qualificado para você não desenvolver nada disso. Como você também pode nascer com K 150 e seu ambiente ser horrível para isso? Como você pode nascer com ouvido de Betoven no final da favela da Rocinha e você nunca ter acesso a piano? Então, a a essa mistura de genética com potenciais e ambiente que dita onde a gente vai chegar. >> Bom, então vamos falar de ambiente porque também foi citado, né? E muita gente escolhe entrar nesse modo caverna Para fugir de um
ambiente problemático, ruim, que não favorece o envolvimento, né? Qual é a importância do ambiente para isso? Acho que completa, completa. Você é moldado pelo seu ambiente, não tem como fugir disso. E eu acredito que quando você tá num período de modo caverna, né, você vai usar essa ferramenta ao seu favor e você quer sair desse ambiente problemático ou que você quer mudar a sua realidade, O importante é você conseguir moldar aquilo que você tem controle, facilitar o teu ambiente, aquilo que você conseguir ali nas mexer nas pecinhas, mexa. se aquilo vai eh facilitar que você
tenha ali o resultado, consiga fazer no modo caverna melhor, por torne aquilo que é difícil fácil, né? Acho que o Joel fala muito disso, tornar aquilo que é difícil, fácil e aquilo que é fácil, difícil. Então você começar a Fazer as marmitas, você começar a ter avisos aí se você mora com outras pessoas, olha, por esse momento aqui eu vou precisar de concentração, vou precisar de silêncio e você modelar isso de acordo com o que tá ao teu alcance de fato, porque realmente o ambiente ele vai ele vai impulsionar tudo que você faz, né? Ele
vai potencializar e realmente afetar tudo que você faz. >> Na faculdade de de sociologia, a gente teve o estudo da antropologia, né? Pô, Antropologia é legal para caramba, porque você tem, você é obrigado a sair do teu mundo para entender o mundo do outro. Tem um livro recente que eu li que chama Outliers, ele fala porque que algumas pessoas têm sucesso e outras não. É um livro que eu recomendo também. É, >> e sou apaixonado por aviação, então eu fui praticamente no capítulo sete, né? Brincadeira. Mas o capítulo s ele fala sobre a etnia da
aviação. E aí tem, meu, Que história maravilhosa, gente. Leiam o capítulo sete. É quando ele fala da das sete dos sete motivos do acidente. Acho que esse fator ambiental e cultural, eu quero trazer essa história para cá porque é muito legal. >> Era coreanos, né? Era >> era colombianos. >> Colombianos. >> É. No ano de 1990 >> tá tudo errado, amor. Você tá péssimo, né? Não, né? >> Mas eu li esse livro há muito tempo. >> É. E ele lê 50.000 Eu lembro quando foi porque foi quando a gente desconfiou que eu tinha dislexia. >>
Mas não foi no Outliers. >> Ah, foi no no >> foi em algum outro livro mesmor. Mesmo autor qual que era. >> Acho que era o Davi. Era o David Golias porque ele foi uma moça que era especializada em nesses distúrbios de aprendizagem, foi palestrar para vários CEOs de empresas para alertá-lo sobre a importância de contratar pessoas que tm esses problemas de aprendizagem. E aí ela começou, né, ela sempre na hora de começar a palestrar falava, quem aqui tem TDAH, né, dislexia? E geralmente na plateia você tinha uma amostragem, uma parte da população, mas geralmente
era pequeno. Quando foi falar com o SOS, a maioria levantou o braço, falou: "Nossa, a gente". Aí o Malor falava que olha, talvez esse cara não conseguisse o Emprego ou não passasse num concurso, ele foi obrigado a empreender. Não quer dizer que nossa, com dislexia você empreendedor é melhor, não. Talvez 10.000 ter empreendido, >> né? E aí uma parte deu certo, outra parte não, mas lá tinha bastante gente. >> E como a gente vai se inclinar a dar atenção a quem empreendeu, a gente vai achar que sendo dislexo você vai ser empreendedor. >> É, cara,
é o que você falou do viés do Sobrevivente, né? Mas teve essa história da Vianca, ela é muito legal porque ela reflete o quanto a cultura tá associada à nossa autoestima. 1990 saiu um avião, decolou um avião da Vianca da Colômbia. O piloto e copiloto, o comandante e copiloto eram colombianos. E eles tinham um voo para pro aeroporto Kennedy lá em Nova York. E aí era um era um dia que o clima tava muito ruim, tanto que teve vários cancelamentos em todo o trecho do da costa leste americana, vários voos Cancelados, só que o avião
já tava no céu. Vamos embora, vai vamos ter que ir agora. E ele teve que ficar rodando o aeroporto sem poder descer e o combustível foi acabando porque já tava com 1 hora15 de voo atrasado. >> Certo? Existem alguns aeroports que você não pode decolar eh eh quando é muito recente, porque o avião tá muito pesado. Então, é por isso que você vê aquelas imagens do avião jogando combustível fora, porque se ele pousar naquela Situação, rebenta o avião. É. >> E aí eles ficaram dando volta, dando volta e o avião caiu, tá? O avião caiu,
tragédia, tal. Vamos pegar a caixa preta, vamos escutar a conversa da cabine com a central de controle. E na no na cabine da central de controle, o copiloto que estava responsável pelo voo, por era um avião muito antigo, o comandante estava morto. Era como se ele tivesse pilotando um Fusca e no no na estrada de chão. Pegou um momento que Ele pediu pra galera falar em espanhol, porque o cara tava tão cansado que ele não conseguia pensar em inglês mais. Então o comandante estava morto e ele jogou pro copiloto fazer a comunicação com a central
e a o copiloto estava assim na central. me contou essa história. >> Essa história é muito legal. Eh, ó, a gente precisa pousar. Ah, e o combustível tá acabando, tá >> aí os caras, ó, Avianca, entra na fila Aí, tal, tal, tal, tal, tal, tal. Aí o comandante falou assim: "Irmão, você avisou os cara?" Avisei e avisou mesmo. Aí passou um tempo, passou um tempo, >> ó, eh, a gente tá precisando pousar e, ó, tá acabando o avião também, tá acabando o combustível do avião. E aí o o comandante lá morto, cara. Você avisou os
cara? E ele avisei. Aí no no na uma das últimas falas, o copiloto falou assim: "E eles estão bravo com a Gente". E aí o avião caiu, deu essa [ __ ] dessa tragédia e um um cara especialista em queda de avião foi tentar entender por que o que o copiloto não meteu louco no cara. E e o o autor até faz uma piada, né? Você não pode chegar num garçom e falar: "Garção, você me vê um cafezinho? Ah, e tem um osso me engasgando aqui também, tá bom? Tipo, você não pode fazer uma informação
OK, depois uma informação pesada, porque ninguém te Leva a sério. Inclusive a galera do da central de controle falou: "Gente, no tom de voz do cara, ele tava suave, tinha combustível para dois meses de de voo, então a gente não antecipou. O próprio avião da Chape, aconteceu isso também. >> Por isso que precisa de uma mulher, tá vendo? Se sou eu, eu falo: "Você tá maluco, filho da [ __ ] O nosso >> limpa essa pista que eu vou descer agora. >> Tenho 5 minutos para descer. A gente vai descer. Você vai querer ver? >>
Ah, mas eu vou descer. Ah, mas eu vou descer agora. Falta uma mulher às vezes. >> Faltou uma mulher. >> É, é isso que eu acho. >> E aí, meu? Eh, o que que o o cara estudou? Essa questão cultural do fato deles serem colombianos, eles tiveram medo de serem grossos ou objetivos com a central de Nova York, porque eles tinham fama de pau no cu, fama de [ __ ] Então, Pô, você é colombiano. Então, os caras já olha pra gente com latino, né? Tipo, o Brasil é um latino melhor, mas já olha com
latino. Quando desce um avião da Avianca, os caras, tá bom, Avianca, desce, vai 3 2 3 liberado, vai, vai logo, vai logo. É assim que era o tratamento. Então a resposta, geralmente acidente aéreo é uma reação em cadeia, né? Tipo, é 50 erros, um alinhado no outro para dar um erro. >> A resposta nesse caso foi uma questão Cultural associado a um país ser mais potente que o outro. >> Uhum. E esse cara desenvolveu um estudo maravilhoso chamado de índice de distância do poder, que é basicamente o quanto a hierarquia fala sobre quanto o copiloto
tem moral para falar com o comandante, >> tá? Então, por exemplo, gente, o ah, o cara tem 30 anos de aviação, [ __ ] ele erra também, gente. Os seres humanos erram, né? >> E foi testado, por exemplo, ó, teve teve uma história que aconteceu que o piloto falou: "Ó, comanda, tem um pouquinho de gelo na asa, hein? Que que você acha?" Aí o comandante falou: "Ah, beleza e o gelo na asa? O que que você acha da gente tirar ou não? É, depois a gente vê. Mas tá bom, tá meio gelado hoje, hein? Tá
meio frio, hein, comandante? Vamos botar uma blusa?" Aí disse que o comandante falou: "A gente tem um minuto para sair". Aí o avião decolou. A Última, as últimas palavras de piloto piloto foi, eh, capitão, a gente tá caindo e o capitão falou: "Eu sei". E aí caiu na água. E aí que que aconteceu? Esses fizeram um relatório de países com índice de distância do poder. Ou seja, quanto mais você sabe com quem você tá falando tinha. Adivinha que lugar o Brasil ficou? É >> lá em cima, né? >> Primeiro, velho. >> Primeiro Brasil. >> Nossa,
que medo de pegar nossos aviões agora. >> Porque culturalmente eu ia pensar que, cara, no Japão mais hierarquia, por exemplo, é algum país asiático primeiro, cara. Mas o em defesa de toda a aviação brasileira, eu sempre uso isso em palestra, de 2007. que teve dois acidentes comerciais, né? O da Tan, que não conseguiu frear em Congonhas, e aquele de São Paulo que já tinha legacy, cortou a asa e caiu no meio do mato. E Eh até 2024, quando aquele ATR saída de cascavel caiu no interior paulista, a gente teve uma janela de 17 anos sem
cair nenhum avião no Brasil, cara, comercial. >> Uhum. >> E e o número disso >> faz muito tempo também, eu acho, né? É, cara, a gente teve 1.6, é, desde Congonhas, aí caiu a TR, 17 anos de janela, a gente teve uma média de 1.6 bilhão de passageiros. >> E aí eu disse, é, é 32 vezes mais, você tem 32 vezes mais chance de ganhar na loteria do que você tá cair e eh morrer de resistente aérea no Brasil, avião comercial. Eu gosto de segur, não cai, não cai. Mas é bizarro quanto o Brasil ficou
em primeiro também. Não entendi nada. E aí eu conversei, tem um amigo que é que é comandante. Será que a pesquisa foi bem feita? Ótima pergunta. Só às vezes a gente é latino, ele só metete os latinos primeiro. [ __ ] >> Porque no Brasil não vejo tanto isso. Até no exército, que é um ambiente hiper hierarquizado, cara, você tinha uma abertura, você tem respeito, mas você tem abertura, né, >> para falar com o superior, sendo que o cara tem poder sobre a sua vida. Ele deixar preso no quartel, por exemplo, >> e na aviação,
no nosso perfil, assim, >> também a minha reação não foi tipo, foi foi o porque eu achei que o Brasil ia ser 60. Eu achei, eu sempre achei que o Brasil, a nossa aviação é impecável, velho. Pelo amor de Deus, a galera que a galera não tá ligado o quanto o Brasil é bom nisso. >> Uhum. >> E tá em primeiro. Só que aí que tá. Por que que eu tô que eu construí toda essa narrativa aqui no Brasil? Essa essa esse power distant ele é muito sólido. Tem um livro muito bom eh de um
antropólogo chamado Michel Coforado. Ele escreveu Coisa de Rico, que ele fez um estudo Antropológico de como os multimilionários se se comportam, né? >> E uma das coisas que ele acrescentou no livro é que o que o empregado do super rico no Brasil, ele é treinado para ser invisível. Então, se você entra num hotel em que é mais de R$ 2.000 a diária, vocês percebem que se você dá bom dia pra moça que tá limpando o chão, ela se assusta. Porque ela não é feita para dar bom dia pr as pessoas, ela é feita para ficar
escondida. Se você Entra, sei lá, a escola, eu estava em colégio particular quando criança e a gente ia jogar bola com a molecada do colégio público. Você via uma diferença de postura ao entrar na quadra? Lógico, os meninos queriam matar a gente e matavam, né? Mas existia uma diferença de postura no Brasil. Esse power distance do tipo sou importante e você não é, ele ele entra muito na nossa pele no sentido de posso arriscar ou não posso arriscar, posso ter autoestima ou Não posso ter autoestima. Então, a cor da nossa pele reflete muito se a
gente quer ser empresário ou a gente só quer um emprego de 2800 por mês. Reflete muito se a gente quer se expor na internet ou se a gente morre de medo de se expor na internet porque a gente era chamado de carvãozinho lá no colégio. Então esse power distance e usado na aviação, ele ele reflete muito na cultura do Brasil. Uhum. >> Entendeu? Foi longe agora. Falei demais. Desculpe. >> Não, não. Foi foi um exemplo muito bom sobre essa questão de ambiente, mas até extrapolando para para outros aspectos. >> Uhum. Achei bem interessante. >> Mas
é eh falando sobre ambiente, eu acho que a gente já explorou esse assunto aqui várias vezes no podcast e de fato é acho que é essencial, né? E todo mundo, se a gente for pensar se você consegue colocar você num ambiente que vai te proporcionar um objetivo, como o modo Caverna, no caso, eh, específico, cara, já resolve quase tudo, na verdade, né? Quando eu falo de dieta, a gente tá lá no materializa, vai fazer emagrecimento, saúde, é muito mais fácil se você, por exemplo, tem, se você é a dona de casa, se você é a
mulher que faz a comida da sua casa, porque você comanda. Então, lá em casa, o que que as pessoas comem? O que eu quero, né? Então, >> é a democracia por mim, né? >> Exatamente. Se eu quiser que ninguém coma um doce, ninguém vai comer, porque não sou eu que vou comer. A não ser o Bruno no meio da rua. fosse assim mesmo, porque eu como doce mais do que eu deveria, mas ela não queria. >> Sim. Mas aí o que que ele faz dentro de casa que eu tô falando, né? Porque o que que
ele faz? Ele chega em casa com a boca cheia de chocolate. Fala: "Meu amor, você comeu alguma coisa?" >> Já aconteceu isso mesmo. >> Aí ele não deu. >> Que que você tá falando? Não é batom. Era melhor. >> Na época, na época do exército a gente morou num apartamentinho muito pequeno e tinha 20 m², 23 m²aria >> e tinha uma padaria quase que embaixo assim, né? A falava mes quartel, tinha um bolo bonito assim, nossa, vou comer esse bolo aqui. Mas ela tava de dieta, falei pô, vou comer na fim da Malu >> para
não desfocar ela. Aí comi o bolo, Subi a boca toda suja. Ela você comeu alguma coisa? Joguei um verde. É porque eu vi >> todo sujo igual criança. Era melhor ter falar que era batom, né? Peguei. É, fiz assim. Mas enfim. Mas >> você viu a questão do ambiente de novo, né? Você tem uma padaria na frente da tua casa, é, >> o ambiente é difícil, né? O ambiente ele foi quebrado porque lá dentro de casa tava tudo certo, mas de fato, por Exemplo, agora a gente mora aqui, >> não pode ter gente vendendo droga
em frente à escola. >> A gente mora em Alfaville e as coisas aqui você tem que fazer tudo de carro, né? Não tem, por exemplo, uma padaria do lado da minha casa. Para eu ir na padaria, eu preciso pegar o carro e ir. Então é muito mais fácil a gente tá lá à noite no sofá, falar: "Putz, queria comer um doce", mas não tem em casa. Então você arrumou o teu ambiente e aí Você não vai comer. >> Mas se existisse o iFood seria muito mais fácil. >> Seria muito mais fácil, com certeza. Mas às
vezes até a gente é é uma barreira, né? >> O segredo é não comprar mesmo, né? He minha mãe falava isso. Vai no mercado, almoça muito, tipo, come de você não aguentar mais comer, aí você vai no mercado fazer sua compra. De fato, nem a Nutella fica saborosa quando você tá de Barriga cheia. Ah, você nesse caso, >> não desafio Brun, não desafio Bruna, sobre dieta, inclusive, é algo muito subestimado, tá adendo que eu faço inclusive para facilitar e a minha dieta é ter uma pessoa, é meio que um hack, ter uma pessoa que você
conhece ou sua tia que você sabe que faz uma comida muito boa e você faz um combinado com ela. Então, se você não não tem um tempo de cozinhar, né, para tornar fácil o ambiente, para você conseguir seguir a Dieta, é você fala com essa pessoa, né, do do teu ciclo familiar para você conseguir e combinar ali toda semana, toda segunda-feira, todo final de semana, a faz ali um acudo as é as marmitas chegarem >> e aí facilita. Eu faço isso, por exemplo. >> É muito bom. Você prepara sua fiz isso com a minha mãe
e aí não durou muito não. Tinha que ir lá buscar, dava maior trabalho. >> Aí aí o que que aconteceu? O ambiente era um, não era um facilitador, >> era uma questão geográfica, né? >> Difícil. Era difícil. Na verdade, >> eu queria aproveitar também para falar dessa questão das redes sociais, porque, por exemplo, quando a Ana ela colocou os três pilares do modo caverna, aqueles que não tm essa flexibilidade, você falou de exercício, de você querer querer melhorar na prática intelectual, né, o seu intelecto em si. Então vou ver Leitura, estudo e falou sobre essa
limitação de estímulos dopaminérgicos, né? E rede social é o craque do século2, né, cara? Você tá lá rodando o feed, sempre em busca do próximo vídeo engraçado, sempre recebendo um pouco mais de carga de dopamina. E você falou: "Pô, o Bruno lê bastante, eu leio, mas hoje eu leio menos do que no passado. Porque quando eu vou pegar o celular para fazer uma anotação, por exemplo, cara, é quase automático dar uma Olhadinha se alguém falou comigo no WhatsApp, no Instagram e você acaba vendo quando você vê passou 10 minutos, cara. >> Isso atrapalha a concentor
com 10 minutos, né? >> Não, 10 minutos ele, né? Porque uma pessoa normal que não é tão focada >> é 40 minutos ali, cara. >> Pode ser. Eu queria saber qual a visão de vocês sobre isso, né? Porque parece que rede social tá deixando o pessoal Cada vez mais desfocado. E diria até que agora com Iá, eu acho que os nossos descendentes serão menos capazes do que a gente. Porque, por exemplo, né, eu tava lendo sobre o gasto energético do chat EPT. E aí se você pede pro chat EPT escrever um texto com 5.000 palavras
para te ajudar no trabalho de conclusão de curso, que hoje em dia ninguém deve estar mais fazendo que a IA faz, ele gasta energia suficiente para manter o microondas aceso durante uma hora. >> Sendo que a gente usa microondas por 1 minuto, 2 minutos, né? Então, gasta muita energia e todo mundo tá usando. Então eu penso, cara, meu pai fala cinco idiomas, mas agora tem um fone da Apple para traduzir de maneira instantânea. Eu não vou falar cinco idiomas, minha filha não vai falar cinco idiomas. E se a Iá faz as redações, será que minha
filha vai ser capaz de escrever um livro que nem escrevi o meu? >> A gente vai fazer ela ser, >> a gente vai dar estímulos para que ela seja capaz. Mas tipo, ela é uma pessoa, mas quando você olha a massa, >> será que isso vai continuar acontecendo? As pessoas vão ser capaz de escrever textos? >> Acho que não. >> Então fico meio preocupado, né? Não queria ver a visão de vocês sobre isso. >> Ah, lembrei do do Pedro Sobral. A tela que eu pego é a tela que eu fico. É uma frase que ele
sempre repete, porque ele Fala que você começar ler o livro de manhã é a tela que você vai ficar e você pegar a rede social é o resto do dia na rede social. >> Você vê foi embora uma hora. >> Imagina você tá no TikTok e vai ler um livro imediatamente você sai de uma coisa. É impossível você fazer isso. >> É muito mais interessante que >> é. E uma coisa que eu faço assim, um eh um princípio que eu vi que funciona muito, acredito que pode ser aplicado Para várias pessoas. é você limitar o
teu tempo de tela para colocar esses estímulos mais dopaminérgicos pro final do dia, onde a carga, onde você já fez o seu trabalho principal, aconteceu, né? E eu acho que esse é um problema da do declínio cognitivo que tá acontecendo com a massa das pessoas, né? Com o chat PT, as pessoas elas estão emprestando o seu cérebro para uma máquina. Isso é bizarro de você ver ao passar do tempo, né? os estudos que estão sendo feitos em Cima disso. Mas eu acho que inclusive um ponto que não é tão alertado quanto deveria é o sobre
o como isso é entra na sua cabeça depois, né? Por exemplo, como videogames. Quando você joga um videogame, aquele estímulo do apaminérgico ele não acontece só no momento que você tá jogando. Quando você se interessa por aquela ação específica, aquilo fica rondando pela sua cabeça por dias e horas. Então, às vezes você tá fazendo uma coisa ali da sua rotina e Quando você tem interesse no jogo, você tá jogando um videogame, você fica pensando: "Ah, como é que eu vou evoluir aqui esse personagem dessa e dessa forma?" Então aquilo fica voltando na sua cabeça de
diferentes formas e ocupando o espaço mental que poderia est alocado naquilo que vai te fazer realmente subir de nível. O >> videogame do Bruno ultimamente é o Jigson. >> Eu tava pensando nisso agora, sabia? Hoje eu saí do treino pensativo. >> Eu podia ter feito isso. >> E tem dias que ele tá assim, eu eu olho, eu falo, tá pensando o que que ele ia fazer? Porque o jitso, para quem não sabe, é tipo um xadrez. Então, eh eh no final das contas, você tem já pré-estabelecido movimentos que você vai fazer, que você sabe o
final, o resultado final. Por isso que eu sou tão ruim de xadrez e provavelmente seria de jjiixo se eu fizesse. >> Você acha que eu não seria? Acho que não. >> Talvez eu melhorasse então no xadrez se eu fizesse jixo. >> Eu acho que melhor jogar xadrez melhorar no xadrez. Car orelha inteira. >> Desculpa, Ana, mas deixa a Ana terminar. Só porque eu lembrei que você fica, >> mas eu eu lembrei na hora assim que eu fico o git seco com um espaço mental grande porque fica pensando que era para Ter feito, que você não
fez, o que que dava para fazer. >> Vou falar muito isso, cara. >> É, e esse é o grande pilar do modo caverna o mental, né? É sobre você não só reduzir o tempo de tela que você tem, mas tomar cuid cuidado o com o como você vai usar essas telas. >> Uhum. >> Para que aquilo não fique consumindo mais do tempo que você usa >> e você posicionar no momento estratégico Depois que você já eh teve ali a para você não cagar o teu a tua o teu esforço e recompensa, né? A tua lógica
de esforço e recompensa. >> Muitas pessoas elas ficam assistindo o TikTok por horas e depois vão trabalhar. Então como é que fica isso? Fica super bagunçado, né? Então, tentar alocar realmente ao máximo pro final do dia e tomar muito cuidado com o como você usa a tela para aquilo também não alocar o tempo restante que você tem de Produtividade. >> As armadilhas dopaminérgicas, acho que principalmente no TikTok, elas estão afiadas ao grau máximo assim, porque eu nem uso, eu só apsto lá, >> mas eu fiquei muito impressionado quando saiu esses dados de tempo médio de
tela dos usuários e o TikTok tinha passado o YouTube, sendo que o YouTube você tem vários conteúdos de 1 hora, duas horas, vídeos até mais longos, né? podcast, por exemplo, e no TikTok na época eram Vídeos de no máximo 1 minuto e 30 segundos. Falei: "Caramba, então o cara tá passando na média acho que era 23 horas por mês >> e no YouTube era tipo 22:30. Era um número muito parecido assim. Então o cara passava mais tempo rolando a tela em vídeos de 1 minuto do que o cara passa vendo o podcast de 2 horas
que ele assiste, cara. Tá indo pro trânsito, trânsito para ir pro trabalho. >> Colocou, desculpa. E nesse momento ele Se colocou em vários estágios emocionais extremos. de uma hora para outra, de um minuto pro outro, o cara tá chorando, tá feliz, tá triste, aí volta, aí se emociona em um período muito curto de tempo. O nosso cérebro ele não foi preparado para isso. >> Ô, se você olhar a para quem já jogou no bicho na vida, a lógica é a mesma, é o negócio subindo, é a mesma lógica. E só que um você tá botando
dinheiro e o outro você fica ali deitado. Novidade, Novidade, novidade. Uma coisa que eu faço, acho que, pô, tá, tá fácil de descobrir como eu faço. Modo foco e longe, velho. Não, meu celular não fica nem no bolso, no dia a dia. Eh, eu tô num lugar, ele fica em outro. E, cara, modo foco foi revolucionário de verdade na minha vida, velho. >> Porque quando a gente modo foco, >> ah, você baixa o iPhone ali, modo foco, >> não perturbe, né? >> Não perturbe. Ah, você não vê Notificação chegando. É isso. >> Não vejo, não
recebo. Bruno, não tem. A minha família é é assim, se você ligar duas vezes, ele toca. A minha família, que são as pessoas que verdadeiramente importam, sabem que se me ligar duas vezes, toca. De resto, cara, é as pessoas estão sabendo ali, ó, >> ligar três vezes. >> Vou atender. Só duas pessoas conseguem me ligar, é a Malu e a minha irmã, mais Ninguém não é autorizado a a me ligar. Eu nem recebo, né? >> Mas eu nem ligo. Quis fazer uma pergunta que você falando que seu pai fala cinco idiomas. Quanto que você atribui
seu sucesso ao seu pai falar cinco idiomas, cara? Olha, eu não sei, nunca fato dele falar cinco idiomas, mas ele é muito inteligente e o fato dele ser muito inteligente te impulsionou >> a querer ser melhor. Com certeza. >> É, o meu pai é o exemplo para mim muita coisa. Então, quando eu via, por exemplo, a gente ia no shopping, >> a gente fala o tempo inteiro do pai, minha mãe comprar roupas com a gente, tava lá eu e minha irmã se estapeando, minha mãe ia comprar roupa, meu pai fala: "Vou na livraria de rapidinho".
Então eu lembro sempre disso. A minha recordação de no shopping com o meu pai é que em determinado momento, quando a minha mãe queria fazer Uma coisa que i tomar muito tempo, falava: "Vou lá pegar um livro rapidinho". Aí depois que eles separaram e aí quem decorava a própria casa era o meu pai, não tinha decoração, era só livro. Você ia na cozinha pegar um biscoito, tinha lá um uma pilha de livro assim do lado, né? Então, tipo, ah, eu quero ler a revolução dos bichos, tá ali do lado do bisco de Maisena. Acontecia coisa
assim. Então, devido ao fato dele fazer eh tanto progresso em termos Intelectuais, eu vi aquilo e falar: "Ol, cara, quero ser igual". Minha irmã foi a mesma coisa. >> Se existe defeição de sorte, é os dois, né? Capacidade de é de QI e ambiente a ideal. Eu >> também a minha memória é muito boa desde sempre e a memória do meu pai ainda é melhor do que a minha, acredito. >> E, pô, você olhar olhar pro lado e ver teu pai lendo, os nossos pais são nosso espelho, né? Eu tenho uma, a minha sócia É
muito engraçadinha essa história. Às vezes a gente vai gravar e ela leva as filhotinhas, os filhotinhos dela junto, né? E aí toda vez que o a Maria, que é a mais pequenininha, cai, a Raíça finge demência. Ela faz assim, ó. Ela não olha pr pra Maria. E aí eu falei: "Meu, que você tá maluca, a tua filha acabou de cair". E aí ela fala assim: "Se eu vejo que não é uma um tomo de dor, eu finjo que eu não vi, porque ela olha para mim para eu responder para ela se eu devo Chorar, se
ela deve chorar ou não." >> Não, a minha a minha hoje em dia, né? Eu tenho uma filha agora, né? E a TT tá aprendendo a a virar e tudo mais. Então, toda vez que ela vira e ela vira e bate a cabeça alguma coisa, muito bem, muito bem. E aí ela olha pra minha cara e fica tipo assim, fiz alguma coisa muito legal, né? E aí eu fico arrasou. >> Até que o bom ela tava batendo na cabeça. Porque >> não, porque ela virou tal, não é algo Assim? E e eu sempre eu não
sei aonde eu vi isso, mas eu vi em algum lugar >> que era o esforço que a forma como você lida, né? E principalmente no caso da Maria Teresa, ela ainda é um bebê, então ela não ela ainda não entende completamente a palavra. O que ela entende é a entonação com que você fala a palavra, eh, a energia que você coloca ali. Então, no final das contas, >> tem aquele meme da criancinha andando com o pai, aí o pai bate a a mão numa Porta e fica desculpa, desculpa e a criança começa a chorar sem
ter acontecido absolutamente nada. Mas agora tem vários vários vídeos viralizando aí que ficam passando, né, no TikTok que a gente fica vendo, que é o pessoal tipo: "Ah, tá com uma furadeira aí o cara vai e pinça, né, com uma caneta e a furadeira na mão, aí liga a furadeira e bota a caneta e a pessoa ah faz um escândalo, sendo que era caneta. Só que por conta do barulho e e que a a Furadeira estava ali, a pessoa se sente muito >> a gente associa as coisas, né? Ah, >> mas na infância tudo que
a gente faz é replicar o que os nossos pais fazem. É um fator fundamental assim. Tanto que o meu sonho era ser caminhoneiro sempre. Por que será, né? >> O seu pai é caminhoneiro? >> Meu pai era caminhoneiro na minha infância. E aí você pergunta para qualquer criança que tem um bom Relacionamento com o pai. Freud falava, né? Você, se você tem um bom relacionamento com a sua mãe, provavelmente você vai achar pessoas parecidas com a sua mãe mais bonitas do que o normal. Se você, o contrário, se você odeia o relacionamento com seus pais,
você vai achar pessoas parecidas, feias. >> Uhum. Então acho que você ter, eu eu olho isso com privilégio porque minha mãe é formada economia e minha mãe Lia e O meu pai era oposto. Meu pai não consegue ler uma página de um livro e eu fico muito pensando sobre isso, entendeu? Sobre será que faltou estímulo pro meu pai? Ele tem uma alta capacidade, mas não foi estimulado. Enquanto minha mãe no convívio com o meu pai parou de ler. >> Hum. >> Percebe? >> Não aconteceu o contrário. E agora que que que eu comecei a fazer?
Comecei a Comprar um monte de livro. Eh, eu nunca falei isso publicamente, mas na minha família tem uma doença raríssima chamada síndrome de Huntington. Você ligar pro Wesley, acho que ele vai querer me conhecer. É uma doença muito rara que é muito comum na Europa, no Brasil tem tipo 10.000 casos só. >> E o que que ela >> ela promove eh movimentos e musculares involuntários. >> Ela te dá é uma te dá depressão e é a Doença, uma das doenças que mais causa suicídio no mundo. >> Caramba. Porque se você descobre jovem, você tem poucos
anos de vida e você fica se se tremendo. Você não você e como você sabe que vai piorar, você não quer se ver tremendo e você não quer que as pessoas tenham essa imagem de você. Então as pessoas se matam muito. E se ela, só que se ela te pegar no final da vida, ela é mais branda. Então é o caso da minha mãe. E a chance da, como é Minha mãe é mulher, a chance dela passar para mim é de 75%. Se fosse homem seria 50%. Então, tal, eu tenho 75% de chance de ter
essa doença. Eh, só que aí entra a questão do estímulo ambiental ou não. Não, se tem uma resposta causal de sim, se você tiver um bom estilo de vida, talvez ela venha mais tardia. Talvez seja como câncer. Você tem uma uma vida muito saudável e o câncer venha mesmo assim. Mas enfim, tô estimulando ela, dando um monte de livro para ela voltar A ler, porque se ela ocupar o cérebro dela, eh, talvez colabore com a doença ser mais tardia, entendeu? >> Não queria ficar com climão não, gente. Não é carnaval. É, é o cérebro no
fim das contas é como é um músculo, né? Se você exercita o suficiente, você certamente vai evoluir e vai conseguir eh talvez impedir o avanço de uma doença assim como essa neuropacidade, né? >> Total. >> Aham. >> Você aprender, você ler, estimular cognitivamente, aprender uma nova língua. Música também ajuda muito. Instrumento. Você falou de piano. Eh, eu aprendi piano há um certo tempo atrás e eu percebi assim, eu não sei se tá correlacionado. Aham. Que legal. >> Eu aprendi a tocar piano já faz um tempo. Comprou um 2020. >> Na verdade, eu comprei o piano
porque eu quero tocar piano, mas eu ainda não comecei porque eu comprei grávida e Agora minha filha tá lá. Eu não tenho nem tempo para trabalhar aqui dear para tocar o piano. >> É igual o Bruno comprar um cart pra Maria. Pr >> Mas o meu sonho é que a minha filha, o meu objetivo sempre foi essa, que ela toque. >> Coloca coloque ela. >> E aí agora eu tenho piano. Ela ela adora o piano, inclusive. estimule desde cedo. Quanto antes vocês conseguirem Estimular, eh, melhor, né? Porque tem um livro muito bom que é o
Wir to create, que ele trata sobre vários elementos que influenciam o crescimento de Qi no desenvolvimento de uma pessoa passar tempo. Então falam que a pessoa quando ela é estimulada muito a criatividade, a imaginação, o play, né, da imaginação, eh essas crianças elas acabam tendo um desenvolvimento muito melhor de que aí ao passar do tempo de inteligência >> e instrumentos também quando ela é Colocada ali em exposição a vários instrumentos diferentes, isso também estimula muito, >> gera muita conexão neural, né? >> Conexão neural. Exatamente. E nesse momento de formação, né, do cérebro, desenvolvimento ali, >>
você aprendeu a tocar com quanto tempo? Ajuda muito. Você recentemente, >> eu aprendi a tocar, eu comprei o piano em 2020, aí eu cheguei a ter um momento de maior prática ali até >> entrou no modo caverna pi um pouquinho, aí eu voltei. Só que hoje, por exemplo, e é uma coisa que eu percebi, eu não sei se é algo da minha cabeça ou se é algo já estudado cientificamente, que eu percebi que quando eu tô no momento de tocar piano, né, numa rotina de tocar piano, aquilo que eu estudo, elas aquilo se se cristaliza
muito melhor na minha cabeça. Um livro que eu tô estudando, enquanto eu tô no na Rotina tocar piano, aquilo se cristaliza assim, é meio bizarro assim, parece uma mágica. O Bruno vai querer piano agora. É meio mágico assim, sabe por quê? Eh, parece que uma coisa acaba estimulando a outra. >> Nossa, tá é coberto de alta, né? >> Mas quando você para para ver a natureza do tocar um instrumento, você se força a aprender aquelas notas, né? E aí quando você aprende aquela melodia, não é como se você estivesse lembrando cada nota Sequencialmente quando você
tá tocando piano. Você cristalizou a melodia e quando você senta no piano ela só vem, >> ela só flui. A melodia só acontece, você começa a tocar, você não sabe. Eu, por exemplo, eu decorei algumas várias músicas e eu não sei nem o como eu tô tocando, mas eu só tô tocando. Consigo te explicar, mas eu não consigo fazer. Consigo explicar, mas eu consigo fazer. Assim, meu Deus, tô tocando. >> Exato. Exato. >> Ai, meu sonho daquelas. >> Será que acontece em dois dias? >> Talvez. Simples. >> E isso é muito engraçado de se ver,
porque a gente consegue aplicar para outras coisas na nossa vida também. Por exemplo, o simples fato de você se organizar um dia antes do outro, né? coisa e aquilo ficar na sua cabeça. Quando você entra no outro dia, talvez você nem consulte esse essas anotações que você fez, mas você execute de uma Forma muito mais fluida, de uma forma muito mais fácil, porque você se forçou inicialmente para eh estruturar aquilo na tua cabeça, >> a o lugar que você aprende com a experiência, por exemplo, se você tá, vou, mas vou longe agora, você tá sendo
torturado, que alguém te dá um livro para ler, provavelmente você não vai esquecer o que você leu aquele dia. Se você tá tendo uma experiência maravilhosa com o piano, por exemplo, Tudo que você lê com o flow que você tá sentindo, provavelmente você vai se vai se lembrar também. Então, o contexto ele tá muito associado à nossa lembrança. Tanto que você ir para os Estados Unidos aprender inglês vai ser muito melhor, porque não vai ser só uma coisa de memorizar palavras, é como você aprendeu aquelas aquelas palavras. A maneira que eu mais gosto de, e
o Wesley também usa essa técnica, a maneira que eu mais gosto de aprender e minha mãe me ensinou Quando eu era criança era montar uma aula. Então ela falava: "Cara, se você consegue ensinar alguém aquilo que você acabou de aprender, provavelmente você aprendeu." >> Eu comecei a pegar um monte de aluninho da minha turma para eu ensinar todo mundo. E até hoje eu uso isso. Eu tô lendo alguma coisa, alguma novidade, ou eu ligo pro meu time e falo: "Vem cá que eu preciso fazer uma live". ou pode ser um podcast da Boutique do Pão
com três Inscritos no YouTube. Ele me liga, eu vou, porque eu vou colocar aquilo que eu acabei de aprender em prática e falar cada vez mais sobre esse assunto. Então, tudo, cara. E aí tem gente que lê 400 livro, não lembra de nada, entendeu? Então, >> pergunta muito isso. Como é que faz para lembrar daquilo que leu? Eu acho que eu tenho grande influência nessa podcast. Tem >> um podcast e fale sobre isso. >> Não, não. A culpa é minha. Porque eu fico às vezes perguntou >> Mas e aí, por exemplo, né, os liv >>
Isso do microondas eu falei ontem à noite com ela de dormir. >> É, foi >> meu compartilhar as coisas. Eu ligo pros meus amigos, eu falo: "Segura aí, põe no viva voz, pode tomar banho, não tem problema. Mas eu preciso contar o que eu acabei de ler aqui agora. >> Você já tentou ter um segundo cérebro, Malu? Você já ouviu falar sobre um segundo cérebro? Porque assim, eh, eu acho que funcionaria muito para, funciona para muitas pessoas, né? Mas o lance do segundo cérebro é sobre você eh, sobre você ser capaz de, ao passar do
tempo, transformar o teu conhecimento em algo multidimensional e não linear, como as pessoas geralmente estudam, que é, por exemplo, você, sei lá, pega um caderno, aí você vai anotando, né? é o método mais comum de tudo. Você pega um Caderno, você vai anotando, você vai fazendo resumo ali, grifando aquilo que você aprendeu. Só que aquilo é linear, você perde as páginas ao passado do tempo, você tá passando página e e as coisas vão se perdendo ao passar do tempo. Eh, você acaba não tendo um esforço ativo para relembrar aquela informação e visitar aquela informação de
volta. Agora, quando você tem um segundo cérebro, você torna conhecimento multidimensional e é mais parecido como O nosso cérebro, o nosso próprio cérebro funciona, né? ele vai conectando um assunto com o outro ao passar do tempo. E a ideia central do segundo cérebro é você fazer as as suas anotações e aí você conectar as suas anotações com os temas e os tópicos que você já estudou anteriormente. >> Aí vai se conectando, os pontos eles vão se conectando ao passado do tempo. E por exemplo, antes de vir nesse podcast, eu tenho um segundo cérebro. Eu consultei
Tudo sobre o tema modo caverna, assim em pouquíssimos. Tudo que eu já estudei sobre o modo caverna, eu consultei. Aham. >> Posso mostrar inclusive para vocês aqui o meu segundo cérebro. >> Você tem o segundo cérebro, amor? >> Eu só não chamava assim. >> Mas você pode chamar agora. >> Eu chamo de bloco de notas mesmo. Menos. É, não tem um branding tão bom, né? Eu sou. >> Ah, >> como é que a gente mostra aqui? >> Caraca, acho que você tem que tampar teu olho. E >> não, mas tu tá chique. É muito chique.
>> Até eu quero. Eu quero, quero um segundo cérebro também uma com outra. São as minhas anotações dos conhecimentos. Então, tipo, tem estoicismo misturado. É que é que não é um bloco de notas que você usa algum zoom, vai aparecendo, >> vai melhor, vai crescendo e ele vai aqui, ó. >> Que legal, as coisas vão se conectando. Legal, legal. >> Olha, muito maneiro. >> E tem brand, né? >> Nossa, tem uma linha. Muito legal. Qual esse aplicativo? >> Obsidian. O nome >> bacana. >> Obsidian. Você vai fazendo as anotações e vai conectando. >> Legal. >>
E você pode esar subir a o bloco de notas. >> Eu sou bloco de notas. Eu leco lá o livro e vou botando as páginas com coisas interessantes. >> Eu vou baixar, eu vou vou usar porque eu acho que eu preciso de um outro cérebro mesmo. O meu não é tão bom assim. >> O meu não é tão bom. Talvez assim. >> Como é? Obsidian. >> Obsidian. Obsían. Cara, >> pô, às vezes eu fico viajando, pensando, pô, e no momento que a gente conseguir subir isso para um neuralink da vida, >> para misturar isso com
isso é importante hoje com a se você pluga isso com inteligência, >> eu quero ficar muito tempo para ver onde é que tudo is parar, sabia? Exatamente. Eu sou muito curioso quanto ao futuro da humanidade. >> Vamos ver. >> A, eu, de, de acordo com o Talebe, a Gente erra muito mais que acerta, né? O Taleb fala que a humanidade ela não evolui num aspecto contínuo. Ele fala que ela dá, dá saltos. Acho que eu li em Outliers isso que falava que entrevistaram um especialista em aviação na época que não tinha avião e ele falou:
"Cara, você acha que a gente vai voar ainda?" E o cara respondeu: "Ah, vai pelo menos 50 anos pra gente ter um objeto que seja mais pesado que o ar que voe". E o cara errou por 48 anos. >> Dois anos depois. >> Dois anos depois tinha o Lord Kelvin, que era um cara inteligentíssimo, uma das lendas da física, o Santos do Mon querendo voar com objetos mais pesados do Quá, falava que era impossível. Eles tinham >> Aham. Um dando indireta no outro. diretas, bem diretas, entendeu? Ah, e é curioso porque o essa essas previsões,
eu gosto muito de usar a previsão do tempo também para explicar as coisas. Eh, a existem coisas que vão acontecer que a gente não imagina mesmo, né? Por isso que o nome chama lógica do cise negro, né? O o Taleb, ele brinca, ele fala: "A vida do Peru tava resolvida até o dia 24 dezembro". Depois veio um evento e mudou tudo. >> E o e o fato de ter um brasileiro que era cafeicultor rico, que tava tirando onda em Paris, mudou completamente a história da própria aviação, entendeu? Acho que a galera tira o o Santos
Dumon para um cara brasileiro, trabalhador. Não, não, não era >> não era esse o caso. É. É. Mas enfim, o os saltos que a humanidade dá, eu acho que darão saltos que a gente realmente não consegue prever em nenhuma hipótese. Ah, eu acho que o o Sap ele fala, ele fala: "Se um cientista dizer para você que uma coisa é impossível, eh, se se uma coisa se um cientista falar que uma coisa é possível, ele vai tá Certo. Se um cientista dizer que uma coisa é impossível, provavelmente ele tá errado, porque coisas vão acontecer até
o cientista tá errado, entendeu?" >> Uhum. >> É muito provável, né, cara? evolução tecnológica bizarra. Hoje a gente tá chegando num nível onde a tecnologia tá indistinguível de magia. Cara, é, você vai falar com a IA daqui a pouco. Cria um site aí, bum, na hora surge. Bizarro, bizarro. >> É bizarro. É quase magia. A programação vai ser com linguagem natural e aí ela vai conseguir fazer coisas que >> em Outlander, com certeza eles iam achar que você era bruxa. >> Essa é a métrica de sucesso inclusive da tecnologia. É quando ela consegue se integrar
tão naturalmente na nossa vida e na nossa rotina que ela se torna imperceptível. >> Não, então tecnologia, >> definição de tecnologia é aquilo que Ainda não funciona direito, >> porque quando começa a funcionar direito não é mais tecnologia, tá no dia a dia já, entendeu? Você não chama aquilo como um negócio, nossa, >> é celular, não é tecnologia, mais diaó, tecnologia é um negócio que não tá funcionando tão bem ainda, né? Depois que passa a funcionar bem, tá totalmente integrado. Todo mundo tá usando o tempo todo. >> Pessoal, vou ter que encerrar que a Nossa
patroa, né? >> Minha patroa precisa, precisa Maria Teras, tem que mamar. >> Eu diria, a gente falou bastante aqui. Eu adorei o podcast, achei que a gente conseguiu falar muitas coisas legais. >> É, eu até falei com o Lucas, eu falei: "Cara, não sei se vai ser muito bom, se não for bom, sabe, >> se vocês quiser saber, >> mas ele vai continuar empregado, vocês nunca vão saber. Se você quiser saber Mais sobre modo caverna, eu acho que é interessante vocês entrarem lá no vídeo da Ana e assistir o porque a gente não conseguiu abordar
tudo, apesar da gente ter falado de formas indiretas sobre o modo caverna de forma. >> Não, a gente falou, >> a gente falou, mas eu acho que só faltou algumas as vertentes que eu vou lá assistir depois, >> tá? >> Enfim. >> Bom, e como é que o pessoal que assistiu encontra vocês em rede social? Pessoal, deixem as redes aí, os projetos. Fique à vontade. >> @ana Jordes, em todas as redes sociais >> encontra ou você tá no modo caverna? Ah, em alguns momentos nunca sabe, nunca sabe. >> Guilherme Batilani também em todos os lugares.
Perfeito. Obrigado pessoal, foi prazer. Eu também. >> Obção. E vocês encontram a gente aqui Semanalmente no canal dos sócios, sempre com episódio novo para agregar na vida de vocês. E também me encontram no @maluperini lá no Instagram, é, falando bastante e vamos ter o materialismo em breve para você que quer um ambiente que te favoreça a emagrecer, a ter uma saúde melhor e a partir disso prosperar. intelectualmente. >> Para quem quiser me encontrar, Instagram Bruno_line Perini, YouTube Você Mais Rico e semanalmente aqui no podcast Sócio. Para quem nos assiste, o nosso muito obrigado pela audiência,
aos convidados novamente, obrigado pela presença. Espero que voltem mais vezes. E é isso, pessoal. Grande abraço e até a próxima. >> Beijos. เฮ [Música]