Clara tinha 18 anos e havia nascido sem a visão mas sua vida era cheia de cores invisíveis aprender a reconhecer o mundo pelos sons texturas e cheiros e sempre acreditou que sua deficiência não era uma fraqueza mas uma singularidade que a tornava especial Ela vivia em uma pequena Vila ao lado da mãe costurando e vendendo tecidos uma noite enquanto voltava do mercado Clara sentiu um silêncio estranho e frio ao seu redor Antes que pudesse reagir mãos asperas agarraram e um pano com cheiro forte cobriu seu rosto quando despertou estava em um lugar que cheirava a
madeira velha e cigarro sua cabeça doía e havia vozes masculinas conversando perto essa vai render uma boa grana ainda é jovem e ninguém vai sentir falta dela disse uma voz grave Melhor levar logo pro Corvo ele sabe o que fazer com essas meninas respondeu outra Clara sentiu um nó no estômago ela havia sido sequestrada e Pelo Tom das vozes estava sendo vendida como mercadoria suas mãos estavam amarradas mas sua mente era ágil começou a prestar atenção aos sons ao redor tentando formar um mapa mental horas depois foi jogada em uma carroça e levada até o
corvo um homem temido na região por Comandar um bordel clandestino o lugar era silencioso quando Clara foi conduzida ao cômodo principal onde o Corvo A esperava seus passos eram hesitantes os braços presos Por cordas e o som dos Sapatos finos no chão de madeira ecoava como um lamento ela sentia o ar denso carregado de cigarros E algo mais sombrio que não podia nomear sentado em uma poltrona de couro O Corvo A observava com olhos escuros e inquisitivos ele era um homem alto de cabelos negros e barba bem aparada com um ar de elegância perigosa sua
presença preenchia o ambiente imponente e calculadamente sedutora Esta é a garota de que falei chefe uma beleza Rara disse um dos homens empurrando Clara à frente Clara mordeu o pano que amordaça sua boca tentando não deixar o desespero transparecer ela não podia ver mas sentia o peso do Olhar dele frio e avaliador deixe-me ver disse o corvo sua voz cortando o ar como uma lâmina ele se levantou e caminhou até Clara com um movimento ágil puxou a mordaça e desfez as cordas que prendiam seus pulsos assim que suas mãos ficaram Livres Clara agiu por instinto
girou sobre os calcanhares E tentou correr mas tropeçou em uma mesa que não conseguia enxergar seu coração disparou quando ouviu o som de vidro quebrando ele assegurou antes que ela caísse no chão suas mãos eram firmes mas não brutais ele a puxou para perto seus olhos captando algo que o surpreendeu você não consegue enxergar ele perguntou mais para si mesmo do que para ela me deixe ir não sou útil para você deixe-me ir um sorriso irônico curvou os lábios do Corvo o tio minha cara beleza Como a Sua não precisa de utilidade ele segurou o
queixo dela virando seu rosto para a luz incrível é qu um desperdício ela se afastou mas ele a observava como quem avalia um diamante raro algo na fragilidade dela o intrigava uma vulnerabilidade que nenhuma outra das mulheres que passavam por ele exibia se eu não comprar você há outros que vão querer experimentar ele deu um passo para trás cruzando os braços e confia em mim eles não serão tão gentis quanto eu Gentil Clara rebateu com amargura é assim que chama isso o corvo soltou uma risada baixa o som ressoando como uma melodia perversa talvez gentileza
não seja a palavra certa mas pelo menos comigo você terá segurança Ele olhou para os homens na sala fechado ela é minha agora pode levar pro meu quarto Clara em Pânico gritou o que fará comigo Corvo com o olhar enigmático apenas sorriu Capítulo do o quarto da espera Clara estava sozinha no quarto seus Olhos Perdidos na escuridão embora não pudesse enxergar nada o medo a envolvia como uma segunda pele e sua respiração acelerada parecia ecoar pelas paredes vazias as cordas que antes prendiam seus pulsos estavam agora jogadas no chão e a mordaça havia sido retirada
mas a sensação de aprisionamento nunca foi tão intensa ela sabia que mais cedo ou mais tarde o corvo viria o som de seus passos naquele cor dor Largo ainda ressoava em sua mente a cada instante o coração dela Batia mais forte o quarto era silencioso com apenas o som de sua respiração e o farfalhar das Cortinas ao vento ela tentava se concentrar ouvir os mínimos sons ao redor mas não havia nada que pudesse fazer para evitar o que se aproximava Clara tinha um pressentimento uma sensação de que o corvo sabia algo que ela ainda não
conseguia entender o corvo o homem que com comou sua liberdade ele sabia como jogar o jogo sabia manipular os sentimentos e os Desejos de quem Estava à sua mercê o problema era que ela não queria ser mais uma de suas mercadorias não queria que sua beleza fosse usada para satisfazer os desejos de outros mas a escolha não parecia estar mais ao seu alcance o silêncio foi interrompido por uma porta que se abriu lentamente Clara ouviu o som de Passos firmes se aproximando e seu corpo enrijeceu ela não sabia o que esperar mas o medo a
Consumia a cada segundo quando ele entrou a atmosfera no quarto parecia mudar como se o próprio ar fosse mais denso o corvo estava ali parado na porta observando a você está com medo perguntou ele a voz Suave mas carregada de um poder que Clara não podia ignorar ela não respondeu o corvo deu alguns passos na direção dela e sem dizer mais nada se aproximou Clara sentiu o calor de sua presença o peso de seu olhar ela tentava em vão recuar mas O quarto estava pequeno demais para escapar dele ele se aproximou mais dela os passos
silenciosos quase Como se quisesse evitar interromper a angústia que se espalhava pelo ar Clara sentiu o calor dele perto e o coração dela disparou ainda mais a presença dele era imensa preenchendo o espaço com uma tensão que ela não conseguia evitar sem dizer uma palavra o corvo parou ao lado da cama onde Clara estava ele a observava com um olhar penetrante como Se tentasse decifrar os sentimentos que ela escondia atrás das Lágrimas mas ao invés de agir com violência ou frieza ele parecia curioso como se a dor dela fosse algo que ele quisesse entender ou
talvez até saborear Por que chora sua voz baixa e intrigante cortou o silêncio soluçou sentindo o peso esmagador da presença dele o medo crescia dentro dela uma onda incontrolável que a fazia tremer da cabeça aos pés ele parecia Gostar de seu desespero como um Predador que se deliciava com a vulnerabilidade de sua presa é melhor ficar comigo do que com eles continuou ele a voz calma mas carregada de algo perigoso Clara não respondeu apenas engoliu o soluço apertando os punhos em um esforço e inútil de se proteger o silêncio se Estendeu por alguns segundos antes
de O Corvo inclinar ligeiramente a cabeça como se estivesse avaliando a próxima jogada você já esteve na cama com um Homem perguntou ele a voz soando como uma lâmina afiada atravessando o ar Clara sentiu o corpo todo endurecer com a pergunta as lágrimas quentes desceram por seu rosto Enquanto Ela balançava a cabeça de forma Quase imperceptível finalmente com a voz que ada pelo desespero Ela respondeu não nunca estive ele a olhou por mais alguns instantes seu rosto permanecendo impassível interessante murmurou ele o canto dos Lábios curvando-se levemente em um sorriso quase Cruel Então você ainda
não conhece o prazer ou a dor Clara se encolheu ainda mais como se quisesse desaparecer a ideia de estar à mercê dele de ser explorada daquela forma era insuportvel e finalmente as palavras escaparam de seus lábios antes que ela pudesse contê-las por favor não faz isso comigo implorou a voz embargada pelo medo o corvo parou por um instante como se a Súplica dela o tivesse atingido de alguma forma ele inclinou a cabeça novamente avaliando a como se estivesse decidindo o próximo movimento ele deu um passo à frente abaixando-se até que seus olhos estivessem no nível
dela tão perto que Clara podia sentir a respiração dele eu não sou como eles Clara disse ele suavemente mas ainda assim com uma intensidade que a fez estremecer Clara não respondeu apenas continuou a chorar silenciosamente o Rosto molhado de lágrimas ele ficou ali por mais alguns segundos apenas observando antes de se afastar um pouco ainda mantendo Aquele olhar que parecia ver tudo não vou fazer nada que você não possa suportar ele disse enigmaticamente mas você precisa entender não há escapatória ele se ergueu caminhando em direção à porta mas parou antes de sair virando-se ligeiramente ele
lançou mais uma frase no ar carregada de algo que Clara não Sabia se era uma promessa ou uma ameaça amanhã será diferente a luz fraca da manhã infiltrava se pelas frestas da janela lançando sombras suaves pelo quarto o corvo abriu a porta sem pressa os olhos imediatamente pousando na figura encolhida no chão Clara estava ali os joelhos dobrados contra o peito os braços abraçando as próprias pernas Como se quisesse desaparecer ele arqueou uma sobrancelha fechando a porta atrás de si Por que não deitou na cama Perguntou a voz carregada de curiosidade mas sem real preocupação
Clara ergueu levemente o rosto na direção dele sua expressão estava cansada a as olheiras fundas entregando a noite sem descanso não encontrei a cama ela confessou em um sussurro Mas mesmo que tivesse encontrado eu não teria conseguido dormir O Corvo A observou por um instante avaliando sua resposta ela parecia ainda menor ali no chão frágil Como um Pássaro Ferido mas havia algo nela que o intrigava mais do que a fragilidade está com fome perguntou Clara hesitou antes de responder mas por fim assentiu levemente sim ele soltou um suspiro quase imperceptível e se virou em direção
à porta Vou buscar comida para você e também trouxe algumas roupas disse casualmente Enquanto Isso vá tomar banho Clara ergueu o rosto um pouco mais Surpresa banho Sim você precisa disse ele e um leve toque de humor cruzou sua voz vem eu te Guio até lá ela hesitou mas não tinha escolha com passos incertos levantou-se e ele se aproximou segurando seu braço com firmeza mas sem brutalidade conduziu-a pelo quarto até o banheiro parando na porta aqui está a pia disse pegando sua mão e guiando-a até a superfície fria de mármore o choveiro está logo à
frente toalhas à direita sabonete e shampoo na Prateleira Clara sentiu tentando gravar mentalmente cada posição o corvo então sorriu e perguntou quer que eu te banhe ela se encolheu levemente mas respondeu rápido tentando manter a firmeza na voz não ele soltou uma risada baixa satisfeita e se afastou um pouco como quiser Clara fechou a porta atrás de si e respirou fundo abriu a torneira do chuveiro e esperou até a água ficar morna antes de entrar assim que a água quente escorreu por seu corpo um suspiro Aliviado escapou de seus lábios Ela queria se sentir limpa
queria apagar a sensação de medo que impregnava sua pele do lado de fora o corvo caminhou até a cama e se sentou cruzando os braços enquanto esperava seus olhos naturalmente curiosos Pous usaram na porta entreaberta do banheiro o vidro do box embaçado revelava apenas silhuetas mas isso bastava ele observava a forma delicada de Clara os contornos suaves de Seu corpo os movimentos hesitantes Como se até mesmo a água intimidasse ela era linda não apenas de um jeito Óbvio mas de um jeito que o prendia como algo que deveria ser intocado mas que estava ali ao
seu alcance ele inclinou a cabeça os olhos afiados acompanhando cada movimento dela através da névoa do vidro ela saiu do banho envolta em uma toalha fina os cabelos ainda úmidos pingando sobre os ombros o vapor da porta entreaberta misturando-se ao ar frio do Quarto ela permaneceu incerta de se vestir com ele no quarto ele a observou por um instante os olhos analisando a forma delicada do seu corpo ainda escondido sob o tecido toalha vista-se disse ele entregando as roupas estão limpas Clara lentamente pegou as peças sem jeito sentite exposta vulnerável ponto Senti a presença dele
como poderia se trocar sabendo que ele estava observando o corvo percebeu sua hesitação e pela primeira vez agiu de Maneira diferente do que normalmente Faria ponto ele se aproximou mas não para força ponto com uma paciência que surpreendia até si mesmo pegou as roupas das suas mãos eu te ajudo Clara encolheu os ombros queimando de vergonha ele soltou um suspiro baixo quando soltou a toalha e viu seu corpo nu ele então mandou que levantasse os braços e vestiu a blusa com os lábios tremulos Clara puxou o tecido com cuidado ajustando-o aos Ombros a cada toque
breve ela se encolhia e ele sentia isso mas mesmo sendo um homem acostumado a não se importar com sentimentos alheios algo dentro dele se recusava a tocar nela de uma forma que a quebraria ainda mais a cegueira dela o incomodava de um jeito que ele não sabia explicar ela era frágil assustada diferente das outras mulheres que já haviam passado por suas mãos e por mais que sua mente lhe dissesse que Ele poderia ter o que quisesse sempre que quisesse algo impedia ele não conseguiria tocá-la a força não ela não dessa forma o corvo respirou fundo
fechando os olhos por um momento controlando o seu desejo terminou de vesti-la e saiu Corvo retornou trazendo comida e então depois de se vestir Clara se sentou na cama sentindo o colchão macio sob seus dedos enquanto o cheiro da comida fresca chegava até ela seu Estômago Roncou baixinho e ela hesitou por um instante antes de começar a comer o corvo ficou em silêncio apenas observando o jeito como ela segurava os talheres com delicadeza como se estivesse acostumada a calcular cada movimento fez algo dentro dele se revirar ela não sabia onde estava não sabia quem ele
realmente era e ainda assim sentia medo ele não disse mais nada apenas se afastou pegando o Casaco sobre a cadeira e seguindo até a porta termine de comer eu volto depois disse antes de sair e fechar a porta atrás de si o silêncio preencheu o quarto e Clara soltou um suspiro longo permitindo-se relaxar um pouco mas a sensação de estar sozinha Não durou muito minutos depois A Porta Se Abriu novamente e passos firmes ecoaram pelo quarto Bom dia docinho disse uma voz feminina carregada de uma ironia que Clara não soube interpretar de imediato Ela se
encolheu instintivamente quem é você perguntou apertando os lençóis em suas mãos a mulher soltou um riso curto Judite eu cuido das coisas por aqui arrumo os quartos depois que o corvo termina com as meninas Clara sentiu um arrepio percorrer sua espinha o jeito casual com que aquela mulher falava como se fosse algo rotineiro como se fosse um trabalho qualquer judit andou pelo Por lençóis foi quando elara não ver aro jud e sua agora soava diferente n di is perguntou Clara ele não fez nada com você pergunt jud não respondeu Clara Isso é novidade disse judit
batendo a porta e saindo o quarto estava silencioso exceto pela respiração tranquila de clara que Finalmente havia sucumbido ao cansaço e adormecido o tempo passou e o sol já estava alto no céu quando A Porta Se Abriu lentamente sem fazer barulho o rangido leve foi o suficiente para despertá-la seus sentidos sempre atentos captaram a mudança no ambiente Quem está aí perguntou a voz sonolenta mas carregada de cautela nenhuma resposta Clara se sentou devagar tentando ouvir melhor o ar parecia diferente foi quando sentiu o colchão afundar sob o peso de Alguém que subia na cama seu
coração disparou antes que pudesse reagir sentiu um corpo pesado sobre o seu mãos rud seguraram seus braços e imobilizando-a me falaram que o corvo Ainda não fez nada com você disse a voz masculina carregada de desprezo e desejo cruel então vou fazer antes dele o pânico tomou conta de Clara instantaneamente não gritou o se debatendo com todas as forças Socorro ela gritou novamente a voz desesperada ecoando pelo quarto suas Unhas cravaram na pele do invasor mas ele riu segurando-a com ainda mais força do lado de fora no corredor o corvo estava voltando quando ouviu os
gritos seu sangue gelou por um segundo antes de ser tomado por uma Fúria avassaladora ele correu à porta do quarto foi aberta com violência batendo contra a parede o que viu fez sua visão escurecer de ódio o homem estava sobre Clara prendendo-a contra a cama enquanto ela se debatia em Pânico absoluto sem pensar duas vezes o Corvo sacou sua arma e apontou filho da o tiro ecoou pelo quarto O Invasor gritou de dor ao ser atingido na perna rolando para o lado enquanto segurava o ferimento o sangue manchou o chão imediatamente Clara se encolheu contra
a cabeceira da cama ofegante ainda tremendo de medo o corvo avançou lentamente até o homem caído os olhos frios como Gelo o próximo vai ser na cabeça disse com uma calma assustadora o homem arfou de dor tentando se arrastar Para longe foi nesse momem entraram no quarto os homens do Corvo alertados pelo disparo o corvo não desviou o olhar do invasor levem ele daqui ordenou a voz carregada de uma Ira silenciosa façam o que quiserem mas ele não sai vivo Os capangas trocaram olhares e sorriram de forma sombria antes de arrastarem o homem para fora
ignorando seus gritos de Súplica assim que ficaram sozinhos o corvo guardou a arma e se virou para Clara ela estava encolhida os joelhos Dobrados contra o peito tremendo então para sua surpresa ela se moveu rapidamente os braços frágeis envolvendo seu torço Clara o abraçou já passou murmurou sua voz rouca mas de um jeito inesperadamente suave Clara não respondeu apenas agarrou-se a ele como se sua vida dependesse disso e por um momento o corvo permitiu que ela fizesse isso Clara sentiu seu corpo amolecer contra o dele conforme os soluços iam diminuindo o abraço dele era firme
Quente mas não opressor pela primeira vez ela não sentiu que alguém queria machucá-la quando sua respiração finalmente ficou mais estável ele se afastou um pouco e segurou seu rosto com delicadeza forçando-a a encará-lo mesmo que ela não pudesse ver entende agora porque eu comprei você sua voz era baixa mas carregada de uma gravidade inegável Clara mordeu o Lábio ainda tremendo se eu não tivesse feito isso ele continuou Eles teriam uma mulher virgem e bonita como você é Rara e custa caro as palavras bateram nela como um soco no estômago Me leva para minha mãe por
favor implorou a voz embargada O silêncio que se seguiu foi pior do que qualquer resposta sua mãe te vendeu Clara congelou ela sentiu o ar escapar de seus pulmões como se tivesse sido sido atingida fisicamente o quê sussurrou a voz quase inaudível o corvo suspirou segurando os ombros dela sei Que está em choque mas é a verdade sua mãe te entregou para os homens que te trouxeram até mim eles queriam que eu te colocasse no bordel Clara Balançou a cabeça recusando-se a acreditar Não não pode ser mas é ele disse Implacável e enquanto você for
virgem estará em mais perigo ela sentiu o mundo girar como poderia ser verdade sua mãe já mais faria isso com ela faria as lágrimas voltaram aos seus olhos alguém já perguntou se eu fiz sexo com você ele Perguntou der repente Clara hesitou sim uma mulher chamada Judite o corvo xingou baixinho desgraçada Clara estremeceu o que vai fazer com ela nada ainda não ele suspirou pesadamente e seu Tom se tornou mais calculista mas preciso que Minta preciso que diga que eu fiz Clara arregalou os olhos sentindo o coração disparar o quê ele não esperou sua reação
pegou um canivete no bolso e fez um corte superficial no próprio braço o sangue escorreu e ele o deixou pingar no Lençol e disse vou manchar o lençol de sangue e quando ela perguntar novamente você dirá que sim agora vai para o banheiro ordenou e só saia de lá quando eu disser continua no próximo capítulo Clara hesitou mas a urgência na voz dele a fez obedecer ela entrou no banheiro fechando a porta atrás de se e Ficou ali o coração batendo forte os pensamentos girando sem parar Então depois de um tempo ouviu a porta do
quarto se abrir Passos uma voz feminina depois o som dos Dois se beijando Clara apertou os punhos contra os lábios para conter a náusea o beijo se transformou em algo mais intenso Então os gemidos começaram a mulher suspirava e gritava o som enchendo o quarto de maneira vergonhosa Clara queria tampar os ouvidos queria desaparecer depois de um tempo que pareceu uma eternidade tudo ficou em silêncio a porta foi aberta e fechada o corvo voltou Clara quase pulou quando Sentiu a mão dele segurar seu braço vem ele disse ela engoliu em cero e o seguiu tira
a roupa e na cama Ele ordenou a voz firme daqui a pouco judit vai entrar e você vai dizer que eu fiz sexo com você Clara sentiu o sangue gelar Mas sabia que não tinha escolha pouco tempo depois A Porta Se Abriu sem cerimônia judit entrou os passos firmes ecoando pelo chão de madeira Clara permaneceu imóvel na cama sentindo o próprio corpo rígido de tensão ela ouviu a mulher se Aproximar e logo em seguida sentiu o peso de um olhar avaliador sobre si judit se aproximou o suficiente para tocar no lençol o silêncio se prolongou
por um momento incômodo antes que a mulher soltasse um riso curto e satisfeito vejo que ele fez o serviço Clara engoliu em seco lutando contra a repulsa que crescia em seu peito sim sua voz saiu baixa quase um sussurro judit pareceu satisfeita com a resposta e sem dizer mais nada virou-se e saiu do Quarto fechando atrás de si de seus pulmões como se tivesse segurado a respiração o tempo todo ela puxou os lençóis para cobrir o próprio corpo e se encolheu tentando acalmar os batimentos Frenéticos de seu coração o corvo tinha feito tudo aquilo para
protegê-la Mas até quando essa proteção duraria e no fundo uma pergunta ainda mais aterrorizante se formava em sua mente ele realmente queria protegê-la ou apenas reivindicá-la para si o corvo Voltou para o quarto pouco depois que judit saiu Clara Ainda deitada se sobressaltou ao ouvir a porta se abrir o coração disparando sou eu e disse ele a voz baixa mas firme ela relaxou um pouco embora a presença dele ainda fosse avassaladora ele se aproximou da cama e Clara sentiu o colchão afundar levemente quando ele se sentou ao seu lado venha disse ele calmamente vou vestir
sua roupa clara hesitou o rosto queimando de Vergonha mas no fundo Sabia que não fazia sentido resistir não era a primeira vez que ficava despida na frente dele ainda assim sentiu-se vulnerável ao se mover divagar permitindo que ele ajudasse o corvo pegou as roupas que havia deixado para ela e começou a vesti-la com paciência a respiração dele estava pesada Clara podia sentir o esforço que ele fazia para se controlar para Não tocá-la mais do que o necessário os dedos dele Roçavam sua pele às vezes quentes firmes mas não invasivos era estranho ele era um homem
perigoso Cruel capaz de matar sem piscar mas com ela havia algo diferente como se estivesse lutando contra si mesmo quando terminou ele soltou um longo suspiro e se afastou vamos sair um pouco Clara franziu a testa Para onde para o Jardim Talvez o ar fresco te faça bem ela não esperava isso por um momento pensou em recusar Mas a ideia de sair daquele quarto sufocante parecia boa demais para ser ignorada está bem disse hesitante o corvo segurou seu braço com delicadeza e a guiou para fora do quarto o Jardim era silencioso exceto pelo som suave
do vento e dos poucos pássaros que pousavam por ali o cheiro da grama e das Flores preencheu os sentidos de clara e ela respirou fundo sentindo-se pela primeira vez um pouco menos sufocada eles caminharam por um tempo sem falar o Corvo parecia tranquilo e Clara não sabia se isso era bom ou ruim Então ela tomou coragem você vai fazer aquilo comigo perguntou de repente sua voz saindo mais baixa do que queria ele parou de andar aquilo ele repetiu como se saboree a palavra ela sentiu seu rosto corar violentamente o que você fez com aquela mulher
no quarto murmurou quase se arrependendo da pergunta o silêncio se alongou entre eles e então o corvo Sorriu de leve como se achasse graça da hesitação dela você quer perguntou simplesmente Clara prendeu a respiração não esperava que ele devolvesse a pergunta assim ela ficou calada incapaz de responder o corvo inclinou-se ligeiramente para mais perto dela só farei se você pedir o coração de Clara bateu forte no peito as palavras dele em sua mente e ela percebeu que não sabia mais distinguir o que era medo e o que era outra coisa ele a estava Provocando mas
no fundo sabia que falava Sério O Corvo podia ter muitos defeitos mas não eram um mentiroso ela engoliu em seco e desviou o rosto quero voltar para o quarto disse rapidamente o corvo riu baixinho um som rouco e divertido como quiser ele Pegou sua mão e a guiou de volta e pela primeira vez Clara se perguntou se o verdadeiro perigo não era ele mas sim o que ele fazia ela sentir a noite avançou silenciosa mas o sono de Clara era leve Inquieto ela acordava a cada som o coração disparado Sempre esperando o pior mas toda
vez que se virava na cama tentando sentir qualquer movimento ao redor o corvo ainda estava lá imóvel sentado na poltrona vigiando quando a madrugada já ia alta ela se mexeu mais uma vez e então ouviu a voz dele baixa no escuro você não consegue dormir não é Clara apertou o cobertor contra o peito não admitiu sua voz um sussurro o silêncio caiu sobre Eles novamente até que o corvo suspirou e se levantou o som dos Passos dele no chão ecoou no quarto e antes que ela pudesse reagir sentiu o colchão afundar ao seu lado ele
estava deitado ali ao lado dela o que você está fazendo perguntou tensa tentando te fazer dormir e de que jeito Isso vai me ajudar o corvo sorriu e Clara sentiu a cama se mover quando ele virou o rosto na direção dela porque eu estou aqui ele disse Simplesmente e nada vai te machucar enquanto eu estiver ela apertou os olhos fechados sem saber como reagir era insano era errado mas de alguma forma a presença dele era segura ela odiava admitir isso eu não entendo você murmurou Ele riu baixo isso é bom por quê Porque se entendesse
teria mais medo de mim Clara sentiu um calafrio o corvo não se mexeu ele apenas Ficou ali deitado ao seu lado sem ultrapassar a distância entre eles e No meio daquele silêncio daquela confusão de sentimentos Clara finalmente dormiu Clara acordou com o calor de um corpo próximo deais ao seu por um momento seu coração disparou em Pânico Mas então sentiu a respiração lenta e controlada ao seu lado o corvo ainda estava ali ele não a tocava Mas sua presença eraa avassaladora ela virou levemente o rosto na direção dele sentindo o colchão afundado sob seu peso
está acordada a Voz dele veio rouca carregada de sono Clara hesitou antes de responder sim silêncio o corvo suspirou passando uma das mãos pelo rosto dormiu bem clara não sabia como responder porque sim havia dormido melhor do que esperava melhor do que em qualquer outra noite desde que fora levada para aquele lugar mas admitir isso parecia errado então ela apenas disse Acho que sim o corvo se virou na cama apoiando um braço sobre a cabeça viu eu disse que nada ia Te acontecer comigo aqui Clara engoliu em seco por que está fazendo isso ele ficou
em silêncio por um tempo como se considerasse sua resposta não sei admitiu por fim ela franziu a testa Como assim não sabe o corvo soltou um riso baixo mas sem humor eu deveria apenas ter feito o que todos esperavam pegado o que comprei e seguido em frente Clara sentiu um arrepio mas você não fez não por quê dessa vez ele não respondeu em vez disso Se levantou da cama e caminhou até a porta se arrume disse Mudando de assunto abruptamente vamos sair um pouco Clara piscou confusa sair o corvo virou o rosto para ela Um
meio sorriso nos lábios você precisa sentir o sol na pele de vez em quando Clara sentiu o calor do sol em sua pele assim que saiu para o Jardim o cheiro das Flores o vento leve tocando seu rosto era quase possível esquecer onde estava quase o corvo caminhava ao Lado dela em silêncio guiando-a pelo caminho de pedras você gosta de jardins Ele perguntou de repente Clara hesitou antes de responder eu gosto da sensação do cheiro O Corvo observou enquanto ela passava os dedos por uma flor explorando suas pétalas delicadamente havia algo fascinante nela na forma
como sentia o mundo ao seu redor sem nunca vê-lo você tinha um jardim na sua casa Clara travou minha casa a palavra soou estranha em sua boca Ela não tinha mais uma casa não depois do que sua mãe fez o corvo percebeu a mudança na respiração dela e tocou levemente seu braço não precisa responder ela apertou os lábios Por que ele fazia isso por que fingia se importar Por que você me trouxe aqui ela perguntou virando-se na direção dele ele sorriu de lado porque achei que gostaria você não é assim ela rebateu você não é
um homem bom o sorriso do Corvo cresceu e quem disse que estou Sendo bom Clara um arrepio na nuca ela não sabia o que ele queria não sabia o que esperar e isso a deixava mais aflita Clara sentia o cheiro das Flores ao seu redor mas não conseguia relaxar não com o corvo tão próximo observando cada movimento seu ele não a tocava Mas sua presença era sufocante intensa ela respirou fundo eu posso andar sozinha o corvo ou a sobrancelha você quer Clara hesitou sim ele soltou um pequeno suspiro mas Soltou Seu braço certo ela deu
um passo à frente os sentidos alertas O Chão de pedra sob os pés a brisa contra a pele por um momento sentiu que poderia esquecer onde estava mas então depois de poucos Passos tropeçou antes que pudesse cair mãos firmes asseguraram o corvo está vendo a voz dele veio baixa contra seu ouvido você precisa de mim Clara engoliu em seco sentindo o coração disparar ela queria negar mas naquele momento odiava Admitir que ele estava certo ele assegurava com firmeza mas sem machucar era isso que assustava o corvo Não era como os outros ele não a forçava
ele esperava que ela fosse até ele e de alguma forma isso era ainda mais perigoso Clara sentiu o aperto firme das mãos do Corvo em sua cintura impedindo-a de cair o coração dela batia tão rápido que era como se ele pudesse ouvi-lo Ela queria se afastar queria gritar que não precisava dele mas sabia que estaria Mentindo Você está bem a voz dele veio baixa perto demais Clara respirou fundo sim ele hesitou por um momento depois soltou Sua cintura devagar como se testasse se ela conseguiria ficar de pé sozinha se quiser continuar andando eu deixo ele
disse mas estarei aqui caso precise Clara apertou os punhos por que você se importa o corvo riu baixo eu não disse que me importo Então por que não me obrigou a fazer o que todos esperavam o Silêncio se Estendeu entre eles Clara não podia ver sua expressão mas sentia que ele a observava de um jeito intenso quase perigoso então ele disse algo que fez seu estômago revirar porque eu quero que você peça Clara estremeceu isso nunca vai acontecer o corvo sorriu vamos ver estremeceu isso nunca vai acontecer o corvo sorriu vamos ver um arrepio percorreu
sua pele ele estava brincando testando seus limites e o pior uma parte Dela começava a entender o jogo O que era aterrorizante o coração de Clara martelava no peito o Corvo A provocava consciente de que sua fragilidade o afetava de uma maneira que nenhum outro homem ali perceberia ela respirou fundo tentando manter a voz firme se espera que eu peça Vai Esperar Para Sempre o corvo riu baixinho será Clara franziu a testa você fala como se tivesse certeza ele deu um passo mais perto os dedos Dele roçando seu braço entendo o medo nos seus gestos
sussurrou Mas percebo algo mais clara enrijeceu você não sabe nada sobre mim sei que nunca esteve com um homem que foi traída pela própria mãe e apesar do Medo está curiosa sobre mim ela sentiu a respiração falhar ele estava certo mordendo o Lábio negou com a cabeça você quer me confundir o corvo sorriu divertido talvez então ele disse algo que fez um Arrepio subir pela esp de Clara Mas você não precisa lutar tanto Contra isso ela deu um passo para trás contra o quê ele apenas sorriu mais você sabe Clara sentiu o chão sumir sob
os pés no fundo uma parte dela reconhecia que ele estava certo e isso assustava mais que qualquer ameaça física a respiração de Clara estava irregular o corvo estava próximo demais e suas palavras ecoavam como um sussurro perigoso ela não queria admitir que de alguma forma ele atraía eu não Sei do que está falando tentou soar firme o corvo riu você mente mal passarinha Clara franziu a testa passarinha sim pequena e delicada mas há algo dentro de você que ainda não descobriu algo que luta contra a gaiola eu não não sou uma prisioneira não ele inclinou
a cabeça irônico a porta está ali Clara sentiu um aperto no peito sabia que ele jogava com ela se tentasse correr não chegaria longe o corvo continuou você não pode Fugir Clara Mas pode escolher como viver aqui raiva cresceu dentro dela e o que isso significa ele a observou antes de responder significa que goste ou não eu sou a única escolha que realmente tem e não sou igual aos outros que queriam te comprar ela queria odiá-lo mas o que sentia não era ódio era medo não do que ele faria mas do que ele despertava dentro
dela ela respirou fundo tentando ignorar o arrepio que percorria sua pele se não é como os outros por me comprou o Corvo sorriu e Clara pode sentir o olhar dele queimando sobre ela eu já te disse sua voz veio baixa quase sedutora para protegê-la Clara riu sem humor me proteger isso aqui ainda é um bordel ele se aproximou mais sim mas ninguém mais vai tocar em você ela sentiu o estômago revirar E por quê O Corvo ergueu A mão e por um instante Clara pensou que ele fosse tocá-la mas seus dedos apenas pairaram perto de
seu rosto sem encostar porque você é minha o coração de Clara Deu um salto eu nunca serei sua o corvo sorriu como se já Esperasse aquela resposta ele sabia que mexia com ela estava se divertindo com isso então se aproximou dela roçou os lábios nós dela Clara deu um suspiro ele perguntou quer que eu te beije Ela ficou em silêncio os pensamentos embaralhados a respiração presa no peito então ele sussurrou os lábios roçando noos dela diga que sim o coração de Clara disparou ela sentia o calor da respiração dele o peso do Momento a deixando
a beira de um abismo desconhecido ele abraçou a voz deslizando pelo seu ouvido como uma carícia me peça para te beijar o corpo de clara enrijeceu ela não conseguia se mover apenas sentir o Toque Sutil a tão no ar a promessa escondida nas palavras dele o medo e o desejo se entrelaçavam puxando-a para um lugar que ela não sabia se deveria explorar o toque suave dos lábios dele contra os seus a fez Estremecer ele não a beijou de verdade apenas a Manteve ali no limite testando esperando me peça repeti a voz ainda baixa mas agora
carregada de algo diferente não era apenas provocação havia um traço de vulnerabilidade que Clara não esperava dele seu coração martelava contra as costelas ela queria falar queria se entregar mas as palavras estavam presas na garganta sufocadas pelo peso da hesitação quando finalmente encontrou Coragem para abrir a boca uma voz estridente rompeu o momento Corvo judit apareceu na porta ofegante o senhor Souza chegou a atenção foi quebrada como vidro estilhaçado Corvo se afastou um pouco a expressão mudando num instante ele fechou os olhos por um segundo como se tentasse recuperar o controle antes de se virar
para judit o que ele quer ouviu falar da garota nova e quer negociar Clara sentiu um arrepio gelado na Espinha continua no próximo Capítulo se inscreve no canal para continuar acompanhando essa história de amor Corvo encarou judit por um instante antes de soltar um suspiro exasperado Diz para ele que não ela não está disponível judit hesitou cruzando os braços como se ponder asse se deveria insistir ele não vai aceitar um não Corvo disse que precisa falar com você o os olhos de Corvo se estreitaram a expressão fechada ele desviou o olhar Por um segundo como
se já previsse onde aquela conversa ia terminar então respirou fundo e se voltou para Clara judit leva ela pro quarto eu resolvo isso O Tom não deixava espaço para discussão Clara sentiu judit tocar seu braço com delicadeza vem menina Clara hesitou mas acabou cedendo ao toque conforme subiam as escadas ela percebeu que judit estava inquieta o silêncio dela falava mais do que qualquer palavra enquanto isso Corvo Se afastava com passos firmes até encontrar o tal Souza o senr Souza Estava à vontade no salão principal reclinado em um dos sofás de couro segurava uma taça de
conhaque girando o líquido entre os dedos como se tivesse todo o tempo do mundo quando o corvo se aproximou um sorriso quase Cortês surgiu em seu rosto Corvo saudou sem se levantar vamos direto ao ponto ouvi dizer que tem uma garota nova aqui Corvo cruzou os braços encarando-o I Souza tomou um gole do conhaque antes de continuar escolhendo bem as palavras quero ela estou disposto a pagar muito bem o salão pareceu mais frio de repente o silêncio entre os dois se alongou pesado Corvo Manteve a postura rígida o rosto impassível por enquanto ela não está
disponível Souza ergueu uma sobrancelha surpreso então inclinou levemente a cabeça para o lado um sorriso rasteiro se formando em seus lábios Ah entendo Disse um brilho de Malícia no olhar você quer se divertir mais um pouco deu um gole lento no Conhaque antes de acrescentar mas não vá tirar todo o mel da garota Corvo deixe um pouco para mim o sorriso dele se alargou como se estivesse se divertindo com a própria provocação Corvo não sorriu não piscou apenas o encarou por um longo momento e algo na intensidade de seu olhar fez o sorriso de Souza
vacilar por um segundo então Corvo inclinou-se ligeiramente para a frente sua voz saindo baixa mas carregada de algo perigoso ela não está disponível repetiu sem desviar os olhos a atenção no ar era visível Souza soltou um riso abafado balançando a cabeça Você sempre foi um enigma Corvo com calma terminou seu Conhaque repousou a taça sobre a mesa e se levantou Mas se mudar de ideia sabe onde me encontrar sem esperar resposta virou-se e saiu Corvo ficou parado ali os punhos Cerrados ele sabia que aquilo não terminaria ali no quarto Clara sentou-se na cama sentindo o
colchão ceder sob seu peso ela estava inquieta o coração ainda batia rápido e não apenas pelo que acontecerá com Corvo minutos antes algo no tom dele quando recusou o cliente a deixou intrigada judit murmurou virando o rosto na direção dela quem é Senor Souza judit soltou um suspiro antes de responder um homem muito rico cliente antigo do Bordel fez uma pausa como se ponder asse se deveria continuar e pelo visto quer pagar uma fortuna por você Clara não precisava enxergar para saber que aquilo significava problemas Clara passou a mão pelos lençóis macios da cama tentando
acalmar a agitação dentro de si mas a inquietação só crescia e Corvo perguntou voz baix judit suspirou pesadamente tá lá embaixo liando com Souza oci que se segui foi Sufocante Clara senti o colchão se mexer quando judit se levantou vai disse como se tasse convencer a si mesma tanto quanto a Clara A Porta Se Abriu de repente e Clara se sobressaltou mas antes que pudesse dizer algo reconheceu o som dos Passos entrando no quarto Corvo o cheiro dele uma mistura de tabaco e algo amadeirado preencheu o espaço judit não disse nada apenas murmurou algo como
um Vou deixar vocês e Saiu fechando a porta atrás de si o silêncio entre eles era pesado Clara ouviu Corvo se mover pelo quarto sentando-se em uma cadeira próxima ela virou o rosto na direção del sem enxergar mas sentindo sua presença intensa Quem é esse homem perguntou enfim Corvo não respondeu de imediato Ela ouviu o estalo do isqueiro e o cheiro de fumaça se espalhou no ar um problema ele disse a voz mais grave do que o normal Clara franziu o senho ele Quer me comprar a palavra soava horrível na própria boca Corvo soltou um
riso curto sem Hum ela apertou os dedos contra os lençóis sentindo o coração martelar e você disse não foi uma constatação não uma pergunta Corvo tragou o cigarro antes de responder eu disse que por enquanto você não está disponível Clara sentiu um arrepio estranho percorrer seu corpo Isso Significa que um dia eu vou estar não eu não quero isso para você disse isso e se dirigiu até a porta então parou e falou hoje a casa vai funcionar então não saia ele disse com um tom de comando fique aqui mais tarde eu volto para dormir com
você lá embaixo Corvo organizava tudo com precisão ele dava ordens às meninas conferia os pagamentos e mantinha tudo sob controle mas sua mente estava em outro lugar tudo o que ele queria era Subir quando finalmente terminou subiu às escadas com passos firmes e empurrou a porta do quarto Sentiu o cheiro de comida no ar e o som da água correndo no banheiro indicava que Clara Estava no banho ele pensou em esperar mas então ouviu um barulho alto um tombo Clara nenhuma resposta o instinto falou mais alto Corvo atravessou o quarto e abriu a porta do
banheiro sem hesitar o vapor quente tomou conta do ambiente e no chão Clara Estava caída tentando se erguer os Cabelos úmidos grudando na pele merda ele se abaixou rapidamente pegando-a nos braços sem esforço Clara engasgou com o susto o que você Corvo me solta ela tentou cobrir o corpo mas ele assegurava firme Você se machucou a voz dele saiu mais grave do que o normal não só escorreguei mas eu consigo levantar sozinha ele ignorou a resposta e assegurou com mais cuidado os músculos se contraindo ao sentir a pele quente dela contra a sua você está
tremendo ele Observou e seu Tom mudou de preocupação para algo mais profundo Clara sentiu o rosto pegar fogo estava completamente nua nos braços dele Corvo por favor me solta ele hesitou por um momento depois suspirou e a colocou de pé mas sem soltá-la totalmente segura firme em mim ela engoliu em seco sentindo o calor dos braços dele envolvendo Sua cintura eu consigo sozinha insistiu tentando esconder o nervosismo Ele riu baixo Inclinando o rosto até que sua respiração roçasse a pele dela não parece clara apertou os lábios tentando ignorar arrepio que percorreu seu corpo eu só
me assustei e ficou vermelha também o Tom dele era divertido ela franziu a testa Como você sabe porque eu conheço quando alguém está sem graça Clara quis responder mas estava ocupada demais tentando acalmar o coração acelerado você não precisa ficar com vergonha Corvo murmurou você é linda Clara sentiu as pernas ficarem fracas Por que você diz essas coisas ele sorriu contra a sua pele porque são verdade o silêncio pairou entre os dois a água ainda escorria pelo corpo dela e Corvo passou um braço ao redor de sua cintura para ajudá-la a se equilibrar melhor eu
queria tomar banho ele disse quase como uma provocação só não sabia que seria tão bem acompanhado Clara sorriu envergonhada você sempre fala assim só Quando quero provocar ela mordeu o Lábio tentando recuperar o controle sobre a situação você ainda tem medo de mim ele perguntou dessa vez mais sério Clara hesitou Eu não sei você me deixa confusa ele a Puxou um pouco mais para perto seu peito encostando no dela você mexe muito comigo menina e o que isso quer dizer quer dizer que eu te quero mas não desse jeito ela sentiu o coração acelerar o
que você quer de mim Corvo ele se inclinou ainda Mais e Clara sentiu os lábios dele roçarem de leve sua testa quero que seja minha mas não há força com medo de mim engoliu em seco já beijou alguém antes ela abaixou a a cabeça não ele ergueu seu queixo com delicadeza Como conseguiu afastar os homens de você sendo tão linda Clara hesitou antes de responder porque ninguém nunca me fez querer Ser beijada os olhos dele se fixaram nos lábios dela e eu faço eu não sei então me deixa te Mostrar Corvo posso te beijar Clara
Ela ficou em silêncio por um momento então sussurrou sim o sorriso dele foi lento satisfeito ele a puxou para si e os lábios dele encontraram os dela no início foi um beijo suave exploratório mas conforme Clara relaxava ele aprofundou o toque tornando-o mais intenso as mãos dele deslizaram por sua cintura e ela segurou os ombros dele para se equilibrar então então de Repente Corvo interrompeu o beijo respirando fundo é melhor você sair agora disse a voz rouca ou eu não vou conseguir parar Clara sentiu o corpo inteiro formigar ela sabia que precisava sair mas parte
dela não queria ela se afastou devagar sentindo as pernas trêmulas Corvo observou por um longo instante seus olhos ainda carregados de desejo e Clara soube que depois daquela noite nada mais seria o mesmo Corvo Ficou ali debaixo do chuveiro deixando a Água escorrer pelo rosto e pelas roupas encharcadas passou as mãos pelo cabelo respirando fundo ah Corvo murmurou para si mesmo ironicamente Desde quando você ficou tão bonzinho hein fechou os olhos tentando afastar a sensação do corpo quente de Clara contra o céu o gosto dela ainda em seus l maldição ele nunca tinha se sentido
assim antes deixou a água cair mais um pouco esperando que o desejo se Dissipasse Mas sabia que era inútil no fim soltou um suspiro resignado e desligou o choveiro do lado de fora Clara ainda estava ofegante sentada na beira da cama enrolada na toalha o beijo ainda queimava em seus lábios seu primeiro beijo os dedos sobre a boca relando a sensação o que aquilo significava o que aconteceria agora quando ele fosse dmir ela ela tou organizar pensamentos tcia uma baguna o Batia forte e ela não sabia se era nervosismo outra Clara ficem por momento antes
de se levantar as pernas ainda pareciam um pouco trêmulas mas ela se Forçou a ignorar isso pegou a camisola limpa que Judite havia deixado para ela e se vestiu tentando acalmar a mente agitada assim que deitou na cama puxou o cobertor até o peito e respirou fundo o tecido macio contra sua pele deveria ser reconfortante mas seu coração ainda Batia rápido o beijo ela passou os dedos nos lábios outra vez tentando entender o que sentia ouviu os movimentos de Corvo No quarto ele estava se trocando se movimentando Sem pressa o silêncio entre eles era pesado
carregado de algo que Clara não sabia nomear no que você tá pensando a voz dele veio baixa cortando o silêncio Clara hesitou mas respondeu no beijo Corvo parou o que estava fazendo e o que tem ele foi meu primeiro o colchão se moveu um pouco Quando ele se sentou Clara sentiu que ele estava olhando para ela mesmo sem poder ver e gostou ela apertou os dedos contra o cobertor não sei Corvo soltou um riso baixo Quer tentar de novo Clara sentiu o rosto esquentar o que deveria responder Clara apertou o cobertor entre os dedos sentindo
o calor se espalhar por seu rosto Seu Coração batia rápido e ela sabia que Corvo ainda estava olhando para para ela esperando por uma resposta eu não sei sussurrou Corvo soltou um Riso baixo mas não parecia debochado e sim paciente tudo bem disse ele a voz rouca mas se quiser é só me dizer Ela ouviu ele se mexer provavelmente Terminando de se trocar o colchão afundou um pouco quando ele se deitou ao lado dela Clara prendeu a respiração ela stiu a presença dele tão perto o calor do corpo dele ao seu lado o cheiro dele
aquele aroma madeirado misturado ao frescor do banho era intimidador e ao mesmo tempo Reconfortante tá nervosa ele perguntou depois de um tempo Clara hesitou antes de responder um pouco eu disse que não vou tocar em você sen não quiser eu sei murmurou ela o silêncio se Estendeu entre eles Corvo se virou na cama e Clara ouviu o som dos lençóis se movendo se quiser eu fico do outro lado Ele ofereceu Clara apertou os lábios não sabia explicar mas não queria que ele fosse para longe não precisa o colchão se mexeu levemente Quando ele relaxou o
corpo Boa noite passarinha ele disse a voz mais baixa quase um sussurro Clara sentiu um sorriso leve deve se formar em seus lábios Boa noite Corvo o silêncio voltou a reinar no quarto mas dessa vez não era sufocante era tranquilo e pela primeira vez em muito tempo Clara adormeceu sem medo enquanto isso Souza estava em ligação com a mãe de Clara Marlene suspirou do outro lado da linha a voz carregada de Impaciência eu fiz o que tinha que fazer Souza você demorou demais e eu não podia esperar não podia esperar ele zombou a raiva fervendo
em seu Tom a garota era minha nós tínhamos um acordo Marlene eu precisava do dinheiro ela rebateu sem paciência e o Corvo pagou bem Souza apertou o telefone com força os dentes cerrados e agora ele não quer se desfaz dela acha que eu vou deixar isso barato você faz o que quiser Marlene disse indiferente Desde que não me envolva nisso você já está envolvida sua idiota Souza rosnou eu quero a garota O Silêncio do outro lado foi suficiente para que Souza soubesse que ela também tinha medo de Corvo preciso pensar no que fazer ele murmurou
mais para si mesmo do que para ela Corvo não era um homem qualquer se ele tinha decidido que Clara era dele Souza sabia que tomá-la dele não seria fácil mas ele não ia Desistir de jeito nenhum Corvo sempre dormia com mulheres diferentes era um hábito um ciclo do qual Nunca havia sentido necessidade de escapar mas naquela manhã ao abrir os olhos e sentir o corpo pequeno de Clara ao seu lado percebeu que algo estava diferente olhou para ela ainda Adormecida na cama os cabelos espalhados pelo travesseiro Clara era cega mas de alguma forma ele sentia
que ela ouvia de uma maneira diferente das outras ela dormia Tranquilamente a respiração leve e o rosto relaxado ele se apoiou em um dos cotovelos observando-a por um instante a pele dela parecia tão suave os lábios entreabertos convidativos um sorriso preguiçoso surgiu em seu rosto enquanto ele se inclinava coçando os lábios nos dela em um beijo suave Clara Acordou mesmo sem enxergar ela sabia exatamente quem era o calor de Seu corpo era familiar Bom dia passarinha Corvo murmurou seus lábios Tocando os dela em um beijo suave Clara ainda atordoada pela manhã retribuiu o beijo sentindo
o gosto de Corvo e o calor do seu corpo Bom dia ela sussurrou com um pequeno sorriso Corvo se afastou apenas o suficiente para observá-la eu já ia sair da cama mas agora depois desse beijo fiquei querendo mais clara sorriu um pouco sem jeito o calor subiu pelo seu rosto quando sentiu os dedos dele roçar em seus lábios Traçando-as com suavidade antes de puxá-la para um novo beijo a boca dele tomou a dela com mais firmeza um beijo profundo intenso Clara retribui deixando-se levar pela sensação quando finalmente se afastaram Corvo sorriu vou te ensinar a
namorar Clara franziu a testa mas havia diversão em sua expressão e você sabe namorar provocou Ele riu sei o bastante ela hesitou por um instante antes de perguntar eu posso tocar no seu rosto Quero saber como você é Corvo arqueou uma sobrancelha mas logo sorriu Você pode me tocar onde quiser disse com Malícia Clara sentiu o rosto esquentar mas ergueu a mão devagar tocando o rosto dele com a ponta dos dedos deslizou suavemente pelo maxilar forte sentindo a textura da barba por fazer Subiu até as maçãs do rosto os contornos definidos as sobrancelhas arqueadas os
dedos pararam nos lábios dele e Corvo aproveitou para mordiscar De leve a ponta de um deles fazendo a soltar um pequeno riso surpreso você é bonito disse ela sorrindo Corvo Rio é o que todas dizem Clara apertou de leve o ombro dele convencido ele sorriu inclinando-se novamente deixa eu te beijar mais um pouco os lábios dele voltaram a encontrar os dela e dessa vez o beijo foi mais intenso mais demorado Corvo ou a mão pela perna dela subindo lentamente pelos contornos delicados de Sua pele clara estremeceu sob o toque o coração acelerado quando ele chegou
mais acima ela segurou sua mão hesitante Corvo se aproximou de seu ouvido sua voz rouca e baixa Deixa vai por favor eu não sei murmurou Clara quase sem voz os dedos torcendo o tecido fino da camisola Corvo suspirou recuando levemente mas sem se afastar completamente tudo bem passarinha disse Ele a voz baixa mas com um tom divertido que a fez franzir o senho vou ter paciência com você Clara sentiu o rosto esquentar com o jeito descontraído dele tá rindo de quê perguntou tentando soar firme mas a insegurança transparecia em sua voz ele riu baixo aquela
risada rouca que parecia preencher o espaço ao redor dela de você da sua cara assustada ela apertou os braços contra o corpo como se tentasse se proteger eu não tô assustada respondeu mas sua voz soou Hesitante não ele inclinou-se ligeiramente e Clara sentiu o calor do corpo dele se aproximar sua mão deslizou pela lateral do corpo dela devagar até roçar a pele da coxa por baixo da camisola o toque era leve mas carregado de intenção então se eu fizer isso aqui você não sente nada eu posso continuar né provocou a voz quase um sussurro ela
prendeu a respiração sentindo o coração disparar não Conseguiu responder as palavras pareciam travar em sua garganta ele riu novamente satisfeito e afastou a mão com calma como se já soubesse a resposta você é tão inocente passarinha disse o tom ainda brincalhão mas agora mais suave vou ter que te ensinar muita coisa clara ouviu o som dele se afastando o farfalhar das roupas e os passos em direção à porta melhor eu sair antes que você me tente mais ele parou por um instante e ela pôde ouvir o sorriso em Sua voz Até mais tarde passarinha até
mais tarde murmurou Clara quase inaudível quando a porta se fechou atrás dele ela ficou ali imóvel o calor do toque dele ainda marcando sua pele a respiração estava descompassada e sua mente Parecia um turbilhão o que ele tá fazendo comigo pensou apertando a mão contra o peito eu quero ele quero fazer amor com ele as horas arrastaram-se e Clara não conseguia desviar os pensamentos dele tentou ouvir o som dos Pássaros do lado de fora mas tudo parecia abafado comparado ao silêncio em seu coração quando finalmente ouviu Passos firmes e familiares voltando seu corpo inteiro ficou
em Alerta a porta rangeu e o cheiro dele tão característico encheu o quarto passarinha chamou ele a voz baixa mas carregada de algo que fazia o coração dela disparar não achou que eu ia te deixar sozinha por tempo né ela se virou em direção à voz os dedos tocando o Colchão ao seu lado como se buscasse estabilidade eu eu sabia que você ia voltar murmurou a timidez Evidente em seu Tom Ele se aproximou devagar até ela sentir o calor dele próximo outra vez quando ele segurou sua mão os dedos dele se entrelaçaram nos dela quentes
e seguros tá nervosa perguntou ele a voz mais baixa agora não quer dizer um pouco admitiu baixando o rosto mesmo que soubesse que ele podia Ver sua timidez Ele riu de leve e ergueu a outra mão tocando suavemente o rosto dela não precisa ficar assim eu tô aqui ela sentiu o silêncio entre eles preenchido apenas pelo som de suas respirações então Corvo inclinou-se para beijá-la foi um beijo calmo mas que fez cada sentido dela se acender Clara sentiu as mãos dele na cintura puxando-a para mais perto quando ele se afastou ela ainda estava tentando recuperar
o fôlego Clara Disse ele sua voz mais séria agora quer me falar alguma coisa ela hesitou o rosto corando ao máximo eu quero começou a voz quase sumindo fala passarinha o que você quer ele segurou o rosto dela com as duas mãos a voz tão perto que ela sentia o calor dele enquanto ele falava Quero fazer amor com você sussurrou quase inaudível Corvo ficou em silêncio por um momento como se estivesse Processando o que ela disse então a voz dele veio mais baixa Carregada de ternura tem certeza ela sentiu rapidamente sem conseguir falar então eu
vou cuidar de você passarinha disse ele e a beijou de novo agora com mais intensidade Como se quisesse transmitir todo o carinho e desejo que sentia começou ele a voz agora grave e intensa você sabe que não precisa ter medo né ela sentiu embora a timidez ainda envolvesse eu confio em você respondeu quase num sussurro ele se aproximou Devagar os lábios roçando os dela num beijo lento e profundo Clara segurou a respiração cada toque dele parecendo incendiar sua pele quando ele se afastou um pouco ela o chamou Corvo Ele riu baixo mas havia algo diferente
no Tom Meu nome não é Corvo ela franziu a testa confusa virando o rosto em direção à voz dele não ele segurou o rosto dela com ambas as mãos os polegares acariciando suavemente sua pele meu nome é Rafael disse ele voz carregada de sinceridade e É com o Rafael que você vai fazer amor esta noite o coração de Clara disparou com a intensidade das palavras era como se ele tivesse acabado de entregar algo precioso algo que ela sabia que ninguém mais tinha Rafael repetiu ela o nome saindo tímido mas carregado de emoção ele sorriu inclinando-se
novamente para beijá-la dessa vez o beijo era mais fundo mais intenso e ela se agarrou a ele os braços ao redor do pescoço dele como se Estivesse mergulhando naquele momento Rafael a deitou com cuidado as mãos firmes mais gentis explorando seu corpo com uma paciência que parecia infinita Clara sentiu cada toque era uma experiência nova o calor dele se misturando ao dela você está bem perguntou ele a voz um sussurro estou respondeu com um sorriso tímido ele segurou a mão dela guiando-a para tocar seu rosto eu quero que você me conheça Clara não só com
o toque mas aqui disse Ele pressionando a mão dela contra seu peito quero que você sinta tudo ele deixou que as mãos dela explorassem seu corpo guiando seus movimentos tímidos os movimentos de Rafael eram lentos cuidadosos como se ele quisesse prolongar o momento para que ela sentisse cada segundo acar e beijando com intensidade cada parte do corpo dela quando finalmente se uniram Clara deixou escapar um suspiro o nome dele nos lábios Rafael Ele beijou sua testa seus Lábios seu pescoço murmurando palavras suaves que ela não sabia se eram para ela ou para ele mesmo você
é minha Clara só minha meu amor disse ele a voz carregada de emoção ela sorriu sentindo-se inteira Como se algo finalmente tivesse encaixado dentro dela naquela noite Rafael e Clara se perderam um no outro em um momento que parecia suspenso no tempo o mundo lá fora desapareceu deixando apenas eles entregues ao desejo à conexão profunda e Ao amor que finalmente encontrava espaço para florecer entre os dois enquanto isso do outro lado da cidade Souza estava em uma conversa tensa com Magali uma mulher do bordel que tinha uma paixão não correspondida por Corvo e agora uma
crente de Clara eu posso pagar bem Magali Souza disse tentando convencer a mulher quero que você me ajude a tirar a garota de lá ele não vai ficar com clara ela tem que ser minha Magali por sua vez estava disposta A tudo mas ainda havia uma incerteza ela sabia o quanto Corvo era perigoso e não estava disposta a se meter em algo que pudesse lhe causar problemas ela tinha ciúmes de mas ao mesmo tempo sabia que mexer com Corvo poderia ser Fatal eu vou pensar nisso Corvo é um homem perigoso já matou gente por menos
que isso se descobrir vai me matar Magali disse a luz do sol atravessava as cortinas finas deixando o ambiente banhado por um tom Dourado suave Clara Estava sentada na beira da cama os pés descalços tocando o chão frio enquanto passava a ponta dos dedos distraidamente sobre o tecido do sol Corvo ainda estava largado na cama os braços cruzados atrás da cabeça observando-a com aquele sorriso preguiçoso e cheio de malícia tá com fome passarinha ele perguntou rompendo o silêncio Clara Balançou a cabeça mas havia algo em sua expressão que Corvo percebeu de imediato não é só
fome né Ele se sentou puxando-a pelo braço para que ela voltasse a deitar ao seu lado o que Tá te incomodando eu te machuquei ela hesitou mordendo o Lábio Você é sempre assim perguntou a voz baixa assim como Corvo arqueou uma sobrancelha intrigado Clara respirou fundo tentando organizar os pensamentos sempre tão envolvente com todas as mulheres Corvo soltou uma risada curta Ah então é isso tá com Ciúmes passarinha ela corou imediatamente tentando se afastar mas ele assegurou pelo pulso puxando-a de volta não é ciúmes ela rebateu sem muita convicção eu só fico pensando você já
esteve com tantas mulheres e eu eu não quero ser só mais uma o sorriso dele diminuiu mas seus olhos ainda tinham aquele brilho brincalhão ele segurou o rosto dela com delicadeza mesmo sabendo que ela não podia vê-lo elas não significam nada nunca significaram e eu Ela perguntou a voz tremendo levemente ele ficou em silêncio por um momento estudando a então com uma seriedade que Clara não esperava respondeu você já é diferente passarinha antes que ela pudesse dizer algo alguém bateu na porta Corvo a voz feminina era melosa cheia de intenção ele suspirou soltando Clara e
indo abrir a porta Magali entrou com um sorriso que deixava Claro suas intenções pensei em te fazer companhia disse ela Ignorando a presença de Clara no quarto Clara ficou rígida apertando o lençol em suas mãos Magali Corvo começou mas antes que ele pudesse terminar a garota se imou passando os braços ao redor do pescoço dele você sabe que eu faço tudo para te agradar né ela sussurrou Clara sentiu uma onda de raiva e desconforto tomar conta de si mas antes que pudesse reagir Corvo afastou Magali com firmeza não a palavra saiu direta quase fria Magali
piscou Confusa não ele Balançou a cabeça os olhos fixos nos de clara que que estava imóvel na cama eu disse não Magali bufou claramente ofendida e saiu batendo os pés vai enjoar dela também e depois sumir com ela igual à outras saiu resmungando Corvo voltou para perto de Clara sentando-se ao lado dela Clara estava experimentando os ciúmes pela primeira vez Então perguntou Você já ficou muitas vezes com ela sim respondeu ele com sinceridade E com as outras você também já ficou Sim eu vivo num bordel Clara é quase impossível isso não acontecer e eu vai
me tratar assim também não você é diferente você agora é minha mulher Clara ainda estava Processando o que havia acontecido Por quê Ela perguntou a voz carregada de dúvida ele sorriu de lado inclinando-se para beijar a testa dela porque eu só quero você Clara sentiu o peito se aquecer com as palavras embora ainda houvesse uma parte De si que hesitava em acreditar completamente Então prova Corvo arqueou uma sobrancelha o sorriso voltando provar tá me desafiando passarinha ela mordeu o Lábio mas assentiu ele riu jogando-se na cama ao lado dela eu já tô mudando por sua
causa sabia Clara franziu o Senho é mesmo é e isso me assusta um pouco mas sabe de uma coisa ele segurou a mão dela entrelaçando seus dedos assustador ou não eu tô gostando agora vem para cá Hoje você não sai dessa cama Você não cansa nunca disse rindo não com você te quero desde o dia que eu te ajudei a trocar de roupa quase fiquei maluco minha vontade foi te pegar ali mesmo mas eu não queria te machucar eu estava com muito medo disse ela eu sei por isso eu não insisti mas eu já tava
para enlouquecer disse gargalhando Clara sorriu Seu bobo é verdade mas eu não te tocaria sem você pedir disse isso beijando suavemente Seus lábios Vamos tomar um banho convidou ele tá bom a água morna escorria pelo corpo deles que estavam abraçados se beijando Corvo então puxou Clara fazendo ela passar as pernas pela cintura dele e fez amor com ela mais uma vez Clara delirava de paixão Com Gemidos e sussuros até atingirem o clímax ela relaxou sentindo o calor dele se espalhando dentro dela mais uma vez ele disse baixinho você tá me deixando maluco Ela sorriu e
o beijou agora vou pedir para Judite trazer comida pra gente ou vamos morrer de fraqueza de tanto fazer amor Clara riu tímida após saírem do banho ele ligou PR judit o que você quer Corvo Traz comida aqui no meu quarto que ele pediu a voz mais suave agora mas com o mesmo tom imponente de sempre judit entrou em seguida trazendo um prato bem preparado para os dois Corvo A observou enquanto ela colocava a comida na mesa ao lado da Cama e saia com um sorriso discreto Experimenta isso aqui passarinha ele disse com uma voz suave
enquanto pegava um pedaço da comida com o garfo tá uma delícia um realmente está bom ela disse com um sorriso tímido Corvo observou a reação dela com um brilho no olhar Fico feliz que tenha gostado quero te dar tudo o que você merece ele respondeu seu tom suave mas com uma intensidade que ela não podia ignorar Você é muito cuidadoso comigo ela disse ele deu uma risada suave tocando suavemente o rosto dela eu só faço isso porque você é minha passarinha e vou cuidar de você sempre o som suave do couro sendo ajustado ecoava pela
sala enquanto o corvo se preparava Clara estava sentada naama ama seus sentidos atentos ao movimento ao redor já acostumada Ao jeito de Corvo se vestir ela sentia a mudança na atmosfera o momento da Despedida iminente Corvo Pegou a jaqueta preta no armário vestindo-a com a precisão de sempre ela podia ouvir o som das roupas sendo ajustadas o zíper sendo fechado quando ele terminou Ela ouviu o som de seus passos se aproximando sentindo sua presença ao lado dela ele se inclinou levemente colocando uma das mãos suavemente em seu ombro Clara sentiu o toque instintivamente sorriu mas
seu coração estava apertado ciente de que ele logo Teria que ir não se preocupa passarinha ele disse sua voz baixa e reconfortante vou descer rapidinho Fica tranquila Clara tocou a mão dele como se precisasse de algo sólido para se agarrar vai ficar tudo bem Eu sei ela respondeu com a voz Suave tentando esconder a apreensão Corvo sorriu sentindo a tensão dela ele acariciou seu rosto suavemente eu volto logo você sabe disso e nada vai me afastar de você Clara Sentiu o calor das palavras dele e a segurança que transmitiam ela não queria que ele fosse
Mas sabia que ele precisava cumprir com suas obrigações fica bem lá embaixo eu vou esperar por você ela disse confiando em suas palavras mesmo que o desconforto ainda estivesse presente Ele beijou a testa dela um gesto de carinho antes de se afastar e caminhar em direção à porta o som de seus passos ecoou no corredor Enquanto ele descia as escadas deixando Clara sozinha no quarto mas com a certeza de que ele voltaria para ela enquanto isso no quarto de Magali o telefone teint baixinho no quarto de Magali e ela atendeu rapidamente sem perder tempo com
formalidades sza vou te ajudar do outro lado da linha homem rosnou tô ouvindo Magali olhou para a porta certificando-se de que ninguém estava por perto vamos aproveitar o movimento De hoje vou cortar uns fios e guiar seus homens até o quarto dele eles pegam a garota e somem com ela houve um instante de silêncio antes da resposta de Souza certo que horas ele vai tá lá embaixo Magali bufou irritada ainda não sei ele não sai de cima daquela ordinária tá obsecado por ela a resposta de Souza veio carregada de ódio desgraçado ela era para ter
sido minha primeiro agora esse Marginal tá comendo Ela direto Magali sentiu um gosto amargo na boca ela também pensa o mesmo mas não admitiria mas isso acaba hoje sua voz saiu fria ela desligou o telefone e pegou uma tesoura de costura enfiando no bolso era hora de agir Corvo estava no centro do salão rodeado pelas mulheres que se aproximavam dele tentando atrair sua atenção algumas o olhavam com interesse outras com desejo o clima estava quente e a movimentação no bordel era Mas Corvo estava distante seus olhos fixos em um único ponto Clara mesmo rodeado por
aquelas mulheres sua mente estava com ela Magali estava observando tudo de longe se escondendo nas sombras esperando o momento certo para agir Ela já sabia que Corvo estava distraído o que tornava ainda mais fácil colocar o plano em ação com um sorriso maquiavélico ela se afastou da mesa onde estava sentada e foi até um mais reservado do bordel ali ela pegou o Telefone e discou o número de Souza ansiosa para confirmar que tudo estava pronto tá na hora disse ela com um tom de Calma que contrastava com a tensão que sentia por dentro o movimento
tá alto e Corvo está lá embaixo com as mulheres ao redor dele agora é o momento certo do outro lado a voz de Souza respondeu impaciente mas com um tom de aprovação Você tem certeza Souza perguntou já sabendo que ela estava prestes a colocar O plano em ação se você falhar Magali não vou falhar Souza ela interrompeu com um tom firme eu sei exatamente o que fazer agora vou cortar os fios e deixar tudo escuro depois Vou guiar seus homens até o quarto de Corvo ele não vai nem perceber vamos pegar Clara com um movimento
rápido ela desligou o telefone e se Dirigiu para o painel de luzes Magali havia se preparado para isso com antecedência ela sabia onde estavam os Interruptores sabia exatamente onde cortar os fios para que o bordel ficasse no escuro com um canivete afiado ela começou a cortar os fios que alimentavam as luzes principais em poucos segundos uma tensão carregada tomou conta do ambiente o barulho dos risos e conversas foi interrompido P queda de eneria luzes a piscar E então sear completamente o Bord inteir esvo ol Senes a ritte Corvo atenção nelas ele sentia uma leve tensão
na atmosfera algo não estava certo ele ouviu o barulho do Pânico crescente mas não sabia exatamente o que estava acontecendo enquanto isso Magal já escondida na escuridão guava os homens do soua até o quarto do Corvo para pegar a Clara o som da escuridão se espalhou pelo bordel quando as luzes se apagaram E em seguida a agitação tomou conta do ambiente Clara no quarto sentiu o silêncio de repente mas não entendeu a gravidade da situação ela tateava o lençol tentando entend o que estava acontecendo quando ouvi passos rápidos e pesados no corredor antes que pudesse
se mover ou fazer queris do quarto abri for e mãos agarraram Clara tou suão nublada não podia ajudá-la a identificar quem ali el sen o Puxão forte e a pressão de um coro cont o céu o pânico começou a Crescer em seu peito enquanto os sequestradores arrastavam para fora do quarto calma lindeza fica quietinha uma voz fria e ameaçadora falou perto de seu ouvido Clara tentou gritar mas as mãos ásperas impediram ela não conseguia distinguir a identidade do homem mas seu instinto de sobrevivência disparou com força ela foi empurrada para um corredor onde tinha mais
homens era como se o mundo ao seu redor tivesse desabado em Um único movimento quando chegaram à porta do bordel Clara foi jogada no banco traseiro de um carro e a porta foi batida com força Ela ouviu o motor ligar e o carro começar a se mover sua mente aflita tentando entender o que estava acontecendo antes do carro se distanciar ela soltou um grito um grito de desespero que ecou pela mas não havia ninguém para ouvir no andar de baixo Corvo estava distraído quando de repente o grito de Clara cortou o ar seus Sentidos ficaram
alertas ele correu em direção à porta já imaginando o que poderia estar acontecendo ele correu para fora do bordel seus olhos focados no carro que começava a se afastar sem hesitar Corvo Correu para o seu próprio carro e partiu atrás deles Seu Coração batia rápido enquanto ele tentava alcançar o veículo Mas acabou perdendo de vista então seguiu até a casa do Souza mas ao chegar lá Encontrou a casa vazia ninguém o que significava que Clara ainda estava com os sequestradores Corvo sentiu a raiva e o desespero tomar em conta de seu corpo ele sabia que
havia mais por trás disso ele lembrou-se de algo crucial Magali A mulher estava perto da caixa de força pouco antes do apagão com isso em mente ele girou rapidamente nos calcanhares e retornou ao bordel ao entrar Ele não perdeu tempo e se dirigiu Diretamente à sala onde Magal estava ele a puxou pelo braço com força sua raiva visível eu sei que você sabe onde ela está Corvo rosnou A Voz carregada de ameaça me diga agora ou eu vou fazer você se arrepender de tudo Magali pálida tentou se afastar dele mas ele não a deixou ir
eu não sei do que está falando ela tentou negar mas Corvo apertou seu braço com mais força você estava perto da caixa de for eu vi você ele gritou apertando seu Pescoço onde Souza levou Clara Magali tremia e a expressão de desespero em seu rosto era visível com um suspiro resignado ela cedeu a pressão para um casebre abandonado na saída da cidade ela finalmente disse a voz falha Corvo assolou abruptamente seu rosto se contorcendo com raiva ele sabia que precisava ir rápido você vai ficar aqui judit tranca ela no meu quarto ele disse antes de
virar as costas e sair correndo para reunir seus Homens e seguir até o local indicado Corvo estava furioso o grito de Clara ainda ecoava em sua mente enquanto ele acelerava o carro tentando alcanar os sequestradores cada curva e cada movimento parecia mais uma eternidade seus homens estavam atrás dele prontos para ajudar mas ele sabia que era ele Quem deveria estar a frente Quem deveria salvar Clara chegando ao casebre abandonado Corvo estacionou seu Carro a alguns metros de distância sem fazer barulho ele sentiu a atenção em seu corpo como se cada passo que desse fosse crucial
para o destino de Clara o barulho dos tiros começou a preencher o ar e a adrenalina de Corvo se intensificou ele e seus homens correram até a porta do cazebre que estava ligeiramente aberta sem hesitar Corvo entrou com sua arma em punho observando rapidamente os arredores a luz era fraca mas ele logo Ouviu os gritos abafados de Clara vindo do fundo do local o som da sua voz o guiava como uma Flecha Certeira e ele seguiu a direção o coração batendo forte quando ele finalmente alcançou a sala o cenário diante dele fez sua raiva transbordar
Souza estava em cima de Clara tentando arrancar as roupas dela ela estava em defesa seu corpo tremendo sob o peso do homem você nunca mais vai colocar as suas mãos na minha mulher Corvo gritou com toda a força de sua Raiva e dor antes de puxar o gatilho o tiro atingiu Souza com precisão e o homem caiu no chão sem vida Clara assustada e tremendo estava deitada no chão ela levantou a cabeça assim que ouviu o som do disparo e com os olhos cheios de Lágrimas tentou se recompor Corvo correu até ela deixando sua sua
arma de lado enquanto se ajoelhava ao seu lado Clara ele sussurrou tentando controlar a emoção na voz você está segura agora eu não vou deixar ninguém Te machucar nunca mais ele apegou nos braços sentindo o corpo dela trêmulo e assegurou com força como se temesse que ela desaparecesse ela estava apavorada mas a presença de Corvo trouxe-lhe um alívio imenso Corvo ela disse baixinho com a voz embargada pela dor e pelo medo eu estava tão assustada Corvo não sabia o que dizer as palavras não pareciam suficientes tudo o que ele queria era levá-la para longe dali
onde ela nunca Mais teria que passar por algo assim ele abraçou com mais força apertando-a contra seu peito vamos sair daqui Clara está tudo bem Eu estou com você agora ele disse com firmeza com a Corvo A levantou e a carregou até o carro em seguida deu ordens para limparem tudo sem deixar rastro o caminho de volta para o Bord foi silencioso com atenção aind no ar mas Clara sentia que nada poderia acontecer enquanto estivesse ao lado Dele salado sua vida quando bord Sens de alvio de Corvo foi uma raiva crescente seus olhos se encontraram
com os de Magali que estava presa no seu quarto o ódio que ele sentia pela mulher era gigantesco e ele não precisou dizer nada a raiva em seu olhar já falava por ele Magali Corvo disse com a voz gelada se aproximando dela com passos firmes eu já matei o Souza agora só falta você Magali entrou em desespero ela sabia que não havia mais Como fugir o homem que ela sempre teve tanto medo agora estava diante dela com a fúria nos olhos mas antes que Corvo pudesse agir Claro segurou pelo braço ela estava ainda um pouco
abalada mas havia algo em sua voz que o fez parar não Corvo por favor não a mate não quero que você mate mais ninguém Corvo olhou para Clara seu olhar suavizando com o pedido dela ele estava dividido a raiva queimava dentro dele mas ele sentia que se fizesse aquilo por Ela talvez estivesse seguindo o caminho errado ele não queria que Clara ouvisse desse jeito Por ela ele queria mudar tudo bem ele disse com a voz firme mas menos agressiva você está certa mas ela não pode mais ficar aqui Magali saia do bordel nunca mais apareça
Magali tremendo não ousou protestar ela sabia que não tinha mais espaço ali com um olhar vazio e derrotado ela foi embora sem mais palavras Corvo Então se voltou Para Clara ele a puxou para si envolvendo-a em seus braços com um suspiro profundo agora você está segura nada vai te machucar novamente ele disse com uma ternura Que raramente demonstrava Clara sorriu fraco ainda processando tudo o que havia acontecido Rafael você me salvou eu não se como agradecer eu eu nunca imaginei que poderia ser feliz assim em um lugar como esse Corvo A olhou seus olhos suavizando
Ao ver a vulnerabilidade dela ele sentiu uma necessidade imensa de protegê-la de dar-lhe tudo o que ela merecia E isso não era mais só uma questão de desejo mas de compromisso Clara ele disse com voz firme e cheia de emoção você não tem que agradecer eu vou cuidar de você de agora em diante como minha mulher e você vai viver como merece com paz amor e longe de todo esse inferno ela parou seus olhos começando a brilhar com uma Mistura de alívio e felicidade era difícil acreditar que depois de tudo ela poderia ter uma chance
de ser feliz ao lado dele mas naquele momento ela sabia que ele estava dizendo a verdade você vai me deixar cuidar de você agora vou encontrar alguém de confiança para cuidar do bordel e organizar a venda dele e nós vamos começar uma nova vida juntos em outra cidade longe de tudo isso só eu e você Clara Corvo Então se ajoelhou diante dela pegando sua mão com toda a seriedade Clara você aceita ser minha esposa eu quero passar o resto da minha vida com você as palavras de Corvo emocionaram Clara profundamente ela sentiu seu coração bater
mais forte as lágrimas invadindo seus olhos não havia mais medo não havia mais dúvida ela sabia que estava segura ele estava ali ao seu lado e ela o amava com um sorriso Ela Respondeu sim Rafael ponto eu aceito Corvo A beijou com todo o amor que sentia por ela selando o compromisso entre eles agora juntos eles iriam começar uma nova jornada a vida de Clara está prestes a mudar para sempre mas mais importante ela sabia que nunca mais estaria sozinha eles ainda não sabiam Mas ela já carregava no ventre o fruto desse amor Fim