Na end Agimos para construir o mundo de Baixo Carbono do amanhã como grupo Líder Global em energia operamos em 31 países e somos pioneiros da transição energética temos o compromisso com um mundo de Baixo Carbono para nós nossos clientes e para as futuras gerações no Brasil atuamos em geração transmissão e comercialização de energia transporte de gás natural e soluções energéticas e de engenharia para Indústrias e cidades nós da end Agimos Agimos para conectar os brasileiros a energia renovável uma energia neutra em carbono nós da end criamos criamos soluções inovadoras digitais seguras e ir que descarbonizar
a energia do amanhã nós da and aceleramos aceleramos nossos esforços coletivos para alcançar uma economia neutra em carbono nós da end Agimos juntos com Nossos fornecedores e clientes para o uso responsável de recursos naturais juntos com nossos colaboradores e colaboradoras e a sociedade para reconciliar O Progresso com desenvolvimento sustentável Let's [Música] Together bom dia bom dia a todos e todas é um prazer enorme ver tantos amigos e amigas aqui mais um ano ano Consecutivo do Day nesse Belo local na cidade maravilhosa Museu da manhã patrocinado pela end e pela tag quem veio de São Paulo
ainda teve a satisfação de vir até aqui pelo VLT do Rio de Janeiro também energizado pela end eu queria agradecer a presença também de todos que nos acompanham pelo vídeo que não puderam estar aqui que estão conectados conosco agradecer nossos Apoiadores o Instituto assente Brasil a câmara de comércio França Brasil a cop UFRJ firjan Senai a berge Associação Brasileira de comunicação empresarial a abdib Associação Brasileira de indústria de base e a FGV energia a Fundação Getúlio Vargas também agradecer aí OAB trabalho da nossa nosso media Partner que é o Além da energia antes da gente
começar como a segurança é algo essencial para nós nós Queremos passar uma mensagem de segurança da and e do Museu do Amanhã nós vamos passar um breve filme com algumas explicações [Música] Olá visitant estamos felizes com a sua presença no museu do amanhã o nosso auditório está devidamente equipado para garantir a sua segurança fiquem atentos para não obstruir passagens e corredores desse espaço eles são vias importantes de circulação nossas portas de saída são Sinalizadas e possuem barras antipânico para acioná-las basta pressionar a barra o auditório possui sistema de detecção de fumaça extintores e caixas de
incêndio em caso de emergência dirija-se a uma das saídas sinalizadas e siga as orientações da brigada de incêndio não é permitido fumar dentro do Museu você pode fotografar e filmar nesta sala mas na hora do evento é importante lembrar que o seu celular deve ficar desligado para não atrapalhar a nossa programação O museu da manhã registra em áudio e imagem seus eventos ao participar você permite o uso da sua imagem para divulgação nossas atividades o fotógrafo do Museu da manhã está sempre identificado com o crachá e é o único autorizado a fazer a cobertura oficial
alimentos e bebidas não são permitidos no interior da sala cuide desse espaço ao sair leve o seu lixo com você o museu da manhã agradece a sua presença e deseja a todos um ótimo evento Hoje são o David e a Keila que iram se apresentar David e Kea lá tem uma luz aqui na minha frente Obrigado Eh por favor qualquer aviso Sigam estritamente as orientações dele só avisando que nós não teremos simulação hoje não está prevista a simulação então caso eles eh deem algum alarme é para valer tá eh antes de passar a palavra pro
nosso CEO Maurício ber eu queria só explicar Um pouquinho sobre a ind e sobre o propósito eh desse evento esse ano Nós escolhemos como tema a transição energética na prática é um assunto que tá talvez não pudéssemos ter escolhido algo mais eh em discussão no momento no país no momento que nós passamos a aí sintomas inéditos talvez talvez em sua sua sequência Eh estamos discutindo inclusive criação de uma autoridade climática eh o mundo Segue aí para em novembro ter aí o 29º reunião do da cop eh com uma cop eh acontecendo no Brasil a 30ª
eh em novembro de 2025 temos o o G20 eh esse ano no Rio de Janeiro ainda onde a transição energética é um dos temas principais então escolhemos bem o o tema vamos estar dividido aqui em algumas sessões hoje que eu vou explicando ao longo do dia dando mais detalhes teremos aí vários eh eh convidados que nos Ajudarão a trazer conteúdo para esses debates contamos com a participação de todos Esse é para ser um bate-papo uma uma troca de ideias eh temos um QR code para perguntas e e temos também o pessoal que e está por
vídeo pode fazer perguntas ao longo de toda a programação através do nosso chat eh que nós nossa equipe aqui vai estar preparada para responder e interagir inclusive Claro os nossos palestrantes rapidamente sobre a í a ind é uma empresa global de energia Gás serviços e e engenharia com sede na França eh é uma empresa de mais de 150 anos de história atuando na infraestrutura no mundo todo hoje concentrada em em 31 países é uma empresa privada listada lucrativa com cerca de 100.000 colaboradores no mundo todo no Brasil estamos presentes desde 1996 eh hoje atuamos em
geração transmissão e comercialização de energia elétrica transporte de gás serviços para empresas E cidades e engenharia estamos presentes em 21 Estados em seis biomas os seis biomas do Brasil eh cerca de 250 municípios na nossa geração de energia hoje é 100% renovável eh e a no Brasil é a maior operação do grupo Fora do Eixo França Bel ali o centro da Europa que é o o berço do grupo eh quando eu falo em 250 municípios eh seis biomas brasileiros nós estamos Falando do do Brasil profundo então a questão social a transição energética no seu viés
eh de transição justa para todos é um tema central para nós e esse é o propósito do grupo acelerar a transição energética para uma uma economia menos concentrada em emissões de gases de efeito estufa isso não é uma frase perdida no grupo é seu propósito do grupo toda e qualquer ação investimento proposta comercial do grupo desde 2020 quando isso foi proposto e Negociado eh com os acionistas do grupo tem que respeitar essas premissas de estar em linha com uma série de objetivos que o grupo Inclusive tem certificados no Science base targets eh com isso eu
queria chamar o nosso CEO Maurício Ber para abrir oficialmente o end [Aplausos] Day obrigado obrigado a a todos vocês pela presença aqui física mas também ao Pessoal que tá conectado E obrigado pelo engajamento nesse tema que eu acho que a questão não é só a presença física mas o fato de vocês estarem interessados se engajarem nesse tema que é super atual como o jul mencionou e que é Assim Palco da grande crise que a gente tá vivendo hoje no planeta né não à toa dois dias atrás né lendo os jornais aqui vi que todos os
dirigentes de grandes empresas que foram premiadas pelo valor discutiram a crise climática como o tema Da vez né aquilo que nós precisamos eh abordar atacar E realmente praticar alguma coisa não adianta a gente só conversar sobre ele então o convite hoje aqui é que a gente saia com alguma coisa prática né que os debates sejam debates que levem vocês a agir e que nós coletivamente possamos tomar atitudes né Eu acho que a crise não permite mais que a gente espere né Eu acho que tá muito mais acelerado do que a gente imaginava e a end
tem eh não só o seu propósito Como o Gil mencionou né de ajudar a aumentar essa velocidade da transição energética melhorar e a redução de emissões do planeta mas isso tá escrito no Estatuto da empresa não é uma coisa né não é um blá blá blá é o Nosso propósito em si e nossos acionistas nos cobram isso no dia a dia por isso nós hoje geramos 100% da nossa energia aqui no Brasil de forma renovável hidroelétricas eh biomassa eh eólica e solar e Queremos continuar investindo Com esse comprometimento hoje estamos fazendo investimentos vultosos né no
nordeste na Bahia no Rio Grande do Norte né Temos vários eh com de vocês aqui nossos parceiros nesses investimentos queria eh aproveitar também nessa abertura né de mencionar que eh nós temos no no Brasil uma oportunidade única uma oportunidade de contribuir para que o nosso planeta seja mais sustentável essa oportunidade não pode ser perdida né Nós estimulamos Muito a nossa matriz elétrica a ser sustentável a ser renovável mas eu acho que nós temos temas importantes a serem abordados nos painéis que eu gostaria que vocês explorassem que pudessem debater né e eu vou mencionar alguns deles
que eh vou deixar a pergunta no ar para que vocês explorem nesses painéis a questão do excesso de eh incentivos que o país deu para fazer e construir eh energia eólica e solar eh talvez tenha passado do ponto né então é Uma é uma é um é um um ponto a ser discutido nós quando exageramos na dose do remédio ele acaba virando um veneno né e eu acho que nós estamos vivendo isso no país esse custo né de tirar a a assim o custo real da transmissão né dessa expansão do setor eh nessa área específica
tá causando uma distorção tarifária enorme fazendo com que o consumidor cativo arque com esses custos né então nós temos hoje uma dicotomia no Brasil um país da energia abundante Renovável barata porém com tarifa cara né como que a gente sai dessa Encruzilhada né esse é um é um é uma primeira provocação que que eu queria fazer para vocês no debate e e talvez né quer dizer que a gente se engaje na resolução dessas questões Outro ponto é o ponto de que essa energia abundante que existe ela hoje tá localizada no nordeste do Brasil uma região
carente de desenvolvimento em que a gente poderia ao invés de Continuar construindo linhas de transmissão né sem limite né para trazer essa energia pro Sudeste porque não né criar políticas de atração de consumo no nordeste né Por que não nesse momento de eh cargas crescentes na área de processamento de dados por que não pensar em atrair data Centers para aquelas regiões e ajudar no desenvolvimento do Nordeste reequilibrando a oferta com demanda de energia fazendo com que isso pudesse ser Eh uma solução interessante de desenvolvimento pro país além de o Brasil continuar ajudando a atrair indústrias
que hoje né poluem em outros países que possam trazer seu consumo para cá e um terceiro ponto de provocação também o quanto que nós América Latina estamos eh pouco conectados né entre países né quanto que esse esse tema é um tema importante paraa segurança energética da região e o quanto que a gente explora mal né e as Conexões são apenas né de de pouca capacidade seja por problemas políticos do passado o que for mas a gente precisa aprender com erros dos outros não vamos fazer os nossos erros porque os custos são muito maiores quando a
gente erra né então vamos olhar o que aconteceu na Europa recentemente com a crise entre Rússia e Ucrânia em que se a Europa não tivesse totalmente interconectada entre seus países né teria sido um caos sobre viver durante esse período Então o que Facilitou né a Europa eh ocidental a resolver a questão energética com a falta do gás na da Rússia fluindo paraa Europa foi justamente a situação de que eles os países estão todos interconectados de alguma maneira por linhas de transmissão por gasodutos etc então é outra questão pra gente se debruçar e aproveitar sem contar
o lado mais importante que é o quanto que a gente pode aproveitar do lado social ao desenvolver projetos ao fazer tudo que a Gente faz aqui no Brasil trazer né o a melhoria do desenvolvimento das regiões onde a gente atua né melhorando as condições de vida criando capacidade de educação e oportunidades de emprego né com centros de Cultura com trazendo informação e trazendo oportunidades de crescimento pro Brasil esse eu acho que eh eh poderia permear tudo isso né o quanto que a gente do lado social também pode melhorar como país então ficam essas provocações para
vocês debaterem Que vocês aproveitem bastante o dia que sejam felizes nessas discussões que a gente possa caminhar evoluir nessa jornada juntos Muito [Aplausos] obrigado obrigado MA muito bem agora vamos a agenda em si nós nós dividimos esse Day em alguns algumas partes nós vamos ter primeiramente uma apresentação de um convidado muito especial eh Depois teremos ao longo do dia três sessões três painéis com vários Convidados eh e que serão moderados por nossos diretores esses painéis eles vão cobrir três aspectos que são o tripé do nosso negócio eh e da do da digamos assim do do
do que que busca a estratégia do setor elétrico e setor de energia que são am modicidade tarifária segurança energética e a descarbonização justa inclusive eh então dividimos em três painéis eh um sobre energia propriamente dito segundo à tarde sobre pessoas e outros assuntos Que ligam transversalmente o assunto e a terceira sobre meio ambiente e carbono muito bom Depois dessa tempestade Eh vamos aqui ao primeiro painel eh eu queria antes lembrar que esse esse evento o Eng Day tá s descarbonizado eh como tem sido todos os eventos da ind eh é feito dessa vez pela plataforma
descarbonizadora lá fora colhendo informações sobre os senhores e senhoras eh que vão ser úteis para que nós Façamos isso de forma científica mais tarde eu vou dar uma explicação um pouco mais precisa sobre essa carbonização e como é que a end trabalha nisso eh Então vamos lá ao primeiro painel eh O tema é a matriz energética que queremos eh nós pretendemos cobrir uma série de assuntos que vão das fontes renováveis subsídios políticas públicas integração energética Regional novas formas de energia oferta e demanda algumas perspectivas e o papel Do gás na matriz Ah para isso nós
temos aqui convidados muito especiais eu vou começar convidando ao palco o André Clark O André é vice-presidente Sênior da Siemens Energy paraa América Latina vice-presidente da Siemens Energy Brasil bem-vindo André André um velho companheiro aí de brigas do setor transformar o setor em um ambiente mais propício ao investimento muito Bem-vindo ele também é presidente do conselho administração da abdib que nós falaremos aqui a Sims é uma das principais fornecedoras globais da end Queria convidar o palco a Elo Borges Nossa velha amiga já participou aqui conosco bemind [Aplausos] [Música] a Eloí é diretora de estudos de
petróleo gás natural e biocombustíveis da empresa De pesquisa energética a epe ela também é professora e coordenadora em nível de pós-graduação em diversos Cargos da administração pública brasileira e trabalhou né em diversos Cargos da administração pública bem-vinda queria convidar a [Aplausos] bemind a Camila Fernandes é diretora da Associação Brasileira de empresas geradoras de energia elétrica brj tem experiência e Vasta empresas aí no Brasil como por exemplo a nbp o ministério de Minas energia anel Eletrobras Eletronorte a eu conheci recentemente ela tem uma missão aí árdua na qual eu me incluo também eh de trazer de
volta a hid eletricidade pro protagonismo conta comigo e eu queria convidar o Ovídio Quintana nosso diretor Cadê o tá aqui o Ovídio [Aplausos] [Música] o Ovídeo é diretor comercial regulatório da tag a transportadora associada de gás bem-vindo e para organizar moderar animar esse painel eu queria convidar nosso diretor Marcos Keller vamos lá [Aplausos] Keller ele é nosso diretor de regulação e mercado da end Brasil energia Keller Acho que também dispensa grandes apresentações é uma figura notória aí no setor elétrico muito bem a palavra tá com você k vamos em frente Obrigado Gil Bom dia vamos
sentar prazer est aqui nesse lugar bonito né com tantos amigos conhecidos né pessoal também conectado aí um bom dia a todos eh eu acho que a gente já teve aqui do do próprio Maurício algumas provocações pra gente endereçar aqui na nossa Rod de De conversa eh eu vou sugerir a gente vai começar aqui com uma rodada de perguntas para cada um talvez duas dependendo aqui do do do tempo que a gente tiver para responder e depois vamos fazer as perguntas que que vierem do auditório né ou do das pessoas conectadas pra gente conseguir fazer o
mais interativo possível né Eh eu vou começar com você Camila começar com você que representa a Geração hidroelétrica na no Brasil a nossa primeira e ainda a principal renovável né Eh título né transando energética na prática a gente já temos as hidroelétricas há décadas instaladas no no país né eu lhe pergunto eh gostaria de ouvir a sua visão eh né no contexto de hoje qual é o papel da hidroelétrica né Qual o aporte dela paraa segurança energética do sistema paraa robustez da operação do sistema Mas também sobre um olhar de trazer um sistema né e
um setor mais justo para os nossos consumidores né e e e peço que você eh se possível eh compartilhe conosco a sua visão também nesse contexto que que Maurício nos provocou na abertura Nesse contexto de excesso de subsídio n tomamos várias decisões no passado todas fizeram sentido entre si mas o fato é que hoje nós temos esse excesso subsídio e també fala eh um pouco da eletricidade de como é que ela Se se insere Nesse contexto de de uma atriz eh cada vez necessariamente cada vez mais robusta flexível mas também justa por favor obrigada Keller
Obrigada ang pelo convite a Eng é uma associada muito especial da brage né Especialmente porque é é isso né uma empresa que enxerga longe que avalia de forma Ampla que se engaja e que faz né e bem falando das hidroelétricas né as as hidroelétricas desempenham um papel único essencial na na matriz elétrica Brasileira no setor energético brasileiro como um todo né Eh único e essencial para a segurança da operação para confiabilidade do sistema pra modicidade tarifária eh e muito além inclusive do setor elétrico né quando a gente tá falando de situações de mudanças climáticas eventos
extremos as hidroelétricas são estruturas de adaptação e de mitigação importantes né mais de quase 90% da res 89% segundoos dados da Ana da agência reguladora de Águas eh 89% da capacidade de reservação de água do Brasil vendo os reservatórios das nossas hidroelétricas para todos os tipos de uso Então as nossas usinas e reservatórios elas têm uma uma função que extrapola Inclusive a geração de energia eh mas no aspecto de de geração de energia elétrica elas são baterias naturais né nossos reservatórios acumulam água eh São usinas recursos que são controláveis tem a produção controlada eh São
despacháveis pelo Operador Então as usinas se ajustam à medida que a a demanda por energia diminui se ajusta à medida que a demanda por energia aumenta quando outras fontes não são capazes de gerar e e e pela pela utilidade Operativa que elas têm elas prestam serviços diários de armazenamento de fornecimento de capacidade para atendimento a aos horários de ponta né cada vez mais desafiadores pro pro en eh E essas são características únicas e São muito preciosas muito preciosas eh o n é é com com as tô vendo aqui sio né bom dia sio é com
as ID elétricas que o n se conta para para o que a gente chama de fechar a carga né É claro que com as térmicas também complemento mas o recurso mais barato e e e pronto assim né automaticamente né sincron no sistema são as hidrelétricas eh Elas têm atendido eh esse horário de ponta que é o do fim da tarde né porque a nossa expansão tem se dado nos últimos anos Basicamente por solar e e a solar às 18 a partir das 18 horas a a produção é nula e o consumo aumenta no fim da
tarde a gente já viu rampas né que é aumentos de de produção das das hidroelétricas neste ano de mais de 38 GB e os estudos de planejamento do do Horizonte curto prazo do ins já tô indicando que a gente vai passar de 50 em breve então sair né aumentar 50 GW de Potência em poucas horas é algo que só as hid elétricas conseguem fazer pelo Sistema E aí essa essa flexibilidade toda né Essa versatilidade toda é o que possibilitou a expansão incrível extraordinária que a gente viu nos últimos anos do que eu chamo das novas
fontes renováveis né as eólicas e Solares que tão bem fazem pro pro nosso sistema mas que trazem desafios importantes também né porque não trazem junto eh todos os requisitos todos os recur cursos que o sistema precisa para Atender a a a o atendimento para atender a necessidade de energia elétrica né professor carn falou né o serviço essencial melhor aquele que é invisível né que a gente não percebe e e a gente não tem percebido especialmente pela característica da nossa Matriz Mas cada dia mais tá ficando desafiador eh não ser perceptível isso né então os horários
de ponta são um grande desafio e e aí que ela tem uma questão assim né que o nosso Modelo ele é de 20 anos Atrás é da época que a nossa Matriz era puramente hidrotérmica e carnal falou né Por que mudar o que funciona né Porque deixa de funcionar e o nosso modelo já deixou de funcionar não é algo que vai já deixou eh porque ele a a todos os nossos modelos de planejamento da expansão de operação e Despacho das usinas especialmente de formação de preço eles estão lá 20 anos atrás quando esse modelo foi
criado eles não assimilaram a realidade atual da Matriz e a realidade atual da Matriz é de 33% de eólica e solar Fontes que não tem produção controlável e não são despachadas pelo INS não tem não prestam né alguns serviços que são essenciais como serviços ancilares e e toda essa flexibilidade que tem sido necessária então eh acho que esse esse é o papel das hidroelétricas hoje e e vejo que ele que as hidra elétricas terão um papel cada Vez mais importante porque elas serão mais preciosas do que já são né porque justamente entregam serviços que o
sistema precisa muito e que as outras tecnologias inclusive as recentes que foram agregados a sistema não não ainda eh atendem né Então esse é o papel das hidroelétricas e não só no setor elétrico no setor energético nos setores de a que o usam água para todos os fins né eu tô falando de abastecimento humano animal eh de controle de Cheias de Mitigação de secas de todos os usos múltiplos de turismo lazer eh pisicultura etc é isso obrigado Camila vou atentar aqui da da hidroeletricidade pra infraestrutura André eh a Camila nos colocou né parte do do
desafio que a gente tem por conta dessa dessa expansão das renováveis não controláveis que tem aspectos positivos outros nem tanto positivos eh ela colocou alguns desafios né falou aqui do do atendimento de ponta Flexibilidade falou some o sol temos que rampear aqui quase 40 GB né em alguns poucos minutos eh nós começamos as grandes obras de de infraestrutura de transmissão exatamente trazendo a eletricidade das grandes bacias geradoras pro pro cento de consumo eh fizemos isso durante muito tempo Mas recentemente na última década principalmente passamos a trazer agora squar por meio de linhas de transmissão a
geração renovável né que fica muito Mais localizada na nossa região Nordeste para o para o Sudeste eh mas eu queria lhe perguntar então acho que nós estamos sim entregamos né expansão de transmissão eu queria lhe perguntar e agora Olhando pra frente como é que você vê eh a atualidade desse papel da transmissão nessa inserção da Matriz que né que conecta as grandes hidroelétricas as mas também muita geração não controlável é como é que você vê o papel Da transmissão qu continua devemos continuar né com essa expansão mas eu gostaria também que você abordasse eh se
possível outras tecnologias né temos ouvido falar inclusive agora de de baterias Então como você vê também que outras baterias podem se inserir Nesse contexto dessa Matriz que a gente quer hoje e quer perpetuar né Essa Matriz é renovável eh se possível né ainda completando completando a pergunta aqui eh Nesse Contexto também da provocação da abertura do Maurício onde a gente tem essa localização de acesso de geração renovável não tão perto do centro de carga Então como é que a gente consegue fazer essa melhor aproveitamento da geração renovável qu Muitíssimo obrigado e antes de tudo parabéns
a pela realização de um evento lindo Generoso a a palestra Inicial ainda reverbera e na na na nas nossas emoções aqui então ker três acho que três ideias importantes Aqui eh tem ideia zero aqui primeiro que ao meu lado tem uma das maiores especialistas em hidrogênio do país a gente vem aprendendo sobre hidrogênio com ela muito antes de hidrogênio ficar charmoso Tá certo então só essa né Don't Forget três coisas importantes a a primeira antes de estrutural da nossa realidade aqui e agora eh para quem não viu ainda eh assista eh o último Ted talk
do professor Johan Rockstrom que é da Universidade de potsdam explicando onde é que nós estamos com as mudanças climáticas Guarda para sexta-feira que é um dia mais alegre porque a notícia não é boa mas basicamente eh Nós perdemos a capacidade do planeta absorver carbono e nós estamos entrando em tipping points fundamentais que que isso tem a ver com com a gente tudo o Brasil é um país e profundamente dependente do seu sistema energético Eh do comportamento do clima e chuva vento eh o sol ainda não mudou de comportamento mas eh eh mudou a regra o
que nós estamos o que nós vamos ver daqui paraa frente são elementos que ninguém sabe sabe para onde vai e uma aceleração bastante significativa eh de eventos extremos como a seca que nós estamos vivendo exatamente nesse momento nós estamos caminhando por um Dos momentos mais críticos da nossa história eh do sistema elétrico certamente da nossa hidrologia e certamente sobre o aspecto de seca estruturalmente no planeta é isso que tá acontecendo o Brasil é um dos países mais afeitos e e afetados por isso todos os países tropicais são profundamente afetados pela transição transição energética pela mudança
climática o Brasil em especial tá no centro dessa dessa questão Qual é a mais ou menos boa Notícia o Brasil tem muitas opções muitas opções nós temos gás nós temos urânio nós temos eh muito sol nós temos muito vento eh nós temos tecnologia nós temos a ind que é boa de realização de projeto muito boa dos melhores clientes que nós temos eh eh do ponto de vista de execução de projetos construção de infraestruturas e assim por diante eh re respondendo a tua pergunta o Brasil eh como sempre Continuará expandindo as suas eh sua Rede de
transmissão porque esse é o caminho por causa da diversidade as fontes estarão em várias localidades eh do Brasil Brasil é Continental A rede vai ter que se preparar para essa diversidade e vai ter que preparar para o que a gente chama de adaptação ao clima adaptação ou resiliência guardem a palavra estará presente em todos os investimentos de infraestrutura daqui para frente nesse exato momento o resto do Mundo está aprendendo com o Brasil os investimentos em ah grit na rede expandem-se e numa velocidade estonteante o resto do mundo Rico quando está Estados Unidos Europa e China
expandem as suas redes numa velocidade singular Porque eles estão mudando de modelo de forma eh muito rápido antigamente andava a molécula o carvão o óleo o gás move-se Agora o elétron então o Brasil se expande rápido o resto do mundo tá se expandindo muito mais rápido que o Brasil absorvendo toda a capacidade de eh produção dos equipamentos de Engenharia e de gente a gente é uma empresa e a Índia é o um dos maiores clientes globais nossos de hoje por volta de 95.000 pessoas daqui a 4 5 anos seremos 150.000 pessoas eh foco em grande
medida expansão da rede é isso que tá acontecendo já Começou numa velocidade singular no Brasil será não será distinto o terceiro ponto da tua pergunta é a stag o Storage stag no lato senso nós temos no Brasil riquezas de Storage a primeira delas sendo hidroelétrica como você bem colocou eh a mudança do papel da hidroelétrica é inexorável se a gente acha que constrain off atrapalha eólica e solar nós estamos vivendo hoje com off de hidroelétrica e Vai viver muito mais pelas simulações que a gente tem visto no sistema e a depender para onde leva o
clima vai ser bastante mais volátil também com a alteração da demanda a primeira o Storage brasileiro são as hidroelétricas segundo gás vai ser muito importante a tag terá um papel importante nesse jogo o jogo eh o o o gás eh desenhado para a demanda necessária e o mercado de gás no Brasil ainda é Nascente nativo e não é sobre quantidade é sobre como é que esse Gás é disponibilizado para o nosso uso será absolutamente estratégico por último é bateria não há regulação necessário para bateria a tecnologia de bateria para fins muito específicos já é útil
e e viável relativamente acessível eh do ponto de vista econômico eh essa acessibilidade vai eh crescer ou seja o bateria vai caminhar eh na direção dos painéis Solares eh muito muito rapidamente tem as tem a mesma economicidade Eh semelhante por metro quadrado no final das contas mas eh a o que tá disponível hoje são grandes cargas por pouco espaço de tempo grandes Cargas em grandes espaços de tempo bateria não serve por último ainda em bateria o jogo não é a bateria a bateria é um commodity o jogo será o software é o software que Olha
a rede Olha o sistema de bateria e faz essa regulação Isso é ótimo isso existe cada país vai ter o seu o Brasil vai ter 250 padrões como sempre tem eh Eh é muito importante que tenha que desenvolvimento local isso é muito importante contudo isso também abre eh o espaço eh para algo que é relativamente subdesenvolvido eh no nosso sistema elétrico sistema eh é que a cybersegurança e a bateria vai abrir um campo de ação é bastante pronunciado porque ela é todinha eh eh baseada em software Então essas são basicamente as as e do ponto
de vista tecnológico e de e De o que a gente espera nos próximos nessa próxima década uma mudança exponencial desse desse sistema o sistema brasileiro vai passar por grandes mudanças E aí duas coisas são fundamentais acho que o Óbvio já foi dito o o o Maurício abre dizendo que o jogo das de incentivo subsídio das das das eólicas das Solares não só já já tá já tá passado do do do tempo mas como vai colapsar o Sistema econômico que no suporta até hoje eh é o número um número dois irá e está corroendo a governança
eh governança do setor para colocar de um jeito positivo aqui sem absoluta ah intenção política no mundo do Banco Central A gente por exemplo tá se despedindo de um banqueiro Central que era um dos maiores especialistas em Finanças do clima e tá recebendo um Banqueiro Central que é um dos maiores especialistas em infraestrutura do país o Ou seja a gente é capaz de Celebrar eh servidores públicos que eh nos fazem que a sociedade admira e aplaude e faz um um regime regulatório com todas as críticas que a gente pode ter é previsível é hora do
setor energético ter a mesma relação com a sociedade energético no lado senso eh desde a epe a a a ao regulador a a a NP é hora da gente ter Paralelos dessa for Porque quadros nós temos por exemplo Eloí eh a gente só precisa eh de governança suficiente porque o que vem pela frente como o professor rockstrom Coloca no seu Ted Talk se ele der uma dica pra gente é aperte seu CTO de segurança porque vai ser a very Bump Ride Obrigado Marcos Obrigado André a gente então o contexto né que a gente coloca aqui
do do setor elétrico onde essa nossa política de de incentivos ao longo do tempo que hoje se mostrou em Excesso eh traz Alguns alguns problemas que a gente percorreu Aqui estamos percorrendo com uma questão as questões técnicas de flexibilidade controle de sistema eh traz também questões econômicas estava presente na fala da Camila também do André né A Camila falou há 20 anos e o nosso Marco tem 20 anos temos que v o André colocou agora colapso econômico do setor Então eu acho que a gente tem vários desafios pela frente mas a gente Também tem algumas
boas oportunidades né porque o problema que que estamos lidando hoje é de alguma forma um bom problema que é o excesso de geração eh renovável eh para dar uma dimensão a gente tem ao longo dos últimos meses algo em torno de 20% nas eólicas 15% na solar em média de corte de geração S geração que nós simplesmente não temos como aproveitar por falta de de demanda Então imagina todos os tipos de repercussões técnicas E econômicas que isso nos traz eh então Neste contexto eh eu lhe pergunto como é que a gente consegue fazer disso uma
limonada para fazer aqui uma metáfora né Eh eh de aproveitamento de excesso de geração renovável eh versus a outros mercados Como por exemplo o mercado de combustível sintético né E também o próprio hidrogênio Verde agora que a gente teve aprovação do Macro Verde como é que a gente pode fazer um melhor aproveitamento da nossa energia Renovável com outras utilizações bom obrigada uma pessoa muito querida costuma me dizer que para toda pergunta para todo problema complexo tem uma resposta simples e errada então eh não há respostas simples para problemas complexos o que temos são um conjunto
de soluções um conjunto de instrumentos que somado e bem utilizados nos levam ao Futuro que Queremos a matriz energética que queremos vou parar aqui agradecer o André pelos gentis elogios É sempre um prazer eh tá com o André nos painéis Obrigada Keller Camila o vídeo também a gente vive numa numa dobradinha né agradecer ao Maurício e a ang a Maurício ail e a Angi de modo geral pelo convite acho que é minha terceira vez aqui no end Day um dia vocês vão cansar de mim mas cada vez vocês me chamam para falar de uma coisa
diferente então pelo menos essa parte a gente Eh essa parte pelo menos é bacana quando a gente olha Eh os cenários de futuro possíveis cenários de futuro possíveis que a gente tem para energia no Brasil a gente viê uma série de uma combinação de soluções então Eh e a gente vê que o passado não reflete mais necessariamente o futuro o que tá acontecendo é que a gente está sim num momento de disrupção a gente tá num momento a gente tem que refletir Eh sobre as disrupções que estamos observando vou dar um exemplo o André puxou
o tema do hidrogênio hidrogênio é uma tecnologia já conhecida minha mãe que é química quando voltaram a falar de hidrogênio ela virou para mim e falou assim lul esse é o mesmo esse negócio da eletrólise é aquela que a gente estudava na bancada do Fundão há 50 anos atrás eu falei mãezinha é a tecnologia já era conheci assim como a tecnologia das Baterias lítio foi foi descoberta em 1907 aprimorado em 1970 e agora entra como solução pra eletromobilidade então Eh o hidrogênio por exemplo a gente olhou ele tivemos um programa do mcti em 2002 um
plano nacional de hidrogênio com roadmap para economia do hidrogênio pelo Ministério energia em 2005 que tava olhando muito o quê hidrogênio como solução para transporte então a gente tinha um programa de piloto de ônibus por exemplo por quê Porque e e e aí no pne 2050 a gente traz o hidrogênio como Tecnologia disruptiva e agora ele entra com um outro papel que que eu quero dizer com isso a gente tem hoje a gente se depara com uma série de possibilidades pro cenário energético que a gente tem eh nós temos o hidrogênio de baixa emissão de
carbono como uma solução parece muito promissora muito boa para setores que a gente chama de hard to abate Então se lá atrás a gente olhava em 2005 a gente estava olhando Hidrogênio como solução para mobilidade hoje nós já avançamos nos combustíveis sintéticos biocombustíveis avançados e eletromobilidade faz um Jabá aqui a semana passada publicamos um caderno sobre eletromobilidade transporte rodoviário está disponível no site da e do ministério de energia se alguém tiver curiosidade de acompanhar como que a gente vê Inclusive a demanda de energia elétrica crescendo e como que a gente balança balanceia essa rede como
Que a a eletromobilidade em alguns segmentos puxa demanda de energia elétrica o hidrogênio ele aparece para um outro setor muito relevante que é o setor industrial setor que a gente chama de hard to abate e para uma e para uma mobilidade para um futuro de uma mobilidade que hoje a gente não tem solução tecnológica mobilidade de longo curso como na forma de amônia pro transporte eh eh marítimo que é um de novo é uma das soluções Possíveis para transporte marítimo não é a única estamos acompanhando e tentando entender qual vai ser a a solução tecnológica
vencedora e como uma solução que às vezes não parece clara para o o a demanda de combustíveis que é o uso de hidrogênio para biocombustíveis avançados e combustíveis sintéticos então eh não sei se tá claro para todo mundo quando a gente fala de combustíveis sustentáveis de aviação várias das rotas tecnológicas inclusive As que hoje são mais competitivas Elas têm muito uso de hidrogênio no seu processo de fabrica processo de fabricação do saf no caso brasileiro a gente tem uma grande rota que é o etanol tojet a partir do álcool que não usa hidrogênio mas as
outras rotas principalmente a rota Efa a rota das oleaginosas tem um consumo muito grande de hidrogênio e esse hidrogênio pro combustível de aviação ser sustentável esse hidrogênio precisa ser um Hidrogênio de baixa emissão de carbono e a agora a gente tá falando do combustível do futuro com a aprovação do combustível do Futuro A gente já tem aí eh eh eh Estamos aguardando a sanção do presidente Lula mas temos a criação do Pr bkav que é o programa para combustiv sustentável de aviação no Brasil que conversa com o corcia que é o programa de descarbonização da
Aviação Civil Internacional e temos o programa de diesel Verde Diel verde é o quê o H e o a o processo de fabricação do h também usa muito hidrogênio ah Eloísa mas a Petrobras tem o cor processado gente cor processado na hora que você vai colocar na refinaria também aumenta o consumo de hidrogênio no refino Então tem muito hidrogênio entrando como como insumo nesse nosso cenário de biocombustíveis avançados e tem ainda o adicional que são o quê os combustíveis sintéticos como você falou eu sou economista gente mas eu eu confio Plenamente nos Engenheiros acho engenharia
uma ciência maravilhosa com suficiente tempo e e e dinheiro a gente os engenheiros resolvem tudo o combustível sintético a gente tem já plantas de combustíveis sintético no Brasil inclusive aproveitando uma outra Fortaleza do Brasil que eh é o potencial de biometano Então temos lá para quem não conhece lá no Parque Tecnológico de Taipu uma planta que utiliza a a partir do biometano Usa o hidrogênio de baixo carbono hidrogênio de eletrólise faz um processo químico gera um petróleo sintético a a partir daí refina esse petróleo sintético e tem uma série de combustíveis sintéticos que já são
sustentáveis e isso te entrega uma solução tecnológica importante pra mobilidade o que que eu tô falando de mobilidade hoje 50% das emissões de gás de efeito estufa no Brasil são da mobilidade e elas são O Grande Desafio Do Brasil porque a gente vê a nossa demanda de transporte nossa demanda energética de transporte crescendo muito em um segmento que a gente não tem como abater que é o transporte pesado Ah eu consigo ver a eletromobilidade crescendo a gente chega quase 20% dos veículos leves novos veículos vendidos no Brasil daqui a 10 anos já serão Veículos Elétricos
ou híbridos e só 2% dos caminhões pesados sendo que a minha demanda energética que mais cresce é Caminhão então a gente começa ver soluções as soluções se integrando e é por isso que eu falo de várias soluções conjun várias peças do modelo e o que que a gente faz na epe a gente olha esse quebra-cabeça todo que por natureza precisa ser integrado e a gente modela é muito engraçado que às vezes as pessoas perguntam Ah por que que você não colocou isso aqui bom porque como é um um um um olhar integrado se eu simplesmente
forço a entrada de Determinada fonte ou determinada tecnologia vai desequilibrar em um outro lado do modelo é igual os modelos do NS né eu não posso né se que tava aqui eu não posso simplesmente desbalancear há um sistema que tá operando Então a gente tem hoje e acredito que momentaneamente uma um um um um um um potencial a ser aproveitado eh de eletricidade renovável mamente não desculpa mudamos mas no momento estamos com um potencial de eletricidade Renovável que em alguns momentos eh excede a nossa capacidade de transferência de carga né E é isso que a
gente precisa precisa Balancear e aproveitar esse potencial de geração renovável como Maurício falou levar o o a demanda né ali para onde eu consigo gerar essa energia renovável mas eu tenho outras soluções é essa que é a beleza então quando a gente por exemplo modelou o cenário de transição energética publicamos no no final do ano Passado na pé nós fizemos exercício super interessantes foram publicados três cenários de neutralidade de carbono pro Brasil normalmente as pessoas publicam um né publicam um cenário 1,5 aí depois prir com 2 2,5 1.9 a gente fez o exercício contrário fizemos
três em parceria com CB o André também é Conselheiro do CB tava trabalhando nesse projeto e qual que era o exercício mostrar olha qual que a nossa trajetória ótima é Essa e se as mudanças climáticas tirarem disponibilidade de recurso hídrico e se a tecnologia de captura estocagem de carbono não evolui da forma que eu preciso e se não consigo baterias o suficiente para me dar as soluções tecnológicas que eu preciso para trazer segurança para um sistema que cada vez mais tem mais renovabilidade o que que eu faço e a gente fez essas sensibilidades o papel
da Hidra elétrica acaba sempre se mostrando fundamental o Papel do gás natural entrando como combustível para a indústria de difícil abatimento mas também para trazer segurança pro sistema energético se mostra sempre Fundamental e o papel do hidrogênio embutido em combustíveis sustentáveis e combustíveis sintéticos também é um um um ponto comum de todos esses cenários a gente tá falando de uma diferença de grau quanto mais que entra de uma fonte quanto mais que entra de outra e a gente Você tava falando eh eh que já já overshoot já já já excedemos nossa capacidade de esgotar o
planeta uma outra solução muito promissora é a captura Direta do ar e a captura Direta do ar tem uma uma eh eh uma empresa de petróleo vou fazer propaganda que é a concorrente da manut do museu vou fazer a rson porque eu fico muito orgulhosa rson montou um centro de pesquisa de captura direta no ar no Brasil no quando ela escolheu globalmente aonde que ela é Colocar esse centro ela colocou no Brasil no nordeste um dos motivos da escolha foi elevada a renovabilidade da matriz elétrica brasileira porque para você colocar a membrana e capturar o
CO2 da atmosfera esse processo é muito intensivo em energia e essa energia precisa ser limpa então um país que consegue entregar mais de 90% na sua renovabilidade da sua da sua geração elétrica se torna um principal candidato para entregar também essa Solução para o planeta captura direta doá é o seguinte já não consegui mitigar a emissão não consegui conter minha emissão Agora eu preciso ir lá e retirar o que que eu já joguei na atmosfera é mais difícil é mais caro exige muita energia mas já estamos também precisando dessa dessa solução e a elevada renovabilidade
Nossa Matriz também entrega isso também coloca o Brasil nessa posição então é um conjunto de soluções Keller obrigada obrigado a você Luí interessante esse quebra-cabeça de desafios Mas também de oportunidades que você nos trouxe né Eu acho que já até já já deu aa a deixa para você ou vdeo eh olhando aqui o setor de eletricidade primeiro né com esses Desafios que a gente colocou aqui da questão da controlabilidade eh eh e da robustez Como que você vê papel do gás mas não somente do gás também das redes de transporte de gás da infraestrutura de
gás Eh estocagem um ponto de interrogação eh Para viabilizar como com fator de viabilidade dessa Matriz que a gente deseja aqui no setor elétrico bom Boa tarde a todas e todos presentes e que nos acompanham aí também online né é o bom de ficar por último é que o importante já foi dito né É como fazer prova com consulta ou ou conjunto com os amigos que são os melhores alunos da classe né Então pegando esse gancho eh k até o título do nosso painel a matriz Energética que queremos né eu reflito um pouco sobre as
três dimensões que foram faladas aqui por todos A gente quer uma matriz seja segura confiável porque realmente a falta da energia ela é muito custosa então a gente a gente quer segurança de suprimento nós queremos que ela seja sustentável do ponto de vista ambiental mas também econômico e social Ger seja inclusiva Gere o desenvolvimento né Principalmente também como o maur coloca muito focado no Entorno das nossas atividades né a gente precisa levar esse desenvolvimento e nós na tag que atuamos na região Nordeste tem grande potencial também de desenvolvimento ali a partir das redes e terceiro
que ela seja fordão né que realmente o preço o custo pra sociedade seja positivo então quando eu junto esses três elementos eu fico pensando assim para termos tudo isso nós precisamos ter a diversidade e diversidade não é uma escolha é um Privilégio que nós temos do Brasil o André colocou aqui quantas Fontes né que nós temos aí o hidráulica eólica solar com alto fator de capacidade urânio pro nuclear Quantas coisas quantas Fontes nós temos E aí vem o desafio que é homérico nesse momento de não deixar nenhuma para trás né e a palavra eh fazendo
um link também com a palestra tão motivadora que tivemos do professor carnal é eh acho que gira em torno de Equilíbrio e o desafio que país que não Tem essa oportunidade todas as fontes que nós temos esse cardápio de opções e aí a gente não pode a que como brasileiro e como setor em visão integrada nesse planejamento na combinação entre o olhar do formulador de política econômica dos formuladores né tá aqui a Eloísa como uma grande representante e também a os investimentos privados a gente não pode perder esse olhar integrado e eh poder tirar o
máxximo dessa dessa Oportunidade de combinação das fontes então a gente não pode deixar que essa virtude se transforme no nosso maior problema né quando você tem muita opção né a chance talvez de não fazer nada certo ou do melhor forma otimizada é muito grande aí vem o papel Ach que do gás natural ele tem atributos e no no mundo inteiro reconhecido esse papel da transição energética e ele abre caminho também pros gases renováveis né quando a gente desenvolve a infraestrutura a Gente tá abrindo o caminho pro biometano E se o gás natural está para a
transição energética o biometano que o Brasil também tem um potencial incrível está para transformação energética Então eu acho que também nesse processo tudo que a gente vem construindo com o gás natural eh de avanço no Brasil e a gente pode avançar reduzindo emissões né no quando foi citado aqui pelo pelos meus colegas os setores harto abate por exemplo na indústria Falamos também de Neo industrialização se a gente pega só os setores eh intensivos como siderurgia metalurgia cimento química Se não me engano o consumo médio hoje tá em torno de 20 milhões de m CIC os
dia você pode triplicar substituindo outras fontes né o carvão o coque de petróleo reduzindo emissões desses setores isso tô falando para capacidade instalada já no Brasil Ainda mais paraa expansão da atividade industrial né para que a gente possa também e aumentar a nossa Competitividade nesses setores com relação a a outros competidores no setor elétrico em particular né que a gente debate muito isso e eu o o o o lado do gás natural da resiliência da segurança a gente sempre nos nossos debates internos no grupo a gente divide aqui o santam também divide Esse aspecto em
duas grandes perguntas uma diz respeito ao planejamento do setor elétrico em si ou seja o quanto de fonte Quanto que o gás natural precisa compor essa equação Da segurança de suprimento em que localidades a quantidade dessa energia e a segunda que diz respeito a onde a tag entra é uma vez decidido por uma um certo portfólio de de geração termoelétrica para reforço do setor como nós fazemos essa inserção e o que nós defendemos que essa inserção seja integrada com um olhar de planejamento eh dos dois setores para reduzir para otimizar as infraestruturas existentes e reduzir
esse o custo para o próprio Setor elétrico né quando a gente olha aí vem muito importante As definições do regramento dos novos leilões para olhar o sistema de uma forma integrada para poder promover também a maior inserção do gás nacional que não basta ter gás né se a gente não fizer os investimentos na cadeia para que ele se torne disponível paraa Sociedade Brasileira de uma forma Eh aí Justa e inclusiva então esses investimentos a gente olha com muita atenção para que a gente possa tirar Valor da otimização do que existe e e desenhar os novos
ativos e nesse caso aí o papel das redes né para concluir né que o que que eu vejo aí eu veio que tem colegas da também da distribuição e nós pelo lado acionista a já operamos eh ativos de infraestrutura de transporte e Distribuição pelo mundo eu entendo que esse sistema que a gente tá fazendo no Brasil o transporte que é a solução né Maurício a gente brinca muito com isso tem que funcionar como a internet do gás Para poder promover um ambiente de mercado onde todos os usuários que estejam conectados à rede possam ter um
ambiente o espaço de livre e troca isso a gente demonstrou a eficiência desse sistema com no próprio Nordeste quando nós conseguimos uma redução média de 20% no preço comparado no preço da molécula posta no citygate comparado com outras regiões do país isso é fruto da competição do direito de escolha então nós no no transporte esse ao conectar as Diferentes fontes de suprimento de gás natural o gás natural eh que vem da bolí quando a gente fala de integração também América Latina Outro ponto que o Maurício colocou aproveitar o que já existe de infraestrutura o gás
da Argentina a gente tem condição de entregar amanhã na Bahia pela infraestrutura existente só com a eliminação de algumas travas e regulatórias que possam dar mais celeridade e liquidez a isso então Eh esse papel da da rede de fomentar o ambiente de mercado é muito importante pro desenvolvimento desse setor a competição aí a gente tá falando de fundamento o usuário poder ter o direito de escolha a nossa atividade é muito complexa né são 4.500 km de duto 3.700 km na costa onde cruzamos 200 municípios né temos 90 pontos de saída na nossa rede 14 de
de entrada então mas a gente tem tentado desenvolver um ambiente de mercado onde essa complexidade de Trabalhar 24 horas por dia 365 dias por ano monitorando todos esses 4500 km de rede essa complexidade fica nos Bastidores nós vamos trabalhando em harmonização desses instrumentos eh contratuais de criar uma jornada digital também facilitar a interface dos usuários para que isso se torne cada vez mais Click and buy e um ambiente de negócios eh saudável para poder temos também cada vez mais inserção de gás Nacional nessa Matriz que deixa um Desenvolvimento econômico muito importante pr pra sociedade e
como o professor carnal nos ensinou que seja um serviço invisível né que significa Tá tudo funcionando não há nenhum problema exatamente deixa eu você falou eh você usou a palavra a né custos que não sejam proibitivos Então vou voltar para você Camila vamos ver se a gente consegue fazer mais uma rodada de perguntas e respostas aqui antes do perguntas do Público volta a você novamente na questão do do excesso de incentivos na questão dos subsídios né então na frase que nós usamos aqui né comumente de que é o país da geração barata mas da energia
cara eh queria que você falasse um pouco sobre isso e e para complicar tua pergunta eh tem nós temos o desafio né de eh de maneira Justa e correta e necessária valorizar serviços que hoje as elétricas Prestam e não são remuneradas e e como que a gente faz isso Nesse contexto onde os cursos já estão passando do limite para o consumidor final sim obrigada k Na verdade eu deixei de responder essa parte da pergunta que você já havia me feito né e Maurício começou falando hoje do aspecto social né e olhando o o cenário hoje
de subsídios e a gente tá falando aqui né fi anotando algumas palavras aqui elía falou bastante competitividade explicou Aqui como se faz né um planejamento inclusive com cenários War né algo eh sofisticado balanço do sistema visão integrada transição energética justa novas tecnologias o que a gente tem visto nos últimos tempos é uma política muito forte e passado da conta né de incentivo para especialmente duas fontes olle que solar e são as fontes que são eh há algum tempo já há alguns anos dominantes na expansão da Matriz então a questão que fica é a gente Precisa
continuar incentivando quem é dominante quem já tá estabelecido eh e quem se beneficia hoje desses subsídios né É claro que subsídio tem sempre o lado né de uma ajuda né um fomento pro pro vendedor e pro comprador a pros vendedores é claro desequilibra completamente o mercado e a competição né Eh e a gente tá lá desde o final da década de 90 projeto recebe falando né de inserir competição segmento de geração Opa Nós já estamos em 2024 eh Pros compradores os consumidores Quem são os consumidores que estão se majoritariamente se beneficiando desses eh subsídios né
E aí eu tô falando da mmgd tô falando dos arranjos societários que T ocorrido pela autoprodução eh equiparada eh e eu tô falando peguei eu eu tomo nota sempre desses dados porque Muda todo dia aquele painel bi da Anel lá da mmgd todo dia que olhar o dado é diferente olhei hoje para conferir hoje a gente já tem em 2024 setembro de 24 os O os subsídios que foram dados para tarifa social que atendem que atende os consumidores mais vulneráveis do Brasil né aqueles que estão no cadastro único da União dos programas sociais esse benefício
comparado com a com a fonte incentivada e com a mmgd que é basicamente o que atende a energia eólica solar eh os consumidores mais vulneráveis recebem ou pelo contrário os consumidores mais abastados do Brasil Recebem quro P TR vezes mais subsídio incentivo ajuda do que os consumidores mais vulneráveis então do ponto de vista econômico não faz mais sentido com toda a certeza Porque tem desequilibrada a competição e eh E isso tem inclusive se sobreposta a todos os esforços de um planejamento de Matriz que atenda todos os os recursos que o operador precisa e que os
consumidores precisam para um serviço seguro de energia então do ponto de vista econômico não faz mais sentido Do ponto de vista social menos ainda eh então Eh realmente a gente precisa eh ter e a coragem né o engajamento a a carn falou a responsabilidade e a ética de ter coragem de mudar isso e da gente deixar de seguir com a os aumentos e a gente tem visto no Congresso né uma batalha semanal combustível do Futuro Eloí falou aqui né Eh a gente quase teve ali uma uma inserção aprovada que ampliava e muito a benefícios para
micro min geração distribuída a gente teve na Aprovação do projeto do do hidrogênio né uma luta também com o critério da adicionalidade que podia tirar as fontes existentes as usinas existentes inclusive as hidroelétricas a da da possibilidade de fornecer paraa produção de hidrogênio e tirar muito da competitividade do Brasil eh então assim são muitas frentes e e acho que como sociedade como consumidores como eh as pessoas que ocupam cargos no executivo os nossos congressistas que nos Representam no legislativo eh a gente precisa de fato se engajar ter a responsabilidade eh de interromper esse ciclo inaugurar
armos né mudarmos para atender essa realidade que que se modificou de forma eh disruptiva inclusive temos a coragem de olhar paraa frente e atendermos à necessidade do Futuro considerando Sim todas as novas tecnologias mas considerando a responsabilidade que temos com a sustentabilidade não só Econômica mas Também do aspecto e social do setor elétrico brasileiro do setor energético como um todo então quanto a subsídios eh é é a hora da gente mudar a rota Keller posso desculpa sair do do script e antes de você fazer outra pergunta eh esse ponto da Camila é muito importante e
quando a gente olha o nível de desigualdade no consumo energético do Brasil eu não sei se se todos aqui já tiveram curiosidade de olhar esse dado a gente publicou recentemente na epe fac Trazendo o índice de Gine do consumo de energia elétrica o índice de Gine do consumo de energéticos inclusive GLP e gás natural por por faixa de renda da população e aí quando a gente olha quando a gente olha o consumo Residencial a gente já tem uma dica de que isso é desigual porque quando a gente olha o consumo Residencial da população brasileira 50%
é energia elétrica mas 26% é lenha catada essa lenha catada não é a lenha é é lúdica né De quem tem ali uma mal lareira e quer fazer uma fogueira queimar marmelo com os filhos na serra de Araras não é essa lenha quando a gente fala de lenha catada a gente tá falando de lenha que é um reflexo da pobreza lenha e resíduos como reflexo da pobreza porque as pessoas mesmo com a tarifa social não conseguem não tem renda suficiente para consumir aquela energia elétrica quando a gente abre por faixa de renda a gente vê
que na camada até dois salários Mínimos da população mais de 80% do consumo energético da população é lé em resíduos quando a gente vai nas faixas de renda n acima de 12 salários mínimos surpresa surpresa 90% é energia elétrica os outros 10% é gás natural ou GLP né dependendo da da da localidade onde a pessoa onde a pessoa reside a gente tem uma profunda desigualdade no consumo energético é por isso que o governo brasileiro vem falando muito do conceito de transição justa inclusive Equilibrada porque quando a gente fala de transição justa a gente tem que
falar justa para quem a gente precisa se fazer essa pergunta a gente não pode voltar aquele debate Na década de 70 primeiro eu faço o bolo crescer para depois dividir preciso colocar as pessoas e a sociedade brasileira no centro desse debate no centro dessa transição e é por isso que a gente que pensar e trazer essa questão do subsídios associado à pobreza energética Ou seja a gente tá Vive um um está numa situação de profunda desigualdade onde temos a tarifa social e a nossa população Residencial de até um um dois salários mínimos ainda consome mais
de 80% de lenha catada é é esse o Brasil onde a gente vive quando a epe publicou o dado de 26% do consumo Residencial de lenha as pessoas se espantaram porque isso não faz parte da nossa realidade is tá muito afastado da nossa realidade e a gente teve que abrir Esse número estamos com um projeto eh o ministro anunciou no no em em em abril a gente já tá para publicar um um painel um projeto Grande eh liderado pelo diretor Ivanoski é o diretor de estudos econômicos energéticos e ambientais não é pela minha diretoria mas
é um projeto que a gente todo mundo lá da EPS se orgulha muito ch um projeto tecendo conexões a gente pega todas as bases de dados disponíveis do Governo Federal para abrir e apontar Aonde tá eh eh essa Pobreza e essa desigualdade então ess esses temas estão profundamente Associados não vou resistir a comentári elía a fala de vocês duas né Eh quando a gente fala de desigualdade de alocação dos nossos recursos nossos subsídios eh pegando um dos exemplos temos várias mais um exemplo que o exemplo que preocupa a todos hoje que é o subsídio dado
da geração distribuída que é um subsídio eh pleno né Full para todos os encargos setoriais e também para todos Os custos de transporte eh quando nós pegamos eh Onde estão alocados esses subsídios a última Contagem que a gente fez os três estados com maior potência instalada era o São Paulo maior ok Minas Gerais uma boa insolação e Santa Catarina certamente não são os três estados mais pobres né que estão sofrendo os benefícios então reflete essa questão da desigualdade tarifária que você trouxe André vou voltar a você outra pergunta antes de pro pro público Eh tentando
conectar essas oportunidades que a gente discutiu aqui hoje com a infraestrutura e com políticas governamentais eh também na abertura Maurício trouxe isso para nós é como você vê um espaço uma nova política de industrialização uma a Neo industrialização a gente vê várias iniciativas de eh serviços digitais digamos assim o consumo digital vindo pro Brasil data Cent mineração mas existe uma várias Outras mas uma de uma maneira geral como você vê o espaço com uma política mais mais consistente robusta de Neo industrialização e também fala um pouco da tua visão se você vê espaço pra gente
aumentar ainda mais a integração com os outros países da América do Sul né ID falou do gás Mas também da nossa eletricidade daqui para lá favor G fundamental só queria pegar o que a elía coloca aqui gente eh a gente vive na nossa bolha energética do setor e a Gente fala um pouco de javanês mas o que Eloí coloca e aqui é um ponto fundamental o setor se afasta do interesse público ao ter uma tarifa alta apesar de sermos competitivos com energia eh Marginal a hora que isso acontece que é o que a Eloí acabou
de narrar aqui a nossa credibilidade vai pela janela não há o que a gente fale que a voz do povo acreditará a voz do povo na nossa Democracia é o Congresso toda a caos eh energético da participação do congresso por exemplo com com os famosos jabutis advém da nossa da quebra da nossa própria credibilidade ao fazermos esse enorme eh Abismo eh de eh eh inqual energética é aqui que nós temos que trabalhar de forma muito mais crível pra gente ter voz uníssona como setor energético daqui para frente senão não vai progredir porque a gente tá
se Afastando do interesse público ao aprofundar essa questão a senhora é muito importante o que a já colocou como excelente servidora pública Esse é o centro eh dos nossos problemas na formulação de política pública é muito importante a gente perdeu a habilidade de convencer qualquer um por isso que o cara vê um painel solar fala essa é a solução porque é simplista é simples mas é Popular Mas a gente não tá endereçando a fome que nos Aflige falando de coisas eh mais eh eh mais javanês eh e eh então primeiro sobre o data center que
é um negócio interessante eu queria contar uma historinha Aproximadamente seis meses atrás entra um pedido lá na fábrica a nossa fábrica aqui em Jundi que serve a a end basicamente é é focalizado em equipamentos transformadores de ultra alta potência 500 500 kva para cima 500 kva para cima é a base da infraestrutura de grande porte do Brasil Então muito Pouca gente compra tá certo não é gerou a e poucos outros entra um pedido de quase equivalente à produção anual da fábrica P de uma vez só quando a gente vai ver quem é o comprador uma
das cinco bigtechs eu falei O estagiário errou no pedido errou no cliente e errou na quantidade alguma coisa tá errada era verdade eu fui lá visitar uma dessas bigtechs uma bigtech muito famosa muito importante no exato momento uma das mais valiosas do planeta Falei mas What the hell is going on tá certo que que vocês querem transformador de 500 kv que que tá acontecendo André nó pisamos de 80 GB de energia metade disso aqui no nosso país no caso dos Estados Unidos era na Califórnia a outra metade em outros lugares do Mundo Interessante mas e
como é que você tá saindo comprando eh transformador desse jeito no planeta a gente sabe que o Grid não suporta a gente já tá indo lá no quarto Elo da cadeia de valor para Garantir que porque entre nós e o cliente ten a utility o cara que constrói o data center e o cliente eu sou no quarto ele tá ind no quarto e garantindo a demanda é isso que aconteceu eu falei mas que bacana conta para mim a gente tá acostumado com indústrias Eletro tensivas né conta para Mimo o planejamento né planejamento né Eh eh
como é que tá essa demanda dos 80 GB para quando você precisa qual é a idade média do seu contrato que você tem Com o seu provedor de data center Olha a gente planeja André nós já estamos saindo de 8 meses de contrato agora para 3 anos de previsibilidade 8 Gb em 3 anos existe um clash acontecendo no mundo eh dos data Centers que é um mundo 8 meses é uma eternidade eh eles estão acostumados a fazer contratos em que um data center é construído e e data center é medido em megaw hoje eles estão
acostumados a contratar um data center Por um ano ele é construído e esse contrato é eh renovado a cada ano esse é o padrão da indústria numa velocidade gigantesca porque a cada ano muda a máquina E essas máquinas no mundo do ai que a gente acabou de ver e o ai que o professor eh fala pra gente é o ai de do large language Model que é uma pequena fração do que vem pela frente o ai que nós estamos falando é a virtualização de tudo no mundo então o eles têm que Aprender nós vamos sair
de data center que em média Era perto de 20 m 30 m nós estamos dat Center 2 3 4 G inside Defense Generation são vários acontecendo o Brasil é o quinto maior mercado do mundo de data Centers por 500 razões tem um negócio chamado Soberania de dados Brasil partiu na frente nessa história é um ambiente soberano em termos de dados depois a gente fala o que que significa Brasil Irá crescer em data center queira ou não o ponto é vamos ter crescimentos desproporcionais E aproveitando nossas nossas nossas riquezas ou não tem pouca coisa a fazer
do ponto de vista de regulação o sistema elétrico brasileiro é bem planejado relativamente bem regulado a oportunidade é singular o Brasil é relativamente bem conectado com o resto do mundo Ceará é um bom lugar para fazer data Centers de learning data Centers não é um bom lugar para fazer os data Centers que eh utilizam a inteligência artificial Brasil já tá já tá recebendo os anúncios já aconteceram semana passada teve anúncio eh então assim inexorável sobre Esse aspecto a vai se preparar para isso já tá se preparando é ótima nisso vai ter grande grande pujança nessa
nessa direção então a resposta é sim nós temos a capacidade de ait esta nova indria e ela é indústria Sobre indústria M rapidamente o NIB que é nova política Industrial do do ela tem três características eu quero frisar elas de forma muito important Primeiro ela foi constitu com nível de Diogo que eu nunca vi acontecer na economia brasileira ela é constituída com eh sugestões perspectivas que foram construídas mesmo antes da eleição e ela grande parte dessas recomendações foram absorvidas pelo NIB Então ela eh então nós setor Privado temos uma enorme responsabilidade com a NIB não
é um negócio que alguém inventou E Agora Nós temos que fazer funcionar é nosso foi uma dase de polí pública Industrial constitu diversas mãos segunda característica tem uma novidade ela é baseada em missões uma novidade por a missão é fácil de traduzir PR população a gente Se aproxima a se aproxima doel social do estado eesa ases estabelecidas e transição energética a a missão de eh autonomia em saúde ela é constituía emergindo da da crise climática que é nosso e emergindo de uma de de pandemias que certamente viram outras é sobre soberania é sobre estabilidade do
nosso país a política Industrial tem essa Característica a última característica que também a gente não não viu isso recentemente nós estamos aí no meio do começo da da United nations Energy Week a política Industrial brasileira por uma das primeiras vezes na sua história houve outras no passado que deram um grande resultado mas ela tem três características fundamentais Ela é verde ela é tecnológica e pela uma das primeiras vezes da história ela é voltada para Fora ela é voltada com a ideia de que o Brasil pode servir o mundo e pode resolver alguns dos problemas da
transição ecológica Mundial isso é novo o pensamento existiram políticas industriais brasileiras de grande sucesso uma delas é a Embraer que tem as três características o verde a gente pode discutir existem outras mas eh Essa é a NIB brasileira é Isso que tá sobre a mesa nós temos uma bruta responsabilidade como setor privado porque ela é de estado ela é uma enorme oportunidade da gente eh escolher e comunicar nossas missões e ela abre o Brasil pro planeta um planeta que tá atingindo seus limites perfeito Muito obrigado falando em política Industrial Eloí você eh su a visão
né que que o que que o o o decreto gás para empregar né recente 2024 agora trouxe de oportunidades para nós qual a Sua visão sobre isso bom vamos ver tem tudo a ver com a indústria o decreto gás para empregar ele começou eh de novo você citar o diagnóstico que a gente fez a gente sempre pensou o setor do gás natural e e e não tá errado tá certo mas muito integrado ao setor de energia elétrica e durante muito tempo a gente pensou o desenvolvimento do setor de gás natural única e exclusivamente associado à
Eletricidade tem um papel Importantíssimo o gás natural tem um papel importantíssimo não num segmento de energia cada vez mais renovável não me entendam mal mas ele tem outros papéis igualmente fundamentais na transição energética brasileira o primeiro deles é por isso que faz essa conexão é na descarbonização da indústria eh quando a gente pensa em todo o nosso segmento Industrial isso precisa ficar claro as soluções de descarbonização da indústria Elas são múltiplas e elas se adecam as diferentes tecnologias né então cada processo Industrial pra gente atingir o nosso objetivo a gente precisa descarbonizar vários processos industriais
e não tem uma solução única para eles tem vários processos industriais que a gente descarboniza com hidrogênio tem vários que a gente descarboniza com eletricidade e para muitos eu preciso do gás natural por quê Porque eu vou substituir Carvão lenha óleo combustível que são combustíveis muito poluentes pelo gás natural porque o processo precisa de uma característica ou de calor ou do próprio carbono se eu tiver falando aqui por exemplo da da da siderurgia de a forno ele precisa do carbono a cirurgia de arco elétrico pode usar o hidrogênio a forno precisa do carbono para redução
não tem jeito eu não vou brigar com a química então assim a gente precis entender o papel de cada energético Nessa trajetória de descarbonização e a indústria brasileira precisa do gás natural na descarbonização ah e o gás o gás para empregar começou com essa visão uma segunda grande visão que muito conversou lá atrás quando a gente começou no Programa foi a nossa dependência de fertilizantes né hoje a a o Brasil importa mais de 90% dos fertilizantes que consome é um país com um setor O agronegócio extremamente forte é o principal produto da nossa Pauta de
exportação e já é uma agroindústria e e tende a crescer cada vez mais impulsionar a economia brasileira Então eu preciso também endereçar não só descarbonização desse segmento mas de novo também a segurança do abastecimento de um componente fundamental que são os fertilizantes o g pregar começa assim a gente passou o ano passado inteiro numa intensa reflexão que partiu eh eram cinco subcomitês de modo geral um que olhava oferta como Aumentar a oferta de gás o outro que olhava infraestrutura como acesso a infraestrutura de gás terceiro focava especialmente no papel da da ppsa papel da ppsa
que hoje tem um sofo de gás hoje a ppsa tem sei lá 100.000 m c de gás para quem trabalha com gás sabe que é um soo mas daqui a pouco vai ter né Mas daqui alguns anos quando a gente paga a cus Óleo dos contratos de partilha a gente começa a ter aí 3 4 5 milhões de m c de gás passa a ser um um um volume Importante a gente tem que entender o papel da ppsa nesse mercado e aí ah a gente tinha um um um subcomitê de mercado competitividade de mercado e
da indústria que era liderado pelo Ministério da indústria justamente para olhar essa conexão do gás natural com a política industrial e o subcomitê que olhava o papel do gás natural na transição energética fechando todo esse ciclo um colega meu jornalista Quando a gente publicou os relatórios comitê ele Falou assim puxao publicou 1 milhão de páginas ao mesmo tempo publica um sumário executivo falei o Sumário executivo é o decreto os principais achados e desafios que a gente encontrou ao longo desse ano de trabalho a gente sintetizou no Decreto que basicamente tenta fazer o quê eh criar
mecanismos pra gente eh viabilizar expansão de infraestrutura viabilizar acesso à infraestrutura aumento da oferta aumento da competitividade permitir que essa Indústria que se beneficie do gás natural possa nominar isso possa deixar isso claro porque hoje muitas vezes a gente tem um lockin a indústria precisa do gás ou poderia utilizar o gás e não faz porque não tem clareza da expansão da oferta não tem clareza se vai ter aquela disponibilidade de um produto que precisa de infraestrutura o o o o provedor de transporte Ovídeo sabe a luta que a gente tem também não tem clareza de
da onde onde vira a oferta Em Que momento fazer o investimento em infraestrutura tem que explicar pro acionista né Maurício todo todo todos os os os desafios e a gente tem muitas vezes um um um um produtor que por não ter também clareza dessa conexão não vê potencial de mercado no gás natural Então olha como que a gente tava travado né a gente tava num loquinho ali de decisões e o gás para empregar vem para para Para solucionar um pouco esse problema traz um papel importante pr pra epe não vou mentir a epe passa a
ter a obrigação de fazer um plano integrado eh de expansão do gás e biometano já fazendo essa conexão com biogás e com biometano E cria um comitê de monitoramento que engloba epe Ministério de energia e anp então coloca os três Agentes do setor sentados na mesa uma coisa que funciona para quem é mais do setor elétrico uma coisa muito parecida com com o comitê de Monitoramento do setor elétrico que lá atrás na primeira crise hídrica primeira mas na que a gente lembra quando se criou o comitê de monitoramento do setor elétrico parecia muito simples as
pessoas falavam assim poxa mas as instituições não se conversam basta colocar todo mundo numa mesa para ter uma reunião o NS não fala com a neel não fala com o ministério não fala com a NP e a criação de um mecanismo formal de relação ional para Formulação de política pú para coordenação de decisões de governo é muito importante então a criação desse comitê também vem como uma uma excelente iniciativa tem várias outras mas só tem mais 5 minutos o painel não vou tomar todo o tempo dos demais obrigada obrigado Elí eu vou vou te ouvir
também o vídeo sobre o o decreto né gast para empregar eh se você tem algum cimento mas também fala um pouco agora fora do setor elétrico né como é que você vê Oportunidades para gás e transporte de gás nessa jornada de de descarbonização da indústria n que a própria luí mencionou acho que o decreto ele traz diretrizes importantes né para destravar a paa de investimento e para ter esse olhar integrado da cadeia né porque a otimização qu a gente falar de infraestrutura né o André colocou muito bem e diretrizes aí dessa essa política eh a
Tem que focar no compartilhamento usar bem o que existe e planejar de Forma sensata as novas infraestruturas é uma cadeia de rede quando a gente fala do gás natural tem um DNA integrado por natureza o Brasil é um pouco mais complexo ou bem mais complexo essas decisões pela nossa e multiplicidade de reguladores né Nós tentamos fazer um esforço muito muito grande harmonização entre federal e estadual Tem aí 27 agências a federal que cuida do transporte e cada estado delibera sobre distribuição mas o business é o mesmo Então um grande esforço também de E aí acho
que vem a responsabilidade dos privados do setor também de sentarem na mesa Colocou também muito bem esse ponto e eh fazer a nossa responsabilidade com relação à ação durante muito tempo né a gente ficava olhando aquele planejamento o né E tantas acho que o nosso desafio como brasileiro tá na implementação também não adianta planejar e não executar então a gente acho que o Decreto vem nessa com esse espírito obviamente cada setor da cadeia tem tá digerindo esse essa publicação que foi recente Mas eu acredito no espírito eh Positivo né do que que se eh espera
alí e quando a gente olha a cadeia aí de infraestrutura pegando o segundo ponto acho que vale destacar também pela natureza que nós temos o André Ach chegou a falar da estocagem dos seus três zeros a a hidro né o gás e a bateria né então o Brasil Ainda não tem uma estocagem de gás natural nós da estamos trabalhando para o desenvolvimento aí do primeiro projeto né colaborando com o setor e a região Nordeste mais uma vez ela tem as formações geológicas favoráveis para isso e pela característica do nosso gás natural eh associado a petróleo
ele tem uma uma certa inflexibilidade porque tá associada à produção do óleo e ao mesmo tempo que alguns investimentos também no Eip vem sendo destravados pela formação de um ambiente de mercado a gente tá agora com a Rota 3 depois vem o Rai aí o projeto da da da ecn e escutei também de executivos do setor que a formação de um ambiente de mercado dá mais segurança para você poder tomar toas eh decisões de investimento em infraestrutura que uma coisa é você não saber o que vai fazer com gás outra coisa ser uma questão de
preço O que fazer com gás então itero que a Estocagem subterrânea vai ser muito importante porque é uma forma de você dar mais segurança e previsibilidade para o os agentes e outro ponto que eu acho extremamente relevante a gente tem que cooperar para destravar investimentos porque o custo de não investir pro Brasil hoje é muito maior do que fazer determinados investimentos e os investimentos no nosso setor não são uma coisa que a gente instala o dedo e se materializa Eh Toda a questão de licenciamento ambiental as autorizações capital intensivo tempo de construção então decisões que
a gente precisa tomar agora vão se refletir daqui eh em operação mesmo daqui 4 5 6 anos e um detalhe que a infraestrutura para não perder um ponto ali que fala assim não é só para a questão da do atendimento a novos mercados a gente vê hoje pela própria dinâmica da alteração das fontes por exemplo o Brasil hoje recebe muito menos gás da Bolívia por exemplo então pra gente atender até o mesmo mercado de outras formas é necessário investir porque os fluxos quando eles mudam demandam investimentos em infraestrutura para dar essa essa liquidez e a
gente pode Celebrar resultados positivos Saímos de um mercado que tinha apenas um ator a Petrobras hoje nós temos aí mais de 20 agentes operando assinamos mais de 170 contratos esse ano e mas o próximo Desafio ou seja des é que a gente tem muito mais gente operando mas de certa maneira estamos trocando ainda a figurinha do mesmo albo ou seja o mercado não cresceu e o desafio para esse mercado crescer reduzindo emissões né a luí destacou muito bem tá e a gente conseguir ser mais competitivo no preço final paraa indústria aí essa virada eh do
da troca de combustível vai acontecer com certeza a Já tem alguns exemplos que acontece isso no curto prazo mas o Grande salto depende da gente fazer esse esforço coletivo de tornar o gás mais competitivo do Brasil excelente muito obrigado agora a gente passa para pra plateia pras perguntas pesso aí organização é realmente é difícil ver aqui é só o microfone está ali já por favor aqui e também as perguntas remotas não aqui no estado online mas tem uma presencial aqui Gi ó só o microfone aqui por Gentileza A ideia era enviar pelo qrcode é isso
Ah então vamos vamos vamos distribuir o microfone para ele mas só a ideia então para facilitar quem quiser aqui mesmo da plateia pode enviar pel code as perguntas Bom dia a todos meu nome é Milton Machado eu sou da anp e a minha pergunta vai dentro do que a Camila o André EA falaram que é a questão exatamente da Transição justa eh hoje a região norte ela tem a tarifa energética mais cara com o IDH menor e você tem ali provos tradicionais provos originários ribeirinhos e ningém tá olhando para isso quando a gente fal como
professor falou da Inteligência Aral a gente fando de energia e esse pesso essa visão de mundo tem que integrada visão de mundo brasileiro que nós em termos de energia de empresas de energia estamos olhando Para a região norte e com o crescimento da bioeconomia que vai ter consequentemente Muito obrigado você quer abord luí a questão da justi tarifar Eu acho que o André também pode ajudar bom vou começar olhando pelo pelo tema que é mais dentro da minha área de experti tá eh a região norte tem tem uma série de sistemas isolados E aí a
gente trabalhou bastante no programa energias da Amazônia os sistemas isolados eles têm uma uma característica além deles Terem menos segurança eles são mais caros e mais poluentes que eles são usualmente térmicas a óleo diesel ou óleo combustível né Eh a gente trabalhou bastante na substituição dessas Fontes ah trabalhamos integrado a isso um programa de cocção limpa eh que também é muito relevante um outro problema grave que tá acontecendo agora a gente tá trabalhando bastante com o governo é justamente quando a gente pensa na na na distribuição de combustíveis toda a Região norte tem uma uma
logística que é feita pelo modo fluvial e aí o a a seca o problema hídrico ele afeta não só a disponibilidade de energia elétrica para os sistemas integrados mas afeta também a própria mobilidade da das pessoas e dos e dos e dos produtos né Então temos aí eh desafios para garantir o diesel para as embarcações para garantir o GLP eh paraas residências estamos endereçando e um um ponto central de todos esses Programas de governo Agora você vê na questão da da cocção limpa o Brasil colocou nas suas prioridades do G20 Olha como esse debate é
difícil três grandes eh três grandes prioridades no GT de transições energéticas que notem chama transições energéticas não chama transição as várias transições energéticas inclusive se reflete nas nas diferentes regiões do país a gente colocou três prioridades o primeiro o financiamento da transição como fazer Viabilizar essas energias limpas para quem precisa para países e regiões que precisam dela segunda prioridade foi cocção limpa e quando a gente colocou a cocção limpa no âmbito da pobreza energética a a presencia brasileira a gente achou que que Nossa ia ser um dado né ninguém vai quem vai discordar disso né
ehos temos alguns consensos importantes mas o programa de cocção limpa não conseguiu consenso por quê Porque muitas Vezes as pessoas têm dificuldade de entender ah que você ser neutro do ponto de vista tecnológico é muito importante para determinadas regiões Então você oferecer para alguns tipos de população eh eh para algumas características eh locacionais dizer que a única solução possível é placa solar acoplada a um fogão a indução muitas vezes não atende à realidade daquelas populações e isso foi uma barreira que a Gente que a gente esbarrou por exemplo gás natural biometano ou GLP não serem
aceitos no âmbito desse debate só para terminar o terceiro foi o papel fundamental da gente ter uma perspectiva inovadora sobre combustíveis sustentáveis aí debatendo muito o papel do ah biocombustível E aí de novo pra região norte pensar em soluções de uso do potencial bioenergético da solução para da da região para atender as suas Próprias necessidades energéticas muitas vezes Outro dia eu tava com uma eh eh eh debatendo o Estado do Pará e a pessoa virou para mim e falou assim puxa mas lá a gente tem vento só na metade do ano como é que eu
vou colocar um parque um parque eólico eu falei puxa mas você tem potencial de B energia tremendo por que não ter essa perspectiva inovadora de aproveitar o E aí é com esse olhar que a gente tá desenvolvendo as soluções com o olhar Não de uma solução focada nos problemas de quem tá sentado aqui no condicionado no Rio de Janeiro mas um um olhar de quem tá precisa compreender a realidade dos Desafios locais se me der 30 segundos só para completar Lu a pergunta que como nós temos 80000 km de gasoduto na região Amazônica tem estatísticas
que mostram que desde 2012 a 22 a redução de 70% dos gases de efeito estufa na geração termelétrica substituindo o Disel E agora tem um outro movimento que É muito importante dos leilões de oferta permanente ou seja o potencial que a amazônia atende a partir da infraestrutura que tem gás natural fazer a liquefação e levar para algumas regiões isoladas substituindo o diesel também e reduzindo inclusive o custo da energia local e também reduzindo emissões então nós que operamos esse ativo na Amazônia então tem muitas iniciativas bacan com contrapartidas sociais naquela Região só para eh colocar
mais cor no que a luí acabou de colocar endurado nesse gasoduto nós temos uma termoelétrica a gás de 60 M em quari que é que é parte do sistema isolado a gente opera o sistema isolado no Pará em quase 30 localidades gás na Amazônia é uma realidade por três razões primeiro que tem segundo que tem a infraestrutura terceiro que tem vizinho nós temos eh surinam e Guiana na integração física Regional que o Maurício começou a Colocar perto da da Amazônia Amazônia é um lugar que gás vai muito bem agora nós temos que e pensar o
futuro de forma bastante distinta na frente da minha térmica penduradinho no em quari penduradinho no no no no no gasoduto da da ind é uma térmica cuja dona é a Siemens Energy e tem um conjunto de populações todo mundo com o seu motorzinho a diesel e essa térmica tá subutilizada nem acho que não estamos Endo nem um Terço da capacidade dela a gente podia estar gerando com conexões e que a Índia é especialista n subaquáticas atravessando o rio eh com energia de altíssima qualidade Esse é o pensamento do Futuro o sistema isolado eh brasileiro tem
que ser completamente repensado eh com grandes ganhos eh e exportando até tecnologia para outros lugares tamb isolados na América Latina Isto é integração energética de primeira linha Para ser feita com a nossa região a gente comparte região Amazônica com outro oito estados nacionais sendo que peru riquíssimo em gás então gente podia tendo perspectivas pro norte do país norte do país é gás Sem dúvida nenhuma Com Outra vantagem quando vaza vasa para cima não vasa para dentro do Rio [Música] seu microfone G não vão deixar se furar fila [Música] não eu não aguento de vontade de
furar fila e fazer uma pergunta depois dessas duas últimas falas quer dizer dada dada o tema do nosso painel a matriz energética que nós queremos todas as oportunidades que o Brasil tem que foram mencionadas aqui todos os desafios também como oportunidades Como o Power shoring todas a nossa riqueza de de de matérias primas para gerar qualquer tipo De energia renovável que nós queremos desafios de de transmissão a inserção do gás ah integração energética que gera mercados novos oportunidades de todo tipo dados os problemas de de subsídios eh irracionais quer dizer que cabe até um um
um um parênteses eh subsídios desnecessários eh eh não mais necessários daria um um um belo tema aí pro pro livro A Marcha da insensatez do né quando a escritora for fazer é Totalmente insensato irracional eh mas virou um um uma espécie de palavra de baixo calão mas eh eh eh não passa de uma política pública que muitas vezes é muito bem-vinda então necessidade de políticas públicas e subsídios Racionais não tá faltando um pouquinho mais de planejamento no nosso setor a a impressão que eu sempre tive e eu tô nesse negócio há há 30 anos é
que eh o Brasil e o nosso setor elétrico energético tá sempre reagindo às Demandas das Marés aos as novidades e muito pouco planejamento planejamento sobre a melhor fonte para nós aquela que gera o maiores os maiores benefícios utiliza as melhores vocações do país gera as melhores capacitações O que que vocês acham disso eu não sei nem para quem fazer essa pergunta porque todos falaram sobre isso talvez eu só esteja convergindo para um assunto só você quer responder André André o André falou um pouco da Coordenação das Entidades né eu quero eu quero responder até para
eh eh eh a a abrir o palco para Eloí poder falar com tranquilidade Gil eh não é sobre planejamento planejamento a gente tem um ente eh de planejamento competentíssimo que é a epe eh planejar tudo bem Eu quero contar uma história que eh uma história importante que vai se repetir de novo aqui a quase 3 anos atrás eh o então presidente da epe nos procura Gil você tava mais ou Menos junto nessa época fala eu preciso um espaço de diálogo eh não é de planejamento de diálogo para construir cenários possíveis pro Brasil mas eu epe
Quando abro a boca eu tô fazendo planejamento indicativo e dispara 500 sininhos everywhere eu preciso que vocês setor privado se organizem eh em algum lugar neutro e ejado Eh para poder discutir cenários nasce aí o net zero path com três quatro cenários em que o mundo privado e o mundo público discute se se tolera discutir cenários possíveis depois a epe pega isso e transforma numa série de planejamentos indicativos isso está presta a acontecer de novo nós vamos em dezembro dentro do cebre eh fazer um de interconexão física Regional gás e energia elétrica dentro cebre convidado
eh eh a gente vai fazer A mesma coisa por quê Nós temos um dos maiores reservas de gás natural do planeta que é virtualmente infinita na Argentina esse gás vai chegar no Brasil bem mais barato do que qualquer outro gás que o Brasil é capaz de produzir Para Não Dizer do do Peru Para Não Dizer da das Goianas e Para Não Dizer de toda a conexão elétrica fundamental segunda coisa que nós vamos iniciar tava lá o nosso querido labanca encomendado por ele também Vamos discutir Qual o papel do gás no Brasil upstream midstream downstream porque
precisa precisa articular então esses espaços J é mais do que planejamento po ser um passo anterior é um diálogo de cenários possíveis Fá se esse cenário acontecer isso aqui acontece foi o que a gente fez juntos no net zero path epe banco interamericano de desenvolvimento e Andy Siemens dentro do cebre Lembra sim est na fase dois agora exatamente se a gente Continuar a fazer isso a gente faz o papel do planejador mais engajado com a sociedade e libera o planejador a indicar seus planejamentos que são indicativos e fundamentais liberando a barra da Eloí aqui bom
Obrigada só para eh dar meu meu grande sal aqui é planejamento a gente tem inclusive é reconhecido por isso e inclusive uma das iniciativas que vão ser lançadas no dia 20 é um é um um um Call para o mundo ter planejamento da forma que o Brasil tem porque o que falta é você entender que ter um plano não é a mesma coisa que ter capacidade de planejamento um plano é só um plano tanto que a gente tá vem falando muito Energy planning not Energy plans não é trazer um um um é a capacidade de
enxergar um futuro que é que tá em constante mudança e essa mudança é cada vez mais rápida e ajustar o seu plano A ep tava falando de constraint off H pelo Menos 10 anos tava falando de data center já alguns anos tava falando de hidrogênio também há 10 anos então assim não é que o planejador não estivesse indicando tendências de futuro é que a gente brinca lá que a nossa caneta não tem tinta né o planejamento ele é indicativo ele é um indicador pra sociedade é um indicador importante numa sociedade democrática não tô aqui advogando
por outra forma não você dá os caminhos indica os movimentos que Precisam ser feitos pra gente ter determinados resultados daqui a 5 10 15 anos mas a gente precisa desse espaço de criação de consensos na sociedade porque assim que as democracias evoluem então eh a gente precisa que essas indicações sejam debatidas e pactuadas porque no no mundo dinâmico de vários cenários várias escolhas são possíveis o que a gente precisa saber são as consequências de cada uma das escolhas que a gente toma como sociedade eh e tem algumas escolhas Que são fundamentais quando a gente faz
a escolha de Olha porque quando quando você olha o cenário recentemente a Shell por exemplo também publicou os cenários dela e fez de forma muito inédita um cenário do Brasil aí eu olhei tava debatendo com o Chief climate Officer deles né Por que que ele colocou e e e tem uma entrada gigantesca de nuclear no cenário da Shell para o Brasil tem uma entrada assim muito maior do que o nosso Planejamento é realmente uma quantidade absurda de energia nuclear entrando aí eu fui perguntar né Não mas por que que você tá entrando com com esse
tanto de nuclear falou assim bom porque eu acho que os biocombustíveis de vocês vão todos paraa saf acho que etanol de vocês pelo cenário de mercado vocês vão mandar tudo paraa saf vocês não vão não vão ter uma questão de preço etanol não vai ficar no Brasil a gente por uma questão de escolha não expandiu a geração Hidrelétrica e outra escolha que eles fizeram e a gente por uma questão de escolha eh eh foi mais conservador na captura e estocagem de carbono para Balan o sistema só só me sobrou nuclear se eu não tenho hidroelétrica
não tenho gás não tenho biocombustível e me sobrou nuclear foi uma escolha que ele fez dentre as 15.000 formas possíveis de balancear Aquele modelo então o que a gente tem que entender como sociedade não tô aqui Advogando por uma fonte ou por outra não por favor não me entendam mal é que o planejamento ele indica caminhos e a sociedade precisa fazer escolhas e escolher qual caminho tomar só porque eu acho que eu não vou ter chance de falar de novo Gil vai me tomar o microfone a minha resposta é que a matriz elétrica que queremos
é uma matriz diversa nós não podemos abrir mão da grande Fortaleza da Estratégia energética do Brasil grande Fortaleza inclusive do Desenvolvimento sustentável do Brasil que é a diversidade a diversidade é uma fortaleza Nossa diversidade de fontes a diversidade Regional a diversidade de recursos Isso é uma fortaleza do Brasil e dela a gente não pode abrir mão eu acho que a Camila também quer falar algo você quer comprimentar o vídeo também sim eh eu me empolguei aqui com a palestra do carnal e tava pensando aqui acho que o a o mundo mudou muito né E Talvez
a gente ainda esteja preso num modelo mental de planejamento Central que vigorou n nas últimas décadas né mas a gente viu movimentos recentes não em todos os setores não só o setor elétrico né só para citar transporte eh hospedagem airbnb um movimento muito forte de descentralização de participação decisiva dos atores diversos dos consumidores e acho que isso tem acontecido também né no setor elétrico Então talvez e e os consumidores têm participado talvez até indicado de forma mais firme do que mais forte né do que a epe Qual é o planejamento a configuração da matriz e
o papel do planejamento Central talvez precise se ajustar para e entendendo os gaps entendendo as lacunas que a decisão descentralizada não consegue alcançar e provendo esses recursos para né redes confiáveis para sistemas que funcionem como um serviço invisível vídeo rapidamente complementar Eu pegando o gajo da luí Às vezes o setor privado se sente eu posso falar por mim com a tinta sem a caneta né porque a gente quer investir mas precisa da previsibilidade das condições de contorno E aí de novo Eh como brasileiro acho que é meio cultural isso o investimento vai falar logo pensa
no custo e não no custo de não investir como autoridade Brasileira de alto nível tava nos Estados Unidos no encontro você tava junto e me falou isso falou assim Ah mas quanto vai custar pro consumidor Quanto vai custar não fazer né O Brasil é mais fácil a gente ver o custo percebido do investimento do que aquele que a gente vai pagar lá na frente então a gente precisa ter as condições para ter o fid né Realmente as decisões de sa do Papel G pra gente organizar eu queria fazer só mais um comentário acho que eu
me expressei mal quando eu falei planejamento eu falei em planejamento determinístico até certo ponto alguns Cabeça branca aqui vão lembrar eu eu fiz parte do gcps Tá então não tô falando de planejamento determinístico no total eu estou falando em algum planejamento feminíssima É disso que eu tô falando planejamento eu sei que é brilhantemente feito pela epe eu acompanho sou leitor acído do pne do plano decenal e mas eu acho que falta um pouquinho mais de determinação do que nós queremos não sei quanto isso é um debate eu acho Que pro pro almoço aliás nós infelizmente
nós estouramos o nosso tempo e você quer fazer alguma consideração Keller não até então peço desculpa que tinha o Cláudio Sales e o Guilherme ver escrito aqui para falar mas vamos vamos respeitar aqui a a programação eu eu acho que o que o o debate aqui né a troca de ideias foi foi muito boa eu acho que convergiu nessa questão primeiro primeiro da que há papel né há Espaço para todas as fontes né há espaço pra diversidade mas tem que ser feito de maneira tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista econômico
né então acho que se porque não adianta a gente forçar algumas soluções que mais mais tarde nos cobram a conta né E toda essa questão da otimização que a gente viu aqui fica perdida e a dificuldade de tomar essas decisões acho que ficou presente aqui em todas as respostas a dificuldade exatamente por esse por essa Pluralidade de de decisores o que também concordo não é ruim é necessário mas faz com que fique mais difícil hoje né você traçar né a direção das políticas públicas mas eu acho que nós tanto como agente de mercado quanto associações
quanto como né órgãos oficiais temos que desempenhar o nosso papel de de influenciar pro pro caminho do bem né Obrigado Gil era isso bom eu queria agradecer ah aos panelistas André Eloí ah Camila Ovídeo brilhantemente aí Animados e coordenados pelo nosso Keller e queria uma uma um agradecimento especial aqui da da apateia também eu queria só dizer que nós vamos fazer um intervalo de 1 hora para almoço vai ser servido um almoço aqui um almoço simples rápido eh daqui a 60 minutos correto Leandro eh o pessoal eh que nos ouve pelo vídeo vai ter um
Break e volta às 13:30 Para continuação desse evento tá bom Muito obrigado eh o pessoal da Produção pediu para vocês juntarem aqui para uma [Música] foto a energia que vem da água do Vento do Sol da [Música] natureza transforma o ser humano através do Esporte e ajuda a transformar o mundo com a Ind Andy líder da transição energética no Brasil a agindo juntos para uma vida mais sustentável e eficiente transição energética esse é o nosso Esporte Andy Let's act Together esse debate então convid parceiros muito especiais eh vou começar chamando o Carlos Frederico Luquete bingem
eu vou chamar ele só de Luquete Eu já pedi Eu já pedi autorização a ele Porque Lu foi a minha professora de inglês quando eu era garoto então bem-vindo Carlos O Carlos é sócio da área de direito societário e mne do bma do escritório bma nossos parceiros aí de longa data e ele tem Ampla experiência em operações de e em especial eh setores como petróleo gás energia elétrica e energia renovável eh Queria convidar também a Camila Camilo bem-vinda Camilo A Camila é uma ativista empreendedora social brasileira que constrói pontes entre entre grandes Organizações e iniciativas
populares para desenvolver projetos de inovação aberta ela é do Conselho de administração de think Tanks como Instituto Igarapé e ela é da delegação brasileira do W20 eh foi quando eu tive o prazer de conhecê-la eu fui representar a end numa das discussões do W20 foi a de Belém coordenada por ela W20 para quem não sabe é o grupo do G20 que trata de mulheres e diversidade muito bem-vindo eu queria chamar a Luciana Nicola bem-vinda Luciana ela é diretora do grupo Itaú Unibanco responsável pela área de relações institucionais e sustentabilidade diretora da Fundação Itaú e várias
outras organizações do grupo Ela é membra do conselho do ceed também do qual a também participa Ah o Itaú não preciso dizer é um dos grandes fornecedores e clientes da ind no produto follow Energy queria chamar também a Fernanda Souza Fernanda a Fernanda é head de operações e cofundadora da cubus Academy empresa especializada em cursos de Tecnologia à distância também parceira da ind e para moderar esse painel nós convidamos a Luciana nabar Luciana é Nossa diretora de Pessoas processos e sustentabilidade da end Brasil energia Obrigado por atender Luciana que vocês tenham todos e todas um
ótimo debate Aliás está meio desequilibrado né só tem um homem Mas vamos lá Estamos todos equilibrados aqui Gil obrigada Gil bom Boa tarde a todos e todas sobrou pra gente a difícil tarefa de falar depois do almoço mas acho que o Tema vai interessar todo mundo né para quem já tava aqui no comecinho com a gente ouviu bastante quando o Leandro carnal fez as provocações ali também a fala inicial do Maurício quando ele trouxe bastante o efeito das mudanças climáticas e se a gente só olhar na na mídia né nos últimos duas semanas para ser
bem bem para me até a um período mais recente tudo que se falou foram os efeitos da mudança das mudanças climáticas isso Traz pra gente que transição energética é um imperativo não é mais uma questão se vamos fazer é uma questão Como vamos fazer n a Eng Brasil energia já E aí in no Brasil como um todo já trilhou esse caminho da transição energética do ponto de vista ambiental Então hoje nós somos em 2023 nós nos tornamos 100% geração 100% renovável a partir de fontes renováveis trilhamos esse esse caminho nessa trajetória ã temos metas de
redução de energia publicadas Eng grupo No mundo Eng no Brasil temos investimentos massivos sendo feitos em energias renováveis mas quando a gente olha paraa transição energética a gente não está falando apenas de como que nós vamos gerar energia né a gente tá falando e como é o nome do painel é a transição energética justa E para isso a gente tem que considerar muito o impacto nas comunidades E é disso que nós vamos tratar aqui nesse painel então prazer ter pessoas tão queridas aqui junto hã Montamos um painel com para ter exemplos de diferentes setores da
sociedade para que a gente possa discutir aqui como que a gente faz uma transição energética justa quais são as melhores práticas e quem sabe a gente possa né com as compartilhamento das nossas experiências inspirar um pouquinho outras empresas que estão nos assistindo aqui tá Então vamos lá começando eu quero eh fazer uma pergunta ali pro Carlos Carlos eh você ali com a sua experiência no bma né na Sua visão que você tem acesso às diferentes práticas de SG de diferentes empresas no mercado com essa experiência que você vê quais são os temas materiais mais relevantes
que as empresas colocam assim com mais frequência nas suas pautas esg e se tem algum tema que não é colocado e que deveria ser tratado obrigado Luciana eh se dúvida essa pauta isg ela vem eh afetando o nosso dia a dia eu sou um advogado Eh de memn e societário com foco em operação mas que também coordena a área de energia e trabalho lado a lado aí com um time eh regulatório de energia né Eh o tema SG ele não é novo aqui no Brasil na verdade se a gente olhar a nossa lei a lei
societária a 6404 e aqui vou pedir licença enfim para fazer menção eh alguma alusão a ela e até o André falou que o setor de energia fala javanês e advogado fala jurdi quês mas eu vou tentar evitar o máximo E eh então o bulos Pedreira e o e o Lami quando idealizaram a lei ele desde lá já falaram um pouco interesse social a responsabilidade do acionista controlador com a sociedade eh com os próprios empregados então Eh todos os temas afetos a essa discussão isg sempre estiveram entre nós a verdade é que isso virou uma pauta
eh por enfim razões eh que aqui todo mundo sabe e acompanha enfim é um eh no final do dia foi uma exigência de Investidores eh e uma pauta Inicial e eh do mercado financeiro mas que foi entada e que hoje vem mudando claramente todas as relações jurídicas né Eh que a gente tem eh E por que isso porque no final do dia com redução de riscos eh com eh você tendo custos de custos de Capital reduzidos porque é muito melhor você se relacionar né com uma empresa que seja isd uma empresa preocupada com o meio
ambiente preocupado com questões Sociais né e preocupada com sua governança isso gera uma segurança para todos envolvidos inclusive para aquela contraparte e para quem efetivamente os bancos vão emprestar capital Para quem você vai se relacionar no contrato Distribuição e para quem faz parte dessa relação jurídica específica o que a gente tem visto lá no escritório e assim são alguns temas que a gente tá num processo Né a gente tava comentando aqui antes de começar o painel que h a gente tá um pouco pedalando eh a bicicleta tá andando a gente tá correndo atrás dela para
subir nela e e às vezes ela dá uma escapada a gente volta para pegá-la né então assim o primeiro tema muito Óbvio é questão eh de disclosure de divulgação a gente Enfim no Brasil vê eh eh uma exigência já eh imposta eh hoje sob ponto de vista facultativo Quando você vai como Companhia aberta eh fazer eh os seus eh seus informes através eh do formulário de referência você tem que dar dados a cvm e comunicar ao mercado eh qual a sua política em relação eh a diversos fatores eh isd eh enfim de que forma você
eh trata eh a sua o escopo um dois eh de que forma você eh tem eh eh diversidade na sua empresa e assim por diante eh isso tudo é um cenário que se avizinha né porque em 2026 a gente vai ter eh o FRS agora Que é o issb que será um pouco eh justamente informações financeiras para para a sustentabilidade é um mundo novo Eh nós como os advogados Estamos também aprendendo isso e certa e as empresas eh já estão né tratando desse tema é um certamente isso vai gerar várias discussões Então esse seria o
primeiro Insight aqui que eu queria passar para vocês seria a divulgação que eu acho que é um tema Óbvio o como você trata as suas informações como empresa eh nessa Discussão isg né a outra questão que também tamb é é bastante Clara a questão dos financiamentos né hoje em dia para você tomar um crédito para você ter uma linha eh você preenche uma série de eh eh formulários e declarações e exigências por pares dos bancos eh e e certamente isso tende a ficar cada vez mais restrito e tende a ficar cada vez eh mais importante
então eh você vê hoje linhas sendo fechadas ou linhas sendo Abertas dependendo da sua aderência e aos princípios e SG eh também importante então em contratos a gente que vê e vive esse mundo de memi eh a cláusula de compliance em qualquer Spa qualquer contrato de compr venda ela ganhou eh uma importância que anteriormente a gente não vinha não via perdão eh eh e hoje a gente vê com com com muito muita clareza isso então você imaginar uma companhia como a end que é uma companhia Global do setor de energia E tendo como contraparte outra
também na mesma situação é claro que você vai ter que Declarar no contrato determinadas questões com eh eh as particularidades de cada uma dessas jurisdições né então isso eh leva tempo isso eh faz com que é a sua negociação no contrato ela seja Ah mais complexa Então acho que também esse é um outro ponto quer dizer o tema do compliance ele ganha importância em qualquer operação em qualquer relação jurídica específica Eh Além disso aspectos contratuais né Eh o que que a gente vê eh também hoje em dia em vários contratos eh de forma muito clara
essa preocupação com SG ela foi incorporada né Eh enfim nos contratos de forma que hoje como o SG ele tem como pano de fundo também uma proteção à sua imagem uma responsabilidade eh eh quase que e decorrente né do que você diz ao mercado do que você faz do que você declara eh consequentemente as consequências de uma Relação contratual elas também são mais relevantes então se porventura a gente tem alguma infringência naquele contrato que gere eh eh Enfim uma declaração errada ou Gere uma situação específica como por exemplo a gente tem um caso clássico aqui
eh de violação isg é um contrato de distribuição em que eh um grupo de advogados se reuniu e ajuizou uma ação contra várias bigtechs eh dizendo que na verdade aquele contrato distribuição ele estava calcado num Trabalho infantil estava ele estava suportado por um trabalho infantil na mineração de determinado minério eh e consequentemente aquilo deveria gerar uma indenização eh por parte eh dessas bigtech que não fizeram efetivamente a diligência necessária para essa finalidade eh Esse foi um caso eh enfim muito importante que eh na verdade foi uma alegação de que aquelas que existam crianças eh responsáveis
pela mineração daquele minério que era o Cobalto eu Acho eh na República do Congo tá então acho que esse é um exemplo para mostrar qual a responsabilidade hoje e e qual a a consequência né do que você trata especificamente para as relações contratuais né e agora puxando rapidamente aqui paraa transição energética a transição energética ela é uma revolução né né então por isso que a gente se dedica aí esse dia para tratar só dela eh a gente vê a a Substituição das fontes habituais por Fontes novas você tem nova tecnologia entrando e você vai ter
são contratos de longo prazo são projetos complexos Então hoje a gente tem a gente o pessoal que falou no no no painel anterior de armazenamento por iia de falou falou sobre hidrogênio verde e você tem todo toda a pauta do gás eh relacionada a isso todas essas discussões elas geram novos contratos novas relações jurídicas e certamente o Isg vai ter um papel super relevante Nisso porque não dá para você arriscar a sua responsabilidade a sua imagem eh a sua penetração nesse mercado de energia com alguém que não esteja aderente a isso e a gente enfim
para projetos como esse normalmente você tem associações jo Adventures são necessárias importantes até para que você possa ter um compartilhamento dos riscos mas é importante que se tenha do lado eh Alguém que esteja falando a sua língua então na nossa visão e a gente tem visto isso vai ser cada vez mais relevante eh a gente ter esse acompanhamento e ter eh essa aderência a pauta isg eh e por só pegando o último gancho em relação à transição isso tende a piorar com os riscos climáticos né as companhias eh vão estar também mais preocupadas eh em
razão eh de tudo que isso vai eh acarretar é uma nova realidade a gente enfim a resiliência do do do setor Eh é algo que que provavelmente V aumentar os litígios né a gente aqui do bma fez um evento só sobre isso dia 4 a Camila que estava no painel anterior participou e enfim não existe uma bala de prata para essa discussão o que existe são diversas ações e esse tema tende a ganhar maior relevância então assim quando você tá num projeto de geração eh E você tem um parceiro do seu lado você quer que
obviamente se fale a mesma língua você tem as mesmas Preocupações a mesma responsabilidade que você tem né então assim isso Eu Vejo claramente como os insites do que a gente vem acompanhando e as companhias vêm fazendo o que eu acho que estaria faltando eh justamente e acho que também no último painel se falou brevemente sobre isso eh para esse tema de SG para esta aderência a todos esses princípios acho que falta um advocacy um pouco mais claro acho que falta eh as companhias at Através das associações eh que enfim fazem isso muito bem a gente
tenha uma pauta E construtiva né para que a gente acho que não há espaço mais para Aventureiros eh nesse cenário que a gente tá vivendo eh realmente eh eu acho que tem que todo mundo tá na mesma liga e eh com as mesmas responsabilidade por exemplo eh a gente eh eh viu né o eh uma organização de algumas empresas para eh que saísse aquele PL do devedor quanto mais que tinha como plano de Fundo a questão de distribuição eh de combustível eh e outras discussões Então eu acho que eh Talvez o que esteja faltando para
essa finalidade eh possa ser Justamente esse advoca mais efetivo a gente cobrar que as empresas sigam eh realmente eh eh essas orientações e essa pauta Mundial que é o USG até porque as coisas tendem a ficar cada vez mais restritas e importantes nesse tema não perfeito Obrigada Carlos Com certeza quando a gente olha Eh o endurecimento Vamos chamar assim das regras de reporte materialidade rastreabilidade passa a ser cada vez mais importantes Camila falando um pouquinho né a gente conversou bastante quando teve lá no painel do wv quando a gente olha para as comunidades né para
essa proximidade paraas comunidades Quais são os aspectos mais relevantes do ponto de vista da sociedade quando a gente fala de transição energética né E como um fator De desenvolvimento Regional justo e sustentável E como que isso se reflete nas diferentes regiões você que viaja ali pelo Brasil todo Obrigada Lu eu acho que primeiro a gente precisa eh setar que quando a gente fala de comunidades a gente esquece que a gente empresa também é uma comunidade eh e que a gente é parte da ecossistema a conversa acaba sendo nós e eles e na verdade somos todos
nós o nosso pipeline envolve eles então se a gente não se vê É óbvio que as relações não estão em pé de igualdade mas eh se a gente não se vê como parte dessa grande comunidade é igual o nosso mapa de stakeholders eles estão lá né acho que a primeira eu tenho três aspectos principais assim pra gente observar primeiro é a participação social como é que a gente constrói engajamento com Os territórios e com as pessoas que um ou estão na linha de frente do nosso projeto de infraestrutura porque esse é Sempre um Desafio o
diálogo da implementação do projeto físico especificamente normalmente é o calcanhar de Aquiles de quem tá trabalhando e essa e esse é o momento em que se a gente desenvolve um um processo de participação social que F FD Digno desde o começo que escuta as pessoas desde o começo que entende as necessidades tem um olhar paraa legislação brasileira que E aí eu vou falar do Agora tira o chapéu da diretora De organização social para cidadã me irrita muitas vezes Quem gera não poder distribuir Porque eu cansei de passar por comunidades num apagão sendo que tava um
pipeline inteira as linhas de transmissão lá os painéis Solares lá e a comunidade sem luz e aí então eu acho que E aí o meu segundo aspecto é alinhamento dos interesses quando a gente tem o poder de criar uma coisa tão poderosa de forma mais sustentável Como a energia Será que A gente pode alinhar os nossos interesses pro bem-estar social para fazer a vida das pessoas melhor porque faz a vida das pessoas que moram no Rio de Janeiro em São Paulo em Santa Catarina melhor mas precisa fazer a vida de quem mora na no no
sertão do Piauí melhor também na vida de quem mora na região Caiçara em Sergipe ou ou no ou no Alagoas a a mesma qualidade de vida ah eu brinco que assim se a gente fechar os olhos e tentar viver um dia da nossa Vida sem eletricidade é impossível né tipo pessoa surta só com a só venda a bateria do celular acabar eletricidade é dignidade Então se a gente não conseguir pensar em equilibrar o bem-estar social com as comunidades que a gente tá se relacionando e eu entendo que vocês estão aqui discutindo isso porque a gente
acredita que esse é o único caminho eh quando a gente fala sobre o desafio das empresas se tornarem mais SG E aí Aqui vem meu terceiro aspecto é que muitas vezes a gente eh quando a gente desenha um mapa de riscos ou um mapa E aí faz um equivalente para mapa de stakeholders para saber quem é que ajuda a gente a diminuir cada risco normalmente as comunidades estão no lugar do Risco reputacional e aí eu queria fazer um convite para pensar nelas como um ativo reputacional porque se a gente conseguir desenvolver essa relação de maneira
forte de maneira Sustentável desde o começo as comunidades são as primeiras a advogarem pelos pipelines elas são as primeiras a defenderem porque elas enxergam o volvimento no longo prazo é muito comum por exemplo eu ir para territórios por exemplo como o Amapá e boa parte do território defender exploração de petróleo na FZ do Rio Amazonas aí eu falo assim bom Quais são os aspectos disso daqui o que que você entende sobre isso a comunidade entende As vantagens daquele aspecto do desenvolvimento para elas não necessariamente as minhas questões em relação ao meio ambi ente faz sentido
para elas nessa conversa mas se elas entenderem que demora muito para elas receberem aquele benefício a opinião muda de ideia também então eu acho que a gente tem um um um potencial de sermos íntegros NS nossos diálogos com as comunidades para poder trazer o desejo do território de desenvolvimento pro Centro e fazer isso em parceria não só com os governos locais mas com as organizações doos territórios também acho que a gente muitas vezes eh chega num lugar eu lembro de um samba né sabe assim a gente tem que pisar no lugar devagarinho Esse é o
convite sempre quando a gente entra na casa das pessoas a gente não entra sem pedir licença eh para fazer transição energética de uma maneira justa não dá pra gente entrar nos territórios sem pedir licença e esse É um trabalho difícil porque muitas vezes a gente não fala a mesma língua então o convite é uma coisa que um um grande mentor meu fala fala que a gente precisa encontrar as pessoas no nível de consciência que elas estão e não no no nível de consciência que a gente está Então se a gente já tem mais informação se
a gente já sabe o que fazer se a gente conhece as ferramentas e pode fazer melhor a proposta é que a gente vá com as comunidades no nível de Consciência e linguagem em que elas estão e eu vou eu posso te garantir que muitos insights vão vir dessas conversas de um jeito que a gente não esperava obrigada muito bom muito bom isso que você tá falando Camila e assim só para corroborar a gente tem um processo estruturado de diálogo com stakeholders na Eng há 20 anos e esse é um processo onde a gente faz Exatamente
isso a gente vai ouve a comunidade e dessa escuta ativa da Comunidade a gente pega Quais são as necessidades coloca isso junto com as nossas diretrizes SG e a partir daí define as iniciativas exatamente e uma dessas necessidades que a gente ouviu no diálogo de stakeholders foi justamente a falta de perspectiva de jovens e jovens adultos e isso nos levou a procurar dentro dos empreendedores sociais existentes O que que a gente poderia fazer nessa situação e foi aí que a Gente veio com a cubus né através da parceria com a cubus a gente forneceu mais
de 5.000 bolsas de Estudos em tecnologia no Brasil inteiro para justamente atender esse Anseio de perspectiva e eu queria que a Fernanda Contasse um pouquinho pra gente Fernanda além dessa iniciativa o que mais como que a cubus olha para essa questão e o que que vocês podem ofere nesse quisito perfeito Obrigada eh prazer estar aqui conversando com vocês e falar um pouco Mais sobre essa essa iniciativa tão incrível que só foi viável graças a ind eh essa questão da dos anseios da comunidade Foi algo que foi levado muito em consideração desde o início e a
educação ela é a grande base de grandes transformações na nossa sociedade então através desse programa eh houve a formação de pessoas na área de tecnologia para quem por acaso não conheça a cubus Academy é uma empresa de tecnologia uma escola de tecnologia Focada em preparar jovens pessoas para o mercado de trabalho em tecnologia que é um grande déficit no nosso país né pessoas qualificadas para atuar na área de tecnologia e isso é feito justamente pela op dar essas oportunidades paraas pessoas que em outro contexto não conseguiriam fazer esses estudos arcar com com essa formação então
e foi focado em localidades que a tinha né programas de de impacto eh focados também em pessoas que estão em maior Vulnerabilidade possível então dentre esse total de bolsas apenas assim alguns números para vocês muito relevantes eh aproximadamente 69% dessas bolsas foram para pessoas cuja renda familiar mensal per capita era inferior a R 3500 eh 44 foi focado para mulheres também na área de tecnologia uma grande deficiência hoje no mercado de tecnologia é ter maior diversidade é um ambiente muito dominado por homens por pessoas brancas Também tivemos 40% de pessoas negras participando dessas iniciativas também
então isso foi era pauta semanal dos nossos encontros eh tratando do programa e quando a gente fala de educação a gente fala de dignidade a gente fala sobre transformação na vida dessas pessoas nas suas famílias na sua comunidade e em aspecto macro no nosso país né então a acho que quando a gente fala de e transição energética justa a educação e a tecnologia estão no Pilar dessa transformação então quanto mais agentes quanto mais empresas eh estejam de fato genuinamente dedicadas a causar essa transformação melhor para todos para as empresas para a sociedade para o estado
também né claro e obviamente pro nosso planeta pro meio ambiente então é sempre bom quando a gente encontra outras instituições que comungam desses mesmos valores porque essa transformação já passou do tempo de ser feita então é Muito importante a gente focar nisso muito bem e é um é um trabalho cotidiano né bom Luciana a gente ouviu um pouquinho o ponto de vista ali do a troue o ponto de vista da comunidade Fernanda experiência dela como é que é do ponto de vista do Ita né uma instituição financeira enorme que tem uma multitude de projetos como
que vocês lidam para fazer colocar todas essas necessidades tudo isso e definir as suas iniciativas O que que é relevante Ita hoje Quais são as diretrizes Boa tarde eu bante coisa aqui que passa muito pelo meu dia a dia como um banco né Eu acho que quando a gente fala do Itaú e esse é um tema que estão nas duas pontas né seja na ponta do investimento social privado a gente tem uma longa história em investimento social privado que começou na década de 90 e a gente investe em educação cultura eh em mobilidade urbana em
saúde em Vários temas importantes eh paraas comunidades como um todo eh e a gente sabe que são temas que a gente tem que medir impacto no longo prazo né são investimentos que você começa hoje para você colher frutos lá na frente né mas eu acho que teve um momento que pra gente ficou muito claro o momento que você juntava o o o que a gente faz no Core com o impacto na agenda social né que foi a pandemia eh durante a pandemia a gente fez um uma ação chamado todos Pela saúde onde a gente teve
um recurso destinado pelo banco para ajudar eh em vários aspectos desde epis eh vacinas levar medicamento levar telemedicina eh você a gente ajudou a construir eh fábricas de vacina a a gente acabou ajudando num todo né E foi um projeto que durou do anos e que pegou do início ao Ápice até ali o momento quando a gente começou a teré uma queda né e e eu acho que como iniciativa como iniciativa privada a gente tá muito acostumados a Ver projetos com grandes impactos nos nas grandes centros urbanos né e nas grandes capitais e com uma
concentração mais forte no sudeste mas o desafio é como é que a gente faz isso para que seja uma ação para todos né porque quando a gente falou de pandemia a não escolheu território não escolheu classe econômica escolheu nada né atingiu todo mundo né e a gente passou por Desafios que até então não tava no radar do banco né Por exemplo distribuição de vacina e A gente chegou em lugares onde não tinha energia elétrica para ter uma geladeira para que mantivesse as vacinas na temperatura pra gente conseguir vacinar toda aquela comunidade eh muitas vezes a
gente dependeu do do do óleo diesel ali para manter um gerador para conseguir fazer com que a telemedicina conseguisse levar um atendimento especializado para comunidades né então entender Quais são os grandes indicadores sociais que a gente tem no Brasil como um todo e como Que a gente faz isso de forma acessível para chegar para todos né isso fez o ital teve grandes insights de como a gente leva o nosso investimento social privado pro Brasil como um todo né a gente não tem os melhores indicadores de educação apesar de grandes investimentos tanto do poder público como
da iniciativa privada a educação também não chega de forma igual para todos eh a gente fala de novo dos grandes centros urbanos mas quando você começa a olhar o Brasil como um todo Como que você leva acesso à educação se você não tem a a a a energia se você não tem a conectividade para você treinar os professores Então como é que você repensa eh a transição S justa olhando para como a gente faz as coisas hoje como é que a gente estimula Hoje essas políticas públicas que eh por mais investimento público a gente sabe
que não é o suficiente né Então teve um grande repensar e eu acho que essa é uma Grande questão que se colocou como que faz o investimento social privado pensando em transição justa que só vai se intensificar daqui paraa frente com mudanças climáticas e com toda a necessidade né então esse tem um um aspecto do de como a gente faz isso hoje como a gente tem repensado no Itaú sobre territórios escutar as comunidades entender Qual é o gargalo porque muitos fala ah eu quero ensinar a pescar e não dar o peixe gente se não der
o peixe não Vai conseguir ensinar a pescar né porque precisa ter uma necessidade ali eh estrutural Inicial muito importante e muitas vezes essa questão de infraestrutura né de fazer chegar a energia elétrica de fazer muitas vezes chegar o diesel pro gerador eh e aí se você leva educação aí você leva o o restante dos aspectos né Eh então eu acho e olhando sempre Qual é o o o IDH olhar indicadores sociais e incorporar isso de fato para aquilo que você Investe mas na outra ponta o desafio não é menor né porque o Itaú ele é
um banco eh e um banco financia todos os setores né E quando a gente olha pr pra questão da descarbonização pro compromisso net zero que o itao assumiu em 2021 eh você tem dois caminhos ou você eh começar a restringir negócio de empresas que não estão alinhadas ao que se busca a manter a temperatura um garal e me E como vai ser feito isso E aí eu não acredito nesse caminho porque excluir eh não Ajudar no processo eu não não tenho uma relação de ganha ganha a gente tá falando num país onde você tem uma
diversidade enorme principalmente eh socioeconômica E você tem um outro caminho que foi o caminho que tou assumir o que é como é que eu posso ser o banco da transição pros meus clientes né porque eu tenho clientes como a né que já é super consolidada com práticas com meta né hoje vem ensinando muito sobre boas práticas mas eu tenho aquelas Outras empresas que TM um perfil completamente diferente Ou tá num negócio que ainda não não conseguiu entrar nessa jornada de fato de entender nem o isd quanto mais se aprofundar na questão do Net zero e
quando a gente olha paraa descarbonização desses setores eh o aspecto social ele é tão grande quanto a questão climática barra o ambiental porque eu tô falando de cadeia de fornecedores eu tô falando de postos de emprego eu tô falando de Impacto em comunidades onde essas empresas estão estabelecidas então o olhar de como eu faço um processo educacional dessas empresas para partir para entender qual a sua mensuração Aonde estão os principais gargalos aonde você pode desenhar um plano com metas e conseguir ter capital mais acessível eh com impacto menor eh no no negócio e partir pro
processo de transição né e muitas Às vezes o banco sai da Parte Educacional para migrar pra parte eh de Advocacy para ajudar com poder público né Eu concordo tem um trabalho das entidades setoriais de ser mais propositiva eh porque a gente vê muito as entidades setoriais eh discutindo um pouco Quais são os gargalos e como é que isso pode ajudar a transição desses setores até muitas vezes numa etapa final é monitorar as metas entender a gente também tem uma diligência de risco socioambiental bastante robusta eh para entender aquilo que foi prometido tá Sendo cumprido não
tá por algum aspecto eh que foge ao controle da empresa ou Porque de fato faltou esforço ali né Eh porque no final das contas eu presto eh contas para investidores os acionistas para banco central mas a gente muito tem hoje caminhado num processo de ajudar as empresas na transição trazendo o aspecto social muito junto né para ele entender Qual é o impacto no ecossistema que ele tem dentro do setor dele eh como é que ele garanti de perenidade dos seus Negócios no futuro e aí não tem só um olhar de risco mas tem muito um
olhar de oportunidade né como que a gente pode começar agora a formar mão de obra para esse processo que vai vir cada vez mais tecnológico que vai trazer Desafios que por um lado você tem um incremento de empregos Mas por outro você tem muitos muitos postos principalmente em atividades mais baixas que vão deixar de existir como é que a empresa se prepara para começar a formar no seu entorno né Então como banco eu tenho que aquele ibrar sempre esses dois lados né puxar o investimento social privado que muitas vezes vem pavimentando esse desafio mas por
outro lado engajar os nossos clientes até porque banco não é um setor carbono intensivo então Eh quando se trouxe aqui o scope 1 2 e 3 né no scopo 1 e do eh O banco já é neutro desde 2009 só que ele é irrelevante porque ele é 700 vezes menor do que o escopo três que é aquele escopo que eu financio e se os Meus clientes não forem net zero o ital não net zero e ser Net zero tem que levar em conta que a gente tem que fazer essa transição justa eh porque bancos de
uma forma geral eh ele tem um papel muito importante de ajudar a economia a migrar para uma Economia mais Verde inclusive de Baixo Carbono então eu tenho que entender como é essa jornada como que eu vou fazer isso né e o aspecto social sempre tem que ser levado em consideração a transição justa tem Sempre que tá na pauta eh se fala muito de trilhões de dólares necessário para esse processo de transição e eu participei de um painel há duas semanas atrás onde se trazia um debate que é eu vou investir tanto em tecnologia quando a
gente ainda tem um problema de acesso eh que a gente ainda tem uma questão de pobreza então quando é que a gente vai começar a discutir como é que tem que ser a distribuição desses recursos né então Eh é um pouco tá antenado a isso Tudo e garantir que a transição justa esteja sempre na pauta do debate com a gente fala de de kpis o tempo todo o social tem que ser um kpi que tem que ser medido né Eu acho que esse é um aspecto bastante importante Com certeza eu acho que a cadeia totalmente
concordo contigo eu acho que a cadeia de valor ela apresenta pra gente oportunidades e desafios né e oportunidades por exemplo como que a in faz aqui na parte social com o nosso programa parcerias do bem a Gente tem alguns parceiros do bem ali com a gente na na plateia que é onde a gente pega os Nossos programas sociais e oferece como produtos sociais para clientes e fornecedores para investirem junto conosco para aumentar a nossa capacidade de impacto positivo e quando a gente fala do ponto de vista de desafios assim como o Itaú nosso desafio também
é escopo três né E para isso a gente tem até tem um programa de descarbonização de fornecedores Desenvolvido também que é onde a gente oferece para ele toda uma jornada conscientização a gente tava conversando um pouquinho sobre isso antes e tem até inclusive um software que a gente oferece para eles poderem acompanhar as suas emissões né fazer os seus inventários e acompanhar suas emissões mas aí com esse olhar paraa cadeia de valor Carlos eu queria eh falar um pouquinho contigo sobre esse tema né Eh a gente precisa que as grandes Companhias também fiquem atentas para
essa cadeia de fornecedores para saber como que a jornada da descarbonização e toda essa preocupação com sustentabilidade tá acontecendo e se está acontecendo na velocidade Correta que eles precisam né você que lida com várias empresas como que isso tá acontecendo como Como que você percebe a velocidade dessa jornada é e eu acho que a velocidade ela não é uniforme claramente né então Eh enfim como a Luciana falou eh você tem claramente a and que tem que tá numa velocidade realmente muito maior que outros pares eh a gente vê assim como escritório de advocacia uma preocupação
eh gradativa em matéria de diligência em prestação de informação e obtenção eh de dados eh mais palpáveis eh para que justamente né Essa questão do scope 3 ela se torne Algo Mais palatável acho que falta até Conhecimento né No final do dia eh muitos dos dos nossos clientes eh por exemplo Fundos sempre é um problema hoje para você fazer uma capitação externa eh para fundo de private equity você respondia a um formulário de 10 páginas hoje tem 90 e esse formulário ele tem lá eh provavelmente 30 páginas só sobre scope TR tá E então eh
eh eu acho que até é uma coisa gradativa que as empresas vão se acostumar né mas a gente tem progredido por exemplo a Gente como escritóri advocacia que trabalha com entes estrangeiros e hoje em dia tem sido também cada vez mais comum a gente receber questionamento sobre scopo TR e saber o que que a gente tem aprovado internamente Qual é a nossa política eh por enquanto a gente não teve nenhuma consequência disso eh mas quem sabe daqui a pouco vai ter eh a gente tem aí o o o ifrs né de sustentabilidade para se tornar
obrigatório o cvm já aderiu o Ministério eh da Fazenda também a partir de 2026 então a tendência é que a coisa ganhe uma importância cada vez eh maior eh a gente olha pra Europa olha paraa Alemanha né e vê lá a lei alemã dizendo sobre a responsabilidade da diligência do Dev diligência em relação à sua cadeia de fornecedores e lá inclusive você tem a possibilidade de rescisão contratual se efetivamente eh eh O que foi declarado eh tomando por conta eh eh o dispositivo da Lei ele não se verifica Então você já tem eh eh uma
lei ordinária aprovada eh na Alemanha que trata disso dando suporte eh às consequências jurídicas eh desse processo relacionado à diligência eh e ao cumprimento né das metas de TR eh outro outra outro ponto assim relevante também acho que a Europa é sem dúvida Eh quem tá mais avançado nisso a gente viu um grande Player da energia eh Mundial que uma decisão eh da corte da Holanda determinou eh por conta eh de Mensagens conflitantes e de não ter tido uma diligência eh apurada já por decisão judicial fixou qual seria a meta de descarbonização para aquela companhia
compania aberta e até 2030 então assim o cerco ele tá se fechando eu acho que eh a gente aqui no Brasil Ainda tá um pouco a gente tem como eu falei velocidades distintas né então a gente não tem uma uniformidade acho que falta conhecimento falta realmente eh as Pessoas se acostumarem essa eh mas eu vejo com bons olhos e acho que a gente tá andando às vezes com velocidade às vezes nem nem tanta velocidade certo Carlos Camila eh na tua fala anterior você trouxe vários pontos de atenção do ponto de vista da comunidade né mas
eu queria que você pudesse aprofundar um pouquinho num deles que é em relação à diversidade né a gente acredita e estamos aqui já conversamos sobre isso lá no W20 da Importância o impacto positivo da diversidade Como que você percebe hoje O que está sendo feito o que que falta fazer o que que pode adiantar traz a tua perspectiva pra gente boa acho que enquanto Delegada do W20 especialmente no grupo de trabalho de Justiça climática uma das nossas recomendações paraa presidência do G20 foi que a gente tivesse requisitos E aí requisitos Claros em diversidade de gênero
para os projetos ligados à transição Energética por exemplo eh conheço tipo projetos da ind são super inspiradores no sentido de tanto educação das mulheres quanto engajamento delas literalmente pondo a mão na massa mas a eh é como dizer o seguinte eu como é que eu quem pode falar mais sobre uma situação eh desconfortável senão a pessoa que sofre desconforto senão a pessoa que vai ter mais dificuldade de encontrar um emprego depois de passar e ser vítima de um evento climático Extremo que ela não tinha nenhuma relação com aquilo Vamos ser as mulheres as pessoas cuidadoras
e aí tem algumas algumas coisas que eu acho que a gente pode fazer para fomentar isso a primeira quando sal comentando sobre falta de falta conhecimento e eu acho que tem níveis de conhecimentos diferentes pra gente chegar quando a gente fala sobre mulheres e diversidade a gente vem nos últimos cinco 8 anos fazendo um movimento grande corporativamente Falando pra inclusão de grupos minorizados dentro do dentro dos nossos corpos de gestão e etc essa é uma parte do trabalho a segunda parte do trabalho é a gente olhar pros insights que esses grupos Podem trazer para que
as nossas soluções sejam soluções mais duradouras muitas vezes a gente para no token da contratação a gente para no projeto de educação por exemplo sei lá eh uma coisa que vocês fizeram e que eu achei muito legal é que para além da Educação elas tinham um emprego tipo assim ó você vai passar pelo treinamento você vai aprender uma profissão nova mas você vai trabalhar nessa profissão nova que você tá aprendendo e se talvez eu não consigo absorver todas as pessoas que eu formei eu vou atrás dos parceiros do mercado para absorver essas mulheres porque eu
tô olhando long Run eu tô olhando lá na frente um mercado com mais mulheres e um mercado de energia com mais mulheres é um mercado que vai Prestar atenção nas necessidades sociais e eu não e aí aqui eu não tô fazendo eh uma fala do tipo Ai mulheres prestam mais atenção no Cuidado não é só sobre isso é sobre uma questão de que tipo assim as Pesquisas mostram que mulheres em cargo de Gestão desenvolvem visões mais holísticas sobre o negócio e sobre os projetos então se eu tenho um setor energético com mulheres líderes eu vou
ter Impacto positivo lá na ponta com certeza tipo Essa conta fecha acho que tem uma outra parte que é fomentar eh vozes femininas e diversas dentro das nossas organizações pede Colider pede fazer junto uma das coisas que eu mais tenho advogado e como W20 a gente fala sobre isso é ninguém tá disputando uma cadeira a gente tá tentando criar cadeiras com mais oportunidades para todo mundo eh eu acho que se a gente desfizer da nossa mente a ideia de exponencial porque na natureza ou na Biologia O que Cresce exponencialmente é só o câncer tudo tem
limite Então se a gente olhar pro que a natureza faz com que cresce sem limite com que não poda o crescimento que não revê as oportunidades a gente vai sempre poder crescer aumentar o time fazer coisas melhores desde que a gente olhe pro nosso Impacto positivo crescendo junto com o nosso crescimento econômico é muitas vezes essa relação de desequilíbrio que a gente tá tem vivido Especialmente na na no fomento da diversidade a gente aumenta a presença de pessoas diversas nas nossas equipes Mas a gente não aumenta a participação delas na tomada de decisão E aí
eu acho que a segunda recomendação que a gente fez para além de incluir né de termos requisitos e mulheres participando de projetos de pipelines de energia por exemplo projetos relacionados à transição energética foi considerar a participação de mulheres no desenho de Políticas climáticas e Especialmente na matriz de riscos climáticos porque muitas vezes a gente tá É que a gente tava conversando antes do painel é difícil medir o social as intervenções que a gente fizer hoje talvez a gente comece a colher resultados daqui 10 anos a sensação que eu tenho e aí eu acho que a
galera do mercado financeiro pode responder mais é que os investidores perderam o apetite do investimento de longo prazo todo mundo quer o retorno do Do primeiro ano as coisas logo no começo e e com as questões climáticas com a transição energética com a com garantia diversidade não é uma corrida eh de 100 m rasos a gente tá falando de uma maratona e uma maratona que a gente não tem controle de todas as variáveis que vão atravessar o nosso caminho vale falar que transição energética não é linear cada território e cada pipeline é um pipeline novo
é um território novo e a gente Precisa localizar a gente precisa quase que customizar soluções para aquele projeto especificamente se a gente achar que a gente tem eh One size Fits All Solution a gente vai gastar mais dinheiro e perder mais tempo perfeito a gente tá tudo no mesmo na mesma tempestade mas com barcos Diferentes né Eu acho que esse é esse é o ponto que traz então perfeito e e com relação ainda trazendo esse ponto da diversidade Eh durante a fala dele de manhã o Leandro carnal trouxe um pouquinho dessa importância da diversidade dos
profissionais de ti pra gente ter como resultado uma inteligência artificial que não tenha preconceitos né que não tenha Bas E aí seguindo esse tema Fernanda dentro das iniciativas ali desenvolvidas pela cubus como que a diversidade E aí não só diversidade de gênero mas diversidade em toda sua amplitude tá contemplada eh e se essa é Uma prioridade para vocês e como que vocês até mensuram isso né porque a gente falou de indicador a importância de indicador pro social como que vocês mensuram isso Fernanda Com certeza é uma prioridade inclusive é um dos nossos valores né Nós
temos muito forte o valor de respeito às pessoas Claro dentro da empresa mas isso se amplia para todos os nossos clientes nossos alunos principalmente nossos parceiros então isso é algo que tá no DNA da cubus Academy eh sobre indicadores e a diversidade de modo geral né atendendo nossos clientes a gente pode falar de diversidade eu diria sobre dois aspectos principais O primeiro é eu traria uma diversidade socioeconômica a gente tem uma grande dificuldade eu não dir é a dificuldade do país né na verdade é um grande desafio do país que é eh como fazer com
que os cursos eles atendam o Brasil amplo e não apenas um um Brasil Elitizado porque quando a gente fala de Tecnologia fala de acesso à internet a gente fala de equipamento de energia então é um grande desafio a gente conseguir atender esse público para além do eixo Rio São Paulo né que eh quando a gente fala de tecnologia empresas de tecnologia muitas vezes elas estão sediadas nesses ambientes mas o Brasil é enorme tem um potencial gigantesco de profissionais nessa área então Eh o fato da da instituição né da dos cursos serem De modo remoto isso
a gente tem estudantes de todos os estados do Brasil Então isso já traz uma diversidade geográfica e também eh quando a gente encontra parceiros que junto com a cubos conseguem viabilizar programas de impacto social eu acho que aí é o grande Ápice de de program de diversidade porque já falei um pouco dos números do do programa da end então questão de mulheres pessoas negras eh aspectos socioeconômicos mas a Mai Parte dos nossos projetos que são com parcerias tem esse foco muito grande e em grupos que eh são minorizados na sociedade né ano passado a gente
fez um grande projeto com o iFood que foi a concessão de 1000 bolsas de cursos intensivos em cursos intensivos de Tecnologia cujo eh 50% das vagas tinham que ser para mulheres e 50% tinham que ser para pessoas negras Isso foi um um ponto de partida do programa não foi algo a se conseguir não foi uma Obrigação eh estabelecida desde o início do programa Então isso é algo que sempre que que que que há essa convergência de valores com outras instituições isso existe então Eh para Além da questão de social como eu já pontuei tem essa
questão de gênero de raça eh e a gente sempre tenta fazer um acolhimento dessas pessoas porque no dia dia deur nunca é apenas o conhecimento apenas uma Aula quando a gente fala de educação especialmente para adultos que é o nosso hoje em dia né a maior parte dos nossos alunos são são adultos a gente fala sobre vulnerabilidades a pessoa quando ela está aprendendo ela está se colocando vulnerável e a história de vida dessa pessoa as dores que ela teve as dificuldades que ela tem muitas vezes se manifesta no dia a dia de curso então às
vez já teve casos que a gente teve que ter é um Curso de tecnologia tá pessoal a ti que ter aulas de matemática básica is não tava Originalmente no escopo do projeto mas a base das pessoas estava deficitária então foi necessário a gente fazer algumas intervenções nesses cursos para conseguir fazer com que a a a discrepância entre os integrantes do programa não fosse tão grande então tivemos aulas de matemática básica também tivemos aulas de português porque os alunos estavam com dificuldade de Interpretação de texto porque quando a gente fala de programação tem muito questão de
lógica de programação Então você tem que conseguir estruturar o pensamento de uma maneira que chega a uma conclusão x y z e as pessoas não estavam com dificuldade na matemática em alguns momentos às vezes era in compreender o problema que estava sendo proposto então isso a gente vai uma questão mais profunda que antecede claro né essa formação esse curso essa esse Bootcamp ou qualquer coisa do tipo nessa área mas que vem de muitos anos E como foi falado pela Camila é um problema que não resolve em um ano não resolve num programa de se meses
demora às vezes décadas né para para se para se resolver ou até mesmo não para se resolver mas para haver melhoras né um trabalho e assim de pouco a pouco então enfim é algo que a gente cada programa novo a gente sempre tenta levantar essa pauta a gente tem parceiros que muitas vezes Eles não TM necessariamente esse recorte social ou socioambiental ou de diversidade mas a a gente sempre tenta trazer essa pauta porque é algo que a gente acredita muito então existem casos né que que que o programa não tem muito esse recorte Mas a
gente sempre tenta introduzir e as trocas com os parceiros sempre são muito positivas porque eles acabam tendo reflexões sobre coisas que eles não teriam né não tinham antes e percebem o impacto dessa diversidade pro Sucesso dos programas e e hoje Vocês conseguem até por curiosidade Vocês conseguem medir grau de empregabilidade das pessoas fazem esses projetos sim sim a gente acompanha a empregabilidade das pessoas nós temos nós cursos existem desde 2020 então de lá para cá foi muito sobre a pandemia também né a pandemia deu um bum para a carreira em tecnologia então a gente faz
um acompanhamento dessa empregabilidade interessante que você Tocou nesse assunto nossos cursos de Tecnologia eles não são apenas cursos técnicos a gente também tem aulas de carreira soft Skills porque do trabalho de se inserir no mercado de trabalho não é apenas você saber é você conseguir bem no processo seletivo Às vezes a pessoa sabe ela tem um conhecimento técnic mas quando chega na entrevista ela não consegue passar isso pra equipe recrutadora então a gente entendeu desde o início que não é apenas Ensinar as pessoas a fazer elas precis mostrar que sabem fazer também então a gente
faz esse acompanhamento de carreira soft Skills com os nossos alunos eh a gente também eh tenta fazer iniciativas para além da sala de aula para potencializar projetos eh então por exemplo nós temos cursos de design de produtos também temos cursos de desenvolvimento de software O que que a gente faz a gente junta equipes de equipes de cursos diferentes para que Juntos eles aprendam a trabalhar em equipe com pessoas de outros setores porque no dia dia de trabalho você não você é do financeiro você não trabalha só com financeiro Você trabalha com RH Você trabalha com
o pessoal do marketing trabalho com o pessoal da logística então isso também acontece no universo de tecnologia Então isso é algo pra gente muito interessante e que no final das contas eu acho que é essa é a Transformação na vida das pessoas é quando elas conseguem trazer comida para casa É quando a a família muda de fato de de vida porque eh esse mercado ele é uma mercado em ascensão e muitas vezes as pessoas elas entram e com a renda delas elas triplicam a renda da família uma coisa de um dois dois anos a pessoa
triplica a renda da família porque teve acesso a esse conhecimento e conseguiu se empregar no mercado de trabalho então Pra gente Esse é o Essa é a chegada a chegada é quando o aluno consegue se empregar a gente tem uma comemoração própria inclusive quando a gente acompanha o Linkedin dos alunos e quando Algum deles se emprega todo todo mundo da empresa é notificado porque esse é o nosso grande assim objetivo nosso grande Gol então Total empregabilidade é uma das nossas prioridades bem é ampliar horizontes né sobre isso que a gente tá falando bom a gente
tá se encaminhando Aqui pros momentos finais do painel e antes né de passar a última rodada aqui eu queria só lembrar para quem quiser fazer pergunta por favor enviar pra gente as perguntas e aí pra gente começar e fechando aqui Luciana eu queria que você compartilhasse um pouquinho a gente conversou ali antes do painel sobre a qualidade de vida sobre saúde mental que são temas que vieram bastante nos diálogos de stakeholder e como a Camila falou a gente fala de Comunidade comunidade externa e comunidade interna também né e eu queria entender um pouquinho ali da
perspectiva do Itaú como que isso tá aliado esses dois temas estão aliadas à políticas e SG que são praticadas hoje e como que vocês atuam nessas frentes bom eh a gente viu que esses temas eh estão bastante acentuados eh principalmente pós-pandemia e deixa eu só fazer uma coisinha a Camila ela tem um voo precisa sair então ela tá pedindo Milhares de desculpas mas e quer falar uma palavrinha de agradecimento gente eu só queria agradecer a oportunidade de escuta de vocês e fazer transição energética é um trabalho de todo mundo de todos as setores eu tenho
certeza que se você tá aqui é porque você tá comprometido e comprometida em fazer isso da forma mais justa possível obrigada obrigada Camila vamos mal como é que a gente tá tratando disso no Itaú vamos bom eh acho Que esse é um tema super importante porque eu acho que pós-pandemia ele ganhou uma dimensão enorme né no Itaú a gente eh não é diferente de qualquer empresa e a gente tem sentido bastante eh a o aumento da demanda eh por esse esse tema né a gente e os desafios que ele traz né a gente hoje tem
um atendimento que já é até anterior à pandemia eh que é um serviço multiprofissionais que fica à disposição dos nossos colaboradores tem psicólogo Psiquiatra tem advogado assistente social e ele é um serviço sigiloso ou seja o banco não tem acesso ao se ele acessou ou não acessou o que ele pediu e co estava a gente só tem grandes números eh e no primeiro ano pós pandemia a gente numa empresa com quase 100.000 colaboradores a gente chegou a ter mais de 420.000 acessos no ano né Isso significa que foram consultas para mais de uma consulta Levando
em consideração o total de colaboradores né Eh e a gente eh percebeu que não adiantava ali só o suporte para a pessoa eh mas toda uma conscientização primeiro com o gestor que não sabe lidar quando ele tem um caso eh de adoecimento mental na na sua equipe eh não é só o trabalho que ele tem que fazer com a pessoa em si eh mas também como é que ele trabalha isso no entorno e como ele reage a isso né e e eu acho que eh você tem desde caso de Depressão Burnout uma série de coisas
que vêm acontecendo de uma forma eu acho que sendo mais revelada eu acho que não é que aumentou eu acho que as pessoas estão falando mais sobre o tema né Eh e E aí nesse caso eu acho que o Home Office ele tem as suas alegrias e as suas dores né porque o Home Office ele acaba sendo um ambiente onde a pessoa se sente eh é mais protegida ali e consegue lidar mais com a rotina mas quando ela tá no banco a gente Obrigatoriamente chama o colaborador duas vezes por semana ou oito vezes por mês
o restante ele ele ele trabalha em casa né e é mais difícil de identificar eh porque a gente tem um acesso menor e e muitas vezes a gente chegou antes quando a gente ficou a gente ficou praticamente quase 3 anos 100% Home Office depois a gente voltou uma vez por semana e era muito difícil de identificar isso eh e quando a gente identificava um caso já mais extremo né Então trabalhar com o gestor ele entender como é o acolhimento como é que ele trabalha no time como ele olha as suas atividades porque muitas vezes o
gestor ia sentindo uma baixa na performance até identificar o que de fato tava por trás disso e o pior de tudo é quando o gestor al perceber uma bafa de baixa de performance sem tentar entender o que tá acontecendo ele vai lá e pressiona por mais performance isso é um gatilho que leva a a a a uma evolução Muito rápida né Eh então trabalhar a gente tem um programa eh para gestores líderes eh além de ter um um muitas palestras a gente leva médicos psicólogos o próprio né Dr draus Varela já teve várias vezes no
banco para tratar ter me contado a tua experiência pessoal e tudo mais eh então tem várias rodadas que a gente faz ao longo do tempo porque o principal ponto é como a gente tira o estigma nesse tema acho que esse é o principal ponto né a gente fez Um estudo para entender quando a gente começou a perceber mais casos sendo relatados por gestores a gente fez um um depara para entender como era o acesso no plano de saúde que o banco fornece pros colaboradores onde esse tanto a terapia como psiquiat tudo isso e integralmente bancado
pelo banco independente do número de sessões como que era o acesso era quase zero por as pessoas iam no particular para não registrar no plano de saúde que ele tava Passando por terapia que ele tava consultando um psiquiatra mesmo a gente garantindo de que isso era algo coberto pelo plano e que a gente não tinha acesso aos laudos e coisas tal mostra o estigma que tem né ou seja eh eu sou vulnerável é uma fraqueza então a gente teve que trabalhar muito levar esse tema cada vez mais presente no banco para dizer não né inclusive
o o nosso eh eh CEO anterior contou sua própria experiência de dizer o banco tava indo Super bem na minha estão e coal e eu chegava em casa e eu tinha vontade de chorar todo dia eu chorava no chuveiro e eu falava o que tá acontecendo comigo né E aí ele foi perceber o quanto ele de fato tava passando por um momento difícil foi pra terapia foi pro psiquiatra entendeu quais era as questões eh um pouco para se mostrar de que isso acontece em todas as camadas né Isso não é algo específico é de um
cargo ou de uma situação e eh Então esse é é Um tema que cada vez mais a gente precisa trabalhar porque é o acolhimento no primeiro momento né né e muitas vezes os primeiros sintomas não é um sintoma que revela qual é o sintoma né Qual é a questão que tá por trás a causa né eh e aí a gente trabalha por qualidade de vida porque é é são temas muito relacionados eh que é a gente cada vez estimular mais eh olhar a carga de trabalho né a gente tem o enps que a gente faz
os Colaboradores eh duas vezes ao ano e tem planos de ação com RH com gestores né o Enquanto essa pessoa tá tem uma série de incentivos que o banco estimula atividade física aspectos culturais eh que a gente tem então cultural como uma vasta programação então o quanto a gente fica fomentando essas coisas do outro lado e cada vez uma gestão mais humanizada né a gente tem uma área de ombudsman no banco eh onde a gente trabalha muito mais a questão de relação De confiança entre o colabora e seu e o seu Líder eh do que
de fato só a questão da denúncia né porque muitas vezes o próprio gestor não sabe li dar às vezes o próprio gestor tá passando por uma questão né então você tem que trabalhar isso no conjunto e e eu acho que o principal ponto que a gente percebeu É terminar com o estigma e entender que todo mundo pode sim trazer tua vulnerabilidade trazer qualquer a questão né então mas não é simples e é Uma jornada longa que a gente vem fazendo e a gente não atende só colaborador nas nossas centrais a gente atende fornecedor também eh
e a gente trata denúncia contra cliente também então tem um um é é olhar todo toda a tua cadeia de valor pro tema que é importante é é um olhar sistêmico e assim vocês podem estar se perguntando Nossa mas por que que a gente tá falando de né saúde mental tá falando desse tema quando a gente fala de transição Energética justa quando a gente olha o diálogo de stakeholders esse tema da Saúde Mental principalmente em jovens e jovens adultos é muito forte tá então é algo que quando você olha nas comunidades ISO está muito presente
parte devido a falta de perspectiva que veio da pandemia parte devido às mudanças socioeconômicas no local e você percebe que o professor que é o primeiro ponto de contato para tratar desse assunto ele não tá preparado para tratar Por isso então acho que aí um tema importante para que a gente traga porque cada vez mais tem essa preocupação de como que eu lido com isso como eu preparo as minhas comunidades para lidarem com esse assunto é sem contar da ansiedade climática né Quanto mais a gente abordado nos jornais todos os dias e ver episódios como
Rio Grande do Sul a população cada vez mais tem sofrido de ansiedade climática sobre o que tá acontecendo que mais vai acontecer né É Bem isso é bem isso mesmo né e acho que completando no final das contas são pessoas É ISO né são pessoas independente de qualquer coisa então cuidar de pessoas é consequentemente cuidar de tudo que vem depois disso faz total sentido não perfeito é enfim não é eu acompanho de longe mas acompanho esse tema porque eu faço faz parte enfim da governança do escritório e pra gente isso é muito importante até Luciana
tava falando que o Itaú tem eh Parcerias e palestras a gente no bma também tem a gente tem eh essa preocupação e enfim na pandemia certamente piorou muito eh e e eu acho que eh pelo menos no escritório a nossa eu tô falando da nossa atividade eh apesar do Home Office ter servido durante muito tempo ele de alguma forma eh para o tipo de atividade que a gente tem ele não foi legal e as pessoas se sentem muito melhor hoje no escritório Apesar da inconveniência de vir ao escritório eh do que anteriormente eh mas assim
esse é um tema muito caro pra gente também e e a gente tem já inclusive isso enfim a gente não tem vergonha nenhuma de falar isso a gente tem sócios do do escritório que que tiraram licença justamente para cuidar da Saúde Mental então é algo a gente Inclusive tem hoje um que tá em licença eh é algo que a gente respeita e e tenta Acolher e dar todo o tratamento necessário porque faz parte da nossa realidade e apesar de não ter um uma relação direta Inicial com a transição eh no final do dia a transição
é feita de pessoas né E tem que cuidar das pessoas é é bem isso mesmo gente a gente podia falar aqui de vários temas e passar a tarde inteira mas o nosso tempo tá estourando eu vou abrir aqui paraas perguntas eu não sei se a gente tem perguntas aqui no auditório n vamos Começar aqui então pelo pelo auditório e a gente puxa paraas onlines na sequência vocês me escutam sim sim legal meu nome é Milton Machado eu sou da nbp uma das coisas que eu tenho discutido no side eventos do G20 é o seguinte eh
muitos falam que não tem recursos Porém na realidade o que a gente vê é o seguinte se a gente pegar o exemplo do giz né que é da Alemanha ele dá 100 70 fica com a consultoria da franol ou de outra consultoria alemã 30 vai para uma Grande ONG e 10% desses 30 vai pra Ponta como a gente resolve isso porque aí realmente não tem condição é E aproveitando que a Luciana Luciana Luciana falou Eu acho que isso é importantíssimo porque enquanto a gente ficar falando que não tem recurso a gente não resolve isso isso
tem que ser resolvido Muito obrigado com certeza vou começar aqui puxando a fila E aí depois podem complementar tá eu acho que a questão dos recursos para projetos e Quando a gente tá falando projetos de responsabilidade social corporativa ela passa por conhecer as diversas Fontes disponíveis tá e uma das coisas que a gente observa bastante na Eng Brasil a gente tem como meta usar 100% dos recursos incentivados e a gente percebe que muitas empresas não conhecem essa facilidade e não aproveitam isso então a gente usa 100% dos recursos incentivados E além disso a gente tem
um projeto chamado capacitar onde a gente gente Instrui outras empresas isso é um projeto que acontece desde 2017 a gente já distribuiu mais de 5.000 cartilhas já perdi a conta de quantas edições que a gente fez onde a gente coloca numa mesma sala física ou virtual tanto empreendedores sociais que T ideias de projeto como empresas que hoje não utilizam desses recursos incentivados para poder entender como que funciona recurso incentivado como que a empresa pode se beneficiar disso e Como que o empreendedor que tem uma ideia de projeto pode inscrever um projeto que se beneficie desse
recurso então eu concordo contigo as pessoas falam Ah não tem recurso mas existe oportunidade de entender melhor sobre recursos incentivado para poder cobrir essa lacuna isso sem a gente começar a falar de recurso próprio tá eu acho que só se a gente só fizer isso o Brasil tem leis estruturadas e que funcionam para isso se a gente focar nesse nesse item a Gente já consegue uma miríade de recursos muito grandes aí eu deixo livre aqui para quem quiser complementar eu concordo com a Lu eh hoje o Brasil utiliza em torno de 30% do potencial somente
dos incentivos fiscais Então esse é um ponto bastante importante porque o incentivo fiscal ele tem como foco chegar na ponta então ele já tem políticas desenhadas para isso eu acho que esse é um um primeiro assunto o segundo eu acho que é uma discussão que A gente vem puxando que eu passei aqui no rapidamente pela minha fala que é um pouco todos esses cálculos que estão falando de e coisas tal eh como vai ser o investimento disso tudo você tem bancos multilaterais você tem organizações internacionais Mas qual vai ser o foco para onde vai né
a própria discussão que a gente deve ter na COP 29 agora eh em bacu sobre o fundo de Perdas e Danos como que a gente vai considerar isso focando numa no Impactado direto né obviamente que a gente tem que fazer a transição dos setores carbono intensivo isso com certeza a gente vê o aquecimento global acontecendo mas como que a gente vai colocar esse ingrediente social na conta isso um pouco tá sendo discutido acho que o própria transição justa é um tema mais recente quando você olha na linha do tempo né a própria consentimento prévio agora
que também vai ser um tema discutido Então acho que precisamos Debater mais Mas concordo hoje ainda tem por parte das empresas um potencial de participar mais chegando na ponta e das organizações cobrarem mais das empresas Ou alertar para esse recurso que tá disponível Além Do recurso direto obviamente queres fazer alguma cumprimento não é obrigatório não enfim eu eu acho que passa um pouco do que a gente estava falando e quando passou a segunda pergunta né Eu acho que nem todo mundo Tem esse conhecimento eh e enfim eu acho também que cada instituição ela tem a
sua responsabilidade né enfim vendendo meu peixe aqui a gente também no bma tem uma outra iniciativa que é o bma inspiração em que a gente ajuda eh a sociedade então a gente tem diversos projetos sociais que a gente presta serviços jurídicos gratuitos eh então enfim esse é um pequeno exemplo uma uma agulhinha no palheiro mas que Certamente tem sua função e acho que a gente só vai caminhar eh quando cada um fizer o seu esforço né E então Enfim acho que que que é esse o comentário na linha de que e é possível a gente
avançar e acho que tem muita coisa aí disponível para que a gente consiga avançar Beleza a gente tem uma pergunta aqui online tá eh como podemos acelerar a adoção de tecnologias de energia renovável de maneira economicamente viável e socialmente Justa Grande Desafio esse aí eu acho que esse é o grande desafio de empresas de modo geral do sistema Cap falista de modo geral porque eh muitas vezes as empresas em busca do do resultado financeiro compromete a sociedade e às vezes ela não consegue dar o Portes se ela for ceder digamos assim ou seguir ou não
não conseguir mudar aquele ambiente ele não consegue desenvolver e não consegue evoluir eu vou puxar seguindo a ordem eu vou puxar Um pouco também pro lado de cá eu não tenho como não pensar através por tecnologias né Eh a gente a gente fala muito que não é não é não é mágica é tecnologia e isso é real eh usando uma metáfora para uma coisa que aconteceu lá na cubus eh e al e conectando com o que carnal falou mais cedo sobre inteligência artificial e essa eh esse desenvolvimento de tecnologias novas Eu acho que isso esse
é o caminho é como a gente consegue potencializar as nossas Tecnologias para ter resultados melhores e ter mais pessoas que consigam dominar Essas tecnologias para chegar nesse ambiente então como eu disse né usando o exemplo aqui da cubus a gente tem um programa de monitorias e que esses programas de monitorias eles eram com pessoas eh instrutores mesmos físicos só o que aconteceu o aluno às vezes assistia a aula final de semana às vezes assistia num horário que não tinha monitor E aí foi desenvolvida uma Inteligência artificial que é um monitor que está 24 horas disponível
para esse aluno a gente continua com as monitorias com com nossos professores com nossos instrutores mas a agora isso se potencializou então há uma cobertura um suporte 24 horas para esse aluno e ele consegue ter um um serviço melhor e a gente conseguiu utilizar a tecnologia para potencializar o aprendizado dessa pessoa então eu não consigo pensar em equilibrar esses dois lados sem ser Utilizando bem os recursos E aproveitando Essas tecnologias emergentes que assustam um pouco né a inteligência artificial ela ela tem sentimentos mistos de muitas pessoas mas eu eu concordo com o que carnal falou
mais cedo a gente não tem que ter medo das mudanças a gente tem que entender como elas podem ser usadas para ter melhores resultados Então essa é um pouco a linha da do que eu acredito que é a solução ah perfeito complementando Um pouquinho o que você falou eu acredito muito no que a gente comentou antes do Diálogo dos stakeholders né Eu acho que esse diálogo com os stakeholders um diálogo aberto com a escuta ativa alinhado isso com as diretrizes da companhia vai trazer esse resultado que a gente consiga implementar pro de transição energética com
o conceito de justiça e sustentabilidade temos mais uma pergunta Aqui tem tempo para mais uma pergunta ainda então tá bom a pergunta enviada pelo Robson Silva Ribeiro é a maior motivação para as ações de SG por parte das empresas ainda provém das imposições legais a pergunta boa alguém quer começar Bom pelo que eu vejo no banco Obviamente você tem e grau de maturidade das empresas mas quando você vê grandes empresas elas vêm buscando cada vez mais aderir compromissos voluntários e declarar voluntariamente Suas metas e Óbvio tem um componente reputacional importante mas no momento que ela
faz isso né Você pode me pode até me complementar melhor ela também tá exposta a à litigância de uma forma geral isd ela eh a o escrutínio público então Eh acredito que essas empresas ao fazerem isso ela estão indo além do legal e você tem outras empresas que vão ser empurradas pelo legal não tem eh outro caminho né Se ela não vai a gente puxa né Eh quando você olha o que hoje Você tem eh tanto para bancos no banco central que obrigou todos os bancos no meio do ano passado a publicarem suas políticas de
responsabilidade social ambiental e climática E desde genciano começa a fazer um olhar paraas práticas pros reportes né quando você olha eh hoje toda a questão do FRS como bem trouxe eh você tem questões legais que estão puxando mas quando você olha o grupo de grandes empresas no Brasil de fato tem muito movimento voluntário eh Acontecendo com práticas e metas robustas e de fato aqui contribuindo com boas práticas até para mexer aí nos próprios setores e eu diria ainda um pouquinho mais eu acho que muitas empresas percebem que sobre a ótica do negócio faz sentido investir
em em diversidade então para Além disso eu acho que existem sim muitas instituições que percebem que isso tem resultado financeiro mesmo no final das contas uma equipe mais diversa muitas vezes Consegue propor soluções mais diversas e que atende melhor mercado então é uma situação de ganha ganha é se a gente pegar o que eu falei no no início né a nossa lei a lei das zsa Ela já tem essa conotação desde sempre então em 197 se quando ela foi promulgada quem idealizou que são grandes jur juristas enfim pessoas certamente eh eh dotadas assim de um
saber incrível Eles já pensavam na função social da empresa né qual a responsabilidade da empresa qual a Responsabilidade do acionista controlador e o fato é que esse movimento ele corroborou tudo aquilo que já estava até na nossa lei então é eh acho que a sua a pergunta feita eh não ela não é é não tem uma resposta binária na verdade ela a gente tem sim uma imposição legal que vem se aperfeiçoando por por conta inclusive de de do regulador e do que o o tá acontecendo o mundo afora mas certamente a pressão do mercado e
aí entende-se Mercado de uma forma Ampla dos bancos eh dos stakeholders de forma completa eh que torna o o isg cada vez mais relevante então perfeito gente eu acho que é realmente é tudo resume né a pergunta resume um pouco de tudo que a gente falou aqui que é quando a gente fala de transição energética justa a gente não tá falando de escolher entre performance ou responsabilidade social performance ou sustentabilidade a conjunção aqui é diferente não é ou é e A gente vai aliar performance e responsabilidade social performance e sustentabilidade agradeço muito a participação de
todos vocês todos vocês que nos assistiram foi um prazer gente muito obrigado Luciana antes de liberar vocês eu queria já que nós estamos falando tanto de pessoas de conhecimento pena que a Camila foi embora ela falou muito de eh participação das Comunidades a a Eloí também no painel anterior falou Sobre isso em as pessoas participarem né Eu queria contar uma historinha para vocês eh há cerca de 4 anos quando nós estávamos mudando o Nosso propósito e ah entendendo como nós poderíamos crescer dentro desse propósito nos novos mercados que se abriam e se abrirão ainda para
a í no Brasil como o crescimento do Mercado Livre a expansão da tag a nossa área de soluções para para cidades e empresas eh fizemos Algumas pesquisas de mercado para entender a visão das pessoas sobre de transição energética e e e descobrimos uma coisa que nos deixou muito muito surpresos o brasileiro médio não sabe do que nós estamos falando eh quando nós falamos de mudanças climáticas ciclo do carbono escopos 1 2 e 3 e o papel do Agro eh reflorestamento CO2 ch4 as pessoas fazem assim mas elas não sabem do que nós estamos falando e
aí Nós criamos junto com Parceiros algo com o objetivo de trazer esse conhecimento eh para stakeholders de uma maneira geral e a população brasileira como um todo criamos o Além da energia que é um Hub de conteúdo próprio e e curado através de artigos entrevistas sempre com o embasamento científico sem política sem ah alertas extremos de de mudanças climáticas mas sempre eh buscando trazer o conhecimento simples básico mais Construtivo paraas pessoas entenderem do que elas estão falando o que tá em jogo e como elas se engajam e nós temos como princípio de que as pessoas
só se engajam quando elas entendem e a segunda surpresa que veio a nós é que foi um sucesso retumbante muito maior do que nós esperávamos Hoje nós estamos com 5 milhões de eleitores isso representa primeiro que a h é muito legal a é bacana tem o que dizer as pessoas querem nos ouvir Claro mas mais do que isso que As pessoas buscam informação de fundamento com vazamento científico com início meio e fim com conclusões e a demonstração de caminhos a seguir para criar que haja esse engajamento bom vários aqui já contribuíram para o Além da
energia eh seja com artigos entrevistas eh e é um trabalho que continua e não tem fim tá eu não consigo imaginar eh quando eh nós teríamos já um nível de satisfação e de conhecimento nesse Campo Que é muito muito muito muito muito grande muito largo com um espectro muito muito cheio de variáveis e e e equaç uma equação muito complexa mas eh é um trabalho que continua e não para E aí eu para isso queria dar os parabéns aí pela pela paraa equipe de comunicação da Andy e seus parceiros bom isso posto eu queria novamente
agradecer ao Carlos Frederico Luciana Fernanda Camila que já nos deixou e pela brilhante condução aí da nossa Luciana na barrete Obrigado Parabéns aí pelo painel obrigada [Aplausos] gente a produção pediu uma foto isso [Música] não vai ter [Música] intervalo na sequência obrigado Carlos na sequência eu queria trazer aí um uma surpresinha que a end em especial a fundação end oferece para todos eu queria convidar a la daon coordenadora Educação do Museu do [Aplausos] [Música] amanhã bem-vinda la e queria convidar também a Gabriela Campos Rodrigues elas vão nos contar bem-vinda Gabriela bem-vinda elas vão nos falar
sobre o programa meninas de 10 anos tá deixo a palavra aqui com a Laí e com a Gabriela Boa tarde eu sou a Laí a Gabi aqui do meu lado a gente participou esse ano do projeto meninas de 10 anos e Também queria dizer que está aqui com a gente a Adriana Correa que é gerente de Educação do Museu da manhã e a Diana Magalhães que é Educadora que também participa desse projeto eh bom eu vou apresentar um pouco do que aconteceu no no projeto nos outros anos mas no próximo ano também para onde que
F aí eu sou a Isabel sou do meninas de 10 anos do Museu do amanhã a gente tá vendo sobre as energias do [Música] [Música] Futuro nós estamos aqui no projeto meninas de 10 anos de Emergências climáticas e a gente pegou a região Sul PR fazer o trabalho a gente vai ter que repensar formas de energias renováveis com sol e uma placa solar para mostrar o que que dá pr ser feito [Música] né que eu mais gosto no evento menino de 10 anos é esse trabalho que a gente tá Fazendo Tá meio que assim tá
ficando da hora [Música] E aí você gostaram dessa edição de meninas de 10 anos emergências climáticas coloca aqui nos comentários o que vocês acharam bom para falar do meninas de 10 anos a gente precisa falar um pouco sobre sobre o programa de Educação do Museu da manhã Eh o programa tem uma missão que é Estimular transformação das nossas relações com o planeta e com as pessoas por meio da formação em habilidades para transformação instigando os visitantes a pensar Os desafios da manhã a partir da Ciência da democracia e do pensamento crítico articulando os temas e
questões apresentados pelo museu aos saberes histórias e individualidades dos visitantes de forma não hierárquica visando a Equidade e a autonomia então todos os nossos projetos partem dessa Missão e o menina de 10 anos não é diferente ele é um projeto que acontece desde 2017 aqui no museu desde 2022 a gente tem esse tema emergências climáticas ele é patrocinado pela and e pela tag eh e ele ele tem esse esse nome né meninas de 10 anos apesar da faixa etária que ele compreende se de 10 a 16 anos a partir de um relatório do Fundo de
população da ONU que fala como nosso futuro depende das meninas na cidade decisiva o que mostra como a vida das Meninas se transforma radicalmente a partir dos 10 anos então as meninas que estão passando por essa transformação nas suas vidas por um momento tão decisivo são as meninas que a gente convida para est aqui com a gente discutindo sobre o lugar da mulher nas ciências sobre as emergências climáticas e e sobre como são elas que vão transformar todas essas nossas tomadas de decisões e tudo que a gente tá criando pro nosso [Música] futuro então esse
projeto ele Foca no poder de aproximar meninas e mulheres meninas dessa faixa etária e mulheres tanto cientistas quanto as educadoras do museu e nesse projeto a gente vai ter essa troca de experiências entre essas meninas e mulheres com seus diferentes saberes vindos das suas diferentes experiências profissionais da escola da vida então a gente vai trabalhar essa Questão da valorização da Equidade de gênero na ciência e o papel fundamental no desenvolvimento de ações ambientais eficazes para as próximas décadas aqui eu tô apresentando para vocês a programação do ano passado porque essa programação ainda tá reverberando aqui
na gente até hoje né embora a gente já tenha tido projeto desse ano eh então no ano passado a gente teve cinco encontros o primeiro encontro com o tema ciência e gênero o Planeta que habitamos e porque meninas são importantes a gente sempre parte de perguntas orientadoras e isso em todo o museu se vocês já visitaram aqui a nossa exposição principal Vocês também vão ver que a exposição ela parte de perguntas o museu da manhã se apresenta como um museu educador e como o museu educador ele é um museu perguntador Então a gente tem sempre
pergunta que são um início das nossas reflexões Então nesse dia a nossa Pergunta foi quem somos De onde viemos Para onde vamos no segundo Encontro O tema foi emergências climáticas e seus impactos com a pergunta que lembranças a chuva nos traz o terceiro encontro foi o que tem no oceano e porque ele é importante com a pergunta que histórias o mar pode nos contar o quarto encontro o tema foi floresta e clima porque as florestas são importantes e perguntamos que mensagem Os nossos sonhos nos trazem e o quinto encontro que foi o encerramento do projeto
com as educadoras que realizaram diversas atividades e as meninas construíram eh a partir de diferentes linguagens artísticas eh um um um cortejo pelo museu no final apresentando todas essas discussões pro nosso público essa programação de 2023 resultou numa publicação e essa publicação ela não tem um formato comum de um livro mas ela tem um formato de Atividades que a gente possa levar essas discussões paraas escolas pras meninas realizarem com seus amigos eh Então ela é destinada mais a educadores e à próprias meninas também para que a gente possa multiplicar tudo isso que aconteceu aqui em
2023 então eu trouxe alguns fragmentos dessa publicação para compartilhar com vocês então novamente partindo de uma pergunta de onde eu vim eh a gente vai ter essas cartas na Publicação que tem a pergunta e depois elas trazem uma informação mas uma informação de uma forma mais leve de uma forma mais poética e aqui de onde eu vim a gente fala que o o planeta terra começou a se formar há bilhões de anos tempestades de estrelas e meteoros levaram à formação da atmosfera e a combinação desses corpos celestes trouxeram os elementos que compõem o corpo humano
hidrogênio nitrogênio oxigênio fósforo en chufre todos os Seres que aqui vivem TM como origem as estrelas somos matéria será que vamos retornar ao Pó Estelar ou será que nunca deixamos de ser estrelas Talvez seja isso sejamos estrelas na terra e aqui a gente também tem algumas citações das meninas eu vim do mar eu vim da fome eu vim do céu para o chão não sei de onde eu vim talvez da página de um livro da barriga da minha mãe então é muito importante a gente pensar nesse caminho que percorremos até aqui da onde viemos E
a gente tá aqui conversando né com meninas e mulheres de diferentes idades algumas que TM uma trajetória um pouco mais longa de onde vieram que podem em compartilhar essa vivência mas a gente também tem outras trajetórias que são super importantes da gente conhecer o quanto a gente aprende com as meninas não só elas com a gente um outro trecho é o como chamar a chuva a chuva é uma mistura de água calor e partículas Se algum desses Ingredientes aumenta demais entramos em desequilíbrio as emergências climáticas afetam diretamente o ciclo das chuvas entre 2013 e 2022
93% das cidades brasileiras foram atingidas por tempestades e inundações por outro lado de acordo com o IBGE em 2020 Aerca atingiu cerca de 53% dos Municípios brasileiros o que devemos fazer para evitar essas mudanças climáticas e as meninas dizem a chuva veio da Imaginação igual as ideias igual As histórias para uma pessoa sert garela basta engolir 10 gotas de chuva muitas gotas Encontraram o caminho de nossa bocas abertas você consegue fazer chuva quando esquentamos água para o café o vapor sobe até o céu e vira nuvem então anota água calor e poesia então além da
gente pensar nessa nossa trajetória nesse nosso passado que nos trouxe até aqui a gente pensa nesse presente que estamos vivendo nessas mudanças climáticas que estamos vivendo Agora pra gente poder pensar como a gente quer agir para o futuro e por fim esse é o o último fragmento da publicação que eu vou mostrar depois para ver o resto vocês vão ter que conhecer a publicação a pergunta é com o que você sonhou hoje são diferentes as maneiras de sonhar os sonhos misturam imagens Sensações palavras rostos sonhos cheiros texturas para algumas culturas o sonho é um Presságio
indicando algo que vai Acontecer em outras são desejos que não sabíamos que tínhamos Para os Povos Yanomami os sonhos são experiências coletivas e por isso são compartilh com a comunidade a potência não está em pensar se o sonho é verdadeiro ou falso mas em perceber seu papel de transformação da realidade o mundo dos sonhos só existe porque todos participam na escuta e a partir dela podem realizar mudanças juntos e as meninas disseram mãe eu Penso no futuro com certeza é um sonho real a gente só sonha dormindo os sonhos movem as nossas vidas do sonho
acordada Então a gente tem que fazer esse percurso né porque é o sonho que nos move é o sonho que permite que a gente imagine e que a gente crie os amanhãs que a gente quer então em 2024 a gente teve essa última edição agora no mês de agosto com essa programação o primeiro encontro o tema foi cidades do futuro com a Aline Alegria que é uma pesquisadora de futuros e perguntamos dessa vez várias perguntas não só uma como vai ser o lugar onde eu moro no futuro como você se imagina no futuro Qual será
o futuro das meninas no mundo que futuros coletivos Vocês conseguem imaginar E aí eu vou falar dos outros mostrando algumas imagens também essa é uma imagem do primeiro encontro e em que as meninas fizeram uma maquete de qual é essa cidade do futuro Que elas querem esse exemplo que eu trouxe é uma maquete que tem uma feira e espaços Democráticos de debate uma centro de conhecimento vários outros espaços [Música] coletivos o segundo encontro o tema foi fontes energéticas com a Carolina Assis que é astrônoma e perguntamos o que é a energia de onde vem Quais
são as energias que existem no mundo e fora Dele nós geramos energia todos os seres produzem energia como as emergências climáticas se relacionam a isso todo mundo tem energia elétrica em casa então nessa primeira foto as meninas mexeram com vários materiais diferentes todos eles feitos a base de petróleo e foram descobrindo Como que o petróleo basicamente está em tudo que a gente utiliza em quase tudo que a gente utiliza no nosso dia a dia na segunda foto a partir desses fragmentos que Compuseram o mapa do Brasil elas planejaram quais seriam as fontes energéticas mais adequadas
para cada região no terceiro encontro o tema foi direito à água com a Lidiane Santos que é bióloga perguntamos todas as pessoas têm acesso à água potável e saneamento básico como as emergências climáticas se relacionam a isso nessa primeira foto a gente fez uma atividade na área externa do museu na nossa horta porque as Meninas pediram que elas não queriam mais ficar só fechadas né elas queriam ir para um ambiente aberto eh e aqui fizemos Então essa atividade com uma caminhada entendendo quais eram os acessos à água que cada menina tem e a segunda foto
eh elas a partir de uma pequena maquete de uma cidade elas construíram como elas eh fariam projetos desse percurso da água na cidade o quarto encontro o tema foi acesso à saúde com a ven ticuna vna Nutricionista eh e perguntamos todas as pessoas têm acesso à saúde O que é saúde menstrual como as emergências climáticas se relacionam a isso então falamos sobre como as e as mudanças climáticas têm afetado também alimentação e vários outros eh direitos à saúde mas falamos principalmente sobre saúde menstrual nesse encontro considerando a idade das meninas eh algumas já estão nesse
período da Vida outras ainda não chegaram lá então foi uma discussão bastante importante nessa primeira foto elas estão apresentando suas impressões sobre o ciclo menstrual e na segunda foto a Educadora Jéssica tá preparando alguns kits com ervas para chás e outros eh outros materiais que elas possam usar eh durante o ciclo no quinto encontro o tema foi educação e emergências climáticas com a nossa equipe aqui do Museu da manhã Nesse encontro as meninas escreveram um festa que tá nessa primeira foto e elas mesmas perguntaram crianças podem mudar o mundo precisamos divulgar e falar sobre as
emergências climáticas fontes energéticas é preciso que sejam acessíveis e renováveis priorizar a vida e a saúde coletiva do planeta crianças também podem opinar lix poluição emergências climáticas podem ter soluções criativas e inovadoras direito ao acesso à educação Saúde água formação bem-estar moradia alimentação lazer e justiça todas as espécies têm direito à Vida o planeta também precisa ter direito a cuidado e preservação deixem nossas diferenças para lá e elas terminam pedindo respeito a todas as pessoas e a todas as espécies na segunda foto elas estão falando sobre o manifesto e puxando um abaixo assinado pro público
que estava no museu sobre esse manifesto e a terceira foto são os Bottons que as meninas receberam a cada encontro com o tema de cada encontro que eu também tô [Música] usando Essas são as meninas que participaram do desse encontro desse ano junto com as educadoras e eu queria agradecer as educadoras que fizeram Esse projeto acontecer esse ano aqui na foto a gente tem a Duda emerique a Maria luí Oliveira Bianca paz Jéssica Santana Laura taboni Júlia Maiana Magalhães que Sem mas esse projeto não teria acontecido esse ano elas participaram de tudo desde do da
Concepção até a execução e agora quando a gente tá avaliando e pensando a nossa próxima publicação que vai sair em breve também eh então vou deixar a Gabi falar um pouquinho sobre como foi a experiência dela obrigada Laí eh primeiramente eu queria agradecer esse convite de tá aqui falando desse projeto maravilhoso que foi o meninos de 10 anos Eh meu nome é Gabriela Campos Rodrigues Eu tenho 16 então Infelizmente foi meu primeiro e último ano eh mas eu tenho certeza que eu vou levar essa experiência paraa vida toda eh eu queria começar falando que no
início eu tava meio recios né até pelo nome meninas de 10 anos eh porque eu já queria participar de de discussões mais sérias né Eh ações e debates e até pelo caminho que que eu entendo seguir eh acadêmico que eu queria fazer né dentro da da área do direito eh na Sustentabilidade a de atuar eh pros refugiados ambientais é uma vontade minha eh Apesar de eu ainda est no segundo ano do ensino médio eh mas isso tudo foi antes de ouvir aquelas meninas né enquanto eu tava ouvindo as palestrantes eu pensava em coisas da escola
os conceitos que eu tinha aprendido Ah ela tá falando desse Pensador tá falando dessa área do conhecimento e aí eu parava para escutar as meninas e elas eh falavam das Experiências do do dia a dia delas relacionavam o que elas estavam ouvindo com o que elas já tinham passado na comunidade no bairro nas escolas né Eh então assim eu também com o projeto entendi a importância de est ouvindo essas meninas aliás de de tá ouvindo todo mundo quando a gente fala eh de Emergências climáticas que é um problema de escala Global né Eh e assim
claro eu tenho muito agradecer as palestrantes as educadoras que fizeram Esse projeto Possível eh ensinaram tudo de uma maneira muito lúdica e eu aprendi muita coisa eh aprendi sobre a autodescrição sobre a saúde menstrual que eu não conhecia eh sobre as cidades sustentáveis e a importância de tá pensando no futuro né Eh então assim eu senti que esse projeto não não foi como um curso né onde a gente só ouviu foi uma roda de conversa foi uma troca de saberes entre nós né onde meninas desde os 10 anos até os 40 Anos eh a gente
estava todo mundo falando e também aprendendo umas com as outras Então acho que que foi essa a minha experiência com com Menin de 10 anos obrigada [Aplausos] Gabi e claro a gente quer agradecer muito a Andy por essa oportunidade da gente poder realizar esse projeto aqui no museu obrigada Flávia pela sua parceria aqui sempre com a gente também [Aplausos] Obrigado obrigado obrigado a você também Parabéns muito bom né bom com isso nós eh partimos agora para nosso terceiro e último painel os contextos ambiental e econômico das mudanças climáticas e nele nós vamos falar um pouco
sobre as contribuições nacionalmente determinadas brasileiras são os compromissos de Descarbonização nas cop os desafios das empresas e mudanças climáticas e os seus impactos e as oportunidades e riscos para o Brasil as vantagens competitivas para o Brasil e também para as suas empresas e um pouquinho também de mercado de carbono para isso nós temos novamente convidados muito especiais eu vou vou começar convidando a Juliana Falcão ao [Aplausos] palco Obrigado Juli julana é gerente de clima e energia da Confederação Nacional da Indústria a CNI e coordenando temas como a transição energética mudanças climáticas e mercado de carbono
muito bem-vinda o Guilherme spadari Guilherme bem-vindo Guilherme prazer bem-vindo o Guilherme é gerente snior de energia e fluídos da AMBEV América Latina responsável pela Negociação comercial nos países eh do continente e a Ambev é Nossa cliente e minha fornecedora vamos lá convidar também a Susana cara suana bem-vinda Oi Susana Susana é diretora e professora titular da cop UFRJ ela é coordenadora do fundo verde da UFRJ diretora do centro China Brasil de mudanças climáticas e energias eh renováveis muito bem-vinda e queria convidar o luí Gustavo Bezerra Lu Gustavo bem-vindo Luiz prazer em vê-lo novamente o Luiz
é Red de Meio Ambiente mudanças climáticas isg Nat tauil checker meer Brown escritório auxilia inúmeros clientes nos setores de infraestrutura energia química mineração imobiliário forestal agronegócio e alimentos ele é doutor em ciências ambientais mestre em Direito ambiental e escritor eu consulto muito o seu livro que você Gentilmente me me presenteou direito ambiental e econômico instrumentos econômicos para políticas ambientais Eu acho que vai ser um dos temas aqui também né E para cordenar moderar esse painel ninguém melhor do que a Flávia teira Flávia é gerente de Meio Ambiente responsabilidade social corporativa transição energética da em de
Brasil tenham um ótimo [Música] debate Boa tarde agradecer a confiança do time de comunicação pela pela mediação desse painel agradecer a presença de cada um de vocês aqui ainda resilientes climáticos eh conosco uma um dia né intenso de muito conteúdo muita escuta e muitas reflexões agradecer imensamente os meus colegas de painel pessoas que eu já admiro de longa data eu sempre digo isso Susana minha professora aí de mudanças climáticas lá vamos falar tempo porque senão né a gente vai para palestra do carnal de mais cedo lembrar do colágeno e agradecer o pessoal que está nos
assistindo de casa bom a gente falou de mudanças climáticas o dia inteiro né mudanças climáticas tudo hoje é mudanças climáticas eh inclusive existem né formas de você hoje conseguir eh distinguir o que que é efetivamente mudança climática o que que O que que estaria acontecendo ocorrendo mesmo cenário normais e esperados eh a gente tem muito esse debate a gente tá vivendo um momento de muita polarização e É uma pena falávamos anteriormente sobre como que esse assunto também acabou sendo polarizado e às vezes a gente perde muito oportunidade de avançar e eu vi esses dias no
evento numa palestra da brene Brown que a Bárbara ST Não tocava sem ter um um teleprom tinha medo esquecer as músicas eu tenho um teleprom pessoal então perdoem Eh mas eu preciso usar e que que é efetivamente mudança climática no contexto científico no contexto regulatório no contexto do debate internacional geopolítico que que a gente pode fazer efetivamente para enfrentar eh e se adaptar e remediar financiar tudo que a gente precisa fazer na agenda climática eh Temos visto cada Vez mais o a intensificação dos eventos extremos o Brasil esse ano particularmente só pra gente para trazer
em 2024 a gente teve né um evento de São Paulo quantos dias São Paulo cidade de São Paulo ficou sem energia em janeiro né E o evento do Rio Grande do Sul que que estamos até hoje e vamos ainda por muito tempo tentar consertar o que aconteceu aqui que tá acontecendo eh esse painel são os contextos ambiental e econômico das mudanças climáticas e nós Contamos aqui com a Suzana que é né já foi apresentada da cop UFRJ uma das maiores instituições de Tecnologia e Ciência da América Latina a CNI falar um pouco do contexto de
que que a indústria como a indústria tá se posicionando né o diferencial comparativo e as oportunidades de competitividade da indústria brasileira o Guilherme para trazer um exemp em si eh da AMBEV e o Luiz Eh Gustavo que a gente costuma dizer que assim o coisa vai acontecendo Os eventos vão acontecendo algumas coisas dependem da gente outras Nem tanto mas no final das contas a gente sempre precisa do advogado para organizar a bagunça que vai sendo deixada eh nós já ultrapassamos a nossa janela de oportunidade de mitigação né então assim ainda tem Temos bastante chance mas
enfim já são mais de 13 ou 14 meses que o 1,5 acima Eh do baseline que a gente contava já T sido verificados em termos de temperatura média Global alguns estados por exemplo no nordeste brasileiro a gente já vê com frequência acima de 3 gra Então é só pra gente contextualizar que a gente tá migrando de um cenário em que até pouco tempo atrás nós falávamos de 100 bilhões e de dólares para mitigar para financiar a mitigação e agora a gente tá falando de trilhões de dólares para adaptar né pouco tempo saiu Estamos Entrando na
janela de adaptação e na janela de remediação de recuperação então a gente fala de Bilhões de Dólares para para fundo de Perdas e Danos e parece que Rio Grande do Sul esse ano foi o maior evento eh do setor de seguros que o Brasil já experimentou a gente tá falando de 70 Bilhões de Dólares de prejuízo então é sobre isso que a gente tá dizendo sempre falando sobre como custear quem vai pagar conta a gente tá vendo quem vai pagar conta Primeiro a população mas agora também as seguradoras estão pagando a conta as instituições financeiras
D voz Esse ano de de 12 instituições financeiras 10 eram seguradoras então é um pouco sobre isso que a gente vai falar aqui como é que a gente antecipa e previne financia né a prevenção a mitigação antes da gente precisar entrar nesse cenário Então vamos dar um falar um pouquinho né De acordo de Paris Rio 92 foi quando foi assinado a convenção quadro de mudanças Climáticas aqui nessa cidade inclusive eh foi a primeira vez que o mundo eh se uniu tivemos aí mais de 100 190 chefes de estado reconhecendo que as mudanças climáticas eram um
tema que precisava ser endereçado do ponto de vista coletivo e um esforço global de muitos países de lá para cá foram mais de 30 anos teve o protocolo de Kyoto teve aí um o um mercado de carbono né dos países do anexo um a gente do não anexo um ficou brincando até hoje aí de de Mercado de carbono voluntário esperando né que um dia em breve a gente tenha essa aprovação do mercado de carbono brasileiro e agora desde 2015 o acordo de Paris e a consenso entre os países que a gente precisa reduzir drasticamente as
emissões e a concentração de gases eh CO2 gás carbônio gases de efeito estufa na atmosfera para que a gente consiga reduzir eh o aumento da temperatura Então nesse sentido eu vou passar a Palavra pros meus colegas eu vou conversar com a começar com a Suzana né e Susana que tá aí à frente da Cópia frj que hoje é responsável pela modelagem que vai orientar eh o governo brasileiro na revisão da ndc que são as contribuições nacionalmente determinadas no âmbito do acordo de Paris cada país eh precisa dizer quais os esforços de mitigação de redução de
emissões isso é num contexto economy-wide envolvendo todos os setores da economia as Modelagens elas são muito importantes para que a gente entenda onde a gente pode de que forma que a gente faz isso de forma mais custo eficiente possível então Susana conta um pouco pra gente sobre essa experiência a importância da modelagem O que que a gente pode esperar aí do futuro próximo Bom boa tarde a todos obrigada Flávia Obrigada Andy pelo convite é um prazer enorme est aqui novamente eh bom quando a gente tá falando de de Modelos né o modelo é ah não
é a realidade né evidentemente mas sim umas possibilidades né um conjunto de possibilidades que a gente trabalha para avaliar como pode ser essa essa realidade no futuro né claro que a o modelo depende muito a a validade do uso desse modelo mais na frente vai depender muito da qualidade dos dados de entrada n se você tem dados ah Seguros se você tem um bom histórico desses dados melhor vai ser a resposta de eh Desse modelo inclusive na época né que a gente começou com os relatórios ah do ipcc que é o painel intergovernamental de mudança
climática Ah o nível de incerteza que a gente tinha em relação a inúmeras variáveis climáticas era muito alto e exatamente com o tempo você começa a ter mais histórico de dados Então você vai alimentando o modelo de uma maneira ah ah mais robusta além de você sofisticar também A modelagem eh enfim a a própria Velocidade de processamento capacidade de processamento dessas informações porque há muita interrelação né entre a as diferentes variáveis então Principalmente quando você tá trabalhando no caso né das ndc que a gente trabalha com esses modelos lá na COP ah a gente tem
que ter toda uma um cenário aí trabalhar com os dados macroeconômicos para ver o que que poderá acontecer e a graça dessa desse trabalho no sentido de exercício que Nada mais é do que um exercício é você muitas vezes poder fixar uma determinada variável e ver o que que acontece com as outras né então por exemplo se houver realmente uma uma uma desaceleração forte em relação ao uso de petróleo ou seja se de fato a meta de 1,5 for ser cumprida o que que vai acontecer com os outros eh eh com os outros setores da
economia com os outros energéticos então o modelo nada mais é do que é um exercício em cima a desse a Desse futuro O que é importante também a gente eh avaliar que a NC brasileira Ah no caso nossos compromissos Eles são muito é diferente um pouco do resto do mundo um pouco não bastante porque as nossas emissões são fortemente eh oriundas do setor de agricultura e setor de florestas né uso do solo e se a gente e aí até uma curiosidade da gente tá trabalhando com esses cenários a gente teve uma discussão sobre isso recentemente
de que tem tantas ih meu Celular tá falando meu Deus Pera aí que que eu faço ele tá no mudo El ele continua a falar meu Deus é o relógio que tá falando Pera aí é o relógio meu Deus é ISS isso é outra parte da tecnologia que eu ainda não tô ainda muito adaptada mas Voltando a falar que que eu tava falando do uso do solo eu fiquei tão tensa com com alguma coisa falando comigo do além Eu sim eu Sei que eu tava falando dos modelos mas uso do solo B da nossa ndc
né que a se a gente realmente consegue ah reduzir o desmatamento e isso era uma discussão que a gente tava tendo que depende evidentemente de uma série eh eh um esforço grande do governo né Por parte a do governo de segurança de fronteiras mas tem muito imponderável também que a gente tem que atuar Então essa e essa é a a nossa principal questão em relação à nossa ndc o setor Energético que é o principal do resto do mundo para nós não é um um um grande eh problema né até porque a gente já tem uma
uma matriz energética muito limpa essa história toda Apesar de que a a gente precisa est antenado existem certos paradigmas eh que me preocupam um pouco né porque você quando fala Vamos aumentar a participação de renováveis claro isso É ótimo É extremamente importante mas a gente tem que ter ainda a a que considerar a utilização muitas Vezes de térmica Porque dependendo da eh da do perfil né de consumo da curva de consumo a gente vai precisar a ter uma um um um um suplemento aí uma entrada de térmica não há nada que não tenha algum Impacto
né então há pouco tempo eu tive eh na usina lá de Belo Monte ah e com essa seca enorme tá todo mundo muito preocupado com isso mas independentemente da seca quando a gente Decidiu a gente sociedade brasileira enfim resolveu que não deveria ter Reservatório né que é o caso lá das das usinas do Norte que tá causa um impacto muito grande você também acaba um pouco com o estoque né que é a forma de você estocar Quando chove você tem reservatório E aí você guarda entre aspas aquela energia para outros momentos de de seca quando
você não tem mais reservatório se não choveu você vai fazer o quê em determinados momentos Então eu acho que essa perspectiva é Muito importante assim como também é muito importante a pensar que não é só não não se trata apenas de gerar energia a geração de energia não é muitas vezes a a a não não se traduz em segurança energética necessariamente porque porque se não chegar até onde é é necessário o consumo não adiantou então tem todo o embr goglio aí ligado a transmissão dessa energia que também é extremamente importante então eu tô comentando isso
porque essas questões todas precisam ser Contempladas quando você tá modelando um uma situação né um futuro do país olhando o setor energético não basta aumentar a oferta eh de energia renovável né você tem que ter esse equilíbrio você tem que harmonizar a demanda ah com o suprimento a segurança você tem que ter redundância Então são todas essas eh variáveis que são extremamente importantes a gente considerar mas para finalizar aqui te tua tua tua questão é um exercício muito Importante porque te dá elementos para tomar decisão é como se a gente tivesse assim uma família de
futuros e você consegue entender que você tá ali naquela janela e daquilo não deverá sair muito a não ser que tenha algo muito surpreendente que que aconteça então ele é um instrumento muito valioso para o planejamento né E nisso A Gente Tem trabalhado e dependendo do Olhar de quem tá querendo tomar uma decisão você pode fazer essas variações você altera dados Populacionais você pode alterar nível de renda você pode alterar crescimento do PIB você pode alterar uma série de questões eh que são bem interessantes de se avaliar muito bom Susana assim aquela coisa desenha né
Tá desenhar mais fácil de entender foi bom você falar sobre a questão do do desmatamento né Brasil parece que mais de 60 entre 60 e 70% do total das emissões brasileiras estão relacionadas ao uso do Solo Eu nem imagino quando a gente conseguir contabilizar o que a gente tem que a gente vai ter de emissões com esses episódios dessas queimadas que nós estamos enfrentando esse ano e o que a gente tem de posto né que a Eloí mencionou Esse estudo aqui esse estudo Esse estudo que nós a Eng o André clar também mencionou das modelagens
que estão sendo coordenadas pela cop pelo cebre com a c FJ com a epe indicam que se nós não interromper o Desmatamento ilegal até 2030 não tem rota tecnológica que nos coloque na neutralidade em carbono até 2050 como nós nos comprometemos contudo Apesar de nós sabermos né onde mais o nosso calo aperta exatamente por conta de hoje ser ainda mais fácil mais linear mais claro você medir as emissões de carbono da Indústria aí a indústria brasileira que tem eh o setor elétrico como a Susana já falou que nós já praticamente fizemos né A nossa transição
aí uma matriz que os europeus invejam almejam estar daqui a 20 30 anos mas a gente tem aí a indústria brasileira com uma cobrança significativa de que ainda possa ter processos mais limpos menos carbono intensivos e as CNI com a Confederação Nacional da Indústria tá à frente dessa estratégia desafios climáticos da indústria a a a Juliana é a interlocutora da indústria né assim como a CNI junto ao mcti ao eh Ministério de Minas e energia MMA para entender de que forma que a gente pode contribuir mais eh aproveitando essa vantagem comparativa que nós temos mas
também continuando sendo eh competitivos né então estamos aí na eminência de ser lançado o plano clima Onde serão trabalhadas eh o os planos de mitigação e os planos de adaptação brasileiros em que todos os setores da economia vão ser chamados a contribuir e compor esse esforço de mitigação então Juliana Nesse Contexto de revisão de ndc eminência de eh lançamento do plano clima O cben que é a tributação de carbono na fronteira que impacta alguns setores industriais nossos como é que a a indústria brasileira tá posicionada de que forma que a gente pode aproveitar essas oportunidades
mitigar esses riscos e e seguir em frente sendo competitivo diante de tantas transformações pergunta fácil super tranquila para você eu vou começar aqui Agradecendo eh o convite é um prazer enorme estar aqui houve muita coisa interessante a gente precisa muito dialogar mas muito não é pouco não é muito Susana nunca falamos tanto em cop UFRJ como nos últimos meses Flávia quando você falou sobre a questão do custo né Eu não sei se vocês se recordam do do relatório do Nicolas ST de muitos anos atrás nessa época eu participava do programa das meninas de 10 anos
e ele dizia o seguinte Olha o custo hoje ainda Tem um custo mais baixo de mitig do que de adaptação Então vamos olhar para esse tema e vamos trabalhar mitigação porque o custo é mais baixo eh eu acho que de forma geral o mundo não atentou muito para esse relatório e continuamos mantendo né enfim a produção da forma como foi mantida eu digo no mundo porque eu acho que o Brasil precisa Celebrar aquilo que ele conquistou tá E aqui eu queria trazer rapidamente uns números da indústria até pra gente contextualizar a Indústria hoje a gente
trabalha muito fortemente Óbvio nessa nessa agenda de descarbonização com aquela indústria que é assim são seis setores que são os maiores emissores eu tô falando de ferro e aço cimento vidro indústria química alumínio né São esses os nossos principais interlocutores dentro da discussão de clima então quando a gente olha papel de celulos também papel celuloso tá investindo no Brasil aí nos próximos 4 anos mais de R bilhões de Reais tá é uma uma indústria no Brasil que eh reaproveita Praticamente tudo Praticamente todo seu resíduo ele manda para sanitário 5% tá tem uma floresta plantada gigantesca
que remove né De certa forma aí o o CO2 ele tem área também de Floresta Nativa preservada então vejam dentro dessa lógica de Economia circular é assim é um modelo né a ser seguido o nosso aço é considerado um dos Aços com menos emissão de carbono do mundo o nosso cimento também muito Disso em função da nossa Matriz energética Nossa matriz elétrica nós temos nós somos segundos maiores produtores de biocombustíveis Então a gente tem muita coisa para Celebrar o nosso alumínio metade do Alumínio produzido no Brasil ele vem de reciclagem Acho que todos somos muito
orgulhosos né da nossa reciclagem de latinhas não é isso e ele reduz aí 95% esse processo eh de do do Alumínio secundário 95% de energia e de emissões Então vejam acho que a gente tá assim alcançou aquilo que o que o Mundo Quer alcançar significa que a gente tá sentado esperando ver o que que mais precisa fazer não desde que o acordo de Paris foi ratificado que a indústria até antes ela trabalha e ela trabalha nisso por uma questão de competitividade né Eu acho que para além de de saber que a gente vai ter compromisso
e o compromisso tá vindo sempre trabalhamos na lógica de perseguir uma eficiência Energética nos últimos anos cada vez mais a indústria buscando renováveis claro também olhando pra questão do custo né a reciclagem o tratamento de resíduos e agora tentando entender o seu papel dentro desse processo Porque interessante que muito foi falado sobre o assunto mas acho que ninguém colocou aqui os números daquilo que é o nosso compromisso o que por que que a gente tá falando tanto sobre isso além obviamente tá passando por todas as questões da Emergência climática a partir do ano que vem
2025 o Brasil tem um compromisso de reduzir a suas emissões acho que muitos de vocês já sabem mas talvez nem todos 48% com base em 2005 O que que significa isso eu ainda não sei eu só sei que eu tenho um teto e o meu teto é de 1.32 gig Tonel de CO2 equivalente Esse é meu teto e o que que tá acontecendo agora a gente tem um plano clima e aí A modelagem que a Suzana mencionou traz Pra gente alguns insights né Susana porque assim não não diz pra gente para onde a gente vai
o que que a gente tem que fazer porque aí a indústria é o setor produtivo é a agropecuária é a mineração eh enfim todos vão ter que olhar o setor de energia e o que que eu faço para reduzir as minhas emissões porque eu sei que em 2050 o Brasil se comprometeu a ser Net zero Ninguém perguntou pro setor produtivo como é que faria comprometeram foram lá e né E aí Aquela é mais ou menos como você compra um produto fal assim vou comprar depois eu penso como é que eu pago a gente entrou nessa
situação porque a gente não tinha um planejamento que dizia pra gente como é que a gente chegaria em 2050 sendo neutro né e não é neutro em CO2 é neutro em gases de efeito estufa e o Brasil emite muito metano na agropecuária não é isso Suzana a Suzana tá acompanhando a coisa então eh a Suzana falou uma coisa Muito interessante que assim o modelo vai nos dar as respostas a partir daquilo que a gente tá colocando como input Então como é que a indústria tá hoje assim a gente tá muito curioso querendo conhecer esses números
por favor abram pra gente que a gente quer entender como é que vocês estão chegando eh nessas conclusões aqui a gente foi convidada a CNI para coordenar a E aí o posicionamento da indústria e todo esse debate que tá Ocorrendo já desde o início do ano Desde o ano passado a cop já vem trabalhando e a gente muito curioso Desde o ano passado pedindo pro governo pra gente participar dessas conversas infelizmente não participamos no início a gente tá participando agora depois que que esse primeiro exercício de modelagem foi concluído e a gente começa a perceber
assim o O Grande Desafio que a gente tem pela frente se eu tiver falando muito você pode me cortar aqui e o grande Desafio que a gente tem pela frente e e eu eu posso dizer para vocês que o primeiro deles e a ISO o ponto de vista estratégico é como é que a gente trata desenvolvimento com as questões climáticas a gente ainda não sabe fazer isso a gente fez um dever de casa sem olhar dessa forma estratégica porque a gente teve escolhas e essas escolhas nos trouxeram onde a gente tá hoje mas como é
que a gente desenvolve o país e com esse olhar de clima e eu digo isso Porque hoje a gente tem um programa chamado pac programa de aceleração do crescimento anunciado ano passado com trilhões né de investimento e quando a gente fala de Pac a gente fala de cimento a gente fala de ferro de acio de alumínio de vidro e nós temos o plano clima que traz pra gente uma limitação de carbono e e eles não não estão conversando ainda né tá a gente tem um plano de transformação ecológica que traz um monte de questões bacanas
do Nosso dia a dia mas a gente também ainda não entendeu exatamente o que que a gente precisa fazer a gente tem a níbia nova indústria Brasil maravilhoso saber que o Brasil retoma uma discussão de política Industrial importantíssimo mas a gente também ainda não entendeu exatamente como é que isso tudo conversa com o plano clima e pra gente o plano clima é hoje aquilo que é mais importante dentro dessa discussão de competitividade da indústria a gente tá Levando isso muito a sério Susana assim é realmente é um exercício necessário já Deveríamos ter começado há muitos
anos né Eh a indústria vem fazendo algumas ações há muitos anos e agora a gente tá mostrando com dados assim como a gente eh Em alguns momentos conseguiu crescer e manter a emissão quer dizer de certa forma trabalhar essa questão da da emissão intensidade relativa né mas enfim eu acho que a gente tem esse desafio do desenvolvimento junto com a Agenda de clima de dados a Susana trouxe questão de dados nós temos nós não temos ainda um sistema de MRV Nacional mensuração relato e verificação nós temos o inventário e e e tem uma equipe maravilhosa
em Brasília acho que tem assim pessoas que trabalham nessa área de clima que são muito boas mas são poucas muito poucas eu acho que a gente precisa muito Suzana de uma capacitação lá em Brasília porque eles colocaram Eles colocaram esse esse tema de clima Em todos os Ministérios e a gente não tem essa capacidade ali a gente precisa muito que as pessoas entendam do que a gente tá falando as pessoas confundem inventário nacional com análise ciclo de vida elas confundem mercado de carbono com siban então assim quando a gente fala de inventário Nacional a gente
tá falando de escopo um de todas as atividades do país escopo um tá quando a gente olha para um inventário de uma empresa você tá olhando escopo 1 2 3 e Aí a nossa grande vantagem aqui tá no escopo dois né quando a gente fala de mercado de carbono a gente tá falando de fonte Fontes a gente tá falando nem de escopo um nem de dois Fontes vão ser escolhidas ainda né a partir de um estudo de MRV que vai ser feito no âmbito da regulamentação do mercado e quando a gente fala de siban que
eu quero trazer essa outra questão siban inaugura a um novo modelo de comércio internacional tá então a Europa Estabeleceu Desde outubro do ano passado esse programa onde ela olha o carbono embutido no produto é outra forma de calcular tá então a gente não pode confundir as coisas e havia uma uma alegria no início né Brasil vai se dar muito bem porque o Brasil tem um produto né com menos carbono embutido não o Brasil não vai porque eles só vão considerar escopo um pro cálculo e a nossa vantagem tá no dois então um estudo do Banco
Mundial mostra que o aço Por exemplo aço é um dos produtos tá Fer aço que o aço brasileiro tá em segundo lugar no mundo assim das dos países exportadores de Aço quando você considera escopo 1 e dois quando você tira o escopo dois o aço cai para uma posição não boa né então acho que é isso assim aí são dois grandes Desafios que eu já coloquei né desenvolvimento a questão dos dados e aí a questão da gente conseguir ter a maturidade do Diálogo não é só o diálogo é a Maturidade do Diálogo cada um entendendo
que tem o seu papel naquele processo a Europa hoje fala sobre política industrial e ela junta a questão do clima e de digitalização na política dela e ela fala de processo de cocriação a gente ainda não sabe cocriação hoje é sentar a indústria sentar o setor produtivo extrativo Agro é todo mundo junto né é meio ambiente é Ciência e Tecnologia é o ministério de desenvolvimento da indústria Minas Energia não dá mais para trabalhar separado não dá mais para ter um programa para cada Ministério para tratar do mesmo assunto né então acho que eu acho que
é isso o terceiro ponto é a gente conseguir dialogar e como a Eloísa falou né a a epe traz o planejamento energético alguns caminhos mas a sociedade tem que escolher esse caminho então a gente junto conseguir escolher esse caminho acho que eu falei muito vou parar por Aqui desenhou também né Eh extremamente importante Juliana porque virou tão banal todo mundo fala de mudanças climáticas mas de forma tão compartimentada e agora há pouco tempo atrás nós tivemos aqui a rio rio innovation we e os pontos máximos da Rio inovation we foram o capra e a vandana
ão pessoas que já eram minhas referências há 30 anos atrás quando eu comecei lá no Menin de 10 anos não era 10 já tinha um pouquinho mais Mas chamar atenção para a visão sistêmica como nós perdemos a capacidade de olhar de forma sistêmica o que tá acontecendo Então tanto A modelagem tanto as articulações e todo o olhar de tudo que tá acontecendo e o que você falou eh sobre o escopo o escopo dois que é a maior vantagem comparativa do Brasil estar fora do cben isso é geopolítica pura então é entender o por que isso
tá acontecendo né Por que a nossa produção que tem uma pegada de Carbono muito menor do que a maioria dos países sobretudo por conta da energia de uma matriz renovável elétrica principalmente eh não está deixando de lado dessa competição deixa eu dar uma notícia boa desculpa que você falou do cban lembrei é ele tá fora do siban europeu mas ele tá dentro do siban britânico e os americanos também acabaram de encaminhar pro Congresso Nacional uma lei só vai ser votada na próxima administração mas que traz Também a discussão de carbono embutido no produto Então essa
eu falei que a Europa inaugura esse comércio internacional com carbono mas outros países vão passar a adotar Então faz deve fazer parte né da diplomacia brasileira correr atrás disso para que o Brasil faça parte não seja excluído desse processo Lembrando que o cben é a tributação do carbono na fronteira né para evitar aí o vazamento Eh do carbono chamam Carbon licking né você deixa de produzir num país que tem regras mais eh elevadas de descarbonização para produzir num país onde tenha menos regras menos restrições e enfim para que você não possa empurrar o problema para
para um outro lugar Guilherme cada vez mais o setor privado produtivo e financeiro vem sendo cobrado pela sociedade consumidores por ações contundentes na redução da pegada de carbono do seus produtos na COP 28 do Ano passado eh Apesar inclusive de estarmos lá nos Emirados Árabes né foi no final das contas chegamos assim chegamos sim a um senso e constou no texto transition Away eh dos combustíveis fósseis a necessidade de que a gente triplique a geração renovável e duplique as soluções de eficiências energéticas então foram 200 países chegaram a esse consenso para que a gente de
fato eh cumpra o at atenda o o acordo de Paris a Ambev Ela Tem todos esses desafios eh presentes na operação na distribuição na na logística são me corrige se esse número esver certo 30 cervejarias no Brasil mais de 100 centros de distribuição logística então vocês têm aí a questão elétrica energética distribuição toda essa complexidade eh para endereçar eu fiquei muito interessada que você falou que a parte de sustentabilidade e suprimento já é eh trabalh junto na Eve há muito tempo eh O que é um um admirável e é até Inovador eu acho que nas
estruturas das companhias conta pra gente como que a Ambev tá endereçando a descarbonização da sua demanda energética e que ingredientes orientam a cultura corporativa e e de governança e que metas e parcerias fundamentam a sua estratégia de mitigação boa primeiro Obrigado Flávio pelo convite Gil II é um prazer enorme dividir esse palco aqui com gente tão gabar muito mais gabaritada do que eu mas acho que tô Aqui para contar um pouquinho de uma outra perspectiva né como é que é dentro de uma empresa gigante brasileira e enfrentar todas essas mudanças e essa essa descarbonização eh
Ambev é muito conhecida pela cultura da companhia né uma empresa de Cultura muito forte e sustentabilidade sempre teve no nosso DNA desde lá de trás foi uma das primeiras Prim as empresas que teve gerente de Meio Ambiente nas unidades Produtivas né Então essa preocupação já existe há muitos anos mas a gente também tá passando por um momento de evolução cultural que a gente eh Escuta mais aprende mais chama a gente que sabe mais do que a gente pra mesa para conversar para ensinar e e para discutir para onde que a gente vai e em 2018
a a gente setou algumas metas bastante ousadas em termos de sustentabilidade pra companhia para ser entregues em 2025 eh e aqui eu tô Falando de essencialmente cinco grandes Pilares né gestão de água Claro cerveja refri eh a base a grande base água então a gente precisa fazer uma gestão muito eficiente e é um dos recursos mais preciosos que a gente tem no no mundo né Eh embalagem eh cultura sustentável empreendedorismo e energia elétrica e carbono né eh e aí eu acho que conectando com a parte de de Cultura né Eh um dos pontos que foi
super importante desde sempre pra gente eh é Que essas metas uma vez até antes da gente publicar né mas uma vez publicadas elas foram cascateados da companhia então tô falando aqui do presidente dos vice-presidentes dos diretores executivos Até a ponta né até o operador que tá ali na Cervejaria ajudando a gente a conseguir eh produzir os melhores líquidos eh isso fez com que obviamente todo mundo trabalhasse com os mesmos Objetivos né MOV a máquina inteira na mesma direção e traz um um um poder muito grande paraa nossa mão então para mim é fundamental que todas
as empresas tenham essa cabeça assim de de eh ir do do Topo até a base da estrutura para garantir que tá todo mundo eh caminhando pro mesmo lugar e aí assim queria dar dar um foco aqui em duas duas grandes dois grandes pontos dessa dessas metas né primeiro falando de de eletricidade eh energia elétrica a gente conseguiu em 2022 eh anunciar que no Brasil a gente é 100% energia renovável eh foi um uma baita Conquista né um super trabalho de todos os times envolvidos nisso Porque mesmo com o prazo de 2025 a gente conseguiu fazer
essa transição eh bem antes eh e aí isso aconteceu basicamente apoiado em dois grandes Pilares né algumas usinas solares próprias né que ou a gente fez o investimento com capex ou a gente fez alguma parceria com com fornecedor eh e também os ppas de Energia eólica em que a Angi Claro é um dos nossos grandes parceiros nessa jornada e ajudou muito nessa nessa missão da gente chegar no 100% de energia renovável e o segundo ponto é o ponto de carbono em si né Eh a gente hoje no Brasil já é eh Zerado no Esopo dois
né Eh já tem 16 unidades carbono neutro na companhia eh Mas ainda tem bastante coisa para fazer né o o nosso Grande Desafio assim como Nossa colega do Itaú comentou no no Painel anterior tá no escopo três né Eh o escopo três em 2017 representava mais ou menos 70% das nossas emissões E aí conforme a gente foi evoluindo eh hoje representa 90% das nossas emissões né Eh e talvez seja a ponta mais difícil de atacar eh até pelo tamanho da base de fornecedores que a Ambev tem eh é é por isso que a gente tá
como suprimentos e sustentabilidade dentro do mesmo bloco né suprimentos tá conectado diretamente com todas as áreas da companhia seja nos Projetos para melhorar escopo 1 e dois seja na outra ponta né falando dos nossos parceiros e fornecedores para ajudar eles a melhorar eh a emissão deles e por consequência melhorar nosso o nosso escopo três e a gente como companhia né pensando em como como atacar essa frente eh criou um programa Global isso não é nem só aqui do Brasil mas tá em todas as zonas da da ibim bev eh que se chama Eclipse eh um
programa em que a gente eh faz políticas Personalizadas pros nossos eh maiores eh parceiros né E por consequência os maiores emissores também eh em que a gente entra a fundo no detalhe de como é que é a operação deles para ajudar na descarbonização eh inclusive colocando cláusulas contratuais de sustentabilidade nos contratos que a gente tem que talvez fossem só de fornecimento em um outro momento né Eh enfim falei bastante aqui acho que é um longo caminho a gente ainda tem Bastante coisa para fazer pensando na nossa meta de ser Net zero até 2040 é uma
ambição eh difícil mas a gente tem certeza que vai conseguir chegar lá quem sabe até antes como a gente fez com algumas metas de 2025 Obrigada Guilherme é bom é bom saber que nós estamos juntos nessa jornada foi é aqui na qualidade de fornecedor daev mas tem não tem muito tempo né Juliana CNI organizou um evento Na na Fiesp falar exatamente sobre isso era um evento lançamento do sirene organizacionais a importância de que as empresas façam seus inventários de emissão cobre dos seus fornecedores e reportem né Report insiram os dados de emissão porque o Brasil
só vai avançar cada vez mais refinar essas informações disponíveis na medida em que a gente consiga concentrar essas informações onde precisam então foi lançado pelo Mcti o sirene organos nacionais então é muito importante que a gente tenha né Faça os seus inventários e e e engaje nossos seus fornecedores nossos fornecedores então tomei um susto né Juliana que eu tava lá no painel e eu tinha que ter chamado um fornecedor na época a gente não conseguiu chamar um fornecedor e ali eu tava eu era a fornecedora porque tava a Red da Gerdal aqui inclusive fez um
h um senira Nunes né então inclusive fez o agradecimento Luciana e equipe da Luciana por toda a prestatividade toda a parceria da Eng na contribuição dos cálculos de emissões da verdal então como é importante que a gente envolva os nossos fornecedores eh Luciana falou sobre o nosso programa de jornada de descarbonização de fornecedores Lembrando que nós somos fornecedores de muitas empresas em suas jornadas Então isso é que vai escalar a nossa compreensão da nossa pegada o refinamento das informações para que Susana possa fornecer melhores modelos e melhores oportunidades aí de melhoria Então temos aí na
Eng né o programa de descarbonização de fornecedores eh uma meta global de 45 milhões ano de tonelada de descarbonização de nossos clientes isso tudo com sendo sistematicamente calculado desde o desenvolvimento de projetos até no desenvolvimento das propostas comerciais e a partir daí ajudando os nossos clientes a contabilizar suas Emissões eh e aí já passando paraa pergunta pro luí Gustavo e o último relatório do fórum econômico mundial elenca entre os principais riscos globais os eventos climáticos extremos como seca enchente erosão do solo perda de biodiversidade e também a surpresa né não é o caso da pergunta
mas que tem a ver com que a gente tá falando ali eh a polarização e a desinformação Então são temas que fazem parte eh inexorável do esforço Global eh De mitigação Estávamos na era da precificação do carbono né em termos de custo de mitigação Já estamos na era da precificação do carbono em termos de custo de adaptação de remediação recentemente nós recebemos no Brasil a exerd Flow eh Prêmio Nobel da economia de 2019 e ela já estima já existe um consenso entre economistas de que para cada tonelada de carbono nativo Eu acho esse valor até
conservador eh para cada Tonelada de carbono na atmosfera a gente tem uma estimativa aí de $7 de prejuízos de toda ordem prejuízos humanos prejuízos de vidas prejuízos materiais então aumentou bastante né porque a gente trabalhava com valor médio assim de 5 o preço do carbono na mitigação a gente já tá falando numa outra esf er E você tem um livro intitulado Direito ambiental econômico como o o Gil falou e trabalha essas ferramentas né ferramentas Porque o mercado de carbono CB nada mais é do que um mecanismo de precificação do carbono para que a gente possa
né comparar banana com banana laranja com banana laranja com laranja enfim e não fazer essa salada de fruta que a Juliana reportou fala um pouco sobre as dimensões do Risco climático E aí isso Pega aí todas as empresas sobretudo as de grande porte que T eh enfrentado essas questões não só nos seus ativos mas nas comunidades do Entorno que também de certa forma nós Tentamos apoiar e cuidar sobre como a precificação de carbono e os mecanismos de mercado podem contribuir para o esforço global de mitigação bom eh pessoal primeiramente queria agradecer mais uma vez e
parabenizar a Eng agradecer a Flávia agradecer o Gil aí pelo convite pela honra de estar aqui com vocês nesse dia tão importante para ang esse ang Day é realmente uma honra e um prazer tá tá aqui com vocês queria parabenizar aí pelas diversas Iniciativas que a que a ind tem Eu particularmente brilhou muito meus olhos essa última iniciativa apresentada das meninas de 10 anos eu tenho duas filhas uma que vai fazer 10 anos agora em outubro e depois vou conversar aí com Gil com a Flávia como é que eu me candidato que currículo é esse
que a gente tem que mandar Quais são as credenciais que vão permitir com que minha filha participe dessa ou minhas filhas participem dessa iniciativa Mas Falando um pouco dessa questão dos riscos climáticos né E e aí eu acho muito bacana o comentário da Flávia em relação ao fó econômico Mundial Eu gosto muito de olhar pro relatório for econômico Mundial edita todo o mês de janeiro e aí convido vocês até acompanhar esse relatório porque ele aponta lá numa reunião que tem os principais ceos globais que tem representantes das principais instituições financeiras e membros de Governos dos
mais importantes governos do mundo e ele faz um uma um termômetro de Quais são as grandes questões que preocupam a humanidade eh no horizonte de de 10 anos tanto do ponto de vista da disrupção desses eventos como do ponto de vista da probabilidades deles acontecerem e e eh Nos últimos quatro ou 5 anos os eventos climáticos esses eventos climáticos extremos a intensificação desses eventos climáticos extremos essa falha de uma governança Global para lidar com esse assunto já começam a aparecer outros temas como a questão da biodiversidade que a gente tem que ficar atento aqui a
gente tá hoje muito mais focada em mudanças climáticas mas os dois assuntos não são hermeticamente fechados eles conversam muito particularmente pro Brasil que é uma potência aí de de natureza e além de riscos isso nos traz oportunidad aí esse relatório é um é um é um belo de um termômetro é a partir dessa iniciativa De de de entendimento eh desses stakeholders relevantes e com muito poder de modificações na sociedade adoção de políticas que por exemplo foi adotado um uma Task Force de Financial disclosures em que as próprias instituções financeiras perceberam que elas tinham que apontar
e reportar os riscos aos quais elas estavam submetidas e esses riscos pass por riscos físicos que a gente sabe muito bem o que é a gente tem Infelizmente vivido muito isso no Brasil eh eu e a Flávia estivemos aí num num painel algumas semanas atrás com o Carlos Nobre e eh não quero não quero alardear nada mas o Carlos Nobre já fala que uma futura CP no Brasil Talvez seja uma CP de falar em uma maior redução de missões porque um grau e meio que o próprio ipcc do qual eu fazia parte em 2007 iria
acontecer em 2038 já está acontecendo agora 2037 2038 já está acontecendo agora então essa a Gente vai vai eh infelizmente intensificar essas conversas nas nas próximas Cops eh e eh para fazer essa essa transição energética que o Brasil já fez muito bem mas para fazer todos esses investimentos que a mitigação e e adaptação do clima exige é é crucial que haja financiamento então eu chamo atenção pro fato de que o financiamento climático é muito importante e a gente tá muito a quem das necessidades de financiamento para ações climáticas Globais não só Brasil eh enquanto a
gente fala eh nos números de financiamento climático da ordem de bilhões e a gente tem uma necessidade da ordem de muitos trilhões então a gente tá muito a quem disso esse é um tema tanto da do da cop 29 tem uma central da cop 29 desse ano em bacu como também uma grande oportunidade pro Brasil eh no G20 Eh que que o Brasil vai presidir o G20 que vai ser aqui no Rio eh na terceira semana de de Novembro eh e falando um Pouco então de precificação como a Flávia colocou a gente infelizmente Flávia a
gente não pode sair da da ainda da discussão da precificação da mitigação a gente já está precificando a adaptação já Tá encarando essas consequências o evento é do Rio Grande do Sul é um evento que eh tem sido já já tem prêmios pagos aí até julho da ordem de 5 se bilhões de reais eh a nossa pandemia que durou aí um ano e meio eh tem eventos de prêmios de seguros pagos Na ordem de R 8 bilhões de reais então um evento climático pontual específico fo do Rio Grande do Sul tem o potencial de ser
o maior evento eh de pagamento de prêmios da indústria de seguros então aí eh mostra um pouco desse risco financeiro e mesmo a reconstrução né de muitas dessas infraestruturas que não tinham seguro talvez a gente tem que pensar em remodelar aí o nosso as nossas concessões aqui no no Brasil Mas voltando paraa precificação de carbono Eh o que a gente tem basicamente eh com precificação de carbono Qual qual é qual a importância dela né o o que a a economia Ambiental fala que é o problema que a gente vive é que pode acontecer a tragédia
dos bens comuns um economista chamado harding que que que indicava essa esse potencial da tragédia dos bens comuns são aqueles bens que não t direito de propriedade bem definido como é o caso do clima da atmosfera em que faz e que leva a uma sobreexploração Desse bem eh basicamente o que economia ambiental e o próprio direito ambiental eh preconiza é que internalize a externalidade negativa a externalidade climática Então você traga isso para dentro do preço da produção Econômica da da atividade industrial das atividades econômicas eh de uma maneira eh geral e você tem eh eh
basicamente duas formas de fazer essa precificação você pode fazer através de um do do da imposição de um imposto de uma taxa que a gente já Sabe aqui que para para efeitos de Brasil Seria algo extremamente eh impopular com a carga tributária que a gente já tem a percep de prestação de serviços do do nosso estado Brasileiro eh não não não permitiria que isso acontecesse e a outra forma de precificar carbono seria eh através do estabelecimento de um mercado de carbono e o Banco Mundial já vem estudando isso em em diversas jurisdições tem um Programa
pmr do Banco Mundial que inclusive olhou pro Brasil e já prescreveu eh a gente já sabe a receita desde 2014 do que seria o o ideal para o Brasil do ponto de vista de precificação E por que que a precificação é até interessante para o Brasil para que o Brasil eh possa competir no no na no no Mercado Global a gente tem o cean que tá sendo imposto é se um uma jurisdição não tem um mecanismo de precificação de Carbono implementado Como é o o Brasil não tem tem até o mercado de cebios lá do
setor de transporte mas isso é uma outra coisa eh o o Brasil fica e e eh eh perde de poder de competição nesse mercado europeu eh então eh o o mercado de carbono ele Claro que tem que ser bem arquitetado bem organizado ele é algo que pode permitir com que o Brasil compita nesse mercado nesse novo Mercado Global nessa nova economia de de Baixo Carbono então ele é crucial olhando para Brasil obviamente que a solu essa é uma solução complementar Essa não é a única solução o mercado de carbono não é é a única solução
Solução para precificar carbono Você tem uma série de composição de outras políticas públicas incentivos eh outras políticas públicas que podem ser estabelecidas para alcançar essa descarbonização e certamente a questão do desmatamento no Brasil por conta desse perfil diferente das emissões brasileiras que são aí da ordem de 23 eh Mais voltados para uso da Terra e agronegócio a questão do desmatamento é muito importante então o comando e controle precisa ser reforçado mas o o o case para a gente para que o Brasil evolua em políticas públicas e de utilização de instrumentos econômicos incentivos mercado de carbono
é justamente para eh eh conseguir complementar esse instrumentos de comando e controle que nunca vão resolver todos os problemas Também tá falando do Brasil um país de dimensões continentais é impossível uma ação de fiscalização que seja efetiva em todas as nossas fronteiras que consiga dar conta disso tudo a gente precisa trabalhar com instrumentos econômicos que consigam capturar esse preço do carbono paraa atividade econômica e também criar eh incentivos para o desenvolvimento da atividade econômica eh isso tudo para evitar os litígios climáticos que infelizmente a gente já Vê acontecendo tanto fora do Brasil como no Brasil
e E se a gente tiver um pouco mais de tempo a gente pode falar um pouco mais sobre isso na sequência Flávio é a próxima pergunta eh Susana colei de um artigo seu recentemente e que as inovações tecnológicas e o soft Power são os principais vetores da economia deste século aí eu acrescentei aqui sobretudo num contexto de emergência climática não apena que desafia não apenas as Alternativas de mitigação de adaptação mas também a resiliência da infraestrutura existente e eu li recentemente que cerca de 75 dos compromissos globais de mitigação ainda dependem de tecnologias que ou
não foram desenvolvidas ou ainda não tem viabilidade Econômica você escreveu que 45% das tecnologias chaves para a tão esperada transição energética ainda não existem comercialmente você tá à frente aí de uma das principais instituições de Ciência e tecnologia da América Latina qual a importância do investimento em pid na capacitação de ionais para acelerar essa transformação você falava sobre a mão de obra que nos falta e o que a cop e tem feito e enxerga como tendência e prioridades na área de inovação e na qualificação de mão de obra para fazer frente a esse desafio tecnológico
obrigada Flávia a pergunta é ótima porque é um tema é um assunto que me preocupa demais né Eu acho que eh Preocupa muito enquanto cop enquanto a dirigindo uma instituição e vendo o cada vez uma dificuldade maior de de manter os nossos alunos manter as pesquisas etc e também ah como brasileira vendo a gente perdendo uma uma quantidade assim absurda de oportunidades né que surgem com essa economia de Baixo Carbono né não precisa a gente repetir de todas as vantagens que o Brasil tem de todos os recursos eh que a gente tem recursos eh não
só né de Energia limpa mas como como você lembrou mesmo da biodiversidade a gente é o país mais mega diverso e a gente tá exatamente se a gente olhar a questão do desenvolvimento e as revoluções e industrial se a gente chamar um 2.0 na 4.0 que seria que a gente tá e ciências biológicas se tornam extremamente importante então toda a nossa a a o nosso capital biológic óg de biodiversidade ele tem um Valor Econômico muito grande se a gente souber Realmente utilizá-lo coisa que a gente não faz tanto então de novo eu acho que o
o o investimento em Ciência e Tecnologia ele é essencial pra gente realmente eh conseguir descarbonizar a nossa economia não só eh porque eh como como Eu mencionei a Flávia eh destacou agora grande parte das possibilidades das alternativas pra gente reduzir as emissões elas não estão ainda comerciais porque Ah ainda estão em nível de bancada estágio piloto enfim Ainda ainda precisa ser absorvida pela indústria aí eu provoco aqui a CNI que a indústria tem que est mais perto também da academia eu acho que essa questão é uma característica eh nossa né nossa eu digo do Brasil
a gente deixa os setores muito separados os Estados Unidos não é tanto assim né os Estados Unidos inclusive ah na época do pós-guerra né lá atrás a forma né que eles saíram foi exatamente juntando né que eles que o os Estados Unidos se tornou a potência que É foi tendo essa questão meio tripartite né empresas a academia e governo né para exatamente fazer porque são vocações diferentes um cientista um um um pesquisador ele não tem vocação nenhuma para a maior parte não se não sem generalizar mas para fazer o negócio tanto que agora a gente
tá investindo muito nas disciplinas de empreendedorismo de inovação porque eram mundos que não se falavam né você tinha os acadêmicos que ficavam encastelados Num canto os as empresas que TM obviamente a função de ter lucro etc e o governo sem essa junção você não consegue de fato avançar e o que me preocupa também é que o mundo tá caminhando cada vez mais para um mundo altamente tecnológico né não não é só por conta de clima a gente tá passando por uma transição eh tecnológica muito grande e muito acelerada então o que que a gente percebe
é que ah o que se a gente estava falando no painel anterior Falava de transição justa etc se a gente não fizer nada em relação a essa capacitação a gente vai aumentar é o GAP vai se tornar mais injusto mais injusto ainda porque a esse é meu é seu porque ah cada vez mais você vai ter os o aquelas funções aqueles trabalhos ou aqueles empregos que são repetitiv por exemplo vai ser substituído por robô né Qualquer coisa que der para você fazer com algoritmo Vai ser substituída então Eh cada vez se exige mais capacitação sofisticação
e conhecimentos múltiplos a gente tem percebido aí você me perguntou também sobre como a cop enxerga isso a gente tem percebido também ah duas duas tendências muito fortes né que é a o conhecimento múltiplo né você não dá mais só para você conhecer ciências exatas mesmo sendo das ciências exatas Ah o engenheiro não pode desconhecer questões sociais Ah além daquilo que ele já conhece das ciências da terra ciências humanas então todas essa esse esses conhecimentos esses saberes precisam tá sendo trabalhados juntos então você tem menos fronteira e uma velocidade muito grande são poucos os alunos
atualmente que entram numa pós-graduação que Estão dispostos a ficar ah 2 anos fazendo mestrado depois mais tantos anos fazendo doutorado eles querem tudo muito mais rápido eles querem já tá atuando então Esses são Desafios que a gente precisa ter mas que são muito importantes porque senão realmente a gente vai ficar a ah muito para trás né com esse mundo como eu tava dizendo altamente tecnológico e recentemente Saiu até um um um estudo do das Nações Unidas que hoje até no jornal tem um artigo da ministra de Ciência Tecnologia brasileira Luciana ah comentando sobre esse artigo
das Nações Unidas que que fala que América Latina e Caribe e África subsahariana Vão ficar para trás exatamente por falta a a de capacidade tecnológica de acompanhar o mundo então a gente corre o risco de ficar de de de fato ah ao invés de acompanhar né a tendência ah Mundial independentemente da economia de Baixo Carbono ah a gente não vai conseguir Se não tiver um investimento se não tiver esse olhar em termos da sofisticação tecnológica que a gente tá a a Eh vislumbrando agora então isso é uma um um um fator que me preocupa eu
acho que Não só a mim como né vindo da academia mas eu acho que governos eh precisam estar preocupado e as indústrias também porque a mão deobra das indústrias brasileiras precisa também tá também nesse nesse nível para continuar sendo competitiva né então não só tem que ser de Baixo Carbono como de alta tecnologia perfeito Susana o carnal falou bastante sobre isso mais cedo n acho que a gente tem aí um desafio enorme para engajar né os jovens Eu acho Que o Menin de 10 anos é um exemplo disso como é que a gente traz os
jovens paraa ciência para entender de forma mais sistêmica o que tá acontecendo e ele falava sobre como que hoje um bom profissional ele tem que ter um conhecimento múltiplo não basta ele ter um conhecimento isolado que ele não vai chegar muito longe com isso né cada vez mais exigente eh o mercado de trabalho e os desafios que a gente precisa endereçar então Copia UFRJ tem vocês têm um Hub de de de inovação e vocês lançaram também um evento até que nós fomos lá na COP onde tem alternativas tecnológicas estudos de bai é não centro de
soluções tecnológicas de Baixo Carbono que eu acredito que hoje deve ser o principal repositório no Brasil de só mais uma coisa que você tá você lembrou do centro de eh tecnologi de Baixo Carbono tem uma questão que eu acho também muito interessante pelo Seguinte e quem mais tem investido nisso tem sido as empresas de óleo e gás eh exatamente as empresas de petróleo é que mais estão investindo em inovação seja ah voltada para aumentar sua eficiência energética né nas suas operações eletrificando plataformas etc como uma forma também de reduzir o conteúdo de carbono ah das
suas eh das suas eh do Barril produzido como também em renováveis então ah a gente vê o interesse né muito Grande então até eh costumo dizer que às vezes se demoniza um pouco né indústria de óleo e gás por conta das emissões e tudo mas são né no caso brasileiro as que tão realmente investindo pesadamente em desenvolvimento tecnológico muito bom Susana Então acho que precisam também muito desenvolvimento tecnológico e Esperamos que tenham muito sucesso acho que essa parceria tem recurso para isso não é fácil né Eu acho que até do ponto de vista de Cultura
corporativa hoje N pessoal a mão de obra do setor de óleo e gás sente essa pressão eh pela transformação Exatamente vou voltar para Juliana e vou ver se a gente a gente consegue acelerar um pouco aqui até eu vou falar um pouco mais rápido para dar tempo das perguntas que a Karina já tá ali para mim vamos lá eh Power shoring Power shoring é um movimento Empresarial de busca de busca por países como matriz Energética mais Atrativa para a instalação de indústrias altamente intensivas em consumo energético isso tem avançado na agenda de empresas e governos
o Brasil como matriz elétrica em torno de 85% 90% renovável isso depende aí de alguns fatores entraram em operação somente em 2023 291 novas usinas no Nordeste e em 2022 o Brasil recebeu 92 Bilhões de Dólares em investimento estrangeiro Direto mas para que esse potencial se materialize não basta apenas o alinhamento dessas vantagens competitivas é necessário haver políticas públicas capacitação cidade de licenciamento ambiental fontes de financiamento adequado Enfim uma miríade de necessidades para que a gente Aproveite essa janela de oportunidade Atraia as indústrias pros centros de carga onde a gente vai endereçar aí muitas das
Questões que a gente falou no painel eh aqui mais cedo né tra a carga pros centros eh geradores mais próximo da geração como a CNI tem promovido a visibilidade e o apoio à indústria no aproveitamento desse diferencial inclusive no contexto de Neo industrialização modernização diversificação das cadeias produtivas seria possível estimar os setores com potencial de atração de investimento no Brasil você acredita que A regulamentação do mercado de comércio de emissões brasileiro de comércio de emissões pode acelerar essa precificação e assim configurar mais um relevante mecanismo de incentivo mais uma pergunta tranquila eh é muita coisa
mas eh deixa eu só falar rapidamente sobre isso que a Susana trouxe que eu acho que é a gente tem incorporado muito nas nossas discussões da de como é que você capacita os profissionais que você Precisa no futuro né a gente já agora né nesse presente que já se se impõe a gente trabalha dentro do sistema indústria com Senai né temos os centros também de tecnologia e de pesquisa Mas eu sempre me perguntei muito sabe Susana Por que a a gente gosta muito de de copiar muitas vezes o a a lógica americana mas não copiou
essa esse modelo né Eh de indústria e academia mais próximas eu acho que tem algumas questões até enfim de como a gente Funciona enquanto país mas acho que essa é uma provocação muito importante e muito necessária né a gente vai passar aí por gargalos a gente já vê em alguns locais falta Engenheiro temos muitos bons Engenheiros no Brasil mas se você coloca um centro de pesquisa numa cidade específica de repente aquele estado já não tem mais Engenheiros porque você absorve toda aquela mão de então é uma discussão muito importante e Flávio acho que já foi
muito colocado aqui né todo o Potencial que o Brasil tem as oportunidades a Susana mesmo falou não vamos vamos vendo molhado a CNI ela sempre trabalha Tem trabalhado muito na lógica de segurança né jurídica para o negócio O que que significa isso legislação trabalhar aquilo que que é necessário para que você tenha segurança de investir no Brasil então nos últimos tempos a gente trabalhou E aí olhando pra questão de Baixo Carbono né Trabalhando trabalhamos bastante a a os Projetos de lei para hidrogênio eh para eolic offshor infelizmente não saiu ainda mas é algo que vinha
sendo sinalizado há três 4 anos atrás que haveria investimento né caso a gente tivesse eh um pouco mais organizado aqui em termos de segurança jurídica para esse investimento e licenciamento vai ser um gargalo nesse processo em função de tudo que a gente já já vem acompanhando mercado de carbono n combustíveis do Futuro A gente Acompanhou também a gente acompanha um PL específico de CCS CCS saiu no combustível do Futuro mas ele precisa de um pouco mais de robustez aí na sua regulamentação eh e mercado de carbono que faz anos que a gente a gente já
se posicionou a gente já construiu consenso imagina o que que é você construir um consenso dentro da indústria para dizer o seguinte olha vem aí eh o mercado de carbono que é um instrumento interessante mas precisa vai pagar uma Conta tá E assim e todo mundo aceitar e dizer que quer não é fácil né Então faz anos que a gente e eh trabalha para que isso aconteça estamos sim atrasados desde 2021 que a gente já tá atrasado eh foi muito bem colocado aqui pelo Luiz e eu queria explicar isso rapidamente países que já precificam carbono
levam vantagem no siban porque o siban é o seguinte o importador europeu ele vai comprar o produto e aí ele vai pagar por pelo carbono mas ele desconta aquilo que O país já pagou na origem então a gente por exemplo hoje vai competir com o México o México já tem precificação de carbono a China tem precificação de carbono Então se o produto comprado no Brasil for mais ou menos o mesmo preço do México se o Brasil for um pouquinho mais baixo mas ele não tem a precificação então o importador vai ter que pagar por isso
talvez a gente perca pro México Então é só um exemplo do que talvez aconteça aí na frente tá mas eu Acho que é isso é difícil Flávio a gente tá você me fez uma pergunta da quinta série eu tô na primeira série aí assim é muito difícil a gente identificar o que que quais seriam os setores olha papel celulos Eu mencionei aqui porque faz todo sentido né são 12 115 bilhões de investimentos nos próximos 4 anos porque você tem uma necessidade de área Florestal o Brasil oferece isso o Brasil oferece a toda essa essa questão
de energia de renováveis mas o trilema Energético ele precisa ser considerado também né Acho que investir no Brasil uma empresa que precisa de muita energia ele tem que ter muita segurança que o sistema não vai eh oferecer alguma dificuldade lá na frente hoje a gente aciona térmica quando a gente tem questão né de seca Então será que a gente tá tão assim podendo oferecer muita energia e quando a gente olha para todas essas discussões de descarbonização seja hidrogênio seja CCS Eletrificação de processo eletrificação de Frota a própria Inteligência Artificial demanda muita energia mas muita mesmo
eu acho que a gente precisa começar a fazer as contas e ver se a gente tem condições O que que a gente absorve o que que não absorve né o que que pode realmente e até Para apoiar o governo nas suas políticas públicas né mas eu acho que é isso sei que eu tenho que falar menos dessa vez obrigada gente É eu acredito que a gente tá um pouquinho mais avançado do que outros países mas temos aí um caldo cultural para resolver né um diálogo melhor ampliar mais o debate ter um pouco mais de segurança
eh de que esse investimento ele vai vai fluir e vai e vai retornar Flá rpido Desculpa acho que tem uma questão custo Brasil sistema tributário eh ainda são gargalos a gente espera que melhore espera que melhore a história da energia barata com a conta alta então Tem questões aí que que precisam ficar atento Sem dúvida é a questão do licenciamento que até agora a gente não aprovou o PL do licenciamento que lá aí quem eu me lembro quando a gente começou a falar isso tem um grande parceiro Rodrigo né a gente começou Rodrigo mascarin a
gente começou a discutir esse esse ipl lá na origem né Tem uns 15 anos né 16 anos esse já nasce ultrapassado baseado em checklist de estudos pouco olhar para eh qualidade né O pós licenciamento já nasce um pouco ultrapassado então a precisa entender esse gargalo do licenciamento no Brasil e a respeito do esforço dos operadores né de todo esse debate eu acho que a gente ainda tem uma cultura muito paternalista olhando pro licenciamento e muito pouco porque pode ser propositivo se for ver exemplos na Europa é bem diferenciado a gente ainda tem um licenciamento trifásico
né como exigência a gente ainda discute o o o Licenciamento autodeclaratório enfim mas eu acredito que a gente tá mais indo do que voltando no copo mais cheio do que vazio Guilherme eh você como uma empresa multinacional deve enfrentar aí os mesmos Desafios que nós enfrentamos para além do regulatório brasileiro o regulatório internacional então o olhar pra gente fugir dessa visão que agora hoje em dia eles chamam de Carbon Tunnel Vision e não é só sobre carbono mas é sobre biodiversidade é sobre pessoas a gente teve um painel anteriormente sobre pessoas é sobre cultura é
sobre eh Nature positive e É também sobre reportar sobre como que a gente avalia esses indicadores como que a gente valora esses tudo isso que faz parte eh da sua produção então você poderia compartilhar conosco que são temas prioritários e as principais iniciativas da Eve nessas Frentes para além do carbono que você falou aí na primeira pergunta falo falo um pouco sim Flávia é assim eh Óbvio que eu falei das metas né que a gente cou lá em 2018 falei da ambição de senet zero em 2040 e E aí é obviamente isso que guia a
gente de um ponto de vista Mais amplo né Mas se a gente entra um pouquinho mais no detalhe eh eu ainda queria falar um pouquinho mais sobre carbono porque tem algumas iniciativas super legais que a Gente fez que acho que vale a pena mencionar né Eu queria começar falando sobre eh biometano né então hoje a a a companhia eh recupera biogás das nossas estações de tratamento de afluentes em mais de 15 unidades de produção e aí recupera esse esse biogás purifica para biometano e usa isso nas nossas Caldeiras para diminuir a quantidade de de gás
natural que a gente viria consumir né então e também evita Desperdiçar uma energia que estaria eh Sendo queimada no flir eh aqui em Mac em 2022 a gente passou a consumir biometano proveniente do aterro sanitário de Seropédica então é uma uma super iniciativa que a gente vem tocando com muito orgulho eh e ainda dentro da da energia térmica eh a gente olha muito pra biomassa de madeira né então obviamente é muito mais limpo do que o gás natural é uma é uma matriz Eh boa pra gente trabalhar fomenta economia local né então aqui a gente
expande um Pouquinho mais só do tema do carbono e começa a falar um pouco de empreendedorismo também eh e mas ainda assim a gente depende bastante da disponibilidade né E talvez essa tenha essa seja o grande ess seja o grande desafio quando a gente fala de mudança de matriz energética pra compania Eh vamos mudar vamos sair dos combustíveis fsseis e já saímos de vários mas por qu aonde como que a gente vai fazer isso e para cada caso vai ser um caso muito Particular né O Brasil é muito grande com várias realidades diferentes estados diferentes
eh e que a gente vai ter que ter soluções Diferentes né e e a Juliana comentou um pouco na resposta anterior dela de custo é tudo isso que eu tô falando e ainda pensando em custo né porque no final das contas eh Isso vai ser super importante e relevante paraa companhia também E aí indo para alguns outros temas que não são de carbono né então quando a gente pensa em embalagem Circular por exemplo né a a companhia foi a a pioneira quando lançou lá em 2012 o guaraná é feito de uma garrafa PET 100% reciclada
naquela época foi uma super inovação e e hoje 100% da produção de guaraná já é feita com um pet 100% reciclável a gente não usa mais Pet virgem para absolutamente nenhuma garrafa de guaraná eh e a gente não vai voltar atrás né então é é um Marco que que a gente conseguiu vencer super legal eh e tem mais um que acho que vale a Pena a gente falar eu falei um pouco de água na minha resposta anterior eh a companhia tem um um programa chamado bacias e florestas eh esse programa tem mais de 10 anos
e a grande missão é recuperar e preservar as bacias hidrográficas nas regiões de stresse hídrico né a gente já conseguiu ajudar Brasília região de São Paulo Rio Minas Goiás tem muita coisa para fazer ainda Mas recentemente a gente até chegou num número super expressivo de 2 milhões de Árvores plantadas nessas regiões então Eh é um um objetivo da companhia não só melhorar a nossa gestão eh dos nossos recursos dentro né E quando a gente fala de água paraa produção mas também ajudar as regiões de estresse hídrico nesse sentido e água é super importante né Muito
bom Guilherme eu acho que é um pouco do que desafio que a gente tem também nós temos um programa de recuperação de nascentes no entorno das hidroelétricas muita iniciativa eh Relacionada à biodiversidade a como que a gente pode eh apoiar melhor as comunidades do nosso entorno para compreender a importância dessas áreas Então hoje a gente tem né n nas hidroelétricas principalmente você tem a questão da do seccionamento né da barragem a gente fala muito do impacto da barragem mas a gente pouco fala dos centenas de quilômetros de eh entorno desses cursos d'água que são preservados
eh custeados pelos por esses Empreendimentos E aí pela primeira vez até na COP 28 a gente teve aí o conceito Expresso num texto normativo de corredor Ecológico então Se nós formos pensar né que a gente tá falando de fluxo gênico de fauna e flora no entorno desses Empreendimentos quando a gente fala de empreendimentos lineares como a gasoduto linha de transmissão São oportunidades enormes que a gente pode trabalhar Eh esses atributos eh ambientais e aí do ponto de vista de biodiversidade mesmo Que a gente não pode mais falar fugir desse assunto biodiversidade é um assunto agora
de de CEO de nossos nossos líderes estão sendo eh provocados a entenderem e a falarem responderem o que a gente tá falando sobre biodiversidade e até para falar em programas e parcerias temos aqui até eh além do Museu da manhã um parceiro que é o terri do jardins de volta nós temos um programa também de doação de biodigestores em escolas em instituições Eh voltadas para Para apoiar a comunidade esses biodigestores geram entre 7 e 8 horas de biogás eh por dia então já vem com o o fogareiro então sempre atuando com 200 300 crianças entendendo
o potencial eh energético dos resíduos sólidos urbanos e agora a gente tá começando a aproveitar também o potencial desses biofertilizantes e entendendo começando a capacitar n o ter tá por aí pelo menos tava até um pouco mais cedo tá lá conosco eh para Capacitar compreender a biodiversidade local aproveitar melhor o que a gente tem de fonte de recursos E também temos aí o ibce que é um parceiro nosso aqui no Rio de Janeiro Instituto Brasileiro de capoeira educação que como foi falado mais cedo pela cubo ele não só né a capoeira é um é uma
das Ferramentas né de capacitação geração de renda Mas eles vão lá eles vão ter aula de matemática como a cubo falou conosco né vai ter aula de matemática vai ter aula de Educação ambiental vai ter eh eh multirão pra limpeza da comunidade então nisso a gente vai gerando não só na área ambiental mas na área de pessoas um um um um movimento que vai ampliando Obrigada Guilherme aí a gente vai voltar pro tema um pouquinho mais espinhoso né Luís Gustavo que é a questão dos riscos de judicialização as questões eh dos riscos né climáticos e
os riscos também de Green washing hoje como a gente falou né a gente tá cada vez mais Sendo cobrado a reportar esses impactos hoje a gente no no mercado europeu a gente já fala de dupla materialidade né O que nos impacta e o que nós impactamos nós já vemos aí ações judiciais à Suíça né foi condenada aí a ter uma meta climática mais ambiciosa o hitro Né o licenciamento do hitro foi indeferido porque não eh era compatível com os compromissos eh do acordo de Paris então cada vez mais a gente tem visto aí os riscos
de Judicialização relatório de litiga climática fala sobre isso o aumento eh progressivo desses casos você poderia falar um pouco sobre como a gente antecipa previne se protege essa essas questões Obrigado Flávio Eu acho que um comentário só sobre a a nossa evolução desenvolvimento de políticas públicas no Brasil eu queria chamar atenção pro fato isso está conectado com litígio com litígios climáticos eh de uma forma importante eh de que a gente no Brasil Tem perdido muitas oportunidades de se se posicionar bem com políticas públicas eh a gente a a a Juliana elencou uma série de políticas
públicas que a gente inclusive aprovou mas vale lembrar que a nossa lei da política nacional de mundanças do clima ela é de 2009 e que desde 2009 ela prevê lá o mercado brasileiro de redução de emissões como um dos instrumentos da política nacional de Meio Ambiente então a gente tá falando de 15 anos em que Esse Instrumento Tá previsto na nossa política nacional e a gente tem tido Muitas dificuldades eh de de regulamentar essas políticas públicas de implementar esses instrumentos e de operacionalizar esses instrumentos então só chama atenção para isso isso tá muito conectado com
os litígios climáticos porque os litígios climáticos eh globalmente eles se iniciaram contra governos são governos que deixaram de se posicionar do ponto de vista de política Pública estabelecer uma política pública de estabelecer um eh de implementar um instrumento desse política pública como o mercado de carbono que foram levados à cortes supremas dos das suas jurisdições então um caso emblemático é o da Holanda n da Suíça também como comentado pela Flávia mas uma série de outros governos que foram levados às cortes inclusive corte Suprema por conta da incompatibilidade das suas políticas públicas com os compromissos assumidos
Em tratados internacionais eu não sei se vocês sabem que no Brasil a gente também tem uma ação constitucional no STF que foi relatada e decidida pelo Ministro Barroso em que o ministro Barroso em meio à pandemia né Essa essa ação de descumprimento de preceito fundamental um palavrão jurídico aí mas é uma ação constitucional que foi levada ao STF e o ministro Barroso disse que o acordo de Paris tem caráter supranacional traduzindo isso o que que isso quer Dizer que o Brasil precisa respeitar esses compromissos que foram assumidos no acordo de Paris e que os governos
brasileiros federal estadual Municipal eles precisam eh eh eh trazer esses compromissos do acordo de Paris para dentro das políticas públicas brasileiras então Eh esse o assunto foi levado ao STF nosso STF já decidiu desse jeito eh em paralelo aí com vários outros eh litígios internacionais contra governos e eh de uma maneira muito Emblemática começam a se multiplicar litígios contra as empresas e corporações com dest para as empresas do setor de energia particularmente ol gás mas também energia então foi mencionado mais cedo um um um precedente da de Uma Corte holandesa contra uma uma grande empresa
de óleo gás Global em que esse precedente basicamente decidiu que as a política de redução de emissões dessa empresa era incompatível com o que estava previsto no acordo de Paris e e Impôs a essa empresa que ela reduzisse as suas emissões em 45% até 2030 daqui a pouco e e mais importante ainda essa esse precedente da corte holandesa ele tem eh efeitos transfronteiriços eles V ele vale paraa operação das empresas dessa empresa em todas as jurisdições eh eh globalmente Então esse é um precedente que tá de pé essa empresa Apelou esse precedente a gente acompanha
muito de perto essas tendências do litígios climáticos Mas eles têm Inclusive informado novos litígios em outras jurisdições que já vem se multiplicando a obrigação dessa empresa é é é de eh eh eh reduzir em 45% suas emissões eh Como uma obrigação de resultado tem que atingir seess objetivo até 2030 para seu escopo 1 e do e de envidar os melhores esforços para o escopo três que tá um pouco Fora de Controle da da empresa Então é só para vocês terem noção de como isso se desdobra e esse mesmo precedente fez com Que uma outra ação
surgisse no Reino Unido para responsabilizar civilmente eh e aí você vê muito muito reflexo desses dispositivos normativos na nossa lei da exsa como foi comentado no no painel anterior responsabilizar civilmente os diretores o o board of directors dessa empresa essa ação foi rechaçada eh por conta de questões formais da legislação procedimental do Reino Unido Mas essa é uma tendência que veio para ficar E aí pasm só paraa gente fechar eu não sei Quantos de vocês sabem disso a gente tem uma série de ações de litígios climáticos hoje no Brasil eh a gente no escritório inclusive
eh eh trabalha para algumas dessas empresas boa parte delas do setor de energia que vem sendo confrontadas eh sobre a continuidade do licenciamento de algumas das suas plantas por exemplo termelétricas a gás que são essenciais paraa segurança energética do Brasil particularmente quando se se sabe que alguma alguns Estados estão desconectados do Grid e eles dependem dessa geração de de energia termoelétrica então só para chamar a atenção de vocês que esses litígios climáticos se não é pelo amor se não é por entender que isso é importante eh se a política pública não se move esses assuntos
vão ao judiciário seja contra eh os governos seja contra as empresas isso tá acontecendo em larga escala já existe um repositório brasileiro que fala de quase uma centena De casos no Brasil e esse repositório não é não não consegue ser completo contra classificações de litígios climáticos então só para que todos entendam que esse é um cenário já vivenciado no Brasil pelas empresas com esses grandes eh eventos como tivemos no Rio Grande do Sul também vai acontecer pessoas físicas outros Empreendimentos que vão também buscar eh reparação junto a entes federativos e as próprias empresas obrigada luí
eu vou ler uma Pergunta aqui da plateia Mas recentemente ouvir de um vice-presidente jurídico de uma grande empresa do setor também elétrico brasileiro a tendência de que a gente comece a valorar e precificar a resiliência climática Ou seja eu só acho que quem trabalha no setor de seguro já deve ver já deve perceber isso então como a gente falou né D voz último ano Último Encontro de D voz quantidade maciça de empresas do setor de seguro isso cada vez mais mais Vai ser precificado e vai ser valorado e valorizado na medida em que essas contratações
forem sendo renovadas eh queremos uma pergunta que nós recebemos aqui pelo CR code Eu acho que cabe mais essa é a última não vai dar para abrir para pergunta bom estaremos aqui mais um pouco quem tiver alguma pergunta Fala conosco aqui quando terminar queremos uma matriz energética limpa e que a transição energética não deixe ninguém para trás queremos que a Conta feche e o desenvolvimento econômico traga prosperidade para todos a pergunta é Dá tempo ainda ou quando tudo isso acontecer Já teremos ultrapassado os limites de temperatura previstos No acordo de Paris um de cada vez
quem gostaria de responder não vai dar [Música] tempo você é sempre tão positiva Susana Poxa vai dar vai ter que dar Depende do que a gente tá falando Falando de um e-mail ou well below 2 não é É então vamos lá vamos lá 1 e me me não Mas de repente dois assim assim a gente tem que também acreditar na inovação que vai vir assim vamos acreditar que as coisas vão acontecer vamos Mas que realmente e essa questão do do 1.5 é uma média né algumas regiões tá abaixo outras acima eh Por isso que às
vezes em umas regiões acontecem mais evento outras não mas eu acho que eh o que a gente tem que olhar paraa frente Agora é entender cada vez mais o que que significa pra gente como é que a gente pode fazer parte desse processo o que a gente vê nessas discussões aqui é todo mundo tomando lado né Susana tem um lado da pessoa que acha que petróleo e gás é a a a pior coisa do mundo e tem um lado da empresa que acha que ela tem que continuar com status quo eu acho que nemhum nem
outro não tem mais lado nessa conversa o petróleo brasileiro deveria sim ser parte eh ele é importante para Pro social pro econômico ser parte dessa transformação não digo aqui continuar porque a gente entrou já no início da era do fim dos combustíveis fósseis foi isso que foi acordado ano passado né e a gente começa a discutir isso gás deveria ser entendido como transição importante engraçado você comentar essa questão da térmica gás e Não Ter comentado térmica carvão né porque assim a gás emite bem menos então assim acho que tem que as pessoas T que entender
um pouco mais Esse contexto Nossa eu tenho assim pavor do setor de petróleo e gás eu acho que tem que acabar fechar tudo Tá bom você não quer mais andar de carro você não quer mais nem mascar chiclete né entenda exatamente eh aquele produto que é que é gerado daquele daquele né O que que ele significa na sua vida antes de simplesmente dizer não quero mais e vamos fechar as portas eu só ia falar do 1 gra me que eu acho que a importância Do 1 gra me da gente permanecer com essa meta Apesar de
eu achar que a gente não vai atingira porque em cima dessa base de 1 gra e me que tá todo o cálculo em Perdas e Danos então o grau e meio continua sendo importante por conta da reparação do pros países que vão ser afetados então eu acho manté a meta Mas a gente não vai chegar lá não sei que o Gil Tá nervoso aí mas V é manter a meta do que deixar a meta aberta só queria fazer um comentário Final Flávia de sobre Esse aspecto para terminar com a mensagem positiva eu acho que é
oportunidade que o Brasil tem e a gente tá falando em evolução de tecnologias mas as tecnologias ainda como a Suzana colocou tão na nas mesas eh dos cientistas não não ainda ganharam essa escala mas a melhor tecnologia que se tem hoje é a natureza então é tem soluções baseadas na natureza de reflor estamento de áreas de pastagem no Brasil eh que que poderiam ter um outro tipo de De de aproveitamento e serem reflorestadas e a gente com essas soluções baseadas na natureza esses grandes reflorestamentos é conseguir resolver uma boa parte do problema e criar oportunidad
para o Brasil não inclusive não só às vezes a gente ainda não tá olhando o potencial das soluções Bras mas a gente tá desnaturalizando a natureza lá na Europa já é um nome muito comum você falar re Wild né renaturalização V grandes rios sendo Renaturalizar a gente aqui continua né reconstruindo ocupando eh só para ampliar um pouco o olhar sobre o que você falou já tô acabando prometo um minuto eh eu vi recentemente um caso muito importante sobre quando a transmissão elétrica tava chegando em Manaus né então o Manaus estava prestes a ser conectado né
no no no no sistema brasileiro e aí faltavam poucos quilômetros e a obra parou e ninguém queria obra ninguém fal Como assim ninguém quer essa obra essa obra vai trazer desenvolvimento vai trazer segurança energética não sei nem se fo Camila foi alguém que eu ouvi contando essa história lá no no evento do do ceed lá aí eles foram ver o quanto que a indústria de óleo e gás que aliment geradores era absolutamente relevante pra economia de Manaus em termos de ICMS Então aquela indústria financiava escola saúde educação e uma vez chegasse a energia elétrica e
Desinvestir né e cada vez menos dependentes dos do do do do dos geradores seria um impacto muito significativo na economia da do município então às vezes a gente demoraram perceber isso por que que aquela obra os últimos 10 km não não saíam então para finalizar eu acredito que a gente teve aqui um dia de muitas reflexões que fiquemos aí com a mensagem do carnal de que não esmoreçam sejamos protagonistas e não Antagonistas dessa transformação pelo amor de Deus antagonistas não né Vamos acreditar a gente precisa seguir eh nesse desafio evolutivo né Então até porque estamos
aqui empregados trabalhando né todos dedicados a isso não vamos aí mudar o mudar o foco e acreditar que seja diferente Espero que todos Saiam daqui hoje com uma uma mensagem positiva de que há soluções Há caminhos e a gente tá seguindo nesse Sentido Obrigada pela [Aplausos] presença terar aliás essa essa última pergunta é daquelas que a resposta é você prefere a resposta de 1 hora e me ou de tarde inteira né não tem resposta fácil é daquelas que precisa de vinho para responder e e e e discutir melhor como diz a Isabela Teixeira low carb
caipirinha mas e quer dizer antes até de terminar esse painel eu queria já que nós falamos de carbono e de CAD de Carbono eu queria só lembrar que esse evento está sendo descarbonizado e 100% dos seus gases de efeito estufa feito através da plataforma descarboniza que eu espero que todos tenham contribuído para responder algumas simples perguntas para alimentar a base de dados que vai permitir a descarbonização de uma maneira precisa e comentar também que essa ah iniciativa nós adotamos há muitos anos desde e o protocolo de Kyoto Quando foi criado o o mecanismo de Desenvolvimento
Limpo todas as nossas usinas renováveis eh foram registradas do mecanismo de desenvolvimento Limpo da ONU e são 13 usinas eh hum hidroelétricas e e Solares e eólicas e biomassa e a o total eh dessas usinas eh e desse registro evitou que fossem construídas eh termoelétricas eh mais emissoras eh projetos mais emissores e fazem com que ah tenham sido evitadas ao longo dos anos eh cerca de 10 milhões de toneladas De de gases de efeito estufa expressos como eh CO2 equivalente eh isso todos os anos só a hidroelétrica geral evita ao longo dos anos 6 milhões
de toneladas de gases de efeito estufa eh eu queria agradecer o luí Gustavo a Suzana o Guilherme e a Juliana pelo excelente painel e agradecer também a ótima e organização da Flávia Teixeira obrigado [Aplausos] Tem a fotinho da produção e para quem resistiu até o final Queria agradecer a todos eh mas antes fazer um pequeno fechamento um comentário sobre tudo que nós falamos aqui hoje vai lá Obrigado eh ao longo de do dia nós conhecemos discutimos um pouco melhor os desafios da Eng e do setor elétrico e do setor energético com relação a transição Energética
eh em especial conhecer um pouquinho dos desafios da ind nesse Campo Como Eu mencionei no início estamos em 21 estados os seis biomas brasileiros em cerca de 250 municípios esse desafio é tremendo ah Estamos no caminho certo vocês podem ter ouvido aqui visto aqui e estamos aí no no sentido de conhecer melhor A nossa pegada social aliás isso É uma coisa que eu tenho falado que todo o setor elétrico e energético devia trabalhar em uma forma uma maneira uniforme de catalogar sua pegada social eh isso nunca foi feito ou foi feito de forma dispersa com
kpis ou taxonomia não não uniforme eu acho que tá na hora de nós sabermos ah a nossa real pegada mas também é de de biodiversidade que tá no início eh a cop de biodiversidade a Flávia inclusive Vai representar o grupo endy Na Colômbia agora na COP 16 cop de biodiversidade as empresas assim como a end estão no no caminho de conhecer isso melhor ainda tem uma uma longa jornada eh mas estamos aí já conhecedores da nossa pegada de carbono já temos trabalhado nisso há bastante tempo eh inclusive temos um plano de redução um plano consistente
público eh anunciado pelo grupo onde o Brasil eh faz parte o Brasil tá nas metas Inter medi áreas do grupo Eh incluindo o escopo três Eh estamos também no sentido de conhecer cada vez mais a nossa nosso risco climático dos nossos ativos Eh estamos aprendendo a reportar pelos novos sistemas de reporte o csd que começará a a valer a partir do ano que vem eh quando eu falei de manhã na abertura eh sobre o o propósito do grupo que todas as suas ações têm que estar em linha com a transição energética para Uma economia eh
com menos emissões eh e de gases de efeito estufa eu não falei só falei a primeira parte a segunda parte é que vamos precisar de todos para fazer isso eh estou falando de clientes fornecedores reguladores funcionários acionistas colaboradores de uma maneira geral eh vocês devem ter notado aqui todas as empresas que participaram hoje desses painéis Eh fornecedores clientes agências eh financiadores organizações não governamentais que participaram dessa discussão hoje são nossos parceiros são vocês eles que vão nos ajudar a cumprir essa trajetória e por isso eu agradeço mais uma vez a todos os palestrantes painelistas que
participaram aqui hoje queria agradecer também a a participação de todos e todas que resistiram até agora incluindo o pessoal que nos assiste por vídeo Eh também a organização do Museu do amanhã nossos apoiadores a nossa equipe minha equipe de comunicação E aí eu queria nomear cada um dirigidos pelo Leandro provedel que tá aqui na frente a Carolina Manhães a Paula mil em especial com todo o carinho a Karina rolet sem ela isso aqui não teria acontecido eu vejo ela ali já trabalhando no no no end Day do ano que Vem ela não para nossos moderadores
k Luciana nabarrete e a Flávia Teixeira a equipe da produção da advisor e vejo vocês no ano que vem mais ou menos na mesma época todos serão convidados e para terminar queria convidá-los para um happ hour onde nós vamos poder estender essas essas conversas e fazer um um um um Network bacana Tá bom muito obrigado OB a todos e até o ano que vem