a aula que você vai ver a seguir é parte de um curso da casa do Saber mais plataforma Educacional com mais de 1000 horas de conteúdos desenvolvidos pelos melhores professores do país quer conhecer então clique no link que tá abaixo do título desse vídeo assine agora e tenha acesso a outras aulas desse curso e também a um mundo de conhecimento a palavra poder tá impregnada no nosso vocabulário presta atenção Quantas vezes você a utiliza referindo-se a si mesmo e quantas vezes em acepção negativa de ausência de falta Quantas vezes a gente diz quero mas não
posso O que quer dizer esse não posso que você não dispõe dos meios necessários para fazer aquilo que você gostaria de fazer para fazer aquilo que você acha que seria justo fazer essa é uma acepção individual do Poder essa que tá no cotidiano não é exatamente dela que a gente vai tratar aqui esse curso diz respeito a uma dimensão social coletiva do poder que ultrapassa o âmbito individual para pensá-lo na sua dimensão social bom É claro que eu poderia fazer isso de muitos modos trazendo aqui paraa nossa conversa uma diversidade enorme de autores porque se
tem um tema relevante na história da filosofia e do pensamento político é justamente o poder eu escolhi fazer um percurso aqui e começar tratando com vocês do Poder moderno para tanto eu deveria anteceder a essa análise uma análise lá do modo como no ocidente por exemplo se pensou o poder na antiguidade grega na antiguidade Romana no medievo mas eu não tenho tempo para isso então eu escolhi um recorte que é o seguinte eu optei por começar com Thomas hobs e os seus aliados contratualistas John Locke e Rousseau porque esses três autores nos permitem compreender Qual
é a concepção filosófica de poder que se consolida lá no século X depois de um longo processo que na verdade remonta ao século XV de centralização progressiva do Poder vai dar no estado moderno e também de concomitante expansão da circulação de mercadorias a consolidação do capitalismo é aqui que a gente vai começar interessa sublinhar que a concepção moderna jurídica e contratualista do Poder surge ela mesma de uma disputa de poder Ou seja é por issso que a gente não pode fazer né nenhuma análise filosófica do tema prescindindo da história como eu não tenho tempo para
analisar longamente o pano de fundo histórico que está aqui em questão eu pontuo justamente isso uma nova concepção filosófica de poder que surge de uma disputa de poder que se dá em diversas searas ou seja havia uma série de novos interesses Em Jogo que não podiam mais se adequar se fazer valer naquele modo pelo qual as peças estavam dispostas no tabuleiro É nesse contexto histórico de profunda transformação que ganha força uma nova teoria do Poder escrita em linguagem jurídica e que pretende mostrar que o poder político é oriundo de um contrato e se estabelece pelo
direito e pela lei é o poder da Lei ou seja o poder oriundo de um consentimento dos cidadãos tem um fundo jurídico e não é mais aqui um elemento importante de disputa de poder concreta e real não é mais legitimado pelo poder de Deus como defendiam as teorias do direito divino dos Reis São indivíduos Livres iguais que decidem há o poder político o poder do estado ou seja que reconhecem que precisam de normas ou seja de leis para viverem em relativa a paz e segurança se eu começo por aqui não é apenas com interesse histórico
mas é também porque essa concepção de poder é muito longeva E ainda nos aborda muito diretamente que se tome a nossa constituição federal de 1988 que define a República Federativa do Brasil como um estado democrático de direito é isso que vai nos interessar aqui esse de direito porque ele é de direito na medida em que ele é ordenado por uma constituição ou seja um conjunto de leis fundamentais que organiza que rege o funcionamento do corpo político e da sociedade como um todo e que ponto muito importante incide sobre todos os cidadãos considerados iguais perante a
lei ora isso que está se formatando e se justificando filosoficamente ali no século X é evidentemente alguma coisa de importância histórica e de importância também contemporânea notem que que não há nenhuma teoria posterior nenhuma teoria do Poder posterior que não tenha se visto obrigada a enfrentar a lidar a dialogar com essa concepção jurídica do poder na segunda aula a gente vai dar um salto pro século XIX eh mais precisamente pra teoria marxiana do Poder a fim de analisar a crítica que o Marx faz a essa concepção jurídica do poder e aos pressupostos do contratualismo agora
à luz do materialismo histórico pro Marx as relações de poder passam incontestavelmente pelas relações materiais de produção com isso o Marx causa um grande reboliço no mundo da filosofia política porque ele desloca a atenção do poder do estado e Coloca ela no poder do capital tal o poder do Capital que é baseado na exploração da força de trabalho e construído não sobre a liberdade e a igualdade de indivíduos mas sim sobre a profunda desigualdade entre os proprietários dos meios de produção e aqueles que vendem a sua força de trabalho Note que agora não são mais
os indivíduos que estão na base dessa teoria do Poder como no primeiro caso mas sim as classes sociais e o estado que antes era considerado analisado né como se fosse o produto de um contrato entre indivíduos passa a ser visto agora pelo Marx como uma estrutura que se ergue sobre uma infraestrutura econômica e que está a serviço da classe dominante isso já é amplamente conhecido né mas o que muitas vezes se esquece no caso da teoria marxiana do poder é que o poder do Capital não se sustenta sozinho na exploração do trabalho e eu vou
procurar mostrar isso na segunda aula ou seja que o poder do Capital ele se apoia né No Poder da ideologia e conta com outros elementos entre eles a alienação E com isso eu pretendo mostrar que a teoria marxiana do poder é mais complexa do que muitas vezes se supõe bom o Marx também é um divisor de águas que altera profundamente o rumo da filosofia política depois dele como no caso dos autores anteriores também no caso do Marx não há nenhuma teoria nenhuma filosofia política relevante posterior que não tenha se visto ligada a discutir com o
Marx e é muito provável que o Marx Continuará a ser uma referência incontornável Enquanto houver capitalismo na quarta aula eu vou tratar da teoria fouo Tiano do Poder com a intenção de analisar tanto a crítica que o Foucault faz à tradição contratualista que foi objeto da nossa primeira aula identificada por por ele como Liberal quanto também a crítica que ele faz da tradição marxista objeto da nossa segunda aula é interessante notar que para o Foucault o poder não opera nem num modelo nem no outro nem no modelo do Poder jurídico como lei nem no modelo
marxista né aquele que é exercido no âmbito de uma sociedade de classes ou não apenas o que interessa ao Foucault é mostrar que há uma diversidade de formas de poder que opera com meios distintos com técnicas distintas o que diz o Foucault é que em geral a gente pensa o poder de cima para baixo né Por exemplo do Estado sobre os cidadãos e de uma maneira repressiva né de uma maneira negativa ou de uma classe sobre outra também de uma maneira eh repressiva a causar dominação ou seja pensamos em geral o poder de uma macro
estrutura né para uma microestrutura o Foucault altera Essa ordem para pensar a microfísica do Poder ele faz o inverso ele começa da base e não do estado ou da hegemonia de uma classe né E com isso o Foucault Sem dúvida alguma ele gera uma certa desestabilização ele desorganiza né o mundo da filosofia política antes pautado pel uma concepção do Poder como poder da Lei ou uma concepção do Poder como poder do Capital Digamos que com isso Foucault desorganiza desestabiliza o que tanto os contratualistas quanto o Marx haviam antes organizado né ou seja ele tá deslocando
o foco do estado e do direito assim como das relações de produção pra microfísica do poder ou seja para uma teia de complexas relações entrelaçadas agora com isso ele abre também uma outra Seara no campo da filosofia política cultivando né um olhar sobre o poder que continua a exercer um impacto muito importante na contemporanidade acontece com o Foucault O que aconteceu com Marx e também com os contratualistas ou seja não há filosofia política posterior que tenha escapado dele a quinta aula é um ponto de virada no nosso curso se até aqui né a gente trabalhou
com autores clássicos canonizados indubitavelmente reconhecidos como importantes relevantes da quinta aula em diante eu vou introduzir alguns autores que que ainda lutam para conquistar o reconhecimento acadêmico o reconhecimento dos analistas e um sinal muito claro disso é que eles ainda não constam nas bibliografias de curso ainda não figuram na maior parte dos manuais enfim não foram reconhecidos como importantes o meu ponto é deveriam então eu vou analisar com vocês a obra da filósofa britânica Carol pitem ali dos anos 80 que se chama o contrato sexual e também a do filósofo jamaicano Charles MS dos anos
90 intitulada o contrato racial o que me interessa aqui é mostrar como esses dois autores entram nessa longa discussão filosófica sobre o poder que a gente veio reconstruindo até aqui né nas aulas anteriores ela orora com um foco no poder masculino de uma perspectiva feminista e ele com o foco no poder branco na supremacia branca agora de uma perspectiva antiracista na sexta aula eu trago para nossa conversa a filósofa brasileira Sueli Carneiro analisando brevemente um livro recentemente publicado dispositivo de racialidade a construção do outro Como não ser como fundamento do ser é interessante notar que
a obra da Sueli Esse livro foi escrito na verdade lá no começo dos anos 2000 mas só foi publicado agora é um sinal Evidente de não reconhecimento a Sueli entra no nosso curso num cenário já bastante complexo né dialogando tanto com a tradição contratualista quanto com a tradição marxista e também com a tradição fuco Tiana de análise do poder e o que ela quer com isso é analisar de um ponto de vista filosófico com um Arsenal filosófico a dinâmica das Relações raciais no Brasil e ela quer mostrar que há um dispositivo de poder que ela
chama de dispositivo de racialidade que opera na sociedade brasileira pela articulação de muitos elementos olha aqui a presença do Foucault né a fim de configurar a racialidade como um domínio que produz poderes saberes e subjetividades pela negação de poderes saberes e subjetividades das pessoas negras na sétima aula finalmente a gente vai tratar um pouquinho do pensamento da Nancy Fraser uma das mais importantes teóricas críticas da contemporaneidade e eu procuro mostrar como ela dialogando novamente com as tradições anteriores e Mais especificamente com a tradição marxista vai procurar mostrar que a dominação de classe de gênero e
de raça são sistêmicas são estruturais do capitalismo a gente vai ver como a Fraser assimila a importância de Marx mas aprofunda a sua análise do Poder do Capital incorporando né a dimensão de gênero e Raça como estruturantes por que que eu faço essa inflexão no curso né Por que revisitar a obra de pitem de Charles MS Sueli carneiro e Nancy frazer porque esses quatro autores introduzem elementos que a meu ver são imprescindíveis para uma teorização sobre o poder em sociedades que além de capitalistas ou por isso mesmo são também e t sido profunda racistas e
sexistas bom esse é o caso do Brasil né Nós não apenas somos o quinto país mais perigoso do mundo para as mulheres como também somos um país que encarcera a juventude negra que não lhes dá as condições necessárias para usufruírem dos benefícios nem mesmo do Estado democrático de direito ou seja Nesse contexto não é possível fazer o que a gente tá se propondo aqui ou seja pensar o poder negligenciando a maneira como ele incide sobre as mulheres e sobre as pessoas negras como se vem fazendo por muito tempo nos meios acadêmicos eu quero mostrar que
sem prescindir dos clássicos aliás de modo algum porque eles nos dizem coisas muito importantes ainda no presente por isso são clássicos uma análise do poder que faça sentido no nosso contexto vai ser mais interessante mais abrangente vai dizer mais respeito aos nossos problemas e às nossas questões se não prescindir da obra desses autores das filósofas mulheres das filósofas negras dos filósofos negros Então vamos paraa nossa primeira aula que é sobre os contratualistas sobre o poder da Lei ficou com vontade de ver o curso completo as próximas aulas estão disponíveis na casa do Saber mais para
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