o [Música] olá agora que você já leu o livro um teto todo seu vamos nessa segunda vídeo aula abordará aspectos relativos ao texto em si a partir de uma breve análise das imagens e metáforas propostas pela autora e dos desdobramentos que esse texto pode ter aos leitores do Século 21 mesmo tempo sendo escrito no início do século 20 para dar início ao percurso de reflexões e questionamentos propostos pelo texto a narradora Mary batom nos coloca diante de uma das mais importantes constatações do texto qual seja a de que uma mulh a vida de um quarto
só seu e de dinheiro para produzir infecção Wolf Espanha aqui na voz de sua narradora Mary uma observação pragmática de como a renda ou a falta dela estaria relacionada à produção literária de mulheres na Inglaterra daquele período além disso a narradora nos questiona porque um gênero era mais Próspero do que o outro e que é feito a pobreza é teria sobre a ficção além da proposta de apresentar uma narradora fictícia e de apresentar também essa imagem espacial do quarto para quem tem danos Qual é a tese defendida por ela nesse ensaio outra imagem muito importante
muito marcante desse texto é a de um gato MA nesse que é o gato sem rabo a narrador observa de sua janela um gato mané se que reflete como esse gato pode ser uma metáfora das próprias mulheres que escreveram fixa é justamente por ser considerado rádio mais exótico do que bonito e peculiar Então o que temos aí É de fato uma metáfora das mulheres que escrevem infecção agora para ampliar um pouquinho mais a análise feita sobre o texto e trazendo também para contemporaneidade pode ser interessante pensar uma coisa quando Virginia Woolf propõe a imagem do
gato sem rabo como metáfora das mulheres que escrevem infecção precisamos ter em mente que ela está falando aqui do contingente de mulheres brancas que produziram ficção naquela época se mulheres brancas produzindo ficção naquele momento já eram consideradas gato sem rabo O que podemos dizer então de mulheres negras produzindo ficção essa é uma reflexão que pode ser desdobrada a partir da leitura do texto outra imagem muito celebrada em um teto todo seu é a imagem de o Shakespeare aqui brilho eu ouvi propõe que imaginemos se Shakespeare tivesse tido uma irmã e digamos que essa irmã fosse
igualmente genial e talentosa mesmo assim ela e seu irmão teria um destinos completamente diferente no texto a narradora dramatiza para gente como seria a vida de Judite Shakespeare no lugar de ser mandado a escola Muito provavelmente ela seria obrigada a ficar em casa e cuidar dos afazeres domésticos diante disso ela fugiria buscaria emprego no teatro Uma seria menosprezada engravidaria de um suposto benfeitor E no momento de desespero se suicidaria em uma noite de inverno sendo assim antes que ela pudesse se apropriar do mundo viver as experiências que o mundo poderia procurar ela e transformar essas
experiências em arte ficção assim como o seu irmão este mesmo mundo já a ter é engolido essa imagem proposta pela autora ilustra a ideia que o osso defende no seu texto de que para pessoas marginalizadas da sociedade Assim como as mulheres ser dotada de um gênio seria sinônimo de sofrimento mas o que é verdadeiro aqui ao que me parece revendo a história da irmã de Shakespeare como eu a inventei é que qualquer mulher que tenha nascido com um grande talento no século 16 certamente teria enlouquecido ainda uma outra imagem nesse texto que se traduzem uma
passagem muito curta que a imagem do professor vão ex ou vão x a narradora de nosso texto ao Realizar sua pesquisa sobre o que já foi dito sobre as mulheres em Literatura e em textos teóricos imagina a figura de um professor raivoso que está ocupado e escrever uma obra intitulada a inferioridade mental moral e física do sexo feminino a figura desse Professor criado por nosso na dor é o exemplo do que havíamos falado no primeiro vídeo do mês é na Bíblia a narradora foi criada por Virginia Woolf ela é ficcional e esse professor criado também
por essa narradora é também ficcional bom e como neste ensaio o ovo propõe uma análise uma pesquisa uma investigação sobre as mulheres EA ficção um dos temas abordados por ela é também a da mente andrógena aqui mais uma vez a autora se vale de uma imagem para defender a sua peça Qual é a imagem que a autora utiliza a narradora observa a chegada de um táxi de um jovem de um osso um rapaz e uma moça uma mulher esse e essa moça entrou no táxi e o táxi vai embora nesse momento a narradora é tomada
por uma espécie de Revelação embora esse seja um acontecimento muito cotidiano ele revela para narradora algo sobre a mente humana a revelação que a narradora tem é a de que os diferentes sexos ou podemos falar atualmente em gêneros eles naturalmente devem cooperar quando a narradora fala em cooperação ela está falando aqui na verdade da coexistência do feminino com o masculino na mente humana é um homem tem a sua parte feminina e uma mulher que tem a sua parte masculina a narrador apresenta a essa ideia da dualidade da completude masculina e feminina da mente humana ou
da alma humana relacionando a a produção literária essa imagem então ilús é defendida pela autora de que a integridade de uma obra literária advém de uma neutralidade autoral quando falamos de neutralidade autoral aqui falamos da não rotulação de um tipo de literatura e essa discussão é feita até hoje quantas vezes ouvimos falar em Literatura feminina como se essa literatura fosse menor do que aquela literatura sem rótulo que é masculino o que ver de novo propõe aqui então com essa noção de mente andrógina relacionada à produção literária é de que a produção literária EA experiência da
Leitura literária não esteja pautada na noção de rotulação de gênero para a autora a coexistência desses gêneros na alma ou na mente humana garante uma abertura criativa muito maior do que se pensamos nessas categorias separadamente sobre isso A autora disse é qual e a fusão que a mente é fertilizada por completo e usa todas as suas faculdades talvez Uma Mente que seja puramente masculina não consiga Criar e o mesmo ocorre com a mente puramente feminina pensei Mas seria melhor verificar o que másculo feminina e proposição Feminina ou Masculina querem dizer fazendo uma pausa e observando
um livro ou dois outro trecho em que a autora expõe a defesa da mente andrógena é esse aqui a mente andrógena é ressonante e porosa que transmitia emoções sem empecilhos que é naturalmente criativa incandescente e em Divisa de fato é possível retomar a mente de Shakespeare como do tipo andrógeno másculo feminina embora seja impossível afirmar o que Shakespeare pensava das mulheres Já percebemos então que o que a autora quer dizer com mente andrógina está relacionada à abertura de possibilidades tanto de experiências de vida como também abertura de possibilidades criativas para a produção literária bom Essas
são as principais imagens e metáforas propostas pela autora para ilustrar a defesa de seus argumentos e de sua tese Inicial aquela que comentamos anteriormente acho que mulheres precisam ter condições materiais para a produção de literatura em especial de ficção hoje o texto um teto todo seu é um texto incontornável dos estudos feministas ou de quem quer saber um pouquinho mais sobre a autora e o pensamento feminista dela porém em 1929 A autora demonstrou uma certa preocupação se o livro seria demasiado feminista em seus diários A autora registrou essa preocupação e todo o processo de o
texto tanto na preparação para apresentação na universidade quanto o pós apresentação e também da publicação desse texto no ano seguinte no registro de 27 de outubro de 1928 em seu diário Virgínia escreve o seguinte graças a Deus minha longa labuta com a palestra para mulheres terminou neste momento jovens enfraquecidos mas Destemidos Essa foi a minha impressão inteligentes a vidas pobres e destinados a se tornarem diretoras de escolas em massa disse a elas de forma Branda para beberem vinho e terem um teto todo seu já no registro de 23 de outubro de 1929 um ano depois
quando a sua palestra foi publicada em livro A autora escreve ele escreveu ontem e disse que gostou muito vou resumir aqui minhas impressões antes de publicar um teto todo seu Esse é um tanto agourento que moga não quisesse resenha Alô faz-me desconfiar que é um guincho feminista em seu Tom que vai desagradar a meus amigos mais próximos Prevejo então que não receberei críticas com exceção das evasivas e já costas dele tão Roger e Morgan que a imprensa será gentil e mencionar a sua vivacidade e também seria acusada de ser feminista e darão a entender que
sou surfista a partir desses registros e de tantos outros em seus diários percebemos que Virginia Woolf sempre esteve preocupada com a recepção dos seus interesses sejam eles os de ficção ou sexto sem sair secos bom pessoal é isso espero que vocês tenham gostado das informações que tenham trazido que elas tenham ampliado o olhar de vocês sobre o livro e que ela seja um sementes para que outras reflexões possam suscitar a partir do que falamos aqui hoje obrigada e até a próxima E aí [Música]