Saravá, meus filhos e minhas filhas do canal Terreiro Sagrado. Eu sou o pai Joaquim preto velho e mentor deste espaço de fé, verdade e aché. Hoje trago orações fortes de São Cipriano, feitas para quem não aguenta mais injustiça calada, para quem precisa virar demanda, amarrar inimigo, calar língua mentirosa e quebrar orgulho de quem ataca sem dó.
Escrevam seus pedidos nos comentários. e contem de onde estão nos assistindo para fortalecer essa nossa corrente de oração. E se sentir no coração, clique no botão valeu e faça sua doação.
Pai Joaquim vai rezar por você com força, pedindo justiça e proteção. Muito obrigado a todos que ajudam, comentam e compartilham. Que São Cipriano abençoe e defenda cada um com sua força antiga e certeira.
Oração um São Cipriano. Para quebrar o orgulho e dobrar o inimigo. Para que serve a oração?
Para forçar o inimigo a se humilhar, perder força e sentir o peso da consciência até desistir do ataque? Oração. São Cipriano, eu te chamo nesta hora escura na firmeza do silêncio, com vela acesa no canto mais escuro da casa, onde o vento parece ter voz, e a chama dança sem parar.
Eu te chamo, feiticeiro antigo, que aprendeu o segredo do dia e da noite, que conversou com o Santo e com o Espírito, que sabe os caminhos do bem e não teme os atalhos do mal. Eu não te chamo por vaidade, não te chamo por brincadeira, não te chamo para pedir riqueza de ouro ou prato cheio que não ganhei com suor. Te chamo porque meu inimigo se levantou contra mim com peito cheio de orgulho, com boca cheia de veneno, com mão pronta para bater sem razão.
Te chamo porque tem quem se ache dono do mundo, que pisa no chão como se fosse altar, que se gaba de nunca ter sido dobrado. Pois hoje eu te peço, São Cipriano, que tu dobres ele como o ferreiro dobra ferro em brasa. Que tu amoleça o coração duro dele como o barro mole na mão do oleiro.
Que ele sinta no peito o peso de cada mentira dita. Que a língua que falou mal de mim se encha de espinhos invisíveis. Que o gosto do veneno volte paraa boca dele e amargue até o sono.
Que ele sonhe com teus olhos cerrados, São Cipriano, te olhando sem sorrir. Lembrando que justiça não se compra e que castigo não se evita quando se pisa no inocente. São Cipriano, mestre de quem sabe mais do que conta.
Hoje eu não quero que tu mates meu inimigo. Não quero sangue na calçada. Não quero pranto de mãe ou luto na casa.
Quero algo mais duro. Quero que tu quebres o orgulho dele para ele sentir o que é se arrastar de vergonha. Que ele tema falar meu nome em público.
Que a palavra dele perca força como vela queima até virar toco. Que ele sinta o aperto no peito quando lembrar das maldades. Que teus espíritos sigam ele como sombra grudada, lembrando a todo instante do mal que desejou.
Que ele chore escondido. Que ele engasgue ao tentar justificar. Que ele sinta o peso da própria língua, como se fosse cobra enrolada na garganta.
Que teus demônios de servidão se sentem no ombro dele, coxixando verdades que ele tentou negar. Que os amigos se afastem, não por maldade minha, mas por justiça tua. Que eles vejam o que ele é, que reconheçam o traidor, o falso amigo, o ingrato, que quem o apoiava se canse de ouvir mentira.
São Cipriano, se ele mandou maldade para mim, que tu devolva sete vezes. Que o feitiço volte correndo como o cachorro que reconhece dono. Que a vela acesa contra mim queime o altar dele.
Que a fumaça da inveja segue os olhos dele. Se ele buscou o terreiro errado para me fechar caminho, que tu tranques os dele com sete chaves. Se ele jogou palavra de praga, que a língua dele se corte por dentro.
Se ele desejou minha miséria, que a mão dele tremam ao contar as moedas. Eu não peço que tu faças mal a quem é inocente. Peço que tu derrubes só quem me quer no chão sem motivo.
Peço que tu faças ele sentir o próprio peso. Que os ossos dele lembrem cada passo torto dado para me atrapalhar. Que ele tenha pesadelo contigo, São Cipriano.
Que ele acorde com suor frio, com teu nome na boca, sem coragem de me encarar. Que ele se perca em pensamento. Que ele não ache descanso até decidir me deixar em paz.
Que ele veja teu rosto no espelho sério, calado, exigindo conta. que ele tema a morte não por medo do fim, mas por saber que ali não terá mais onde mentir. Que ele imagine teu livro negro se abrindo com o nome dele, escrito em letra grande.
São Cipriano, homem que escreveu sabedoria com pena de galho seco e tinta de sangue, que conversou com anjos e com espíritos caídos, que não se nega a ajudar quem fala com verdade, eu te falo com verdade. Falo sem medo do que pensam, porque quem sofre injustiça sabe reconhecer quando chegou a hora de pedir peso na balança. Eu não quero virar santo nem diabo.
Quero ser justo. Quero viver em paz. Mas meu inimigo não me deixa.
Ele atiça, ele provoca. Ele ri enquanto planta espinho no meu caminho. Pois hoje eu te peço, planta o mesmo espinho nos pés dele.
Que ele sangre cada vez que quiser correr para fazer o mal. Que tu amarres a mão dele quando ele tentar escrever contra mim. Que tu quebres a voz dele quando ele tentar mentir.
Que tu feches o riso falso quando ele for se gabar. Que ele se veja só. Que ele sinta frio mesmo no calor do dia.
Que ele sinta fome mesmo com a mesa cheia. que ele perceba que nada vale quando não tem respeito. São Cipriano, que ele saiba que tu foste bruxo, mas também foste homem que aprendeu o preço de cada escolha.
Que ele sinta na carne o que eu senti na alma. Que ele carregue o fardo de me odiar até se cansar. E quando ele se cansar, que ele me deixe em paz.
Que ele olhe pro chão ao passar por mim. Que ele baixe o chapéu em sinal de vergonha. Que ele não tenha coragem de repetir o que fez.
Se ele for capaz de pedir perdão, que tu leves minha vontade de vingança. Mas enquanto ele insistir no mal, enquanto ele rir da minha dor, enquanto ele me apontar pra plateia como quem acha que ganhou, eu quero tua mão firme no ombro dele. Eu quero que ele durma mal, que ele acorde pior, que ele não encontre o defenda, que ele não ache santo que o proteja enquanto não desfizer o que fez.
São Cipriano, faz teu trabalho de velho sábio. Não precisa de grito, não precisa de faca, precisa de justiça que dói mais que tapa. Vergonha.
Dá a ele vergonha que não se lava com água. Dá a ele lembrança que não se esquece. Dá a ele peso no coração que faça a respiração faltar quando tentar mentir.
E quando ele se calar, São Cipriano, que o silêncio dele seja meu descanso. Que eu possa viver sem medo, andar sem olhar por cima do ombro, falar sem pesar as palavras. Hoje eu te peço isso em nome de quem não tem quem o defenda.
Em nome de quem já cansou de engolir desaforo. Em nome de quem sabe que tem coisa que só se resolve na força do oculto. Que assim seja, que assim se faça, que tua mão feche o livro quando tiver acabado de escrever essa sentença e que ele aprenda a lição antes de ser tarde.
São Cipriano, eu confio em ti, porque quem sabe mais que tu? Quem viu mais do que tu viste? Quem entende o peso do erro melhor que quem já errou?
Saravá teu poder. Saravá tua força, saravá tua justiça. Que ela não fale, que ela não esqueça, que ela faça o que precisa ser feito.
Que assim seja. Oração dois. São Cipriano.
Para derrubar o inimigo e calar boca maldosa. Para que serve a oração? para derrubar quem se levanta em falsidade ou feitiço e calar a boca traiçoeira que espalha maldade.
Oração. São Cipriano, eu te chamo no silêncio profundo desta noite, com a vela ardendo na penumbra, fazendo sombra nas paredes e acendendo coragem no meu peito. Eu te chamo como quem bate a porta do sabedor dos segredos, do homem que leu livro proibido, que falou com quem mora no alto e quem rasteja no fundo.
Eu não venho com palavras bonitas, nem com medo. Venho com raiva justa, com vergonha de tanto engolir desaforo, com vontade de ver cair quem me aponta o dedo sem merecer. Eu peço tua mão firme hoje, tua mão que não treme, tua mão que faz justiça sem perguntar o preço, porque tem quem anda na rua com o peito estufado falando meu nome como se fosse ofensa, rindo da minha cara, juntando gente para me julgar sem tribunal.
Tem quem mente sem corar, quem acusa sem prova, quem jura sem ter honra. E eu cansei, São Cipriano. Cansei de virar o rosto e fingir que não ouvi.
Cansei de fechar a boca para não responder. Cansei de rezar leve, esperando mudança. Hoje eu quero reza brava.
Quero tua força antiga, quero tua palavra que arranca vé, tua sentença que não dá recurso. Cala a boca desse inimigo Cipriano. Que a língua dele se enrole como cobra amarrada.
Que a saliva seque quando tentar falar meu nome. Que cada mentira contada pese no peito como pedra fria. Que ele tropece nos próprios argumentos.
Que se embole na própria trama. Que o riso fácil vire careta. Que os amigos dele se cansem de ouvir a mesma história torta.
Faz ele engasgar na hora de falar de mim. Que os ouvidos de quem escuta se fechem. Que o vento leve embora a voz antes que a calúnia chegue.
Que as paredes ouçam o que ele diz e devolvam eco de vergonha. Derruba ele, São Cipriano, não com pedra nem faca, mas com verdade. Que a mentira dele se quebre como vidro fino.
Que os pés dele vacilem quando subir no palco que montou para me humilhar. Que ele seja visto como o que é, falso covarde sem palavra. Que a fama dele espalhe como fogo em capim seco, mas não como ele quer.
Que todo mundo veja quem ele é de verdade. E se ele tentou o feitiço contra mim, que tu devolvas sete xes 7. Que a vela que ele acendeu contra mim queime o chão da casa dele.
Que a oferenda que ele fez a Zede e apodreça antes de dar fruto. Que os guias dele virem às costas. Que o santo dele durma e não acorde.
Que o terreiro que ele procurou feche as portas. Que os rezadores recusem o trabalho. Que a sombra dele se assuste com ele mesmo.
Que ele tema o espelho. Que ele acorde suado no meio da noite, sem saber explicar o medo. Que tu te sente no quarto dele, São Cipriano, calado, sério, observando que ele sinta a tua presença como peso no peito.
Que ele saiba que não há canto escuro onde tu não enxergues. Que a comida perca o gosto na boca dele. Que a bebida azede, que o sono fuja, que a paz não chegue enquanto não largar do meu caminho.
Protege minha casa, Cipriano. Que o vento que bater na minha janela seja brisa boa, não recado de ameaça. Que a porta da frente abra para amigo, mas não para invejoso.
Que o chão do meu terreiro seja sagrado, onde demanda nenhuma pisa sem permissão. Protege minha palavra. Que eu não me torne igual a ele.
Que minha boca fale só o que for verdade, que eu não deseje mais do que ele merece. Que eu não me surge com maldade maior. Mas eu quero justiça.
Quero ele calado. Quero ele caído. Quero ele olhando pro chão quando passar por mim.
Quero ele roendo a língua de arrependimento. Que o orgulho dele murche. Que a coragem dele vaiá embora.
Que ele não ache cumplice nem plateia. que ele seja só, com a própria mentira latejando na cabeça como dor sem remédio. Se ele se arrepender, que tu dê a chance de mudar, mas enquanto ele insistir, eu peço que tua mão pese no ombro dele como bigorna.
Que ele não se esqueça um dia sequer do que me fez. São Cipriano, tu que tens pacto com o mistério, que guardas o segredo da noite, que escreveste o livro que ninguém ousa ler, usa teu poder para calar quem precisa ser calado. Que ele não consiga mais erguer a voz contra mim.
Que o medo de ser desmascarado feche a boca dele. Que a consciência dele pese como pedra de moinho. Que ele saiba que não há reza fraca quando a causa é justa.
Que ele entenda que não há santo que o salve de verdade, que não se compra. Hoje eu te pago com minha fé, com vela acesa, com palavra dada, com promessa de que não uso o teu nome em vão, que eu nunca peça maldade por capricho, mas não abra a mão da defesa quando me atacam. Recebe essa oração como contrato, recebe minha palavra como selo.
Que o vento leve até onde precisa chegar. Que o recado seja dado no escuro. Que o inimigo ouça sem que eu precise falar.
São Cipriano, guarda minha porta, guarda minha língua, guarda minha alma, mas ataca quem merece, cala quem não tem vergonha, derruba quem se acha intocável. Que assim seja, que assim se cumpra. Que teu nome pese como sentença.
Que tua força faça o que precisa ser feito. Que eu viva em paz quando ele aprender a calar. Que assim seja.
Oração três. São Cipriano para atacar. Quem mandou demanda?
Para que serve a oração para devolver o feitiço e o mal enviado, quebrando a força de quem jogou demanda contra você? Oração. São Cipriano, eu te chamo nesta noite parada, no silêncio que pesa como pedra no peito, com a vela acesa tremeluzindo no canto, iluminando minhas intenções sem esconder nada.
Eu não venho aqui para fingir bondade, venho para falar a verdade nua e crua. Fui atacado. Fizeram para mim, jogaram demanda.
Eu sinto no corpo o peso que não é meu, na mente o cansaço que não é justo, na vida o atraso que não é natural. Sei que tem mão de gente metida com terreiro torto, com guia sem luz, com promessa de maldade. E é por isso que te chamo São Cipriano.
Tu que não tens medo de caminhar por encruzilhada escura. Tu que leu o livro proibido e aprendeu a usar o bem e o mal com mão justa. Hoje eu te peço, devolve o mal que me mandaram.
Não peço que tu cries nada do nada. Peço que tu devolvas o que já tá no ar. Que o feitiço voe de volta como flecha torta que nunca deveria ter saído do arco.
Que bata no peito de quem me desejou no chão. Que a vela que acenderam contra mim derreta a própria esperança deles. Que o terreiro onde pediram minha queda feche as portas na cara deles.
Que o despacho que fizeram seque e apodreça antes de dar fruto. São Cipriano devolve o mal sete xes 7. Que cada oração contrária perca força antes de sair da boca.
Que cada risada de escárnio seja engolida como fé. Que cada plano ruim se quebre como pote caído. Que quem quis me ver sem trabalho sinta o bolso furado.
Que quem me desejou doença sinta o corpo enfraquecer. Que quem rezou para separar minha casa durma sozinho, ouvindo o eco do próprio pensamento. Faz o caminho dele se fechar como porteira de tronco pesado.
Que a chave que eles usaram para trancar minha vida enferruge sem abrir nada. Que as velas deles não tenham chama. Que as oferendas deles apodreçam antes de serem aceitas.
Que o guia que eles chamaram vire às costas. Que o santo que eles juram proteger olhe para outro lado. Que as entidades sem luz que eles pagaram cobrem caro sem entregar nada.
São Cipriano, não sou eu que quero ser juiz, mas a justiça precisa acontecer. Não sou eu que quero vingança vazia, mas quem planta vento colhe tempestade. Eu quero o meu caminho limpo, quero meu corpo leve, quero minha casa em paz.
Quero minha vida de volta, sem medo de quem trama no escuro. Se eles quiserem parar, que tu aceites. Mas se insistirem, que sintam teu peso.
Que teu nome pese na língua deles antes de me citar. Que tua sombra esfrie o peito deles antes de desejarem mal. Que eles se arrependam antes que seja tarde.
Que vejam em sonho o que fizeram. Que acordem suados, gritando, sem entender o medo que sentem. Que teus olhos fechem a noite deles, lembrando que ninguém brinca com quem não merece.
Que eles vejam minha imagem antes de dormir, não com ódio, mas com vergonha. Que sintam o gosto amargo do plano mal feito. Que ouçam tua voz no silêncio do quarto.
Pede perdão antes que eu cobre. Protege quem tá comigo. Protege meus filhos, minha mulher ou meu marido, meus pais, meus amigos.
Que ninguém sofra por tabela. Que tua linha de fogo empeça a maldade de se espalhar. Protege minha casa.
Que nenhuma vela preta tenha força de cruzar meu portão. Que nenhuma reza torta tenha poder de trancar minha porta. Que nenhum olho gordo se anime a olhar para dentro.
Protege meu sono. Que meus sonhos sejam limpos. Que eu não veja mais nada rastejando no escuro.
Que eu durma sem acordar sobressaltado, sem medo de olhar pro lado. Protege meu trabalho. Que ninguém consiga me derrubar.
Que a inveja apodreça antes de sair da boca deles. Que o cliente que eles quiseram afastar volte dobrado. Que o patrão que eles quiseram virar contra mim me dê valor como nunca.
protege minha saúde. Que doença que não tem exame. Que dor sem causa.
Que fraqueza sem explicação saia do meu corpo como sujeira que se lava. Que minha força volte. Que eu ande erguido.
São Cipriano, devolve o mal com teu selo. Escreve o nome deles no teu livro, não como quem condena para sempre, mas como quem ensina a parar. Porque quem não aprende por bem, aprende por dor.
Eu não peço morte, não peço tragédia, peço castigo justo. Que eles aprendam a lição que me quiseram ensinar com sofrimento. Que eles sintam o que é ter medo de abrir a porta, de atender o telefone, de sair na rua.
Que a vergonha seja o travesseiro deles. Que o remorço seja o cobertor. Que o arrependimento seja a água que eles bebem.
E quando eles mudarem de ideia, que tu tenhas misericórdia, que tu pares o castigo quando eles pararem a maldade, que eles possam limpar o nome, mas nunca esquecer o que custa tentar destruir outro. Eu pago com fé essa oração. Pago com vela acesa.
Pago com promessa de nunca usar teu nome para atacar inocente. Pago com compromisso de não pedir mais do que mereço. Recebe minha palavra como contrato.
Que tua força vá até onde eu não posso. Que tua justiça pese onde minha mão não alcança. Que teu nome faça tremer quem pensa que ninguém vê.
São Cipriano. Que assim seja. Que assim se faça, que ninguém saia e impune.
Que a verdade apareça, que meu caminho se abra e o deles se feche até aprenderem. Que assim seja. Oração quatro.
São Cipriano. Para amarrar inimigo e impedir ataque. Para que serve a oração para amarrar espiritualmente o inimigo, enfraquecer sua força e impedir qualquer ação contra você?
Oração. São Cipriano, eu te chamo nesta hora em que o vento sopra sem aviso, fazendo ranger a porta, balançar a chama da vela, lembrando que o mundo tem força invisível que não se vê, mas se sente. Eu te chamo feiticeiro sábio, homem que leu o que ninguém ousou ler, que conversou com espírito rebelde sem tremer a voz.
Venho até ti porque não sou fraco, não sou covarde. Não fujo da briga justa. Mas também não sou besta de encarar inimigo que usa o que não se vê, que reza torto, que pede para santo virar costas, que paga pra entidade que cobra em vida.
Hoje eu te peço, amarra o meu inimigo, amarra ele de forma que não se mova contra mim. Amarra o braço dele que ergue feitiço, amarra a mão dele que escreve mentira. Amarra a perna dele que corre pro terreiro errado.
Amarra a língua dele que fala meu nome com ódio. Que ele sinta o peso das próprias intenções. Que cada plano nasça torto.
Que cada promessa que ele faz vire dívida. Que cada passo seja como andar com pedra amarrada no tornozelo. Que ele tropece no pensamento antes de executar.
Que ele se atrapalhe ao explicar. Que ele se perca nos próprios argumentos. Que a mente dele embasse como o vidro embaçado de noite fria.
São Cipriano segura ele, firma o pé dele no chão como poste que não arranca. Que ele veja a vida passar sem conseguir me fazer mal. Que ele assista meu caminho abrindo enquanto o dele se fecha.
Se ele me quis ver sem trabalho, que o serviço dele suma como água em chão seco. Se ele me quis ver doente, que o corpo dele pese como saco de areia. Se ele me desejou solidão, que a companhia dele fuja sem explicar, que a casa dele se encha de silêncio.
Que a comida perca o gosto. Que o riso fique forçado, que ele sinta no estômago a ânsia de quem sabe que errou. Amarra o espírito dele que voa tentando me alcançar.
Que o recado ruim dele volte no mesmo envelope. Que a vela que ele acendeu contra mim pingue cera no pé dele. Que a fumaça que ele soprou se enfie no nariz dele.
Que ele sonhe com teus olhos, São Cipriano. Não olhos de santo sorrindo, mas olhos de juiz sem pena. Que ele acorde com teu nome na garganta, engasgado de medo.
Que ele procure ajuda e não ache. Que o guia que ele pagou se recuse. Que o santo que ele jurou largue a mão.
Que o rezador diga: "Não tem o que fazer. Protege minha casa, Cipriano. Que a porta seja muralha.
Que a janela seja escudo. Que o teto seja manto. Que ninguém atravesse o limiar com maldade sem se sentir pesado.
Protege minha família. Que quem mora comigo não sofra por tabela. Que teus braços se estendam como corda grossa, amarrando tudo que tenta nos cercar.
Que teus pés firmem o chão debaixo do nosso açoalho. Protege meu nome. Que a boca dele se feche antes de cuspir meu nome em maldição.
Que a língua dele trema quando tentar falar de mim. Que a voz fale no meio da frase: "Protege meu sono. " Que os sonhos dele se encha com o reflexo das maldades.
Que ele role na cama suado, com o coração disparado. Que ele acorde exausto, sem coragem de tentar de novo. Protege meu trabalho.
Que ele não consiga mais soprar intriga. Que a inveja dele apodreça antes de chegar em mim. Que o patrão dele pergunte o que ele fez.
Que o cliente dele suma sem aviso, protege minha saúde. Que a doença que ele desejou para mim o visite. Que a dor que ele pediu que eu sentisse mude para ele.
Que a fraqueza bata no peito dele como cobrança. São Cipriano amarra ele com tua corda de feitiço antigo. Não mata, não sangra, mas prende, prende como se prende bicho bravo para não machucar mais ninguém.
Que ele pense 10 vezes antes de se lembrar de mim. Que ele morda os lábios antes de falar de mim. Que ele feche a mão e abra vazia.
Que ele deseje meu mal e sinta o próprio corpo pesar. Se ele quiser mudar, que tu dê a chance. Mas só depois de muito se arrepender, que ele pague com humilhação, que ele sinta vergonha, que ele chore escondido.
Eu pago com minha fé essa oração. Pago com vela acesa, pago com silêncio guardado até hoje. Pago com promessa de não atacar inocente.
Recebe minha palavra como pedido de justiça. Que o vento leve até onde tem que chegar. Que o eco disso bata no ouvido de quem merece ouvir.
São Cipriano, firma a tua presença aqui. Firma a tua força. Firma a tua mão no ombro do inimigo.
Que ele saiba que não se brinca com quem reza com verdade. Que assim seja. Que assim se cumpra.
Que o mundo veja. Que ele sinta. Que eu tenha paz enquanto ele se amarra no próprio erro.
Que assim seja. Oração 5. São Cipriano.
Para destruir orgulho e virar demanda. Para que serve a oração para virar contra o inimigo, o feitiço ou mal desejado, destruindo seu orgulho e forçando arrependimento? Oração.
São Cipriano, eu te chamo nesta hora em que a vela queima lenta, cuspindo labareda fina como língua venenosa. Eu te chamo sem medo de falar o que mora entalado no peito, sem esconder o peso do que me fizeram. Hoje eu te peço, escuta quem cansou de ser alvo.
Tu que foste homem e lenda, que aprendeu o bem e o mal, que leu o livro trancado e decorou palavra proibida. Tu que não treme diante de espírito ruim, nem se ajoelha sem querer. Hoje eu te invoco para virar demanda.
Não fui eu quem começou. Não fui eu quem procurou briga. Não fui eu quem acendeu vela preta com meu nome riscado.
Fizeram para mim. Chamaram entidade sem luz, jogaram pó na minha porta, assopraram reza torta para fechar meu caminho. Hoje eu não peço misericórdia, peço volta, peço retorno.
Peço que cada palavra maldita voie de volta como morcego assustado. Que cada reza contrária faça curva e volte pra garganta de quem lançou. São Cipriano, destrói o orgulho do meu inimigo que riu quando eu chorei, que se gabou de me ver no chão, que espalhou notícia falsa como semente ruim em terra boa, que achou que não teria volta, que ele sinta o gosto amargo da vergonha, que ele tenha a boca seca tentando se explicar, que ele veja a máscara cair na frente de quem antes acreditava nele.
Que ele perca aliados um a um, como vela que apaga com vento gelado. o feitiço Cipriano. Que o despacho que ele fez apodreça antes de chegar no cruzeiro.
Que a vela que ele acendeu derreta sem dar luz. Que o santo que ele invocou tape os ouvidos. Que o terreiro que aceitou o dinheiro dele se feche sem resposta.
Que ele veja a vida travar. Que a chave do sucesso dele não gire. Que o trabalho se atrase, que o freguez suma, que o chefe dele fique com dúvida, que a confiança que tinha nele se quebre como pote de barro no chão duro, que ele sinta no peito o mesmo peso que pôs no meu.
Que a doença que desejou bata na porta dele. Que a tristeza que me mandou faça a cama no quarto dele. Que o medo que me desejou more no coração dele.
Que ele peça ajuda e não ache. Que o rezador diga: "Não tem solução". Que o santo diga: "Não me meto".
Que o guia dele se cale. Que a fumaça do charuto vá pro olho dele. Que o pó que ele soprou se enfie no nariz dele.
São Cipriano destrói o orgulho dele antes que ele destrua outro. Que ele se veja no espelho e não goste. Que ele sinta vergonha da própria sombra.
Que ele acorde suado, sonhando com tua presença calada. Olhos de quem julga sem medo. Que ele entenda que ninguém é mais do que ninguém.
Que ele aprenda que se planta o que se colhe. Que ele descubra que o feitiço é faca de dois gumes. Protege minha casa, Cipriano.
Que o portão seja muralha. Que o terreiro seja limpo. Que o chão seja firme.
Que a janela seja olho de vigilante. Protege minha família. Que nenhum filho meu sofra pelo erro dele.
Que ninguém que eu ame pague preço por maldade alheia. Que tua mão seja escudo ao redor dos meus. Protege meu corpo.
Que a doença que não tem exame vá embora. Que o peso no peito desapareça. Que a cabeça se alivie.
Que eu volte a andar sem sentir empurrão invisível. Protege minha mente. Que o medo saia.
Que a raiva seja domada. que eu não me torne igual a ele, que eu peça justiça, não maldade vazia, mas enquanto ele não se arrepender, enquanto ele não desfizer o mal, enquanto ele não abaixar a cabeça, que tu pese no ombro dele, que tu sente no peito dele como pedra fria, que ele lembreu nome com tremor, que ele peça perdão em pensamento antes de abrir a boca. Que ele faça promessa para largar mão da maldade.
Que ele se ajoelhe ninguém mandar. São Cipriano, recebe essa vela que eu acendo com raiva, mas também com fé, porque sei que tu entendes quem pede o que merece. Recebe minha palavra como reza.
Recebe meu pedido como ordem de quem sabe o próprio limite. Eu não peço morte, não peço sangue, peço humilhação justa, peço vergonha do erro, peço a lição aprendida na marra, que ele saia do meu caminho, que ele esqueça meu nome. Que ele me deixe viver e se cruzar comigo, que abaixe os olhos.
São Cipriano vira a demanda, que o vento que trouxe leve de volta. Que o mensageiro devolva o pacote. Que o feitiço bata na porta errada.
Que assim seja. Que assim se cumpra. Que tua mão firme não trema.
Que tua palavra antiga não fale. Que teu poder mostre que nada fica impune. Que assim seja.
M.