Então hoje você não tem nenhuma dívida com sua mãe. Você não sente que falta entregar algo que ela te deu na sua infância e gera uma dívida disso, de você ter que pagar ela de alguma forma? Eu liberei os meus pais de todas as dívidas que eu imaginava que poderia ter e me liberei das dívidas que eu imaginava que podia ter com eles.
Então, não há nada hoje na face da terra desse mundo que eu exija dos meus pais, que eu acho que eles deixaram de fazer por mim ou que eu acho que eles fizeram a mais. Eles entregaram na medida dos pais que eles puderam ser para que eu pudesse seguir. Era o tanto que eles davam conta de entregar.
E eu entreguei na medida sendo filho. E agora a minha missão é fazer com a minha mulher e com os meus filhos melhor. O melhor não que eles, mas o melhor que eu puder.
Então não tem nenhuma dívida pendente, não tem nada na mesa. Tanto que as nossas vidas estão tão separadas que os nossos que os meus pais eles não me devem nada, nenhum tipo de pergunta para fazer nada com a vida deles. Eu não dependo de herança.
Eu não dependo de um problema para me conectar com eles. Um problema a mais não me conecta mais com eles. Então as nossas vidas estão separadas, bem separadas.
E é por isso que a gente consegue ter uma relação só de mãe e filho, não uma relação como algumas pessoas acabam criando. Ah, minha mãe tem que me pagar algumas coisas. Minha mãe tá me devendo algumas coisas.
Tem relação de mãe e filho que já virou mais relação de agiotagem do que relação de de mãe e filho, realmente. Então é errado uma mãe emprestar dinheiro para filho, por exemplo. Posso fazer uma pergunta anterior?
A pergunta é: por que que esse filho tá dando tão errado que ele acha que a mãe tem que emprestar dinheiro para ele? Ah, errado uma mãe emprestar dinheiro para um filho de 30 anos? Pera aí, por que que esse filho tá precisando de dinheiro da mãe depois de 30 anos?
Por que que ele tá escorregando tanto a ponto de a mãe dele ter que se obrigar a pagar algo por ele? A pergunta vem antes: toda dívida financeira, é assim que eu enxergo a vida. Toda dívida financeira esconde um débito emocional por causa de uma relação.
Tem filho, é errado a mãe prestar dinheiro pro filho? É, se esse filho só está se endividando para manter a conexão que ele tem com a mãe. Se a mãe empresta o dinheiro, ela tá alimentando o vício que o filho tem nela.
A mãe se tornou a droga que o filho consome. Quanto mais ela emprestar dinheiro, mais problemas ele vai passar para se alimentar da droga que é ela. Então, sim, dívidas, existe uma dívida boa no mundo dos negócios, que é aquela dívida de alavancagem.
Eu trabalhava numa empresa e eu aprendi com com o gestor, com o presidente da empresa, que você pega assim dinheiro do banco para você trabalhar com dinheiro do banco para fazer o negócio crescer, dívida de alavancagem. Agora, essa dívida de cartão de crédito, dívida de consumo, carro, moto, alimento, tipo, eu usava um ticket que não era meu para pagar algumas contas de mercado, isso é errado. Isso é dependência emocional ou isso é fruto de uma dependência emocional.
Quando você vai investigar a causa, os detalhes são bem parecidos nas histórias. Quando você vai enxergar a causa é sempre a mesma. Existe um débito relacional com a mãe e com o filho.
E é isso que faz o filho, arrumar problemas, ser roubado, bater o carro e passar por problemas que ele precise acionar a mãe. Você acha que o o filho ele gera um problema devido a um excesso de cuidado da mãe quando era quando ele mais novo? O excesso de cuidado da mãe gera uma amuleta no filho.
Como assim? Imagina uma criança pequenininha que tá aprendendo a andar. A criança aprende a andar em qual idade?
Dois, 3, 4, 5. E aí ela vai aprendendo a andar. Imagine que em vez de aprender a andar, de poder firmar a perna no chão, a mãe ficou morrendo de medo dessa criança ficar de pé e cair.
Então ela escorava a criança. Toda vez que a criança ia pensar em andar, ela pensava: "Não, esse menino pode cair e quebrar a cara, bater a cara no chão". Parece bom, né?
Ela quer proteger, ela carrega ou o menino no colo ou ela escora aqui no braço dele para ele não andar sozinho. Então ele passa a vida aprendendo que quando ele vai andar ele não tem forças e é perigoso. E aí ele precisa de quem?
Da mãe. Ele aprendeu isso. Parecia que a mãe estava sendo boa.
Por quê? Pô, deixa eu impedir o meu filho de quebrar a cara. Esse menino cresceu.
Dependência emocional, ela se instala por uma necessidade e ela se mantém por hábito. Essa criança aprendeu que para fazer algumas coisas ela depende da mãe. A mãe virou a muleta dela.
Esse mesmo filho é um adulto hoje de 40 anos que não sabe tomar uma decisão sem pedir a aprovação, a permissão ou a opinião da mãe. Quando ele pensa um filho ou uma filha, quando ele pensa em tomar a decisão, quem vem na cabeça dele? A muleta.
Não, eu não sei, eu não sei dar esse passo. Vai que eu quebro a cara. Qual que é a opinião da minha mãe?
É aquela pessoa que às vezes a mãe tá com 70 anos, ele tá com medo ou ela tá com medo da mãe morrer. A pessoa que diz: "Se a minha mãe morreu, acho que eu vou junto, porque eu não tenho vida fora dela. " O que que ela tá dizendo?
Se a minha mãe morrer, eu não sei andar com as minhas próprias pernas. O excesso de proteção cria uma muleta que faz o adulto sempre voltar pra mãe, sempre voltar pra dependência. Isso é péssimo, porque quando o adulto tenta caminhar sozinho, o que que ele percebe?
Que ele não tem força nas pernas. Amarra sua perna só à direita por 30 dias, deixa ela amarrada, você vai perder ela ou ela vai atrofear. Quando você tentar andar e botar sua perna no chão, você vai você vai mancar.
É por isso que tem muito adulto que manca. José Patrício manca quando vai tentar fazer mais dinheiro, a vida capenga. Quando ele vai tentar se casar o casamento capenga.
Por a muleta dele, a outra perna dele é a mãe. Então a auta uma dependência emocional com aquele filho, com aquela filha, que não importa a idade, porque não é o tempo que muda a dependência emocional. Aquilo é um hábito, só que o hábito não tem como ser mudado pelo tempo.
Primeiro você precisa corrigir a necessidade que você tem de manter aquele padrão por causa de alguém que foi importante no passado. E nesse caso que a gente tá falando é a mãe. Entendi.
Você me trouxe isso. Eu lembrei eh, antigamente toda vez que eu alcançava algo, conquistava alguma coisa, a primeira pessoa que eu queria celebrar ou mostrar era minha mãe. E agora vendo assim, eu parece que era muito mais pedindo uma uma permissão dela, pedindo uma opinião, pedindo se se eu podia ter aquilo do que tá celebrando.
Eh, diferente essa forma de ver, né? É errado um filho pedir permissão pra mãe? Acredito que sim.
Depende. Depende por quê? depende da idade.
Se ele é um adolescente de 15 anos, ele deveria pedir permissão pra mãe. Se ele é uma criança de 7 anos, ele deveria pedir permissão pra mãe. Só que essa permissão deveria ele deveria começar a se autonceder depois dos 17, 18, 19, 20.
Existe um negócio chamado núcleo emocional, certo? Na medida que a criança vai crescendo, ela deveria sair do núcleo emocional da mãe e ela deveria parar de precisar pedir a opinião ou aprovação para parar de precisar ser reconhecido para seguir. Quando essa criança se torna adolescente, se torna jovem, adulto e não sai do núcleo emocional, é aquele homem de 40 anos que ainda pede a permissão como o adolescente pedia pra mãe.
Ele sente que se ele fizer algo que a mãe não aprova errado. Ele acha que é errado até com Deus, que se ele errar com a mãe, ele tá errando com Deus e perderu o céu. Tem gente, inclusive esperando até a mãe morrer para poder fazer alguma coisa, casar, mudar de cidade, mudar de estado, ser feliz.
Então sim, pedir permissão paraa mãe depois de adulto é errado. É muito errado. Adulto que pede permissão paraa mãe, para casar, para ter filho, para mudar de cidade, para mudar de estado, é errado.
Nem a Bíblia prova. Nem a Bíblia. A Bíblia diz honrar pai e mãe, não diz obedecer.
Obedecer quando você é criança. Obedecer é diferente de honrar. A vida, a eu não tô fazendo apologia à religião aqui.
Eu eu só tô dizendo que as pessoas dizem que acreditem, não vivem. É uma hipocrisia, é uma incoerência. As pessoas voltam sempre pro ninho achando que estão cuidando, honrando, tão nada.
estão se escondendo atrás dos problemas do pai e da mãe. E tem pai e mãe que só tem os problemas que tem para conseguir ajudar o filho a justificar o fracasso que ele vive. E tem muito aquela mãe eh aquela mãe solo que cuida dos filhos eh e tem essa garra, né?
Essa mãe guerreira que cuida dos filhos e depois o filho ele gera uma dívida com essa mãe, né? Ele fala: "Pô, minha mãe cuidou de mim, minha mãe fez tudo por mim sozinha. Essa essa minha mãe, ela ela foi guerreira.
Eu tenho que retribuir as coisas que que ela fez por mim. E isso acaba gerando algo ruim, né, na relação, acredito eu. Para quem?
Pros dois. Depende, depende do que cada um tá buscando na relação. José Patrício, eu sempre digo que se você não tem claro para onde você tá indo, o que você quer construir, às vezes o lugar que você tá é melhor não mexer.
Quando você diz que é ruim, eu pergunto para quem? O que que a pessoa tá tentando? Porque tem filho que foi filho de mãe solo, que tem orgulho de viver com a mãe.
E ele disse: "Eu nunca serei o homem pelo qual o a minha mãe descreveu meu pai. Eu nunca serei aquele tipo de homem. " E para ser diferente na cabeça dele, o que que ele faz?
Ele se torna o herói da mãe. Ele diz: "Mãe, fica tranquila. Nenhuma mulher vai tomar seu lugar.
Eu serei na sua vida o homem que o meu pai nunca deu conta de ser. E às vezes ele nem conheceu o pai. Sabe o que que ele conheceu?
a história que aquela mulher que a mãe dele contava sobre o homem com quem ela se relacionou, não do pai dele. Porque um homem pode ser um péssimo marido para uma mulher, mas um excelente pai pro filho. Só que tem mulher que não admite isso.
A gente entra naqueles padrões controladores da dependência emocional, narcisismo, vingador e vítima. Às vezes a mulher terminou a relação com o homem, foi para um padrão de vingança absurdo. O filho nunca conheceu o pai.
Só a história que a mãe contava sobre o pai. Porque sabia que tem mulher que tem o filho, a relação com o pai foi ruim, terminou. A relação do homem com ela foi ruim.
Ela muda de cidade, muda de estado. E aquele filho, aquela filha nunca tem acesso ao pai. E às vezes passa 20, 30 anos.
Pesquisa aí, nesse vídeo aqui vai ter gente comentando que passou por isso. A mãe teve um filho que foi ele ou ela foi embora da cidade do estado. Esse filho nunca conheceu o pai, mas conhecia as histórias que a mãe contava sobre o pai, que o pai não era bom, que o pai abandonou.
Seu pai nunca veio te ver, seu pai nunca quis saber de você. E se tiver homem aqui, vai comentar também que quis saber onde o filho tava, mas a mulher escondeu. Padrão controlador, vingador da dependência emocional.
Você vai ver. Você não me deu atenção, você não vai ver seu filho. Se você quiser, você vai vir do outro lado do mundo.
É a mulher que dificulta o acesso daquele homem ao filho. Ela tá punindo o homem através do filho. É a hora que aquele filho, aquela filha é feito de escudo e de espada numa relação, entrando numa guerra que não era dele.
E o que tem de homem, de mulher, que é filho de uma mãe que foi narcisista ou vingadora, tá assim, ó. E hoje tem homem e mulher, filho dessa mãe, lutando guerras contra mulheres e contra homens que não são deles. E o melhor lado para você tá de uma guerra entre o seu pai e a sua mãe, sabe qual é?
Qual? O lado de fora. Quando o filho precisa assumir um lado na guerra do pai ou da mãe, ele se lascou, porque isso vai refletir em todos os relacionamentos.
Esse filho não vai ter uma relação boa, nunca vai ser tão plena quanto poderia ser se ele não tivesse ter que escolher um lado da história, porque não era uma guerra dele, mas ele foi obrigado a lutar porque era alguém importante para ele.