Olá eu sou Carlos Xavier Este é o tel de datas e agora eu vou retomar a série sobre este livro aqui perspectiva sobre Paulo cinco pontos de vista Eu Já gravei um conteúdo introdutório do livro já fiz uma apresentação então e também já postei um conteúdo sobre a perspectiva católica acerca de Paulo e agora é o momento de nós considerarmos a perspectiva protestante tradicional perspectiva protestante tradicional acerca do apóstolo Paulo o representante dessa perspectiva no livro é Andrew des este autor então ele já começa a sua apresentação da perspectiva protestante tradicional acerca do apóstolo Paulo
afirmando que as perspectivas protestantes sobre o apóstolo tem basicamente três pontos em comum O primeiro é a compreensão de que o judaísmo do segundo templo era uma religião de prática de justiça e legalismo o segundo é que a resposta de Paulo foi a ênfase sobre a graça gratuita de Deus contra as obras humanas e o terceiro ponto é que a atividade Salvadora e justificadora de Deus a salvação e a justificação São caracterizadas puramente pela graça divina então salvação e justificação pela pura graça de Deus a parte de obras sem as obras humanas falando um pouquinho
sobre o judaísmo do segundo templo a graça e a Lei Lembrando que a consideração histórica do Judaísmo do segundo templo é uma característica muito marcante da nova perspectiva sobre Paulo e o 10 concorda com a npp com a nova perspectiva sobre Paulo no sentido de que o judaísmo do segundo templo valorizava a graça divina mas ele discorda quanto a apreciação do papel da obediência e por isso ele discorda então quanto à amplitude da expressão obras da lei em Paulo se você acompanhou especialmente o primeiro vídeo a primeira postagem você sabe que a definição do que
é obras da Lei seria apenas os os marcadores étnicos da Torá aquelas características que definem O Judeu como povo ou seria a obediência à lei em sentido mais amplo ou seja uma Justiça moral retidão moral bom para demonstrar o seu ponto o Andrew das menciona jubileus que é um típico livro do Judaísmo do segundo templo no qual se encontra a exigência de uma obediência plena até mesmo perfeita a Torá embora isso se dê numa estrutura Graciosa então aqui a ênfase sobre a graça em que Deus elege o povo e provê expiação para o pecado por
meio de um sistema de sacrifícios ainda que exista uma eleição Graciosa e a provisão de um sistema de sacrifícios de um sistema de sacrifícios da parte de Deus o que se nó na literatura do Judaísmo do segundo templo jubileus como um exemplo é essa exigência de uma obediência plena até mesmo perfeita Então a partir daí o 10 faz uma brincadeira um jogo de palavras dizendo que numa perspectiva mais nova Então o que se tem é a salvação por meio da fé em Cristo e se a salvação ela é por meio da fé em Cristo se
a salvação é por meio da fé em Cristo ela não se dá consequente consequentemente pela obediência à lei então é uma perspectiva mais nova na brincadeira do 10 aqui a partir dessa consideração do Judaísmo do segundo templo mas essa perspectiva mais nova Nada Mais É Como você pode notar do que a perspectiva protestante tradicional ou seja salvação pela Fé Não Pela obediência à lei falando um pouquinho Pinho agora sobre a graça gratuita de Deus na Perspectiva da Graça gratuita de Deus a inclusão dos gentios proposta pelo Apóstolo Paulo é uma consequência das convicções cristológicas de
Paulo ou seja nós temos uma preeminência da cristologia Paulina na Perspectiva da soteriologia e até mesmo da inclusão étnica dos gentios a a alta visão que Paulo tem a respeito de Jesus é que informa a sua convicção acerca da salvação e a sua convicção acerca da inclusão dos gentios no no povo de Deus se a salvação se dá por meio de Cristo e não pela Torá qual seria o sentido de impor a lei de Moisés aos gentios para que estes fossem salvos Ah só um detalhe Lembrando aqui que esse conteúdo o resumo que eu fiz
do livro um resumo que eu fiz do livro você encontra na descrição do vídeo no YouTube na descrição do podcast também na plataforma de podcasts que você utiliza para acompanhar o teu didatas normalmente vai ser o Spotify Pelo menos é onde é mais fácil de encontrar Tá bom mas então eh você pode ter acesso ao resumo que eu fiz do livro que também serve mais ou menos de base para o roteiro desses vídeos e desses episódios de Podcast se você tiver assistindo nesse formato e você encontra o link na descrição e você Você pode baixar
e ter um complemento aí pros seus estudos também tá bom Mas voltando Então à preeminência da cristologia Paulina é o que nós estamos considerando agora e assim o aspecto étnico do argumento de Paulo que é o aspecto tão enfatizado pela npp Esse aspecto étnico flui diretamente da soteriologia de Paulo da Teologia da salvação da doutrina da salvação apresentada pelo Apóstolo ou seja da afirmação de que Deus salva por meio da fé em Cristo e nesse sentido Especialmente na carta aos Gálatas mas também em romanos no capítulo 4 a a conversão dos gentios ao judaísmo reviveria
a jornada de Abraão sobre Abraão o autor destaca que havia uma tendência dentro do Judaísmo do segundo templo exemplificada em primeiro macabeus de interpretar que a atribuição da Justiça da parte de Deus a Abraão mencionada em Gênesis 15:6 seria uma consequência não da crença de Abraão nas promessas de Deus mas da sua fidelidade no quase sacrifício de seu filho Isaque então Abraão creu em Deus e isso lhe foi atribuído como Justiça Gênesis 15:6 Isso é uma consequência da Fé ou da fidelidade como se nós pudéssemos separar as duas coisas na verdade não podemos mas é
a questão da discussão eh acadêmica que se torna que que se apresenta desculpa em torno da eh consideração da maneira como primeiro uma cabeus por exemplo trata sobre a obediência de Abraão e a Fé de Abraão agora o que acontece é que Paulo contrasta totalmente com essa tradição comum do Judaísmo do segundo templo e em Gálatas 36 a 9 ele enfatiza que a justificação de Abraão se deu por sua confiança por sua fé ou seja pela sua confiança Na promessa de Deus e não pela sua obediência a obediência é uma consequência disso e não a
causa da sua justificação assim como os judeus tinham uma tendência a muitas vezes afirmar a necessidade de lealdade nos termos da Torá Paulo pretende destacar A Fé de Abraão nas promessas muito antes do quase sacrifício de Isaque e realmente nós encontramos esse argumento na carta aos G aos Gálatas O que ocorre é que a perspectiva protestante tradicional afirma que de acordo com Paulo a lei exige obediência plena e perfeita por isso o apóstolo contrapõe a fé em Cristo a tentativa de obediência perfeita à Torá que será sempre fadada ao fracasso isso nos leva ao sentido
de obras da Lei e aqui é muito importante o texto de Gálatas 3:10 por isso inclusive nós vamos ler esse versículo agora pois todos os que vivem na prática da lei estão debaixo de maldição pois está escrito maldito seja todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da lei Como Eu mencionei Gálatas 3:10 de acordo com 10 esse versículo essa passagem é uma pedra no sapato para a nova perspectiva sobre Paulo num entimema quer dizer um silogismo que tem uma premissa implícita Paulo parece estar afirmando que os seguidores da lei
da Torá simplesmente não são capazes de cumprir tudo o que a lei exige o que o autor pretende enfatizar aqui então é que não há como essa afirmação de Paulo estar restrita aos marcadores étnicos da Torá aquelas características aquelas práticas que definem os judeus Como um povo da mesma forma as declarações de Paulo de que ninguém é justificado pelas obras da lei do contrário Cristo teria morrido inutilmente isso nós temos em Gálatas 2 16 e Gálatas 2:21 e de que ele mesmo Paulo pela lei morreu para a lei para viver para Cristo Gálatas 219 essas
afirmações são evidências de que o apóstolo teria em vista a integralidade da Torá e não somente os os marcadores étnicos da lei dessa maneira Paulo usaria as expressões lei e atos da Lei como sinônimos em Gálatas 216 2 21 mencionei eles aqui Gálatas 3:10 a gente leu o texto e também Gálatas 3:11 de maneira que obras da Lei significam mais naturalmente os feitos ou ou atos exigidos pela lei assim a crítica à adoção dos costumes judaicos pelos gentios decorre das convicções do apóstolo acerca da salvação exclusivamente em Cristo e dessa forma nos Capítulos 5 6
nos Capítulos 5 e 6 desculpe de Gálatas nota-se claramente que é o espírito de Cristo e não a lei o responsável por neutralizar a carne a vitória sobre a carne sobre os feitos da Carne sobre as obras da Carne é dada por meio do espírito de Cristo pela manifestação do fruto do espírito e não pela lei e não pela Torá agora Vamos considerar a justiça Como Dom gratuito de Deus e aqui tem algo bem interessante realmente na literatura secular grega o verbo traduzido por justificar é o verbo dicou e este verbo tinha o sentido de
castigo ou condenação mas para os judeus e isso se verifica a partir da septuaginta a tradução do antigo testamento ou da Bíblia Judaica da Bíblia Hebraica para o grego isso se verifica a partir da ginta e também se verifica na literatura do segundo templo o verbo de kaiou se referia exclusivamente a um ato judicial em favor de alguém e aqui Obviamente você já percebe que o 10 está enfatizando ou construindo o caminho paraa abordagem da justificação forense justificação como um ato judicial assim quando temos dois lados em disputa nessa perspectiva desse uso eh do verbo
o de caô um terceiro ou especificamente o soberano Restaura a paz na comunidade promovendo a justiça e esse terceiro o soberano atuando como juiz faz isso condenando os culpados e justificando aplicação aqui do verbo decou justificando os os justos Note que nesse caso o que se tem é uma relação trilateral as duas partes na Contenda e o terceiro o soberano ou juiz mas quando Deus é a outra parte numa discussão bilateral como Alguém poderia ser justificado diante Dele assim fica claro que a justificação do pecador Quando Deus carrega os seus pecados é um ato da
pura graça Divina um dom do Senhor que justifica o pecador nesse sentido a justiça Como Dom a justificação de Deus é contraposta é colocada em contraposição em antítese ela é contrastada com a justiça retributiva a justiça Como Dom a justiça como dom de Deus numa relação bilateral é contrastada com a justiça retributiva que é aquela que acontece numa eh relação trilateral eh a justiça Como Dom significa que Deus justifica os pecadores uma Justiça retributiva seria aquela na qual o pecado dos pecadores é justamente punido por Deus por isso a dádiva da justiça de Deus é
diferente das tentativas falhas dos homens de cumprir a lei de Deus de cumprir a Torá situação em que os seres humanos estão sempre debaixo de Condenação e é por isso pela Dádiva da Justiça com a graça Divina reconfigurada em Cristo que Paulo pode incluir os gentios com isso para encerrar nós passamos a apreciação crítica da do capítulo de Andrew das feita pelos demais participantes da obra Brand Petry o representante da perspectiva católica apresenta suas concordâncias mas como representante da perspectiva católica centra a sua crítica na ausência de consideração por 10 do que Paulo considera como
pagamento Retribuição das boas obras James Dan o representante da npp elogia a ênfase de dasa justificação como Dom mas afirma que Ele não dá atenção devida ao contexto histórico que levou Paulo a insistir na fé e não nas obras e Alega também que Romanos 4 não pode ser compreendido como uma repetição de Gálatas 2 não devendo assim ser usado Romanos 4 como uma referência para a interpretação de Gálatas 2 não se deve eh impor Romanos 4 sobre Gálatas 2 para interpretar esta passagem de acordo com o Dan e o autor também o James Dan faz
um comentário bem humorado sobre Gálatas 310 como uma pedra de tropeço para npp mencionando que talvez sem querer jamais tenha tropeçado nesse texto segundo ele não é não há qualquer dificuldade sobre este texto quando a passagem é lida no seu contexto Zetel horm que é o representante da perspectiva radical perspectiva de Paulo dentro do Judaísmo afirma que a visão que Paulo tem da Lei parece ser mais elaborada do que aquela tomada em conta pela perspectiva protestante tradicional a contraposição entre obras e fé e a ideia de que Paulo teria repudiado a Torá representam de acordo
com o zel horm uma simplificação de acordo com ele o apóstolo teria se dedicado a atrair os gentios Adoradores de Deuses pagãos para o judaísmo já que o cristianismo não era uma alternativa pois ele não existia E além disso Paulo teria se dedicado a evitar que os gentios obedecessem a Torá da mesma forma que os judeus o faziam ou seja de acordo com Zetel horor Paulo acreditava que o modelo judaico de obediência à lei não poderia ser considerado uma opção para os gentios ainda segundo o mesmo autor é mais fácil que O equívoco quanto ao
legalismo tenha ocorrido da parte dos gentios e não dos judeus uma vez que aqueles gentios teriam sido naturalmente levados a isso em razão do caráter tipicamente ritualístico da religiosidade greco-romana barkley O Último dos autores aqui na sua apreciação crítica a 10 aponta que Ele parece não ter aprendido todos os contornos da Graça incoerente de Deus como um dom Incondicional e aqui essas especialmente as críticas do zhor e do barkley que ainda vão aparecer aqui na série com a perspectiva de Paulo dentro do Judaísmo e com a perspectiva do Dom já antecipam eh de certa forma
a perspectiva a consideração desses autores acerca do apóstolo Paulo Então esse vídeo já vai servindo também para preparar o caminho para a exposição específica dessas correntes aqui muito importante prestar bastante atenção nesses aspectos na réplica o Andrew das afirma que a perspectiva protestante tradicional continua a ser a compreensão mais satisfatória de Paulo o contraste entre obras e graça seria a própria visão do apóstolo e não uma interpretação equivocada formulada no século X essa aqui é a a premissa da qual parte a nova perspectiva sobre Paulo como você deve ter percebido aqui nessa defesa apresentada pelo
Andrew das Essas são as considerações sobre a perspectiva protestante tradicional só Relembrando aquilo que é Central nessa perspectiva como forma de você então ficar com um resumo deste conteúdo aqui eh o judaísmo do segundo templo para a perspectiva protestante tradicional é uma religião de obras prática de justiça e legalismo além disso a resposta de Paulo ou melhor para isso a resposta de Paulo é a ênfase sobre a graça gratuita de Deus e a salvação e a justificação São puramente pela graça Divina manifestada em Cristo e por isso então é que o aspecto étnico a inclusão
dos gentios flui naturalmente do aspecto teológico flui naturalmente da abordagem que Paulo tem acerca da salvação Eu espero que você tenha gostado deste conteúdo Espero que ele tenha sido instrutivo quem sabe até edificante Lembrando que você pode acessar o resumo que eu preparei deste livro pelo link na descrição na sequência teremos conteúdo sobre a npp depois sobre a perspectiva de Paulo dentro do Judaísmo e por fim sobre a perspectiva do Dom continue acompanhando esta série não se esqueça de se inscrever no t de datas caso você não seja inscrito você pode acompanhar também o meu
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