a 266 1.310 Esse foi o número de mulheres que foram agredidas no Brasil em 2019 em um contexto de violência doméstica Isso significa que a cada dois minutos uma mulher foi agredida dentro de sua casa ou por membros de sua família em um ambiente que deveria ser seguro o número é 5,2 por cento maior do que o registrado no ano anterior e foi apresentado no ano are you brasileiro de Segurança Pública 2020 publicação feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública desde 2007 que reúne informações fornecidas pelas secretarias de Segurança Pública estaduais pelo Tesouro Nacional pelas
polícias civis o dariz e Federal e por outras fontes oficiais de Segurança Pública o anuário traz outras informações que ajudam a compor o cenário de violência física contra a mulher que não é a única dimensão da violência doméstica mas acaba sendo uma das mais visíveis e portanto das mais conhecidas ao lado da violência sexual além delas a Lei Maria da Penha caracteriza as violências psicológica moral e patrimonial uma dessas informações é o número de ameaças foram 498 1597 no período sendo que nem todos os estados forneceram dados outra diz respeito às medidas protetivas em 2019
a justiça recebeu 349 mil novecentos e quarenta e duas solicitações urgentes para conceder medidas protetivas a mulheres aqui os números também não retratam a Olá tudo país pois não há dados de 8 estados os registros de feminicídio ou seja de assassinato de mulheres que decorrem de situações em que homens não aceitam autonomia delas revelando o menosprezo ou discriminação a condição de mulher foram 1326 Pode até parecer pouco diante do número de agressões registradas mas na média são mais de três mortes por dia provocadas por machismo em comparação com 2018 esse número também cresceu a variação
foi de 7,8 por cento o aumento não é novidade ele vem sendo verificado desde 2015 quando a lei do feminicídio entrou em vigor ao mesmo tempo em que isso gera preocupação já que pode significar que mais mulheres estão morrendo por discriminação de gênero também pode indicar que as autoridades policiais estão aprendendo a classifi é notificar esse tipo de crime O que é importante para se ter uma noção da dimensão do problema e poder atuar para reduzir o outro indicativo dessa melhoria na notificação é que o número de homicídios convite umas mulheres diminuiu 14,7 por cento
de 2018 para 2019 mas a proporção de feminicídios em relação ao total de homicídios convite umas mulheres cresceu foi de 28,3 por cento em 2018 para 35,5 por cento em 2019 o anuário também usa microdados desses crimes para poder traçar um perfil dos feminicídios que acontecem no país assim como no caso das notificações Gerais o que se extrai desses dados ajuda a compreender o fenômeno da violência contra mulher e como ele se interseccionam com outras questões como raça de acordo com essas informações em 2019 60 Oi, seis por cento das vítimas de feminicídio eram negras
e 56,2 por cento tinham entre 20 e 39 anos o primeiro número revela uma maior vulnerabilidade das mulheres negras enquanto o segundo chama atenção por ser um padrão diferente do de mortes violentas intencionais que vítima pessoas com idades entre 15 e 29 anos Além disso 58,9 por cento dos feminicídios tem uma residência como local de ocorrência e 89,9 por cento deles são cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas confirmando a ideia de que eles são majoritariamente crimes de dentro de casa armas brancas foram usadas em 53,6 por cento dos casos o que também é diferente
do padrão para mortes violentas intencionais cometidos principalmente com armas de e contudo há um receio de que a flexibilização de políticas de controle de armas que vem acontecendo desde que bolsonaro assumiu a presidência embora não de forma tão Ampla e rápida quanto ele gostaria possa mudar esse padrão e tornar mulheres ainda mais vulneráveis outra violência que atinge principalmente indivíduos do gênero feminino é a sexual aqui entram assédio sexual e a importunação sexual que tiveram 4.536 e 8068 casos registrados em 2019 respectivamente cabe explicar assédio sexual é considerado todo tipo de comportamento que constrange a vítima
aceder a investidas sexuais de seus superiores a relação hierárquica ou de subordinação é essencial para caracterizar o crime e é por isso que a importunação sexual precisou certificada até ser em 2018 quando a lei da importunação foi sancionada os atos libidinosos realizados na presença da vítima e sem o seu consentimento e******** nos ônibus por exemplo eram considerados uma contravenção penal ou seja um crime menor quando havia denúncia e o autor era levado à Delegacia muitas vezes ele conseguia se livrar da situação assinando um termo circunstanciado foi o que aconteceu em agosto de 2017 quando um
homem ejaculou em uma mulher dentro de um ônibus em São Paulo caso que ganhou bastante repercussão e levantou a discussão sobre essa questão legal que acabou resultando na nova lei na categoria violência sexual também entra é claro o e****** como ainda tem quem acredite que o e****** só acontece com a tal conjunção carnal descrita na lei aqui também Cabe explicação desde 2000 e a Lei define o crime como o ato de constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso em
outras palavras não é só penetração que caracteriza e****** sexo oral e masturbação sem consentimento também ao todo foram 66123 casos de estupros registrados em 2019 o que significa um a cada oito minutos o número é 1,2 por cento menor do que o de 2018 mas maior do que o de anos anteriores em 2015 por exemplo ocorreu um e****** a cada 11 minutos no país desse Total 55 1499 ou seja 84 por cento tiveram vítimas do sexo feminino e 54,9 por cento viu os vidros brancos o que difere dos achados de anos anteriores quando a prevalência
era de vítimas negras Vale lembrar que esses são números de casos reportados Além disso 70,5 por cento dos casos foram classificados como e****** de vulnerável termo que trata de situações que envolvem vítimas menores de 14 anos de idade ou pessoas que não possam oferecer resistência em 2022 casos desse tipo ganharam notoriedade e geraram como são no país O da menina Capixaba de 10 anos que engravidou do Tio depois de anos de abusos e que acabou exposta o exerceu o direito de fazer um aborto e o da blogueira Mariana Ferrer mas voltando aos dados de 2019
57,9 por cento do total de vítimas tinha até 13 anos aliás 13 anos é a idade em que acontece o auge dos casos quando as vítimas são do sexo feminino quando elas são do sexo masculi e os casos se concentram na infância e vitimizam mais os meninos de 4 anos de idade outra característica importante é que em 84,1 por cento dos casos o autor do e****** era conhecido da vítima o que revelam grave contexto de violência intrafamiliar e desmente a ideia comum de que o estuprador é um monstro desconhecido que ataca suas vítimas num beco
escuro apesar de todos esses dados mostrarem que o problema relacionado à violência sexual é grande acredita-se que eles não dão uma dimensão real da situação isso porque o e****** é um dos crimes com mais altas subnotificação em uma análise sobre o quadro revelado pelo anuário publicado no site da revista Piauí a diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Samira Bueno compare a situação a um iceberg o grande bloco de gelo que flutua no oceano em geral tem apenas dez por C a sua formação visível na superfície a maior parte da massa de gelo fica
submersa invisível aos olhos de quem vê com os estupros também é assim estima-se que apenas 10 por cento dos casos cheguem até as autoridades policiais sendo um dos crimes com maior índice de subnotificação medo de retaliação por parte do agressor geralmente um conhecido vergonha do julgamento a que será exposta após a denúncia e descrédito nas instituições de justiça e Segurança Pública São alguns dos motivos que inibem a busca por Justiça no mesmo texto Samira explica que e****** não tem nada a ver com desejo sexual quem e****** e****** porque acha que pode porque se sente com
esse poder e porque as mais absurdas justificativas são aceitas socialmente para justificar o injustificável estupradores não são Monstros e raramente são p e em geral são homens comuns muitas vezes nossos amigos e parentes por vezes até nossos tios ou ídolos do esporte o mesmo vale para agressões e feminicídios quem usa esse tipo de violência o faz porque se sente no direito de fazê-lo e Tudo isso vendo machismo da ideia de que homens devem dominar e as mulheres se submeter e para mudar esse quadro É preciso investir em políticas públicas e educar homens e mulheres para
se verem como iguais a [Aplausos] E aí [Música] é muito obrigado por ver esse vídeo até o final uma história mantido graças a uma campanha de financiamento coletivo quem participa aparece aqui no finalzinho para receber o nosso agradecimento hoje a gente está vendo aí o Elder e a Anna acompanhados de alguém muito especial diz o Elder meu amor a 9 anos nos conhecemos nos encontramos e nos completamos você é feita de amor e cuidado tanto amor que transborda e esse transburgo fez você se apaixonar e adotar os meus filhos como se fossem seus E agora
temos nosso próprio pequeno Felipe com tudo isso hoje eu acho que sou um homem melhor eu acho que sou um marido melhor e acho que são amigos melhor para conviver com essa pessoa maravilhosa que você é mas como sabemos não importa o que eu acho que importa o que eu sei e o que eu sei que eu te amo muito sei que você é o amor da minha vida e sei com a mais absoluta certeza que não sou nada sem você amo você a foto foi tirada há alguns dias aí na maternidade com o recém-nascido
Felipe vejo gente E aí E aí E aí E aí [Música] E aí