Olá, [música] queridos irmãos e irmãs. Estamos no segundo domingo de julho, 15º domingo do tempo comum do ano litúrgico a o Evangelho que nos é proposto pela liturgia [música] deste domingo é Mateus. A gente continua lendo Mateus, é o evangelho deste ano a Mateus, capítulo 13, versículos de 1 a 23.
E o tema da liturgia deste domingo é o seguinte, você já está vendo aí. Enamorarmos pela palavra, este é o convite de [música] Cristo. A parábola do semeador narrada por Jesus no Evangelho de Mateus, [música] no início do capítulo 13, é um encorajamento para todos os que anunciam [música] a palavra.
O resultado não depende da semente, da palavra, mas depende [música] do solo. Para compreender esta parábola, é necessário referir-se ao anúncio que se encontra no profeta Isaías da parte do Senhor. Abre aspas.
[música] Assim acontecerá com minha palavra que saiu da minha boca. Não voltará para mim vazia sem ter [música] feito o que desejo e sem ter realizado o que mandei. A gente lê isso em Isaías capítulo 55 versículo [música] 11.
O Senhor assegura que a sua palavra contém em si uma energia criativa. A mesma palavra do criador que disse: [música] "Abre aspas, haja luz e houve luz, fecha aspas". Portanto, esta palavra contém uma energia criativa que, ao encontrar o terreno apropriado, desenvolve todo o seu potencial.
[música] Vamos ler então em seguida. Você vai nos acompanhando aí na sua tela a o conteúdo dessa parábola tão conhecida que Jesus nos dá. Leremos Mateus capítulo 13, versículo de 1 ao 17.
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. [música] Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-se enquanto a multidão ficava de pé na praia.
E disse-lhes muitas coisas em parábolas. O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho e os pássos vieram e as comeram.
Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. [música] As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas [música] e secaram, porque não tinham raiz.
Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos [música] cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, [música] caíram em terra boa e produziram a base de 100, de [música] 60 e 30 frutos por semente.
Quem tem ouvidos, ouça. Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: "Por que tu falas ao povo em parábolas? " Jesus respondeu: "Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do reino dos céus, mas a eles não é dado, pois a pessoa que tem será dado ainda mais e terá em abundância.
Mas a pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. " É por isso que lhes falo em parábolas, porque olhando eles não vêm e ouvindo eles não escutam nem compreendem. Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías.
Havereis de ouvir sem nada entender. Havereis de olhar sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível.
Eles ouviram com vontade e fecharam seus olhos para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure. Felizes sois vós, porque vossos olhos vêm e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram.
[música] desejar ouvir o que ouvisam. Nesta parábola, Jesus ilustra as possibilidades, mas também as dificuldades em aceitar [música] esta pará palavra, a palavra de Deus, a palavra do próprio filho de Deus. Próxicamos agora lendo dos versículos 18 ao 19 do mesmo capítulo 13 de Mateus.
Ouvi, portanto, a palavra do semeador. Todo aquele que ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
É o primeiro, é o próprio Jesus quem explica a parábola. Por isso, na segunda parte encontramos a explicação. Jesus diz: "Ouvi, portanto, a parábola do semeador, que evidentemente é Jesus.
E todos os que semeiam esta palavra, esses são os semeadores. Jesus e quem semeia a palavra de Deus. Todo aquele que ouve a palavra do reino, a palavra pertence ao reino.
Atenção, a essa sociedade alternativa proposta por Jesus e não a compreende. E por que não a entende? Por que não compreende essa palavra?
Ele não a compreende porque para acolher o reino, Jesus faz da conversão uma condição. O que significa conversão? Se até hoje você viveu para si mesmo e para os seus interesses, para suas necessidades, a partir de agora você muda completamente a sua vida.
Vive para o bem e para as necessidades dos outros. Esta é a sociedade alternativa, o reino proposto por Jesus. Jesus já havia falado deste maligno quando no capítulo 5, versículo 37 do Evangelho de Mateus havia dito: "Abre aspas, que o vosso sim seja sim e o vosso não não vai além disso vem do maligno.
" Fecha aspas. O que é o maligno? Enquanto Deus é o amor que se põe a serviço dos homens, o maligno é o poder que domina o ser humano.
Então Jesus adverte que todos aqueles que vivem sob a esfera do poder são totalmente refratários a sua palavra. De fato, ele diz: "Rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
Portanto, é inútil semear, porque os pássaros chegarão logo. " O que isso significa? Os poderosos vem naturalmente nesta [música] mensagem de Jesus uma ameaça ao seu domínio sobre as pessoas, mas também os que aspiram ao poder, porque vem na mensagem de Jesus um risco para suas próprias ambições.
Mas a categoria mais trágica [música] compõe-se dos que estão submetidos ao poder. Porque exer enxergam, desculpem, enxergam na mensagem de Jesus um atentado à segurança que a submissão ao poder dá. Estes são totalmente refratários.
Ficamos agora lendo os versículos de 20 a 21 do capítulo 13 de Mateus. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquela, é aquele, né, que ouve a palavra e logo a recebe com alegria, mas ele não tem raiz em si mesmo. É de momento, quando chega o sofrimento, a perseguição por causa da palavra, ele desiste logo.
Esse tipo de terreno representa aquele que vê nesta palavra a resposta ao seu desejo de plenitude de vida, mas [música] não tem raízes em si mesmo. O que isso significa? Que esta palavra não cria raízes, não transforma o indivíduo, ele é inconstante.
De modo que quando chega o sofrimento ou a perseguição, tal pessoa desiste. Jesus no anúncio da parábola disse: "Quando o sol apareceu, o sol é uma fonte, é fator de vida para a planta. Se ele a queima, não é culpa do sol, é porque a planta não conseguiu criar raízes.
Portanto, aqui para Jesus, o efeito do sol é tribulação ou perseguição [música] para o indivíduo e para a comunidade. A perseguição não é um fator de destruição, mas um fator de crescimento. Se a perseguição a aqueles que são coerentes com a palavra destrói, [música] é porque o indivíduo e a comunidade não mudaram sua existência, [música] ou seja, não se converteram.
E assim ocorre o falimento, o fracasso. Prossigamos agora lendo o versículo 22. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra e ele não dá fruto.
Jesus fez da conversão uma condição, ou seja, você vive para os outros e não para si mesmo. Se você vive para si [música] e se encontra em uma condição econômica precária, acaba vendo o dinheiro [música] no dinheiro a solução dos seus problemas. Mas assim que conseguir esse dinheiro, nasce imediatamente novas ambições, [música] novas exigências e você novamente se encontra em meio às preocupações econômicas.
Então, quem pensa apenas em seus próprios interesses, quem está sempre preocupado com sua própria condição econômica, como poderá ocupar-se dos interesses e das necessidades dos outros? Prossigamos lendo o versículo 23, o capítulo 13 de Mateus. A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende.
Esse produz fruto. Um dá 100, outro 60 e outro 30. Ele compreende a palavra precisamente porque se [música] converteu.
Esse produz fruto, aquele que se converteu. Para compreender a expressão paradoxal, mas nem tanto, de Jesus, é preciso saber que na cultura da época, de um grão de trigo obtinha-se uma espiga com 7 8 [música] grãos. Quando o ano era bom, a espiga tinha 10 grãos.
Em ocasiões excepcionais, conseguise uma espiga com 30 grãos, mas era algo excepcional. Bem, o que é excepcional para os homens? Jesus supõe por último.
Na verdade, ele diz: "Produz 100 60 [música] por um". O que Jesus quer dizer? Quando o terreno é adequado, a palavra criadora [música] libera toda a sua capacidade, todo o seu potencial de uma forma como o ser humano nem imagina.
Muito bem, após essas belíssimas considerações de Fre Alberto Made, eu, padre Telmo, agora faço as minhas considerações pessoais e começo citando uma frase de Jean Paul Sartro, famoso filósofo, escritor e [música] crítico francês que viveu no século XX. Diz Jean Paul Sartre: "O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de [música] si mesmo". Vou repetir.
O homem nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo. Ora, se a palavra semeada é tão forte assim, por que não se obtém um sucesso maior? Porque tantas sementes não germinam, não produzem frutos, portanto resultado?
Pensando nos dias de hoje, por que a nossa evangelização parece não ser bem-sucedida? Porque as pessoas não ouvem e não põem em prática o que diz a palavra do evangelho. Por que as pessoas não querem compromisso com o Cristo e o reino por ele anunciado e iniciado?
Hã? As perguntas poderiam prosseguir, mas são suficientes para que nos interroguemos, afinal o que se passa, o que acontece com a nossa evangelização? >> [música] >> Missas, catequese, aulas de religião, encontros de espiritualidade, cursos retiros e assim por diante.
A tentação seria imediatamente por a culpa no solo, nos destinatários da nossa pregação. As pessoas hoje em dia não querem nada com nada, poderíamos afirmar. Ninguém mais se interessa por uma vida em comunidade.
Cada um busca realizar apenas os seus interesses pessoais. Ninguém quer saber de compromissos, de trabalho, de missão. Impera uma apatia, um desânimo geral.
Ninguém tem iniciativa para nada. >> [música] >> Finalmente, queridos irmãos e irmãs, são essas as opiniões que mais se ouvem nas comunidades. Porém, esse tipo de análise não faz justiça [música] à realidade, pois essas dificuldades mencionadas acima sempre existiram e e [música] seguirão existindo.
A boa qualidade da palavra de Deus, [música] a eficácia da mensagem de Cristo e a força da pregação cristã já demonstraram abundantemente o seu sucesso. A primeira leitura de hoje, Isaías 55 [música] de 10 a 11, em seu segundo versículo nos diz com clareza: "Assim a palavra que sai de minha boca não voltará para mim vazia, antes realizará tudo o que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la". Na Bíblia [música] e na mentalidade oriental, o termo palavra e que em braker daabbar [música] e em grego logos não significava somente um signo que transmite uma ideia, mas uma força que transmite uma realidade, algo de concreto.
Dizendo de um outro modo, a palavra não apenas comunica algo, mas faz acontecer [música] algo. Portanto, não é a palavra que perdeu força, não é o evangelho que perdeu eficácia e apelo de convencimento. Não é que Deus e seu filho não interessem mais aos seres humanos.
O problema encontra-se em outro lugar, onde nos anunciadores, nos semeadores está o problema. Eles se perderam em meio à sua incoerência e contradições. Afinal, deixamos de ser profetas da palavra.
e nos convertemos em funcionários do templo, dos sacramentos, dos rituais, das obricas. Esquecemo-nos que a palavra de Deus não se associa a sacerdotes na Bíblia, mas aos profetas. Por exemplo, Zacarias, o pai de João Batista, ficou sem palavra, mudo, como nos diz Lucas, capítulo 1, versículo 20, enquanto a palavra veio até João no deserto, no templo, não no templo, mas no deserto.
Lá em Lucas, capítulo 3, versículo 2. Tão entendendo? Aqueles que anunciam ou pensam anunciar a palavra de Deus nos dias de hoje devem se perguntar sinceramente se estão convencidos, entusiasmados, seguros e enamorados por essa palavra, como nos pedia Papa Francisco.
[música] Do contrário, não serão capazes de convencer e evangelizar ninguém. triste fim para uma palavra tão forte e eficaz, a qual poderá cair no esquecimento e na relevância diante de um mundo que traz tantos outros apelos e ídolos para serem adorados e seguidos. Que fique claro o seguinte, e aqui eu faço minhas palavras de José Antônio Pagola, um renomado biblista espanhol.
[música] Diz Pagola. O mais decisivo não é o número de pregadores, catequistas e professores de religião, mas a qualidade evangélica que os cristãos puderem irradiar. O que espalhamos, indiferença ou fé convicta?
Medicuidade ou paixão por uma vida mais humana? É bom pensarmos. E agora, concluindo esse nosso momento, [música] eu vou fazer essa oração que já está aparecendo aí na sua tela.
Ela é de Cozimo Palhara, que é um Carmelita. Vamos rezar juntos. Você já está visualizando aí.
Senhor, a tua parábola do semeador diz [música] respeito a cada um de nós, aos caminhos da nossa vida, às durezas do cotidiano, as dificuldades e aos momentos de docilidade que compõe a nossa paisagem interior. Somos todos de vez em [música] quando, estrada, pedras, espinhos e também terra boa e fértil. Livra-nos da tentação dos poderes negativos que tentam anular a força da tua palavra.
Fortalece nossa vontade quando emoções fugazes e inconsistências tornam menos eficaz a sedução [música] de tua palavra. Ajude-nos a preservar a alegria que o encontro com a tua palavra pode gerar em nosso coração. Fortalece o nosso coração para que na tribulação não nos sintamos indefesos e, portanto, expostos ao desânimo.
Dá-nos força para vencer a resistência que colocamos à tua palavra quando surgem as preocupações do mundo. [música] Ou somos enganados pela sedução do dinheiro, seduzidos [música] pelo prazer, pela vaidade de aparecer? Faz-nos terra boa, gente acolhedora, para podermos prestar o nosso serviço [música] à tua palavra.
Deus abençoe a todos vocês. Beijo no coração de todos. [música] Muito obrigado por nos acompanhar, nos seguir e compartilhe esse nosso vídeo [música] e o texto também dessas nossas homilias.
você estará ajudando na evangelização. Até a próxima semana, se Deus quiser.