A semana do consumidor Amazon já tá rolando. >> Ofertas com até 80% off. Obrigada. Milhões de cupões e frete grátis. Aproveite. >> Vai termina o comercial, então. Brilha Diva. >> Ihu. >> Esse é o jogo do Resta um. Quem vai pegar a última taça de camarão? Cafu ou Nicole? E quem venceu foi Nicole. A diversão tá aí. Super bet, você sente quando é super. Pode p estamos ao vivo para mais um PD P. >> Se acomode. Seestou. Vamos embora. Inclusive, uma salva de palmas para começar do jeito certo. >> Tá cheio de gente aqui. Eu
gosto disso. Eu gosto dessa alegria. >> Ô, e que que você tá? Essa aí é nova, Hein? Vira de costinha ali para você mostrar pode p escrito ali, ó. Ontem tivemos no evento. Ah, Jordan I. Que isso, hein? Vi de pertinho isso aí. Você tá bem, cara? >> Isso aqui o homem pulo mandou para mim. >> Foi? >> Oxe, >> Jump Man, né? >> Você sabe, mítico jovem. Tô ótimo, mano. Tô feliz, tô empolgado. Não, não tinha como terminar essa semana de uma melhor Forma. >> Semana boa, né? [ __ ] >> repleta de trabalho
e alegria e sagacidade. >> Como que você tá? >> Eu tô, não tô bem, mano. Porque eu tô dodo tô com alergia. >> Filho do Chiquinho da Eliano, filho do Geraldo Luiz. Balança. >> Eu tô um pouco dodo alergia, mas eu tô aqui, mas tô feliz, tô cima. >> Outra se chega aí na sua casa que o papo Aqui vai ser muito [ __ ] de verdade, tá? sempre quando vem aqui o bagulho é da hora. >> Antes de apresentar nosso convidado maravilhoso, eu preciso falar das marcas aqui da casa. Começando por um patrocinador novo,
que inclusive eu quero mimos lá em casa, que eu tô cheio de cachorro, >> cara. Tem três pitbull. >> Pet, ajuda nós, hein? Petlove é o maior plano de saúde pet do Brasil com Microchipagem gratuita. Entendeu? Sabe o que é microchipagem? Teu cachorro sair correndo pelo portão, você vai aqui, ó, no celular, fala: "Ah, tá ali, ó". E vai acompanhando, vai atrás do homem, entendeu? do cachorro, no caso. Diversos benefícios de 8.000 parceiros entre clínicas. Ah, não. Diversos benefícios e 8.000 parceiros entre clínicas e hospitais veterinários. Contratação 100% digital, fácil e rápido pelo site ou
pelo aplicativo. >> Só baixar o app aí que você já tá ligado. >> Qcode na tela. Maravilhoso. Cupom de desconto pode para 50, que te dá 50% de desconto na primeira mensalidade. Então é só você apontar a câmera para o QR code que está nessa tela maravilhosa. >> Conhece o trabalho deles nas redes sociais aí também para você, pô. 50%, Igão, meu Deus do céu, dá mole não. Tá bom, >> bora falar da nossa parceira Pepsi Black, mítico jovem. Quem gosta de futebol sabe que Pepsi Black patrocina a UEFA Champions League há mais de 10
anos e agora vai começar, já começou, né, as oitavas de finais, né, Alex? O couro tá comendo, né? >> Você é louco. Só tem jogão. Vai começar às oitavas. Já começou, como eu disse. >> Ô, Domingo, vamos fazer um churrasco, então. >> Aí você falou música para mim. Aí você falou música >> mais intensa. >> Escaneio o que a Record tá na tela. Pede a sua Pepsi geladinha na sua casa para tudo ficar ainda mais intenso. Inclusive um jogo de UEFA Champions League e toma essa. Tá bom. Quer code na tela. Pede uma Pepsi Black
geladinha gostosinha na sua casa. >> É muito bom cara. >> Mítico jovem. >> Fala querido. Igão Underground. Tá ligado? >> Ai [ __ ] Me to orange juice. >> Ó debux Wizard é uma das nossas patrocinadoras inglês que abre portas, viajar, empreender e criar conteúdo no mundo inteiro. Mítico jovem. Eu já ia falar que semana que vem vai ter um convidado aqui internacional. >> É verdade. >> Não pode falar, né? Ah, que você preparou um vídeo, né? Você quer like, né, Natã? >> Ele é muito grande. >> É muito grande. Quebra cesta. Ó, Wizard on
inglês online, ao vivo de com o professor. Estude de onde você quiser. Semana do consumidor, oportunidade única na Wizard, porque tem matrícula grátis, sem taxa alguma, tá bom? E tem o bônus exclusivo que é a WHPEN. É aquela caneta que quando você encosta na apostila da Wizard, ela te dá a pronúncia certa daquilo ali. >> Ela fala: "Cara, caneta fala." >> Então, às vezes você tá com dúvida, você Encosta a caneta, ele vai falar assim: "Orange, sei lá, qualquer coisa que tiver". Aí você vai saber isso, mítico jovem, entendeu? Então, urgência, condição válida só até
dia 21/03, tá perto de acabar. Então, esquina aí o Qcode e destrave seu inglês com IS. Sem aulas de conversação, Igão. Sem aulas de conversação. É sério, eu Igonçamos a estudar na Wizard. Tá muito legal. Nossas aulas estão aprendendo e estamos destravando tudo mesmo. Tá, você confia, Né, Igand? Daqui um tempinho nós estamos como? >> Yes. >> Picando muito mesmo, tá ligado? >> Sabe? Ó, falar do nosso patrocinador Amazon, falar do nosso patrocinador master, né? Falar que já está rolando ofertas na semana do consumidor na Amazon. Que é isso? É semana do consumidor toda semana?
Isso aqui tá bom demais. O desconto de até 80% off, milhões de cupons, frete grátis para Todo o Brasil. E para melhorar ainda tem cupom de R$ 40 off. Tá mão hoje em compras acima de R$ 350. >> Que isso, hein? >> Só no aplicativo de produtos elegíveis. Tá bom. >> 80% off. maior desconto dá mole não. Baixa o aplicativo da Amazon aí também vai. >> Lembrando que na nossa descrição tem link para você participar do Pode paquera e desencalhar, >> entendeu? O programa da Liv Rafaele. >> Ô, o último programa quem gravou foi o
Winderson, mano. Meu Deus do céu. >> Semana que vem tá no ar. >> Ou também para você que é uma senhora de 60 anos mais, quer participar do programa do Bruno, que é uma plateia igual do Silvio Santos, só vovó. >> Você viu ontem a gente saindo as velinhas tudo pegou nós ali? As velinhas tava or >> manda vídeo pro meu neto. As velinhas da hora. Então é isso, links na descrição, tem a nossa comunidade no WhatsApp e é isso. Bora lá. >> É isso, né? Que isso, hein? Cheio de patrocinador. Muita coisa acontecendo. É
o Podp podcast, né? >> Muita gente trabalhando para isso que acontece. >> Anos aí falando besteira para vocês aí. >> Besteira não, mico. Que a gente agrega. Às vezes tem umas besteira também. >> É normal, né? A vida é assim, né, Gão? >> Graças a Deus. Recebam com muito carinho, façam muito barulho. Derrubem esse estúdio, pois ele voltou. >> Mais elegante do que nunca, hein? >> Nossa troca. Pensei que tinha entrado aquela imagem do do universo, >> mas bonito também. Bate muitas palmas pro nosso convidado de hoje, Micida. >> Boa. >> Mais palmas. Eu quero
mais palmas. >> Obrigado. >> Muito obrigado. Muito obrigado. Muito obrigado. >> Você merece, irmão. Todo mundo veio aqui só para te ver. >> É mesmo, né? Eu não tava entendendo nada porque eu tava ali, né, o camarinho aqui do lado >> e eu comecei a ver todo mundo passando e entrando aqui. Eu falei: "Mano, o bicho pega atrás dessa porta". Pelo jeito eu não tinha vindo aqui ainda, né, mano? Aqui é novo, né? >> É verdade. Aqui é novo, >> mano. >> Tem uns 5 meses. >> Desde aquele dia do do lançamento do Records, >>
cara, a gente nem acreditou que você veio aqui, primeiramente, tá? >> Eu eu eu tô precisando fazer um rebranding, né, irmão? Porque as pessoas também acham que eu não saio de casa de verdade. Eu saio de casa, eu tenho fotos para provar. >> Você sai pra onde? >> Ah, eu levo minha filha na escola, vou na feira, adoro ir na feira. Comprei um carrinho novo, >> ó. Merece, >> você entendeu? >> Conforto, né? >> Tá ligado? Tipo assim, carrinho, carrinho, carrinho mesmo, entendeu? >> Carrinho de feira. >> Carrinho de feira, mano. >> Ah, eu tava
pensando que já era um automóvel, pá. Eu lancei um carrinho novo. Eu merece conforto, pabal. É diferenciado. Tradicional, mano. É de duas divisãozinha. >> Eu tenho terra e o primeiro andar só furadinhos, tá ligado? O clássico, filho. É o clássico. >> Clic dourado ou prata? >> Prata. Você vai na feira com carrinho? >> Vou, mano. E as pessoas desacreditam, >> malandro. Qual que é a primeira barraca que você vai caçando? >> Minha filha vai dar muita risada disso. É do pastel, >> pô. Então você já vai pro final da feira. >> É, mas agora o
pastel tá atacando nas duas pontas. Pastel, pastel causa de cana que é uma máfia, né, mano? Não tem como você tomar um sem o outro. É venda casada. Venda casada, >> você sabe, >> pô. Então você, >> eu sou rapper também, [ __ ] >> Já chega querendo pastelzinho de calça. Boa >> para animar, mano. Tá ligado? Pizza, >> pizza, >> pizza, mano. Pizza. E você? >> Bom. Ah, carne com queijo, eu acho. >> Mano, sou meio conservador nesse barato. >> Sério? Só carne, né? Não mistura os dois. >> É carne com queijo já é
não tinha na na Minha infância assim. Tem umas coisas que eu demoro para desapegar. Se eu tinha os básicos, né? Tipo palmito, pizza, carne, queijo. Franco com catupiri já é uma novidade, já não tinha frango com catupiri na infância, entendeu? Então eu sou meio apegado a isso. E tem também, né, o especial que era o especial. >> Nossa, aí é carne com >> eu gosto daqueles especial que vem um ovo inteiro, irmão. >> Você coloca >> sem cortar. >> Nossa, é muito bom, muito bom. Muito bom. >> Mas obrigado por ter colado na nossa festa
aqui de estria do po Recorda, mano. Caramba, >> você viu que vibe legal. Eu acho que tem uma coisa muito bonita nesse movimento de vocês. Vocês construíram a trajetória agregando muito a quem vem aqui também, >> sacou? >> Eh, e acredito que nesse momento, e não tô falando isso também porque eu tô aqui, as pessoas tá ligado, falou isso fora daqui também. Obrigado. >> Eu acho que vocês tá se convertendo numa plataforma, tá ligado, que cada vez agrega mais vozes. Não sei como vocês vê isso, tá ligado? Tipo, mas eu acho que é um negócio
muito poderoso pro Brasil nesse momento. >> É que dentro do furacão é difícil de ter Noção das coisas, mas a gente sabe da importância e da responsa que é. E também estamos muito feliz que após o a estreia da Records, isso aqui tá um antro de gente legal, mano. >> Tá ligado? Eu passei ali, tava o nego Max, a Tácia Reis, falei, >> acabei de trombar eles ali também. >> Falei: "Caralho, que da hora". Aí ontem, outro dia tava o Zé Vaqueiro, que o Winderson também tava, aí tava o sózia do MC Cabelinho. Eu falei:
"Nossa, Perfeito, muito obrigado". Aí passa o Marcelinho Carioca, cumprimenta os cara, os caras ficam: "Caralho, Marcelinho Carioca". É, ele fala lá, >> fica um artista assustado com o outro, né? De cada >> isso é muito da hora, tá ligado? E e é uma coisa que eu ouvi das pessoas que eu sou fã, que era assim os os corredores da MTV, do VMB e tal, que era essa vibe. Então, tipo, tá construindo isso hoje, eu me sinto privilegiado. >> A gente tá buscando isso. >> Inclusive, tem um recado para você, viu? Que tá aqui para ver
o Micida. Oxo, >> joga o Qcode na tela aí da turnê do homem. >> Boa. Aí você me fortalece. >> Ah, por favor, né? Fizemos tantos merchãs aqui. Agora fazer um importantíssimo. Vai ter turnê do Micida, vai ter duas datas em São Paulo. Você que é de São Paulo e de outras regiões também, se atente. Escanei o QR Code, parceria com a 30e. Obrigado, viu, gente? De verdade, assim, ó. Espero que venda muito. Primeiro show já tá esgotado, né, irmão? >> Vamos, graças a Deus. Estamos aí na luta a segunda data também. >> Cara, tá
ansioso para isso começar? Eu tô, mano. Tô porque tem sido muito divertido produzir, tá ligado? Tem tem sido um quando você começa a fazer isso, e acho que vocês têm uma coisa parecida aqui, Né, mano? Você começa a fazer isso com muita frequência, eh, você começa também a se sentir provocado de fazer uma coisa diferente, diferente, >> né? >> Porque também se você fica fazendo sempre a mesma coisa, até você perde o tesão mesmo de fazer o barato, sabe? E eu acho que a gente conseguiu conceber um espetáculo que ele passa por muitas formas de
arte, saca? Então assim, eu tô tendo que estudar para fazer o meu show. >> Que louco isso. >> Eu tô vendo todo mundo a milhão e eu também tô ali. Eu tô tipo, mano, não, eu também quero estar à altura dessa dedicação que tá todo mundo colocando, sabe? >> Então, tem um bagulho de treinar mesmo, de estudar. E eu tô tô me divertindo, man. Tô cansado. Tô cansado, mas tô me divertindo. >> Mas você quando você diz que tá estudando e treinando, é para você Conseguir encaixar o MC da Racional junto com a sua discografia
que já existe, porque a galera vai querer ver as duas coisas juntas ali. >> Sim. >> Então isso deve tá deve tá sendo um desafio legal, >> cara. Não é esse aí o maior desafio. >> Não é >> não. >> Qual que é >> esse desafio? é relativamente simples. Demora, mas depois que eu consigo juntar meio que um uma ordem de músicas assim que conta a história, meio que é um desafio >> superado. >> A questão, mano, e aonde eu piro mesmo, >> eh, todo esse projeto como um todo, ele tá muito ancorado no que
é o valor do sentir. Tem uma, tem uma parada de sensação mesmo. E a gente se juntou e fez muitas audições, escutou, leu, Conversou, montou uma outra forma de montar o espetáculo, né? Ao invés de, sei lá, contratar as pessoas e dar uma agenda de shows pra gente ensaiar dentro do estúdio até a data do lançamento, a gente há algum tempo trabalhado numa outra lógica, né, de trazer a rapaziada, fazer uma vivência mesmo para refletir sobre a linguagem. E aí a partir do momento que todo mundo tá familiarizado com a linguagem, aí a gente parte
para uns estudos específico, tipo a guitarra É isso, a bateria vai fazer isso. E aí depois desse lugar a gente vai de fato pro estúdio, que é meio na reta final, que aí todo mundo já tá muito ambientado com a parada, já sabe os códigos daquele tipo de música. A gente, o que eu mais me divirto de fazer é conseguir conceber um espetáculo de rap. que ele é contemporâneo, mas ele troca uma ideia muito [ __ ] com as sensações que são evocadas pela música brasileira desde sempre, tá ligado? Essa é minha pira, tá Ligado?
>> Demorou quanto tempo esse processo para até você falar: "Agora estamos pronto, vamos para turnê". >> Mano, eu não falei isso até agora, mano. >> Ah, que isso? >> Não tem, não tem não tem um bagulho do Roberto Carlos que, tipo, disz que você não termina, você para de mexer igual reforma, né? É, mano, isso aí, tipo, se você me der mais uma semana, eu vou arrumar coisa para consertar. >> Mas alguém deve ter falado: "Cara, isso tá muito legal, vamos paraa estrada". >> Deus falou: "E o orçamento também, vocês precisam começar a fazer entrar
dinheiro". Aí >> já gastou muito, tá ligado? vai trabalhar, mano. >> Meu irmão, meu irmão, que você me trouxe uma parada de de que o esse álbum ele é mais sensorial, ele é mesmo. Tem momentos ali que você até indiretamente pede uma calma, reflita, ouça. >> Sim, >> entenda o que tá sendo ambientado aqui. Você vai, como que você vai conseguir transformar isso pro show? Esse sentimento ali, aquele lance da sua mãe, aquele momento que só tem um algo tocando bem baixinho e você tá tipo assim, mano, que que ele tá querendo? Sabe, eu tava
ouvindo o >> próprio instrumental, né? >> Você tava, eu tava ouvindo o álbum e eu tava tipo, não vai canetada agora vai Vir aí tá só instrumental. Aí eu tava vendo que eu tava ansioso, eu não, esse pai é para eu relaxar mesmo, né? >> Tá, deixa eu ouvir. >> Era para isso, irmão. Você tava sentindo que a galera tá acelerada. É isso, mano. Eu acho que mais do que simplesmente fazer um julgamento da gente tá acelerado, eu acho que a gente foi colonizado pelos números. Então, o nosso parâmetro virou os números que marca a
nossa relevância no digital. Eh, é a forma como a gente tem existido digitalmente. O projeto como um todo, ele provoca para que a gente, não, eu não sugiro que a gente volte a viver nas cavernas, mas acho que existem características muito bonitas do ser humano. E o sentir é uma delas, a capacidade de, tipo, entrar no tempo de algo, porque as relações elas estão indo para um lugar aonde a gente não se preocupa mais em conhecer o tempo de Algo, saber o que que é o tempo do igão >> para entrar dentro dessa história. O
que que é o tempo do mítico, do mitico? muito bom >> para entrar dentro dessa história, sabe? Então, eh, a primeira grande homenagem é ao tempo. Então, ele é um, tem uma pesquisa muito grande, tá ligado? E tem uma contribuição depois dessa pesquisa de gente muito primorosa, né? Imagina que você tá falando da primeira faixa ali, tem o Amaro Freitas relo desde o Moacir Santos até o Chopan, Debi. Ele começa a falar dessas coisas, eu falo: "Mano, eu vou só até a página três aqui, entendeu? Daqui pra frente eu vou só confiar em você". >>
Fechou? >> Sabe, então eu acho que o espetáculo ele é um convite de novo para que a gente entenda o potencial do sentido da audição, tá ligado? Então, a gente tem um show poderosão que A gente aprendeu ao longo de toda a trajetória. É, foi uma grande escola, mas eu acho que agora no lugar onde eu tô mesmo, onde eu me entendo como artista, eh, eu gostaria de extravazar mais algumas possibilidades, sabe, de interpretação mesmo, ir para um lugar, eh, vamos, vamos supor assim, vamos pensar que eu tô tentando me superar enquanto artista mesmo, como
uma competição, uma batalha minha comigo mesmo ali. E como que você convence as Pessoas que trabalham com você de soltar músicas instrumental? Porque, por exemplo, quando sai um álbum seu, eu falo: "Meu Deus, nós quer ver as barras, né? >> E aí vai ter uma música inteira só de instrumental". É tipo: >> "Hum, e aí?" Mas por qu >> e e os nossos charts? >> É. E aí? Isso é isso que eu tô falando da indústria também, sabe? Tipo, cara, só instrumental. E aí, Micida? Três, Quatro músicas só de instrumental, >> véi. Cadê TikTok, velho?
Tem que viralizar. Cadê você dando as letras? Como que foi para você convencer isso? As pessoas que trabalham com você a si próprio também, >> mano. Eu tive que primeiro, vamos pensar assim que a gente tá falando de um projeto que ele é uma homenagem ao Racionais, >> [ __ ] Tá ligado? Responsa >> é uma responsa muito grande durante as Sessões de estúdio. Isso um bagulho que eu anotei desde o começo e mandei pro Feijuca, nós ficou quebrando a cabeça porque não só nós queria homenagear os Racionais, nós queria passear pelas referências que era
nossa e que foi trazida pelos Racionais, tá ligado? E aí entender as referências dessas referências também para tipo conseguir criar uma linguagem coesa que fosse do começo até o fim. Esse disco é um disco que você precisa escutar ele como um Filme, mano. Você precisa parar. Você não assiste um filme correndo >> ou você não assiste o filme lavando a louça enquanto o filme tá na TV? >> Não, você precisa assistir o baret. Você precisa tipo, você vai assistir com os ouvidos. É isso. >> Tudo foi muito, foi foi sensivelmente desenhado para isso. Então, quando
a gente olha para essas faixas que são instrumentais, e é louco, né? As pessoas estão desabituadas Eh a entrar numa faixa sem voz de uma maneira, mas também isso é completamente compreensível, porque você entra no disco do MCDA, você quer ver o MCida falando alguma coisa, né? >> É, uma introzinha. >> É, mas por outro lado, cara, tem uma coisa que é valiosa, que é um negócio de esperar. É exatamente isso, porque a faixa que vem antes, ela também vai trazer uma densidade de coisa que vai precisar de um tempo para compreensão. Esse não foi
um disco pensado para ser compreendido rápido, tá ligado, mano? Ele talvez seja o contraponto dessa lógica, entendeu? Porque eu acho que a gente precisa se provocar a fazer coisas que são provocativas como artista mesmo. E esse é um direito que a gente tem. A arte é meio que o último bastião da imaginação humana, entendeu? Depois da arte o que que tem? A gente evoca a sensibilidade das pessoas. Então eu quis usar o disco Como uma plataforma de provocar o senti de novo. E aí, mano, você abre espaço. O Damian, um dos produtor do disco, ele
fez um comentário maravilhoso no estúdio. Ele disse assim: "Mano, essas faixas instrumental tá tipo quando você vai no restaurante e aí entre um prato principal e outro, vem o cara e fala assim: "Iso aqui é para vocês limpar o paladar aí porque vai vir um o prato, entendeu? Vocês vão sentir isso". Então tem uma coisa que é realmente uma Experiência sensorial e você vê isso, né, nos comentários. A rapaziada que saca mais de música começa a pegar cada um dos detalhezinhos que tem ali dentro. E aí a outra rapaziada, uma molecada mais nova, que alguns
saca, mas nem todos sacam tanto, começa a entender a sutileza. Então a gente chegou numa ideia de que antes de qualquer outra coisa, mano, a música rap é uma música de escuta, tá ligado? E fazer música, as pessoas entendem que é Produzir algum tipo de som, mas a primeira coisa que você precisa fazer é escutar. Então esse disco ele fala sobre isso. Durante a produção. Eu escutei um podcast, mano, que é maior doideira, tá ligado? É um podcast de um cara que chama Fernando Céspedes, chama o Ser Sonoro. Mano, esse era um cara legal para
vocês trocar uma ideia também. Não sei se ele já veio aqui, se vocês trocaram uma Ideia. fala, >> mano. Ele explica meio que através da música, eh, do que a gente escuta, como o aparelho auditivo do ser humano foi se desenvolvendo e o com ele é maravilhoso. Então, por que que quando a gente escuta um som grave, a gente fica tenso? Tá ligado, mano? Por que que a gente escuta um som de água? >> A gente fica tranquilo porque água significa vida, tá ligado? Mano, >> e quando o ser humano encontrava água, Ele sabia que
ele encontrava vida. Imagina então que, mano, caçadores, coletores caminhando no meio do deserto, tá ligado? Areia, areia, areia, areia, areia. A hora que esse cara encontra um oases, ele ouve o barulhinho da água, tipo assim, eu vou viver mais. E até hoje esse bagulho ficou no nosso sistema auditivo, >> entendeu? Então você vai fazer um bagulho, sei lá, >> uma meditação, né, mano? Os cara põe um Barulhinho de água, tá ligado? Aquelas cascatinha, tal. >> Que para dormir eu boto barulho de chuva. É mesmo? >> Que [ __ ] mano. >> Ou de útero, né?
Tô zoando. >> É tipo um secador ruído branco, né? >> Isso. >> [ __ ] >> [ __ ] >> Teve teve muito essa coisa de explorar os ruídos, né? Se você pega o disco, Então ele começa com uns grilo, tá ligado? Entre as faixas você vai ouvir esse som da noite. É um disco que só os ruídos dele vão contando uma história por si só, né? Então você sai da escuridão e vai caminhando para pro dia e termina numa faixa que ela tem, mano, todos os pássaros cantando, que para mim é uma manifestação da
vida, assim, é só de você conseguir valorizar esse momento que a gente tá vivendo. O momento mais importante da vida é esse aqui. >> A gente parou de valorizar o presente, a gente só foca no futuro e ac tipo parece papo >> futuro >> batido já, mas é real. É o que ele disse, mano. A gente não tá, na maioria das vezes, eu percebo que a gente não tá 100% do tempo onde a gente tá mesmo, de fato, tá ligado? A gente tá sempre, tipo, preocupado com uma outra coisa. Tá muito ansioso tudo, sabe? Acho
que a internet também ajudou a >> a internet, principalmente na música também, né, cara? A gente tá preocupado com os primeiros 15 segundos da música ali, o que que vai bater, >> tem que chamar atenção, tem que não sei o quê. Mas a Fabiana Cosa, uma vez, Fabiana Cosa é professora, né, mano? Ela falou que a gente precisa sempre compreender a música e a arte como um todo em duas dimensões. Uma é a indústria, a outra é a cultura. Então, assim, existe essa Forma que é a forma da indústria, a gente sobrevive nela também, tá
tudo certo, é o jogo, a gente tá dentro desse tabuleiro, não existe fora da realidade, entendeu? Eh, o o Misuriana tem uma frase maravilhosa, né, que é ser o MC mais underground também é mais um caminho para o mainstream, porque não existe fora da indústria, da realidade, >> tá todo mundo no jogo, né? >> Não, você tá de alguma maneira, você tá Dentro desse jogo. Agora, a forma, existem muitas formas de você tá dentro desse jogo, sabe? E aí, nessa dimensão eu acho que a gente precisa lembrar da dimensão cultural da música. Quando você pensa
cultura, você não pode pensar estritamente pela mel na dimensão comercial. É importante, é importante que a gente pague nossas contas, mas é importante que a gente também fomente, que a gente sustente isso, que a gente crie condições para Que surja uma renovação, tá ligado? >> Tô ligado. >> Então é um desafio que a gente precisa ter como cultura intergeracional. Tá, mas eu queria que você contasse pra gente e você vai ter o tempo que você quiser aqui para isso, que é desde o começo, Micida, quando é que é que você tá em casa e fala
assim: "Racionais, vou lá, tenho esse peito e vou lá, vou ligar pros cara, será?" Me conta essa história, porque eu entendo, Você tem uma proximidade grande com eles, mas a gente não sai do papel do fã, a gente não sai do lugar do fã, do Racionais. Como é que você tem esse essa coragem que eu acho que é uma coragem muito [ __ ] muito bonita? >> Cara, o melhor lugar da indústria, o melhor lugar para se existir dentro dessa indústria é o lugar do fã. Tem bagulho que só um fã pode fazer, mano. Tá
ligado? E o fã, ele não faz a menor ideia de quantas vezes é ele que Salva o ídolo, acreditando que o que acontece é o contrário. >> É todas as vezes. Eu acho que é isso, >> tá ligado, mano? Então, o melhor lugar para citar >> é o lugar do fã. E eu acho que o que aconteceu comigo de bater o martelo e falar: "Vou nessa primeiro, mano, eu queria muito provar um barato para mim mesmo." >> O quê, >> cara? Eu queria provar que, tipo, depois De tanto tempo fazendo isso, eu consegui encontrar uma
forma que fosse original e fizesse justiça ao que aconteceu antes de mim, tá ligado? que fosse bonito e que eu conseguisse, por exemplo, fazer um projeto onde eu colocasse eh os meus maiores ídolos, que são os racionais, no lugar que eu os observo intelectualmente, saca? Porque a maior parte das pessoas quando escuta Racionais não transcende o estereótipo, tá ligado, mano? Porque é Difícil você transcender o estereótipo. É uma sociedade muito preconceituosa, tá ligado? Então, na cabeça da maior parte das pessoas, talvez o Racionais seja só um bagulho inacessível. Os cara com cara de mal, uns
cara de quebrada estão falando bagulho de crime meio cho. Não, mano. >> Por isso coleres e valores. >> É porque eu acho que tem uma incompreensão com relação a esse projeto. >> É que ele tava muito à frente do tempo, né? >> Pr caramba. Tanto que tem uma rapaziada que tá compreendendo só agora. >> O quê? Quantas vezes o irgão escuta nós fala: "Meu Deus, esses caras tava muito avançado". Você é louco. Aí eu eu compro quando eu mostrei pro mítico, ele falou: "Não, mentira, >> isso aqui é trap, >> caralho". Eu falei: "Vai". >>
Quantas vezes a gente já ouviu esse som Muito felizão, gritando no carro. >> Louco, né, mano? >> Louco, mano. >> Onde que que é isso, né, mano? Tipo, mais do que ser relevante, artisticamente falando, os caras também são visionários e nem sempre a indústria tá pronta para compreender um visionário, sacou? Então eu quis, >> talvez ele seja louco até ser compreendido, né, >> mano? Na verdade tem uma tiazinha e psiquiatra brasileira que já faleceu, mas ela talvez seja a mais importante, mais conhecida das psiquiatra brasileira, que a Nise da Silveira. Ela tinha uma frase maravilhosa
que era os artistas e os loucos mergulham na mesma água. A diferença é que os artistas volta, mano. >> [ __ ] >> É, esse é o nosso trabalho, irmão. Tá Ligado? Louco até dá certo, né, >> cara? E é louco isso também, né? Porque aí quando dá certo também você fala tipo, mas o que que é dar certo? Entendeu? Tem um monte de gente que, tipo, supostamente deu certo na indústria e quebrou por dentro. >> Mas quando você viu esse álbum Cores e Valores, como que foi para você sua recepção desse álbum? >> Lá
em 2013? Mano, eu pirei porque eu vi ele como um filme E eu admirei ele nesse lugar de ser uma experiência sensorial. que construí a imagem dentro da gente. E ali, mano, >> quando toca aquele instrumental faz informação, irmão, a informação mais importante de todas é que assim, no final, rap é o primeiro cinema do mundo, tio. É isso, tá ligado? O que que é o primeiro cinema do mundo? Você volta milhões de anos na história, o ser humano tá numa caverna com tambor contando como foi o dia dele, tá ligado? Em volta de uma
fogueira. Rap. É isso, mano. Só que com o quê? Vários joguinhos de palavra, várias brincadeiras sonoras que muito foi desenvolvido pelos idiomas musicais dos africanos, tá ligado? Que atravessaram o Atlântico na escravidão e, mano, fundaram o que a gente entende por cultura popular. Tudo é tambor, mano. Porque nós tem um tambor no peito, tio. Verdade. >> Tá ligado? Nós tem um tambor tocando Dentro do peito. Tudo é tambor, mano. Então o que isso eu entendi depois de trampar junto com a Civuca percussionista, tá ligado? E e outros irmãos da Percursa Café também. Eh, mas eu
acho que eu eu troquei mais com a Civuca nessa coisa do aprendizado de pegar uma célula ali e ficar eh estudando aquilo e entender que o que eu faço é uma forma de percussão com as palavras. O rap é uma forma de percussão com as palavras. Então o que a Gente faz é transpor esse tambor milenar para um jogo de palavras, tá ligado? E essas palavras e enfim, tem mil formas de fazer rap, né, mano? A minha favorita é essa. Eu fico, tem duas coisas que, mano, me dá um tesão absurdo, que é assim brincar
com a sonoridade e o sentido, tá ligado? Então assim, eu adoro quando uma coisa consegue abrir uma chave na sua cabeça e aí de repente você >> fala: "Mano, não, ele tá falando de Outro bagulho aqui". Que isso é uma tecnologia poética que o Brasil desenvolveu muito bem, tá ligado? E muito por causa das opressões. A gente precisou esconder a denúncia dentro da poesia, >> tá ligado, mano? Então você vai ouvir eles Regina, não quero lhe falar, meu grande amor. >> O cálice, >> tá ligado? Sim. >> Eh, e outro, sei lá, de batuque na
Cozinha assim, ah, não quer, sabe? Tudo isso. Então, o Brasil ele desenvolveu uma forma de falar sobre algo sem necessariamente colocar isso na dimensão principal, porque ele sabia que nem todo mundo ia conseguir compreender aquilo. E existe uma realidade de opressão que inclusive persegue quem denuncia, tá ligado? Se você pegar eh o Gonçalves Dias, você pegar o Machado de Assis, eh até mesmo o Mário de Andrade ou será o Dorival Cim ou Sabotagem, você vai encontrar >> similaridades. >> Similaridades, mano. Tá ligado? É louco isso, né? Se você pega, por exemplo, Sabota, vamos pegar o
Sabota aqui, mas da do nosso tempo, do nosso universo. >> Temos coisa para falar de sabotagem. >> [ __ ] tem sempre muita coisa para falar de sabotagem. Tem um som seu que você, se eu não me engano, é quotovale o show. >> Aham. >> Que você encerra falando da morte do sabota. >> Por quê? Porque depois dali você começou a rimar. É por isso que a se encerra ali assim. >> Não, não, mano. Porque primeiro essa música, ela é um espelho da letra do Brown enquanto vale o show. que nos >> Mas a partir
da perspectiva da minha geração. Então, como você entende esse filme, né? Essa letra primeira a coisa mais fantástica, a coisa mais fantástica Dessa letra, meu mano, e que passa batido da cabeça das pessoas, porque elas estão muito presas no estereótipo. É, a gente tá assistindo a adolescência do Mano Brown. >> Sim. E é muito louco. A música já do Rock Ball boa. E ele falando >> 83 era legal, sétima série tinha 13 pai e tal, tudo era novo e um tempo brutal. O auge era o Natal, quem é quebrada sabe. Beijava a boca das minas.
Nas favelas de cima tinha um som e um clima Bom, tá ligado? >> Aí ele começa agora. >> E aí, mano? >> Oli, Dijavan, Bilidin, [ __ ] Aí você fica, [ __ ] o Brau curtiu isso, [ __ ] Não é isso. Ouv, não é isso. >> Sim, sim. Porque muitas pessoas desconhecem uma coisa que ela é crucial para compreender o rap no Brasil. A primeira geração não é a primeira, não é a geração do Racionais, tá ligado? Tem uma geração que antecede o Racionais, Que é uma geração, vamos dizer assim, não, não quero
ser injusto com essa geração, mas é uma geração de música mais festiva, menos denunciatória. Então você vai ver, por exemplo, final da década de 70, você vai ter o Black Juniors participando do Trapalhões, tá ligado? Cantando Mas que lindo estás, tá ligado? Você vai ter o Pepeu cantando nomes de min. Não, o Msun tem uma piada maravilhosa que hoje seria impensável, que é o Didi pintado de preto dançando Junto com o Black Juniors. E o Didi faz uma dança e tem uma piada que é muito boa, que o Mussum fala para ele assim: "Tá vendo?
Foi só você ficar mais preto que você ficou inteligente, tá ligado?" Mas tem esse bagulho, você procurar no YouTube, você acha o Black Junor. >> E que louco, né? O Mosson é um cara que, infelizmente, morreu no estereótipo e fica muito no estereótipo, mas se você for ouvir o originais do samba, >> a caminhada do homem, >> o que tem de denúncia vestida de felicidade é um absurdo. Como que isso não é uma dádiva? É um talento surreal, >> meu mano. Eu eu vou eu vou até além, Igão. O originais do samba é uma das
bandas mais importante pra gente escutar no rap no século XX. >> Que [ __ ] >> Tá ligado? >> Sim. >> Se liga só nesses últimos 5 anos, Eu sem combinar >> BK, >> o Baco, BK, D2 e vários outros. se ampliaram originais de alguma forma ou referenciaram originais. Isso não é um detalhe. Originais é a nossa raiz, mano. Entendeu? O X quando se ampliou na subida do morro é diferente. >> Nossa. >> Tá ligado? A fuga cinematográfica é para Quem pode. >> Tem uma do Happy Hood que eu não sei se é, eu não
sei se é originais do samba. Ah, não, não é. Mas aquela aquele do Zé brasileiro do Happy Hood também não dá. Mas Happy Hood não dá também, né? É caneta, filho. É caneta. É um >> Mas que muito louco isso que você trouxe agora do das pessoas que referenciaram originais do samba nesses últimos tempos sem combinar. >> É, pensa assim, o o Planet lançou a Nunca tenha medo. Inclusive eu participei da Nunca Tenha Medo, tá ligado? E eu dei uma e eu brisei muito por é esse verso, ele é uma forma é uma forma muito
legal de explicar como eu penso a escrita, né, mano? Eu eu lembro que eu parei em casa e eu fiquei pensando o que fazer nessa música porque ia gravar o DVD do Planet. Eu tava muito feliz, eu tava moleque. Eu tava moleque, eu tava tipo assim, sei lá, mano, vou vou jogar com o Pelé, >> que [ __ ] >> tá ligado? E e para mim era uma honra muito grande, porque eu lembrei, tipo assim, 1997, onde eu estava, comprando a fita cassete da dessa banda, tá ligado? Então eu lembrei desse barato e eu eu
pensei tipo, caramba, é muito [ __ ] você tá 25 anos depois. Eh, e aí eu sou camarada dos meus ídolos. >> Isso é maluco. >> Eles deram um salve, como que foi esse Sal? >> Aí os cara dá um salve e fala: "Mano, a gente ficou pensando D2 com o jeito dele também, né, mano? Ah, já pensar em você aqui, mano. Esse lugar aqui é seu, pá. E aí, mano? Tipo, ele é ele é sempre muito generoso, mano. Sabe? generoso mesmo assim de ser ah é um cara muito aglutinador, né? Então ele mandou a
música e falou: "Mano, a gente quer que tenha você aqui fazendo o que foi". Eu fiquei brisando nisso, olhando pro Pro Marcelo, pro Planet, pro Ganja, que também foi um mestre que eu trombei ao longo da minha jornada. Eu aprendi muito com ele, pro Benegão, eu fiquei pensando em como é tá trocando ideia com os cara, mano. Aí eu pensei naquele monte de maconheiro, tá ligado? E eles, mano, o sonzinho do isqueiro, tá ligado? Sonzinho do isqueiro deles acendendo um baseado ali, eu tinha alguém fumando ali. Mas a gente sempre tava trocando umas ideias e
ficava esse barulho do Isqueiro. A minha pira para fazer essa música foi brisar no som do isqueiro, mano. Tá ligado? E construir um verso. >> Você observa muito, irmão. >> Eu fico, mano, tá ligado? Eu fico procurando esses detalhes e aí eu fico procurando uma pantline e tal, mas às vezes não é uma pantline, tá ligado? das vezes é essa sensação. Então, quando eu encontrei esse sonzinho, eu quis brincar com o som dele. Aí eu Fiz o verso que é chupando meu drops, trocando meus cheques, sem Google Maps. Lá vem o Meds, terror do Caps.
Eu toco igual pops, Deus dos trompetes. Se pensam em pops de hits e tracks, reveja suas refs, parça. São 2000 inputs. D2 backs. Bernardo nas coachs. Tops, RD2 e C3 B. PS colando CS. Deus. Isso são raps. E eu querendo ser Felps quando, [ __ ] eu sou Kelps. Orgulho dos blacks barrando packs de bats e glocks. [ __ ] o dops. [ __ ] os cops. [ __ ] Entenda meus raps. Entenda meus haxs. Entenda meus recs. Quando eu soltar e dizer pex, pex, eu ring caps lock. Tipo slash. Não tem mets. Cada linha
vagabundo se abre igual Peps. Salve igual preps. Marcelo, Bernardo e Planet Ramp. É isso. Obrigado, mestre. Nossa senhora, parabéns. >> Sabe, mano, tipo, a brisa ali era brincar com esse som de >> Mas a brisa começa com isso. Você na hora de fazer o som, tipo, você chegou Pro produtor e falou isso? Não, mano, eu fiz isso aí, fiquei, fiquei em casa e eu falei, mano, eu quero muito que isso faça sentido fora da minha cabeça, porque aqui tá muito legal. Cara, que louco isso, >> tá ligado? Eu fico viajando nessa nessa coisa de achar
um som, mano, sabe? E essa coisa que eu tava falando da escuta, ela é valiosa por isso. Fazendo um disco em homenagem a Racionais, a gente teve que mergulhar na música do Racionais para entender como homenageá-los também nessa dimensão. E a gente pegou toda essa sutileza de um chucalinho, dessas coisas que são muito características, o jeito que o sample é cortado. A gente queria muito entrar nessa dimensão sensível da obra do Racionais, que é fora do discurso, fora da análise sociológica pura e simplesmente. Isso é, mano, primoroso, é [ __ ] tá ligado? É muito
inteligente, é muito poderoso. Mas a gente queria Entrar num outro lugar, aprofundar mesmo pra dimensão sensível. Coração, onde tá o amor disso aqui? E o amor tá no sample de música romântica da década de 60, da década de 70, da década de 80. >> Todos, né? Todos, >> todos. Toda uma discografia construída em cima das músicas, mano, que nossos pais com nossas mães. >> Sim. >> Tá ligado? >> Isso é muito louco. Mas para você, como quer saber que essa sua homenagem não só obviamente chegou nos seus ídolos, mas também os impactou? Porque vendo aquele
vídeo que o Bra Ice Blue, Ed Rock e o Kylie J, tipo, [ __ ] eu vou falar o quê? Que que eu vou falar? Isso aí para mim é tipo assim, eles estão impactados. Como que foi isso para você? Esse momento depois você digerindo aqui aquilo? >> Sabe que esse dia eu fiquei com, eu falo Isso direto pra rapaziada, eu falo: "Mano, esse dia foi que nem prestar o vestibular, mano. >> Nossa. Nossa! >> Porque eu não, eu não liguei pros caras antes e falei tipo, vou fazer. >> É sério? Tá li >> não
teve um aviso prévio? Teve, não teve, mano. Sabe por quê? Porque é a obra do Racionais, mano. Tá ligado? É por isso que eu disse, eu queria antes provar para mim mesmo que Eu era capaz de erigir algo daquele tamanho, tá ligado? Com esse respeito, com esse talento, com essa sensibilidade e em um lugar aonde os caras se reconhecessem. Então, eu queria fazer eh meio de surpresa. Uma vez acho que eu falei com o Brown e falei: "Mano, tô fazendo um barato com a quanto vale o show, mano? Eu amo essa música." que eu sempre
falo isso para ele, eu amo essa música, tá ligado? Eu amo essa música de >> ponta a ponta, >> de [ __ ] mano. Tipo assim, você é louco. Nós podia fazer um, mano, eu posso vir aqui cada dia da semana falar de uma música desse disco >> e nós fica aqui duas horas. >> Fica. Fica. Porque, mano, sempre tem um bagulho que casa com a nossa vida. >> Mas quando você falou para ele, ele falou o que para você só dessa música, por exemplo. >> Ah, ele falou: "Mano, essa aí é louca, Hein? >>
Quero ver." Vai lá. Mas eu não sei se ele levou a sério nesse lugar, tipo, o que que ele vai fazer? Não sei se ele pensou nesse lugar, mas que também é uma coisa do da minha trajetória. Para mim, o estereótipo que existe ao respeito dos Racionais simplesmente não é verdadeiro, porque Racionais sempre foram sensíveis e generosos comigo, >> mas muito sensíveis >> desde o primeiro momento, tá ligado? Então assim, eu sempre falo isso, eu tenho uma gratidão imensa. Em um momento onde eu era muito criticado, críticas que hoje artistas novos recebem, tá ligado, mano?
Tipo, você não é o rap, isso não é o rap e tal. E as pessoas tm o direito de ter opinião delas, mas às vezes também elas perseguem e machucam artistas que estão começando, que estão se formando inclusive enquanto ser Humano, tá ligado? Você é só um moleque com sonho, >> você é só uma menina com sonho, tá ligado? E às vezes, mano, tipo, as pessoas tomam uma pancada no começo por causa das críticas e aí você mata um sonho no nascedouro. Isso é covardia. >> Mas mataram o seu, >> cara. Acho que não, porque
assim, como eu também já era meio guerrilheiro, tá ligado? Eu tava fortalecido, mas entrar na indústria, Mano, a indústria tem um barato que ele é >> é meio canto da sereia, né, tio? Você parece um desfile de moda, mas é uma guerra. >> É. E se você achar que é uma que é um desfile de moda somente, você vai cair num buraco, tá ligado? Você vai nesse momento eles chegaram para você te tranquilizaram, trocaram umas ideias. >> Cara, não me tranquilizaram. Jeitão do Racionais também. Ô, mitico, os cara também o jeito deles também. Ninguém sentou
e tipo assim, Micida, vamos explicar para você como funciona a indústria. >> Pega o caderno aí. >> Mas o que os caras fez? foi lá e me pegou pela mão num momento onde estava chovendo pedra desse lado, chovendo crítica desse lado e me colocou para abrir o show do Racionais, que era e como continua sendo a coisa mais sagrada que o rap do Brasil produziu. E polêmica Que o rap mundial produziu. >> Eu Ah, polêmica não, para mim isso é uma constatação. >> É, mas tem uma rapaziada que eles não conseguem olhar no espelho e
gostar de si mesmo. Então eles acham que tudo que nasceu nos Estados Unidos é maior. Ah, que que nós falou ali no camarin agora? Eu falei assim, vou falar, vou repetir. Eu falei, primeira vez que eu vi Candy Shop traduzida, que eu fui atrás da letra, falei: "Ah, sai daí, >> sai daí, caralho." [ __ ] pap. Aí eu falei assim: "Ô, mano, o Brau nunca faria um bagulho desse, mano. É maior difícil rimar em português, fazer uma música de 9 minutos. >> Professor do Brasil inteiro, você é louco, pô. Tem um parceiro meu, uma
vez teve aquela revista que o Alexandre de Maio fazia é rap rima, tinha rap Brasil, né, que era as matérias, tinha rap rima que tinha tradução das letras dos Estados Unidos, meu Deus, era só balde De água fria. >> Nós, >> por causa da relação com o rap do Brasil e a qualidade lírica do rap do Brasil, a gente achava que os gringos escrevia para [ __ ] que dava umas ideias monstra. >> A gente mediu ele com a nossa régua, né? Mediu os caras com as nossas réguas. Aí quando você pega umas tradução, o
cara tá falando, mano, sai do meu pinto. Nós e nós antes de de aprender inglês Tava, ó, >> arrepiaado quando >> olha, deve tá falando uns bagulho muito louco a >> ideia, hein? Os cara tem ideia para trocar, chega lá maior, ideia furada do [ __ ] tá ligado, mano? >> É que os cara mete banca, né, mano? Acho que, >> pô, eu sempre ouvi muito R Green depois que eu comecei a a traduzir. >> Traduzir. Ô, uma pergunta que me veio Aqui a memória agora que a gente citou a a turnê, as participações desse
disco racional vão para turnê >> em alguns shows? Sim, >> isso é legal, hein? >> E tem umas surpresas aí muito doida que a gente tá numa >> numa tentativa de fazer acontecer. Se fizer acontecer, vai ser [ __ ] mas eu quero. E tem muito a ver com os interlúdios. Tá ligado? Porque eu acho Que os interlúdios eles são momentos, eles são, são sempre mesclas de várias músicas que fazem parte da minha história, da história dos Racionais, referências comuns, vamos dizer assim. Então, por exemplo, a gente pega o que nós faz com essa dor.
Ali dentro tem Sandra de Sá, ali dentro tem o Racionais, ali dentro tem o Micida, tá ligado? Mas ali dentro também tem o Isaac Reis, tá ligado? Ali dentro também tem o Ciano de alguma forma. >> Toma. >> Sabe? Então a gente quer também usar turnê para ser meio que uma plataforma de revisitar essas histórias. Então vou vou encher o saco de um monte de gente enquanto a gente tiver rodando para ver se eles não chega no show. Tipo uma Sandra de Sá. Já pensou uma Sandra de Sá chegar e fazer uma olhos coloridos com
>> Nossa, ia pedir, eu falei assim: "Você deixa ela cantar o meus olhos >> mano". Bagulho é >> você viu o Tdesk dela? Tá louco. >> Tá louco. >> Tá louco. >> Eu chorei. >> Sabe que eu fi, mano? Então isso, isso é [ __ ] >> [ __ ] [ __ ] >> quando eu eu vi ela e ela improvisa muito bem, né? >> Ela é monstra, >> mano. Eu vi ela livre, solta, tipo assim, sem compromisso com o formato, Assim. Ela só tava sou, sou é alma, né, mano? Ela só tava levando a
alma dela para passear na nossa frente. >> Mas parece que ela falou pro produtor: "Deixa o bit aí que eu tô solto aqui". >> Total. Total. que essa energia se transforma em massa, mano. Por que esse nome da turn, né? >> Porque a música solidifica coisas, tá ligado? Então, quando a gente pega, aliás, hoje eu vi um bagulho muito Louco, mano. >> O quê? Eh, tem essa coisa do do Einstein, do Albert Einstein, da equação da teoria da relatividade geral e igual MC quadrado, energia eh se torna a massa em dois estados, né, diferente. Eu
descobri que o Marechal Rondon foi indicado pro prêmio Nobel e quem enviou uma carta para indicar o Marechal Rondon pro prêmio Nobel foi o Albert Einstein. >> Ô louco, que isso? >> Tá ligado, mano? Sabia dessa fita? >> Não. Que mundo foi estreita, mano. Aí, o Albert Einstein tem uma passagem pelo Brasil, mano. Uma passagem polêmica, inclusive, porque ele fala algumas besteiras nessa passagem, mas ele ficou muito impressionado com o trabalho do Marechal Rondon e manda uma carta pro comitê do Nobel indicando >> o Marechal Rondon para ganhar um prêmio Nobel. >> [ __ ]
>> Tá ligado? >> Isso aí. Isso eu não sabia não. >> É, mano, é 1000 grau, né? >> 1000 grau. >> Mas enfim, é a energia da música, mano. A gente tem a ambição de fazer nesse espetáculo um espetáculo onde as pessoas sintam fisicamente a energia da música. Então, a gente brinca muito com esse lugar de energia se torna matéria e matéria se torna energia, tá ligado? Como inspiração recíproca, ela vai e volta, saca? Então, essa aqui é a pira do espetáculo, sabe? A gente tem trazido de novo o jazz, mano, sabe? Numa cara de
de todos nós somos muito apreciadores de jazz. Eh, o rap que é feito mesclado com Jess. A Tácia tava aí mais cedo, né? Primeiro single da Tácia é meu rap jazz. Tem essa >> dualidade, >> mano. Não sei nem se é uma dualidade, Mas tem essa irmandade. São galhos de uma mesma árvore, tá ligado, mano? E tem muito da cultura do rap que ela vem direto da cultura do jazz. Então eu acho que tem um negócio que, se eu não me engano, falam isso sobre John Coltrain, dizem que ele tinha problema de tocar em bar
porque os caras de bar não contratava ele, porque quando ele improvisava eh vendia menos cerveja, >> porque a galera ficava prestando muita Atenção nele, >> galera ficava assim, ó. Ah, >> essa é minha meta, entendeu, mano? Tipo assim, >> tipo, todo mundo fal, não, acabar com o consumo, quer beber, bebê. Mas eu eu e e durante um tempo foi louco porque eu não soube lidar com isso, que é um negócio que acontece no meu show, >> que às vezes a galera fica parada, tipo, >> fica estática, por exemplo, quando eu fiz o DVD com o
[ __ ] mano, >> mas as coisas que você faz, velho. Entendeu? >> Não, mas o DVD com >> você começou a vender hot dog com nós de novo. Não, você foi fazer um DVD com >> aliás na festa tinha um hot dog, hein? >> Óbvio, eu souasquense, né, irmão? >> Com purê >> purê ou sem purê, ti? >> Não, com purê, tio. Com purê. Que que que que s vamos? Quer voltar nessa pauta? >> Não precisa. Ela já foi, >> mano. Até hoje alguém me marca todo dia. Não, verdadeiro cachorro quente. >> Que você
falou do porê ainda fez poesia aqui, filósofo, tá ligado? Profundamente filosófico. >> Eu não lembro onde a gente estava agora >> também. Não me perdi na ideia do que você fez o show com o [ __ ] e as pessoas param, ficam paradas. O >> que que acontecia, mano? Eh, tem muita palavra nas minhas músicas. Eu Nunca tinha pensado que tinha tanta palavra nas minhas músicas, porque eu só fazia minhas músicas, >> tá ligado? E o [ __ ] ele explorava uma parada melódica, explora uma parada melódica com uma intimidade maior do que a minha,
tá ligado? Eh, então imagina que eu tava lá e vinha o [ __ ] alguma e o povo começava a pular, mano. Parecia que o chão ficava mole e eu inseguro ali, tipo, pensava: "Poxa, mano, acho que as pessoas não gostam da minha música, tá ligado?" Mas um dia eu pensei, mano, porque assim, as pessoas paravam, o público parava, ele ficava estático, >> tá ligado? E aí um dia um parceiro meu falou assim: "Mano, não é que as pessoas não tá gostando, cara, as pessoas estão prestando atenção no que você tá falando". Eu fiquei tipo,
eita, maior responsa falar os bagulhos, né? >> É uma responsa, irmão. E aí? >> E aí que eu entendi esse lugar de parar e absorver o que tava sendo dito, tá ligado? Como é que vai ser questão de celular nessa turma aí? Então, rapaziada, ó o celular, presta atenção. >> Parei de brigar com isso, até contraditório numa jornada como a minha. O que me, é o paradoxo, né? O que me fez chegar aqui também foi a rapaziada filmar e subir no YouTube os vídeos de batalha. Mas eu acho que a gente vai ter Que entender
o jeito de tornar saudável nossa relação com esse cagoetinha retangular aí. >> É, mano, >> a galera fica assistindo o show pelo celular. >> É tipo MC daquial. >> E ela vendo aqui, ó. Não faz assim, ó. Não, mas is vai gravando mas isso nem isso nem me p que me pega é o cara que quer que eu seguro o celular para ele no meio do meu show. >> Aí é [ __ ] >> E você sabe que você faz isso >> aí é [ __ ] que a pessoa fica nem tá >> o cara,
o cara dá o barato, o cara fica dando o celular dele. Às vezes eu fico no aspiro, tipo, mano, eu vou catar e levar embora >> só para ele aprender. >> Ou eu vou pegar e vou segurar umas seis músicas aqui no meu bolso, só para ele ficar chuas fotos. Nada a ver. >> É total, man. gravar, vou zoar, >> tá ligado? Vou tipo assim, eu vou pegar o celular dele, eu vou começar a gravar e vou deixar lá na mesa do Niac. >> Vai ter uma vai [ __ ] com a memória dele, tá
ligado, mano? Tipo assim, você tá dando seu celular para um desconhecido, cara. >> Tem gente que taca, >> não. Tacar é [ __ ] Tacar, tacar, tacar se [ __ ] tá ligado? Tipo, >> não faz isso >> não. Tacar celular no palco, alguém Escorrega nesse bagulho, acerta alguém, acerta o músico, acerta o artista, >> não pode, >> tá ligado? Porque é isso, a pessoa quer que você tire uma foto lá de cima, tipo, mano, eu já tô fazendo o meu trabalho aqui. >> Segura para quando o cantor falar, todo mundo levanta sea, liga o
flash. Sempre tem aquele momento do flash. >> Aí todo mundo vai, né? >> Mas isso te incomoda, vamos dizer assim, Hoje em dia não mais >> não, mano. Não me incomoda filmar, não me incomoda gravar, é um direito das pessoas, mas me incomoda que ela queira que eu filme, que eu grave, que eu não, mano, olha meu Instagram, eu não sou bom nem no meu, tá ligado? >> Uhum. Tipo, mas é o game, >> faz parte hoje. É isso, né? >> Opa, Micida, deixa eu te falar como é que você nesse processo desse disco decide
revisitar aqueles áudios da sua mãe na nesse momento? Como sabe, tipo, você sentiu que era o momento, eu vou para cima disso, porque não deve ter sido fácil, irmão. Ouvir esse som também não foi fácil, mas foi necessário. Como é que foi esse momento para você? Porque Muito lindo toda essa homenagem, mas eu imagino quão pesado deve ser. Eu não tenho nem ideia, para ser sincero, >> mano. Realmente não foi algo fácil, mas era uma construção que ela pedia que eu enfrentasse algo tão grandioso. Eu tinha que atravessar essa dor, tá ligado? Eh, um dia
eu trombei uma uma camarada que é monja, tá ligado? E a gente se trombou ali na Liberdade, no centro. Eh, e eu comecei a chorar, mano. E ela me perguntou por que que eu tava chorando. E eu falei para ela assim: "Eu eu perdi minha mãe, já tinham passado alguns meses." Ela segurou, me deu um abraço nela, falou assim: "Chora dói, chora. Eu também já perdi a minha". Eh, a vida, mano, ela é um milagre e é um mistério. Todo momento. O que a gente pode fazer é tipo, no momento em que ela se mostra
como um milagre, a gente reconhecer a beleza disso, tá aqui no presente, entender como que é especial nós estar aqui agora trocando essa ideia. Isso aqui é o melhor momento, saca? Mas tem momentos em que a vida é obscura, que ela é misteriosa e a gente simplesmente não tem respostas pro que a gente enfrenta. Se você for me Perguntar, eu não gostaria de ter eh atravessado tudo que eu atravessei. Eu não gostaria. Eu gostaria que minha mãe tivesse aqui comigo. Esse é meu desejo. Mas eu também tenho que ser sensível para perceber que de alguma
forma ela tá, tá ligado? Foi uma luta muito grande. A minha mãe fez um tratamento por 28 anos, mano. É uma luta, um tratamento de saúde pesado por 28 anos. >> Na vida, minha idade, 29. >> Ela é, ela precisava descansar também, sabe? Foi, >> é [ __ ] abrir mão desse egoísmo, né? >> Para [ __ ] porque não era sobre mim somente, mano. Tá ligado? E foi louco como nos últimos dias, mano, ela também tava muito concentrada em tranquilizar nós, mano. Naquele momento >> ela sabia, né, velho? >> Tá ligado? Meus dois últimos
encontros com a minha mãe foi tipo, foi só ideia monstra, Tá ligado? Foi tipo aula, aula, aula de verdade, assim, tipo >> aula de vida, >> sabe? Tipo, e divertido, tá ligado? Tipo, meu último papo com a minha mãe foi, ó, desculpa, deu uma >> fiquei em paz, meu irmão. >> É, minha mãe tava já muito cansada e eu tava com um cubo mágico e eu tava resolvendo um cubo mágico, né, no sofá do hospital E ela acordou e ela falou assim: "Não vai me falar que você sabe montar um bagulho desse? Ah, >> e
aí eu falei, não, só sei quando como consigo te ensinar. Aí ela deu risada e a gente abriu os vídeos de um moleque youtuber, mano, que chama Renan Serpes, aqueles recordistas mundial. É, mano, ele ensina para todo mundo. E a gente ficou assistindo os vídeos desse mano, aí ela pegou no sono, Ela acordou de novo. Eu tava lá no cantinho da cama e tal. E aí ela falou assim: "O último papo que minha mãe me deu foi, ela falou: "Você é danado, Leandro". >> Parece que ela tava falando com a criança, né? É, mano. E
tipo assim, foi muito dolorido enfrentar aquilo, mas assim, eu pus na minha cabeça que eu precisava ser capaz de produzir algo que em termos de sonoridade trouxesse Evocasse a presença dela, não a partida. >> Eu ia falar isso porque você ouvindo todos os áudios da sua mãe, não tem? Óbvio que aquilo tudo talvez simbolize o seu sofrimento, tudo que você vem passando, atravessando, mas não tem nenhum áudio de sofrimento, >> não >> é só alegria, é só para cima. Ela é só tipo para cima mesmo. Então aquilo é óbvio que foi pesado, ouvi porque é
triste, mas foi de uma certa forma essa Mesma punchline que você deu do cubo mágico, aí é isso. Você tá ouvindo algo tão bonito de aí você não tem como você não se colocar no seu lugar. >> Sabe qual que é a fita, mano? Tipo, talvez as pessoas seja pelo seja abraçada pelo sofrimento e pela empatia, tá ligado? Tipo, de se colocar nesse lugar do hemicida. Eu agradeço muito. Foi muito especial. Todas as pessoas que eh fizeram isso, foi foi [ __ ] >> Você deve ter recebido relatos de pessoas que talvez voltaram a falar
com a com as mães a partir desse son. Mas olha que bagulho louco. Todas aquelas frases, mano, são frases do cotidiano. São frases que você recebe no seu WhatsApp da sua coroa, do sua coroa. São frases que você tá recebendo agora. >> Sim, >> eu sei o quanto aquilo é impactante. Para mim eu editar aquilo ali foi muito Dolorido. Mas >> só que cheg foi irmão. Não tinha como ninguém editar aquilo. Como você encomenda isso aí? >> Entendeu? Como você joga na i? Tipo assim, ó, o prompt não tem, né? >> Entendeu, irmão? >> Sim.
>> Não tem isso, >> cara. Isso é muito louco. Porque o próprio Mascar, salve Mascar, que passa uma pautinha com a gente antes, ele Falou: "Cara, isso eu também queria saber, pessoal, porque, infelizmente, aconteceu isso comigo e até hoje eu não consegui >> revisitar, ouvir os áudios. Eh, é, o pai dele se foi, então ele falou: "Não tenho, não tenho condição ainda, não fiz isso". Então, para ele deve ter sido muito difícil também. Então ele falou, eu quero saber dele também, sabe? >> Sim. Mas é isso, mano. Volta pro Mistério e pro milagre. No momento
em que a vida foi bela, consegui reconhecer que ela tava sendo bonita e viver aquilo. No momento em que ela virou um mistério e eu não tinha mais resposta, tá ligado? Eu tive que ter humildade e entender que eu não tinha resposta para tudo. E a morte ela faz isso com você. Ela coloca você na humilde posição de alguém que não tem resposta ou solução para tudo. Essa é a aflição da vida, mas também é o bonito dela, né? Que louco, Né, >> cara? Na verdade é o que dá sentido pra existência. Isso é muito
difícil de tipo das pessoas eh entenderem a beleza tá na jornada, mano. Tá ligado? Então, cada um daqueles áudios que foi tão difícil editar assim, mano, poderia ser muito maior, deve ter muito mais. >> Eles eram, eles são um presente, tá ligado? Eles são um presente. Então, a primeira escutada que você tem nessa Faixa, ela pega nesse lugar, mano. É dolorido, porque você tá olhando pelos meus olhos, talvez, tá ligado? Mas tenta fazer o exercício oposto. Fiz. Pô, tudo que você tá falando aqui agora, eu tô tentando, pensando na minha vida, sabe? Tipo, fazer com
a minha mãe que ainda tá aí e às vezes eu tô ramelando de não tá tão presente, >> sabe? >> Então funciona pros dois lados, sabe? Quem infelizmente já perdeu para quem infelizmente ainda tem e pode estar ramelando ou não dando um certo valor, sabe? Mano, eu acho que não é nem essa um lugar de eu nem fui para esse lugar de tipo assim de valorizar >> de valores. Isso, essa é uma questão que ela, cada um também tem suas relações, né, mano? família pode ser complicado. Agora, o que eu acredito ser muito poderoso, parça,
é poder Sugerir pras pessoas que todo bom dia, todo vai com Deus pode ser o último, tá ligado? que todo eu te amo pode ser o último. A gente não sabe o que vai acontecer daqui a 15 minutos, mano. Olha o que tá acontecendo no planeta, >> mano. Sim. >> Tá ligado? Com todo respeito, tio. A gente não tem controle nenhum. E isso não é só pelo momento que a gente tá vivendo, isso é natural do processo de Tá vivo, as coisas mudam e nem sempre essa mudança cabe na nossa compreensão. Então assim, eh, eu,
mano, só me considero abençoado por ter tido a oportunidade de aprender com a minha mãe, de conviver com a minha mãe, tá ligado? de herdar uma parte da paixão dela pela arte, pela escrita, tá ligado? Principalmente pela escrita, tá ligado? Assim como eu peguei a coisa da música do meu pai e e consegui fazer disso não só o meu Ganhapão, mas também um negócio que ele inspira as pessoas, >> [ __ ] >> tá ligado? Que ele faz as pessoas olhar e fala: "Putz, mano, dá para acreditar". Entendeu, >> Micida? Se a dor ressignifica as
coisas e eu sei que sim, qual é o significado de mãe hoje? Você diz da composição ou da palavra? >> Da palavra. >> Mano, eu posso te falar, Eu a eu ainda tô num num lugar que é o seguinte, perder a manha que nem perder o céu, parça. Tá ligado? Você pode estar no subsolo, você pode estar no metrô, você pode estar dentro de uma caverna, você não precisa estar necessáriamente vendo, necessariamente vendo o céu, pode estar nublado, tá ligado? Mas você tem certeza que o céu tá lá. Perder a mãe é perder o céu,
mano. Simplesmente não faz sentido. A vida não faz sentido, saca? >> Nunca foi assim, né? >> Eu me pego, tipo, >> tem tem uma coisa que ela é divertida, né? Quando meu pai faleceu, por mais triste que seja, ele e a minha mãe já estavam separados. Mas às vezes a minha mãe discutia com meu pai, tá ligado? Tipo, às vezes ela continuava a conversa porque é louco esse lugar da relação e é [ __ ] isso. Esse lugar ele não precisa desaparecer, >> não mesmo, >> sabe? Tipo, a ausência da presença física, [ __ ]
ela é dilacerante, mano. Ela é devastadora, tá ligado? É por isso a música chama a coisa mais esperançosa e a mais dilacerante são a mesma. Porque o que é isso? É a mudança. Nem sempre que a mudança vem a gente tá preparado. Vem só a pancada, mano. Tá Ligado? Sei que você adeque, entendeu? E acho que às vezes a gente tem uma perspectiva ingênua também de achar que você tem que superar o luto, tá ligado? E luto você não supera, luto você >> convive, >> convive, >> entendeu? É um, é um desabamento de um barranco
que teve perto de sua casa, que você vai ter que desviar daquela montanha ali agora. Aquele buraco, ele Faz parte da sua vida também. Então, o que eu tava dizendo é a minha mãe tinha isso, né? Ela às vezes ficava falando sozinha, ela discutia com meu pai e às vezes eu fico até hoje, mano, trocando ideia com ela também, sacou? Porque eu não tem como ver um bagulho, tipo, comer uma comida, assistir um filme, ouvir um disco e não pensar no comentário que ela faria, sabe? Pegar um livro. Minha mãe lia muito, né? Pessoal do
Instituto Cachoeira falou que na história do Instituto Cachoeira a minha mãe foi a pessoa que mais foi a biblioteca. >> Isso aí deve ter te dado um orgulho. >> Nossa, que mulher [ __ ] hein? >> Saca? >> Sim. >> Que ela morava na biblioteca, mano. Então assim, é. E eu literalmente moro na biblioteca, né? >> Literalmente, >> literalmente. Casa é tipo onde eu, Tem uma amiga minha que fala isso, ela fala: "Onde você para?" Eu nasci uma biblioteca impressionante que eu começo a chegar aqui, mano, e putz, eu ponho três livrinhos aqui. Se eu
se eu começo a vir trabalhar todo dia num lugar, eu ponho três livrinhos aqui. Eu começo aí no outro dia tem cinco, tá ligado? Aí tem seis, aí eu ponho uma prateleira aqui, daqui a pouco, mano, eu tô cercado de livro de novo. >> Se fosse para indicar um livro pra gente, você fala: "Isso aqui é Indispensável". Você pega minha bolsa lá, por favor. Me arruma uma caneta aí também. Vou até fazer uma dedicatória. >> Falando em caneta. Finado [ __ ] tem esse subtítulo aí. Que dis que subtítulo? >> Porque eu prestei atenção. Design
Franco tugênio. >> B de bicic com B maiúsculo. >> Para mim você tá falando de caneta. >> Aí foi [ __ ] hein? Para mim, >> para mim, né? Na minha experiência da vida. É isso mesmo, mano. >> Eu sabia. [ __ ] >> sabe qual que é a fita? >> Por quê? >> Essa música, ela fala sobre a relação de um operário com a sua ferramenta, >> com a sua ferramenta de trabalho, tá ligado? Eh, e a minha é a Bic. Vocês faem no polígono são faeta BC, o hexágono que dá forma para ela,
tá ligado? E aí eu fico viajando, né? A cada uma dessas linhaas, primeiro que eu gosto da vibração dessa música. Ela tem uma vibração que ela é tipo uma levanteanda maligna, tá ligado, mano? >> [ __ ] bela definição. >> A levanteanda, ela tem uma energia tipo assim, mano, eu vou vencer. Dá vontade de chorar, velho. >> Tá ligado? >> Nossa, eu choro. >> E a e afinada do [ __ ] mesmo, ela tem uma energia tipo assim, vocês não vai me derrubar nem [ __ ] tá ligado? Ela, ela é uma música de guerreiro
mesmo, >> bagulho sinistro. >> Arrastei, né? A mala. Pera aí. >> Não, que isso. >> Parece uma caneta. Deve ter 15 livroos aí. Deve ter 15 livro, >> mano. Eu trouxe uns livros >> e um de cada segmento. >> Que que você ia falar para indicar? O quê? >> Um livro que você fala assim, ó, esse aqui é indispensável. Se você não leu nenhum livro, você tem que ler pelo menos esse. >> Depende. Não dá para fazer isso. >> Não, porque ele Então, mas eu quero provocar ele. Não dá para fazer isso. Mas eu posso
te falar uma coisa que eu sou apaixonado, que eu adoro fazer. >> O quê? >> Indicar livro, tá ligado? Se quiser fazer um programa só de indicar livro, eu venho aí toda semana. Nossa, por favor, >> mano. Eu adoro trocar umas ideias com as pessoas, elas me fala: "Ô, você tá filmando? Eu não tô conseguindo abrir tua foto passando mal. >> Filma ele. Não, mas ele tá filmando seu rosto." >> Pronto, foi. É, mano, adoro indicar livro, tá ligado? E aí, esses aqui eu indiquei pensando em vocês mesmo quando eu fui fazer o corre de
pegar eles. >> Conta um pouquinho deles aí. >> Acho que esse aqui tem muito a sua cara. É, >> é. >> Acho que esse aqui tem muito a sua cara, >> tá ligado? É. Por quê? Existe Um consenso de que tudo quando você se torna bem-sucedido ou reconhecido é de que agora nós precisamos crescer, crescer, crescer, crescer. E é do [ __ ] crescer demais, tá ligado? >> Mas a verdadeira sabedoria consiste em saber o seu tamanho, até onde você vai, sem perder a sua verdade, isso que vocês estão construindo aqui. >> Nossa, hoje eu
na minha terapia eu tava Falando sobre isso, cara. Juro por tudo que é mais sagrado. >> Não, mas ele já tá tratando. >> Eu juro por tudo que é mais sagrado. Eu f hoje eu a minha terapeuta falou: "El, eu não sei onde eu vou parar. O bagulho tá louco, eu tô ficando doido. Tudo tá crescendo de uma forma que às vezes eu tenho que me preparar e às vezes eu não sabe, é muito louco isso. Então você falando isso hoje de manhã ainda, eu falei para você que eu tava, >> se não é Elan
é Andrea na nossa vida, né? >> Hoje eu falei, pô, hoje eu fiz a terapia no edredãozinho, falei: "Posso fazer só por áudio?" E justamente hoje a pauta foi muito sobre isso, cara. >> Crescimento, >> sobre crescimento, sobre como administrar isso, como se preparar para isso. >> Mas e acho que isso que ele trouxe é muito realmente, tipo, A gente que a gente tá construindo aqui, ela tem uma essência, ela tem lado, ela tem direção. Então, eu entendi completamente o que ele quis dizer. Às vezes é melhor, não tô falando que é o caso de
agora, mas às vezes é melhor tipo parar de crescer, porque aqui eu já tô íntegro, já tô inteiro. A partir daqui eu vou começar talvez desviar caráter, não sei se caráter, mas desviar o foco. >> Car, mas assim, nada, sobretudo nesse Momento da história, tá ligado? Principalmente agora, eu acho que não tem sabedoria maior do que essa, tá ligado? E aqui eu acho que esse livro ele é um estudo de caso, ele estuda 14 casos. São 14 casos de você vai ver que tem empresas aqui que são maiores do que as nossas, então o conceito
de pequeno pode ser muito relativo. >> Eu também acho. >> Tá ligado? Agora, qual é a sabedoria Desses 14 casos? Saber qual era o tamanho deles, entendeu? Para você também não, tipo, se perder de você mesmo na sua jornada, >> não pode, >> entendeu? Sim. Então quando eu ia vir aqui, eu falei: "Cara, tipo assim, mano, sério, aquele dia do do lançamento da Pod Records, para mim foi emocionante, mano." >> Pô, para mim também, cara. >> Eu porque eu fui lá no outro prédio, eu Acompanho o crescimento do bagulho no vídeo, depois eu fui em
Pinheiros, tá ligado? Eu vejo as notícias e aí eu chego aqui tipo assim, eu tô vendo o bagulho real. É isso mesmo, mano. É de verdade, >> tá acontecendo. >> Mas mais do que isso, mano, a comunidade em volta, a verdade da comunidade em volta. Eu conheço um monte de gente que tá trampando aqui, mano. Eu eu conheço, Eu sei a trajetória dessas pessoas. Eu sei o quanto eles se dedicam de verdade pra arte, pra música, tá ligado? Pra cultura. Então, acho que não é um uma forma de crescimento vazia, porque vocês estão muito concentrado
no valor dessa comunidade, sacou? Por isso eu acho que essa reflexão é maravilhosa. Você tá pensando isso na Sua terapia, mas mano, depois você empresta o livro pro seu amiguinho, >> por favor, a gente vai trocar, entendeu? Faz escambo. Esse aqui é maravilhoso, mano. Pequenos gigantes. >> As armadilhas do crescimento empresarial >> por quem soube escapar delas. Pequenos gigantes. >> Deve ser muito louco. >> Nossa, eu tenho livro. >> Que louco. O cara sabe sabe indicar Livro mesmo, viu? >> Sabe, mano, que isso? Esse cara deixou uma dedicatória ainda. Obrigado. Vou ler >> as armarias
de crescimento. >> Que momento bonito, hein, mítico jovem. Toma, >> aproveitando que você tá mexendo em livro, >> mano. Esse aqui ele chama instruções ao cozinheiro. >> Esse foi um livro muito especial na Minha vida. Tipo, eu li ele num momento onde eu precisava muito dessas ideias. E a beleza de um livro reside nisso, você pegar o livro certo no momento certo. Por isso que você deve tentar se cercar de livros, porque você se conecta com ideias. Um livro é uma maneira de eu trocar uma ideia com Sócrates, é uma maneira de eu trocar ideia
com Platão. É uma ideia, uma forma de eu trocar uma ideia com >> todos os >> pensadores grandiosos que já existiram e que são as ideias são atemporais, tá ligado? Em um momento que eu tava perdido mesmo, tipo desestimulado, eu encontrei esse livro que é um livro de um mestre Zenman, que ele fala sobre viver uma vida com sentido. Eu acho que essas duas ideias são complementares, por isso eu quis trazer esses dois livros. Acho que vocês eh na jornada vão passear por eles dois várias vezes, entendeu? Eh, Esse é uma releitura de um texto
zen que, se eu não me engano, é do século XI, tá ligado? Que é, talvez seja o texto mais importante do zen budismo, que é o Tensukiokum. O que significa instruções ao cozinheiro algo parecido com isso, tá ligado? Porque no Zem, o objetivo supremo é a gente tornar a nossa vida uma refeição suprema. Tudo que a vida traz para nós são oferendas. O que que você vai fazer com esses ingredientes aí é da sua natureza, tá ligado? Então acho que esses dois livros aqui, mano, fala muito do momento de vocês e tá aqui. Pensei de
manhã, eu farei: >> "Muito obrigado, irmão. Muito obrigado. Eu vou ler, vou te mandar um áudio depois. >> Isso, tá >> muito [ __ ] ó. E da hora que tem umas partes aqui que tá grifada, então, ah, >> eu vou entender na hora. Na hora eu vou entender, >> tá ligado? Seu camarada também não pode parar não ver um capítulo, ele já, ah, deixa eu grifar aqui pro mano entendeu? >> Eu acho isso bom, >> sacou? Muito bom. Adoro fazer isso. Inclusive >> da última vez, não, antes da última vez você deu um tênis
também que eu tava guardado. Você lembra? Você veio uma vez de tênis? >> Lembro. Você é louco. Super tá >> guardadinho. F tá guardadinho. >> Tentei fazer o corre do tênis hoje também, mas não deu tempo. >> Fique em paz. A gente vai se ver bastante. Mas aí, Adidas, chega aí com o bagulho aí que eu fiquei devendo os cara do P hoje. >> Que foi? >> Que que você sente quando você vê isso? >> Nossa. Nossa, mano, vocês cavucaram aqui, hein, tio? Me diz, >> mano. Esse foi o primeiro sonho grande. Primeira realização de
um sonho grande, sabia? Eu tinha 15 anos. >> Nossa, >> [ __ ] que talentoso. Tinha 15 anos e teve um concurso >> cultural do estado de São Paulo, do governo do estado de São Paulo, chamado Geração Cultura. E eu ganhei em primeiro lugar com essa revista em quadrinhos que chama R, Revolução através das palavras. É uma história em quadrinhos que ela conta baseado na minha no que eu tinha de conhecimento naquela época, que é um pouco da história da cultura hip hop, da música rap no mundo e tento aprofundar um pouquinho no Brasil, tá
ligado? Hoje, obviamente, eu alteraria tudo, mas eu acho que ela é a fagulha inicial de duas coisas. Primeiro, uma paixão avaçaladora pela cultura hip hop, tá ligado? a segunda da arte como uma plataforma de Transformação social. Mano, eu ganhei um prêmio. O prêmio era viajar de avião >> para Pernambuco. >> Ah, que [ __ ] >> Eu fui pra Recife, mano. Tá ligado? E eu lembro até hoje que, tipo, eu não sabia como que um avião funcionava. Eu achava que tinha tipo um estilingão no aeroporto, tá ligado? Chava e blau. >> É muito bom, né,
mano? Não, e eu era e eu era tão, irmão, eu era tão inocente >> que eu achava que, tipo, tinha uma que Nem viajar de buzão, que tinha uma parada que o avião fazia lá em cima >> para abastecer, >> para abastecer, para descer na nuvem, comer um biscoito, pegar, deixa eu pegar um salgado nesse grau voador aqui, tá ligado, mano? >> E aí eu lembro que eu levei muita comida porque eu fiquei com medo, tipo assim, não, como é que para, qualquer hora que come, tá ligado? Mano, aí eu lembro que tipo era fim
de ano e a a moça veio Naquela época voei de Varig. >> Tinha almoço, >> tinha almoço, comida de tinha gente fumando. >> Tinha comida. Não, fumando já não podia mais, eu acho. Tinha comida e dava o jornal do dia. >> [ __ ] o jornal ainda não. Na minha época. A bacana esse bagulho do jornal do dia podia voltar, né? >> Tava o jornal do dia, tá ligado? E aí eu lembro que a moça veio passando com a Bandejinha e eu tava com um panetone aberto que eu comprei um panetone. Um panetone na bolsa.
Panetone, velho. >> Levei >> inteiro >> um panetone, tipo assim. E aí, um panetone e uma marmita com frango. >> Levou. Você levou garfo e faca? >> Não, mas a mulher me deu. >> Boa. Entendi. Porque imagina ele tirando a faquinha, o garfo, >> mano. Foi muito. >> Imagina ele com 15 anos do nada. panetone aqui. O cara >> foi isso e foi bem, foi literalmente isso, cara. Isso que aconteceu. Tinha um cara que inclusive me ajudou a colocar o cinto de segurança que eu, >> mano, muito noente, velho. Pá, me ajudou a pô o
cinto de segurança. Eu >> Mas você não ficou com medo não? >> Não, mano. Sabe quando eu fui ficar com medo de avião? Depois que eu fui pai, >> deu mais valor. >> Você acredita, mano? Eu não, eu antes eu tipo assim pulava dentro, tá ligado? Uh, baixacoalhou da hora, não precisa mexer a bebida, tá ligado? Aí depois que eu fui pai, mano, eu comecei a ficar mais cabreiro. Eu tive que fui fazer o curso do Lito Souza, tá ligado, mano? Eu fiz. >> Mentira. Fez mesmo. Você ficou com medo real? >> Fiquei com medo
real, tio. Depois da pandemia ainda. Muito louco isso, velho. >> Mas como que é a história disso aí? >> Que que é isso? Que que é isso, >> mano? Isso é outra história. Tem várias em casa, cara. >> Mas o anterior foi que você ganhou concurso. Eu comecei a brisar nesse bagulho do pan o diabo amassou, tá ligado? Eu transformei o diabo num padeiro, tá ligado? de e fui embora nessa ideia. >> [ __ ] Ô, mas você desenha muito, irmão. >> Ah, eu tento. >> E aí? E esse sonho? Não, >> tá voltando. >>
Essa chama tá voltando, tá voltando, tá voltando. >> O desenho é muito valioso, eh, na minha trajetória e eu tô me reconectando com ele também, sabe? O desenho foi que me levou pr as rimas e as rimas estão me dando vontade de desenhar de novo. >> Pô, mas eu fiquei curioso. Vai, você pegou o avião, você chegou lá, como que Era? Que que foi essa viagem? Como que foi essa experiência, >> mano? Você ganhou um concurso do melhor >> quadrinho de São Paulo. >> Que isso, cara? Que absurdo. Com 15 anos >> você chegou lá
com que que era o rolê, que que você tinha que fazer? Como é que foi, >> mano? Eu não tinha nenhuma obrigação lá. >> A parada era viajar, >> tirar uma onda. Então eu fui para Recife e fui para Porto de Galinhas. Foi eu e Minha avó. Ali eu já peguei a ali eu já peguei a a visão três dedos mais antigos, tá ligado? Minha avó chegou no hotel, a primeira coisa que ela fez foi tirar tudo do frigobar, ir no mercado comprar e pô as coisas dela. >> Não, esse, esses aqui eu não quero,
eu quero os meus, >> não, tipo assim, eu não vou pagar R$ 9 num choquito. >> Eu consigo pegar cinco choquitos por R$ 9, tipo, >> não vou pagar R$ 16 na Pringles, >> irmão. Tá ligado >> Pringles. >> Que você ganha 1 milhão, você fizer a minha avó comer uma pringulla, tá ligado? Então, mano, >> que da hora, man. >> Ela tirou tudo e eu aqui anotando, né, tio? Aulas. Saímos, tinha um cara, eu lembro que um cara veio vender um saco de castanha de Caju desse tamanho pra minha avó. Ele olhou nós turista,
né, mano? Sotaque de São Paulo, tá ligado? do mano chegou já meteu é 30 conto, mano. Minha avó, tipo, sabe o ciclope do X-Men, tipo, só meteu um Mano, o bagulho saiu por seis. >> Ah, que isso? >> Ah, velho. >> Seis, >> que isso? >> Seis 80%, filho, de desconto. E eu com 15 anos aqui, ó. >> Só vendo, >> mano. Minha avó fazia, eu ficava assim fingindo que eita, não sei o que que é. Porque minha avó sabe o que ela fazia comigo, mítico? Ah, ela não pagava passagem, né? E eu era o
companheiro dela para tudo. Vai na lotérica, vai com o Igor, vai no cemitério, vai comigo, vai no velório, vai com [ __ ] tudo era eu, >> vai no bingo. >> Aí é aí eu ficando já com uns 11 anos, ela, o motorista, quantos an ele tem? Seis. Eu já começando a ter, mano, eu ficava com vergonha. Ele não é o cara do pode p esse esse moleque não falou com o presidente, [ __ ] >> mano. Juro por Deus, ela fazendo eu passar debaixo da catraca, eu já grande, gordinho já. >> Mas a avó,
ela tem essa permissão. A avó, avó é avó, né, mano? Não, mas ela Era desenrolada. >> Desenroladíssima, mano. >> Desenroladíssima. Você tá louco. >> Outra coisa, Leandro. >> Então, quê? Quero saber o que que você sente ao ver isso que eu vou puxar do bolso. Vixe Maria. Nossa, as verdadeiras, mano. As originais, >> cara. Tá municiado. Tô armado, >> mano. Conta aí de cada capinha disso aí. >> Que isso, cara? Essa aqui foi a mais doida de todas, mano. Comprada à mão, ó. Número 11.42. Essa aqui faz tempo. Essa aqui é 11.000. É primeiro ano,
tá ligado, >> mano? 11.000 é das primeiras. Saca? Tipo, como que é para você saber que a molecada guarda, rapaziada? Guarda isso aí. >> Não faz ideia o que é uma parada dessa Física, né, mano? >> Eu acho que a gente precisa retornar, mano, para essa para essa parada de tornar a música colecionável de novo, tá ligado? >> Você acha que vai voltar isso, cara? >> Mano, o vinil já tem mostrado muita força, tá ligado? E hoje em dia, tá ligado, em algumas dimensões, para algumas carreiras, o vinil é até mais vantajoso que o streaming,
tá ligado? Eh, o streaming é uma tecnologia Fascinante, mas a gente tem um grande desafio de fazer ele ser interessante também pros criadores, tá ligado? Principalmente pros criadores que não são o número um dos charts, tá ligado? E que é uma parte muito expressiva da indústria, tá ligado? da música não é constituída só >> top 10 ali >> por quem viraliza e a Billboard, etc. Não muito legal isso, mas existem criadores que tem outra expectativa na Sua música, tá ligado? Que vem ela de uma outra maneira. E eu acho que os colecionáveis eles permitiam isso,
né? Você vender o seu disco ali e tal, que é um lugar onde a gente também vai ter que quebrar a cabeça agora para o que que vai ser esse novo colecionável. e muito eh todos esses baratos aqui, mano. Foi isso também para virar um bagulho que você vai guardar o resto da sua vida, né, mano? >> Tipo, eu lembro, eu lembro dessa capa. Isso aqui é uma foto do Enio, >> tá ligado? Hio César acabou de ser pai, inclusive. >> Parabéns, parabéns, irmão. Catarina gigante, saudável. >> Eh, isso foi uma granada que eu liguei
pro parceiro que trampava com nós, Mundico nessa época. Falei, Mundico, nós precisa de uma granada para tirar uma foto. E o Mundico tomou um susto, obviamente, >> tá ligado? Mas é só para tirar uma foto, Como se fosse a coisa mais fácil do mundo, arrumar uma granada. >> Que ano que foi isso? >> 2010, mano. >> E aí ele, mano, rodou São Paulo igual um doido para achar, tipo, sei lá, algum bagulho que tinha essas coisas de colecionador de guerra. E ele achou um quadrinho na 25 de março que tinha meia granada, >> uma granada
usada. É melhor meia granada do que nem uma Granada. >> Sim, sim, >> mano. Aí ele voltou, nós tirou ela do quadrinho, tá ligado? E eu segurei ela assim, só que eu tinha que segurar ela nesse ângulo, senão ia dar para ver que era meia granada. A gente parou ali no largo da batata que assim, com a inteligência que a gente tem hoje, não ia usar a [ __ ] do fundo, né? Podia ter sido em qualquer lugar essa foto, mas nós era a rua. Então nós Tinha foto nas ruas, tá ligado? O cara com
a granada, cara. Viajou São Paulo inteiro. Vamos lá no Larga da Batalha. >> É, mano. E a hora que eu parei, eu lembro que eu parei do lado do semáforo, a gente fez um um ensaio fotográfico, eu parei do quando o semáforo parou, eu parei, cruzei o braço e fiquei segurando a granada assim, mano. Tinha um cara num Passate assim, ele veio, >> aí ele olhou e ninguém me conhecia, tá ligado? Ele olhou e viu, tipo, um cara Com uma granada na mão, o cara deu um arré, tá ligado? Saiu lá pelo outro lado, tipo,
furou o sinal e o [ __ ] é quatro, mano. Sabe, mano, >> coisa boa. >> Essa é a história, >> cara. Com a granada no meio de São Paulo, velho. >> Essa é a história por trás dessa >> bela história. >> Qual que tem outras? Tem mais duas histórias aí. >> Tem várias, tem várias. Cara, essa menina foi maravilhosa, tá ligado? Ela nunca processou a gente, tá ligado? Ela sabe que ela tem ingressos vitalícios para tudo que o Micida fizer na vida dela. Ela já foi em vários shows depois dessa foto aqui, mas também
é uma foto do Enel, >> tá ligado? Eh, e a gente achou essa foto muito linda. >> Ela tá parece que admirada. >> Ela tá admirada assim e tipo, foi muito [ __ ] tá ligado? Ela virou uma camarada depois, tá ligado? Sempre que a gente vai para Curitiba, a gente tromba ela também, sabe? Essa aqui é o episódio que deu origem, é o segundo, na verdade, né? Triunfo. Antes tem o single triunfo, que é um envelope de carta. Envelope, envelope mesmo. >> Mentira. >> É, >> você vendeu só o single no envelope de carta.
>> No envelope de carta foi o teste, tá ligado? >> Vamos ver se o hoje que seria o que a os caras vazar uma guia >> uma prémi, >> [ __ ] Não tinha feito essa comparação. >> Se seu ghost writer, mano, se você quiser tal. >> [ __ ] mano, >> tá ligado? Se tiver preciso, >> eu preciso de alguém para fazer esse Brand, mano. Eu não sei contar minhas histórias, mas é isso. Seria tipo assim, vazamos uma guia, vê se você gosta, tá ligado? É, a primeira a gente fez com envelope de carta
e usou as copiadoras das casas dos amigos para fazer as cópias. >> Foram quantas ali na inicial? >> 300. E >> vendeu em quanto tempo, >> mano? Vendeu em uns 15 dias, tá ligado? Que era bom. Mas o [ __ ] foi que como a gente queimou muito CD na casa de muitos camaradas, pifou o gravador de CD de muita gente, então a rapaziada não queria mais emprestar os gravador de CD para nós, tá ligado? Eh, e aí eu também fui pensar no, eu precisava ter escala para produzir assim, se eu fizesse de um em
um, mano, ia tá fazendo até hoje. E aí eu pensei, pô, vou comprar uma aquelas máquinas, deve haver uma máquina que queima 10 CDs ao mesmo tempo. E aí eu, só que eu fui inocente para [ __ ] fui tipo na Casas Bahia perguntar se tinha uma máquina que fazia 10 CD ao mesmo tempo. Ele falou: "É, mas é claro, parecia que eu tinha pedido, sei lá, mano, vocês t 1 kg de cocaína, tá ligado?" A dos cara tipo, mano, isso é crime, essa máquina aí, a máquina de fazer CD pirata. E eu: "Não, mas
eu não vou fazer CD pirata, >> eu vou fazer o meu, >> fazer o meu próprio CD os cara". Não, Não, não, não, não, não, não. Aí fui, mandei maior rolezão na Santa Efigênia. Entrei num bec, irmão, >> subiu umas escadas, bec. Cheguei, cheguei em lugares onde nem português se fala, >> no Brasil, >> tá ligado? No centro de São Paulo, tá ligado? Eu só vi aqueles olhares tipo, você não deveria estar aqui, >> mas se você tá, talvez seja um bom motivo, >> mano. Aí saí, fiquei nessa pira, mano. Saí e foi f foi
numa lan houseous, eu lembro que eu não achei. Fui para uma lan house, mano. Achei uns caras que vendiam em Santo André, tá ligado? Aí liguei para Só que não tinha grana e lembro até hoje, mano, era R700 R$ 1790. Hoje seriam uns 6 milhões de reais. >> Só que na época, mano, era muita grana. Eu nunca tinha, eu nem sabia que existia R$ 1790 de dinheiro no planeta, tá ligado? Para mim, para mim quem ganhava, eu eu lembro isso que eu via, sei lá, anúncio, né, de classificado naquela época, mano, eu via tipo sei
lá, eh, um emprego de auxiliar de escritório, a pessoa ganhava R$ 700, eu falava: "Mano, R$ 700, tio, >> dá para fazer muita coisa. >> Que que esses caras faz com tanto Dinheiro? Tá ligado? E o bagulho custava 1790. Ninguém que eu conhecia tinha esse dinheiro. Só tinha uma pessoa que tinha um cartão, que é o final do Bruno Rastinha, tá ligado? Que putz, acompanhou nós durante muito tempo. A gente perdeu ele na pandemia. Eh, e ele passou no cartão dele, mano. >> Ai, que firmeza. >> Ainda me levou no carrinho dele um Cantinho que
ele tinha, mano. Eu falei para ele com a linguagem de investidor, né, meu mano? Então, >> tipo, se tô tô com um projeto aí, que que >> você vai dar dinheiro para nós? >> Um projeto aí, ele pai ainda perguntou assim: "Mas quando você acha que dá o retorno?" E eu desesperado que eu não fazia a menor ideia de que hora que ia ter retorno do barato. É. Eu falei: "Não, mano, acho que daqui a uns 6 8 Meses já tô quitando já o empréstimo, tá ligado?" Eu, mano, um dia eu vou arrumar R$ 1790,
>> meu Deus do céu. >> Tá ligado? Aí ele ainda tinha esse outro pedido, né, que eu falei para ele, mano, você pode me levar lá ainda com seu carro? Vai ver o cara. Nossa, e ele me levou, irmão. >> A gente chegou em Santo André, mano. Nós chegou numa quebrada, irmão. Tipo, o Bagulho tava tenebroso, mano. Os cara empinando na rua, tá ligado? Tipo, maior barulheira, tá ligado? Era uns tapumizão. E naquela época, eh, tava tendo uma campanha do governo federal contra bingo, caçanquel e tal. Eh, e aí eu bati lá no bagulho, o
cara, tipo, os cara abriu, o cara falando tipo um quadradinho assim, o cara abriu, falou: "O que que você quer?" Aí eu falei: "Não, eu que mandei o e-mail, vim buscar a copiadora, pá". Aí o cara pá, Só fechou e abriu o bagulho. Aí o Bruno tomou um sustão. Cara, é pique o filme do Lázaro Ramos mesmo, do homem copiava, tipo. >> É, mano. E aí a gente entrou, mano. E o o Bruno, ele tava visivelmente cabreiro, tá ligado? que era um ambiente inóspito, mano. E na hora que a gente entrou dos dois lados mítico,
tinha dois corredor de caça nquel, tio. Tá ligado? Eu fiquei com a cara formigando, sabe? A cara esquentando de De vergonha assim, falando: "Caralho, mano, que que eu vou fazer aqui? Meu Deus!" >> Tomara que o Bruno compre, mano. >> Que que o Bruno vai? Se o Bruno virar aqui, pai, eu fiquei nervoso. Sabe quando você fica nervoso? Você vê o silêncio pesado e você quer colocar qualquer frase ali para tipo só quebrar o silêncio. Aí eu virei e falei para ele assim: "Nossa, mano, os cara trabalha com fliperama, ó, Para passar batido, né, >>
na cara. Não era fal. >> Enfim, mano, no resumo das ideias, a gente conseguiu a copiadora lá e voltamos, tipo, conseguimos começar a queimar os CDs, tá ligado? A história desse aqui. Aí fiz esse desenho na mão. Hisóri, >> Marcelinho Silva, que também foi pai esse ano, Melissa. Olha, >> tá ligado? Eh, Marcelinho montou a arte depois ele que escolheu essa tipografia Porque era uma tipografia que ficava bem no carimbo. Tiozinho do carimbo não queria fazer porque ele também era que nem nós, chato. E ele falou: "Não vai ficar bom o carimbo desse jeito, ele
desse tamanho não fica bom". E nós tivemos que brigar para fazer um carimbo 20x e aí nós tivemos que desafiar ele artisticamente, falar para ele tipo assim: "Beleza, mano, tem um outro cara que falou que consegue, se você não consegue, infelizmente não ouvi esse Segundo cara", tá ligado? Mas o cara se sentiu desafiado e ele falou: "Eu consigo também e fez fez". >> Mas tá, quando voltou o dinheiro pro Bruno? >> Ah, foi depois. Foi depois. Não foi tipo assim, >> foi mais 10. >> Éava, >> mas depois a gente levou ele para trampar em
vários bagulhos, >> tá ligado? E essa capa aqui foi o Frango, mano, que teve essa ideia. O frango é um designer, mano, lá de Santo André também, tá ligado? E ele teve essa outra pira de já viajar numa dobradura, de ter uma faca específica. Então você vê que já tem um outro, cuidado com design aqui, sabe, mano? >> E esse disco ele é marcante porque foi o disco do ah do projeto Creators Project da Intel, né? A gente trabalhou ele nesse ano >> e foi o disco no qual eu fui eleito um Dos 80 artistas
mais criativos do planeta. Só, só isso. Nossa, deixa eu ver esse. >> Nossa, >> aproveitando que você pegou esses discos em mão, eu tenho uma pergunta. Por que a parede mofada e os telhados que a chuva levou ainda voltam nossas letras? >> Que pergunta [ __ ] Você visita muito isso. >> Eu notei a coincidência de que ela, essas frases estão em vários discos. Sim, >> principalmente no último. >> Eu acho que porque é o seu ponto de referência inicial e quando você fala da música rap, você tá muito conectado com essa verdade. Você protege
essa verdade de todo jeito. Às vezes a gente confunde essa verdade com a pobreza em si, tá ligado? E a gente tem que tomar muito cuidado, porque não é simplesmente a pobreza que torna o rap valioso, >> óbvio. >> Muito pelo contrário, é esse manancial infinito de criatividade que a gente usa linguística para brincar, tá ligado? Sabe quem é um cara que chapa linguística para [ __ ] que ninguém sabe? O Brown. O Brown pira, mano. O Brown é linguistão, mano. Ele fica viajando no sentido da palavra, no som dela, tá ligado? das vezes nós
fica trocando ideia, ele fica falando esses bagulhos, fala: "Mano, tiozinho tinha que dar umas Aulas disso, >> ele é monstra, né?" >> Entendeu? Ele é monstro, mano. Então eu acho que isso volta porque é meio que uma, a gente tem um prazer de visitar nosso ponto de partida, mas isso não pode ser uma prisão. As pessoas não podem não encontrar a sua verdade ou negar que a sua verdade existe além da pobreza, tá ligado? desse é um é um bagulho que é delicado, tá ligado? Porque nem todo Mundo consegue compreender até uma ideia dessa. >>
Não mesmo, >> sacou? >> Porque é muito louco, porque você ouve a parada lá no começo, lá atrás, aí você descobre quem é esse rapper que tá chegando, aí você fala: "Nossa, meu Deus!" Começa a acompanhar, acompanha, acompanha, acompanha. Hoje você é uma referência. Aí quando você ouve isso de novo, tá uma certa alegria. Óbvio que Não é alegria pela sua parede já ter sido mofada ou o telhado ter sido levado pela chuva. Mas uma alegria de você lembrar que um dia você falou isso sobre você mesmo. Você entende isso que eu tô quer dizer,
>> mano? Com certeza. Mas eu acho que aqui tem um barato muito louco, mano. A gente talvez nessa forma masculina e a gente denomina pouca forma masculina, tá ligado? Em geral a gente fala: "Ah, o rap feminino, a gente Demarca o espaço das minas". Mas vamos demarcar o espaço dos caras, o rap feminino e fazer um comparativo com o que as minas t feito, tá ligado? Olha a profundidade do que a duquesa, a Júlia Costa, eh, a Tasche Trace, agora a Nanda Tsunami, tá ligado, mano? Tipo a Ébone, tá ligado? Tipo, tem muita coisa ali.
Então, olha como elas encontraram um universo temático eh completamente fascinante, que é uma que é um lugar Analítico, existencial, tá ligado? Você escuta a Júlia Costa cantando, "Você parece com vergonha, tio." Você entra dentro de um lugar que >> muito visceral, >> irmão. Não sei vocês tá ligado, mano. Eu nunca tinha visto isso acontecer na música. Só tem, mano, o que essas minas estão trazendo de volta só encontra paralelo em umas canetas, tipo, sei lá, tem uma tem uma música da Fátima Guedes que Chama Fulano, Beltrano e Cicrano. Mano, >> escuta essa música, tio. Escuta
essa caneta, tá ligado? E assim, quando eu escuto a Júlia Costa, eu sinto isso, mano. Essa grandiosidade, tá ligado? A duqueza também, sabe? É tipo um bagulho de assim, eu estou, eu vou contar uma história. >> Muito louco ver elas tão jovens se dedicando tanto, subindo o nível mesmo, eh, trazendo dançarinos, trazendo muita Coisa, agregando muito e se dedicando, eh, ensaiando, ensaiando, ensaiando. Eu acho isso tipo, para mim, como você disse, né, a gente demarca o território das meninas, né, mas eu acho que a gente tem muito que aprender com elas, mano. >> Para caramba,
mano. Para caramba. Quando nós tava, nós tava assistindo no telão ali os comentários, né, que começava a subir de quem tava aguardando, aí nós começou a dar risada >> porque tinha As minas tava tipo, nossa, hoje ele vai falar da letra da fin do [ __ ] não sei o que tinha, é um lugar intelectual muito [ __ ] E os caras tava tudo falando de fofoca, >> tá ligado? E nós ficamos dando risada, tipo assim, olha esse bagulho, mano. >> E o estereótipo normalmente é o contrário, né? É, mano. E [ __ ] essas
artistas aqui que nós listou mostra exatamente isso, mano. Existe uma concepção arcaica quando a gente olha eh Pro que as minas estão produzindo e essa concepção precisa cair, tá ligado? Eh, o que elas estão fazendo é tão grandioso quanto o que a gente fez entre 2006 e 2015. Eu também acho, principalmente no momento que a gente vem enfrentando de um uma doença masculina que que nasce com a gente desde o primeiro dia de vida, que é como a gente é ensinado a se relacionar >> total, >> sabe? Eu acho que a gente vem vem vendo
Matérias e coisas horríveis eh contra as mulheres de uma intolerância gigantesca. Isso culpa nossa, porque quem tá matando as minas são os homens. Então, vê elas fazendo esse movimento nesse momento para mim se iguala ao que o Brau fez de cantar armado porque era perigoso, tá ligado? Lá no começo >> eu vou até um pouco mais além, mano. Eu acho que muito esse movimento, tá ligado? Ele tenta responder a esse lugar de grandiosidade das minas que esses caras não conseguem reconhecer. Então isso produz uma frustração muito grande, porque esse cara sente que ele não tem
um lugar no mundo que é dele, tá ligado? Ele não entende como ele pode colaborar, porque a concepção de poder dele só tem lastro na violência e na violação. >> Sim. >> Entendeu? Então ele precisa que uma mulher seja submissa, tá ligado? No momento onde a mina chega e canta, teve esse bagulho, bombou na internet esse comentário, né? Alguém falou, tipo, as minas estão num nível lírico muito mais [ __ ] que os caras. Um cara falou: "Ah, mas eu vou cantar eh em BH tem [ __ ] Eh tem [ __ ] tá ligado?
Só que assim, irmão, >> mas por que liricamente falando, esse bagulho é muito maior. Se você ficou Parado na [ __ ] o problema é seu." >> Nossa. >> E se uma mulher falar sobre o corpo dela e a vida dela te incomoda tanto, tá muito errado, >> porque nós fala o que nós quer, >> liado? Tá ligado? Você não acha que isso que elas estão fazendo é justamente esse movimento que você falou no começo de tipo assim, mano, para escuta o bagulho. Por que que será que o homem não fica com esse preconceito até
hoje? Cara, Aqui o pode p já sofreu bastante com isso, né? É mesmo. >> Eu acho que a gente precisa elaborar assim, >> nos últimos anos teve várias formas de discutir, contemplar o que que é a masculinidade, o que que a masculinidade pode ser. As mulheres refletiram muito, mano, há muito tempo, por causa das coisas que elas enfrentam a respeito das formas de ser mulher, tá ligado? Então, por exemplo, minha filha tinha um Trabalho na escola na semana passada, eu fui pegar o livro e tava lá Adriana Barbosa da feira preta. Não, era um livro
que era 100 mulheres negras influentes, eh, importantes, não lembro agora o título, mas tava lá Errica Hilton, tá ligado, mano? E eu, mano, eu fiquei radiante porque eu eu falei pra minha filha assim: "É, mano, eu conheço essas pessoas, eu conheço, conheço pessoalmente elas, entendeu?" A minha filha malandra também para já tentar Burlar a tarefa que ela tinha que apresentar um trabalho sobre essas mulheres. Ela falou: "Você não consegue levar elas lá na escola?" >> Nossa, >> fala que eu que trouxe. >> Eu falei: "Cara, chegar no trabalho da escola, né, tipo, e levar a
Érica Hilton no bagulho, tipo assim, tá, rapaziada, queria que vocês conhecessem aqui, >> tema do meu trabalho". Ela está aqui presencialmente. >> Será que ronca alto? Isso tem anos tem sua filhota 7. >> Que isso? Ronca muito. >> Será que ronca alto, irmão? Tipo assim, professora, não precisamos da cartolina hoje. >> Por quê? >> Ah, Erica Hilton quer falar algumas palavras. >> Nossa. E aí vem ela que a [ __ ] é uma máquina também, mano. >> Ela é monstra. Ela é monstra, tá ligado? >> Só ir traz ela aqui. >> E eu fiquei radiante,
mano, porque isso é fruto de muitas lutas, tá ligado? Será que elas já tavam falando isso há muito tempo, só que a gente não tava parando para ouvir, tá ligado? >> Eu acho que sim, mano. Tá ligado? Mas eu acho que essa discussão, >> acho que agora elas estão falando tão alto que tipo, mano, vamos ter que Escutar de qualquer forma, tá ligado? >> Precisamos, né? >> Precisamos. Acho que a gente tem um desafio enquanto homem mesmo, tio, de >> a gente sempre foi confrontado com um bagulho de assim, seja homem, mano. Mas o que
que é ser homem? É ser durão, é não chorar, é não ter pegar mulher. Quer fugir, mano. >> É fugir, tio. Ser homem é enfrentar suas frustração com coragem de cabeça erguida e entender que, tipo assim, força é uma Coisa, violência é outra, tá ligado? E violência é uma ferramenta a qual os fracos recorr, tio. Tá ligado? Você precisa ganhar nas ideias, entendeu? Você precisa ser capaz de defender, de encarar, mano, que, tipo assim, talvez essa vitória ao seu redor, talvez essa altivez ao seu redor, talvez e essa emancipação ao seu redor te provoque num
lugar que você não elaborou sua frustração, aí você explode desse jeito. Só que ninguém, nenhum inocente Precisa pagar por isso, tá ligado? >> Uhum. >> E esse essa doença que a gente tá vendo, esse bagulho de de red pill, tá ligado? Tem que ser criminalizado. >> Meu Deus do céu. >> Essa fita, mano. É um bagulho tipo flautista de Hamlin, mano. Entendeu? Promete pra molecada que vai levar os ratos embora, quando vê, sequestra e apaga todas as crianças, entendeu? Tá destruindo um monte de moleque, um monte De cara que é frustrado, ressentido, fraco, covarde, tá
ligado? e só consegue se impor através da violação. Isso não é ser homem, >> tá ligado? >> Tô ligado. >> Essas ideias tem que tá disponível pra molecada. >> E eu acho que é muito importante nós comoos três homens, né, a gente trazer Esse discurso. >> Sim. >> Tá ligado? Tem que partir da gente porque parece que às vezes homem são homem, tá >> ligado? As minas já tá carregando duas toneladas, nós vai chegar com mais um saco de cimento para elas. Vocês que tem que ajudar nós aqui. Nós vai ter que resolver. Eu falo
esse bagulho pr os caras direto, tio. Nós vai ter que trocar essas ideias entre nós. Mas é Trocar essas ideias no bigode. Hoje de manhã o Cabé falou um bagulho para mim que ele foi [ __ ] Ele falou assim: "É, mano, tem que olhar na bolinha do olho, colocar uma pedra em cima deuns bagulhos e falar assim, ó: "É pedra mesmo ou é pedra de gelo que derrete depois essas ideias vai voltar?" Não é pedra mesmo, tio. Tem ideia que tem que ficar no passado, tem comportamento que tem que ficar no passado, entendeu? Tem
coisa que nós considerou eh Importante, não quer ser um homem, tá ligado? E que hoje, mano, é completamente questionável. O mundo é outro, a gente também precisa ser. Sacuir, né, mano? >> Senão não cabe nós no século XX, mano. >> Concordo. >> Entendeu? >> Era das ideias, tio. Era da inteligência. Nós não tá sendo inteligente enquanto gênero, tá ligado? Porque a gente não tá sendo capaz de Produzir uma sociedade onde as mulheres se sinta segura. Todos nós, tá ligado, estamos falhando. >> Não, a parada tá virando trend de TikTok, mano, tá ligado? Tá maluco. >>
Uma doença, você falou bem, uma doença. >> E a gente que tem que cuidar, >> tá ligado? >> Tem que fazer terapia, tem que se questionar e tem que >> e tem que ser mais >> deixar no passado muitas coisas. Nós Precisa levar uns caras para as ideias, mano. >> Tem, tem que mesmo >> tem que levar uns caras olhar na bolinha do olho mesmo e tipo parar umas ideias que já tinha que ter parado. >> Concordo. >> Tem uma outra, um outro questionamento. >> [ __ ] posso? >> Pode. Você tá >> senhora aqui
não pede, o senhor ordena. >> Então, com licença. Quando é que o LRX Vira hemicida? Tem um episódio >> nas batalhas. >> É, >> nas batalhas. É muito louco, né? Porque eu também pensei nesse título, né? Eu lembro que eu trabalhava num atelier de artesanato e o meu ex-patrão Valmir falou assim: "Qual que é o seu nome de guerra?" >> [ __ ] >> Aí eu falei: "Meu nome de guerra LRX". Molecão. Na época daquele quadrinho, né? Meu nome de guerra é LRX. Ele falou LRX por Eu falei: "Louco revolucionário X". [ __ ] é
muito nome de herói, adolescente, tá? >> Louco revolucionário X, pô. >> É pernet, pô. >> Vamos. Largou. Drop the mic. >> Drop the mic. Aí, só que foi [ __ ] que ele me quebrou, mano. Porque ele falou: "Por que o X?" Aí eu falei: "Porque o X é a letra do mistério". Aí ele olhou na bolinha do meu olho e falou na maior Pureza assim: "Mas a letra do mistério não é o M?" E eu não sabia responder. >> Te quebrou, velho. Nossa, e ele tinha razão também. >> Foi nesse dia que eu troquei
meu nome artístico, >> mano. Vai friar. >> O cara te convenceu, velho. >> Um outro questionamento é >> Mas foi nas batalhas, mano. Começo das batalhas. >> E outro questionamento que eu trago é como é que foi se reencontrar com ProJ e Rachid nos estúdios. [ __ ] que pariu, mano. >> Deve ter sido uma viagem. >> Foi, mano, porque o com RID nem tanto, né, mano? Porque a gente tem um grupo de estudo, então a gente toda semana nós tá botando fogo nas ideias, né, mano? >> Achid é muito [ __ ] né? >>
É, mano. Então, assim, agora com ProJ a gente deu uma distanciada, não que a Gente tenha brigado ou se desentendido, mas a gente deu uma distanciada de fato, porque a vida às vezes tem isso, tá ligado? [ __ ] hoje vocês estão, nossa, é o arquivo confidencial completo hoje, >> tá ligado? Vixe Maria, pesava 200 g. >> E a barba do Leste Europeu, ó. >> É, mano, >> sem bigode, >> entendeu? Não tinha, não tinha. Mas esse boné foi eu que fiz. >> [ __ ] que chave, >> [ __ ] Tá ligado? Eu desenhei
na mão esse boné. É o Marcelo Gugu, de Jose. >> Aí você era o LRX? >> Ah, não. Aí já era Micida já. Camiseta da África que descriu. Você é louco, mano. Foi um, foi um bagulho bonito, mano, de se encontrar agora num lugar de >> centro de São Paulo. >> Batalha do Santa Cruz, mano. Batalha do Santa Cruz, ó. Flor sem, >> mano. A Santa Cruz, a Santa Cruz foi um lugar maravilhoso, mano. Você ganhava R$ 16 e dividia tudo em esfirra com todo mundo e foi [ __ ] >> Dava para comprar o
refrigerante? >> Ótimo questionamento, velho. >> Nem sempre, nem sempre. Então, às vezes ia seco, né? >> Nem sempre. Você, tipo assim, você tinha Um, era um um desejo dúbio porque você queria que lotasse para dar dinheiro, dar R$ 16, que nem sempre tinha 16 MC. Porém, se tivesse 16 MC, quem ganhasse também ia ter que dividir mais esferro. >> É fogo, né, velho? >> Tá ligado, mano? Que >> [ __ ] mano. >> Então, poder ter se encontrado com esses caras novamente >> de novo no estúdio e eu pude e eu pude Olhar lirricamente, mano,
>> o caminho de todo mundo agora, porque é a mesma praça, ela viaja nesse lugar, né? Eu eu a primeira vez que eu vi ela pensei cinema e eu falei tipo: "Ah, a minha o meu verso ele tem um, ele é uma câmera distante, né?" Então você olha praça da Sé e percebe que tem alguma coisa estranha acontecendo na multidão. O verso do Rashid, ele já é tipo, ele tá vindo aqui mais perto, né, mano? É um zoom, >> tá mais cropado. >> Você tá tipo, você tá vendo muitos detalhes, tipo, tem algo muito errado
acontecendo. E o verso do Pro J, ele é interior, mano. Você tá vendo de dentro? tá ligado? Tá em primeira pessoa. E eu achava que, tipo, esse era o lugar no qual a música tava. O Tony C da Liteira Rua, ele falou, fez uma análise que eu achei muito mais [ __ ] que ele falou: "Mano, na verdade, isso é uma audiência, mano. Tá ligado? Quem tá nessa audiência? O promotor, a testemunha e a vítima, tá ligado? E o réu é o governo de São Paulo. Então o verso do Micida é a promotoria. As ideia
do Tony, [ __ ] >> O verso do do Rashid é a testemunha. Tipo, eu vi essa fita acontecer e o ProJ tá no lugar da vítima de tipo assim, o verso dele tá falando: "Mano, foi comigo que isso aconteceu era o show da minha vida e nem no pauco eu tava, >> tá ligado? Então imagina, mano, você trombar esses caras desse tamanho no estúdio depois de tudo que a gente viveu, mano. Tá ligado? Depois de tudo que a gente viveu, tipo >> a mesma bombeta. >> Ah, e esse aqui? Esse, mano, o Rashid não
dá não. Rashid é professor, mano. >> Já nessa época >> é o Mascari fez o vídeo do do Rashid falando que ele é o mais técnico do Bagulho e ele é, mano. Rashid é um estudioso. >> Ele é muito nerd, mano. >> Ele é um estudioso. >> E nessa época vocês imaginavam a grandeza que vocês iam virar? Vocês iam se tornar? >> Não, >> não, não. Tinha umas conversas do futuro. >> Vocês imaginavam que vocês iam estar aqui? Vocês imaginavam? >> Não, volta, volta, volta nos primeiros, tipo assim, qual, qual que era o melhor dos
sonhos nos primeiros? >> Nunca. Ganhar cada um R$ 2.000. >> É, >> no máximo >> era 700. R 1790 inalcançável. É [ __ ] Você não pensa. E a coisa mais louca é isso. Você tava concentrado no presente, no que você tinha que fazer naquela hora. >> Eu chamei, eu falei R$ 2.000 a gente Consegue por mês, >> né? Isso ia deixar nós como? Você falou, nós vai ficar fofo, >> [ __ ] Mais R$ 2.000 a mais. >> Nós ia ficar como? Bigode. [ __ ] Graças a Deus aconteceu tudo isso. >> Mano, >>
uma outra coisa que eu vi acontecendo recentemente, meu irmão, que eu achei muito bonito da sua parte e [ __ ] também, foi você gravar com J, você gravar com o Borges e serem dois sons muito Importantes, sabe? Eh, ser o som do Borges, você referenciar a geração atual. Eu achei isso tão bonito, mano. E o som ali com o J. O J é muito meu amigo, mano. Amo esse moleque. E ele, >> ele é um moleque muito intrínseco, muito artista, tão novo, tá ligado? Então eu acho ele um absurdo e ver vocês trocando ali
é algo lindo de se ver, tá ligado? É tipo uma passagem de bastão. Ele é >> o J é um gênio. >> Ele é, >> tá ligado? E ele tá construindo uma caminhada muito linda. Eh, ele tem ele tem uma responsabilidade muito grande >> no MCA Racional, mesmas cores e mesmos valores. >> Nossa, >> entendeu? Porque foi o J foi lá em casa mostrar os sons. >> Ele falou isso para mim. Eu falei, você teve esse peito? Ele falou: "E fui lá meti o louco. >> Eu falei para ele, eu falei: "Você é psicopata, irmão.
Você veio na minha casa mostrar esse bagulho na minha frente, você sabe que você tá, você corre o risco de eu falar: "Mano, não gostei". Ele falou: "Sei, estou nervoso por isso". Tá ligado? Aí nós sentou, mano, e colocou o bagulho, virei para ele de novo. E eu e o Thiago Jamelão tava lá e a gente tava nesse debate, tá ligado? Que foi um dia que nós estava meio para Baixo assim, nós estava trocando umas ideias meio triste e nós ficava falando da cena, [ __ ] para onde vai as canetas, não sei o que.
O Jota chegou e mostrou os bagulhos, mano. >> O Jotinha é [ __ ] >> Aí eu e o Jamelão começamos a chorar. É isso, [ __ ] É isso. O rap tá aí, mano. O bagulho tá vivo, >> entendeu? E ao e ao tocar de uma forma tão genuína a beleza de ser fã, eu já tava numa jornada Cavucando isso, mas o encontro, a proximidade com o J coroou essa jornada, tá ligado? E aí, esse é o momento também no qual eu bato um martelo ali, tipo, já tava com umas guias guardada, tá ligado?
Mostrei pro negos a guia da Quanto vale o show mesmo. Foi [ __ ] que ele ouviu, ele falou assim: "Você não fez isso?" >> Eu falei: "Fiz, mano." Aí depois disso aí a gente, pô, entrou no estúdio, chamamos Feijuca, Damian. E eu e o Damiã, [ __ ] mano, há quanto tempo eu dormi de favor na casa do Damian 7, mano. Quando eu fui batalhar no Rio de Janeiro em 2006, o Damian nunca tinha me visto na vida, tio. Ele me deixou dormir lá no cantinho da casa dele, mano. >> [ __ ] existe,
>> entendeu? Eu ganhei a Liga dos MCs, eu tava dormindo no cantinho da casa dele. Então, para mim é lindo poder fazer esse disco nesse momento e ter ele na produção. >> E como é que foi com Borges? Ah, o Borges foi lá em casa também, mano. >> Os cara é corajoso, hein, mano. Tá nessa mania também, tá ligado? Eu vou parar isso aí, tá ligado? Que é tipo assim, rapaziada, eu vim morar longe para não receber tanta visita, tá ligado? Mas o Borges veio de longe, mano. O Borges veio do Rio, tio. >> Tá
ligado? Ele sentou, chegou ele e mais três parceiros, tá ligado? Que é muito Louco. Os caras sempre fal: "Não, eu sou fã, mas ele ali, ó". Aí vem, aí tem um mano que já tá lá no canto assim, ó. E é muito louco as pessoas que fazem questão, né, de levar esse mano que vai estar assim. >> Sim. >> Porque faz mal diferença na vida do mano. >> Sim. E eu vou te falar, o Borges é um cara que também tem um tem um tem uma caneta muito importante, mano. E algum Algum tempo, embora >>
as pessoas não tendam a reconhecer isso na caneta do Borges no primeiro momento, mas há algum tempo o Borges está buscando coisas muito grandiosas na escrita dele, tá ligado? E eu consigo ler essa busca e acho que esse disco é ele tipo afirmando isso num outro lugar, tá ligado? >> Muito bom ver eles esses dias desafiarem, né, mano? >> [ __ ] mano, precisa, tá ligado? Então, Quando ele mostrou essa música, ele mostrou primeiro uma outra que falava de tristeza, de depressão e pá. E eu achei ela linda também. Falei: "Mano, [ __ ] e
tal." Achei que ele ia me convidar para estar naquela, tá ligado? Mas ele não tem essa aqui. Ele mostrou a vença. [ __ ] mano. Aí fodeu. Tá ligado? Porque ele ele começou a brincadeira que eu explorei no no meu verso, né? Eh, que ele fala: "Sobrevivi no inferno com as minhas Poesias", tá ligado? Ele fala do heresia, do Jonga, ele fala do BK, tá ligado? Daí eu tipo quis dar continuidade a isso, porque assim é relativamente comum que um artista novo referencie os artistas que vieram antes. Mescida racional, mesmas cores e valores. É isso.
>> Sim. >> Mas o convite que o Borges me fez me abria a possibilidade de olhar para todo mundo que tava chegando depois de mim, Tá ligado? Ou até contemporâneos meu, como o caso do Rashid ou Jamelão, tá ligado? e olhar para essa rapaziada que tá chegando e assim, tem gente ali que eu nem conheço pessoalmente, eu só sou fã, eu nem sei se eles gostam de mim do outro lado, tá ligado? Mas a música deles foi importante para mim, é importante para mim. Eu reconheço a busca de todos eles, tá ligado? A jornada de
todos eles. Então eu quis desse lugar de admiração, Tá ligado? Mostrar que também tinha uma admiração do meu lado com relação ao que eles estavam fazendo, o que elas estavam fazendo. >> Sim. E você sabe que isso é muito importante, porque eu acho que muitas das vezes os artistas até, os jovens, né, eles estão fazendo algo bom, estão faz, estão no caminho certo, tá dando tudo certo assim, mas a gente vive se questionando se [ __ ] será se o Brau ouvisse, será que ele ia curtir? Porque A nossa ideia é tipo assim, se eu
sou fã do hemicida, se um dia ele visse um pod, será que ele ia curtir? E quando você vai no som do Borges e referencia todo mundo que você referenciou, pode ter certeza você deu um abraço a todo mundo, tá ligado? >> É isso, mano. >> Isso foi [ __ ] mano. >> É isso, porque nesse momento da luta, da jornada do artista, tem uma pá de desafio. Todos eles estão crescendo. Graças a Deus, irmão, a gente conseguiu ampliar esse barato. A percepção das pessoas a respeito do que a música rap pode ser é outra
hoje, graças a Deus. Então, tem muito mais espaço para você existir, >> entendeu? Só que esse novo espaço também traz seus perigos, também traz seus desafios, tá ligado? Então pensa que você recebeu um salve desse aí também é um bagulho para te dar uma energia, tá ligado? Continua, mano, por Favor, porque é importante. >> Exato. >> Tá ligado? Por isso é essa é a ideia do venço. É tipo, >> eu me vejo muito na vitória dessa rapaziada também, mano. Entendeu? Não tem como, pô. Eu vou na Matrix, eu vou na aldeia. Não tem como eu
não dizer que eu não me emociono, mano. Eu me emociono de verdade, tio. Olha as foto, mano. Nós era oito cara numa calçada, não tinha microfone, não tinha toca disco. >> É que você chegou antes, mas o que o JP faz é de ficar de queixo de queixo aberto, mano. De queixo caído, tá ligado? Eu fico olhando as batalhas desse moleque, eu falo assim: "Tem alguém falando para ele? >> Que lírica é essa? Da onde tá tirando o bicho?" Deus. Além dessa lírica, é ali ao vivo. Ele não não pensou naquilo, entendeu? É repertório, tá
ligado? É bala na agulha mesmo. Então, >> mas é mas, mano, improvisar é isso, Sabia? Improvisar é repertório e as pessoas subestima a capacidade de improvisar delas, porque a insegurança também é um negócio, tá ligado, mano? As pessoas subestimam a capacidade delas de improvisar, mas você improvisa todos os dias. Ali você tá de cara com a sua cara, quanto mais você amplia seu repertório, com mais naturalidade você visita ele, tá ligado? Então, o que o que que é improvisar quando a gente tá falando de palavras, mano? É buscar uma Sonoridade parecida, tá ligado? Só que
tem alguns caras que levam isso para um outro nível, tá ligado? Porque ele não só encontra batatinha quando nasce, esparrama pelo chão, rima também. Sim, >> mas aí o cara consegue colocar outros sentidos ali, mano. Entendeu? E eu só dou graças a Deus de ter parado de batalhar antes desses caras chegar. Não vai ficar se ferrar. >> Mas uns convites, não tem vontade às vezes de fazer uma gracinha, uma Aparecer? >> Ah, eu tenho, mano. >> Então, mas aí, ó. >> Não, mas quando vem eu sento num canto, espero passar. >> Ah, para MC, pô.
Tipo BD há 10 anos, um trio você Rachi de Camal. Tá [ __ ] >> Nossa. Eu e o Rachid você nem precisa, cara. Tudo [ __ ] >> Eu Rachid você nem precisa de muito para convencer. O Camal é mais difícil, tá Ligado? >> Você demorou para responder. Você tava pensando, >> tá ligado? >> Ele gostou da proposta. É, >> mas você é louco, né? A gente já tá, somos senhores, mano. >> Ah, >> não precisa talvez competir. Que palavra que me persegue, né? >> Não precisa. Tipo um show, uma exibição, >> uma, tá
ligado? Soltar um bit lá e vocês Só uma exibição. Exato. Só um abraço em todo mundo. >> É, mano, mas a gente cola, né? O Camal ele vai bastante também, né? O Rachidão também, né? Eu vou às vezes, tá ligado? Porque eu sou mais sou mais recluso, né? Mas eu eu gosto de ir de >> Mas quando você tá vendo de perto, não fica, não te atiade. >> Lógico, lógico que você não consegue não ver uma pessoa fazendo oito rima e não pensar em como você responderia. Nesse emprego, >> nossa, eu amassaria >> nesse emprego,
mano. Tipo assim, eu já volto para casa, como eu teria dito isso? Como é que ele deixou essa aqui passar batido? Tá ligado, mano? Tipo, >> ou ou contrário você, nossa, esse aí me amassaria ou tipo, me daria trabalho. >> Me daria trabalho. >> É amassaria. Acho que ele não viu nenhum ainda. >> É, você viu, né? Falei a massaria, ele levantou, daria trabalho. >> Não, eu gosto, mano. Eu treino até hoje, tá ligado? Eu brinco sozinho, né, mano? Que agora não posso mais fazer no público que as pessoas levantam a câmera aí quando vê
foi pro YouTube, aí o MCA voltou a batalhar. >> Não, não, não, não, não. Mas eu me divirto. >> Mas eu lembro que eu vi uma coisa sua há um tempo atrás que eu fiquei muito em Choque. Não se era você tinha uma mochilinha e um telão e vinha e você e o você mandava rima na hora com as com as palavras que apareciam na hora. Foi a primeira vez que eu vi aquilo na minha vida. Mas esse bagulho foi [ __ ] Você sabe que nessa época >> teve três >> pico de audiência na
internet brasileira. >> Quais foram? >> Paul McCartney. Paul McCartney, Restart e Micida. >> [ __ ] que >> naquele momento, tá ligado? Na unha, tio. Com freestyle, >> tá ligado? Nossa, o vagabundo desacreditava, mano. Tá ligado? A gente fez um bagulho de colocar. Eu ti eu tive essa ideia que foi uma brisa muito doida. >> Um super poder, tá ligado? Nossa, >> fazer uns improvisos, né? Sim. Ler as Não, isso, mano. Isso eu sempre falei um Bagulho pr os caras que é o seguinte: sucesso, mano, é tá na barraca do camelô. Porque não existe Camelô
hipster, >> não. >> Camelô só põe lá o que conversa com o povo, >> o que tá na rua. >> Mano, depois que nós fez esse bagulho, tinha Micida em todas as barracas de camelô, tá ligado? Tinha um DVD que os caras fazia que tinha o símbolo do Mortal Kombate >> pegando fogo, >> tá ligado? E uma foto muito tosca minha recortada, horrível assim, escrito Dragão Bolado. Os melhores freestyles. >> Dragão bolado. É o bagulho pegando fogo assim, ó. Dragão do Mortal Kombat atrás de mim, tá ligado, mano? E tinha um outro e tinha um
que chamava o nome do projeto mesmo, né? O processador humano, tá ligado? E vou te falar, eu acho que essa é a campanha da, é o bagulho de Marca da Intel mais visto da história, tá ligado? Porque transcendeu o bagulho, tinha no camelô, mano. Os cara vendiam um >> Quando as agências para de querer, >> Ah, não, tem que ser assim. E conversa com o artista, acho que dá, dá bom, dá bom. >> Inclusive, Leandro, >> tenho dois áudios >> de amigos aqui, >> ã, >> que mandaram te mostrar. Cuidado, hein, mano. Eu tô um
cara sensível. Você viu que eu choro e tudo. >> Tá, confia em mim. Vai. >> Fala, meu irmãozinho Leandro. Satisfação poder somar nessa ideia aqui. >> Rápido. >> Vou voltar. >> Eu lembro que >> Fala meu irmãozinho Leandro. Satisfação poder somar nessa ideia aqui. Eh, eu lembro que há mais de 20 anos a Gente se conheceu lá em Barueri, entre aspas, né? Porque era Barueri Plus na área dos cara. E aí eu te convidei para colar na Olido e eu queria que você contasse um pouco da de algumas lembranças boas que a gente construiu ali
naquela época da Olido, que você construiu também, né, do seu lado. Conta para nós. É o Marcos, você sabe >> é o Marcos. >> É o Marcos. A gente sabe que é o sabe, Mano. >> Camal, mano, Camal é tipo o cara que mais fez ponte nessa [ __ ] tá ligado? O Camal conectou todo mundo, mano, de gerações diferentes, de quebradas diferentes. O Camal sempre foi um cara, mano, você precisa conhecer tal pessoa. >> Ele fazia questão, >> mano, você precisa conhecer tal pessoa. Você precisa trocar esse ideia, colocava junto, >> tá ligado? A
gente trombou muita gente por estar junto com o Camal. O Camal sempre foi um aglutinador. Mas esse momento aí ele é engraçado porque o Bruno, final do Bruno, ele ele conhecia uns caras lá em Barueri, eh, que tinha uma rádio comunitária e esses caras da rádio comunitária tinha um programa de quarta-feira que chamava rap alguma coisa. Aí eu olhei o bagulho e falei: "Ah, só tem boy nessa [ __ ] mano", tá ligado? Os cara fazendo Programa de rap, não tem um preto aí, mano? Tá ligado? E aí o o Bruno conhecia os caras, ele
tretou com os caras, falou assim: "Ei, mano, os caras estão falando aqui que os cara, né, parecia que é um milhão de pessoas, era só eu." >> Eh, tão falando aqui que o bagulho de rap de vocês aí não tem os cara do rap, os cara lá do outro lado assim, v p os cara, ô Mano, é que nós não conhece a rapaziada, tá ligado, mano? Aí ele falou, vou levar um cara do do rap aí para vocês conhecer. Aí foi, mano. Aí cheguei lá, tipo assim, falei: "Mano, vou arrebentar esses caras, vou rimar, xingar
eles para [ __ ] tá ligado? e sai fora, se [ __ ] Chegando lá, mano, os caras também conheceu um outro mano e esse mano era só o Camal. Então eu cheguei grandão no portão, eu lembro até hoje assim, eu entrei pique Assim, né? Ele tava aí de cabeça baixa mexendo no laptop, eu fui passar por trás dele, eu lembro até hoje tava no site da Gol, tá ligado? Tava vendo um bagulho acho que de passagem aérea e eu olhei assim de canto, eu falei, eu lembro de ter pensado isso, não seja o Camal.
Senhor, fazer com que não seja o Camal. Eu não quero batalhar com Camal, tá ligado? E era o Camal. >> Era o Camal. >> Nós fez uma rima ali, uma exibição, tá ligado? Mas o Camal, nessa característica dele que é de ser um cara aglutinador, ele falou: "Mano, a gente tem uma sessão lá na Olido, tá ligado? Toda quinta-feira vai lá, a gente fica das 7 às 9 da noite fazendo rap". E eu nunca tinha colado num lugar dessa cena específica. já tinha ido em show de rap, eu fazia freestyle na calçada, mas sem nenhum
equipamento. E esse foi o primeiro lugar que eu fui improvisar no Microfone mesmo, como Micida, tá ligado? >> Que [ __ ] mano. >> Só que eu cheguei lá, mano, e eu tava tipo assim, rolou um paradoxo muito engraçado, que é por um lado eu tinha marra de rapper, mas por outro eu tinha insegurança de quem tava fazendo aquilo ali pela primeira vez, mano. Que aconteceu? Eu peguei o microfone, segurei na cintura assim, ó. Sabia nem segurar o microfone, mano. Tá ligado? Aí eu cheguei, virei de costa Pra plateia, porque eu tinha vergonha de olhar
pra plateia e o Camal tava tipo sentado ali assim, ó. E ele tava junto com o Sorry, tava na bateria, rapaziada do central acústica e o Camal ficava fazendo assim para mim, ó. Põe o microfone na boca, põe o microfone na boca. E eu aqui, ó, é meu estilo, [ __ ] >> [ __ ] >> É o meu estilo, mano. >> Tá ligado? O Cabal me ensinou a pegar no microfone. >> Que louco, mano. >> Entendeu? Só isso. >> Tem mais um. >> Só isso. >> Posso? >> Claro. >> Calma aí. Tem que aumentar
as coisas aqui antes de dar play. Hum. Tá pá. Salve mítico. Salve Igão, Todo mundo que tá acompanhando o pode. Da hora demais. Você uma pessoa que é verdadeiramente especial, meu mano, meu amigo, meu irmão de vida da música das ruas Micida. Salve Leandro. Parece que ele tá cantando mesmo. >> É, a gente viveu tanta coisa junto, mano. Desde quando a gente tinha que carregar só a MPC, sei lá quantos quilos pesa aquela MPC 60 lá do metrô Vila Madalena, até lá no estúdio na timbre. Eh, desde aquele lá, da primeira vez que eu fui
pra gringa e você tava junto que a gente quase tomou aquele enquadro no aeroporto subindo pelo pela escada errada lá e o polícia gringo lá. Stop, stop, stop right there. Engraçado demais. Porém, eu não queria trazer nenhuma uma história que as pessoas não sabem. Eu queria trazer na real uma característica, mano. Uma característica, porque quem tá vendo aí Esse cara trocando essa ideia e vê os projetos que ele faz e ouve as coisas que ele fala, eh, muita gente é tocada por essas coisas, mas talvez pouca gente tenha noção do quão quão quão real é
o significado das coisas que o Micida diz, saca? é um maluco que toda vez que acontece uma coisa importante com ele, e não são poucas as vezes que isso rola, ele sempre envolve alguém que ele confia, alguém que ele acredita e geralmente alguém que tá com ele há Muito tempo. Muitas das vezes ele nem precisava envolver a pessoa e ele faz questão de envolver porque na minha percepção, no meu ponto de vista, quando ele diz nós, ele quer dizer nós de verdade. sempre faz questão que os momentos históricos, os momentos importantes da carreira dele sejam
coletivos. Coletivos. Muitas vezes ele me ajudou, ele me levou, ele me chamou para várias coisas que para mim eram muito especiais, muito especiais. E Talvez eu não teria vivido aquelas experiências se não fosse esse instinto coletivo que o Micida tem. Quando esse maluco fala emida, muitas vezes o Emicida é um guarda-chuva maior, que quer dizer nós, nós somos o Emicida, assim como nós somos o Rachid, nós somos o Camal, nós somos vários dos artistas por aí que representam de fato nós, tá ligado? E esse maluco representa. Toda vez que ele disser, você é que tá
assistindo, pode ter certeza, ele tá se Referindo a nós de verdade e inclui você. Tamamos junto. Foco na missão. Valeu. Pode par. >> [ __ ] >> Só p uma batida, mano. Cara mandou a letra. >> Nós >> nós. >> Rashid é um professor, irmão, tá ligado? Eh, todos nós temos momentos em que a gente desacredita, mano. Falha mesmo, tipo, você Questiona se você tá no caminho certo. O Rashid foi um cara que nas piores fases desse tipo de discrença, ele ia na minha casa e colocava umas linhas, porque ele sabe que eu amo as
linhas dele. Então, ele ficava ouvindo os rap dele, o disco portal inteiro, mano. Ele ia, fazia o bagulho e mostrava. Tá ligado? E eu chorava para [ __ ] porque eu tava meio desacreditado dos bagulhos. Então, primeiro, eu só tenho gratidão e amor por esse cara, mano. Tipo assim, ele é realmente um professorzão na minha vida, sabe? Por por isso que nós tá tão próximo, por isso que nós eh estuda junto, porque isso é [ __ ] A gente gosta de estudar junto, sabe? >> Isso mostra uma proximidade diferente. >> É, mano, porque assim, eu
acho que a gente perdeu um lugar, A gente nunca pode parar de aprender, mano. Tá ligado? Isso, talvez isso seja deixar de viver, tá ligado, mano? né? Você se fechar pro pro aprendizado. Então, a gente gosta de aprender junto. Nós é uns caras que gosta de [ __ ] você entendeu tal bagulho? Quando a gente montou o o nosso grupo de estudo lá, foi muito isso, né, de cada um interpretar um barato e se juntar. E a partir dessa junção, cada um traz a sua perspectiva, que não precisa, sua Não precisa ser a mesma que
a minha, sua vivência é outra, tá ligado? Mas é da hora a gente sentar junto, aprender junto com o bagulho e eu ver tipo, [ __ ] ó como é que o mítico absorveu essas ideias, ó como é que o Igão absorveu essas ideias, tá ligado? Mas olha de onde eu vejo essas ideias, sabe? Olha como que as minas viu essas ideias, sabe? Tipo, e falando dessa parada que ele falou, mano, Existe uma palavra que ela foi muito, as pessoas relacionam a mim, mas a pessoa que realmente popularizou essa palavra foi o parte um do
Misuriana, que é a palavra buntu, tá ligado? >> Nossa, usou muito. >> Eu usei, mano, usei e tem uma questão maravilhosa com relação a essa palavra que ela é muito difícil de ser traduzida pra língua portuguesa. Por quê? Porque nós não somos capazes de Traduzir, não, >> porque ela significa muitas coisas, >> porque o significado dela é muito mais amplo, tão amplo. A concepção africana de comunidade é tão ampla, ampla. >> E esse ampara é [ __ ] porque esse ampara, esse R também é africana, sim. >> Tá ligado >> que a gente foi tirando,
né? Isso, mano, mas ela é tão ampla que para nós é difícil ter uma tradução precisa na língua portuguesa. Então, o Mais perto que a gente consegue chegar é: "Eu sou porque nós somos". Que é uma forma de dizer: "Minha humanidade é um reflexo da sua, mas eu acredito que a melhor tradução de Ubuntu é nós, tá ligado? >> Sim. Por quê? Muito. >> E é o e é e é o erro gramatical. É nós. >> É nós mesmo, >> tá ligado? >> Porque o é nós é diferente do é nós. >> E é conosco.
>> E é conosco. >> Não existe um econosco. >> Não, não dá. >> Tá ligado? O Sérgio Vais tem um poema que é lindo que ele fala assim: "Tem uma diferença entre quem diz é nós e quem diz nós vamos". Quem diz nós vamos nós iremos. dificilmente aparece. Quem diz é nós vai tá lá com certeza. Com certeza >> tá ligado? O é nós, ele é a síntese da tradução de um conceito muito grande no que algumas pessoas entendem superficialmente como um erro gramatical, mas na verdade ele é uma tradução de mundo, uma tradução dessa
visão comunitária que não se encerra em mim, tá ligado? A minha vitória é a sua vitória, que é a sua vitória. E a humanidade que nós produzimos junto inventa o mundo que cerca a nós. >> Sim, >> é isso que eu acredito que eu digo. Quando eu digo é nós. >> Volta com os boné, >> tá ligado? >> Por favor, >> é nós para [ __ ] >> Meu irmão, tenho perguntas mais rápidas aqui pra gente responder antes da gente encerrar esse papo maravilhoso. >> Como é que é? P >> batebola, jogo rápido com Leandro
Rock. Pésimo. >> Será? Sou péssimo. >> Então, vamos ver. Fazer queijo ou plantar tomate? >> Fazer queijo, com certeza. Plantar tomate é um, mano, pelo amor de Deus. >> Única coisa que o sertanejo faz melhor que você. >> Com certeza. Com certeza. Você é louco. Eu vejo o vídeo do Leonardo ali com com ô final do Leandro, o Leonardo lá, mano, tá ligado? Plantando tomate. Eu até me Emociono, falo: "Como esses cara conseguir esses tomate desse tamanho, ti?" Muito tomate, >> mano. Tomate é um bagulho que você tem que quase que sentar do lado da
planta e ficar assim, mano. >> Por favor, não corre desde o começo. Sou hemicida, tá ligado? Tem um Gramy, mano. Você você poderia crescer, mano. Ele sai tipo um uma bolinha verde assim, tá ligado? E aí ele nasce nums perto do chão, aí ele Estraga, tá ligado? Você tem que estaquear o bagulho, deixar ele em pezinho, tá ligado? Outro dia passou um vizinho meu que o tomate ainda tira onda com a nossa cara. >> Ah, mentira. fez uma raminha assim, nasceu pro lado de fora da horta. Eu tinha, sei lá, quatro tomate pendurado vermelho e
eu olhando pro verde triste, falando: "Nossa, só meus tomates numa vermelha". Tá ligado? Aí o vizinho passou: "Ô, vou pegar esses tomates para Fazer o molho, Micida". Porque tem isso também, né, mano? As pessoas agora todo mundo sabe que eu moro lá. Então, teve uma época que era [ __ ] tava aí para mim, >> tava colocando minha filha para dormir assim, mano, tá ligado? E tipo, chacoalhando ela aqui daquele jeitão que você fica tipo: >> "Dorme logo, mano." >> "Mano, dorme, por favor". Aí passa os cara ouvindo levanta e anda no talo, tá Ligado
mano? E eu tipo, eu não >> a olheira aqui, né, tio, assim, você >> serião assim. Valeu, rapa, >> da hora consideração. >> Obrigado pelo respeito. É nós, >> minha filha quer dormir para pagar da história. Os anos de 2018 a 2022 ou Dragon Ball GT. >> Dragon Ball GT, irmão, com certeza. Por que que você odeia tanto Dragon Ball GT, mano? >> Porque o Akira Toriama se afastou do Projeto, não soube o tamanho dele, >> tá ligado, mano? Tipo assim, eu acho que, mano, o GT é tipo um bagulho da faz nem na aqui
na nossa, né? Estamos jogando conversa fora, né, irmão? Tô >> falando Dragon Ball GT. >> Dragon Ball GT é a indústria, tio. Dragon Ball Z é a cultura. >> Ah, monstro. [ __ ] Mas o que que você começou a assistir GT? Você falou: "Ah, Não, o Goku pequeno de novo". >> É porque ó, que na minha cabeça >> Goku pequeno, já comecei assistindo o Goku pequeno, eu falei: "Ah, não, >> tá o Goku, a mulher de não sei quem junto com ele, que o filho é maior que ele". >> Não, quando começa esse bagulho
aí, tio, >> não entendi, >> tá ligado? É tipo, >> mas eu assou sa Ah, Saam é >> não. E esse outro que tem agora? O Super. É, >> eu não vi muito ainda. Não peguei. Eu voltei a assistir o Kai, que é o Goku vindo do planeta dele, vira o gorilaço. Aí chega o Vegeta, pá. Aí sim. >> Então, GT não. >> Não, >> mas você assistiu? >> Assisti. >> Contra a minha vontade. Assisti para criticar. >> Pessoa mais aleatória que já trocou Mensagem, ministra Carmen Lúcia. Chave. Veio na hora na mente. >> Pau
na chapa ou pão de queijo? >> Pô, [ __ ] Pão de queijo. >> Um maluco no pedaço ou Chaves? Chaves. Chaves para [ __ ] >> Chaves é muito >> Chaves me formou como ser humano. >> O Chaves é rapper. Tudo. Tudo. >> É sério. >> Tudo. >> O Chaves. >> Tudo que eu tenho eu devo ao Chaves. >> Caralhomão. Você é louco, [ __ ] >> No show dia 30 começa num barril, irmão. >> Mentira do caramba. Você vai sair do barril, >> tá ligado? >> Se o rap acabasse amanhã, qual gênero você
cantaria? Música falada. Bit um funk pai, >> tá ligado? Ai, uma gíria do trap. >> Salce. >> Você que ela falar scar >> salse. >> Sal é [ __ ] Sal é [ __ ] >> Não, scar. Scar eu não admito scar não. >> Um hábito comum que você tem. >> Um hábito em comum que eu tenho, mano. >> Comum. Eu tenho um lance de às vezes quando eu paro eu paro assim, ó. Tipo, >> mano, pensando assim, >> você sabe o que tem nome essa pose? >> Qual >> você é perninha de fofoqueiro. >>
É, então eu sou pr [ __ ] mano. Então é isso. É isso. Perninha de fofoqueiro. Que é perninha de quem, tipo, tá com uma vontade de pôr uma cadeira na calçada, tá ligado, mano? Isso é perninha. Você tá ligado que, mano. O cara chega, tá de quebrada aqui, ó. O mano que tá aqui, ó. Ele sabe tudo. >> E ele fica horas assim. Flamingo. Perninha de flamingo. >> Um mano, um hábito. É o quê? >> Incomum. >> Um hábito incomum, mano. >> Ou um hábito que você tem, a galera não sonha. Uma coisa que
você faz. >> Mano, eu não sei. Ô Tinoco, man. >> Porque para mim, para mim é comum, mano. >> Mania. Ele tem manias. >> Que que a mania que eu tenho, Tinco? Um Bagulho man, nem que seja engraçada. Vai. Tem agonia. Fora isso que ele falou de estudar bastante. Eu tenho agonia de forrar mesa de livro. >> Forrar a mesa de livro? >> É, mano. Mas eu tive que parar. >> Tipo, você vai ler, você >> muitos >> forra a mesa. Você não você não lê na mesa crua >> não. Ele forra a mesa de
livro. >> Ah, tá, entendi. Pensei que era joga uma toalha agora. Vou ler. Um cara maior chato para ler. Tem que forrar. >> Preciso esticar minha toalha meus livros. >> Meu cotovelo precisa ficar confortável. É, qualquer mês ele forra de livro, >> mano. Meu hábito em comum aí é ir pra feira comer pastel e fazer compra, parça. >> Isso é muito bom. >> Carrinho, >> entendeu? >> Quem que é o JZ? >> Ou em que sentido? No que você está pensando. >> Liricamente, >> não, que aí eu sei que vai ser Kendrick, >> tá ligado,
mano? No geral, tipo assim, se pegar todos os atributos, dividir e tirar a, como que é o nome disso? A média. Obrigado, >> mano. Eu acho que é muito difícil fazer isso. É muito difícil, tá ligado? Mas hoje eu iria de Kendrick também, >> tá ligado? Eu acho que tem um tem muitas conquistas do Jayz. Take King of Fighters ou Mortal Kombat. Eu não tô jogando hoje, >> irmão. Pelo amor de Deus, tio. Mortal Kombat não tem roupa para conversar com T King of Fighters. >> Obrigado. >> Tá ligado? >> Obrigado. >> [ __ ]
Não tem roupa. Qual seu trio mesmo, então? >> Yashiro. Rugal. >> Rugal não pode. >> Ah, você usa rugal. >> Por que não pode rugal? >> Porque um chute dele é meio sangue. Não pode. Na minha quebrada não podia. Apelação, você sabe >> Osasco que se vire na Norte, na Norte é legalizado. >> Qual que era o terceiro? >> Entendeu, mano? Yori ou Robert Garcia? >> Robert Garcia. >> Robert Garcia, tá ligado? Mais tirando naquele especial que é pancada, joga leque, sai fogo, corre, gira, dá chave de perna, tá ligado? Ainda termina rindo. >> Você
se garante? Me garanto irmão. Eu não vou jogar contra não dá. Fui parar no Conselho Tutelar. Take F. Fui parar no Conselho Tutelar. Minha mãe não deixou mentir. Mas também >> faltei um mês um mês na escola ficava indo no fliperama. >> Repeti de ano por causa dessa [ __ ] >> 2002 a mulher >> eu repeti. Não, o meu era um pouco antes, né? Mas eu repeti de ano por Causa dessa merda, >> tá ligado? Eu fiquei, eu comecei aí no no Fliperama e assim era [ __ ] que tinha uns cara maior, né?
E os caras ficava falando vários bagulhos de sexo, tá ligado? De droga. E eu não entendia [ __ ] nenhuma daquele bagulho e eu ficava tipo, pode crer. >> É isso aí, >> as ruas >> e os cara jogando aqui, tá ligado, mano? Tipo, eu eu me lasquei por causa dessa merda também, mano. King >> Fighters, meu Deus. >> Era, pô, Te King. Teve uma época que foi nosso tigrinho também, filho. Qualquer >> qualquer 30 centavo era ficha. >> Foi. Ainda bem que era centavos >> e que não e que não era automático, não tava
aqui, né, mano? Você tinha que tirar a moeda do bolso, né? Comprar a ficha. Vou vender umas latas. Eu vendi muita lata, >> mano. O que eu vendi de lata e assim joguei sujo também, né? Eu colocava terra dentro da lata e amassava >> e pedra >> com certeza. Molhava água. >> Não sei para fazer peso. >> Você fazia isso? >> Não, não. Água não. Só pensei que >> não funciona água, mano. Água faz barulho, tio. O bagulho vai vazar, mano. >> Ainda mais você que vem do Pará e evaporar, mano. >> Lá é rápido.
>> Lá evapora lá, cara. Tipo assim, o cara sai do banho molhado de suor lá. Mano, o pr mim o norte do país, ele tem alguma coisa que acontece lá, que é o suar, ele nem escorre e nem seca, ele fica a gotícula aqui, ó. >> Sim. Você fica sempre, você fica sempre úmido, sei >> lá. >> Sim. Pegajoso. >> É um povo brilhante, mano. A gente tá Sempre brilhando quando a gente tá lá, que fica esse reluzente aqui do >> festa sempre tá brilhando, né? É verdade. >> E ele engana, né? Tipo, você chega
e você fala tipo, não, tá suave, >> suave o [ __ ] >> Nada. Quando você sai do avião, você já tá, >> você vai não, mas você vai até o meio da quadra, mano. Aí você percebe o que que é o calor do norte. É >> apavorante, cara. >> Mano, você fala: "Eu vou, você procura uma sombra de tudo quanto é jeito, mano. >> E você toma banho? E você toma banho com E você tá com calor tomando. >> Tomar banho gelado, passando calor. Calor. Uhum! Eu já chorei de madrugada de calor assim >>
para refrescar. Só que tomar banho e ficar da frente do ventilador molhado e ai que agonia, Velho. Que agonia que >> cara chorando, né mano? A lágrima, a lágrima sai morna. Não, >> chorar sem vontade, mas de agonia, tipo, [ __ ] só queria dormir. É sério, pô. Não tinha acontecido nada. Então o ventiladorzinho era, >> ventilava vento quente, né? >> Ninguém é paraense, tá ligado? Às vezes o ventilador às vezes atrapalha porque espalha o calor. É [ __ ] mano. Não, salve meu parar. Eu Amo você. Você >> Santa Cruz ou rinha de MCs?
Para acabar. >> Nossa, você quer o quê? Que eu brigue com meus amigos? >> Não, >> você quer que eu brigue com meus amigos? Eu quero que você fala qual que é, qual que te brilha mais os olhos ou que tem mais, como fala? Valor sentimental. Eu acho que é Santa Cruz, porque a Santa Cruz sempre teve como síntese o sonho. A Santa Cruz nunca foi Uma batalha que tradicionalmente tinha equipamentos, microfone. Não. Na Santa Cruz o que porta é sua rima. >> Até hoje. >> Até hoje, tá ligado? Eh, a Rinha, [ __ ]
mano. Tipo, >> não, joguei sujo mesmo, >> não. A Rinha foi foi um lugar maravilhoso. Foi a partir da Rinha que eu fui pro Rio de Janeiro. Mas a Santa Cruz tem um barato que ele é muito bonito do da molecada sonhar. Só eu vou Lá treinar, mano, melhorar minhas rimas hoje. Você chega lá e você vai se inscrever e vai ter um cara que é campeão 15 vezes e tem uma menina que chegou agora que tá rimando para [ __ ] tá ligado? Ela é aglutinadora. E para encerrar, acho que a última pergunta mesmo,
irmão, irmão, >> você tinha falado que era a última que ela fez. >> É que eu sou safado e me veio ela a última agora também. Eu Sou freestyleiro também, né, Mico, a gente também brinca disso. Eh, o que eu quero saber é volume três foi você rimando nos bits dos nossos professores Racionais. >> Sim. O volume dois, a gente falou, quase a discografia toda e tá lindo. Que que a gente pode esperar do volume um? É um álbum colaborativo, >> mano. Não tinha pensado nisso, >> pô. Como não? >> Mas você sabe que eu
eu resolvi reabrir essa ideia, por favor, cara. Tá ligado? Porque assim, primeiro que as pessoas estão muito ansiosa, tá ligado? Ontem o cara escreveu, eu entrei na internet ontem, tinha um cara que fez um comentário tipo assim: "Por que que o Micida não soltou o volume um até agora?" Tipo, irmão, ou sou o primeiro ou sou ou sou o volume três, o volume dois. Você nem decorou, >> você nem >> nem apurou. Por >> que é isso, mano? Esse é um disco demorado. Se você achar que você entendeu, você tá mentindo. >> E eu acho
que discos tem que ser de entendimento demorado. >> Tem também acho. Acho que é uma, é um horizonte longo. Mas assim, mano, essa ideia, isso seria um sonho, né? Isso seria o sonho do sonho. Mas tipo um remix de triunfo, mano, eu tô sonhando aqui. É, é, é o fã Falando, entendeu? A gente, a gente, a gente brincou, a gente brincou com isso, >> mas é uma ótima ideia. Se caso for acontecer, só me manda assim, >> então três pontos rolou. Se eu te mandar uma mensagem escrito rolou, >> eu já vou entender tudo. >>
Você já sabe. Corre para São Bento. >> Fechou. >> Corre para São Bento. >> Corre para São Bento que o bagulho tá louco, irmão. Entendeu? >> Curtiu o papo de hoje, meu irmão? Adorei, mano. Adorei. Adorei. Vocês são [ __ ] mano. >> Obrigado pelo convite mesmo, >> tá ligado? Parabéns de novo pela jornada, pelo time, >> tá ligado? Pelo crescimento, tá ligado? Torço muito por vocês, mano. >> Entendeu? Para mim é sempre uma alegria vir aqui >> e acho que vocês têm um bagulho muito valioso na mão, mano. Tá ligado? Vocês t oportunidade de
contar história como as nossas pro mundo com uma estrutura cada vez mais [ __ ] >> É o que a gente quer. >> Eu acho de verdade, [ __ ] Aí agora eu já tô dando pitaco. Você tá querendo saber o que é o volume? Eu acho que vocês tinham que fazer uns filmes. E se eu te falar que a gente já tá fazendo, >> é Filme sério também. >> Ah, mica, você foi bem, hein? Ó, tem tem filme sendo desenvolvido com uma com uma emissora de canal aberto. >> Legal. E tem uma série sendo
desenvolvida com stream >> bem grande. >> Vocês é bruxo. Quem ensinou vocês sabia. >> A gente aprendeu com você. >> Ah, meu amigo, eu só um pitar com o outro. >> Não, não, mas a sua caminhada diz por Muito. Acho que se você nunca tivesse sentado nessa mesa para trocar ideia, você já teria ensinado tanto de coração. >> Mas vou te falar que o Sérgio Vais de novo. Sérgio Vis tem um poema maravilhoso que diz: "A vingança tem seu lado bom se usada como convém". Por exemplo, se alguém disser que te ama, vingue-se e ame
a também. Então assim, mano, vocês também me inspira demais. Considerem-se vingados, >> [ __ ] Obrigado. [ __ ] que pariu. >> Tamos junto. >> Tomar no cu. Eu amo esse cara, mano. >> Tomar no cu. Eu amo esse cara. >> Ele sabe que foi real. É tipo, é nós. >> É nós, [ __ ] >> É isso. Espero que você tenha gostado. Vá shows, entendeu? Vá turnê. Tem duas datas em São Paulo. A primeira já esgotou, mas não fica triste. Vai ter uma nova data. >> Dia primeiro. Vamos embora. Dia primeiro agora >> estamos
com você, jovem. >> Compre o ingresso, tá bom? >> Na descrição link, tá? >> Por favor, vá ao show, ouça o disco, ouça de novo e reuça. Deixa o like, segue o MC todas as redes sociais, segue o Pot também. Ruma a 10 milhões de inscritos. Tô muito feliz. Vamos embora. >> Ô, segue a agenda do PDP par com nossos programas aí. Semana que vem tem convidado maluco, novo, gringo. Pode, não pode falar, >> não pode, >> mas é gringo. >> E não saiu ainda o Records, né? Tá vindo aí o Records, né? Quando que
vai ser o lançamento, Alex? >> Final desse mês. >> Final desse mês. >> Final desse mês. Pode par records. >> Já tá. Estamos, estamos >> alinhando. Mas já tem programas gravados, tem muita coisa. Tá tudo certo. Eu vi. Os cara mostrou ali, o Mostrou os bagulhos ali, man. Eu vi. Achei [ __ ] >> mano. Aprovou. >> Oxe, eu vi do Rael aí. >> Queremos você aqui também. Não pode para recorde, né? >> Bora, mano. >> Pelo amor de Deus. >> Oxe, >> ele vai ganhar o segundo gram dele. >> Só que nós estava aqui
ontem. Quem tava Rodando aí, Dudu Du Nobre também, né? Ele gravou coisas aí. gravou coisa aí Dudu nova >> Dudu nobre olhou no meu olho e falou assim: "Qual é, rapaz? Eu sou da época da Barra Funda que vocês estava descalça". Falei: "Como que você l >> ele chegou falando, eu cheguei no podcast de vocês, vocês estavam descalça". Eu falei: "Ele sabe." Tamamos junto, gente. Bom final de semana, ó. Drogas para cá, vocês para lá, se Protejam, >> pega um casaco, >> pegam um casaco e tamos junto. Dignidade já é nós estamos junto. >> A
semana do consumidor Amazon já tá rolando. >> Ofertas com até 80% off. >> Obrigada. Milhões de cupões cupões e frete grátis. Aproveite. >> Vai termina o comercial, então. Brilha diva. >> Ihu. >> Esse é o jogo do Resta um. Quem vai pegar a última taça de camarão? Cafu ou Nicole? E quem venceu? Foi Nicole. A diversão tá aí. Super bet. Você sente quando é super.