Sexo tá barato. Ário vai sempre proteger as mulheres. É, não é um bicho muito confiável, né?
E que feminismo foi uma forma de libertação dos homens. >> Oi, Pondé. >> Oi, Thaís.
>> Pondé. Eu queria começar esse programa falando com você sobre esses grupos de homens que nasceram nos Estados Unidos e que tão aportando por aqui e que compartilham da ideia de que a mulher não é um bicho muito confiável, né? e que no caso de separação eles vão sempre levar pior.
Isso porque eles acreditam que o sistema judiciário vai sempre proteger as mulheres. Mais ou menos como se num jogo o árbitro tivesse comprado, né, e tivesse comprado nesse caso pelas mulheres. Então eles resolvem que não vão entrar nesse jogo, eles não vão se casar, eles não vão ter filhos e eles vão ter mulheres apenas de forma ocasional e etc.
Você acha que eles têm razão em alguma coisa, Ander? >> Acho que sim. É um dos elementos desse fenômeno.
Ah, muitos homens olharem para eles, para esse cenário e fazerem a conta na cabeça. Sexo tá barato, certo? Tá fácil.
Você hoje não tem nem que pagar no sentido do pagar o jantar, digamos assim. você tem as mulheres emancipadas em grande medida e, portanto, elas mesmas, muitas não querem compromissos nesse nível pelo mesmo primeiro momento. Então eles olham pros caros assim casados com a cara assim meio de que obedece a mulher, segura a bolsa dela no shopping e tal e aí ele pensa: "Não, eu não quero cair nessa.
" Então acho que há alguma racionalidade, >> mas nesse caso é uma questão pouco mais específica, eu acho, porque eles dizem que o Estado, mais especificamente, o sistema judiciário, não é justo com eles, que os juízes, por exemplo, no caso de partilha de bens, no caso de guarda de crianças, vai sempre olhar pra mulher com mais boa vontade, digamos assim, do que a maneira como o sistema judiciário olharia pros homens. Então, por isso que eles já dizem não ao casamento, até partilhar alguns momentos com uma mulher, OK, mas contrair laços que depois podem parar no tribunal onde eles acham que eles vão ser sempre preteridos é o que eles não querem. >> É, então eles olham pro casamento, para esses essa situação do judiciário, como você diz, e diz: "Esse é um mau negócio".
Casar é um mau negócio, não precisa casar. engravidar uma mulher. Então isso é pior dos cenários desse ponto de vista.
Por quê? Porque você vai tá ligado a ela para sempre. Agora, essa questão que você falou no começo sobre, tipo, o árbitro tá comprado, né?
Acho que tem algumas, digamos assim, algumas camadas dessa cebola, né? Acho que tem uma camada que é o seguinte, tem long um longo processo em que a mulher teve pouco acesso ao espaço público, pouca voz do espaço público. Então, há um entendimento, principalmente em grande parte do judiciário, que inclusive composto por muitas mulheres nos últimos tempos, de entender que quando você tem um contencioso entre o homem e a mulher, o homem tá aqui em cima e a mulher tá aqui embaixo.
Então o homem, por exemplo, ele não arca com a gravidez, ele não necessariamente arga com a arca com a lida dos filhos. Muitos abandonam os filhos. A mulher aqui embaixo arca com a gravidez, tem um trabalho prejudicado pela gravidez e pela criança pequena.
muitas vezes fica com o filho. E aí, nesse sentido, do ponto de vista do judiciário, acho que acaba acontecendo isso. >> E você falou outra coisa agora a pouco que o sexo tá barato.
Isso é outro motivo pelo qual os homens, esses grupos de homens estão se afastando do casamento. Não precisa casar para ter sexo. Quer dizer, é por isso que as pessoas se casam, que os homens se casam.
Se você for lá para trás, quando eu digo no tempo, eu quero dizer lá para trás, você nem sabia direito que era o pai de uma criança, certo? Assim, essa ideia de que tinha o homem e a mulher, essa coisa de cinema assim, se você tinha uma mulher andando sozinha numa rua em Roma, se ela tivesse sozinha, se o cara encostasse ela na parede e transasse com ela e fosse embora, não acontecia nada. Agora, quando você começa a ter uma sociedade mais burguesa mais organizada, mais moralmente apertada, né?
Você começa a ter uma situação que assim para casar, principalmente em grupos que são mais religiosos, mais classe média, para fazer sexo tinha que casar, principalmente pra menina que era de família. Agora não tem mais esse problema. Voltou a ser como era antes.
É isso que eu quero dizer. Agora tá fácil transar porque antes sempre foi. >> Então, P, você acha que a gente pode chamar esses movimentos de movimentos de emancipação masculina?
Ou melhor ainda, será que o feminismo foi uma forma de libertação dos homens que agora estão aí fazendo o que querem, não estão casando, só estão usufruindo da vida aí das mulheres? As mulheres conseguiram em alguma medida mexer no seu lugar social, mexer no seu lugar de papéis de obrigação social, um tanto restritivos, numa sociedade que foi paulatinamente se tornando burguesa, de classe média, como a gente conhece, porque lá para trás, como eu dizia, era muito diferente disso. E então eles olham para isso e dizem: "Olha, quais são os meus papéis sociais restritivos?
Tenho que ter filho, ser pai, >> provedor, >> provedor, pagar as contas. Tenho que bancar a minha mulher. Se ela, ela pode até trabalhar, mas se ela trabalhar é para os custos dela.
Então eu tenho que sustentar a casa, eu tenho que dar certo profissionalmente. Então ele olha para isso e diz assim: "Bom, se eu não não tenho mais ah um lugar social em que olham para mim como alguém de valor, porque olham para mim como violentador, estuprador, sei lá o quê, eh então por que que eu tenho que obrigar, por que que eu tenho que ser obrigado a cumprir esse papel? que existem muitos homens que estão de saco cheio, que estão cansados de um discurso o tempo inteiro, de que você é machista, de que você é sexista, de que você é perigoso.
E aí vem aquelas coisas, né? De um lado, você tem de fato uma história em que você tem assédio, violência contra a mulher, tudo isso que a gente já sabe e sempre tem que ser apontado. Por outro lado, existe mesmo uma certa retração masculina, uma decisão dos homens falarem, se chamam de emancipação masculina, eu vou cuidar da minha vida do jeito que eu quero.
Não vou obedecer a mulher nenhuma, porque é uma coisa que muitas mulheres não entendem, é que no universo masculino existe uma espécie de consenso, que é o seguinte: o casamento só continua a existir enquanto o homem aceita obedecer a mulher. Quando ele começa a questionar o domínio da mulher sobre ele, quando eu digo domínio é domínio sobre coisas do dia a dia. Tô falando de opressão, né?
o domínio básico no dia a dia. Quando ele começa a questionar esse domínio, ele provavelmente vai buscar outra para mandar nele. >> Ponde a Ellen Smith, ela diz então nesse livro Man on Strike que os homens têm sido retratados com pedófilos pervertidos, tóxicos, etc.
E ela levanta a hipótese de que esse tratamento, essa imagem é uma das razões pelas quais os homens, pelo menos os jovens americanos, estão deixando a universidade. Ela levanta a hipótese de que eles estão deixando a universidade porque o ambiente universitário passou a ser um ambiente hostil para eles para usar esse termo que tá tão em voga, né? Você acha que esse tratamento dos homens que a Helen Smith aponta estaria por trás desse êxodo dos jovens americanos das universidades?
o homem heterossexual e branco, mas eu necessariamente preciso tocar nesse na questão de raça aqui, ele é visto como alguém que é historicamente opressor. Então eu acho essas coisas ah thí entender que muito do que se fala no debate político tem razões de se falar no debate político, né? O debate sobre identidades, ele é chato.
Eu acho pessoalmente ele muito chato, mas ele tem uma razão de ser. Por outro lado, essa área aqui que a Helen aponta, em que os homens são discriminados, são representados como idiota em filme romântico, moderno, novo, quer dizer, os caras são sempre idiotas. E essas duas áreas elas se e elas entram em em conflito.
E se você toca nesse assunto que a gente tá tocando, de repente já tem 50. 000 pessoas falando machista, machista. Por quê?
Porque você tem ali homem heterossexual tem a imagem de que ele nunca foi oprimido porque o mundo é heterossexual e ele é homem e tal, mas hoje dentro do ambiente universitário, principalmente em humanas, eu não vejo esse discurso do tipo falado, mas eu e qualquer professor que não minta sabe que menino na sala de aula na universidade raramente abre a boca. boca sobre esses assuntos. Eu quero dizer por tem medo.
>> Porque ele tem medo. Se ele abrir a boca, ele terá que abrir a boca concordando com o discurso feminista. Infelizmente, quem causa isso tudo, que é uma responsabilidade que talvez você tenha que assumir, são os homens brancos privilegiados, velho.
Somos nós que vai atrás, que que bate, que maltrata muita gente, que impõe muita coisa. Então, é um lugar que a gente precisa ouvir. >> O feminismo ao que eu me refiro, não é a mesma coisa que as mulheres.
Que o que eu quero dizer? Muitas meninas não concordam com esse discurso radical feminista, mas elas também têm medo de falar. E eu acredito que se você tem meninos que são representados o tempo inteiro como ruins, como violentos, como agressivos, como duvidosos, como errados, de repente ele prefere ir para outro lugar que não seja universidade.
>> Os homens reclamam que quando as mulheres sofrem violência doméstica, evidentemente todo mundo se indigna contra isso, né? E quando eles apoiam da mulher, todo mundo ri deles. Então, existe um sexismo invertido, talvez >> as aversas.
>> As avessas. >> É, eu sei que muitas feministas dirão que não, porque não existe uma relação simétrica. Elas farão analogia do tipo: "Não existe racismo reverso, certo?
Essa lógica". dizer, eu conheço bem esse debate acerca de identidades e de assimetrias, e é importante conhecê-lo para saber exatamente o lugar que ele ocupa de importante na compreensão histórica do mundo, tá? Então, muitas feministas dirão: "Não, não existe sexismo reverso, porque o homem é sempre opressor.
" Agora, você quer ver um exemplo ainda mais interessante dentro do que você estava falando? É um cara que diga que foi coagido a fazer sexo por uma mulher. Calma que calma.
É só um zelinho. >> É só um zelinho. >> Você olha e diz assim: "Pera aí, como que você foi coagido a fazer sexo com uma mulher?
" Porque para um homem fazer sexo com a mulher, entenda isso, uma penetração, ele tem que ter uma ereção. E se ele teve uma ereção, em algum momento a coação dela funcionou. >> Sim, mas eu sou obrigado a concordar se houve uma ereção, houve um consentimento.
>> Então, mas então isso é uma coisa que qualquer cara olha e diz assim: "Hum, cara reclamando de mulher que deu em cima dele e assediou ele e tal". Então assim, se ele se ele teve ereção, houve, digamos assim, um consentimento fisiológico. A ideia de que a mulher teve ela ela teve ela deu algum consentimento porque estava bêbada ou que ela no começo queria e mudou de ideia, certo?
que é um assunto muito comum, é de que como ela não tem força física para fazer com que ele pare, se ela mudou de ideia, ela não vai conseguir fazer porque ela não tem força física para segurar o cara. Então ele acaba indo aos finalmente, como se diz, porque não há dúvida de que um homem é responsabilizado pelos seus atos se ele encheu a cara e foi para cima de uma mulher. Se uma mulher encheu a cara e começou a transar com o cara, ela, a tendência é que ela não seja responsabilizada porque ela é mulher.
Por quê? Porque há o pressuposto da relação não simétrica. Não é justiça comum.
Você não tem dois contenciosos no mesmo nível. A ideia de que o homem sempre tá no nível de poder maior do que a mulher. Então o contencioso é sempre, né?
Aí nesse cenário, mesmo que eu aceite isso, o Carol ele diz: "Tá bom, se é assim, então eu saio fora". >> Pois é, Pondé, então parece que os homens não tão muito felizes, mas eu queria retomar uma coisa que você falou um pouco antes, que é a questão da força física e que remete aquilo que a cabila, né? que existe uma diferença biológica entre homens e mulheres.
E essa diferença biológica muitas vezes é ignorada e talvez pelas feministas, por exemplo. Você acha que ela tem razão nisso? >> Acho que há uma diferença biológica, né?
Quando eu tava falando da força física, eu tava me referindo, inclusive a uma diferença biológica que naquela situação se coloca contra a mulher. o debate sobre o mal-estar masculino que a Helen Smith levanta, essa coisa de que os homens se sentem vistos como bandidos e violentos e tal, esse debate ele em nada anula a violência contra a mulher, em nada anula a discussão do feminicídio. Achar que anula é vício cognitivo típico da nossa época, que na verdade atrapalha a discussão e justifica o argumento da Helen Smith, que parte inclusive da ideia de que esse assunto todo não aparece porque o tempo inteiro só se repete esse lado de cá, que é absolutamente verdadeiro.
a a diferença entre homens e mulheres, a questão hormonal, como a gente estava dizendo. E ela fala a expressão: "Os homens estão fechando as portas pro relacionamento com as mulheres, né, e indo pra pornografia. " E aí ela fala que ela valoriza a pornografia, que não tá fazendo críticas, porque inclusive ela acha que a pornografia reflete o nível primitivo do desejo sexual.
Assim, essa é uma das falas, me parece, mais importantes, que hoje tem muita gente achando que você pode fazer uma cartilha correta de como pode, de como deve funcionar o desejo sexual. Isso me parece uma das coisas mais ridículas da nossa época. E ela toca nesse assunto, nessa frase.
O desejo sexual, ele é um problema. Um problema no sentido de que ele não é facilmente civilizável, de quando o é, ele brocha, certo? O desejo sexual ele nunca é correto no sentido do politicamente correto.
Ele nunca é correto. Ele tá sempre funcionando no lugar onde não é exatamente onde ele devia funcionar. Não é à toa que o Freud falou que a repressão dele gera mal-estar e que o civilizado tem sempre mal-estar.
Acho que a repressão sexual nunca foi tão alta. Eu acho que esse discurso de gênero é uma das maiores formas de repressão sexual que já inventaram na face da Terra. Mas quando ela fala daí da pornografia como fuga, é porque a pornografia é fácil.
E aí quando você tem além da pornografia, você tem relacionamentos que são completamente solúvis em água, que aí você tem uma mulher verdadeira, no caso masculino, é fácil. Agora mesmo uma mulher verdadeira pode eh do ponto de vista masculino, pode ser alguma coisa que gere para ele complicação. Então ele prefere pornografia, sabe?
É aquela história de que muita gente diz, um dia você descobre que você se você se diverte mais consigo mesmo. >> Se for rosa, menina. Se for azul, menino.
Roxo é não binári, tá? Não é nem menino nem menina. Roxo e verde é queir.
É um gênero não normativo. Se for cinza, é a gênero, sem gênero definido. Posso comer o bolinho.
>> É menino. [ __ ] Vascão. [ __ ] O que eu quis dizer é que o debate de gênero não no seu aspecto de afirmar que existem elementos sociais que constróem identidade sexual, isso é óbvio que há, né?
Mas o que eu estava querendo dizer é assim, ah, esse essa politização total do debate de gênero acaba funcionando como horror a diferença sexual. Quando a gente diz que tem 72 gêneros, 120 gêneros ou alguns exageros diend que existe um gênero para cada pessoa, o que é óbvio que é uma grande bobagem, na verdade você tá dizendo que não tem diferença sexual, porque se todo mundo é um, não tem diferença nenhuma. E aí você é um histérico e você não tem desejo sexual, porque o desejo sexual é sempre alguma coisa que tá falando de um ser partido que quer uma outra parte, um outro pedaço.
>> Mas você não concorda que pra mulher o desejo sexual tá muito mais liberado do pro e pro homem o contrário? Você diz que o desejo sexual hoje é um problema, mas é um problema porque ele não se encaixa muitas vezes no que as pessoas consideram correto porque ele se desvia dessa correção, mas não se tem a impressão de que isso diz respeito mais ao desejo sexual masculino do que feminino. É claro que do ponto de vista do dos últimos anos, a gente fala que a mulher tá liberada, mas eu sou daqueles que duvida muito de que a liberação sexual tenha tornado a vida sexual mais interessante, certo?
Por quê? Porque a vida sexual tá intimamente relacionada a um certo nível de repressão. E a repressão aqui, eu não tô falando a repressão do pecado, apesar que eu acho que o pecado é que nem saia justa, é erótico, certo?
Não é isso que eu tô dizendo, mas a repressão que eu digo é o fato do desejo não caber plenamente na civilização e na sociedade faz parte dele ser desejo. E quando a gente diz, "Tá tudo liberado", que que significa? Você pode fazer tudo, portanto você acaba não fazendo nada.
Eu não tenho dúvida que o desejo sexual da mulher agora está oficialmente liberado. Significa o que? Ela pode transar com quem ela quer.
É isso que quer dizer o desejo sexual da mulher tá liberado. Ela pode transar com quem ela quer. A questão é que isso não necessariamente acontece.
Inclusive, se a gente olhar do ponto de vista da Helen Smith, o que tá acontecendo é que muitas estão acabando querendo transar com quem ela quer, mas esse que ela quer não quer transar com ela. Por quê? Porque os homens acham que vai ser um investimento ruim.
Há uma saturação na relação entre homem e mulher tal que você quase não pode falar coisa nenhuma. Ou você fala já sabendo que o outro ou a outra, né? As mulheres são fazem mais esse exercício, mas os homens estão começando a fazer.
Se você falar uma coisa, você já sabe que o outro virá na defensiva, é automático. Então é como se fosse o tempo inteiro uma tentativa de fazer um jogo em que no final dê empate ou um vença o outro. E justamente nesse lugar se resolve eleger o amor como uma utopia.
>> Aí não dá certo. >> É o amor como uma coisa idealizada. Não existe nada mais longe da utopia do que o amor.
A frase é a seguinte: onde nós vamos nos respeitar. Quem é que quando ama e tem uma relação afetiva intensa fica pensando nessa coisa de respeitar o tempo inteiro? O ato sexual é um ato de invasão, certo?
Então eu eu acho que o o jovem hoje sofre de um puritanismo profundo. Nós estamos fazendo essa molecada ficar puritana, intolerante, radical. E nesse ambiente dos afetos é a mesma coisa.
Por quê? Porque o afeto idealizado deles é, na realidade um afeto. É um é um lugar onde eles não vão sofrer.
É um lugar onde ninguém vai trair ninguém. É um lugar onde >> onde todo mundo vai falar a verdade, >> onde todo mundo vai dizer o que pensa e todo mundo vai chegar a um acordo e todo mundo vai se respeitar. É tudo que não é a vida real.
A vida real é infinitamente mais confusa do que a gente está tentando fazer os jovens pensarem. Eu pessoalmente acho que nós estamos, eu falo nós adultos, né, que temos filhos e tal, nós estamos fazendo estrago na cabeça dos jovens com projetos éticos acerca deles. Quando você tem um projeto ético sobre seu filho, provavelmente ele vai acabar no psiquiatra.
E isso inclui a maneira como eles vão se relacionar com as mulheres ou com seus parceiros? Sim, porque fica tudo muito difícil, fica tudo muito exigente. E é muito interessante porque as meninas falam de emponderamento e emponderamento e você que é um pouco mais velho, que você já tem um pouco mais de experiência, você continua a ver um monte de menin se enrolando com os cara que você olha de fora e diz assim: "Meu, esse cara é um [ __ ] vagabundo, ele não faz nada, ele vai te explorar".
E ela tem o discurso do empoderamento feminino. E do outro lado você vê um monte de menina se envolvendo com um monte de cara que há qualquer 20, 30 anos atrás o pai ou a mãe ou qualquer pessoa diria: "Minha filha, esse sujeito não vale nada. Mas se você falar hoje isso não, porque faltou com respeito, porque não pode, porque é invasivo, não adianta, tem coisas que continuam a acontecer como sempre aconteceram.
E a gente mente sobre isso.