Eu estava conversando com uma amiga outro dia e ela me disse uma coisa que ficou martelando na minha cabeça. Ela falou assim: "Poxa, Mabel, eu faço tudo certo. Eu acordo cedo, trabalho, cuido da minha casa, cuido de mim, mas parece que eu carrego um peso dentro de mim.
" Eu ouço muito isso das pessoas. Elas sentem um peso dentro de si e não sabem o porquê. E sabe o que eu percebi?
Que nós, seres humanos, nós passamos a vida inteira acumulando coisas. E não é só objeto, não, hein? É opinião dos outros, é expectativa, é um jeito de pensar que nem é nosso, mas que a gente herdou de alguém e nunca questionou.
A gente carrega tanta coisa que esquece de se perguntar se as nossas próprias crenças e convicções realmente fazem sentido, são coerentes para nós. Se realmente nós acreditamos naquilo ou se estamos reproduzindo crenças aprendidas. Hoje eu vou falar sobre 10 coisas que eu eliminei e busco eliminar diariamente da minha vida e que mudaram completamente a forma como eu vivo, me libertando desse peso interno.
O maior presente que você pode dar a si mesmo e ao mundo ao seu redor é sair de cena por um tempo, fazer uma faxina interna e voltar como uma pessoa irreconhecível, uma pessoa que prospera e estimular todo o seu entorno, o seu meio a prosperar também. E quem me acompanha há algum tempo já sabe que quando eu falo de prosperidade aqui, eu não estou falando só sobre prosperidade financeira, tá bem? Tudo na sua vida pode prosperar.
Seus relacionamentos, a sua família, seus negócios, a sua espiritualidade, seu autoconhecimento. Prosperar é fazer crescer, é avançar, é fazer qualquer coisa que seja na sua vida dar frutos. E é impossível a mesma mentalidade que gerou um problema encontrar a solução deste problema.
é preciso mudar a mentalidade. Então esse vídeo é como um manual que eu tô criando tanto pros meus seguidores aqui quanto para os meus alunos, para eles fazerem essa reforma interna e eliminarem de uma vez por todas das suas vidas. A primeira coisa que eu eliminei e sugiro que você elimine é a sua identidade antiga, aquela versão de você que é condicionada às crenças que lhe foram transmitidas e não questionadas.
Sabe aquela versão de você que todo mundo conhece e que todo mundo espera que você continue sendo? Ah, você é tímida, você sempre foi assim. Você não tem jeito para isso.
Você é desorganizado. Você não sabe lidar com dinheiro. Você nunca foi de praticar esportes, ir na academia.
Você sempre deixa tudo pra última hora? Você nunca termina o que começa. Eu poderia passar umas duas horas aqui de vídeo só falando frases que os nossos familiares, amigos, professores e líderes nos dizem ao longo da vida.
Até a gente fala isso pra gente às vezes, viu? O grande problema é que essas frases vêm de ausências internas que essas próprias pessoas tem e projetam em nós. É o outro projetando em nós aquilo que eles são, o que eles vêm, o que eles acreditam.
Essas pessoas esperam que nós realmente sejamos assim. Isso não é por mal, viu? Não significa que essas pessoas desejem o seu mal.
Não, apenas significa que em algum momento alguma atitude sua validou esse buraco interno dentro daquela pessoa e ela projetou essa verdade em você. E você, de tanto ouvir, acabou acreditando. Sem querer, nós vamos nos moldando a essa identidade que os outros criaram para nós ou que nós mesmos criamos lá atrás e nunca mais revisitamos.
Eu me lembro que por anos eu me via como uma pessoa que não conseguia prosperar financeiramente, fazer meu trabalho crescer, prosperar, dar frutos, me dar independência. a pessoa que não consegue sair das dívidas. Eu contava isso para mim mesma e pros outros como se fosse um traço de personalidade imutável meu, sabe?
Como se estivesse escrito no meu DNA. Até que um dia eu parei e pensei: "Espera aí, quem disse isso? Por que eu acredito nisso?
" E aí começou um processo meio doloroso, mas profundamente libertador. Eu percebi que grande parte de quem eu achava que eu era não era realmente eu. Era um acúmulo de frases soltas, de experiências antigas, de medos que eu tinha transformado em certezas.
O peso que a gente sente muitas vezes vem disso, de carregar uma versão desatualizada de nós mesmos, de insistir em ser quem fomos, em vez de permitir que sejamos quem estamos nos tornando dia a dia. Deixar a identidade antiga para trás não é negar o seu passado, tá? Mas reconhecer que você não está preso nele.
Você pode ser diferente hoje. Você pode mudar de ideia sobre si mesmo. E isso não é incoerência, é o crescimento natural.
Isso é a verdadeira prosperidade. A sua personalidade está evoluindo, está prosperando. E é um alívio enorme quando você entende que não precisa ser eternamente consistente com quem você era aos 15, aos 20 ou até mesmo no ano passado.
Você pode simplesmente evoluir. A segunda coisa que eu eliminei da minha vida, sugiro que você elimine da sua também, é a ilusão de que eu preciso ter tudo sob controle. E para mim essa foi e continua diariamente sendo uma das mais difíceis.
Eu valorizo muito o planejamento, a organização. Então, para mim, ter as coisas sob controle me dá conforto. Só que existe uma diferença muito grande entre ser uma pessoa organizada e que planeja os seus passos de ser alguém que precisa controlar tudo.
Quando você se organiza e planeja seus próximos passos, você está se preparando para agir da melhor forma possível. Você tá criando um caminho, mas permanece aberto para os desvios, para os imprevistos, para as possibilidades que podem surgir no meio do caminho e elas aparecem. Você tem uma direção, mas não está amarrado a um destino fixo.
Mas quando você precisa controlar, você está tentando garantir um resultado X, um resultado específico que você pensou. Você não quer só fazer a sua parte bem feita. Você quer determinar exatamente como tudo vai acontecer, como as pessoas vão reagir, o que elas vão pensar, como você vai sentir, qual será o desfecho.
E é aí que está o problema. Porque se você tenta controlar a tudo e a todos, você para de viver, de experienciar a vida tentando escrever um roteiro para ela. E a vida não segue roteiro.
Ela improvisa, ela muda, te surpreende. E quando você está preso na necessidade de controle, qualquer desvio desse roteiro vira uma ameaça, vira uma frustração, como se fosse uma falsa prova de que você fracassou. Você deixa de aproveitar o caminho porque está obsecado com o resultado.
Deixa de ouvir o outro de verdade porque já decidiu o que ele deveria dizer. Você deixa de experimentar porque não consegue lidar com a incerteza do resultado. E o mais pesado, você transforma tudo em responsabilidade sua.
Como se coubesse a você garantir que nada saia do lugar, que ninguém se decepcione, que tudo flua perfeitamente. É um fardo impossível de carregar, porque a verdade é que a vida não é controlável. As pessoas não são controláveis, o futuro também.
E quanto mais a gente tenta segurar as rédeas de tudo, mais a gente sofre. Eu lembro de situações em que eu ensaiava conversas inteiras na minha cabeça. Eu imaginava o que a pessoa ia falar, o que eu ia responder, como ela ia reagir.
E quando a conversa real acontecia, nada saía como eu tinha planejado. E eu ficava frustrada, perdida, porque eu tinha gasto tanta energia tentando controlar algo que nunca esteve no meu controle. Tem uma frase que mudou a minha perspectiva, que é: você pode controlar suas ações, mas não pode controlar os resultados.
Quando eu internalizei isso de verdade, eu absorvi, tudo mudou, porque eu aprendi a soltar os resultados. Eu comecei a focar no que realmente estava nas minhas mãos, a minha intenção, o meu, a minha dedicação, a minha postura. Soltando os resultados, eu comecei a focar mais em desfrutar do processo enquanto ele acontece, desfrutar da minha intenção.
E aí quando eu de fato soltei os resultados, eles começaram a aparecer numa escala que eu jamais imaginei. Parece até um paradoxo, né? E é quando você realmente solta, as coisas acontecem.
É aquela ideia do efeito zenão, sabe? Quando você coloca o leite para ferver e fica olhando para ele e parece que ele nunca ferve, mas quando você vira as costas, o leite simplesmente transborda. Isso acontece porque o observador do fenômeno está constantemente colapsando a realidade.
Se você não solta, as coisas demoram mais para acontecer. Entenda isso. Observe isso na sua vida.
Só que o soltar é um processo diário. Não é da noite pro dia que você faz isso, é todo dia. Ainda hoje eu me pego querendo controlar certas coisas, mas agora eu reconheço quando estou fazendo isso.
E aí eu imediatamente respiro fundo e me pergunto: "Isso está realmente no meu controle ou eu estou só alimentando a minha ansiedade? Soltar o controle é um dos maiores atos de coragem que existe, porque exige que você confie. Confie no processo, confie nas pessoas, confie em você mesmo e, principalmente, confie que mesmo quando as coisas não saem como você planejou, você vai conseguir lidar com isso.
Afinal, são só resultados. A terceira coisa que eu procuro eliminar da minha vida diariamente e que é a mais difícil e também a mais importante é o excesso de informações e o tempo de tela ou como eu gosto de chamar o ruído digital. Essa é a mais traiçoeira, porque a gente vive numa era onde informação é tratada como poder, como riqueza.
Quanto mais você sabe, melhor. Fique informado, não fique por fora. Só que essa é uma armadilha silenciosa que nos dá uma dopamina, é um neurotransmissor cerebral, uma dopamina rápida, que termina rápido, que estimula o nosso consumo e gera um comportamento de zumbi.
A gente acorda e já pega o celular, abre as redes sociais, vê notícia, vê opinião, vê polêmica, vê tutorial, vê curso, vê mais notícia, mais opinião. E quando percebe, já consumiu mais informação antes do café da manhã do que nossos avós consumiam no ano inteiro, talvez mais até. Isso gera uma sobrecarga mental, nos deixa completamente ansiosos, confusos, porque não é só informação que você está consumindo ali, é carga emocional que vem junto, é carga energética que vem junto, é a indignação de uma notícia, de um comentário embaixo de um de uma postagem, a inveja que tem num post, a pressão de um story motivacional, a culpa de não estar fazendo o que fulano está fazendo, tendo os resultados que o outro tem.
Aquilo ali é igual uma droga. Se você não assumir que ela te pegou também, você não assume que tem um vício. Dificilmente você vai se livrar dele se você não assumir que tá acontecendo com você.
Eu lembro que há 15 anos atrás, quando eu palestrava junto ao professor El Coutto, nós falávamos sobre o quanto a televisão prejudicava e alienava as pessoas. Só que a televisão era um objeto externo, né? Era só você levantar do sofá, sair da frente dela.
Era só sair de casa que ela não estava mais ali. O celular hoje é 100 vezes mais perigoso, 100 vezes mais viciante, porque ele faz parte do seu corpo. Ele está sempre no seu bolso, sempre na sua mão.
E isso gera um lado ainda mais obscuro. a gente começa a substituir pensamento próprio por opinião alheia. A pessoa não para mais para refletir sobre o que ela realmente pensa, porque já tem 15 pessoas dizendo o que pensar sobre cada assunto.
Então, nós acabamos terceirizando nossa própria opinião. A meditação ajuda e muito nesse aspecto, em aprendermos a silenciar a mente. Veja, a meditação nunca foi tão importante na história da humanidade.
Eu lembro que uma vez eu li num livro do Oxo uma frase que cabe muito bem aqui. Ele dizia: "Medite 15 minutos por dia todos os dias, a não ser que você esteja muito ocupado e não tenha tempo. Nesse caso, medite por uma hora.
A quarta coisa que eu eliminei da minha vida é a comparação com outras pessoas. Isso aqui está completamente ligado ao ruído digital que a gente acabou de falar, porque as redes sociais são verdadeiras máquinas de comparação. Nós vemos recortes de vidas editadas, filtradas eh das outras pessoas e comparamos com a nossa própria vida.
As pessoas passam anos se comparando, olham paraa fulana, que está ganhando mais dinheiro e pensam: "Por que eu não estou lá ainda? " Olham paraa outra que tem um corpo que desejo e pensam: "O que há de errado comigo? Vem alguém viajando e se sentem mal por estar trabalhando.
Vem alguém trabalhando e se sentem mal por estar descansando? " É uma roda infinita de satisfação, porque não importa o quanto se conquiste, sempre vai ter alguém que parece estar num lugar melhor. Sempre vai ter alguém mais magro, mais rico, mais bonito, mais bem-sucedido, mais feliz, pelo menos na aparência.
E sabe o que é pior? A comparação rouba a alegria das pessoas. Elas conquistam algo incrível, mas em vez de celebrar, já estão olhando para quem conquistou mais.
Não conseguem aproveitar a própria jornada porque estão ocupadas demais envejando a jornada do outro. Eu vejo isso acontecer o tempo todo. Uma pessoa realiza um sonho, em vez de se sentir vitoriosa, já está se comparando com alguém que realizou algo um pouco maior.
E aí ela perde completamente o momento. E a vida é feita de momentos. Ela acabou de fazer algo incrível acontecer e nem sequer permitiu que aquela conquista tocasse o coração dela.
Essa comparação constante destrói as pessoas por dentro. impede que elas reconheçam as próprias conquistas, o próprio crescimento e a sua jornada individual. E tem uma coisa fundamental que nós precisamos lembrar.
Nós nunca estamos vendo a história completa. Aquela pessoa que parece ter tudo pode estar lutando batalhas inimagináveis. Aquele sucesso todo pode ter vindo como um preço que você não estaria disposto a pagar.
As pessoas comparam o seu capítulo tro de alguém e se sentem atrasadas na vida. A solução para isso é um trabalho muito consciente. Toda vez que você se pegar olhando pra vida de alguém com inveja ou se sentindo inferior, pare e se pergunte: "Mas e a minha jornada?
Onde eu estava há um ano atrás? O quanto eu já cresci? A única competição que vale a pena é com você mesmo.
A sua única régua de medida deveria ser: "Eu sou melhor hoje do que eu era ontem". Se a resposta for sim, está valendo. Se for não, ajuste o rumo.
Mas sempre olhando para dentro, nunca para os lados. Quando você para de se comparar, você finalmente consegue se enxergar de verdade, consegue valorizar suas conquistas, ter compaixão pelo próprio processo, inclusive consegue se alegrar genuinamente com a conquista dos outros, porque aquilo não tira nada de você. A quinta coisa que eu eliminei da minha vida é a pressa por resultados imediatos.
essa obsessão por conquistar rápido, por ver resultado agora, por chegar lá o quanto antes. E olha, eu entendo completamente de onde vem essa pressa, porque nós vivemos numa era de gratificação instantânea. Quer assistir um filme, clica e assiste.
Quer comida, abre o aplicativo e chega em minutos. que a informação tá ali na palma da mão, quer falar com uma pessoa do outro lado do mundo, um clique. Então nós inconscientemente transferimos essa expectativa para tudo na nossa vida.
Queremos emagrecer rápido, enriquecer rápido, ter sucesso rápido, mudar de vida rápido. E quando as coisas não acontecem na velocidade que a gente imaginou, nós desistimos. Entramos em estado de frustração, sentimos que estamos fazendo algo errado.
Mas sabe qual é a verdade? As coisas que realmente valem a pena na vida não são conquistadas, elas são construídas e construção leva tempo. É muito importante entender a diferença entre conquista e construção.
A conquista vem da luta da guerra. O imperador invadia uma terra com o seu exército e a conquistava. Aí outro imperador vinha com um exército maior e tomava aquela terra dele.
A conquista pode acontecer do dia paraa noite e também pode se perder do dia paraa noite. Já a construção não. A construção precisa de tempo, tijolo por tijolo.
Planejamento, execução, constância. Um passo de cada vez. Para erguer uma construção grande, você precisa de uma boa estrutura, uma boa fundação, sabe?
Boas bases. Você não constrói um relacionamento sólido em uma semana. Você não constrói um corpo saudável em um mês.
Você não constrói um negócio sustentável em três meses ou sabedoria em um ano. Tudo isso exige consistência, paciência, persistência e, principalmente a sua presença durante o processo. Mas o ser humano tá tão obsecado com o destino que esquece de estar presente no caminho.
quer pular etapas, quer atalho, quer hacks, quer o segredo que vai fazer tudo acontecer do dia paraa noite. E aí a frustração é inevitável. Se frustra porque plantou uma semente ontem e ela não virou árvore hoje.
Não entende que existe um tempo natural para as coisas amadurecerem, para as raízes se aprofundarem, paraa transformação real acontecer. E esse tempo varia de pessoa para pessoa. Por isso, jamais devemos nos comparar.
Cada um tem a sua história, as suas resistências, as suas habilidades. Eu vejo muitas pessoas começando projetos, relacionamentos, mudança de hábitos e desistindo três semanas depois porque não tá dando resultado que ela queria, claro, né? Mas elas nem deram tempo paraa semente germinar.
estavam esperando colher quando mal tinham terminado de plantar. A pressa não é só inimiga da perfeição, ela é inimiga da profundidade. Quando você está com pressa, você fica na superfície, no raso.
Então hoje, em vez de perguntar quando eu vou chegar lá, eu me pergunto: "Eu estou construindo algo sólido? " Em vez de correr atrás de resultados imediatos, eu invisto em fundações profundas, porque eu aprendi que o que é construído com pressa desmorona com facilidade, mas o que é construído com o tempo, com consistência, permanece. A sexta coisa que eu eliminei da minha vida é o medo da opinião dos outros.
Porque existe uma diferença enorme entre saber que você não deveria se importar com a opinião dos outros a ponto de te agredir, de te fazer desistir. E a diferença entre realmente não se importar com opinião alheia. Quando alguém te critica e você desmorona, não é porque a crítica é verdadeira, é porque ela tocou numa ferida que já tava ali, no medo que você já carregava.
A pessoa só apertou o botãozinho, mas o botão já existia dentro de você. Eu tenho esse trabalho de despertar da consciência há mais de 20 anos e pode acreditar, eu nunca me abalei com um comentário negativo sequer, porque eu não tenho a menor dúvida sobre o que eu ensino aqui. Como diria a minha amiga de profissão, tudo que eu falo é de cátedra, é porque eu experimentei, porque eu tenho plena convicção do que eu estou falando.
Então, não existe botão para ser apertado. A pessoa pode não concordar com os meus ensinamentos, com os meus métodos. Tudo bem.
Ela pode até destilar suas ausências internas me criticando aqui nos comentários, só que não tem como me afetar, porque eu não tenho nenhuma dúvida sobre quem eu sou e sobre o que eu falo aqui. Então, para parar de ter medo da opinião do outro, você precisa resolver o que está aí dentro de você. Porque quando você realmente se conhece, quando você faz as pazes com quem você é, com as suas sombras, com a suas falhas, com as suas esquisites, a opinião alheia perde o gancho, perde a força, ela não tem mais onde se pendurar.
E aí acontece uma coisa interessante. Você para de se defender tanto porque você não precisa mais provar nada. Alguém te critica e você consegue ouvir com curiosidade, com interesse até, em vez de desespero.
Você consegue filtrar o que faz sentido e descartar o que não faz, sem qualquer drama, sem noites em claro. Outra coisa muito importante de você internalizar é que a maioria das pessoas não está nem pensando em você. A gente superestima absurdamente o quanto ocupamos a mente dos outros, né?
Aquela pessoa que você acha que está te julgando, ela está ocupada demais pensando na sua própria vida, nos seus problemas, olhando pro umbigo dela, com as suas próprias inseguranças, seus medos. Assim como você tá trabalhando, todo mundo está tão preocupado em ser julgado que quase ninguém tem tempo de realmente julgar. E quando julga, não é sobre o outro, mas sobre suas próprias feridas internas.
É um regurgitar de quem eu sou e aí eu projeto no outro. Por último, uma coisa que parece contraditória aqui, mas não é. Quando você para de ter medo do julgamento, você se torna mais receptivo aos feedbacks, aos retornos, tá?
Porque você não está mais na defensiva. Você consegue ouvir uma crítica sem sentir que a sua identidade inteira está sendo atacada e desmoronando. Isso te permite crescer de verdade.
Ah, você pensa diferente de mim, tá fazendo uma crítica? Explica melhor para mim. Deixa eu ver se faz sentido.
Ah, não faz. Sinto muito. Nossa, tem um ponto interessante aqui que você colocou.
Eu vou procurar ajustar isso. Sétima coisa que eu eliminei da minha vida. E essa sétima coisa está muito conectada com a sexta, que é a necessidade de se explicar pros outros, de viver se justificando.
Presta atenção em como você fala. Quantas vezes você diz um não e em seguida vem uma enchurrada de justificativas? Eu não vou poder ir porque eu tenho que acordar cedo e eu também estou com dor de cabeça e além disso eu tenho um compromisso no dia seguinte.
Por que você precisa de três razões para dizer não? Um não, não bastava. Ou melhor, por você precisa de alguma razão?
Precisamos apresentar um dossiê convincente para ter o direito de viver a própria vida. E isso é uma prisão invisível. Eu me lembro de passar anos da minha vida montando argumentos na cabeça antes de tomar qualquer decisão que saísse do esperado.
Se eu queria mudar de plano, já ia preparando aquela minha defesa. Se eu não queria ir a um evento, já ensaiava as desculpas. Era como se eu estivesse constantemente num tribunal, sendo julgada, precisando provar que as minhas escolhas eram razoáveis o suficiente para serem permitidas.
Até adoecer. Eu já adoeci para justificar que eu não queria comparecer em algum lugar. Isso acontece muito, tá?
O corpo ele não lida com a coisa da mente e aí você se convence que uma boa doencinha, uma gripe, uma dor de cabeça, uma dor na coluna, você trava mesmo, você fica doente porque você tá incorporando aquela crença. É preferível adoecer do que ir num lugar que você não quer. E sabe o que que é mais louco?
Quanto mais você se justifica, mais fraco você parece e mais espaço você abre pro outro questionar. Porque quando você apresenta cinco razões, a pessoa pode contestar cada uma delas. Ah, mas você pode dormir no carro.
Ah, mas a dor de cabeça passa. Eu vou te dar aqui um analgésico. Ah, mas o compromisso você remarca.
E aí você se vê numa negociação que nunca deveria ter começado. Agora quando você simplesmente diz: "Não vai dar para mim, obrigada". e para por aí, não tem o que contestar, não tem brecha, é um ponto final, é posicionamento elegante, simples e direto.
E olha, isso vai muito além de recusar convites. Isso aparece em tudo. Aparece quando você muda de opinião e sente que precisa explicar toda a sua trajetória mental para justificar a sua mudança.
Parece quando você toma uma decisão diferente do que sua família esperava e passa horas tentando convencê-los de que aquilo faz sentido. Aparece quando você quer simplesmente viver de um jeito que é seu, mas sente que precisa de autorização dos outros. A raiz disso é uma só.
Você ainda não confia no seu próprio julgamento, nas suas próprias decisões. Você ainda acha lá no fundo que as suas razões internas não são suficientes, que elas só se tornam válidas quando alguém de fora dá o aval. A verdade é que não devemos explicações sobre nossas decisões para ninguém.
Suas razões são suas, seus motivos são seus e eles não precisam fazer sentido para mais ninguém. além de você. Isso não significa ser uma pessoa grosseira ou insensível.
Tem uma diferença enorme entre ser clara e ser rude. Você pode dizer com firmeza algo, com gentileza, sem precisar abrir um PowerPoint, explicando porquê. Em toda aula, a oitava coisa que eu eliminei da minha vida são os pensamentos negativos.
E eu já vou começar desfazendo uma confusão que quase todo mundo faz. Eliminar pensamentos negativos não significa nunca mais ter um pensamento negativo. Isso é impossível.
Quem te vende isso tá te vendendo uma fantasia. A mente pensa. Ponto.
É a função dela. É o que ela faz. Ela produz pensamentos o dia inteiro.
Bons, ruins, absurdos, geniais, sombrios. Você não controla o que aparece. O que aparece aparece.
A questão não é impedir o pensamento de surgir. A questão é o que você faz com o pensamento depois que ele surge? Eu passei muito tempo da minha vida brigando com os meus próprios pensamentos.
Aparecia um pensamento ruim e eu entrava em pânico. Por que eu tô pensando isso? O que há de errado comigo?
Eu não deveria pensar assim mais. E aí eu tentava empurrar o pensamento para baixo do tapete, fingir que ele não existia. Eu tentava substituí-lo por um pensamento positivo, meio que forçado.
E sabe o que acontecia? Ele voltava mais forte, mais insistente, porque aquilo que você resiste persiste. Quanto mais você luta contra um pensamento, mais energia você dá para ele.
É como tentar não pensar num elefante rosa. Vai lá, não pense agora num elefante cor-de-rosa. O que você acabou de fazer?
Pensou num elefante cor-de-rosa. OK. O segredo que eu aprendi e mudou tudo é que um pensamento não é a verdade.
Pensamento é só um pensamento. É uma produção mental, muitas vezes automática, muitas vezes herdada, muitas vezes completamente desconectada da realidade. Você não é seus pensamentos, você é quem observa os pensamentos.
E quando você entende isso de verdade, você para de se assustar com o que ainda está pensando. Aparece um pensamento negativo. Em vez de entrar em pânico, você olha para ele com curiosidade.
Olha só que interessante, hein? De onde será que você tá vindo? Tem uma coisa que pouca gente fala.
Muitos dos nossos pensamentos negativos nem são nossos, eles são ecos. São frases que ouvimos a vida inteira e que ficaram ali gravadas. É a voz da sua mãe dizendo que você nunca ia dar certo.
É o professor que disse que você não tinha talento. É o ex que disse que ninguém ia te aguentar. Esses pensamentos continuam tocando na sua cabeça como um disco arranhado e você acha que é você pensando, mas não é.
é apenas memória, uma programação antiga. E aí entra o trabalho real. Ao invés de tentar calar esses pensamentos, você precisa reprogramá-los.
É olhar para eles com honestidade e perguntar: "Isso é meu ou eu herdei de alguém? Isso é verdade ou é uma crença que eu carrego e nunca questionei? " Foi por isso que eu criei o CAF, o clube da alta frequência, que é um clube de reprogramação mental.
No CAF, todo mês você recebe uma reprogramação mental em áudio junto de uma frequência binaural para induzir um estado de relaxamento e conexão com a sua mente inconsciente, para que a reprogramação atue nas camadas mais profundas da sua mente e realmente ajude você a reprogramar cada um dos quatro pilares que formam a sua vibração pessoal. Pilares esses que eu chamo de seca, suas crenças, emoções, comunicação e ações. No CAF, nós trabalhamos juntos em comunidade, a reprogramação das suas crenças, o equilíbrio emocional, o desenvolvimento de uma comunicação poderosa, tanto sua consigo mesmo quanto quanto com as outras pessoas e com o campo universal, né, onde tudo acontece.
E nós fortalecemos juntos o seu poder de ação, os seus hábitos. Além disso, o CAF é um clube, ou seja, é uma comunidade onde você vai conhecer pessoas que tm o mesmo objetivo de romper com as velhas crenças e amarras e criar uma vida de prosperidade. Ao entrar no CAF, você recebe acesso a um grupo de membros no clube do WhatsApp, um grupo que já formou grandes amigos, uma comunidade real onde um ajuda o outro a elevar cada vez mais a sua frequência.
Então, aquela história de ai eu estou sozinha no mundo, sozinho, ninguém me entende na minha família, no meu trabalho. Os meus amigos acham que eu eu sou estranho, que eu tenho uns pensamentos diferentes, as pessoas não me entendem. Agora você tem um lugar onde você pode trocar figurinha, onde você pode crescer.
O CAF, porém, não é nenhuma ferramenta mágica, tá? É um método que exige dedicação como qualquer outro. Não se esqueça do quinto pilar do vídeo de hoje, que é eliminar a ansiedade por resultados imediatos.
Se você vai participar de um processo de autoconhecimento e autodesenvolvimento, de mudança, seja lá qual for o processo, você precisa de dedicação e tempo. Não ache que eu vou dizer aqui que o CAF vai mudar sua vida da noite pro dia. Eu jamais venderia uma ilusão.
Isso eu deixo pros falsos gurus. O CAF é um processo real para quem deseja realmente construir resultados expressivos. E eu vou deixar o link aqui na descrição do vídeo também fixado no primeiro comentário para você clicar e saber mais.
Clica lá e se informe. Tem mais informações do que as que eu trouxe aqui agora, ok? Mas agora vamos voltar ao vídeo.
Eu falava sobre os pensamentos negativos, não é? Nem todo pensamento negativo é inimigo. Às vezes ele é um mensageiro.
Às vezes aquele desconforto, aquela inquietação está te mostrando algo que precisa de atenção. Se você está constantemente pensando que a sua vida não faz qualquer sentido, talvez não seja o caso de enfiar um pensamento positivo por cima. Talvez seja o momento de parar e investigar o que está faltando.
O problema não é o pensamento negativo em si. O problema é quando você se funde com ele, você se identifica com ele. Quando você deixa de ter um pensamento e passa a ser o pensamento, isso é incorporação.
Quando eu estou pensando que eu sou um fracasso, vira, eu sou um fracasso. Essa fusão é puro veneno. A prática que eu desenvolvi foi simples.
Toda vez que um pensamento pesado aparece, eu não brigo com ele. Eu não finjo que ele não existe. Eu não tento substituir logo de cara.
Eu só observo. Eu reconheço que ele tá ali e eu me pergunto: "Isso é útil? Isso é verdade?
Isso me serve? " Se a resposta for não, eu agradeço o pensamento pela visita e deixo ele embora. sem drama, sem luta.
E, a pouc os pensamentos que antes me dominavam foram perdendo força, não porque eu os venci numa batalha, mas porque eu parei de alimentá-los com a minha tensão, com o meu medo, com a minha resistência. A mente vai continuar produzindo pensamentos até o dia que você morrer. OK?
A liberdade não está em silenciá-la. está em parar de acreditar em tudo que ela diz. A nona coisa que eu eliminei da minha vida são os hábitos autodestrutivos.
E aqui eu não estou falando só dos óbvios, tá claro? Álcool em excesso, comida usada como anestesia, compras por impulso para se sentir melhor ou para festejar. Eu tô falando de hábitos autodestrutivos, mais perigosos ainda, que são silenciosos, os que a gente nem reconhece como destruição.
Exemplo, dormir tarde quando você sabe que precisa descansar, ficar rolando lá o feed celular quando você tem algo importante para fazer. Dizer sim quando você não quer algo só para agradar a outra pessoa. Escolher o que te faz mal quando o que te faz bem está ali do lado, disponível.
Você já parou para pensar por a gente faz isso? Por que a gente se sabota numa dieta quando ela tá funcionando? Por que a gente arruma briga com a pessoa quando o relacionamento tá indo bem?
Porque a gente procrastina justamente naquele projeto que pode mudar nossa vida? A maioria dos hábitos autodestrutivos existe porque em algum nível você não acredita que merece o que está construindo. Existe uma parte sua, muitas vezes inconsciente, que não se sente digna de sucesso, de amor, de saúde, de abundância.
E toda vez que você chega perto demais, essa parte puxa o freio de mão, ela te sabota, porque para ela o conhecido é mais seguro que o desconhecido, mesmo que o conhecido seja sofrimento. Décima e última coisa por hoje que eu eliminei da minha vida e que eu sugiro que você elimine é a incapacidade de receber. Observe como você reage quando alguém te faz um elogio.
Nossa, você tá linda hoje. O que você responde? Se for como a maioria das pessoas, você desvia, muda de assunto e fala: "Imagina, estou um bagaço hoje, que nada, essa roupa é velha.
Comprei ali um brechó baratinho. Ou então você diz: "Par com isso". Você não consegue simplesmente dizer obrigada e deixar aquilo entrar.
E não é só com elogio, é com tudo. Alguém te oferece ajuda e você diz: "Não, não, não precisa, eu me viro". Alguém quer te dar um presente e você fica desconfortável, já pensando no que vai ter que dar de volta.
Alguém te oferece uma oportunidade e você sente que não merece. que deve ter gente mais qualificada para aquilo. Eu já fui assim lá atrás, profundamente assim.
Eu conseguia dar sem parar meu tempo, minha energia, dinheiro, atenção para as pessoas, mas na hora de receber eu travava. E por muito tempo eu achei que isso era virtude. Achei que era humildade, desapego ou generosidade, mas não era.
Era ferida. Porque a incapacidade de receber no fundo é uma forma de dizer eu não mereço. É uma rejeição silenciosa da abundância.
Você olha para algo bom vindo na sua direção e uma parte sua diz: "Isso não é para você". Tem outro aspecto que eu demorei para enxergar que a incapacidade de receber está diretamente ligada à sua capacidade de prosperar. O dinheiro que você quer precisa ser recebido, não é?
O amor que você busca precisa ser recebido. O reconhecimento, as oportunidades, a abundância, em qualquer forma, tudo precisa ser recebido por você. Se você não consegue receber um elogio simples, um pequeno presente, como vai receber uma vida abundante?
Nós falamos muito em abrir portas, correr atrás, conquistar, mas pouco se fala sobre a arte de abrir as mãos quando algo bom chega. de se permitir, de não se sabotar, de não querer logo devolver, de não achar que veio errado, que era para outra pessoa, que você não deveria estar ali. Receber é um ato de coragem.
É dizer pro universo: "Pode vir, estou pronta. Eu não vou devolver, eu não vou sabotar. Eu não vou me encolher.
Eu aceito. E quando você finalmente aprende a receber de verdade, sem culpa, sem desconforto algum, sem a necessidade de retribuir imediatamente, sua vida muda. Você se torna grato e a gratidão multiplica bênçãos.
Você sai do modo de escassez, entra no modo de fluxo. Você para de remar contra a correnteza e deixa a correnteza te levar. Então, aprenda a receber um elogio, uma ajuda, um presente, uma oportunidade, o amor do outro, sem desviar, sem diminuir, sem devolver, só receber e agradecer.
Você precisa se deixar preencher por essa sensação. OK? Bem, então resumindo, quais são as 10 coisas que você precisa silenciosamente eliminar da sua vida para ter uma vida mais com mais fluxo e mais resultados?
Vamos relembrar rapidamente. A primeira é sua identidade antiga, aquela versão sua moldada por crenças que nunca foram suas e que você nunca questionou. A segunda é a ilusão de que você precisa ter tudo sob controle.
A terceira é o excesso de informações e o tempo gasto em tela. A quarta é a comparação com as outras pessoas. A quinta é a pressa por resultados imediatos.
A sexta é o medo da opinião dos outros. A sétima é a necessidade de se explicar, se justificar. A oitava são os pensamentos negativos.
A nona, os hábitos autodestrutivos. E finalmente a décima é incapacidade de receber. Nenhum desses pesos é permanente.
Nenhum deles faz parte de quem você realmente é em essência. São só acúmulos, camadas e camadas que você foi juntando ao longo da vida sem perceber. E assim como você acumulou, você pode fazer uma esfoliação, soltar essas camadas.
Não precisa ser tudo de uma vez. Comece por uma camada. Aquela que mais te incomodou enquanto você assistia esse vídeo.
Aquela que você sentiu no corpo. Comece por aí. Se esse vídeo tocou você, eu peço que compartilhe com alguém que precisa ouvir isso.
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