Hum. >> E, por exemplo, você começou no terreiro de Umbanda, né? >> Isso.
>> Se tiver alguém que queira dar esse passo, >> essa é a única via ou existem outras maneiras? Por exemplo, eu eu gostaria realmente, né? Eu acho que tem alguma coisa em mim que eu gostaria de aprofundar.
Não, não. De mediunidade no geral. Sim.
>> Eu deveria ir por qual caminho? Qual caminhos existem? Entendeu a dúvida?
Entendi. O melhor caminho é sempre aquele que você achar melhor, é sempre aquele que você gostar. Cara, eh, eu sempre falo, dentro da espiritualidade não tem certo e errado.
Tem aquilo que funciona para você e aquilo que não funciona. Só não tem certo e errado. Espiritualidade é buscar a tua individualidade, é buscar a tua verdade.
Isso é é importante a gente esclarecer aqui. Então, o melhor caminho para você vai ser aquele que fizer mais sentido para você. Eu posso te falar aqui, cara, o melhor caminho é umbanda.
Aí você vai lá, encontra, entra num terreiro, >> pô, você não gosta de nada, você fica com medo de um da incorporação de um Exu, de ver um Exu incorporando ou falando os três jeitos e um cabúclo gritando e a criança engatilhando, engatinhando no chão. Enfim, a Umbanda não é para todo mundo, assim como o budismo não é para todo mundo, o hinduísmo não é para todo mundo. Então, toda religião tem lado bom e lado ruim.
Isso é um fato, não é? Todas são criadas pelo homem, todas vão ter falhas e defeitos, mas também os pontos positivos. A melhor religião, o melhor caminho para você, aquele que fizer mais sentido para você.
Só isso. >> É seguir a tua intuição, a tua aquela base da tua mediunidade, né? Você pensar, >> por exemplo, eu tenho muita vontade de entrar no centro espírita, é o que me chama mais do que a Umbanda, por exemplo.
Eu não sei explicar o motivo. >> Sim. É tua intuição.
>> Talvez seja isso. Então, >> cada religião, ela vai trazer uma afinidade com diferente com cada pessoa. >> Uhum.
Tem religiões que não vai despertar nada em você, mas tem religiões que você vai brilhar o olho, vai falar: "Cara, preciso entender isso aqui". >> Exato. >> Então é o que fizer mais sentido para você.
Não existe caminho certo para você trabalhar sua mediunidade, para você desenvolver sua espiritualidade. O caminho certo é o que fizer mais sentido para você. Por isso a importância de sempre expandir os horizontes, de sempre estar atento às >> Uhum.
>> as mais diversas opções que existem por aí. Todas >> todas as pontes. >> Isso é o que eu sempre falo, né?
A verdade tá espalhada. A gente precisa beber de várias fontes, né? Entender um pouquinho de cada coisa e montar o nosso quebra-cabeça.
>> Hum. >> Para mim, isso é definição de espiritualidade. É o entender tudo que tá à minha disposição, pegar o que faz sentido para mim e montar o meu.
>> Hum. >> A verdade é sempre subjetiva, >> livre, criativo. >> A verdade é subjetiva sempre.
E tem alguma alguma experiência que você já passou aí de, né, alguma comunicação mediúnica que já te impactou profundamente? que você poderia compartilhar conosco. >> Eu já contei isso, eu acho, não lembro onde foi agora, mas a primeira vez que eu recebi um contato diferente foi do foi do Serafis Bay, que é um dos mestres ascensionados.
Na época eu não conhecia ele, eu não sabia e quem ele era, o que que ele fazia, do que que ele cuidava. Era um dia normal para mim, tava trabalhando tranquilo, como eu sempre faço, nada de diferente. E de repente alguém começa, aquela que eu falei, aquela mediunidade intuitiva, alguém começa a falar meu nome Henrique na minha cabeça e fica Henrique, >> Henrique.
E eu ali trabalhando na minha mesa com pêndulo, né, radiestesia e tal, >> eu comecei a escutar, falei: "Cara, tem alguém falando". sempre que você percebe isso, você silencia para, né, prestar mais atenção. E aí, cara, eu falei: "Ó, tô trabalhando, né?
Eu tô trabalhando, eu não consigo falar agora". Mas aquilo ficou, quem ri? Quem ri?
Eu falei, pô, não vai dar. Aí eu larguei o pé, larguei tudo, sentei, né? Em uma meditação e uma concentração mais profunda.
E assim, eu com a espiritualidade, eu sou muito eu. Não é aquela coisa assim, ah, mestres me iluminem, não é? Eu, eu sou eu, entendeu?
Eu tô culpado. Falei que eu tô culpado, não consigo fazer agora. E eu sou bravo mesmo, eu falo com eles como eu falaria com qualquer ser humano.
>> Isso é importante de não endeusar, não colocar eles lá em cima, né? De ter essa relação mais próxima, mais íntima mesmo. E eu gosto mais disso.
E aí eu falei: "Tá, quem é que tá falando? Que que você quer? Por que que você tá aqui agora, nesse momento, nessa hora?
" E aí me veio aqui é Serafis Bay. Eu já tinha ouvido falar o nome. Eu não tinha estudado nada recentemente.
Então não foi coisa da minha cabeça que veio o nome que eu já tinha visto recentemente. Não. Eu estudei sobre os mestres fazia muito tempo e nunca foi um assunto que eu me interessei muito, para ser bem sincero até esse momento, né?
E aí veio o nome Serafiz B. Aí eu falei: "Opa, cara, não ia inventar um nome desse na minha cabeça do nada". E aí quando eu falei tá, eu, né, baixei minha bola, comecei a prestar um pouco mais de atenção e ele passou para mim toda uma comunicação mental, visual também.
Quando você fecha o olho, eles conseguem projetar imagem na sua tela mental, então você consegue enxergar também algumas coisas. E ele explicou que a gente ia realizar um trabalho junto, né, que eu ia ter que canalizar eh duas meses. Então eu canalizei uma, a outra ainda tá em processo e foi extremamente impactante para mim, entendeu?
Porque eu sabia que eu tinha essa mediunidade de canalização eh mais de uma forma mais sutil. >> Uhum. >> Não é tão parecida como os médiuns de hoje fazem.
Comigo é muito sutil. Então eu não tenho nenhum processo de trans não sei o quê. Eu tô falando e eu tô canalizando.
>> Uhum. >> Às vezes, né, em muitos momentos nos meus atendimentos também. Enfim, só que essa primeira vez foi quando eu recebi uma comunicação mesmo, que assim, não tinha chance nenhuma de eu estar inventando aquelas informações porque eu nem sabia.
da onde que era as informações, quem era esse cara e tudo mais. >> Ele se apresentou para você >> minha com o nome. Ele trouxe o nome, mas sentiu medo?
>> Não, não, porque eu já tava acostumado, né? Foi foi recente. Foi um foi >> foi ano passado isso.
Foi em novembro do ano passado que aconteceu isso. Então eu já >> te apresentou não. >> Como que você sabia que ele não era um espírito obsessor?
>> Primeiro que eu eu tenho muito cuidado, né? Eu tenho meus cuidados espirituais também. Eu eu gosto muito de pensar que eu sou muito bem protegido.
>> Uhum. >> E já me falaram isso também. >> Isso já ajuda, né?
>> Isso já ajuda bastante. Eu sou uma pessoa também muito equilibrada emocionalmente, então isso ajuda bastante também. Eh, não que eu seja imune, claro, mas isso já ajuda muito.
E é de percepção. Quando é coisa ruim, você sente. É muito fácil.
Já sentiu. >> É muito fácil. Já é muito fácil.
A percepção é completamente diferente. É uma energia diferente, a comunicação é diferente. >> Como que é?
>> Você vai saber diferenciar. >> Mas por uma intuição mesmo ou por >> por sensação? Você sabe que é ruim, >> não é uma coisa racional.
Eu não sei te falar assim: "Ah, é por causa disso". Não, é sensação. Você sabe que é ruim e você sabe quando não é também.
Entendi. >> Por exemplo, em contatos com seres multidimensionais, com seres de consciência mais elevada, eles automaticamente transferem para você uma sensação de amor muito grande. >> Então você não precisa nem saber quem é.
Você se sente extremamente bem. Tem gente que chora só de receber mensagem, enfim, porque a energia emanada >> tem uma frequência, >> uma frequência específica, né? Então você não tá ali e eh >> com dúvida.
Você não tem dúvida de que é uma coisa ruim ou de que é uma coisa boa, entendeu? E claro, isso vem do treinamento, das percepções, de você já ter tido contato com energia ruim e com energia boa, né? Porque se você nunca teve essa essa conexão, esse contato, vai ficar mais difícil para você saber diferenciar.
Portanto, a importância de sempre buscar, >> de ter acompanhamento de um mentor. >> Isso. >> E o que fazer nos casos que, por exemplo, chega ali um obsessor, um encosto, eh, o que que o médium é como que o médium se protege ou não tem o que fazer, quando que ele vai embora, entendeu?
encosto, >> tá? >> Como funciona esse? >> Sim, é um ponto importante.
Eh, os obsessores, os encostos, eles não ficam com a gente o tempo inteiro, eles ficam enquanto é conveniente, né? Só pra gente esclarecer isso. Então, eles criam conexão e vão embora.
Só que claro que eles podem deixar sujeira energética ali, vamos chamar assim, no nosso campo, né? Isso só pra gente esclarecer. Agora, o que que o médium precisa fazer para se proteger disso?
Primeiro estudar, saber como as coisas funcionam, né? O medo ele vem da ignorância. Então, quando a gente entende como a espiritualidade funciona, quais são as leis por trás da espiritualidade, a lei de sintonia, de afinidade, tudo isso, ação e reação, que eu já falei também, enfim, esse estudo ele te dá uma base, né, para você saber lidar com essas coisas de uma forma muito tranquila.
Agora, o mais importante, reforma interna, eh, pensa assim, a mediunidade é é uma lâmpada, tá? >> Uhum. >> Se ela tiver suja por dentro, ela solta menos luz, certo?
Quanto mais limpa essa lâmpada tiver por dentro, mais luz ela emite. >> Então, o que o médium ele ele precisa fazer é cuidar dele, é cuidar do campo emocional dele, do equilíbrio dele, das emoções dele. É ter um autoconhecimento impecável.
para saber tudo sobre ele. O que deixa feliz, o que deixa triste, o que gera raiva, como controlar essas coisas, como ressignificar tudo aquilo que gera frustração nele, decepção, enfim, reforma íntima, reforma interna, é contato interno. Isso é a maior proteção de um médium.
E é como um médium, ele se torna um bom médium. >> Uhum. É a lição de casa.
>> É a lição de casa de todo médium. É reforma interna. Porque é o que eu falei, se você tá chamando muita atenção, se a sua luz tá brilhando muito, você vai chamar mais atenção, certo?
E você chama atenção de todo mundo. Você chama atenção dos mestres maiores, dos espíritos superiores, ascensionados e tudo mais, mas você também vai chamar a atenção de obsessores mais espertos, você também vai chamar a atenção de seres até de uma hierarquia maior que obsessores mais espertos. Então você vira alvo literalmente, né?
Uhum. >> se você não tiver bem protegido, se você não tiver eh atento às provações, aos testes que são enviados também pros médiuns, né, você cai, >> né? E a mediunidade quando ela vira espetáculo, por exemplo, a mediunidade quando ela é tomada por ego, por exemplo, a gente tem >> ego espiritual, né?
>> Isso. A gente tem muitos muitos casos desses, inclusive um famoso aí de um senhor, né? Mas e a espiritu a mediunidade quando vira palco, quando vira atração, ela perde sentido.
>> Mediática, >> isso. Ela perde o sentido. Então a mediunidade, isso é importante só pra gente concluir, a mediunidade ela sempre vai ter a ver com serviço.
>> Serviço. Serviço para com o próximo. >> Isso.
Servir, >> servir o próximo, igual Jesus falava. >> Exato. É sempre.
Se você quer desenvolver a sua mediunidade, se pergunte por quê? Por e para quê? dependendo do motivo, não vai desenvolver, cara.
>> Se for para si próprio, não vai, >> não vai desenvolver. Vai, >> não vai. Muito difícil.
>> Tem que ser para entregar pro mundo. >> Para entregar pros outros. Mediunidade é propósito.
Tem que ter propósito. Você tem que ter o objetivo de servir e ajudar de alguma forma, senão a sua mediunidade ela vai ficar limitada. Mas aí que tá, Henrique.
Tipo, a maior parte das pessoas elas querem evoluir espiritualmente muito porque elas estão muito em estados de sofrimento. Então fala: "Pô, talvez se eu evoluir como ser humano, como espírito, eu consiga superar esse meu estado de sofrimento, de depressão, de ansiedade. " Eh, tá, >> entendeu?
O que eu tô falando? Às vezes não tem uma má intenção por trás. >> Então, sim.
Mas aí o que ela precisa não é desenvolver mediunidade, né? >> É espiritualidade, >> é autoconhecimento. >> Aconhecimento.
Reforma interna. >> Então, mas aí a espiritualidade vai, a mediunidade vai vir de >> vai acabar vindo, >> vai acabar vindo, mas como uma consequência, né? Não como objetivo principal, >> não como meio, né?
>> Isso. Não como objetivo principal. >> A mediunidade ela não pode ser, ela não pode ser exibida, né?
Isso inclusive é um uma das coisas que a gente vai falar aí na no futuro da mediunidade, né? É, já vamos chegar exatamente agora. Amen.